All language subtitles for The.Secret.of.the.River.S01E05.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Assim como chegaste, deves ir.

- O que fazem aqui? - Com licen�a.

- Elas est�o aqui. - Com licen�a.

J� vos dissemos, �mbar, a fam�lia n�o vos quer aqui.

N�o podem entrar.

Quem as deixou entrar?

Santa Maria, M�e de Deus, rogai por ele e por n�s pecadores...

O que lhe est�o a fazer? Coitadinha!

Aquilo � t�o cruel.

Assim como chegaste, deves ir.

Porque fazem isto?

Agora e na hora...

Porque fazem isto?

O SEGREDO DO RIO

Lembras-te disto?

- Manuel? - Sim, sou eu.

O que fazes aqui?

O que foi, Erik? N�o me reconheces?

Est�s baralhada.

N�o podes ser o Manuel.

Muito obrigada.

Porque n�o consigo abrir?

Ol�?

Ol�? Est� a� algu�m?

Abram!

Quem est� a�?

V� l�, abram!

Boa tarde!

Boa tarde!

Para, maricas!

O que tem ele?

Porque fica ali o dia todo?

Deixa-o em paz, Jacinto.

Sabes muito bem o que se passa.

N�o te perdoa por teres ligado �quele homem para levar o Manuel.

O que se passa?

Porque n�o vais jogar basebol?

O que aconteceu?

Rasgou-se.

- Foi um acidente. - Sabes como foi dif�cil consegui-lo?

Raios, Erik.

N�o volto a comprar-te nada.

Ol�.

�mbar!

Sicar�!

Ela foi-se.

Dizem que est� um tipo l� dentro.

E tamb�m viram crian�as.

A Solange queria contar-te, mas disse-lhe que n�o valia a pena.

Estavas t�o longe.

D�-me isso.

Vi o Erik na rua.

- E? - Parece t�o diferente.

Desde que foste embora que nunca mais falou connosco.

Nunca.

Mi�da. �s mesmo um espet�culo.

A Solange ficava t�o feliz sempre que nos enviavas uma foto

ou uma mensagem.

- Ainda bem que n�o sofreu. - O cora��o parou.

Bem...

A Paulina ajudou-nos muito. Com tudo.

- A Paulina? - Sim.

Quando come�aram os sintomas?

De madrugada. Acordei com n�useas, com febre.

N�o sabias que � enfermeira?

Mas sabias que casou com o Erik, certo?

- N�o. - Injetaste-te ontem � noite?

O que foi? Podes morrer, raios! Foi silicone, azeite?

Azeite.

A Dra. Jim�nez vem a�. A temperatura � de 38,3.

A mama esquerda inchou. Autoinjetou azeite. Vamos.

Ela est�o mesmo loucas.

- N�o t�m escolha, Cami. - Est�s a brincar?

Achas que vale a pena arriscar tudo por nada?

Um par de mamas!

Surpreendeu-me muito quando cheguei aqui, h� anos,

mas � parte da tradi��o.

Algumas fam�lias muito conservadoras ainda o fazem.

Dizem que os mortos devem ir como chegaram.

Por isso lhe cortaram o cabelo

e a vestiram como homem.

A Solange n�o merece isto.

- Eu ajudo-te, amor. - Que calor!

- Como foi? - � verdade que o Manuel est� c�?

Veio por causa da Solange.

E dizes isso assim? Tiveste saudades dele durante tanto tempo.

Estavas sempre a pensar nele.

Ele partiu h� 20 anos. Nunca soubemos nada dele.

Ainda n�o acredito. O que ser� que tem feito?

Ele mudou muito.

Vou mudar de roupa. Quero muito v�-lo.

V�-la.

Ele sempre foi muito corajoso e especial.

O teu pai dizia que era Muxe, lembras-te?

Se n�o fosse o Sr. Jacinto, o Manuel estaria aqui.

Ter�amos crescido os tr�s juntos.

N�o est�s feliz por ele estar c�?

N�o nos vamos ver?

- Fazemos uma refei��o especial. - Paulina.

J� o vi.

N�o � o Manuel.

- Est�o c� outra vez. - Desapare�am.

Voltem para o s�tio de onde vieram.

- N�o respeitam. - Porque est�o c�?

Vejam como est�o vestidas.

N�o t�m vergonha.

N�o sei quem as mandou vir c�.

Adoro-te, linda.

Desapare�am, ningu�m vos convidou.

Rua!

Saiam daqui!

A Solange lutou a vida toda para ser ela mesma.

Ela lutou a vida toda por respeito.

Sabem que � verdade.

N�o a podemos trair.

O Ra�l morreu h� muito tempo.

Hoje, estamos a despedir-nos da Solange.

N�o acredito.

- No qu�? - Que n�o queres ver o Manuel.

Para, Pau. Fomos amigos de inf�ncia.

J� n�o sei quem �.

Para mim, � um estranho. Outra pessoa.

O que te incomoda � que agora � mulher.

Ele n�o � mulher.

N�o sei o que �, mas...

N�o � mulher.

- Queres repetir? - Porque n�o?

O dobro das hip�teses, n�o?

Est�s a demorar algum tempo para me engravidar.

- Lindo! - � incr�vel.

Aquelas mulheres malditas ficaram do tipo...

Assim mesmo.

Tamb�m foi o choque. N�o me reconheceram.

- Ainda bem que o fizeste. Sa�de! - Sa�de!

Sa�de!

- Sa�de! - � vida.

Quem � o Adri�n?

Apresenta-nos!

N�o importa o que diz o meu pai. Tu e eu seremos sempre amigos, Manuel.

Manuel?

O que se passa, Erik? Sou eu, n�o me reconheces?

Voc�s estavam sempre juntos.

- Sim. - Erik.

Partilha a fofoca.

Eu era pequena.

Mas a minha m�e sempre disse que tu e ele acabariam juntos.

Nem pensar, �s louca. �ramos bons amigos, s� isso.

Toda a aldeia dizia que eram namorados.

Para de exagerar, Doris.

Fala-nos do teu verdadeiro namorado.

Foi quem te ligou agora, certo?

Conheceste-o l�?

Sim.

Como � viver nos Estados Unidos?

Tem pr�s e contras.

- Como tudo. - Querida.

Conta-lhes do teu trabalho, do que fazes na vida.

Trabalho num abrigo para rapazes e raparigas que s�o v�timas de viol�ncia.

Irm�.

Como quem diz, mi�dos que viveram o que tu viveste.

- Sim. - Que bom.

A Solange adorava esta can��o! Aumenta o volume!

Ela bater-nos-ia se n�o nos levantarmos e dan�armos!

Levanta-te e dan�a!

Aumenta o volume! Anda, irm�.

O funeral acabou!

S�O TODOS BEM-VINDOS

Sicar�!

Tens uma visita!

Pau...

N�o acredito.

Merda, j� passaram quase 20 anos.

N�o � justo, Manuel. Desculpa, j� n�o � o teu nome, pois n�o?

Chamo-me Sicar�.

Que nome t�o bonito.

� inacredit�vel. Est�s linda.

Olha quem fala.

Aqui est� tudo diferente. Mas, na verdade, nem por isso.

Para ti, esta deve ser uma aldeia insignificante.

Passaram 20 anos. Tamb�m mudei muito.

Isso � certo.

Eu estudei, mas o Erik ficou com o neg�cio do motot�xi.

Ele est� bem, tem v�rias frotas.

- E os pais dele? - Est�o bem.

O Jacinto est� insuport�vel, como sempre.

A Luisa est� bem. Mudaram-se para Oaxaca com a Roc�o.

- Lembras-te da irm� do Erik? - Claro que sim.

O Manuel?

Ontem � noite, a Estrella contou-me as novidades.

Disse que voltou � aldeia.

O neto da dona Rafaela. Deves lembrar-te, eram muito chegados.

Sim, lembro-me. Mas n�o soube de nada, tia.

N�o o vi.

Vou pedir que vejam isto. Deve ser a resist�ncia.

Sim, querido.

Erik.

Est�s sempre a cuidar de mim.

- O que faria sem ti? - N�o te preocupes, tia.

Obrigada, querido.

Anda c�.

- Cuida-te. - Adoro-te. Depois digo-te.

O Erik disse-te que o vi ontem?

- Ele falou nisso. - Fingiu que n�o me conhecia.

Foi estranho.

Triste.

Manuel...

Sou uma idiota... Sicar�.

N�o sei, talvez seja demasiado dif�cil para o Erik aceitar tudo isto.

Lembra-te que os machos criam machos semelhantes.

E o Jacinto...

Sim, mas o Erik era diferente.

Sim e n�o.

Aqui, todos os homens s�o machistas.

N�o � f�cil mudar isso.

D�-lhe uma oportunidade.

Vai l� jantar hoje.

Aposto que tens muito para nos contar.

N�o sei, Pau. E se isso chatear o Erik?

Emboscamos o Erik com mezcal.

Vai correr tudo bem, vais ver.

- Est� bem. - Boa.

Dona Rafaela!

Perguntaste-me o mesmo anteontem e ontem tamb�m.

E no dia antes disso tamb�m.

Mas sabe para onde aquele homem levou o Manuel?

Ele vem c� nas f�rias?

O Manuel nunca mais vai voltar.

Acho que o melhor que podemos fazer � esquec�-lo.

Ol�?

Escuta!

Como te chamas?

Espera.

Deixa-me ajudar-te.

Tem a escritura em seu nome?

N�o, mas posso pedir que ma enviem.

- S� quero apresentar uma queixa. - Nome?

Como se chama?

Tem um documento de identidade?

Manuel Soto.

Manuel Soto.

Ma...

... nuel.

Manuel Soto?

Soto.

Manuelito?

N�o me reconheces? N�o te lembras de mim? Odiavas-me.

Sou o Braulio.

Venham! H� uma luta!

Luta!

Que grande surpresa.

A s�rio. Que grande surpresa.

Anda c�, Manuel. Anda c�.

Anda. Vem ao meu escrit�rio, vamos falar.

Traz �gua.

H� quanto tempo.

Mudaste muito.

Muito mais do que eu, Manuelito.

Ol�.

J� n�o me chamo Manuel.

- L� fora, disseste que eras o Manuel So... - Sim.

Vivo nos Estados Unidos h� anos.

Mudei o meu nome l�.

Disse Manuel Soto

porque � esse o nome no registo da casa que herdei da minha av�.

E...

Viste o teu ex-namorado?

Tu e o Erik eram insepar�veis.

Estavam sempre juntos.

Pena ter casado com a Paulina.

J� n�o tens hip�tese.

N�o mudaste nada.

Bem...

Vejo que n�o vou ter ajuda aqui.

Adeus, Braulio.

Parecia assustado. Indefeso.

Ocuparam ilegalmente a casa da tua av�, Sicar�.

Temos de os tirar de l�.

Poupa-me, �mbar. � um mi�do.

E lembra-te do que disse sobre as cicatrizes nas costas.

�s como a Solange.

Ela queria salvar todos.

Muito bem, engra�adinha.

Qual preferes?

Depende. Aonde vais?

Vou jantar a casa da Paulina e do Erik.

Bem, ent�o veste este.

Vermelho, cor da paix�o.

Idiota.

- Av�... - Sim?

Se quiser vestir-me como rapariga...

� errado?

Posso ser castigado por isso?

N�o te vou castigar.

E Deus?

Deus castigar-me-ia?

Disseste que Ele me fez assim, como sou.

E que Deus n�o erra.

N�o penses nisso, Manuel.

Pensa nas pessoas que te amam tal como �s, s� isso.

Tudo o resto � irrelevante.

Achas que o Erik ficaria chateado?

O Erik � teu amigo e ama-te, certo?

- Prendo-te o cabelo? - Sim.

Perguntei-lhe se te tinha visto e n�o respondeu.

Vi-a ontem quando chegou, mais nada.

Viste-a?

Sim.

Chamei-lhe sempre Manuelito. Agora dizes que a viste.

Quero dizer...

- Achas que � mulher? - N�o sei, Braulio.

- N�o sei nem me interessa. - Mas diz-me, aqui entre homens.

Ela � boa, n�o �?

Vi-a sair e pensei: "Maldito Manuelito. Onde arranjou aquelas pernas?"

Aquelas pernas incr�veis, devo dizer.

Ouve, Erik.

Posso fazer-te uma pergunta? Entre amigos.

- Fodias com ela? - �s um cretino.

�s um idiota. Tenho de ir.

Mas que merda?

Estava a brincar. Senta-te. Estamos s� a beber.

- Toma a minha parte. - O qu�? N�o o fodeste quando era Manuel?

At� logo.

Olha para ti! Est�s fant�stica!

- Est�s linda. - Obrigada. Entra.

Trouxe-vos isto.

- S�o bonitas. Onde as compraste? - No mercado da dona Tere.

Vou p�-las em �gua. Entra, fica � vontade.

A casa parece t�o diferente.

�, n�o �?

Traz-me tantas recorda��es.

Onde est� o Erik?

Ainda n�o chegou, ele disse

que tinha de tratar dumas coisas do motot�xi.

Assim � melhor. Podemos p�r a conversa em dia primeiro.

- Mezcal? - Enche.

H� quanto tempo est�o casados?

Bem, faz cinco anos em abril.

Seus pombinhos, mesmo quando eram mi�dos, estavam completamente apaixonados.

Lembras-te?

- E para quando os filhos? - A� � que est�.

Estamos a tentar h� quase um ano.

J� fizeram exames?

Ainda n�o. N�o quero pensar no pior.

N�o. Vai correr tudo bem, Pau, vais ver.

Sa�de!

- Sa�de. - Sa�de.

- Ele est� a evitar-me, � �bvio, Pau. - O Erik? N�o.

� estranho ainda n�o ter chegado. E n�o atende.

Desculpa, que vergonha.

N�o tens culpa.

- Al�m disso, eu ia... - Pens�vamos que n�o vinhas.

Desculpa. Liguei-te, mas tive um problema no trabalho.

Est�vamos � tua espera, a p�r a conversa em dia.

Ol�, Erik.

Ol�.

Como assim, ol�? O que � isso?

Nem pensar!

Isto merece um grande abra�o, raios. Eram insepar�veis em crian�a!

V� l�, raios! Deem um abra�o!

- �s doida. - Mas � a verdade e o Erik sabe.

Nunca teve outra amizade como a vossa. Verdade?

Acho que t�m muito para falar.

Porque n�o falam enquanto aque�o os tamales de mole de camar�o,

receita da tua av�.

Vou deixar-vos a s�s.

Soubeste da Solange?

Lamento.

Estava a lembrar-me do dia em que nos conhecemos.

Tinhas o mesmo olhar assustado.

N�o queres falar?

- Gostava de saber o que se passa. - Nada.

N�o se passa nada.

Sei que passaram muitos anos, talvez estejas chateado por...

N�o estou chateado, a s�rio.

Est� tudo bem.

Pensei que este reencontro seria diferente.

N�o sabes quantas vezes sonhei com isto.

Quando era mi�da...

Bem, quando era o Manuel,

n�o sabia o que se passava, mas sabia que era diferente.

S� duas pessoas me ajudaram.

A Solange e tu.

�s uma das pessoas que me � mais querida na vida.

Nunca te esqueci, meu.

Pelo menos, olha para mim quando falo contigo.

N�o te culpo por nada nem te exijo explica��es.

Incomoda-te ver-me assim?

Incomoda-te ou surpreende-te?

� isso que se passa, n�o �?

Consigo entender que seja dif�cil,

mas acredita em mim,

o Manuel que conhecias, o Manuel que amavas,

sou eu.

D�-te a oportunidade de voltarmos a falar como antes.

O jantar j� deve estar.

Vou ver se a Pau precisa de algo.

Fica � vontade.

Parecias zangado.

Ela falava-nos do trabalho e da vida e estavas de cara trancada.

Estavas quase a bocejar, Erik.

- O que aconteceu l� fora? - Nada, o que podia acontecer?

Este jantar foi ideia tua.

Antes de chegares, falou-me da vida dela l�.

Ela sofreu muito.

Sabes o que me incomoda?

Afinal, acabaste um homem das cavernas tal como o teu pai.

Perguntei por a�.

Agora sei quem �.

Aquela Muxe � a dona desta casa.

Traz-me outra.

Se ela voltar, fica calado. Nem um pio.

Mant�m a porta trancada.

E limpa a casa, est� bem?

Espera aqui.

O que se passa, Braulio? Isto � um assunto oficial?

N�o me disseste que a casa tinha dona.

� por isso que vim. Parece que temos um problemazinho.

Espera um pouco.

O que � isso, querida?

Encontrei-a num canto do arm�rio da Solange.

Tem algumas fotos antigas.

Algumas das tuas cartas, olha.

Achei que talvez quisesses ver.

Sim.

Est� bem, vou deixar-te.

Depois, contas-me.

Tenho um arm�rio para limpar.

Ent�o, meu? Como est�s?

- Que tal? - Isto � para ti.

O que � isto?

Deixaram na cabina h� pouco.

Mas diz "Erik Morales", acho que � para ti.

- Est� bem. - Adeus.

Vai para ali. At� logo.

- Obrigado. - Vai para ali!

Vai para ali!

MARIDO, FILHO, AMIGO E IRM�O

O que se passa?

Disseste que era urgente e pediste-me para vir aqui.

Passa-se algo estranho.

Algu�m me mandou isto.

Legendas: Rita Mendes do Carmo

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