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Original subtitles

Anteriormente...

Dr. Dulles, voc� tem visita.

Oi, pai.

Quem estava falando com o Dr. Dulles?

Era o filho dele.

Eu sou filha do Dr. Dulles.

Ele n�o tem filho.

� a 3� vez que te pego me observando.

Vai me dizer por que fingiu ser meu irm�o?

Depende do tempo tiver.

Oliver n�o est� mentindo.

Tem algo acontecendo no Silo 12

que n�o devemos ver, e � sobre a explos�o.

Por isso, temos que ir l� e ver.

�timo.

N�s tr�s.

Isso n�o foi uma viola��o.

Foi um massacre.

Conhe�o esta droga.

� a que deram a Richard Harris.

Acreditamos que arte � um ato de cria��o.

Mas quando uma escultora pega um bloco de m�rmore,

ela est� criando?

N�o.

Ela est� atacando-o.

Desfigurando-o.

Obliterando-o.

Arte � destrui��o, e n�o constru��o.

Arte � a morte.

Os dramaturgos tr�gicos da Gr�cia antiga

entendiam isso.

Destruir a pureza de um objeto.

Molde-a � sua vontade.

Pegue a mat�ria-prima crua e transforme-a em uma declara��o.

Ela deve chocar.

Ningu�m resiste a uma cat�strofe.

Estimula a imagina��o,

desperta emo��es intensas.

Um artista deve provocar uma coisa t�o horr�vel

que ficar� gravado

para sempre na mente do espectador,

Algo pelo qual o artista...

ser� lembrado.

Professora Glenn,

venha conosco.

Ainda n�o terminei.

Denise Glenn,

est� presa pelo assassinato de seis pessoas.

Tem o direito de ficar calada.

Tudo que disser pode e ser� usado contra voc� no tribunal.

- Denise! - Professora Glenn! Professora!

Voc� tem algo a dizer?

Denise!

ST. LOUIS, MISSOURI ATUALMENTE

CHEYENNE, WYOMING

Seus pais parecem ser boas pessoas.

Mais ou menos.

N�o entenda mal, tive uma �tima inf�ncia. Mas...

meus pais

mantiveram segredos de mim a vida inteira.

Meu pai e eu n�o somos muito pr�ximos, por v�rios motivos.

Sempre soube que ele escondia coisas de mim e minha m�e.

Seu trabalho, sobre o qual ele nunca falava,

sempre veio em primeiro.

Falando do trabalho dele,

um pouco antes da minha m�e morrer,

ela me confessou que eu n�o era seu filho biol�gico.

Eu fui adotado.

Ela explicou que teve problema para engravidar

e que um...

m�dico os procurou sobre um estudo com crian�as adotadas.

Mas tinha uma condi��o...

que me encontrasse com o Dr. Dulles,

seu pai, semanalmente

por praticamente a inf�ncia toda.

Ele disse que era meu terapeuta,

mas eu...

Seu pai � a �nica pessoa

que pode me dizer quem s�o meus pais biol�gicos.

O que ele diz quando voc� pergunta?

Sempre uma coisa diferente.

�s vezes lembra de uma mulher,

mas n�o do seu nome ou de como ela �.

Outras vezes, ele s� fala sobre experimentos antigos.

Porque ele perdeu toda a lucidez.

Sarah, n�o perdeu. Ele me reconhece.

�s vezes, mas ele reconhece.

E acho que se ele puder me ver sempre,

realmente me ver... ele se lembrar�.

Sei que � a �ltima coisa que precisa agora.

Eu sei.

E sinto muito.

Mas s� quero saber quem sou.

Por favor.

Vou pensar.

Te contei tudo que sei sobre o Silo 12.

Como sabemos se � a verdade?

N�o tem como, mas �.

Juro para voc�s,

n�o sei quem frequenta �quela sala de reuni�es.

S� sei que � onde os cientistas apresentam suas pesquisas.

- Para quem? - Militares, farmac�uticas,

CEOs e figur�es.

Ent�o, qualquer figur�o pode ser o respons�vel pela explos�o.

Quem estava l� no dia da explos�o?

J� disse que n�o sei!

N�o, mas sabia que o Silo 12 tinha sido invadido

minutos antes do Po�o explodir.

- Como? - Meu contato me disse.

Seu contato?

Ele tamb�m te instruiu a roubar terabytes

de dados secretos do servidor do Po�o?

Ou foi uma ideia brilhante sua?

Temos imagens do seu escrit�rio minutos antes da explos�o.

No caso de invas�o, � dever do diretor proteger dados.

Esse � o protocolo.

- Protocolo. - S� fiz meu trabalho.

Bom trabalho.

Est� usado a filmagem para p�r a Bex contra mim?

J� terminaram, ou querem uma fita m�trica?

Vamos, deem um tempo.

Chega. Queremos a mesma coisa.

E o que �?

A verdade. Tenha santa paci�ncia!

Chegou outra pista positiva.

Est� bem.

Vou pedir pra analisarem esta bolsa de soro,

e saberemos quem fez isso em 48 horas.

�timo. At� l�,

por favor, se comportem.

Hora de agir.

A v�tima estava um banco de parque em St. Louis.

Cortaram a garganta e fizeram a pose.

� o m�todo da Musa Assassina, Denise Glenn.

Ela chegou ao Po�o em 2015.

Parece que ela est� de volta.

Queria que fosse t�o simples.

Sabemos exatamente onde ela est�.

Como?

A retiramos dos escombros horas ap�s a explos�o.

Morales, abra o arquivo da detenta n� E27.

SITUA��O: VIVA SOB CUST�DIA

T�, mas se n�o � a Denise,

quem est� matando no lugar dela?

THE HUNTING PARTY S01E08 | Denise Glenn

Sossa | omiika | mateuscrg AnyaPri | Noirgof | TatiSaaresto

Supervis�o Criativa: D3QU1NH4

Denise Glenn foi retirada seis horas ap�s a explos�o.

� poss�vel que seja um imitador qualquer?

Os assassinatos fizeram sucesso na m�dia.

Foram estudados, escritos, especulados.

Ent�o poderia ser um superf�?

Um imitador surgindo semanas ap�s uma fuga em massa do Po�o?

� muita coincid�ncia.

Se for outro fugitivo do Po�o, por que copiar o m�todo da Denise

em vez do pr�prio?

Quais os tratamentos dela no Po�o?

Terapia de Conversa Individual com o psic�logo do Po�o.

Podemos falar com o psic�logo?

N�o, ele morreu na explos�o.

Mas temos v�deos das sess�es...

e de outra coisa.

Denise foi autorizada a esculpir, apenas ela sozinha,

monitorada de perto na sala de terapia.

- O que ela fez? - Estatuetas de argila.

Morales, procura nas grava��es algo, por mais sutil que seja.

Deixa comigo.

Disse que os presos ficavam isolados, mas houve

alguma ocasi�o em que conversaram?

Haviam rumores, batidas nas paredes,

troca de bilhetes, mas nunca vi nada

e eram sempre vendados fora das celas.

Ela nunca teve contato com nenhum outro preso.

Ela conseguiu converter algu�m � causa.

Voc� tem a Denise sob cust�dia.

Por que n�o perguntamos a ela?

Olha, quero pegar esse assassino tanto quanto qualquer um,

mas antes disso, preciso de provas concretas

de que foi um fugitivo e n�o um imitador.

� melhor chegarem r�pido a St. Louis.

Achem isso antes que o preso misterioso ataque.

Por que matou a bailarina?

A quest�o n�o era matar.

Foi um ato de rever�ncia.

Eu vi uma verdadeira artista trabalhando.

O poder, a beleza, a gra�a daqueles membros.

O que vi, foi a personifica��o da ess�ncia da dan�a.

Foi um tributo perfeito � Terps�core.

Ent�o voc� a destruiu?

Eu n�o a destru�.

Eu imortalizei ela.

Cortando sua garganta?

Uma dan�arina no auge tem, o qu�,

cinco, dez bons anos em sua carreira

antes que ela se retire para a obscuridade?

Agora, ningu�m...

vai esquec�-la...

gra�as a mim.

Aos 35 anos, Denise Glenn, era a mais jovem

professora de Hist�ria da Arte na Universidade de St. Louis

e a �nica com seis mortes na conta.

N�o se destacava, n�o?

Denise se considerava uma artista antes de tudo.

Obcecada pela morte e trag�dia surgia em escritos e aulas,

mas no fim das contas, sua vida era muito chata.

Veio de um lar est�vel e amoroso, nenhum abuso ou trauma grave.

Acha que algumas pessoas s�...

nascem m�s?

Acho que h� quem discuta sobre isso.

Nem todos t�m empatia pelos outros,

e isso pode evoluir para sociopatia,

narcisismo agudo ou pior.

E neste caso,

se tornou o projetinho de arte da Denise.

Por que dos nomes diferentes?

Cada morte era uma homenagem a uma musa grega.

As v�timas eram talentosas e as melhores da sua �rea,

e suas mortes eram oferendas �s musas que...

supostamente lhes deram esses talentos.

Estrela do bal� para a musa da dan�a,

uma autora premiada para a musa dos �picos, e...

nosso imitador se inspirou nela.

Matou um violoncelista para Euterpe, a musa da m�sica.

- Quantas musas existem? - Nove.

T� bom, exibido.

Meus filhos gostam muito de mitologia grega.

Denise concluiu seis dos noves assassinatos antes de ser pega.

Ent�o ela nunca terminou seu...

- projetinho. - N�o.

Ent�o, sobraram, o qu�, tr�s?

Dois, contando o violoncelista.

Urania, a musa da astronomia, e Erato, a musa da imita��o.

Como agir antes disso?

Imita��o �, tipo, coisa de m�micos, certo?

Quase. � mais imitar em si.

Faz sentido.

O arquivo da Denise indicava um caderno de desenho.

A pol�cia tem imagens de c�meras de uma figura encapuzada

completando a sexta musa, e no v�deo fala de um caderno,

mas a pol�cia nunca o encontrou. Procuraram em toda parte.

Parece um manual para completar os assassinatos da Denise, talvez

ela disse ao nosso preso onde ach�-lo.

Supondo que seja um fugitivo.

A v�tima � um m�sico de rua.

Ele se apresentava em parques.

Parece que adoravam esse cara.

- Nos d� um momento, por favor. - Claro.

O assassino o colocou performando assim como os outros.

Denise sempre fazia suas v�timas celebrarem sua arte at� na morte.

A aten��o aos detalhes � impressionante.

Um superf� pegaria tudo isso nos jornais.

Espera a�.

Epsilon para Euterpe.

- Essa � a nossa prova. - N�o entendi.

O relat�rio do legista

dizia que cada v�tima tinha uma letra grega nelas.

Isso n�o foi divulgado � imprensa.

Um superf� n�o saberia disso.

Mas um preso com acesso ao caderno da Denise saberia.

Quer prova melhor?

Temos que falar com a Denise, Hassani.

Farei a liga��o.

Volte para a sede. Pode interrogar a professora l�.

O que voc�s v�o fazer?

Pedi para a Morales o boletim policial local.

Invadiram os arquivos da universidade noites atr�s.

N�o � s� coincid�ncia.

Beleza. Me avisa de tudo.

� todo seu.

Vamos.

Ela est� aqui?

A qualquer minuto.

Eu revisei as transcri��es do tribunal.

Nunca vi uma megalomania como essa antes.

Denise contrariou seus advogados e passou horas

no tribunal pregando sobre o lugar dela na hist�ria.

Ela at� convenceu um dos advogados

a ajud�-la com uma tentativa de fuga malsucedida.

Facilitou para a promotoria, pelo menos?

Bex, sei que voc� � capaz de lidar com a Denise sozinha.

Eu sou.

Mas sejamos realistas. Dois � melhor que um.

Especialmente n�s dois.

Posso contar com voc�?

Sempre.

N�s poder�amos...

Ela est� aqui.

� como andar de bicicleta.

Com certeza.

Diretor, torci pra j� estar morto.

Denise Glenn,

sou a Agente Especial Henderson

e vejo que j� conhece o diretor.

Eu nunca esque�o um rosto bonito,

e com certeza eu vou lembrar do seu.

Estrutura �ssea perfeita,

queixo quadrado

e uma pinta que atrai o olhar na medida certa...

- Vamos... - Professora...

Querem parar para pensar e organizar seus pensamentos?

N�o, estamos bem. V� em frente.

Tem uma cena de crime em St. Louis que � a sua cara.

O assassino era um preso do Po�o.

Gostaria de beber �gua.

Por favor.

Se negarem meu pedido, posso lembrar

do meu direito � �gua, previsto pela resolu��o 64

das Na��es Unidas.

A v�tima estava tocando um violoncelo,

cercada por partituras que soletravam Euterpe.

Posso?

Claro.

� um trabalho muito bom.

Muito bom mesmo.

Quem fez isso, professora Glenn?

Como eu vou saber?

Estava presa o tempo todo.

N�o, voc� converteu um detento para sua causa.

Ent�o quem foi?

Fui eu!

Teletransportei para fora da cela

e cometi o assassinato.

E ent�o...

pulei na minha m�quina do tempo e fui feliz para Dallas,

onde atirei em JFK.

Quem � seu aprendiz?

Prefiro falar sobre sua aprendiz agora, diretor.

Pequena diferen�a de idade,

mas muito respeito. Sim.

Quer deix�-lo orgulhoso, n�o �?

Mas, ao mesmo tempo, quer lembr�-lo

que voc� � t�o formid�vel quanto ele.

Talvez at� um pouco mais.

Essa � uma proje��o psicol�gica.

Mecanismo cl�ssico de defesa.

T� meio mal. Achei que seria mais original.

Agora quer que a gente se odeie?

Acho que sim.

Chame isso de intui��o feminina,

mas tenho essa maldita sensa��o de que j� � tarde.

Ainda se importa com ela, n�o �, diretor? Na verdade,

voc� faria qualquer coisa por sua aprendiz.

Assim como eu faria qualquer coisa pelos meus.

Ent�o me diga, por que diabos

eu trairia eles

quando eles t�m sido t�o leais?

LEITURAS PS�QUICAS

TAR�, BOLA DE CRISTAL, LEITURA DE M�O

ABERTO

Bem-vindo, viajante.

Veio para ver seu futuro?

Entre.

FECHADO

Ela n�o negou que era um preso.

Essa � a melhor confirma��o que teremos.

N�o temos vantagem.

Como vamos faz�-la falar?

Deixando ela desconfort�vel.

Colocando-a em desvantagem.

- Precisamos blefar. - Com cuidado.

Se formos pegos, n�o tem mais volta.

Revisei os v�deos da Denise esculpindo.

Precisam dar uma olhada.

Nada foi levado,

mas eu tive que denunciar

porque o cara quebrou uma janela para entrar.

Vai custas uns US$ 400 ou US$ 500.

N�o fazem mais janelas assim, foram encomendadas.

Ent�o tudo isso � sobre arte greco-romana?

Se voc� diz.

N�o sou bibliotec�rio.

- Sem pressa. - Obrigado.

Valeu.

O assassino sabia onde encontrar o caderno da Denise.

Quando vi aquele espelho,

comecei a me perguntar quem estava do outro lado.

� uma sala de observa��o para cientistas e psic�logos.

E detentos.

- Detentos? - Sim.

Antes de voc� chegar, o terapeuta de Denise

fazia os pacientes a assistirem esculpir.

- Como sabe disso? - Achei um padr�o nos registros.

Sempre que Denise estava aqui sendo filmada,

um v�deo para um tratamento separado

estava sendo filmado na sala O62.

Nos anos seguintes, doze detentos

foram colocados naquela sala.

Peguei os arquivos dos outros detentos.

Chamavam de terapia de fixa��o e deslocamento.

Deixe-me adivinhar...

eram todos desequilibrados obcecados com as m�es.

O objetivo era transferir a obsess�o para a Denise

para que o m�dico pudesse observ�-la,

entend�-la e control�-la.

Mas eles nunca interagiram?

N�o, mas eu encontrei isso.

Deram a eles as estatuetas dela.

- Cruzes. - Est� bem...

Isso presumindo que Denise saiba de tudo, o que � um grande "se".

Mas isso n�o explica como ela convenceu doze detentos

a completar seu trabalho de vida.

Mas ela conseguiu.

- Descobrimos algo grande. - Aqui tamb�m.

Denise escondeu seu caderno na biblioteca.

Seu aprendiz invadiu h� tr�s dias para peg�-lo.

Agora s� precisamos reduzir a lista de suspeitos.

Seis mortos confirmados, seis desaparecidos.

Seis � melhor que 12.

Mas como sabemos qual dos seis � o aprendiz dela?

Denise � a �nica que pode confirmar quem �.

E ela est� feliz em nos ver perder tempo

sabendo que o seu aprendiz tem mais tempo para matar.

Usamos essa arrog�ncia contra ela.

Ela adoraria nos enganar.

J� sei.

Vamos trocar todos.

Os mortos ser�o desaparecidos e os desaparecidos, mortos.

Vamos ver se provocamos uma rea��o.

Imprima tudo de novo, t�?

A� est�.

Pensando bem, prefiro um vodka mart�ni

com um toque de vermute.

E se quiserem me ver muito feliz, uma rodela de lim�o.

Est� se divertindo, n�o �?

Claro.

J� faz um tempo que n�o consigo exercitar minha criatividade,

mesmo que s� um pouquinho.

Denise, gostou de ser observada pela janela de observa��o?

Imaginei que fosse um cientista entediado e pervertido.

Mulheres t�m um sexto sentido quando est�o sendo estudadas.

N�o �, Agente Henderson?

Algumas sabem usar a seu favor.

Como fazer algu�m descobrir seus planos e execut�-los?

- � isso? - Sabemos que havia plantas.

Ent�o o que era?

Um caderno de desenhos? Di�rio?

"Assassinato de Musas para Idiotas"?

O que tem a�?

Identificamos 12 suspeitos como seu potencial aprendiz.

Ent�o vamos ver.

Est� bem.

C. MARTIN SITUA��O: MORTO

Quer saber?

Esque�a a rodela de lim�o.

Quero puro.

Liga��o para voc�.

Viu aquilo, n�o �?

Sim. O rosto dela disse tudo. � definitivamente o nosso cara.

Trocar a situa��o foi genial.

Craig Martin � o aprendiz da Denise.

Agora sabemos quem procuramos.

Mas podemos det�-lo antes que machuque mais algu�m?

Linhas profundas.

Linhas de luta,

de sobreviv�ncia,

de resili�ncia.

Voc� conhece a escurid�o.

Mas h� um lado bom.

Raramente vejo uma linha de vida t�o longa.

Voc� tem...

coisas maravilhosas pela frente.

Qual o tamanho da sua linha?

- Me solta! - Fala.

Qual o tamanho?

Quero que saia, agora.

Mais uma coisa primeiro.

O que � isso?

Seu futuro.

Quer ver?

N�o.

N�o.

V� embora, por favor.

Craig Martin, filho �nico de Elaine Martin,

pai desconhecido.

Elaine, al�m de v�rias deten��es por prostitui��o,

lutou contra o v�cio em hero�na durante a inf�ncia de Craig.

Craig viu o v�cio em drogas e como ela pagou por isso

de camarote.

Ela era uma viciada, cara,

fazendo tudo por uma dose.

E eu era a crian�a no arm�rio, me escondendo

enquanto ela era fodida por um canalha

que nem conseguia olhar nos olhos dela.

Alguns clientes me davam US$5 e uma barra de chocolate.

At� eles se importavam mais.

Para ela, eu era uma mancha no colch�o.

Imagine quem eu seria se tivesse uma m�e

que assasse biscoitos e me colocasse na cama.

- Acho que j� entendemos. - Martin cresceu

com um grave transtorno de apego e raiva em rela��o �s mulheres.

Aos 22, passou a matar mulheres que conheceu em aplicativos.

Ele ficava obcecado, as perseguia e colocava explosivos nos carros.

Encantador, mais um motivo para ficar longe de aplicativos

e de homens.

Tudo isso faz sentido. Craig era um homem

com zero senso de si mesmo, definido negativamente

pelas mulheres em sua vida.

E os psic�logos sabiam,

deram algu�m em quem se fixar, uma figura materna,

algu�m que ele pudesse idealizar.

Que nunca poderia rejeit�-lo.

Ele faria qualquer coisa por uma mulher assim.

Causa da morte, asfixia por um p�ndulo.

Isso � novo.

Urania.

Musa da astronomia.

S� resta uma.

Erato, musa da imita��o.

O tempo est� acabando.

Entramos l� com tudo. Dizemos que sabemos que � Craig.

N�o vai mudar nada.

"Por que eu trairia algu�m que foi t�o leal a mim?"

Temos que jogar o jogo dela.

Precisamos jogar um contra o outro.

N�o, voc� est� certo.

E acho que sei como.

Algu�m sabe usar o Photoshop? Algu�m, Photoshop?

Denise, espero que tenha curtido suas �f�rias�.

Mas, infelizmente, � hora de mandar voc� de volta.

O que houve?

Sabemos quem � seu aprendiz.

� s� quest�o de tempo at� pegarmos ele.

S�rio?

Como?

Parece que seu aprendiz

n�o resistiu em deixar sua pr�pria marca.

H63.

� o n�mero de detento do Po�o, e pertence...

a Craig Martin.

Tem que admirar a coragem desse cara.

Assinando seu trabalho, e recebendo o cr�dito.

� t�pico de algu�m com problemas de raiva contra mulheres.

De qualquer forma, aproveite a volta

para onde quer que prendam psicopatas assassinos atualmente.

J� pensou em ser ator?

J�.

Por um dia depois da minha apresenta��o em "Into the Woods".

Fui incr�vel.

Mas por que voc� saiu?

Parece que voc�s a encurralaram.

Tudo faz parte do plano.

Cara a cara deixa o suspeito menos defensivo.

Agora � com a Bex levar isso at� o final.

Denise, eu entendo.

Homens t�m tomado meu cr�dito a maior parte da minha carreira.

Eu n�o quero voltar para uma cela.

Nunca sair� da pris�o porque o mundo acha que est� morta.

Mas poderia me enviar pra outro lugar.

Talvez.

Voc� teria que nos dar algo em troca,

como talvez onde Craig Martin pode estar indo agora.

Ele est� assinando seu trabalho, Denise.

E quando o pegarmos, porque vamos,

outra pessoa ser� lembrada pelo trabalho da sua vida, e...

voc� ser� esquecida.

Tudo bem.

Deixe seu aprendiz terminar seu trabalho.

Deixe Craig Martin ter toda a notoriedade.

Se eu te disser como pegar Craig,

voc� tem que me garantir que o mundo nunca

saiba o nome dele.

Fechado.

A �ltima morte homenageia Erato,

a musa de imita��o.

Quando eu ensinava, o chefe do meu departamento

gostava de pegar conte�do das minhas aulas

e dizer que eram ideias dele.

Sua morte seria minha obra-prima.

Ele era o seu imitador.

E quem quer que ocupe essa posi��o agora

est� prestes a conhecer meu aluno exemplar.

Quando voc� cria arte,

voc� e s� voc�

traz ao mundo algo que fala

sobre nossa experi�ncia em comum.

O que ele vai fazer l�, Denise?

Voc� ver�.

Seis quil�metros na 163 e chegar� na universidade.

O atual diretor da Escola de Artes da SLU

� o professor Everett Fogarty.

Voc� tinha raz�o.

Uma narcisista assim, s� tivemos que cutucar seu ego.

Tomara que Shane e Hassani o achem antes do Craig Martin.

As imagens confirmam que Craig Martin est� no campus.

Morales, ligue para o professor Fogarty..

Diga pra ele chamar a seguran�a e se trancar no escrit�rio.

Tentei, mas o celular est� desligado.

Ele est� dando aula. Wilson Hall, audit�rio dois.

� o antigo audit�rio da Denise.

Qu�? O que foi?

Sei l�. Est� parecendo muito f�cil.

Craig Martin est� no campus.

Nossa equipe vai peg�-lo a qualquer momento.

O que n�o est� certo?

Ela s� est� muito calma.

Ela est� sorridente.

Algo n�o est� certo.

Os agentes est�o no audit�rio. V�o deter Craig Martin.

Tudo conforme o plano, n�o �?

S� h� uma coisa que n�o entendo, Denise.

S� uma?

Talvez soubesse que te observavam

durante as sess�es de arte-terapia. Talvez n�o.

Mas eu sei que voc� n�o falou diretamente com o Craig.

Ent�o...

como voc� fez ele achar o caderno de desenhos?

S�crates sabia que o trabalho

de um professor � levar o aluno a fazer as perguntas certas.

Finalmente,

estamos chegando a algum lugar.

Quando voc� cria arte,

voc� est� contribuindo para a narrativa da pr�pria vida.

H� algo errado?

Por favor, volte para o seu...

N�o tenham medo.

Vim dar uma mensagem

da professora

Denise Glenn.

Ent�o voc� falou com o Craig?

O princ�pio da Gestalt nos diz

que o todo � maior que a soma das partes.

Desculpe.

Simplificando pra quem s� sabe dar voadora,

isso significa que

a verdadeira mensagem da obra final nunca vem � tona

at� todas as pe�as se encaixarem.

Denise, revisamos todas as grava��es.

Voc�s nunca conversaram quando as paredes estavam...

de p�.

Quando as paredes ca�ram.

Arrasou, Agente Henderson.

Voc� estava presa? Ele foi te procurar?

Eu nunca tinha visto esse homem antes,

ele era como um menininho que acabou de encontrar a m�e.

Ele me disse que aquela hora que passava me vendo esculpir

era sua �nica raz�o para viver.

Ele tentou tanto levantar aquela parede de cima de mim.

Deveria t�-lo visto.

Desesperado para me salvar.

Foi meio pat�tico, na verdade.

Quero dizer,

eu era o mundo dele.

E foi assim que eu soube

que Craig Martin nunca tomaria cr�dito pelo meu trabalho.

Foi assim que eu soube que a fotografia era uma mentira.

Porque quando o meu Craig terminar,

ele vai publicar meu livro para o mundo inteiro ver.

"Minhas musas agarram a humanidade pelo rosto

e for�am seus olhos a se abrirem,

expondo o que h� de mais bruto..."

Pessoal, permane�am em seus assentos.

Aqui � o FBI.

Craig Martin, deite-se no ch�o!

Levantem, fiquem calmos. Todos para fora.

Craig, abaixe isso. N�o vale a pena. Acabou.

V�o para a sa�da. V�o!

Craig, pare!

Bom trabalho.

N�s o pegamos.

Bom trabalho, pessoal.

- N�s o pegamos. - N�o acabou.

Craig n�o iria s� matar o professor.

Hassani, tem o caderno de desenho?

- Tenho. - Encontre Erato.

Erato.

� um esbo�o deste audit�rio.

Mas est� envolvida em chamas.

Craig n�o inicia inc�ndios.

Ele constr�i bombas. C-4 com temporizadores.

O que tinha com ele?

Nada, s� o caderno.

Gente, quando Craig chegou no campus, usava uma mochila.

H� uma bomba naquela mochila.

Encontrem a mochila.

Temos um probleminha.

Florence, dispare o alarme de inc�ndio.

Gente, vamos l�.

Conte -nos algo.

Estamos procurando.

Qual � a cor da mochila?

Azul escuro ou preto.

� praticamente todas elas.

Qual delas �?

Diga ou todos n�s morremos.

Me orgulho de ter feito parte da hist�ria.

Eu encontrei.

Hora de ir.

Eu pego esse miser�vel.

Essa bomba pode destruir todo o pr�dio.

H� seis andares acima de n�s.

Existem dezenas de salas e audit�rios.

Nunca v�o sair a tempo.

Pode desativ�-la?

Vou ter que tentar. Pode ir.

N�o. N�o vou embora de jeito nenhum.

O qu�? O que est� fazendo?

Voc� tem fam�lia.

� isso que fazemos.

Pessoal!

Vou cortar o fio verde. Voc� tira o vermelho.

Mas precisa ser ao mesmo tempo.

- Certo? - Entendido.

Sabe o que fazer?

S� tem um jeito de saber.

Preparado? Tr�s...

dois, um...

Agora.

Conseguimos.

Venham para casa, meninos.

J� faz um tempo em que estive em uma situa��o dessas.

De todos os lugares que achei que iria morrer...

Cabul, Peshawar, Caracas...

tenho que admitir, St. Louis nunca esteve na lista.

E voc�?

Como esse cara cai no sono t�o r�pido?

� sua vozinha suave, amigo.

Como est� sua equipe?

Enviar� flores para as fam�lias deles?

Sim, deixe-me ver.

Acho que o total de corpos foi...

zero.

Porque, pegamos

Craig Martin, e desativamos a bomba,

- ent�o... - Est� mentindo.

Estou? Tem certeza disso?

- Isso � meu. - N�o, n�o, n�o.

Este artefato pertence aos Arquivos Nacionais, Denise.

Fala s�rio!

Olhe para isso.

N�o d� pra ignorar isso.

Trabalho impressionante. Lamento que n�o tenha terminado.

� incr�vel. Sabe onde mais isso ficaria bem?

Pode ficar bem aqui, no lixo.

Mas n�o esquenta, Denise.

Pense assim. A maioria dos grandes artistas

nunca recebem reconhecimento em vida.

E ent�o, bem,

alguns artistas,

na verdade, nunca s�o lembrados.

- Tchau, professora. - Espere!

Uma �tima mira para uma nerd assumida.

Agora...

hora do mestre mostrar como se faz.

Esses dardos s�o regulamentados?

N�o leve isso t�o a s�rio.

Meu pai tinha um bar e eu acabava com meus irm�os, ent�o...

Bom trabalho, pessoal.

N�o conseguir�amos sem nossos chefes.

Um brinde a isso.

Tome uma bebida. Voc� mereceu.

Obrigado.

Sa�de.

- Sa�de. - Sa�de.

Jogando por dinheiro ou n�o ?

Sim! Mas preciso avisar, Shane,

n�o s�o dardos regulamentados.

Legal.

Tem um minuto?

Chequei com a equipe no voo de volta.

Achamos a empresa de biotecnologia

que fez a bolsa intravenosa... Whitmore Sciences.

J� ouviu falar deles?

Chefiada por um figur�o, James Whitmore.

Atua com produtos de uso civil e militar.

Vale do Sil�cio, fundo bilion�rio, o combo todo.

Mas n�o foi isso que chamou minha aten��o.

Esse � o Whitmore.

Esse � o senador Long, de Wyoming. E essa...

Procuradora-Geral Mallory.

Agora sabemos o motivo de tanto segredo.

Foi mal, tava deixando meu amigo mais rico.

O que foi?

Depois de falamos, fui ao antigo consult�rio do meu pai.

SHANE

O que � isso?

Quem � voc�?

Ol�, Denise.

Voc�.

O que quer comigo?

Voc� tem algo que n�o lhe pertence.

N�o.

N�o fa�a isso.

N�o fa�a isso.

N�o, n�o fa�a isso!

N�o!

Sinto muito, professora.

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