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Original subtitles

- Art Subs - 10 anos fazendo Arte para você!

Legenda - Frederic -

SEXTA-FEIRA, 22 DE JULHO DE 2011.

A NORUEGA É ATINGIDA POR DOIS ATAQUES TERRORISTAS.

PRIMEIRO, UM CARRO-BOMBA EXPLODE NA ÁREA GOVERNAMENTAL, EM OSLO.

EM SEGUIDA, UM MASSACRE EM UTØYA, NO ACAMPAMENTO

DA JUVENTUDE DO PARTIDO TRABALHISTA SOCIAL-DEMOCRATA.

O EXECUTOR FOI UM HOMEM DE 32 ANOS,

EXTREMISTA DE DIREITA DE ETNIA NORUEGUESA.

22 DE JULHO DE 2011

OSLO 15h17min.

UTØYA, 22 DE JULHO

17h06min.

- Soube alguma coisa de Oslo? - Não, a cobertura é ruim.

Vocês nunca vão entender.

Só escute o que eu digo...

certo?

Sim, mas por isso é importante estarmos aqui.

Sim, mamãe, eu entendo, mas...

estamos numa ilha. O lugar mais seguro do mundo.

Relaxa, certo? Não precisa se preocupar.

Emilie?

Não, não estou vendo ela.

Quer que diga oi? Posso fazer isso, se quiser.

Sim.

O celular dela deve estar sem bateria, sei lá.

Sim, pode ser.

Nos falamos depois.

Sim, farei isso.

Se cuida. Te amo, tchau.

Oi. Não soube mais nada?

Não. Tentei a vizinha. Ela disse que não tem ninguém em casa.

Emilie?

Me solta!

Emilie!

Vai ficar tudo bem, certo? Espere aqui, já volto.

- Vai para o salão? - Sim, mas vão na frente.

Não me ouviu te chamar?

- Só saímos para nadar. - Sim, eu percebi.

Não!

O que você fez aqui?

É uma festa ou o quê?

Não...

só a Emilie, que é enjoada e bagunceira.

- Me ajuda? - Sim.

- O que temos aqui? - Experimenta.

Obrigado.

- Petter! - O que diabos é isto?

- Que gosto tem? - Parece purê de batata.

- Quer um pouco? - Não, não quero purê no cabelo.

Você vem?

- Sim... vai na frente. - Quando você vem?

Depois, não sei... Pode ir.

As roupas vão ficar atiradas no chão?

Está tudo bem, afinal?

Ei, para!

É tão difícil ter consideração?

- Relaxa, eu penduro. - Não estou falando disso.

As pessoas estão em choque e você fazendo festa.

Que pena pra você. Ficou envergonhada?

Não, mas...

Emilie, não pegou bem.

Não dou a mínima para como pegou.

Certo...

Desculpe por me divertir. Achei que a ideia era essa.

Você entende o que aconteceu?

Eu só estava nadando.

Emilie, a mãe da Oda trabalha no distrito governamental.

Eu não sabia.

Típico.

- O quê? - Você é sempre tão perfeita!

Só disse que é preciso ter consideração.

Tá bom, mamãe.

Ela tentou te ligar, por que não atendeu?

Tudo o que eu faço é errado!

Emilie...

Queria que eu conhecesse alguém, então eu fiz isso

e agora está errado.

Não foi o que eu disse.

- Não devia ter vindo. - Para...

Só fiz por sua causa.

Emilie, não faz isso.

Por favor.

Escuta...

Não quer ir tocar violão ou promover a paz mundial?

Agora está sendo infantil.

Então eu sou infantil, me desculpe.

Ei...

Desculpa.

Vamos para o salão.

Por favor?

Vamos grelhar alguma cosa e tal...

E tal!

Ótimo! Então vai se ferrar!

E esse suéter é meu, você sabe disso.

Oi, tem horas?

Olá, tem horas?

- São... 17h10min. - Merda!

Perdi a Gro?

Você dormiu até agora?

Minha bateria acabou.

Então você não soube?

- Do quê? - Uma bomba explodiu em Oslo.

- Sério? - Não sei...

se foi uma bomba,

mas houve uma explosão no distrito governamental.

- Um ataque terrorista? - Não sei.

- Merda. - É...

mas tem um telão na cafeteria...

Espera!

- Magnus. Novato, cheguei ontem. - Oi, Kaja.

- Legal. - É... legal.

Magnus, está com o baralho?

- Sim. - Obrigado.

Nos falamos depois.

Sabe onde posso acessar a internet?

A cobertura é muito ruim, mas pode tentar lá dentro.

- Dentro! Posso carregar também? - Sim, tem tomadas lá.

- Certo. Onde é? - Já esteve no salão, não?

- Sim. - Certo. Bem... é ali.

- Mas em que lugar ali dentro? - Sim, lá dentro, desculpa!

Só seguir reto e virar à esquerda. Tem um monte lá.

- Eu vou depois. - O quê?

Eu vou mais tarde, depois de carregar o celular.

Certo, tudo bem.

Ela ligou. Não estavam no distrito na hora da explosão.

Quem bom. Não é bom?

- Claro. - Então fique feliz!

Não parece muito feliz.

- Está tudo bem? - Sim. Estão todos bem.

Eu sabia que ela não ia trabalhar, mas...

Você tem permissão para se estressar hoje.

Kaja?

Eu comprei dois, mas não dou conta. Quer um?

Posso?

Por que eu não ganhei um waffle?

- Vamos ter que ir pra casa? - Ninguém vai pra casa, Kristine.

É esquisito ficar tão longe de tudo.

Relaxa. Estamos num acampamento. É divertido.

Kristine, não poderá fazer nada em casa mesmo.

- Aproveite enquanto pode. - Isso não pode arruinar tudo.

Vamos grelhar uma coisa legal. Relaxar. Depois teremos festa.

Olha o Issa, está quase pronto para uma festa.

- O quê? Foi cancelada. - Sério?

- Não é de estranhar. - Então vou dançar sozinho.

Alcappella. Posso fazer um show pra você.

Alcappella? Petter, sabia que se diz acappella?

- Não em espanhol. - Palhaço!

- Vamos sentar lá. - Sim, até mais.

Só espero que não sejam muçulmanos por trás disso.

- Ninguém disse nada. - Não, mas pense se agora...

Vai ser um inferno.

Não sabem se é terrorismo. Pode ter sido explosão de gás.

Não tinha algo com a tubulação?

Tubulação de gás, no distrito governamental?

- Pode acontecer. - Não foi explosão por gás.

Isso é muito louco. Terrorismo em solo norueguês.

- E você é? - Magnus. AUF de Stavanger.

- Petter. - Oi, Caroline. Somos de Oslo.

- Encontrou as tomadas? - Sim, não foi difícil.

Mas o distrito governamental... Deve ter sido a al-Qaeda, sei lá.

Não, para com isso.

Nenhum de nós sabe de nada. É bobagem ficar especulando.

Não se pode culpar a al-Qaeda por tudo.

- Ele disse o que todos pensam. - Não acho que seja assim.

Ninguém aqui pensa assim.

Estou falando das pessoas lá fora.

É sempre assim.

Não quis dizer isso. Só pensei no Afeganistão e coisas assim.

O que quer dizer com Afeganistão?

Que tem algo a ver com a guerra?

- Era do que Jonas falava ontem. - Que guerra?

Não tem nenhuma guerra.

Kaja, nós estamos em guerra, sim.

Não é uma guerra.

Só forças mantendo a paz, Petter.

Soldados noruegueses atiram nas pessoas lá.

Eles ajudam com a segurança e a estabilidade.

Segurança?

Esse é um outro debate.

Acho que afegãos não ligam para como o Primeiro-Ministro chama.

- Guerra é guerra. - Não tenho nada com isso.

Esses dois estão sempre discutindo.

- Não fazemos isso. - Mas estamos em guerra.

Mas, Petter...

Isso não tem a ver com o que aconteceu. É o que Issa acha.

Não estou falando de Oslo, mas do Afeganistão.

- Issa concorda comigo. - Chega.

- Me deixem fora disso. - Mas foi você quem falou!

Petter, qual é!

Não se pode falar? Achei que estávamos aqui para isso.

Certo, Petter, mas chega.

E as grelhas? Vamos ter salsichas ou o quê?

- Ainda está com fome? - Você comeu o waffle.

- Mas eu quero salsicha. - Você tem o waffle.

Certo, Kaja...

Cachimbo da paz?

- Waffle da paz, de coração. - Eu já comi dois.

Não, obrigada.

- Uma fungadinha? - Eu odeio esse cheiro!

- Fungada da paz. - Esse cheiro é horrível!

- Tira isso daqui! - Fungada da paz...

Pego um pra mim?

São fogos de artifício?

Não são fogos de artifício.

- O que foi isso? - O que foi?

O quê?

Kristine, relaxa, está tudo bem.

- Não, isso não é legal... - Corram!

- O que está havendo? - Corram!

Entrem, venham. Vamos, entrem!

- Entrem, entrem! - Escondam-se!

Fechem as portas!

- Entrem, entrem! - Feche a porta!

- Corra! - Calma! Tenham calma!

Sentem-se!

- Caroline, o que está havendo? - Afastem-se!

Afastem, vão mais pra dentro!

- Mais pra lá, entrem. - Entrem, entrem.

Venha.

Não! Não!

- Feche a porta, diabos! - Não podem entrar agora!

Tranca!

- O que está havendo? - Entrem!

Não posso ficar aqui, tenho que sair!

- Senta aí! - Volta pra lá!

Caroline, Emilie está na barraca. Posso ir encontrá-la?

Não pode sair.

- Por favor! - Não, sente-se.

- Sente-se. - Tenho que encontrá-la.

Tenha calma.

Viu a Emilie?

- Você a viu? - Não.

Kaja! Quero ir pra casa!

- Quero ir pra casa. - Kristine, calma.

Calma.

- Viu para onde os outros foram? - Não, eu só corri.

Calma, calma.

- Emilie está na barraca. - O quê?

Emilie está na barraca...

Sente-se!

Sente-se!

Sente-se!

Alguém sabe o que está acontecendo?

Não sei.

- Estão entrando! - Saiam!

Vamos! Kristine, vamos juntas!

Não me deixe!

Você precisa correr, não posso te arrastar.

Kristine, corra! Não posso te arrastar, já disse!

Precisa correr sozinha, Kristine!

Diabos!

O que diabos é isso?

- Não faço ideia do que é. - Estão atirando nas pessoas?

Deve ser um exercício.

Talvez a ideia seja aprendermos a lidar com o pânico.

Nesse caso, está indo muito mal. As pessoas estão se machucando.

Alguém viu a Emilie, minha irmã? Viu minha irmã caçula?

Todos passaram por cima de mim.

Eu estava na barraca, então todos começaram a gritar.

Estava nas barracas?

Viu uma loira de suéter amarelo?

Meu Deus, meu Deus...

Preciso encontrá-la. Preciso encontrá-la.

Os tiros vêm de toda parte.

Não há como se esconder. Estão em todo lugar!

Pode ser um exercício. Fiquem juntos.

- Isso é tiro! - Issa, vai ficar tudo bem.

- Relaxa. - Eu já ouvi tiros.

- Isso não é um exercício. - Meu Deus.

Alguém pode ligar para a polícia?

Tenho que ligar para a minha irmã.

- Vai ligar para a polícia? - Não, para a minha irmã.

O número é 112.

- O menino. O que estava lá... - O que tem ele?

Ele foi...? Quero dizer...

Ele não foi morto?

Não podemos dizer que as pessoas estão mortas.

Não pode dizer isso.

Puta merda, puta merda...

Estão ocupados na polícia. Por que ninguém atende?

Meu pé... Acho que está quebrado.

Quer calar a boca? Pode parar de mexer nessa perna?

Emilie...

é a Kaja. Pode ligar de volta?

Pode ligar de volta?

Ela deve estar a salvo. Vai ficar tudo bem.

Meu Deus.

Vamos, Emilie.

Emilie?

Não atendem?

- Não atendem? - Fica caindo!

Não deve ser nada sério. Ou teriam atendido.

Parou?

Esta ilha é muito pequena. Não tem onde se esconder.

Calma!

Olá!

Olá...

Estamos em Utøya. Estão atirando na gente.

Tem alguém fazendo disparos em Utøya.

Não, eu não sei.

Sim, pessoas estão sendo feridas. Temos pessoas feridas.

Não, eu não, estamos ouvindo. Podemos ouvi-las.

Não, eu não vi. Não vi ninguém sendo atingido.

Oi, sou Petter Ligård. Estão fazendo algum exercício em Utøya?

Sim, você pode averiguar?

Certo, obrigado.

- Que diabos foi isso? - Estão vindo.

- Eu estava falando. - Temos que nos esconder.

- Não pode pegar meu celular! - Só queria ajudar!

Desligue o celular. Coloque no silencioso.

Imaginem se vierem...

Disseram quanto tempo vão levar?

Só disseram que estão vindo.

Meu Deus...

Cala a boca. Fique calma!

Não é um exercício. Não podemos deitar aqui e esperar.

Não seja tão negativo! O que acha que podemos fazer?

Não ficar aqui, pelo menos!

Assustar as pessoas não vai ajudar em nada.

Eles disseram que estão vindo e que precisamos nos esconder.

Vamos ficar aqui e esperar! Certo?

O que está havendo? O que está havendo?

O que está havendo?

Estão atirando por tudo.

Ole... ele simplesmente caiu.

Quem está atirando?

- Quem está atirando? - A polícia.

Eles chegaram?

A polícia está atirando.

A polícia está atirando.

A polícia?

Mas... meu Deus!

Mas por que a polícia está atirando?

São muitos? São muitos?

- São muitos? - Não sei. Acho que sim.

Você viu mais? Muitos foram baleados?

- Sim... são vários. - Meu Deus!

Não vou ficar aqui e esperar para levar um tiro!

- Se a polícia está atirando... - Isso não é possível.

Temos que chegar na água. Então podemos sair nadando.

Não, é muito longe.

Depende de onde sairmos.

A água está com uns 10ºC, você vai morrer em 10min.

- Não podemos ficar aqui! - Podem nos buscar de bote!

- Quem vem comigo? - Eu vou.

Não está fria, Emilie estava nadando.

Não é a mesma coisa.

Eu vou junto.

Disseram para nos escondermos. Aqui é um lugar seguro.

Você ouviu o que ele disse. Eles vão vir e nos encontrar.

Vão nos encontrar.

Temos que sair daqui.

Vão nos encontrar de qualquer jeito.

- Temos que sair daqui. - Kaja...

Kaja, o que vamos fazer?

Não temos escolha, Petter. Ouviu?

Certo, certo!

Certo, se você vai, eu também vou.

Certo, todo mundo, se atirarem de novo,

nos afastamos dos tiros e vamos para a água, certo?

Vamos esperar os próximos tiros. Certo?

Silêncio. Desligue isso!

Coloque no silencioso.

- Desligue isso! - Não pode atender agora!

Mamãe?

Meu Deus!

Mamãe?

Estão atirando na gente.

Estão fazendo disparos em Utøya. Estão atirando na gente.

Não faço ideia de quem é.

Sim, estamos escondidos.

Não, não fiz nada. Mas estão atirando na gente.

Mamãe, eu não fiz nada.

Emilie?

Mamãe, não posso mais falar. Eu tenho que desligar, certo?

Certo, agora! Vamos, rápido!

Kaja, aonde você vai? Kaja!

Olá?

Venha.

Venha.

Você está bem? Aconteceu alguma coisa?

Venha.

- Estou esperando o Jonas. - Quem é Jonas?

- Quem é Jonas? - Meu irmão.

O que houve com o seu irmão?

Ele disse que eu devia vir pra cá.

- Vamos, não pode ficar aqui. - Meu irmão está vindo pra cá.

- Para a barraca? - Ele está vindo.

- Venha. Precisa fugir... - Ele disse que vem.

Não pode ficar sentado aqui, Podem te ver de longe.

Não pode ficar sentado aqui. Ouviu o que eu disse?

- Mas o Jonas... - Mas ele não está aqui. Ouviu?

Vamos, precisa se esconder. Venha.

Como se chama? Qual é o seu nome?

- Tobias. - Certo, Tobias...

Escuta, olha pra mim.

Estou dizendo o que Jonas quer que você faça.

Consegue entender?

- Não sei. - Jonas quer que se esconda.

Venha, corra para o bosque. Pode fazer isso? Não é longe.

Pode fazer isso? E tire sua jaqueta.

Precisa tirar a jaqueta.

Precisa se esconder. Pode fazer isso?

- Não quero. - Vamos, você consegue.

Está indo bem. Corra!

Precisa correr, não ande! E tire a jaqueta!

Emilie?

Emilie?

Meu Deus.

Mamãe...

Mamãe? Mamãe, escute...

Não consigo encontrar a Emilie.

Pode me ouvir?

Não consigo encontrar a Emilie.

Não sei onde ela está.

Desculpa.

Não, ela não está lá.

Não.

Mamãe.

Mamãe?

Mamãe, eu vou encontrá-la, certo?

Sim...

Sim.

Sim. Mas eu vou encontrá-la.

Mãe, não posso mais falar.

Não ligue para mim, certo?

Mamãe...

Eu amo você e o papai, certo?

Não posso mais falar.

Não consigo levantar.

Me ajuda.

Oi, vamos.

- Vamos. - Não... não.

Pronto, pronto...

Vou encontrar alguém que possa ajudar.

- Não vá! - Eu vou voltar.

- Por favor, não vá! - Eu vou voltar. Prometo.

Olá?

Você está bem?

Ele atirou em mim.

Eu corri e ele atirou em mim.

Sente-se.

Meu Deus!

O quê?

Nada.

- É grave? - Não.

Vai ficar bem.

Você está bem.

Consegue deitar?

Acha que pode ficar um pouco aqui?

Não quer ficar aqui?

Não quer ficar aqui?

Imagine se morrermos... se morrermos aqui hoje.

Foi só o ombro. Você não vai morrer disso.

Não sei. Não parece bom.

- Eles estão vindo, vão ajudar. - Falou com eles?

- Sim, estão vindo. - Tem certeza?

Tenho. Tudo bem?

Vai ficar um pouco aqui, não?

Sim, para onde mais eu iria?

- Está tão frio. - O quê?

- Estou congelando. - Congelando?

- Se eu morrer... - Não.

Não, você não vai morrer.

pode dizer a minha mãe que eu pensei nela? Eu a amo.

Você não vai morrer. Você vai pra casa.

Quero ir pra casa, com a minha mãe.

Como ela se chama?

- Torill. - Ela está em casa?

- Está na casa de verão. - Onde é?

- Austevoll. - Na Noruega Ocidental?

É legal lá?

É na costa? Isso é bom. Legal.

Conte mais sobre o que fazem em Austevoll.

Escuta...

Erik...

O quê? O que disse?

- Ele... - Ei! Tudo bem? Olá?

veio...

O que disse?

- aeroporto... - Ei!

Não pode dormir.

Olá! Quem é Erik? É seu irmão? Quem é Erik?

- É seu namorado? - Nós...

Vocês... Sim? Continue.

- dirigimos... - O quê? Vamos!

Continue.

Você e o Erik foram para o chalé? Dirigindo?

Para Austevoll, pela Noruega Ocidental? Ei... olá?

Fumaça.

Fumaça.

Olá! Ei...

Não pode dormir!

Ouviu o que eu disse? Você está bem?

Ei... O que está havendo?

Quero ir pra casa, com minha mãe.

Eu entendo.

Espere um pouco e você irá pra casa com ela, certo?

Pode aguentar até lá?

Você vai ficar bem.

Acho que não está mais sangrando.

Você está bem.

Tudo bem?

Ei... escuta!

Olá!

Olá... Ei!

Olá? Ei!

Olá?

Ei!

Você está aí?

Não, não...

Por favor!

Não, por favor. Não...

Vamos!

Ei...

Ei...

Como se chama?

Vamos.

Vamos. Eu nem sei o seu nome!

Vamos.

Vamos!

MAMÃE

Kaja! Oi...

Oi. Você está bem?

Meu Deus.

Vamos. Ei!

Kaja, eu conheço ela.

- Caroline, venha. - Eu conheço ela!

Temos que sair daqui.

Não era a polícia. Eles têm câmeras.

- Voltem! - Eles não podem ir embora!

Não podem nos deixar aqui.

Aonde estão indo?

Não tem espaço aqui! Não tem espaço.

- Oi! - Não tem espaço.

- Vão nos ver. Não! - Venha, venha!

- Não tem espaço. - É claro que tem.

Cala a boca! Claro que tem espaço.

Não.

Você está bem?

Você foi ferida? Olá?

Eu apenas corri. Direto de lá.

Corri como do diabo.

Nem sei o que vim fazer aqui.

Típico, não faço ideia do porquê de estar aqui.

Só vim atrás de alguma garota.

Agora vou ficar quieto.

Por que ninguém veio nos ajudar?

Por que estamos sentados aqui há uma eternidade

e nenhum bote veio atrás de nós?

Por quê?

- Por quê? - Já vão chegar.

Não.

Esquece! Não vou sair daqui.

Temos que sair daqui. Temos que sair nadando.

- Even, vamos lá. - Não vou fazer isso.

- Sim, temos que ir. - Esquece!

Tenha paciência. Alguém vai chegar logo.

Sim, quem?

A polícia?

Veja. Even, veja...

Os botes estão lá. Por que estão esperando lá?

Por que ninguém vem nos ajudar?

Você correu com os outros?

Fui procurar minha irmã.

Você a encontrou?

Não.

Está com seu celular?

Sim.

Por que pergunta?

Pode ligar para ela.

Encontrar um vídeo de gato...

Ou algo do tipo.

Não tem graça.

Não tem a menor graça.

Para!

Para com isso!

- Para! - Para. Não tem graça!

- Vamos com eles, Even, vamos! - Não, parem!

Façam o que quiserem, mas eu vou sobreviver!

- Não, não vá! - Even!

Espera!

Devíamos ir também? Nadando!

Não, vou procurar minha irmã.

Não podemos sair agora.

Vai ficar tudo bem. Vamos ficar até ter certeza.

Depois procuramos ela.

Ou você vai e procura.

Não estou tão preparado para nadar.

O que faria se estivesse em casa?

Imagine que está em casa.

Não, tudo bem...

Eu tomaria um banho.

Tomaria um banho quente.

Um banho?

Pode tomar banho aqui.

Vá em frente, o ambiente é propício.

Um comeria um enorme kebab.

Um kebab?

Tem uma loja na Pedersgata.

Juro que é o melhor do país.

Fica mais forte com chili extra.

Eu pago.

O que acha? Juro que é o melhor da Noruega.

Está nessa?

- Kebab? - Está dentro?

Estou.

Está?

O que mais vai fazer, quando chegar em casa?

O quê?

Dez coisas que quer fazer antes de morrer.

- Você primeiro. - Para.

Vamos, só dez coisas.

- Você consegue. - Antes de morrer?

Eu quero...

ver a final da Liga dos Campeões com o Manchester United.

Liga dos Campeões?

Ao vivo, na ala VIP.

- Quero entrar na Assembleia. - O quê?

Ser eleita para o Parlamento.

Típico.

Certo... Por quê?

Você é bem...

Você é bem o tipo em quem se vota.

Eu sou...

um perdedor.

E você?

O que vai ser?

Uma celebridade.

- Ou um ator. Ou os dois. - Sim claro.

O que mais?

Vou casar.

Ao menos eu espero. Vou ter dois filhos.

Por que dois?

Nós somos em cinco.

É demais. Cinco meninos, bem...

Pense na mamãe.

Nós somos só duas.

Emilie e eu.

Certo, Primeira-Ministra Kaja...

O que mais?

Vamos.

Deve querer mais que discutir com Petter e os outros.

- Pode... - Eu canto num coro.

Sério?

- Alguma coisa errada? - Não.

Não... Legal.

Então cante um pouco.

- Não. - Não faria isso? Vamos.

Por favor?

Você, com o olhar triste

Não desanime Oh, eu entendo

É difícil tomar coragem

Num mundo cheio de pessoas

Você pode perder tudo de vista

E a escuridão dentro de você Pode te fazer sentir minúsculo

Mas vejo suas verdadeiras cores Brilhando

Vejo sua verdadeiras cores

E é por isso que te amo

Então não tenha medo de mostrá-las

Suas verdadeiras cores

Verdadeiras cores...

Kaja? É você? Você que está cantando?

- Oda? - Aqui em cima.

- Não consigo te ver. - O quê?

Onde?

Você viu a Emilie?

Ela foi para onde nadamos ontem. Em Nakenodden.

Não olhe.

Meu Deus.

- Kaja. - Vou encontrá-la.

Que diabos você vai fazer?

Kaja?

Kaja, vamos ficar juntos. Vem pra cá!

Kaja!

Deus...

Não posso mais!

Emilie, Emilie!

Emilie!

Não... não!

Por favor!

Kaja!

Kaja, tudo bem!

Levanta. Tudo bem.

- Pedi para ele tirar a jaqueta. - Pode ver o bote? Kaja!

Temos socorro! Você entendeu?

Por que não me deixa em paz?

Temos ajuda agora. Entendeu?

Não quer vir comigo?

- Kaja... - Ele não conseguiu.

- Eu disse pra ele... - Não é culpa sua.

Nada disso é culpa sua. Certo?

Morrer não vai ajudar sua irmã, certo?

Não vai ajudar, certo? Precisa ser eleita, Kaja!

Eu vou votar em você. Vou com você ao Parlamento.

- Kaja! - Magnus, Magnus!

Você vai ficar bem.

O ATAQUE EM UTØYA DUROU 72 MINUTOS.

77 PESSOAS MORRERAM. 99 TIVERAM FERIMENTOS GRAVES

E MAIS DE 300 SOBREVIVENTES TIVERAM SÉRIOS TRAUMAS PSÍQUICOS.

OS ATAQUES INTENCIONAVAM SER UM PRENÚNCIO DO APOCALIPSE,

CASO O PARTIDO TRABALHISTA NÃO MUDASSE SUA POLÍTICA.

NA CORTE, O EXECUTOR DISSE QUE FARIA O MESMO, OUTRA VEZ.

O RELATÓRIO DA COMISSÃO DO 22 DE JULHO CONCLUIU

QUE O ATAQUE AO PRÉDIO DO GOVERNO PODERIA SER EVITADO,

QUE HOUVE FALHAS EM PROTEGER AS PESSOAS EM UTØYA

E QUE A EMERGÊNCIA DEVERIA TER ATUADO MELHOR.

OS PERSONAGENS DESTE FILME SÃO FICTÍCIOS.

O FILME É BASEADO EM REPRODUÇÕES DETALHADAS,

RECONTADAS E DISSEMINADAS POR VÁRIOS SOBREVIVENTES.

O EXTREMISMO DE DIREITA CRESCE NA EUROPA E NO OCIDENTE.

A IMAGEM DO INIMIGO PELOS TERRORISTAS É CULTUADA POR MUITOS

E CADA VEZ MAIS PESSOAS COMPARTILHAM ESSAS POSIÇÕES.

- Art Subs - 10 anos fazendo Arte para você!

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