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Vamos l�, continuem, pessoal. O juiz Bergen odeia atrasos.
Seis semanas fazendo isso, oficial.
J� sabemos tudo sobre o juiz Bergen.
Sim, foi um longo julgamento.
O governo agradece pelo seu servi�o de j�ri.
Est�o isolados para proteg�-los de influ�ncias externas.
Agora vamos nessa!
Vamos l�, pessoal. Continuem.
Anda. Vamos!
Ele me encurralou no corredor. Eu o vi por perto.
Vai contar para o oficial?
N�o sei, mas, Arnold, ele estava me amea�ando.
Sabem que n�o deveriam conversar fora da sala de delibera��o.
Agora entrem no �nibus.
Agentes Especiais: Hall
Agentes Especiais: Pedrorms
Agentes Especiais: LikaPoetisa
Agentes Especiais: MilleG
Agente Encarregado: Darrow
GeekS investigativamente apresenta:
7.13 DESENTERRADO
Onde est� sua cabe�a hoje, Scola?
Estou com muita coisa na cabe�a.
� para isso que serve isso aqui. Deixar tudo l� fora.
Qual � o placar?
- Pausa para beber �gua. - Qual �!
Pausa para beber �gua.
Vai me dizer por que de repente est� t�o desastrado?
Voc� n�o quer ouvir sobre isso.
Vamos. Maggie est� de folga.
Estamos juntos hoje. O que est� acontecendo?
Jantamos ontem � noite com a esposa de um amigo.
Ele faleceu h� alguns anos.
Ent�o eu a visito, vejo como ela est�, a crian�a.
Lamento por isso.
�, valeu.
Ele tamb�m pegaria no meu p� se visse como eu estava jogando.
Se isso � s� choror� para eu parar
de te surrar na quadra, pode esquecer.
O qu�? Vem nessa.
Vamos l�. O que foi?
Seu retorno vai ter que esperar.
Vamos.
22 anos no trabalho, nunca pensei que veria um dia como este.
A prote��o de jurados federais costuma ser moleza.
Sim, foi o que pensei.
Este � um caso de alto perfil. Julgamento da m�fia.
- Somos treinados para isso, mas... - N�o espera que aconte�a.
- Eu deveria ter feito mais. - Voc� manteve dez deles vivos.
Pode nos contar algo sobre as duas v�timas?
Claro. Passei todo o �ltimo m�s ao lado deles.
June Schrader. Ela era m�dica.
Sempre me mostrando fotos do filho dela.
E Arnold Mills, um professor de hist�ria.
Eles estavam sempre brigando, mas era de um jeito bem-humorado.
E o atirador? Voc� conseguiu v�-lo?
O filho da puta estava de m�scara.
Mas vi os olhos dele. Era um cara branco.
Talvez uns 1,78 m.
Se tivesse que arriscar, diria que pesava 72 kg.
Vamos dar essa descri��o f�sica para a pol�cia.
A per�cia recuperou uma calibre 12.
Sem digitais. O n�mero de s�rie foi riscado.
Sim, foi isso que ele usou.
Viu de onde o atirador veio?
Veio de l�. E depois ele correu para l�.
Ele deve ter ficado nos esperando.
O juiz chama o j�ri em hor�rios diferentes a cada dia.
Posso ir? Preciso atualizar meu comando.
Sim, vai l�. Obrigado, Kimble.
Ent�o temos um atirador
que mata dois jurados de um caso de m�fia de alto risco.
No �ltimo dia de argumentos finais.
No que est� pensando?
Ele poderia ter tido problemas com alguns jurados, mas...
Provavelmente teve a ver com o julgamento.
OA, olha isso.
Cigarettes Malchitti. Marca italiana.
Choveu ontem � noite, n�o �?
Isso � recente.
Vamos chamar a per�cia. Talvez achem algumas digitais.
Certo, pessoal, fiquem atentos.
Temos dois jurados federais mortos
na frente do hotel onde queriam sequestr�-los.
Estavam em um caso federal contra esse homem, Sam Ardizzone,
chefe da fam�lia criminosa Ardizzone
em julgamento por assassinato e extors�o.
A nossa teoria � que foram mortos por intimida��o do j�ri.
No julgamento, Ardizzone ia perder.
Queriam tir�-lo da cadeia.
O Depto. de Justi�a quer respostas. Como estamos?
Se o assassino queria arquivar o caso, conseguiu.
O Depto. de Justi�a ter� que rever o caso Ardizzone.
Os outros jurados est�o sob cust�dia.
Vamos falar desse pessoal.
S�cios, encontros, lugares onde o assassino se esconderia.
Crime Organizado, estou de olho.
A fam�lia Ardizzone � integrante da Cosa Nostra,
um ramo de uma das cinco principais fam�lias.
La Cosa Nostra foi desmantelada nos anos 1970 e 1980.
Todos da velha guarda est�o presos.
- Ou mortos. - Tamb�m.
O pessoal do Sam quer fama.
Fazem agiotagem, apostas ilegais, golpes com criptomoeda,
extors�o no OnlyFans e prostitui��o.
Eles n�o s�o gente boa.
Checamos s�cios e encontros, mas at� agora, nada do tiroteio.
Continuem investigando. Quero pistas, est� bem?
N�s temos alguma coisa da cena do crime?
N�o temos a combina��o da digital no ma�o de cigarro, mas veja isso.
Os cigarros Malchitti s�o vendidos s� na It�lia.
Isso faz sentido.
A m�fia manda seus membros e os primos deles para c�
para fortalec�-los.
Ent�o talvez estejamos atr�s de um atirador siciliano.
Ian, encontrou algo?
N�o h� passageiros recentes no JFK, no LaGuardia ou no Newark
na mira da Interpol.
Talvez ele n�o esteja ainda no radar da pol�cia.
Acabei de falar com o Departamento de Justi�a.
O vice-procurador-geral quer isso resolvido.
�. Talvez ele j� esteja aqui h� um tempo.
Ian, vamos voltar uns 18 meses.
Entendido.
Certo, est� aqui.
Giovanni DeFalco, 31 anos. Natural de Palermo, Sic�lia.
Passou pela alf�ndega no JFK em agosto.
E vejam s�. Ele � primo distante de Ardizzone.
� mesmo?
E parece que essa � a namorada dele.
Peguei o rosto nas redes sociais dela.
Tem a localiza��o dela?
Tenho, um apartamento em Bensonhurst.
Talvez ela saiba onde ele est�. Seria bom falar com ele.
N�o vou te dar dinheiro de novo.
FBI, abra a porta!
Abra a porta, ou vamos abri-la para voc�.
Voc�s o querem? Podem levar.
DeFalco, n�o fuja!
Certo, vou dar a volta!
Perseguindo o suspeito perto da Rua 28.
Dissemos para n�o fugir.
Voc� ouviu? Agora tem que vir com a gente.
Dois jurados foram baleados
em frente a um hotel no Queens hoje de manh�, sr. DeFalco.
As suas digitais bateram com as de um ma�o de cigarro
achado na cena do crime. Quer falar por que estava l�?
N�o sei do que est� falando.
Veja isso.
� voc�, amea�ando uma das juradas ontem � noite.
E sabemos que tem motivo para isso.
Sabemos que voc� trabalha para Sam Ardizzone.
Se for acusado desses homic�dios, poder� pegar perp�tua, ou pior.
- Pegaram o cara errado. - Segundo as evid�ncias, n�o.
E com suas conex�es criminosas,
n�o ser� dif�cil endossar as acusa��es.
Eu estava no hotel.
Os homens do Sam me mandaram,
mas s� para assustar os jurados, n�o para mat�-los.
Estou com dificuldade em acreditar nisso.
O trabalho era garantir um veredicto de inocente
atrav�s de intimida��o.
Um julgamento anulado n�o ajuda meu primo.
Agora ele tem ainda mais acusa��es.
Como �?
Como voc�s dizem por aqui: "Que bagun�a."
E por que fugiu?
Acham que Sam vai levar isso na boa?
Ele vai me culpar.
Eu n�o estava fugindo do FBI, estava fugindo dele.
E devemos simplesmente acreditar na sua palavra?
Eu estava em uma cafeteria no momento do tiroteio.
Deve ter sido gravado.
Voc�s adoram rastrear seus cidad�os, n�o �?
Como estamos com o atirador?
O �libi do DeFalco foi confirmado.
N�o estava no hotel durante o ataque.
Voltamos � estaca zero.
- Talvez n�o. - O que achou?
Algo que DeFalco disse no interrogat�rio.
O submundo da cidade estava de olho no julgamento de Ardizzone.
Cruzamos imagens das c�meras de rua com o transporte dos jurados.
Um carro sempre aparecia.
Tudo bem. Podemos identificar pela placa?
N�o podemos, esse carro � um Moto.
� um servi�o de aluguel, um Airbnb de carros.
Sabe quem o alugou?
O locador se manteve an�nimo. Pagou com um vale-presente.
- Podemos rastrear o carro? - Sim, j� estou cuidando disso.
Aqui ele est� no tribunal.
No hotel.
E ele foi ao mesmo endere�o v�rias vezes na �ltima semana.
Quem mora l�?
Brad Kimble.
O oficial de justi�a?
Mande uma equipe para a casa de Kimble.
Deixamos algo passar.
A porta est� aberta.
Achamos o Kimble.
Est� morto. Preciso da per�cia e de um legista aqui.
Limpo.
Os jurados n�o eram o alvo. Era o Kimble.
Certo, ent�o algu�m bateu � porta, Kimble atendeu e foi alvejado.
O primeiro foi no peito, lan�ando-o de volta para dentro.
O assassino entrou e deu mais tr�s tiros.
Ent�o o primeiro tiro o matou. Os outros tr�s foram para garantir?
Queria provar algo.
Os vizinhos n�o ouviram nada,
mas parece que a Pol�cia de NY revistou a casa h� seis dias.
Isso explica o amassado na porta da frente.
- Voc� acha que isso �... - Danos causados por um ar�ete.
E aqui temos marcas de uma granada de efeito moral.
Ent�o, o que o Kimble andou aprontando?
Foi revistado e morto na mesma semana.
N�o pode ser coincid�ncia.
Certo. S� sei que temos um atirador foragido.
Vou ligar para a For�a-Tarefa de Fugitivos.
O assassino est� assustado e descontrolado.
O plano de matar Kimble de manh� deu errado
e tiveram que terminar o trabalho.
Na nossa unidade,
a maioria dos criminosos acaba ficando desleixado.
Deixam um rastro longo,
o que facilita nosso trabalho de encontr�-los.
S� temos que estar preparados.
Obrigada, agente Chase, por nos acompanhar na miss�o.
Claro. Fico sempre feliz em ajudar, chefe.
- Me contem sobre o criminoso. - Sim, o que sabemos?
Acabei de receber imagens da visita � casa de Kimble.
Que diabos est� havendo?
Para o ch�o! Agora!
- O que est�o fazendo? - Onde est� o garoto?
- Que garoto? - Cad� ele?
Eu n�o sei.
O relat�rio diz quem � esse garoto?
N�o, apenas que foi supostamente abusado sexualmente por Kimble.
Consideraram a chamada como trote.
Isso se chama swatting. Na melhor hip�tese, � ass�dio.
Na pior, homic�dio doloso por um policial.
Mas houve um n�vel de premedita��o.
O criminoso planeja isso h� semanas ou meses.
Encontrei a chamada.
911, qual � a emerg�ncia?
Depressa! Ele est� armado!
Consigo ouvir o garotinho gritando.
N�o s� n�o foi encontrado nenhum menor na casa de Kimble,
a arma dele estava trancada em um cofre no quarto.
N�o � o que a mulher ao telefone queria que a pol�cia acreditasse.
N�o sabemos se era uma mulher.
A an�lise confirma que a voz foi gerada
com um programa de IA chamado Karaoke.
Serve para alterar a voz.
E o n�mero que fez a liga��o? Podemos rastrear?
N�o. Foi usado um n�mero VolP, um pr�-pago via internet.
� apagado depois da chamada.
Ent�o nada de rastro longo. O assassino sabe cobrir os rastros.
Vamos continuar investigando essas provas digitais.
Ainda est�o verificando as c�meras ao redor do hotel?
- Sim. - Achei algo.
Usaram o cart�o de cr�dito naquele programa.
A conta do Karaoke que fez a liga��o
est� vinculada a Grant Warren.
Muito bem. Aten��o, pessoal. Grant Warren.
Tem 33 anos, casado, uma filha. Engenheiro de software.
N�o parece ser um man�aco homicida.
Tem conex�o com o oficial de justi�a?
Sim. H� 20 anos, Warren estudou em um col�gio interno de elite,
o Col�gio Militar Cornwall. Kimble era um dos inspetores.
- O Scola n�o estudou l�? - Sim, estudou.
Onde Warren est� agora?
- FBI, abra a porta. - N�o tem gra�a, Otto.
Desculpe, pensei que fosse o filho do vizinho.
Seu marido se encontra?
- O que querem com o Grant? - Oi, Grant, n�s...
Grant, pare!
N�o, n�o, n�o!
Tudo bem, voc� est� preso.
- Vamos. - Grant?
Papai? Papai? Aonde est�o levando ele?
N�o sei, querida.
Houve algo no seu tempo em Cornwall que possa ter motivado algo assim?
Warren era da turma de 2008. Eu estava dez anos � frente dele.
E o Kimble? Voc�s se cruzaram?
N�o, deve ter virado inspetor depois que me formei.
� muito tempo para guardar rancor.
Os inspetores eram um p� no saco? Claro que eram.
Meus pais me mandaram para l� para me castigar,
mas foram alguns dos melhores anos da minha vida.
Todos adoravam Cornwall.
Ent�o, o que irritou esse cara ap�s tantos anos?
Estou me perguntando a mesma coisa.
Muito bem, Grant.
Quer nos contar o que tentou apagar quando o pegamos?
J� te pegamos fazendo uma den�ncia falsa para o 911.
� um ato criminoso.
E voc� mandou uma equipe da SWAT para a casa de Brad Kimble.
Mas n�o foi suficiente, foi?
E a�?
Voc� voltou e terminou o trabalho.
Kimble est� morto?
Voc� n�o parece estar muito surpreso.
Eu n�o fiz isto.
Eu juro. Podem verificar meu celular.
N�o importa. Eu n�o matei ningu�m, mas...
"Mas" o qu�?
Ele teve o que merecia.
� mesmo? E por que seria?
O que ele fez, Grant?
Grant, eu estudei em Cornwall. Turma de 1998, est� bem?
Kimble entrou bem depois que sa�, mas eu sei como �.
- Os inspetores s�o r�gidos. - Voc� n�o entende.
Eu era o preferido deles.
Grant.
Se algo aconteceu,
o FBI pode te ajudar.
Mas precisa falar com a gente.
E, do jeito que est�, parece que voc� � o respons�vel.
Ajude-nos a entender.
Ap�s apagarem as luzes,
Kimble me tirava do dormit�rio e levava a uma sala nos fundos.
Ele me despia.
E ent�o ele e dois outros funcion�rios...
se revezavam.
Eu era um garoto.
Contou a algu�m sobre isso?
Kimble disse que mataria minha m�e se eu contasse.
Ent�o a escola nunca descobriu.
N�o.
Comecei a me comportar mal nas f�rias.
Meus pais sabiam que havia algo errado.
Em algum momento, eu contei a eles.
N�o tudo. Apenas o suficiente.
Minha fam�lia � da terceira gera��o de Cornwall.
Meu pai n�o acreditou em mim. N�o conseguia.
E mesmo que tivesse confrontado a escola,
Cornwall iria proteger a pr�pria reputa��o.
Ent�o nunca houve uma investiga��o?
N�o. O mundo seguiu em frente, e eu tamb�m.
At� que decidiu mandar a SWAT para a casa de Kimble.
Ent�o algo mudou. O qu�?
H� alguns meses, depois de um jogo dos Mets,
vi ele no metr�.
Estava mais velho, mas era ele.
Ele me olhou nos olhos,
e percebi que ele n�o fazia ideia de quem eu era.
Depois de tudo o que fez comigo.
Aquilo despertou uma dor que eu pensei que tinha enterrado.
E foi a� que decidimos nos vingar.
"Nos vingar"? Quem seria?
Grant, Kimble machucou mais algu�m? Outro aluno?
- Foi quem o matou? - N�o direi mais nada.
Disse que havia outros funcion�rios presentes durante os ataques.
Grant, temos que encontr�-los. Preciso de alguns nomes.
Quero ver meu advogado, por favor.
Grant Warren foi aluno do Col�gio Cornwall h� 20 anos.
Alega ter sido abusado sexualmente por um grupo de tr�s funcion�rios.
Brad Kimble era um dos supostos abusadores.
Ele est� morto. Como est� o �libi de Warren?
Ele usou o MetroCard em uma esta��o de metr�
em Midtown �s 8h17 da manh�, o mesmo hor�rio do ataque ao j�ri,
e as c�meras tamb�m o pegaram.
Ele estava no trabalho na hora do assassinato de Kimble.
Mas quando Scola falou com Warren, ele quase admitiu ter um parceiro.
Outro estudante que provavelmente tamb�m foi abusado.
Vamos reduzir isso. Com quem ele foi ao jogo do Mets?
Havia 31 mil torcedores na noite. Estamos analisando, mas...
Vai levar dois anos. E quanto � escola?
300 alunos estudaram l� ao mesmo tempo que Warren.
Estou vasculhando liga��es e redes sociais,
mas n�o acho uma conex�o. Ajudaria se ele desse um nome.
Warren est� na defensiva e n�o vai falar.
- Continuem investigando. - Oi. Perdemos a Nina.
Foi chamada para uma apreens�o no Bronx.
Depois falo com ela. Como estamos?
Estamos em um beco sem sa�da.
N�o houve acusa��es de abuso no per�odo em que Warren esteve l�.
Acho que Scola daria um jeito nisso se fosse a Cornwall.
Mas como encontraremos o pr�ximo alvo?
Warren disse que outros dois funcion�rios
tamb�m cometiam abusos.
A per�cia encontrou um anu�rio na casa de Warren.
Cornwall tinha mais 17 funcion�rios naquele per�odo.
Sim, �timo. Vamos investigar isso.
Precisamos saber quem v�o atacar.
O registro de funcion�rios pode nos levar a quem procuramos.
O problema � que o registro n�o � p�blico.
Ent�o ainda est�o no Cornwall.
Bom trabalho. Vamos mandar Scola para l�.
� sempre um prazer receber um de nossos melhores alunos.
Voc� progrediu muito.
Obrigado, coronel. Este lugar teve a ver com isso.
Voc� n�o facilitou.
Um garoto irritado com uma l�ngua afiada.
Lembro de uma brincadeira na casa de campo
envolvendo o carro de um dos inspetores.
Aquele seu amigo sempre te acompanhava.
As pegadinhas de adolescentes ca�ram no esquecimento.
Mas ainda tenho a l�ngua.
O que o traz de volta ao campus, agente Scola?
- N�o deve ser uma visita social. - N�o, receio que n�o.
Alguns ex-inspetores de Cornwall apareceram na nossa investiga��o.
Infelizmente, isso envolve alega��es
de abuso sexual por parte de ex-funcion�rios.
- Tem certeza disso? - Tudo aconteceu d�cadas atr�s,
bem antes de voc� assumir como diretor do col�gio.
Cornwall manteve por quase cem anos uma reputa��o de excel�ncia
de transformar garotos em jovens competentes.
Uma mancha na reputa��o � uma mancha em todos n�s.
Agente Scola, essas alega��es s�o s�rias.
E � por isso que estou aqui.
Voc� � o reitor da escola. Nenhum garoto se manifestou?
N�o. Se isso acontecesse, contatar�amos as autoridades.
Vou precisar ver os registros de corpo docente e funcion�rios.
De 2004 a 2010.
- Com uma intima��o. - Steven.
Isso tem repercuss�es legais. O Conselho Administrativo...
Ficamos felizes em ajudar o FBI.
Meu assistente ir� trazer imediatamente.
Obrigado, coronel.
Estamos atrasados para uma reuni�o, Steven.
ALUNOS DA EQUIPE DE CROSS COUNTRY DO CAMPEONATO ESTADUAL DE 1998
Como vai o registro de funcion�rios?
Estamos trabalhando nisso. A maioria est� limpo.
O coronel Lewis chegou ao col�gio
ap�s uma dispensa honrosa do ex�rcito,
come�ou como comandante do Corpo de Cadetes.
Avalia��es de desempenho impec�veis.
O conselho o escolheu para dirigir a escola.
- Ele � respeitado. - Certo. E alguma ma�� podre?
Algu�m aqui levantou um alerta. Hank Bouchard.
Entrou em Cornwall como inspetor em 2002.
Foi na �poca do oficial de justi�a Kimble.
Grant Warren foi aluno dele. E tem um detalhe.
Hank Bouchard deixou o col�gio abruptamente em 2009,
no meio do semestre, sem explica��o no arquivo dele.
E na vida pessoal? Alguma explica��o? Mudan�as?
- Se mudou, se casou? - N�o. Mesma esposa e endere�o.
Aceitou um emprego em um col�gio em Connecticut em 2009
e foi demitido dois anos depois ap�s alega��es de abuso.
Abuso no sentido de pegar pesado ou de outra coisa?
Solicitei uma intima��o para acessar os arquivos da escola.
A SWAT de Orange County
respondeu a uma chamada falsa na casa de Bouchard
no mesmo per�odo do incidente de Kimble.
Bate com o padr�o do nosso assassino.
O cart�o de Grant Warren foi usado para essa chamada?
- Foi. - Sim? Certo.
Veja se outro inspetor sofreu swatting.
Vou mandar OA e Scola � casa de Bouchard.
Ele � o pr�ximo alvo.
Ent�o, como foi? Estar de volta � sua alma mater?
� agridoce, como sempre.
Meu amigo que faleceu, o David Murray,
estudou comigo em Cornwall.
Eles t�m uma foto de 1998 da nossa equipe de cross country.
�, faz quatro anos que ele faleceu.
Ainda � dif�cil.
- Ele era t�o jovem. - Era.
Se n�o se importa, como aconteceu?
Aquele � o Bouchard?
Vamos l�.
Hank Bouchard. FBI.
S� pode ser brincadeira. J� me revistaram antes.
Passaram outro trote no 911?
N�o. Ningu�m ligou, sr. Bouchard. Mas talvez devessem.
Precisamos conversar. Tem algum lugar privado para isso?
Claro. Podem entrar.
- Scola? - Estou bem.
Disparos de dentro da casa.
FBI! Largue a arma!
- Droga! - Vai!
Pare! Largue a arma.
Suspeito em um Subaru azul seguindo por Hillside Road.
Atualiza��o: nosso suspeito invadiu a casa de Hank Bouchard,
esperou que ele voltasse e atirou nele
antes que nossos agentes pudessem proteger Bouchard.
Esse cara n�o vai parar, e h� um terceiro alvo.
Vamos identific�-lo e acabar com isso
para evitar mais danos.
Leon, pe�a � pol�cia local pra emitir um alerta sobre o carro.
Verifiquem as c�meras e ped�gios em um raio de 16 km.
A pol�cia estadual achou o ve�culo perto do centro de Cornwall.
Mande a per�cia procurar por digitais e DNA.
- E a casa de Bouchard? - Muitas digitais e DNA.
Demora para processar, mas veja s�:
o Crosstrek foi abandonado no distrito comercial de Cornwall.
Vamos conseguir imagens do assassino?
Doze pessoas passaram por uma c�mera pr�xima
ap�s o carro ser abandonado.
Comparou-as com ex-alunos do Cornwall?
- Sim, e encontramos um. - Certo. Aten��o, pessoal.
Noah Thackery, 33 anos. Nascido e criado em Tuckahoe.
Formado pelo Col�gio Cornwall, turma de 2009.
Pode rastre�-lo?
N�o. Celular desligado. Ele est� se escondendo.
Hoje o Cornwall far� o evento de arrecada��o anual.
Thackery confirmou a presen�a.
N�o, mande Cornwall cancelar o evento.
OA e Scola est�o por perto. Mande-os para l� agora.
O xerife e a SWAT precisam de uns 20 minutos.
Voc�s ouviram, pessoal. Vamos l�.
O evento come�ou h� 20 minutos.
Thackery j� matou quatro pessoas, duas sendo transeuntes.
O que nos aguarda?
� um "quem � quem" de ex-alunos e ex-funcion�rios.
S�o 200 convidados alcoolizados em trajes formais,
amontoados e com sa�das limitadas.
Um p�ssimo lugar para acontecer um tiroteio.
- Coronel Lewis. - Agente Scola. Voc� veio.
Acreditamos que algu�m neste evento � o alvo do nosso suspeito.
- Calma a�. - Precisam encerrar isso agora.
Ele est� mesmo aqui?
N�o sabemos, mas o xerife e a SWAT est�o vindo.
Precisamos come�ar a busca agora.
Ent�o n�o sabem se ele est� aqui.
Coronel, vieram alguns de nossos maiores apoiadores.
N�o podemos encerrar tudo ou alarm�-los. N�o agora.
N�o, voc�s n�o est�o ouvindo. Essas pessoas est�o em perigo.
Certo, senhores, vamos alertar a seguran�a.
Podem fazer uma busca,
mas n�o podemos encerrar o evento por um palpite.
Com licen�a.
- Vou l� para cima. - Fico com os convidados.
Pessoal, Noah Thackery tem um problema
com algu�m que est� no evento anual do Cornwall.
- Mas quem? - Estou vendo as redes dele.
Nada indica rancor contra a escola. Continuarei procurando.
- Temos que ver dentro do evento. - Quase l�.
Quem entrou e saiu? Devia estar l�?
Algu�m pr�ximo a Noah?
Estou entrando nas c�meras do Cornwall.
Certo.
Quero todo mundo identificado.
Convidados, equipe, at� esculturas de gelo.
Se tem olhos, nariz e boca, passem pelo reconhecimento facial.
Algu�m est� vendo o Thackery?
Sabemos que ele est� aqui. Onde se escondeu?
Negativo. Nada ainda.
Preciso de alguma coisa. Temos inocentes em jogo.
Ainda analisando.
Vejo algu�m parecido com Thackery.
- Pode estar carregando uma arma. - Onde?
No mezanino. Lado oeste do edif�cio.
FBI. M�os ao alto.
Largue isso.
N�o se mexa.
Alarme falso. � um cinegrafista.
Estamos cegos, pessoal. Preciso de olhos nele.
- Espere, veja esse cara. - O qu�?
Ele �...
Podemos identificar?
Consegui.
- � ele. - Sim, sim.
Thackery est� ao norte do edif�cio, primeiro andar.
- Quem est� perto? - Scola.
Scola, � com voc�.
Estou no corredor. Nenhum sinal de Thackery.
Scola.
Ele foi por ali.
Jubal, perdemos ele.
Mas sabemos aonde est� indo.
O alvo dele tem que estar na cerim�nia.
Obrigado a todos por virem a um evento t�o respeit�vel.
Se Thackery vai fazer a jogada, vai ser na frente dessas pessoas.
Pode ser como ele quer.
A gest�o do Col�gio Militar Cornwall
e de seus cadetes
� uma responsabilidade que levo muito a s�rio.
E � medida que avan�amos para o nosso 95� ano,
o lema do nosso col�gio continua sendo muito relevante.
"Acta non verba."
A��es, n�o palavras.
Pois s�o as a��es que realizamos que definem quem somos.
Arma!
Saiam! Abaixem-se!
Abaixem! Abaixem-se todos!
Tiros disparados da escada principal!
- Tirem todos daqui. - Sim.
Por aqui!
Abaixem-se, abaixem-se! Abaixem-se todos!
Mexam-se!
Vai, vai, vai!
- Vou atr�s dele. - Cobrindo!
OA, a SWAT est� indo at� sua localiza��o agora.
Calma.
�... � voc�?
Ele estava atr�s de voc�?
Vou te tirar daqui. Voc� est� muito exposto aqui.
Anda, levante-se, vamos.
Devagar. OA, estou com o Lewis.
Estou levando-o para um lugar mais seguro.
Vamos.
Por aqui.
Isobel.
Ent�o o atirador � Noah Thackery.
Foi atr�s do terceiro alvo no evento.
OA e Scola est�o l�.
Algu�m est� de olho no Thackery, por favor?
- O perdi na confus�o. - Ainda estou escaneando.
Vamos l�, pessoal.
Entre, entre!
Todo mundo, vai! Saiam, saiam agora!
Coronel, n�o. Precisamos ir a um lugar mais seguro.
Ele vai te encontrar aqui, vamos.
Ali. Ali! Ele est� indo atr�s deles!
Meu Deus.
OA, v� para a cozinha no t�rreo.
Entendido, a caminho.
Scola, atirador na cozinha.
Repito, atirador na cozinha. Entendido?
Scola, est� na escuta?
As paredes do pr�dio devem bloquear o sinal.
Scola estar no por�o n�o est� ajudando.
Por favor!
Certo, vem para c�.
Aqui.
Aqui, sente-se aqui, isso.
- Mantenha elevado. - Ombro...
Est� bem?
Onde ele est�?
Certo.
Sabe...
Eu tinha um grande amigo com quem me formei em Cornwall.
Tenho certeza de que se lembra dele.
David Murray.
Engra�ado.
Porque voc� sempre o chamou de um dos seus preferidos.
Ele conheceu uma �tima garota, Julia, no ver�o ap�s a formatura.
E eles se casaram.
Tiveram uma filha linda.
E a� um dia,
simplesmente do nada,
ele atirou contra si mesmo.
E eu n�o conseguia
entender o porqu�.
� isso que acontece com os seus preferidos, coronel?
Eu sei que voc� abusou do David Murray.
N�s demos a voc�s as instru��es que precisavam.
N�o, voc� tirou tudo dele, e ele nunca se recuperou.
Ou�a bem.
Eu vou fazer de tudo para garantir
que voc� pague pelo que fez a cada um deles.
Jubal, l� est� ele.
Jubal, pode repetir? O sinal falhou.
Jubal, n�o sei se pode me ouvir.
Estamos em uma despensa embaixo da escada da cozinha.
Estou com o terceiro alvo.
Ele est� do lado de fora da sua porta, Scola.
Vamos. Temos que ir.
N�o, n�o, n�o, n�o.
Essa porta n�o vai aguentar. Fique abaixado.
FBI. Abaixe a arma, Noah.
Solte. Agora.
N�o.
Aquele homem � um monstro.
Ele merece o que vai receber.
E podemos resolver isso depois que voc� abaixar a arma!
Sabe o que ele fez comigo?
O que ele fez com o Grant?
O que ele fez com...
Quem sabe quantos garotos?
N�o me fa�a atirar em voc�. Por favor.
Quando tentamos denunciar,
eles disseram que o crime j� tinha prescrito.
Contra um estuprador de crian�as.
Escute. Voc� � uma v�tima. Podemos prender Lewis pelos crimes.
Ele n�o vai sair impune, mas precisa abaixar a arma agora.
Larga isso!
Agora!
- Na parede! - Est� bem.
Voc� tem mais armas?
- O suspeito est� sob cust�dia. - �timo. E quanto ao Scola?
- Vamos l�. - Estamos bem. Saindo.
Certo. Tudo bem.
Vamos. Vamos l�.
Como voc� est�? Est� tudo bem?
S� um pouco atordoado, s� isso.
Estou feliz que esteja bem. Deixarei um copo gigante de u�sque
te esperando quando chegar em casa.
Obrigado.
Vou tirar alguns minutos para p�r a cabe�a no lugar.
Sim. Claro. Sem pressa.
Eu te amo.
Tamb�m te amo.
Falei com o Jubal.
Desde a pris�o do coronel, as den�ncias n�o param de chegar.
Nossa. Outros alunos do Cornwall?
Sim. A lista de v�timas dele s� cresce.
Casos de d�cadas atr�s. Ele vai pagar pelo que fez.
E o col�gio?
Vai pagar tamb�m.
Este lugar � uma parte t�o grande de quem eu sou.
Sou grato por isso.
E tive sorte, OA.
Poderia ter sido com qualquer um de n�s.
Como o seu amigo.
Sim, nunca entendi por que o David fez aquilo.
Ele era t�o amado.
Tinha tanta coisa pela frente.
Isso me fez sentir
que eu nunca realmente o conheci.
N�o podia saber o que ele n�o te disse.
Queria que ele soubesse que poderia ter me contado.
E agora eu entendo.
Sinto falta dele.
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