All language subtitles for Love.Story.2026.S01E03.1080p.WEB.h264-ETHEL

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Original subtitles

Inspirado em factos reais, com elementos ficcionais. Alguns eventos

foram dramatizados ou ficcionalizados para fins narrativos.

É tão querida.

Olha para estas árvores. São lindas. Não são?

- Estás bem? - Sim, estou.

Estamos a tentar reunir investidores,

o que, escusado será dizer, foi uma lição de humildade.

O Michael pôs-me de chapéu na mão a cantar pelo jantar.

A revista é tua. O que esperavas?

Eu sei.

Não me importo de trabalhar, mas não quero que vejam a George e pensem em mim.

Quero que tenha a sua própria identidade.

Achas que o teu pai ganhou o lugar no Congresso por mérito próprio? Não.

Ele aproveitou-se do seu charme, do seu magnetismo, da boa sorte do seu pai

e usou a sua plataforma para fazer o bem e provar o seu valor.

Sei que é importante para ti seres independente,

mas, querido, há tantas portas abertas para ti.

Não tens de construir uma e atravessá-la para dizeres que a fizeste.

- Podemos não voltar a isto outra vez? - Só estou a dizer que,

o teu apelido não tem de ser este albatroz do qual tens de fugir.

É por isso que gostava que procurasses mais os conselhos do Maurice.

Sim, mas eu falei com ele.

Ele vai apoiar-te sempre.

Porque diz isso assim?

Só quero dizer que devias aproveitar a orientação dele.

Vamos buscar a Caroline e vamos para casa, sim?

A última coisa de que preciso é que me apanhem

sem fôlego ou a definhar.

Já lá vão os dias em que o meu estilo vendia jornais.

Por favor. Podia descer a Quinta Avenida vestida de coelhinho

e as pessoas diriam: "Onde arranjou esse fato?"

Haveria modelos a desfilar nas passadeiras, a saltitar.

- Para. - Com rabos de algodão, tudo.

Não me faças rir.

Desculpe. Está bem?

Sim, estou bem. É uma dor boa.

De certeza que não quer continuar a andar?

Não, até tenho fome.

Ótimo. Ter apetite é bom sinal.

LOVE STORY

JOHN F. KENNEDY JR. & CAROLYN BESSETTE

Obrigado, Tony.

Isto parece uma estufa.

- Quer que as leve lá para cima? - Sim, por favor, Tony. Obrigada.

"Estás nas minhas reflexões. Michael Jackson"?

A mãe garantiu-lhe um livro.

Daryl? Pensava que tínhamos sido todos postos de lado depois do "caso do cão".

É muito magnânimo da parte dela.

Tens sempre coisas tão bonitas para dizer depois de elas se irem.

Ainda estou a tentar imaginar o que todos naquele voo

devem ter pensado quando te viram com as cinzas.

Porque achas que estou a tentar tirar a licença de piloto?

- Pronto, tenho de ir. - Está bem.

- De certeza que não queres ajuda? - Não, estou bem. Obrigada.

Está bem.

Leva os abutres contigo quando fores, sim?

Está bem.

Quer ir pela entrada de serviço, Sr. Kennedy?

Não, estou bem.

Obrigado.

John!

Anda mais depressa, estamos quase lá.

Estou a tentar. Vê se não bato em nada.

Meu Deus. Estás pronto?

Acho que sim.

Nova Iorque, rói-te de inveja.

Caramba.

Sinto que estou a alucinar.

- Vê-se mesmo a minha pila, não é? - Sim, é melhor do que a alternativa.

Ficamos aqui? Para ver se reparam em ti?

Não acredito que fizeste isso por mim.

Não, só pus a tua foto num monte.

Vamos tirar uma foto.

Vá lá.

- Espera, quero que estejas comigo. - Não. Este é o teu momento. Vai.

Sorri.

Salta.

Devíamos ter trazido um saco para os restos?

Para quê? Limpaste-me o prato.

Perguntei se podia comer uma batata

e disseste, inequivocamente, que podia comer as que quisesse

Isso é porque não me deste necessariamente escolha.

Pagámos a conta, certo?

Tens de ir a algum lado?

- Não, eu só… - Olá, John.

Não tenho dinheiro comigo, por isso…

O quê?

De todos os bares de gin.

Adoro ementas plastificadas.

John, este é o meu amigo Michael.

- Muito gosto. - Muito gosto.

Vejo que tens uma bicicleta nova

Sim, tenho.

Participei o roubo da última, mas acho que o caso foi arquivado.

Ainda assim, não tens cadeado.

Um passo de cada vez.

E se começássemos com um capacete e trabalhássemos a partir daí?

Por cima deste cabelo? Não, não me parece.

- John, o teu pedido está pronto. - Obrigado, Joe.

De nada.

Foi bom ver-te.

Também foi bom ver-te.

E…

… estou a pensar na tua mãe.

Obrigado. Agradeço.

- Prazer em conhecer-te, Mike. - Igualmente.

- Vemo-nos por aí. - Adeus.

Então, como vai ser o resto do dia?

Vamos ignorar isto?

Tens ketchup na cara.

Jackie, é difícil saber como começar

JOHN CARL WARNECKE & ASSOCIADOS

Querida Jackie,

Inspiraste-me ontem à noite Nunca me esquecerei

Minha Jackie,

Desejo-te felicidades e saúde no teu aniversário.

Estava a ver fotos e lembrei-me da noite em que nos conhecemos.

Com todo o meu amor, Ethel

O que está a fazer?

Não preciso que a minha correspondência seja eternizada no Smithsonian.

Não tem de fazer isso, mãe.

Posso ver que essas cartas estão guardadas e seladas.

Não quero que sejam preservadas em público ou em privado.

Há uma razão para ninguém gostar de ler as letras pequenas.

Tira a piada toda à coisa.

Há alguma razão para estar a fazer isto agora?

Ao contrário de ti, não gosto de adiar as coisas até ao último minuto.

Por falar nisso, como vai a tua vida amorosa?

Não quero intrometer-me. Estou apenas genuinamente curiosa.

Acho que se pode dizer que estou numa espécie de período de transição.

Num esforço para não chatear ninguém, chateei toda a gente.

Há uma pessoa em particular que é…

Ela é especial.

Os confrontos nunca foram o teu forte.

Já li sobre essa pessoa especial?

Não.

E, sinceramente, faz parte do encanto. Ela não está interessada nisso.

Ela parece saber quem é.

E quando olha para mim, vejo que ela sabe que… Eu não…

Sabes quem és.

Lembro-me da primeira noite que eu e o teu pai passámos na Casa Branca.

Ele virou-se para mim e disse:

"Acreditas onde estamos?"

E eu disse: "Claro que sim. Como achas que chegámos aqui?"

De certa forma, a nossa vida foi mais a realização do meu sonho do que a dele.

Não que me tenha imaginado na Casa Branca,

mas o teu pai, bem, podia ter sido feliz a velejar ou a andar a cavalo a vida toda,

mas eu, por alguma razão…

Sempre soube que teria uma vida diferente da dos outros.

Algo mais.

Tenho lido alguns tributos.

Porque o dizes assim?

Sem o pretérito imperfeito, são essencialmente obituários.

Não é bom estar por cá para poderes ler

e ver o que significas para as pessoas?

Não é a admiração que questiono.

É de onde vem, como surgiu.

Às vezes, pergunto-me

como seria lembrada se não fosse…

- Se não fosse… - O quê?

A viúva dos EUA.

Não estou a dizer que não me comovo com a demonstração de amor, mas…

Pathos e reconhecimento

são duas coisas muito diferentes.

Acredita mesmo que é disso que se trata? De pena?

Não é isso.

Acho que o mundo pensou que passámos por algo juntos,

que o que aconteceu em Dallas,

aconteceu a todos nós.

Uma vez disse-me que não teve escolha senão continuar depois do que aconteceu,

que qualquer pessoa o faria.

Mas está enganada. Teve escolha.

Crescemos em salas de estar das pessoas.

Sentem que nos conhecem, que fazemos parte da família.

Por isso, sempre que fazemos algo impróprio

ou que contraria a imagem que têm de nós, reagem com ainda mais fúria.

Porque, na cabeça deles, não existimos sem eles.

O público tem sempre uma flor numa mão e uma pedra na outra.

Não te esqueças disso.

Obrigado por vires ter comigo.

Parece que estamos a trocar segredos de Estado.

- Uma vez, fui atacado num parque. - O quê?

Tinha 15 anos e fui de bicicleta a uma aula de ténis.

E um tipo bateu-me, roubou-me a bicicleta e fugiu.

Qual é a tua cena com as bicicletas? Não tinhas Serviços Secretos?

Tinha, mas a minha mãe insistia em manter a distância.

Detestava a ideia de eu viver

como um príncipe mimado com complexo de Deus.

Ela ainda te deixa andar de patins.

Provavelmente porque são mais difíceis de roubar que a bicicleta.

Ela costumava adorar mandar-me trabalhar em ranchos, barcos de pesca,

viagens de sobrevivência.

Sempre gostou que fosse um homem a sério, seja lá o que isso for.

Ela devia ter medo de dar cabo de ti e de não ser suficiente.

Não queria que te sentisses mais defraudado do que já eras.

Como é que percebes melhor a minha família do que a minha família?

Não, só sei que não há maior força na Terra do que a de uma mãe solteira.

Com o dobro da responsabilidade, deviam ser avaliadas por uma média,

mas são forçadas a sorrir e a suportar

num mundo ditado pelos homens que as dececionaram.

Sentes que o teu pai dececionou a tua mãe?

Sinto que dececionou muita gente.

Mas como está ela? A tua mãe.

Nota-se que está assustada.

Sempre soube que chegaria a altura

em que teria de cuidar dela, mas ela tem 64 anos.

É uma sobrevivente. É o que ela faz. Sobrevive.

Sim.

Mas pensa em todas as vidas que viveu em 64 anos.

Gostava que a conhecesses. Ela ia adorar-te.

- Desculpa, eu estava… - Não, tudo bem.

É melhor ir andando.

Sim.

Porque quiseste encontrar-te comigo?

Tens muitos amigos e família.

Não sei. És mesmo a pessoa que queria ver.

E a…

- … Daryl? - Sim.

Ela está de volta a LA. Indefinidamente, pelos vistos.

Não tens de me acompanhar a casa. Estou a cinco minutos daqui.

Eu fico com os cinco minutos, se não te importares.

- … e os cintos com marcador. - E ninguém reparou?

Não, não. Críticas excelentes em toda a linha.

Tenho de ir.

Sim, também não queria deixar um modelo de roupa interior à espera.

- Devem ter muita fome. - Foste pesquisar sobre ele ou assim?

Não, eu olhei para cima.

Uns bons 15 metros.

Somos amigos.

Ninguém é "só amigo" de um modelo de roupa interior.

São, basicamente, símbolos sexuais de exportação.

Isto vindo do "Homem Mais Sexy" da People.

Isso é diferente.

- Como? - Não estou num cartaz

- em Times Square de cuecas brancas. - Sim, só estás sem camisa

em todo o lado.

Fico feliz por ti e pela tua amizade.

Toda a gente precisa de um ombro bom, largo e musculado onde chorar.

Boa noite, John.

Ainda queres ser professora quando cresceres?

Quero ser fotógrafa.

Fotógrafa? Queres? Desde quando?

Sabias que a avó era fotógrafa quando era jovem?

Para um jornal e tudo.

Quer pegar no meu bebé, avó?

Sim, quero. O bebé com todas as joias…

Querida, segura no bebé e vou buscar-lhe um cobertor? Sim?

Avó.

Mamã!

Meu Deus.

Mãe. Mãe.

Eugie!

Mamã. Mãe!

Eugie, liga para o 112.

Mamã, acorda. Mãe! Mãe!

O hospital que a registe com um nome falso.

Nós tratamos disso.

Está tudo bem, mãe. Vai correr tudo bem.

AMBULÂNCIA

Estávamos otimistas porque os exames mostravam

que o cancro tinha desaparecido do peito e do estômago.

No entanto, parece ter-se espalhado para o cérebro e a medula espinal.

Neste momento, recomendamos um tratamento muito mais agressivo…

Passa a minha mala, por favor.

Um em que faríamos um orifício no cérebro e inseriríamos um shunt

que permitiria drenar a acumulação de líquido

e redirecioná-lo para outras partes do corpo…

Jackie! Aqui.

Como se sente?

- John! - Estamos a pensar em si.

Quanto tempo acha que temos?

Quero dizer, mais ou menos, qual é o prazo habitual para alguém nesta fase?

Pode variar bastante.

Está bem. Obrigada.

Ligamos à tia Lee?

Isso pode correr de muitas maneiras.

- Sim, devíamos ligar ao Anthony primeiro. - Sim.

O que foi, Nancy? O que se passa?

Pediu para falar com o Monsenhor Bardes.

- Não. - Porquê?

É o que ela quer.

- A extrema-unção? - O quê?

Porque é que estamos a agir como se isto estivesse a acontecer agora?

Sei que o tempo dela é limitado, mas isso não significa que desistamos.

Nancy, não lhe ligues. Vou falar com ela.

John, por favor.

Ela quer fazer isto enquanto está lúcida e não podemos culpá-la por isso.

Gostaria de me dar agora a sua confissão?

Perdoe-me, padre, porque pequei.

Eu…

Eu queria morrer…

… depois do Jack.

Pensei…

… que íamos morrer os dois, naquele dia, em Dallas.

Mas não me conseguia mexer.

Paralisei.

E eu estava tão… zangada com ele.

Por tudo o que me fez passar.

Todas as mulheres.

Mas sempre o protegi. Sempre.

Mesmo depois de ele morrer.

E sentei-me com o jornalista

e contei-lhe o conto de fadas.

"Nunca haverá outro Camelot."

E quero que ele saiba…

… que o perdoo.

Jack?

Meu Deus.

"É glória ter sido posto à prova.

Ter tido a nossa pequena qualidade e lançado o nosso pequeno feitiço.

O importante é ter feito alguém importar-se.

És louco, claro. Mas isso não afeta a lei.

Uma segunda oportunidade, essa é a ilusão.

Nunca foi suposto haver mais do que uma.

Trabalhamos na escuridão. Fazemos o que podemos.

Damos o que temos.

A nossa dúvida é a nossa paixão. A nossa paixão é a nossa tarefa."

Desculpa.

O quê?

De que está a falar?

De tudo isto. Só…

Só por uma ideia.

Querido.

Ontem à noite, por volta das 22h15, a minha mãe faleceu.

Estava rodeada pelos amigos, pela família, pelos livros,

pelas pessoas e pelas coisas que amava. E fê-lo à sua maneira.

E todos nós nos sentimos gratos por isso.

E agora está nas mãos de Deus.

Obrigado.

Nunca entenderei.

O quê?

Porque é que temos de fingir coragem por eles.

Muito obrigado por terem vindo.

Agradeço imenso.

John!

Olá.

Lamento imenso.

Tentei apanhar um voo mais cedo, mas depois estava tudo esgotado

e depois perderam a minha bagagem, foi um caos…

- Nem sabia que vinhas. - Claro. Ela era o teu mundo.

Não, queria dizer ao velório.

Achei que te veria no funeral, mas como soubeste que…

Olha, seja o que for que tenha acontecido entre mim e a tua mãe,

isso não importa. A vida é curta, e eu sei o quanto ela significava para ti.

- Obrigado. - Há algum bengaleiro?

- Não. - Vou pô-lo no teu quarto.

NÃO PASSAR - LINHA POLICIAL

Ter-lhe-ia significado tanto

terem viajado de tão longe para estarem aqui hoje. Muito obrigado.

Ainda me lembro da viagem que ela fez com o teu pai a Paris.

Tens noção de quão elegante, quão competente alguém tem de ser

para impressionar os franceses?

Eu estava numa festa no Palácio do Príncipe do Mónaco

e alguém perguntou à Princesa Grace

como é ser a mulher mais glamorosa do mundo

e sabes o que ela disse?

"Tens de perguntar à Jackie O."

Claro.

Já conhece o meu tio Teddy.

Prazer em conhecê-lo, Senador Kennedy.

Deixo-o nas suas boas mãos.

Prazer em conhecê-la. Por acaso…

Aí estás tu.

Pensei que tinhas desaparecido.

Não, tenho andado por aí.

Como te sentes?

Não sei. Acho que ainda não tive muito tempo para processar tudo.

Pois e o luto é estranho assim.

Aparece de repente e tudo o que podes fazer é render-te,

sabes, como quando perdi o Hank.

Lamento.

Sim, era um cão, mas também era como se fosse meu filho.

Sim.

Claro que todos tentam descobrir o que se passa connosco,

em que qualidade estou aqui.

Perguntam-te sobre a nossa relação no velório da minha mãe?

- Bem, não explicitamente, mas… - Não falámos durante meses, por isso…

Exato. Há muito por dizer.

Nancy, viste a Caroline?

Acho que ela só precisava de um momento.

Vou ver da minha irmã, mas falo contigo depois.

Claro.

- Desculpa, eu só… - Está tudo bem.

Sei que está uma loucura lá fora.

Acho que ninguém disse uma única coisa sobre ela de que eu vá sentir falta.

Não vais ter saudades da postura dela ou do amor pela palavra escrita?

É como se todos tivessem medo de admitir que ela era só uma pessoa.

Como se reconhecer a mais pequena imperfeição

de alguma forma diminuísse a proximidade deles com ela.

Lembras-te de quando ela encontrou a tua planta de erva, em Hyannis?

Ela não a encontrou. Quem a encontrou foi um polícia.

Meu Deus. É verdade.

O que é que ele andava a fazer a vaguear pelo jardim em Hyannis?

Não sei. Acho que um vizinho deve ter denunciado.

Pensei que os vizinhos nos adoravam.

- Não lhe disseste que era uma curgete? - Salsa. Curgete?

Ela ficou tão zangada.

A voz dela desceu para aquele tom assustador.

"Caroline. Marijuana? Como foste capaz."

"E no meu jardim? Um santuário botânico."

Tiveste uma fase mesmo rebelde durante algum tempo.

Tenho saudades desse tempo.

Acho que estava a tentar encontrar formas de lhe dizer que nunca ia ser como ela.

Ainda bem que não o fizeste.

Caso contrário, estaria a perder alguém realmente especial.

Está bem. Devíamos voltar.

Acho que ouvi um dos primos a perguntar

se alguém sabia tocar Frère Jacques no piano.

- Vou já. - Está bem.

Para aqueles que se juntam a nós agora,

continuamos a acompanhá-los com informações sobre a cerimónia fúnebre

de Jacqueline Kennedy Onassis.

Jacqueline Kennedy Onassis

morreu na quinta à noite, por volta das 22h15, em casa dela.

Tinha pedido para ser levada de volta para o seu apartamento no Upper East Side.

Todos os que tinham mais de dez anos em 1963 recordam-na com a maior gratidão,

porque foi a força dela que nos sustentou

durante aquele terrível novembro de 1963.

Ninguém se parecia com ela, falava como ela, escrevia como ela,

tão original na forma como fazia as coisas.

Nunca conhecemos ninguém que soubesse melhor quem ela é.

Os seus dois filhos tornaram-se extraordinários.

Honestos, íntegros, com um carácter à altura do dela.

Ela rejubilava com as conquistas deles. Sofria com as suas tristezas.

Sentia uma alegria e um prazer imensos em passar tempo com eles.

Eles são os seus dois milagres.

Penso muitas vezes no que ela disse

"PATRICK BOUVIER KENNEDY 9 DE AGOSTO DE 1963"

sobre Jack em dezembro, após a morte dele.

FILHA 23 DE AGOSTO DE 1956

"Tornaram-mo uma lenda quando ele teria preferido ser apenas um homem."

Jackie teria preferido ser apenas ela própria,

mas o mundo insistiu em que também fosse uma lenda.

Querido John,

compreendo as pressões que terás sempre de enfrentar como um Kennedy,

apesar de te termos trazido a este mundo como um inocente.

Tu, mais do que ninguém, tens um lugar na história.

Seja qual for o caminho que escolhas na vida,

tudo o que te peço é que continues a deixar a Caroline, a família Kennedy,

e, acima de tudo, a ti próprio, orgulhosos.

Mantém-te perto daqueles que te conhecem e que te amam como és.

Com todo o meu amor, mamã.

TELEFONE

Respira.

Inspirado no romance "Once Upon A Time", de Elizabeth Beller.

Tradução: Andreia Duarte

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