All language subtitles for The.Empress.2022.S02E06.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Gosta?

Est� muito apertado.

Um dia, ser� imperador deste grande imp�rio, Francisco.

VINTE ANOS ANTES

Este imp�rio � um tesouro precioso

que os nossos inimigos nos querem tirar.

Tem de proteger este imp�rio na guerra e na paz.

Porqu� eu?

� a vontade de Deus.

Ele escolheu-o.

Se Deus decide tudo,

porque � que Ele permite que haja guerras e inimigos?

Fica-lhe muito bem, Francisco.

Se tenho uma farda,

tamb�m vou lutar em guerras como os soldados?

N�o.

Os soldados lutam pelo Imperador.

Tu usas uma farda como eles para te admirarem.

A partir de agora, us�-la-�s sempre.

N�o �s como as outras pessoas, Francisco.

N�o te esque�as disso.

A IMPERATRIZ

Obrigado, Theo.

� um grande dia, Majestade.

Sim, � verdade.

Vossa Majestade, a Arquiduquesa.

- Vossa Alteza Imperial. - Francisco, ouves os sinos?

Esper�mos tanto por este dia.

A farda.

Ele acabou de nascer.

N�o vai receber apenas o seu nome perante Deus. Tamb�m recebe o t�tulo.

Onde est� ele? O nosso anjinho.

A Isabel j� o levou.

Claro.

Posso apresentar-te? O teu irm�o mais novo.

V�s? � muito sossegado.

Ele chora menos do que tu.

Mas tem medo de desconhecidos.

Terias de cuidar dele.

Est�s aqui.

Est�s sempre comigo, Piolho. Fa�a eu o que fizer.

Eu e o pai pensamos sempre em ti.

E assim o batizamos Rudolfo Francisco Carlos Jos�,

futuro Imperador da �ustria

e, a partir de hoje, Coronel do 19.� Regimento de Infantaria Imperial.

- �men. - �men.

D�-mo.

Est� tudo bem.

J� est�.

J� est�.

O que tem ele?

Tem de liderar um ex�rcito antes de saber andar. Eu tamb�m choraria.

Ter� de liderar um imp�rio inteiro.

Mas hoje n�o.

Chegaram parab�ns de toda a Europa. V�?

Chegaram mais de mil mensagens.

Isto s�o cartas da sua fam�lia.

Isto s�o votos de felicidades do povo.

Isto n�o pode...

O que foi?

De quem � a carta?

Da Condessa Apafi.

De Leontine?

- O que escreveu ela? - Parab�ns.

N�o tem morada.

O carimbo j� n�o � leg�vel.

Est� viva.

- Ao herdeiro do trono! - Ao herdeiro do trono!

O futuro dos Habsburgos est� assegurado.

Obrigada.

Quando tiver um momento,

temos de falar de um desenvolvimento desagrad�vel no exterior.

Que desenvolvimento no exterior, Ministro?

Pode esperar. N�o quero estragar esta ocasi�o alegre.

J� estragou.

H� relatos de que milhares de combatentes volunt�rios

de territ�rios italianos

se juntaram ao movimento independentista na Lombardia.

Acerca-se de n�s como uma avalanche.

N�o posso ter um dia de felicidade com o herdeiro do trono?

De onde s�o esses combatentes?

Todas as regi�es italianas apoiam Garibaldi.

M�dena, Parma, Sic�lia.

Falou com a Imperatriz sobre a Sic�lia?

Receio que ela seja contra.

A Imperatriz deve sujeitar-se � situa��o pol�tica neste caso.

Os outros estados italianos t�m de nos ajudar a travar os rebeldes.

O nosso aliado mais importante � o Reino da Sic�lia.

T�m de se juntar a n�s.

- Qual � o teu plano? - O Rei da Sic�lia est� a morrer.

O filho Francisco vai substitu�-lo, mas ainda n�o tem rainha.

E tu tens uma a mais?

Para que a Sic�lia n�o se torne irrelevante,

querem urgentemente uma parente de uma fam�lia nobre europeia.

Pod�amos dar-lhes isso.

A Mimi fez agora 16 anos.

- Deve casar na primavera. - Francisco, por favor.

Devia encontrar um homem que ela tolere.

Nem todos t�m a nossa sorte.

Os casamentos criam alian�as pol�ticas. E n�s precisamos urgentemente desta.

Quando seria isso?

Receio que tenhamos pouco tempo.

Abaixo os Habsburgos!

It�lia livre!

MIL�O - PROV�NCIA AUSTR�ACA

It�lia livre! Abaixo os Habsburgos!

It�lia livre! Abaixo os Habsburgos!

It�lia livre! Abaixo os Habsburgos!

Alteza.

Temos de partir de imediato. Gyulai imp�s um recolher obrigat�rio.

Ainda sou o Governador.

Vossa Alteza, temos de partir. J�.

It�lia livre! Abaixo os Habsburgos!

It�lia livre! Abaixo os Habsburgos!

A situa��o agrava-se. Os rebeldes de Garibaldi v�m de todo o lado.

H� relatos de motins. Quase todas as noites.

Dizem que Piemonte est� a reunir tropas ao longo da nossa fronteira.

Majestade,

temos de declarar guerra a Piemonte.

� precisamente isso que Cavour quer. N�o, acho que � um grande erro.

H� anos que Cavour incita o nosso povo contra n�s.

As outras grandes pot�ncias simpatizam com o movimento italiano de unifica��o.

A Rainha Vit�ria implora que concedamos a independ�ncia � Lombardia.

Em nome da paz.

Ent�o, Vit�ria que d� a independ�ncia � �ndia em nome dos pobres indianos.

As outras grandes pot�ncias querem enfraquecer o nosso imp�rio. S� isso.

A Lombardia � da �ustria.

Declarar guerra a Piemonte � inevit�vel.

Cavour quer sentar-se � mesa dos grandes. Deixem que ele tente.

� por isso que me pergunto porque os piemonteses querem guerra,

se a �ustria � muito mais forte.

Os rebeldes lutam por algo em que acreditam.

E se unirem for�as com tropas de Piemonte,

iremos disparar contra os nossos.

Envie um ultimato a Turim, em Piemonte.

Cavour tem tr�s dias para depor as armas e deixar de apoiar os rebeldes.

Se o fizer,

estaremos abertos a negociar.

E se n�o o fizer...

... declararemos guerra.

Obrigado.

A irm� de Isabel vem c� hoje para os preparativos nupciais.

Certificar-me-ei de que vai para N�poles o mais depressa poss�vel.

Os sicilianos t�m de parar o fluxo de rebeldes.

O Pr�ncipe Francisco da Sic�lia?

Ouvi dizer que � intelectualmente limitado

e que a sua apar�ncia � bastante repugnante.

Ent�o, � melhor n�o se casar com ele.

Muito bem.

J� foi a Viena?

N�o.

Conhece a minha irm�, a Imperatriz?

N�o.

S� conhe�o a minha casa.

S� a Baviera.

A Sic�lia � bonita?

Sim.

Isabel!

Vossa Majestade.

� t�o bom ver-te.

Vou casar-me. Acreditas?

Vossa Majestade.

Esta � a dona Nina.

O Rei da Sic�lia mandou-a acompanhar-me.

- � a minha dama de companhia. - Muito prazer.

O que vamos fazer hoje? O que acontece agora?

Acho que temos de experimentar os vestidos de noiva. Correto?

Sim.

Ela est� sempre t�o bem-disposta?

Sim.

H� limoeiros e lagartos por toda a N�poles.

E as pessoas s� comem macarr�o.

Sabias?

Tive saudades tuas.

Devo usar isto quando chegar?

Achas que Francisco vai gostar?

Claro.

N�o sei nada sobre ele.

N�o sei como � fisicamente, o que gosta de fazer. Nada.

- Por favor, deixe-nos a s�s. - Com certeza, Majestade.

- Vamos sentar-nos. - Venham, senhoras.

Sei que � dif�cil para ti, Mimi.

Tens medo?

N�o � isso.

Eu ainda...

O qu�?

Podes dizer-me, Mimi.

... n�o sangrei.

A m�e diz que n�o nos podemos casar antes de sangrar.

Por isso, no outono, disse-lhe que j� sangrara,

mas n�o � verdade.

O que fa�o agora?

Vou pensar em algo.

- Sua Majestade, a Imperatriz. - Vossa Majestade.

Vossa Majestade, em que posso ajudar?

A minha irm� n�o est� pronta para casar.

Temia que dissesse isso.

Ela ainda n�o menstruou.

Isso � lament�vel, mas n�o � um impedimento.

Como n�o � impedimento?

Os sicilianos t�m uma noiva da Casa de Habsburgo e, em troca, ajudam-nos.

Tudo o resto � um problema futuro.

Ela n�o sabe nada sobre o noivo, nem como Francisco � fisicamente.

Eu sabia como era o meu Carlos, isso n�o ajudou em nada.

Posso retirar o meu consentimento.

Diga-me a verdade.

Francisco foi uma crian�a doente.

S� come�ou a falar com seis anos.

Dizem que � retra�do e muito pio.

O pai de Francisco � um governante cruel.

O povo despreza toda a fam�lia. Isto basta-lhe?

Os homens fazem guerra. N�s, mulheres, casamos para proteger os imp�rios.

� o nosso lugar na Hist�ria. Sempre foi assim.

Mesmo que haja guerra, Isabel, que estou a tentar impedir,

o Reino da Sic�lia fica a mais de mil quil�metros de Piemonte.

O povo da Sic�lia odeia a fam�lia real.

O que achas que vai acontecer a essa fam�lia e � minha irm�

se houver l� uma revolu��o?

�s vezes, temos de fazer um sacrif�cio para salvar muitos outros.

Tu farias isso?

Esse sacrif�cio?

H� novidades?

O meu irm�o...

... deu tr�s dias aos rebeldes e a Piemonte para deporem as armas, sen�o, h� guerra.

Ele n�o tem escolha. Piemonte n�o parar� de provocar a �ustria.

Claro que tem! Podia negociar com Cavour e a Lombardia!

N�o o far�.

Ent�o, � o maior erro do seu reinado.

- N�o o posso permitir. - Porqu�?

� meu irm�o.

Ele n�o quer saber o que pensas.

H� meses que te tem aqui em suspenso.

Alguma vez te importaste com a Lombardia?

Com o povo?

Ou s� com ele?

Porque � que ele me deu este cargo?

Talvez quisesse ver-te falhar.

- Tenho de falar com ele. - N�o basta, Maximiliano.

Esta vida aqui...

... n�o me basta.

Enviei um telegrama.

Temos de falar j� com o Imperador.

Muito bem.

Espero que tenha dormido ontem, Vossa Majestade.

S� quando Piemonte responder.

Tenente-Coronel Rosmini, Majestade. Ele diz que � urgente.

- Eu trato disto. - N�o, mande-o entrar.

Majestade, obrigado pelo seu tempo.

Confisc�mos esta caixa ap�s os �ltimos motins

na nossa fronteira com Piemonte.

Mosquetes.

H� meses que os piemonteses armam rebeldes no nosso pa�s, milhares deles.

J� sab�amos isso.

A �guia francesa.

Cavour e Napole�o devem ter um acordo secreto.

Significa que se declararmos guerra a Piemonte...

Teremos guerra com a Fran�a.

- Porque n�o sab�amos? - Estou igualmente surpreendido.

Mas o seu trabalho n�o � ser surpreendido! Tem de estar preparado!

Majestade, nunca pensei

que Napole�o se aliaria a Cavour. Eu...

N�o sei o que ganha com isso.

Usa o descontentamento dos lombardos para nos destruir.

- Nem o ex�rcito de Napole�o � invenc�vel. - A quest�o n�o � essa.

Eu decido com quem fa�o guerra!

N�o quero surpresas no campo de batalha!

Os senhores impossibilitaram isso.

Por favor, saiam.

- A minha irm� j� est� aqui? - Sim, Majestade.

- Obrigada. - Isabel.

Majestade.

- Bom dia. - Olha o que a tia Sofia me deu.

Pertencia a Maria Teresa. E faz-te parecer uma rainha a s�rio, Mimi.

Maria Teresa era uma mulher imperturb�vel.

Ela nunca desistiu. Mesmo perante as dificuldades.

Quero falar com a minha irm� a s�s.

Eu e Mimi fal�mos abertamente sobre o facto

de a Sic�lia poder ser desagrad�vel.

Mas Mimi � uma jovem corajosa, n�o �s?

E quer deixar a nossa fam�lia orgulhosa.

Eu sei.

Porque n�o queres que v�?

Acho que ela tem medo de que a sua bela e jovem irm�

ocupe o lugar dela na Europa.

Sabes que isso � um disparate.

Tenho de ir trabalhar.

Come a carne, Mimi. Isso vai ajudar o sangramento.

Porque lhe contaste?

- Porque n�o quero... - Era o nosso segredo.

Porque n�o quero que v�s.

Porqu�?

� muito perigoso.

Pode haver uma revolu��o.

E Francisco?

- Tens ci�mes, como a tia Sofia disse? - N�o, Mimi.

S� quero que saibas a verdade.

N�o tens o direito de decidir o que fa�o.

Alto!

Vossa Alteza Imperial.

Quero v�-lo j�. Ficas bem sozinha?

N�o sabia que era t�o grande.

N�o sejas invejosa.

A inveja � para quem n�o consegue o que realmente quer.

Vou dar um passeio.

Sua Alteza Imperial, o Arquiduque Maximiliano, Vossa Majestade.

Majestade.

Enviei um telegrama a avisar que vinha.

Retire o ultimato.

Temos de negociar com os piemonteses.

Eles n�o s�o os �nicos que est�o contra mim.

- Como assim? - Napole�o.

Apoia os rebeldes.

Tem um acordo com Cavour.

Sempre foi isso que ele quis.

For�ar-nos a travar uma guerra sem ele a come�ar.

Ent�o, se abdicarmos da Lombardia, n�o haver� motivo para guerra.

E depois?

Achas que isso acabar� com tudo?

N�o v�s o que se passa?

Napole�o continuar� a avan�ar at� chegar a Viena.

N�o serei o menino que se amedronta perante Napole�o.

Tu n�o �s assim, Francisco. Somos parcialmente culpados.

- Dev�amos ter ouvido os lombardos. - � isso que fazes h� ano e meio?

E que nos custou tanto dinheiro? Ouves?

Orgulho-me muito do que alcancei com a Maria na Lombardia.

Mas n�o bastou.

N�o me podes culpar por esta cat�strofe.

Quando finalmente ganhei a confian�a dos lombardos, Gyulai estragou tudo.

Por ordem tua!

Deste-me uma tarefa imposs�vel.

Querias ver-me falhar.

Porque faria isso?

Porque n�o me perdoas.

Isso n�o � raz�o para p�r em risco o meu imp�rio.

Majestade.

Turim j� respondeu.

Leia.

Cavour rejeitou o ultimato.

J� temos not�cias de Viena?

Dele?

Ainda n�o.

Declaramos guerra a Piemonte e, consequentemente, a Fran�a.

Ordene a mobiliza��o.

� a decis�o certa, Vossa Majestade.

Ministro Gr�nne, Ministro Buol, n�o voltar�o a servir o Imp�rio.

Espero as vossas demiss�es esta noite.

Majestade, todos avali�mos mal a situa��o.

- Mas n�o me pode... - Sim, Napole�o enganou-nos.

Mas desde o in�cio deste conflito na Lombardia,

n�o teve uma ideia sensata por acalmar a situa��o.

S� quis enviar militares e apoi�-los.

Isso, para mim, n�o chega.

Pelo que sei, Conde Buol,

fez investimentos lucrativos nas nossas f�bricas de armamento.

Queria continuar a aumentar o armamento. Serviu-se a si mesmo, n�o ao Imp�rio.

Pode sair.

Espero a tua carta de demiss�o at� amanh� de manh�.

A minha tamb�m?

�s o Governador da Lombardia.

As pessoas t�m de ver que assumimos a responsabilidade.

Queres um bode expiat�rio.

N�o, quero o meu irm�o.

O Imperador Francisco Jos� declarou guerra.

Aconteceu exatamente como previu.

Isso � bom.

N�o �, Majestade?

Tive pena dele por um momento.

De Francisco Jos�?

Porqu�?

� o princ�pio do fim da �ustria. Ele ainda n�o o sabe.

Francisco?

Francisco.

N�o tive alternativa.

Eu sei.

Toda a Europa achar� que o irm�o mais novo do Imperador

falhou como governador.

� guerra.

- Tenho de apoiar a minha fam�lia. - E s� ele � culpado pela guerra.

Tu n�o �s.

Ele precisa de mim.

Foi o que ele disse.

Eu preciso de ti.

- A tua fam�lia n�o � boa para ti. - N�o tenho outra.

N�o quis dizer isso.

Habsburgos.

A tua fam�lia estar� no lado errado da Hist�ria.

N�o sejas parvo ao ponto de alinhar com eles.

Desculpa, n�o te devia ter deixado insegura.

N�o.

Tinhas raz�o.

N�o quero ir para l�.

D�-nos um momento por favor.

Tens de ir.

Mas...

... disseste que n�o querias.

Eu sei, mas o que eu quero n�o importa.

E se a fam�lia for t�o horr�vel como disseste?

Nesse caso, n�o quero ir para l�. N�o quero ser a rainha deles.

Mimi, ser rainha n�o � usar vestidos bonitos e ir a bailes.

Ser rainha � dar esperan�a �s pessoas em momentos sombrios.

E � por isso que tens de ir.

Para as pessoas terem algu�m em quem acreditar.

Se n�o correr bem, vou buscar-te. Prometo.

Escreva assim que chegar.

Ficar�s orgulhosa de mim.

Sempre tive orgulho.

Adeus, Vossa Majestade.

Nunca teria imaginado isto.

Que mandaria a minha irm� para l�?

Que um dia seria uma verdadeira Habsburgo.

TR�S SEMANAS DEPOIS

VIENA - HOSPITAL DE GUARNI��O I

Houve v�rios milhares de mortos em Magenta,

oito mil feridos e quatro mil e quinhentos desaparecidos.

Por agora, o General Gyulai ordenou que recuassem.

Napole�o esteve sempre � nossa frente.

Majestade, o que tenciona fazer?

Como p�de isto acontecer?

Dezenas de milhares de mortos. O que faz l� o General Gyulai?

O que tem?

O meu irm�o est� no Ex�rcito.

Ele estava l�, em Magenta.

N�o podemos ser fracas agora, Margarete.

Que exemplo dar�amos aos soldados?

Claro, Vossa Alteza Imperial.

LEONTINE, CONDESSA APAFI

Majestade, deseja alguma coisa?

Pergunto-me muitas vezes o que faria Leontine.

O que me aconselharia numa situa��o destas.

Sei que tinha uma liga��o especial com ela.

Nunca poderei substitu�-la.

Mas se houver algo que eu possa fazer...

H� alguma coisa sobre Leontine que eu n�o sei?

H� coisas que n�o sabe, Majestade.

Quando Leontine partiu...

... ela estava gr�vida.

Todas as outras hist�rias sobre ela eram s� rumores maldosos.

Vossa Majestade.

Sua Majestade, a Imperatriz.

O que posso fazer por si? � acerca da visita ao hospital?

Leontine mentiu-nos aos dois, Sr. von Bach.

Tamb�m n�o sei quem ela realmente �.

Nem de onde ela veio.

A Condessa Apafi, ou seja l� qual for o nome dela, era uma impostora.

E n�o vale a pena perder o seu tempo precioso com este assunto.

Ela estava gr�vida.

Fiz tudo o que pude para a encontrar.

Mas acho que n�o sou eu que tem de a procurar.

O Senhor est� do nosso lado.

Ele vai levar-nos � vit�ria nesta guerra.

Lembra-se do dia em que recebi a farda?

Perguntei-lhe porque Deus permite que haja guerra e sofrimento,

se � omnipotente.

Eu lembro-me bem.

Ainda n�o tenho uma resposta.

Tamb�m n�o espero nenhuma.

Eu batizei-o.

Eu coroei-o.

Casei-o.

Conhe�o-o, Francisco Jos�.

Pode ser imperador pela gra�a de Deus,

mas sente, sofre e tem d�vidas como qualquer outra pessoa.

Essa � a sua fraqueza.

Mas tamb�m � a sua for�a.

Tem raz�o.

Com licen�a, Emin�ncia.

Majestade, tem um momento?

O que � isto?

Perd�o?

Perdemos milhares de soldados todos os dias e quer demitir-se?

- N�o tem culpa desta guerra. - Tenho, tanto quanto todos n�s.

Eu... no �ltimo ano, nem sempre tive a cabe�a muito l�cida.

� o �nico em quem posso confiar.

N�o sei por que motivo se culpa,

mas est� perdoado.

� muito generoso da sua parte, Majestade.

Ainda assim, pe�o que me dispense do cargo.

E se eu recusar?

Vou deixar a corte, Vossa Majestade.

Tenho de corrigir um grande erro.

Mesmo que signifique abdicar do cargo.

Trabalhar consigo foi a maior honra da minha vida.

Alexander?

Nunca � tarde para fazer o que � certo.

Francisco.

Deixe-nos, por favor.

Tomei uma decis�o.

Vou para a frente.

O qu�?

Porqu�?

� a coisa certa a fazer.

Achas que melhorar� a situa��o?

Achas que fazes melhor do que os teus generais?

N�o, n�o acho.

Tinhas raz�o, Isabel.

Nunca fiz um sacrif�cio.

H� 20 anos que uso esta farda.

Para qu�?

Por favor, n�o fa�as isso.

Tu mesma viste o que esta guerra est� a fazer.

Devo assumir a responsabilidade.

Preciso do teu apoio.

Tenho algo a dizer-vos.

Dispensei o General Gyulai do comando.

No final da semana, vou para a frente na Lombardia

e assumirei o comando das tropas.

J� me decidi.

Porqu�?

Mais de seis mil mortos.

E outros tantos feridos. O Ex�rcito est� desmoralizado.

- A guerra � assim mesmo. - Uma guerra que eu n�o queria.

O m�nimo que posso fazer � estar com os soldados.

N�o, Francisco. O teu lugar n�o � no campo de batalha.

Isso � para soldados e tu �s o Imperador.

Napole�o tamb�m l� est�.

Napole�o � um general.

Algu�m que se apodera do que quer! N�o foste feito para a guerra! Tu �s...

Demasiado fraco?

Sabia que toda a Europa me via assim, mas a minha pr�pria m�e n�o.

A ideia foi sua?

N�o.

Parece que a ideia foi sua.

Eu apoio-o.

Com licen�a.

Tens raz�o, m�e.

H� uma diferen�a entre mim e Napole�o.

Ele autoproclamou-se imperador.

Eu n�o tive escolha.

Francisco.

Disseste que precisavas de mim.

Se te acontecer alguma coisa,

estarei aqui.

Tenho um filho.

Mal tem um ano. Entretanto, posso substituir-te.

Entre a nossa m�e e a minha mulher, o Imp�rio est� em boas m�os.

Para que precisas de mim?

- Alguma vez? - N�o tem que ver contigo.

- Lutamos pelo nosso imp�rio. - Acho que n�o � meu.

N�o � teu nem � meu.

Tenho de o preservar.

Durante este momento ef�mero da eternidade. � tudo.

Ave Maria, cheia de Gra�a, o Senhor � convosco,

bendita sois v�s entre as mulheres,

bendito � o fruto do Vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, m�e de Deus,

rogai por n�s, pecadores, agora e na hora da nossa morte.

Obrigado, Theo.

Sentido!

At� breve, m�e.

Escolhe uma m�o.

Esta.

O Piolho perguntou onde est�o as estrelas quando n�o as vemos.

Voltaremos a ver-nos.

Sentido!

Levanta-te.

Vai-te embora.

Vai-te embora!

Porque � que s� me restas tu?

E se ele n�o voltar?

Sacrifiquei tanto.

Eu sei.

E se este imp�rio nunca valeu a pena?

E se n�o conseguir travar a escurid�o?

Resta-nos ter esperan�a.

E continuar.

Hoje.

Legendas: Georgina Torres

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