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[Rogério] Filha.
Que foi, pai?
Ă....
Bom, Ă© que amanhĂŁ...
O pessoal da concessionĂĄria vai vir aqui em casa...
A gente vai fazer um churrasquinho de tarde.
Se precisar de ajuda Ă© sĂł me chamar.
NĂŁo, filha, na verdade....
Na verdade, filha, eu queria te pedir pra...
...pra se comportar...
...com os convidados...
...homens.
TĂĄ achando o quĂȘ de mim, pai?
Arletinha, nĂŁo sei.
[Rogério] Eu tÎ chocado, me sentindo culpado...
Eu sei que eu nĂŁo fui... presente, que nĂŁo te orientei direito, e Ă© muito triste...
A gente ver a filha da gente se...
...se estragar assim, Arletinha.
Se prostituir.
[Arlete] A culpa nĂŁo foi tua, pai.
Foi o jeito que eu tive de ajudar a vĂł.
Eu sei que nĂŁo Ă© certo. Eu ia parar.
Ah, Arletinha, eu fiquei tĂŁo orgulhoso de vocĂȘ quando eu vi tuas fotos naquela revista de moda.
[Rogério] Eu saà mostrando pra todo mundo, filha.
Ai, que vergonha...
Mas pai, eu nĂŁo fiz sĂł coisa ruim.
Eu tava indo bem como modelo.
Eu vou te ajudar, filha.
Porque aqui cĂȘ vai mudar de vida.
E quem sabe, daqui a pouco vocĂȘ encontra um cara legal, se casa...
[RogĂ©rio] Agora vocĂȘ vai mudar, nĂŁo vai, filha?
Vou.
Vou, porque nĂŁo quero que nem vocĂȘ, nem a mĂŁe e nem a vĂł tenham vergonha de mim.
[âȘ mĂșsica triste com violino e teclado âȘ]
Me perdoa, pai.
[sussurra] Filha...
[RogĂ©rio] CĂȘ nĂŁo tĂĄ bem acomodada aqui, nĂ©, Arletinha?
Ă.
Foi tudo muito corrido, né? A gente fez tudo no improviso.
Mas olha, daqui a pouco entra uma graninha.
A gente ajeita tudo aqui pra vocĂȘ, tĂĄ?
[Rogério] Dorme bem, filha.
Pai, cĂȘ nĂŁo sentiu minha falta?
Ă claro que senti, Arletinha, sou teu pai.
Mas cĂȘ nunca me ligou.
Nunca me mandou uma mensagem.
Ah, Arletinha, cĂȘ sabe como eu sou ocupado. Eu trabalho....
[Rogério] A Yasmim é pequenininha.
Ela ocupa bastante o meu tempo.
CĂȘ gosta mais da Yasmim do que de mim?
Arletinha, eu sei que nĂŁo fui um pai presente.
Eu não quero que nada aconteça com ela.
Mas pra mim vocĂȘs sĂŁo iguais.
[Larissa] Olha quanta grana o cara me deu!
[Divanilda] Esse Ă© dos bons, ein? Tomara que te chame muitas vezes, nĂ©, filha? DĂĄ que eu guardo pra vocĂȘ.
[Divanilda] Ă, cĂȘ tem a prestação do flat pra pagar, da casa que nĂłs compramos, ein?
[Divanilda] Ainda tem as despesas do mĂȘs. [Larissa] TambĂ©m tem teus luxos, nĂ©?
[Divanilda] NĂŁo sou mulher de luxo. [Larissa] Te dou metade. Agora me deixa na casa do Sam.
[Divanilda] TĂĄ pagando pra namorar o vagabundo ou se drogar com ele?
[Larissa] MĂŁe, me deixa. O Sam nĂŁo Ă© vagabundo. Agora, vai.
[Larissa] Chega de interrogatĂłrio. Chega, vai.
[campainha]
[Sam] Oooba!
[Sam] CĂȘ veio.
[Larissa] Trouxe dinheiro pra comprar suas coisinhas.
[Sam] Que Ă© isso? Sabe que por mim, eu nem te cobrava nada.
[Larissa] NĂŁo existe viagem grĂĄtis.
[Sam] TĂĄ, entĂŁo... Pra vocĂȘ vou fazer preço de custo.
[Sam] TĂĄ a fim? [Larissa] TĂĄ lĂĄ no banheiro?
[Sam] Uou! [Larissa] Calma, calma, peraĂ! [ri]
Qualquer hora eu vou te apresentar uma coisa diferente.
[Larissa grita] Tipo o quĂȘ?
Tipo...
...uma parada mega especial.
De sair voando.
[Sam suspira]
[âȘ mĂșsica animada âȘ]
[âȘ Criança - Marina Lima âȘ] âȘ Vou levar âȘ
âȘ AtĂ© descobrir âȘ
âȘ Onde estĂĄ âȘ
âȘ O mapa da mina âȘ
âȘ Eu sei (eu sei) âȘ
âȘ Criança, eu sei. âȘ
âȘ Mas se vocĂȘ disser âȘ
âȘ Que quer âȘ
[Bruno] Chegou tarde, ein.
[Bruno] Balada devia tĂĄ show mesmo.
Virou vigia noturno, pentelho?
Dedo-duro cĂȘ jĂĄ Ă©.
Que Ă© isso? SĂł tĂŽ querendo saber qual Ă© a boa da noite.
A boa...
...é que nerd e criança estão fora. Vai dormir.
âȘ O que eu desejo pra vocĂȘ âȘ
âȘ Vou levar âȘ
Que vidĂŁo! âȘ AtĂ© conseguir âȘ
âȘ Alcançar âȘ
A gente se diverte...
...e ainda ganha uma grana.
Fala sério.
Preciso de pai pra quĂȘ?
âȘ Eu sei (eu sei) âȘ
[Giovanna suspira feliz] âȘ Criança eu sei âȘ
[Pia] Giovanna nĂŁo levantou ainda?
[Bruno] Pela hora que chegou, vai acordar tarde. [Pia] Eu nĂŁo ouvi ela chegar. Que horas foi?
[Bruno] LĂĄ pelas 4.
[Giovanna] Me dedurando, aprendiz de belzebu?
[Igor] Hum.... [Giovanna] Nossa, acordei na maior larica!
[Pia] Como Ă©? [Igor] Fome!
[Bruno] Fome na linguagem de maconheira.
[Pia] Giovanna, eu nĂŁo sei o que faço com vocĂȘ. E olha como vocĂȘ desce. NĂŁo tĂĄ pronta pra sair ainda?
[Bruno] Vou apresentar um trabalho na primeira aula. O motorista tem que me levar jĂĄ, nĂŁo vou esperar essa folgada.
[Giovanna] Bruno, me erra. Vai ser gay, ser feliz.
[Igor ri] [Pia] Oi?
[Pia] Bruno, cĂȘ nĂŁo Ă© gay, nĂ©, meu filho? [Giovanna] Nunca vi pegar menina.
Claro que nĂŁo, mĂŁe. Essa garota Ă© que tem mais peguete que dedo na mĂŁo.
[Pia] VocĂȘs nĂŁo vĂŁo começar a brigar nessa hora da manhĂŁ. Ă a Ășnica coisa que peço.
[Leidi] Longe da senhora Ă© pior ainda. Quase se matam!
[Giovanna] Leidi, criadagem nĂŁo dĂĄ palpite.
[Pia] Giovanna, nĂŁo fala assim. Respeita a Leidiana, que ela Ă© quase da famĂlia.
[Giovanna] SĂł se for da tua. [Leidi] JĂĄ tive que te criar, garota.
[Leidi] Poxa, Gi, vocĂȘ Ă© como filha pra mim. [Giovanna] Tenso. NĂŁo nasci pra filha de pobre mesmo.
[Igor ri] [Pia] Igor, não é engraçado.
[Pia] CĂȘ nĂŁo tĂĄ ajudando rindo desse jeito, tĂĄ?
[Pia] Filho, vai indo com o motorista pra vocĂȘ nĂŁo se atrasar.
[Pia] Eu vou levar a Giovanna.
[Pia] Vai se arrumar que eu vou te levar.
[Giovanna] Posso terminar? [Pia] Pode, mas anda logo.
[Pia] E essa histĂłria de balada durante a semana acabou, ok?
[Giovanna] CĂȘ acha que me segura, nĂ©?
[Pia] CĂȘ acha que meu filho Ă© gay?
[Igor] Olha, sinceramente...
[Igor] Na idade dele eu jĂĄ pegava umas minas.
[Igor] NĂŁo que eu seja contra, nĂŁo sou. Mas o pai dele ficaria tĂŁo decepcionado. O Alex Ă© muito machista.
[Igor] Ah, Pia, vocĂȘ atĂ© pode nĂŁo ser tĂŁo preconceituosa, mas nenhuma mĂŁe quer que o filho seja gay.
[Igor] Até ficar amiga, demora.
[Pia] Falando assim atĂ© parece que cĂȘ tem alguma experiĂȘncia. [Igor] Meu irmĂŁo Ă© gay, nunca falei?
[Pia] NĂŁo. Sei tĂŁo pouco da sua vida. [Igor] Pois Ă©.
[Pia] Mas nĂŁo, olha sĂł... O Bruno nĂŁo Ă© gay. Ele nĂŁo, nĂŁo Ă© gay...
[Pia] Ele sĂł Ă© um menino tĂmido. Segura aqui um minutinho.
[Igor] Posso guiar? [Pia] Pode.
[Igor] Sabe o que cĂȘ faz?
[Igor] Fala pra uma das tuas amigas dar um trato nele.
[Igor] Muleque fica doido com mulher mais velha. [Pia ri]
[Pia] Olha sĂł: o dia jĂĄ começou complicado e vocĂȘ nĂŁo tĂĄ ajudando.
[Pia] Eu, cada vez, sei menos o que fazer com meus filhos. Ă isso.
[Igor] Arruma outro.
[Pia] Outro filho? [ri] [Igor] Uhum.
[Pia ri] Essa foi boa. Foi a melhor piada do dia.
[Giovanna] Vamos? [Pia] Oi!
[Pia] Como vocĂȘ tĂĄ linda com essa roupa.
[Pia] AtĂ© me lembrou de quando vocĂȘ era pequena. Quando eu colocava aqueles vestidinhos em vocĂȘ...
[Pia] ...bordados, toscos, assim, casinha-de-abelha.
[Giovanna] Eu odiava aquilo. Me vestia igual uma boneca de porcelana. Me sentia uma retardada.
[Pia] VocĂȘ ficava tĂŁo linda!
Ă, vou chegar tarde. Tenho uma parada pra resolver.
Que parada pra resolver, Giovanna?
[Giovanna] Segredo. Tem a ver com meu investimento.
Pois eu tÎ esperando uma explicação sobre esse investimento até hoje.
TĂŽ lucrando. Rapidinho te devolvo o que peguei do cofre.
[Fanny] Quero essa caixa aqui. Também me då um bom cortador. Obrigada.
[Alex] Lugar estranho pra marcar um encontro. TĂŽ me sentindo um agente secreto.
[Fanny] Cheguei mais cedo, aproveitei pra comprar charuto.
[Alex] SĂŁo pro seu... como eu chamo aquele rapaz?
Depende do teu humor.
MichĂȘ, gigolĂŽ, namorado...
[Alex] GigolĂŽ tĂĄ de bom tamanho. Meu humor em relação a vocĂȘ nĂŁo tĂĄ dos melhores.
Pelo menos vocĂȘ nĂŁo me mordeu.
Os charutos sĂŁo pra mim.
Eu gosto de um bom cubano.
[Alex] Presente meu.
[Alex] A Samia, minha namorada, tĂĄ chegando de viagem. Vou comprar uma joia pra ela.
[Fanny] Ă um presente ou um pedido de desculpa pelo o que vocĂȘ aprontou enquanto ela estava fora?
[Alex] Eu nĂŁo sou um homem de pedir desculpas, Fanny.
[Alex] Muito menos de contar o que nĂŁo Ă© necessĂĄrio.
[Alex] Toda vez que ela chega de viagem eu dou uma joia pra ela, como um ritual.
[Fanny] Queria ter te conhecido quando eu era mais jovem.
[Fanny] CĂȘ quer que eu te ajude a escolher a joia, Ă© isso? [Alex] NĂŁo.
[Alex] A Samia sempre vai na mesma joalheria. Ela entra...
[Alex] ...gosta, mas nĂŁo leva.
[Alex] AĂ, quando eu vou, a vendedora diz o que ela escolheu.
[Fanny ri] Operação cruzada. Entendi.
A garota que eu te mandei ontem Ă noite... gostou?
VocĂȘ me mandou uma profissional.
Ah, que isso? Imagina.
A Larissa nĂŁo Ă© nenhuma ninfeta, mas ela... Ă© nova no book rosa.
Nova? Conta outra, Fanny...
A garota até tentou fazer um teatrinho.
[Alex] Mas eu nĂŁo nasci ontem.
Nem ela Ă© atriz. AliĂĄs a profissĂŁo dela Ă© outra, e bem mais antiga.
[Fanny] Bom, se vocĂȘ diz...
CĂȘ nĂŁo gostou?
Também não foi...
NĂŁo Ă© a Angel. Eu sei.
Ă.
Com a Angel, o sexo...
NĂŁo Ă© sĂł sexo.
Ă o cheiro...
[Alex] ...Ă© o sorriso...
[Alex] ...dĂĄ vontade de pegar...
...o cabelo, a pele...
...como se ela fosse uma droga que eu precisasse mais e mais.
Disso eu entendo.
Sou apaixonada pelo Anthony.
Eu aceito coisas dele que mulher nenhuma aceitaria.
De qualquer forma, valeu a tentativa.
Da próxima vez, me arruma alguém mais... menina.
[Fanny] Menos experiente. Prometo.
Vai comprar joia pra tua oficial.
Depois, mais tarde, quando vocĂȘ chegar na suĂte do teu hotel...
...cĂȘ vai encontrar uma surpresinha, tĂĄ?
Vou esperar.
Quem vai encantar esse homem?
[recepcionista] Ă ela ali.
[Edgard] VocĂȘ Ă© a Estela, nĂŁo Ă©?
[Estela] Sou. [Edgard] Fui eu que falei com a moça da recepção.
[Estela] Claro, ela me contou sobre sua histĂłria.
[Estela] Poxa, eu sinto muito. NĂŁo sei nem como posso te ajudar. Eu tĂŽ super atrasada, tem uma amiga me aguardando.
[Edgard] Sendo uma holding forte, eu sou engenheiro de produção.
[Edgard] Eu queria uma entrevista com o presidente. [Estela] Doutor Alexandre Ă© impossĂvel.
[Edgard] Sei que Ă© um homem arrojado. Eu tenho certeza que se ele me ouvir vai gostar do que penso pro setor.
[Estela] Eu nĂŁo me arrisco.
[Estela] Secretåria é um cargo de confiança, mas eu conheço bem o gerente do R.H.. Te passo o contato.
[Edgard] Muito obrigado! Se eu conseguir, te pago um almoço!
[doutor] Isso Ă© muito ruim.
[Anthony] O que, doutor? [doutor] O tanto de papel que se gasta!
[doutor] Podia ser por email. [FĂĄbia] O meu filho estava louco...
pro doutor dizer que jĂĄ pode me enterrar.
NĂŁo diz bobagem, mĂŁe.
[FĂĄbia] TĂŽ me sentindo bem, filho. Eu estou muitĂssimo bem.
VocĂȘ bebeu antes de vir pra cĂĄ?
[FĂĄbia] Eu estava com frio. Tomei um gole pra me aquecer.
TĂĄ o maior calor.
Gente velha sente frio. Eu tĂŽ velha. CĂȘ me trouxe num geriatra.
Doutor, jĂĄ podemos encomendar o caixĂŁo?
A senhora estĂĄ Ăłtima.
Ătima? NĂŁo, impossĂvel.
Que Ă© isso? Que tipo de filho vocĂȘ Ă©?
Tipo preocupado.
Ela bebe e come muito mal, doutor.
Comer Ă© luxo, beber Ă© uma necessidade!
TĂĄ vendo?
O fĂgado dela nĂŁo pode estar em boas condiçÔes.
[doutor] EstĂĄ como novo. Melhor do que o meu.
Os exames de sangue confirmam.
Colesterol estĂĄ um pouco alto.
[doutor] Mas nĂŁo Ă© nada grave. Ă sĂł tomar um remedinho simples.
[Anthony] PeraĂ. Ano passado tive problema de alta de glicose e tive que me tratar.
Isso nĂŁo Ă© justo, ein?
Esse problema cĂȘ herdou do teu pai, que tĂĄ um caco!
Porque de mim, meu filho amado, vocĂȘ herdou foi a beleza!
[doutor] Aqui estĂĄ.
[doutor] Um comprimido por dia.
[FĂĄbia] Ătimo, e uma garrafa de vinho por dia tambĂ©m, nĂ©, doutor? Eu posso...
[doutor] Esse Ă© um conselho que eu nĂŁo posso dar pra uma mulher da sua idade.
Modere-se e viverĂĄ 100 anos.
Quem foi que disse que eu quero viver 100 anos? Oh, meu Deus!
Vamos, meu filho. Me leva pra casa. Eu preciso beber antes que a longevidade me mate de tédio!
[FĂĄbia ri] Ătimo!
[FĂĄbia] A boa notĂcia Ă© que agora cĂȘ nĂŁo vai mais poder me atormentar com a bebida.
[Anthony] Agora eu acredito em milagre, viu?
[Anthony] Fico feliz, mĂŁe. Quero te ver bem.
[Anthony] TĂŽ indo, beijo. [FĂĄbia] Espera, espera...
Devolve a grana da joia que eu vendi. Trato Ă© trato.
[Anthony] Vai gastar em uĂsque? [FĂĄbia] Eu gasto no que eu quiser, tĂĄ bom?
Devolve, se nĂŁo saio na janela e grito "pega ladrĂŁo"!
Brincadeirinha!
TĂĄ aqui, Dona FĂĄbia.
Pus mais um pouquinho pra vocĂȘ ir vivendo.
Ă mĂŁe, se cuida.
VocĂȘ Ă© muito importante pra mim.
[Anthony] DĂĄ um beijo.
[FĂĄbia] Meu filho lindo!
Tchau-tchau!
[ao telefone] Ingrid!
FĂĄbia. [ri]
Ai, que saudade!
Eu também.
Quer almoçar?
Isso, chama a turma.
NĂŁo, eu pago.
Eu sei que vocĂȘ tĂĄ no litigioso por causa da piriguete que te roubou o marido. Eu pago!
Ă, e vai ter muita champanhe!
[Visky] O que quer de mim, Absoluta? Sou todo teu.
[Fanny] Eu ia te pedir um palpite.
[Fanny] Mas jĂĄ tive uma boa ideia.
[Visky] Vim na esperança de ser Ăștil, Adorada.
[Fanny] Vai atrĂĄs da Kika.
[Fanny] A mais nova piriguete do pedaço.
[Visky] Ă pra vigiar o catĂĄlogo?
[Visky] Virei produtor de moda agora?
[Visky] à dupla função. Devia ser duplo salårio.
[Fanny] E dupla demissĂŁo.
[Fanny] NĂŁo me irrita, ĂŽ coisinha ridĂcula.
[Fanny] Ela é nova nesse trabalho. Pode dar problema, né?
[Visky] CĂȘ tĂĄ torcendo por um motivo pra botar ela pra fora.
[Anthony] Aqui todo mundo sabe que ela pegou o Anthony.
[Fanny] Sabe? Que merda.
[Visky] O Anthony é um troféu.
[Anthony] Eu também espalhava se pegasse. Com todo o respeito, Absoluta.
[Visky] Daria um up no currĂculo pegar teu boy magia.
[Visky] Imagina se eu ia te trair.
[Fanny ri]
[Fanny] TĂŽ com saudade de bater um papinho com vocĂȘ.
[Anthony] Se o Anthony chegar muito tarde hoje, eu te chamo pra dar um pulinho lĂĄ casa.
[Visky] Ai, Absoluta... eu me sinto o mais VIP dos VIPérrimos quando me chama pra ir pra sua casa.
[Fanny] Ele vai levar a mãe ao médico...
[Fanny] Eu preciso vomitar uns sapos que engoli.
[Fanny] VocĂȘ Ă© a melhor lata de lixo que eu conheço.
[Visky] Pelo menos me promove a balde, a bacia. [Fanny ri]
[Visky] Mas desabafa! Se eu puder ouvir, Ă© agora.
[Mayra] CĂȘ me chamou, Fanny? [Fanny] Chamei.
[Fanny] Chamei sim. Desinfeta, Libélula.
[Fanny] Mayra, eu preciso agradar um empresĂĄrio muito especial.
Ă o tipo de patrocinador que pode levar uma modelo ao topo.
[Mayra] Opa! JĂĄ gostei.
Tudo aqui. Endereço, hora... tå?
[Fanny] Ă um homem muito, muito especial.
[Fanny] Todas as coordenadas estĂŁo aĂ.
[Mayra] Hm... e alguma orientação?
Todas.
Mayra, ele gosta de meninas doces, delicadas, entendeu?
[Fanny] Muito novinhas...
[Fanny] Pelo amor de Deus...
NĂŁo vai mostrar muita experiĂȘncia, tĂĄ?
EntĂŁo eu devo fazer a bobinha, tipo assim, quase virgem?
[Fanny] Isso, isso, faz assim, a... sem malĂcia...
[Fanny] ...mas carinhosa, envergonhada...
Deixa ele conduzir. Entendeu?
[Fanny] Faz assim, carinha de anjo.
[Fanny] E deixa ele achar que Ă© ele que tĂĄ te ensinando.
[Fanny] Entendeu? Sacou? [ri] [Mayra] Saquei.
[Fanny] Finge que sĂł estĂĄ fazendo isso pra ajudar sua famĂlia, pra pagar os estudos, sei lĂĄ, essas coisas.
[Mayra ri] Entendi.
Outra coisa: se ele perguntar, diminui a idade, tĂĄ?
[Fanny] Faz a ingĂȘnua, nĂŁo a burra.
[Fanny] Deixa ele encantado e o céu é seu.
[Mayra comemora] Ai, obrigada, obrigada, obrigada!
[Mayra] Nem sei como te agradecer. [Fanny] Eu sei.
Faz, e faz bem feito.
[Mayra] Tchau! [Fanny ri alto]
[âȘ mĂșsica com piano e ritmo marcado âȘ]
âȘ I knew from the start âȘ
âȘ Full of ghost and creatures within our hearts âȘ
âȘ A ship on a lonely sea âȘ
âȘ Because I'm waiting on the spot âȘ
âȘ And as we electrify âȘ
âȘ The lightning bugs look for our hearts âȘ
âȘ Like ships on a lonely sea âȘ
âȘ Cut down, an afterthought âȘ
âȘ And I don't even know âȘ
âȘ But down to get together âȘ
âȘ Who wants to be surprised âȘ
âȘ Wake up, you need another one âȘ
âȘâȘâȘ
âȘ Yes, I need a friend âȘ
âȘ I'm seeing things in black and white again âȘ
âȘ A man on a lonely sea âȘ
âȘ Cut down, it never ends âȘ
âȘ And I don't even know âȘ
âȘ But down to get together âȘ
âȘ Who wants to be surprised âȘ
âȘ Wake up, you need another âȘ
[Visky] Isso! Vamos dar um tempo, se não a menina morre, né?
[Visky] Ei, adorei o seu trabalho.
[Visky] Abafa, abafa! [Kika] TĂŽ morta!
[Kika] Ter que aguentar ventilador na cara...
[Visky] Cabelos aos vento Ă© moleza, acredite.
[Visky] Tem coisa bem pior. [ri]
[homem] Posso falar um pouquinho com a Kika?
[Kika] Ă toda sua.
[Kika] Arrasou. A roupa que cĂȘ faz Ă© mĂł legal.
[homem] Obrigado.
[homem] Ă uma moda mais ousada. Vendo muito. Ter esse catĂĄlogo Ă© bem importante.
[Kika] Um luxo.
[Kika] Legal te conhecer.
[homem] Também gostei.
[homem] Queria até conversar mais.
[Kika] Tranquilo. A gente pode sair depois das fotos.
[homem] Hoje nĂŁo dĂĄ. Ă aniversĂĄrio da minha mulher...
[homem] Toma meu cartĂŁo.
[homem] Me liga.
[homem] Ou eu te acho pela agĂȘncia.
[Kika] TĂĄ bom. Acha mesmo. Valeu.
âȘâȘâȘ
[Visky] Eai??? Rolou?
[Kika] Ele vai com a patroa.
[Kika] Que pena. Pegava ele até sem grana.
[Visky] VocĂȘ vale nada, Kika! [Kika] E vocĂȘ vale alguma coisa?
[Visky] Menos ainda. Sou inteiramente vagaba!
[ambos riem] [Visky] DĂĄ uma voltinha!
[Visky] Que linda. Luxo. Assassina!
[Visky ri]
[Carol] Eu nĂŁo me conformo, mĂŁe.
[Carol] NĂŁo me conformo.
[Carol] TĂŁo vazio sem a Arlete, pior...
[Carol] Parece que falta um braço, uma perna...
[Hilda] Carolina, quando vocĂȘ foi embora eu tambĂ©m sofri.
[Hilda] Depois acostumei. Faz parte da vida.
[Carol] Ă diferente, mĂŁe.
[Carol] Eu me casei...
[Carol] Engravidei...
[Hilda] Mas vocĂȘ foi morar em outra cidade e eu fiquei aqui, sozinha.
Ai, mĂŁe... Ă...
CĂȘ acha que Arletinha ficou com saudade do pai?
Um dia ela volta, minha filha.
Imagino que ela pode ter tido um outro motivo, mas ela negou...
E minha filha nĂŁo mente pra mim.
Descobri que odeio esse azul.
[Hilda] Eu odeio. Preferia branco!
[Carol] Agora tĂĄ parecendo uma adolescente. NĂŁo sabe mais o que quer.
Ai meu Deus. NĂŁo suporto olhar pra isso! Como eu me arrependo.
Meu Deus! Como eu me arrependo.
Olha, Ă© bom a Arlete ficar com o pai. VocĂȘ sentia muita saudade do seu.
Mas meu pai era um homem Ăntegro. Meu pai era um homem amoroso.
O Rogério, pobre coitado, não é.
Ainda tem aquela mulherzinha dele.
NĂŁo suporto isso aqui. NĂŁo. Suporto.
[Viviane] Ainda nĂŁo terminou?
[Viviane] Falei pra passar sĂł uma ĂĄgua. [Angel] Ă muita coisa.
[Viviane] Respondona, vocĂȘ. [Yasmim] Posso lavar tambĂ©m, mamĂŁe?
[Viviane] NĂŁo, filha. Os convidados jĂĄ estĂŁo chegando.
[Viviane] Mais rĂĄpido, Arlete. Sem quebrar nada.
[Viviane] Ah! Economiza ĂĄgua, tĂĄ?
[Viviane] Vamos.
[Angel suspira]
[pagode tocando ao fundo]
Ă!
[RogĂ©rio] Olha aĂ. VocĂȘs vĂŁo se distraindo com essa linguicinha, que daqui a pouco vem a picanha!
[mulher] Que delĂcia!
[mulheres conversando]
De repente, sem mais nem menos, a avó despeja a filha do Rogério pra viver com a gente.
[mulher] NĂŁo acredito. Assim, de repente? [Viviane] Aham!
Acha? Agora vou ter que cuidar da filha da outra?
Pedi pra passar uma ĂĄgua nos pratos, ela com uma mĂĄ vontade...
[mulher] Que terror a gente tem que aguentar por causa de marido.
[mulheres] Homem nĂŁo Ă© fĂĄcil. NĂŁo sei como vai aturar.
[mulher] Mas ela Ă© chata?
[Viviane] Ă ela, Ă© ela. Arlete! Vem cĂĄ conhecer minhas amigas.
[Viviane] Queridas, essa é a Arlete. Filha do Rogério.
-Muito prazer. - Prazer.
- CĂȘ Ă© muito bonita, viu?
[Angel] Obrigada.
[mulher] Mal educada...
[mulher] NĂŁo deu a mĂnima pra gente.
[outra mulher] Curtinho, o shortinho dela.
[Viviane] Mais fĂĄcil ela aparecer nua. [mulher] Como assim?
[Viviane] Ai, cala-te boca, Viviane...
[RogĂ©rio] Filha, faz um pratinho pra vocĂȘ.
[Angel] Ah, nĂŁo, pai. Eu tĂŽ sem fome.
Olha que o pessoal aqui Ă© morto de fome, ein? Levar um pouquinho ali.
[mulher] CĂȘ tem alguma coisa pra contar.
[Viviane] Ai, Ă© segredo. NĂŁo posso.
- NĂŁo acredito. NĂŁo tem confiança na gente? - Alguma fiz alguma fofoca de vocĂȘ? Alguma vez?
Ela era garota de programa em SĂŁo Paulo.
[mulher] NĂŁo acredito... [Viviane] Aham!
[mulher] TĂŁo novinha... [Viviane] Ă...
[Viviane] Se bem que corpo tem, né?
[Viviane] Parece que cobrava caro. Foi parar atĂ© na polĂcia.
[mulher] Que encosto cĂȘ arrumou, amiga.
[Viviane] NĂŁo quero esse tipo de influĂȘncia dentro de casa.
[mulher] Eu, no seu lugar, nem deixava entrar...
[Haroldo] Oi...
[Haroldo] Sou Haroldo...
[Angel] Arlete, filha do Rogério.
[Haroldo] Trouxe pra vocĂȘ. TĂĄ aĂ sozinha, nĂŁo come nada...
[Angel] TĂŽ sem fome, obrigada. [Haroldo] Ah, poxa...
[Haroldo] CĂȘ Ă© bem bonita. Desculpa a palavra mas...
[Haroldo] Gostosa, mesmo...
[Angel] Licença, vou pegar a- [Haroldo] PeraĂ, faz charme pra mim nĂŁo.
[Haroldo] Faz nĂŁo. Eu sei de tudo. [Angel] Tudo o quĂȘ?
[Haroldo] Tudo. Vamos marcar uma saĂda.
[Angel] Me solta...
[Viviane] Olha lĂĄ, jĂĄ tĂĄ dando em cima do seu marido.
[mulher] QuĂȘ? Do meu marido, nĂŁo!
[mulher] PeraĂ! PeraĂ!
[mulher] VocĂȘ, garota! Para de dar em cima do meu marido, su vagabunda!
[pessoas brigando]
[Viviane] Rogério, a culpa é dela!
[âȘ Abertura: Angel - Massive Attack âȘ]
[Rogério] Logo no primeiro dia, Arletinha. Pra cidade toda ficar sabendo.
[Angel] Eu nĂŁo fiz nada! Foi vocĂȘ que contou para as suas amigas.
[Viviane] VocĂȘ apronta e agora a culpada sou eu.
[Angel] Foi vocĂȘ, sim. Pois estava com a mulher dele.
[RogĂ©rio] CĂȘ contou, Viviane!?
[Viviane] Em segredo.
Segredo...
[Viviane] Eu precisava desabafar, Rogério. Agora, se essa aà tivesse ficado quieta, no canto dela...
[Viviane] ...teria ficado sĂł entre nĂłs. [Angel] Entre nĂłs e a cidade inteira.
[Viviane] O problema Ă© que se um churrasquinho jĂĄ deu nisso, imagina o que essa aĂ ainda vai aprontar.
[Yasmim] Por que estĂŁo brigando? Eu gosto da minha irmĂŁ. [Angel] TambĂ©m gosto de vocĂȘ...
[Viviane] NĂŁo. A minha filha vocĂȘ nĂŁo leva pro mal caminho.
[Rogério] Também não é assim, né? [Viviane] Yasmim, vai pro seu quarto.
[Viviane] Vai, filha.
[Viviane] A Arlete Ă© sua filha, mas tenho que proteger a minha.
[Viviane] NĂŁo quero garota de programa convivendo com a Yasmim.
[RogĂ©rio] E o que cĂȘ quer dizer com isso?
Que se ela ficar, eu vou embora com a Yasmim agora.
CĂȘ vai fazer o quĂȘ, pai?
Eu vou ligar pra sua avĂł,
e pedir pra ela vir te buscar.
[âȘ mĂșsica lenta e triste com piano âȘ]
O quĂȘ?
[Hilda] Mas agora, Rogério?
NĂŁo, pode deixar. Eu falo com o Oswaldo.
Eu entendi, Rogério!
Eu dou um jeito.
VocĂȘ me decepcionou muito.
[Carol] O que aconteceu, mĂŁe?
[Hilda] O Rogério quer que eu vå buscar a Arlete agora.
[Carol] A mulherzinha do Rogério aprontou com a Arlete.
[Carol] Eu vou buscar minha filha. [Hilda gagueja] Como que-
[Todas discutem juntas]
[Hilda] Imagina vocĂȘ, nervosa desse jeito, pegar uma estrada? VocĂȘ fica.
[Darlene] Eu dou aula amanhĂŁ cedo, mas vou com vocĂȘ.
[Hilda] NĂŁo, obrigada. NĂŁo precisa. Vou ligar pro Oswaldo. Ele me ajuda sempre.
[Hilda] Ele Ă© amigo pra todas as horas. [Carol] Ă melhor nĂŁo ir mesmo, pois do jeito que eu tĂŽ...
Se aquela mulherzinha aprontou alguma coisa pra minha filha, eu sou capaz de matar.
Matar, matar!
[homem] Acabou, gente. [Visky] Acabou, vocĂȘs arrasaram! [palmas]
[Visky] VocĂȘ tambĂ©m!
[Kika] Meu celular...
[Visky] Arrasou, linda...
[toque de celular]
[Anthony] Ih, Ă© meu.
[Fanny] Atende.
AlĂŽ.
[Kika] Gaaatooo...
[Kika ri] TĂŽ liberada.
[Anthony] Oi mĂŁe, o que houve?
[Kika] Saquei. Teatrinho pra coroa.
[Anthony] TĂĄ bom. Eu vou te buscar.
[Anthony] NĂŁo, mĂŁezinha. TĂŽ indo agora. Tchau.
O que aconteceu com a tua mĂŁe?
[Anthony] TĂĄ na casa de uma amiga, passou mal.
Tenho que sair correndo, Fanny.
[Fanny] Mas cĂȘ foi hoje ao mĂ©dico com ela. Disse que estava tudo bem, tudo Ăłtimo...
Preparei maior jantarzinho pra nĂłs.
[Anthony] Não då pra acreditar em milagre, né, amor? Ainda mais na idade dela. Uma hora tå bem, outra hora passa mal.
Eu vou com vocĂȘ.
[Anthony] NĂŁo, nĂŁo.
SĂł me dĂĄ uma grana, pra uma eventualidade.
Bom...
Me liga, né?
Me liga pra dar notĂcia dela.
Desculpa, amor. Desculpa.
[Anthony] Estraguei o jantar, né? [Fanny] Hum.
[Anthony] Tchau.
[Anthony] Tchau. [Fanny] Tchau.
[âȘ mĂșsica emocionante âȘ]
[Kika] Estava maluca pra te encontrar. [Anthony] Esperei vocĂȘ me ligar.
[Anthony] Vim voando.
[Kika] Com fome de vocĂȘ.
[Kika] Como Ă© que cĂȘ disse? Me destrĂłi.
âȘâȘâȘ
[toque de telefone]
[grita] Como que eu caio num golpe desse!? Que merda!
Ai, meu Deus!
Que droga, e ainda dei dinheiro pro motel! [vidro quebrando]
Idiota! Burra!
Burra! Burra! Burra! [pratos quebrando]
Que merda!
Ainda dei dinheiro pra ele gastar com essa vaca!
Ai, que Ăłdio! Ai, que Ăłdio.
Ai, que Ăłdio.
[Rogério] Tua avó e o Oswaldo jå chegaram pra te buscar. [Angel] Jå tÎ pronta.
[Angel] Só não quero ter que ver tua mulher. [Rogério] Ela tå no quarto com a Yasmim.
[Rogério] Då aqui. Deixa que te ajudo com a mala.
[Hilda] Arletinha, meu amor, o que houve?
[Angel] Depois eu te conto. [Rogério] Ela aprontou, Dona Hilda.
[Oswaldo] O que ela pode ter feito num Ășnico dia?
[Angel] NĂŁo aprontei coisa nenhuma. Quem aprontou foi tua mulher,
[Angel] que colocou meu nome na boca da cidade inteira.
[Hilda] Meu Deus, ainda bem que nĂŁo deixei sua mĂŁe vir. Vamos embora.
[Hilda] No caminho cĂȘ conta.
Manda notĂcias, tĂĄ, filha?
CĂȘ nem tĂĄ interessado, pai.
Sabe... VocĂȘ Ă© um covarde.
[âȘ mĂșsica triste com instrumento de cordas âȘ]
âȘâȘâȘ
[Mayra] TĂŽ sendo esperada na suĂte principal. [recepcionista] Seja bem vinda, por gentileza.
[batidas de salto alto]
[campainha de elevador]
TĂĄ subindo? Ok.
[Mayra] Oi, eu sou a Mayra.
[Alex] ...entra... [Mayra] Nossa...
[Mayra] TĂŽ tĂŁo feliz de estar aqui...
[Mayra] Ă maravilhoso, Ă© tudo tĂŁo lindo...
[Mayra] Mas o principal, mais incrĂvel mesmo, Ă© que eu jamais esperei encontrar vocĂȘ aqui.
[Mayra ri] Posso chamar de 'vocĂȘ', nĂ©?
[Alex] Pode. 'VocĂȘ' tĂĄ Ăłtimo.
[Mayra] Eu fiz o seu desfile.
[Mayra] Sei muito bem quem vocĂȘ Ă©.
[Mayra] Mas se nĂŁo quiser falar o nome, tudo bem.
Ă... eu tambĂ©m nĂŁo digo.
[Mayra] Seu nome, claro. Porque o meu eu jĂĄ disse, Mayra! [ri]
[Mayra] Ă, acho que eu tĂŽ falando demais.
[Mayra] TĂŽ um pouco nervosa, porque nĂŁo tenho muita experiĂȘncia.
CĂȘ quer ficar na sala ou prefere o quarto?
O quarto Ă©...
...ali.
[âȘ Eu Amo VocĂȘ - CĂ©u âȘ] âȘ Toda vez que eu olho âȘ
âȘ Toda vez que eu chamo âȘ
Ă assim que cĂȘ gosta?
âȘ Toda vez que eu penso âȘ
âȘ Em lhe dar âȘ
âȘ o meu amor âȘ
âȘ meu coração âȘ
âȘ de lhe encontrar âȘ
âȘ de te amar âȘ
[Mayra] TĂĄ bom pra vocĂȘ? âȘ te conquistar âȘ
[Mayra suspira] Gostou?
[Mayra] Adorei vocĂȘ. Quando quiser, me chama.
[Mayra] VocĂȘ me ensina mais...
[Mayra] Eu aprendo rĂĄpido, pego experiĂȘncia...
[Mayra] TĂĄ bom?
âȘ Eu amo vocĂȘ, menino âȘ
âȘ Amo vocĂȘ âȘ
âȘâȘâȘ
[Angel] Me veste igual um bebĂȘ.
[Alex] Garota...
[Alex] Assim a gente nĂŁo sai mais daqui...
âȘ Eu te amo âȘ
âȘ Toda vez que eu olho âȘ
[Visky] Fica tranquila, Absoluta.
[Visky] NĂŁo vou deixar nenhum vestĂgio da tua crise de ciĂșmes.
[Fanny] Foi ciĂșme nĂŁo. Ă raiva.
Raiva de cair num golpezinho baixo desse.
Ainda dei dinheiro, entendeu? Dinheiro!
Pra ele se divertir com essa biscate em um motel.
Se eu pudesse, agarrava essa Kika pelos cabelos e jogava pra fora da agĂȘncia.
[Visky] NĂŁo ia adiantar, Absoluta. Ela ia arrumar outra agĂȘncia.
E o Anthony deve estar de quatro. Vai correr atrĂĄs dela.
CĂȘ acha que entende de homem mais do que eu?
Mais que vocĂȘ, nĂŁo, Absoluta.
Mas alguma coisa eu entendo.
JĂĄ rodei mais que roda de caminhĂŁo.
Eu achava que entendia, né.
AtĂ© cair nesse golpe ridĂculo de mĂŁe.
Meu Deus, como eu fui burra!
[Fanny] Ai, que burra.
[Fanny] CĂȘ tem razĂŁo.
Se eu boto a piriguete pra fora da agĂȘncia, ele vai atrĂĄs dela.
Vai ficar inventando um monte de mentira.
O Anthony nĂŁo me ama, como ele diz.
Quem nĂŁo te adora, Absoluta?
[Fanny] Fechei os olhos pra muita aventura dele.
[Fanny] Mas uma mentira? Uma mentira assim, na minha cara?
Eu tive uma ideia. Arruma uma coisa melhor pra ela.
Como assim?
Eu fico lĂĄ no meu cantinho, discreta...
[Fanny] Discreta Ă© coisa que cĂȘ nĂŁo Ă©.
Alexandre Ticiano.
TĂĄ saudoso da pequena Angel.
[Visky] CĂȘ tem que fazer ele feliz pra assinar o contrato.
Tem que mandar alguem tipo a Angel.
NĂŁo a deslocada da Larissa, nem a deslumbrada da Mayra.
Manda a Kika.
LĂłgico...
LĂłgico, meu Deus...
Eu estava tĂŁo irritada que nĂŁo consegui raciocinar.
Ela Ă© esperta...
Ela vai se agarrar no Alex como uma sanguessuga.
[Visky sussurra] Ela sabe fazer a tonta.
Ă novinha, como ele gosta.
Um milionĂĄrio como o Alex. Ela nĂŁo vai nem lembrar que o Anthony existe.
Olha...
Resolvo dois problemas com uma piriguete sĂł.
Vou mandar.
Vou mandar Kika pro Alex
[âȘ Abertura: Angel - Massive Attack âȘ]
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