All language subtitles for Born.Evil.The.Serial.Killer.and.the.Savior.S01E02

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Original subtitles

ESTE PROGRAMA CONT�M CENAS FORTES

QUE PODEM N�O SER ADEQUADAS A ALGUNS ESPECTADORES.

O Hadden Clark � uma pessoa muito estranha.

Eu convivi com ele, e ele me contou muitas coisas.

Depois que o carcereiro descobriu

que ele era meu colega de cela,

ele desceu, bateu na minha janela e disse:

"Voc� vai mudar de cela."

Eu perguntei, "Por qu�?"

"Ele pode acordar uma noite e achar que voc� � o diabo.

N�o podemos arriscar."

E eu respondi,

"Mas a quest�o � que ele s� mata crian�as e mulheres,

ent�o eu estou tranquilo."

DO PRODUTOR EXECUTIDO MICHAEL BAY

COM INVESTIGA��O DISCOVERY

Esse � o assassino em s�rie.

Acho que ele � maluco.

Ele acreditou mesmo que eu era Jesus.

DE UMA FAM�LIA DE ASSASSINOS EM S�RIE QUE VOC� NUNCA OUVIU FALAR.

Perguntei por que ele tinha feito aquilo com aquelas pessoas.

Ele disse: "Eu vi o meu pai fazendo."

Ele � o mal na sua ess�ncia.

N�s t�nhamos que derrub�-lo. Vamos pra pena de morte.

O MAL NA SUA ESS�NCIA: A HIST�RIA DE HADDEN CLARK

Eu viajei at� a pris�o estadual

em janeiro de 2000 pra entrevistar o Jack.

Ele me disse que o Hadden matou Michelle Dorr

e a enterrou num parque no Condado de Montgomery, em Maryland.

Eu perguntei se ele nos levaria at� o corpo.

Ele disse que sim.

Ent�o n�s fomos l� na manh� seguinte, pegamos Hadden

e perguntamos se ele estava pronto.

E ele disse, "Eu n�o vou."

A� eu pedi pra um dos carcereiros chamar Jesus.

Eles foram buscar o Jack Truitt na cela.

Ele conversou com Hadden no corredor

na minha frente por um minuto

e depois perguntou se podia usar uma sala vazia.

Quando eles entraram, eu fechei a porta, por fora,

pra que tivessem privacidade.

Ele logo disse: "Eu n�o vou".

E eu disse, "Olha, voc� vai de um jeito ou de outro."

Segurei ele contra a parede e disse:

"Voc� n�o quer me decepcionar"

foi ent�o que ele me disse: "Voc� devia ser pac�fico."

Eu reagi, e disse: "Eu sou pac�fico.

Eu estou usando o poder de Deus

pra ajudar a tirar esse mal de voc�."

E ele acreditou naquilo.

Eu n�o sei o que aconteceu dentro daquela sala,

mas quando eles sa�ram, o Hadden estava pronto pra ir

e Jack me disse: "Eu tenho que ir junto."

Ele n�o iria a parte alguma sem mim.

Ent�o, entramos na viatura.

Jack foi sentado na frente e Hadden atr�s

com 2 investigadores, um de cada lado.

Ali eu pensei: "O Jack � tranquilo,

um sujeito boa pra�a, mas tamb�m condenado por homic�dio."

Ali, eu tinha 2 assassinos convictos na estrada.

Eu fiquei com isso na cabe�a, pensando,

"Tudo bem, ser� algum plano de fuga?"

Ent�o eu decidir acelerar,

olhei pro Jack e vi seus olhos totalmente arregalados.

Parecia que ia passar mal.

Eu perguntei: "Est� tudo bem?"

O homem estava a 150 km/h,

eu fiquei apavorado.

Eu n�o entrava num carro h� mais de 30 anos.

Eu pedi pra ele ir um pouco mais devagar.

"Deus, por favor, faz ele reduzir".

N�s sa�mos com Hadden e Jack da Rota 29

no Condado de Montgomery, perto de White Oak.

Aquela era uma �rea de descarte de entulho.

Tinha mola de colch�o,

colch�es, todo tipo de coisa naquela mata.

Quando descemos do carro,

Hadden pareceu meio desorientado, quase confuso.

Ent�o ele disse que fazia muito tempo,

as �rvores n�o eram t�o grandes.

Ele ficou animado, porque queria percorrer

toda aquela mata.

Depois de horas caminhando,

n�o t�nhamos achado o local exato onde ele tinha enterrado a Michele.

Ouvi outros investigadores falando:

"�, talvez ele n�o tenha enterrado ela aqui.

Talvez tenha sido uma grande perda de tempo."

E eu estava parado ali, pensando,

"O que vamos fazer agora?"

A� eu vi o Ed esfregando o p� na terra.

Ele sentiu alguma coisa estranha no ch�o.

Eu olhei pra baixo

e vi um arame enferrujado

que parecia um galho, saindo do ch�o.

Eu abaixei pra puxar

e continuei puxando at� sair a mola de um colch�o

e eu disse: "Hadden venha aqui."

Ele veio, ajoelhou no ch�o e disse: "� aqui"

e come�ou a cavar com as unhas.

Ele tentou cavar.

Foi quando n�s decidimos cavar.

Aquele era o local.

Tirando a terra, achamos o biqu�ni rosa.

Eu lembro de ver uma foto com o biqu�ni rosa aparecendo.

Praticamente s� ossos.

O biqu�ni rosa e os ossos.

� um milagre, � tudo o que eu tenho a dizer.

Sabe, aquilo foi...

quase como se ela quisesse ser encontrada.

Foi uma descoberta triste.

Finalmente t�nhamos achado o corpo.

Liguei pro Carl,

e sabe, ele n�o...

ele n�o teve muito a dizer.

Ele ainda estava em choque.

Sem a ajuda de Jack Truitt,

o corpo da Michele Dorr n�o teria sido recuperado.

Ele recebeu a informa��o,

ele teve coragem,

diante da situa��o dele na pris�o,

de contar pra pol�cia.

� simplesmente horr�vel

fazer aquilo com uma pessoa,

principalmente algu�m t�o inocente,

que foi nadar numa piscina,

sem incomodar ningu�m.

N�o existe motivo pra um crime desses.

E a forma como ele enterrou.

Esse � um sujeito que certamente j� fez isso antes.

Eu n�o tenho a menor d�vida de que tem outras v�timas por ali...

que Hadden Clark foi respons�vel por matar e enterrar.

No dia 20 de outubro,

eu estava em um bar em Olney com v�rios outros investigadores

do nosso turno e o nosso sargento.

Parte da caminhada de 3 quil�metros da Laura at�...

Tinha uma televis�o no bar e come�ou a passar a not�cia

de que uma estudante de Harvard tinha desaparecido

de sua casa em Bethesda.

O sargento me olhou e disse:

"Entre em contato com os investigadores de l�,

e pergunte se eles querem ajuda."

Laura Houghteling era uma jovem que estudava em Harvard

e voltou pra casa pra morar com a m�e.

Estava desaparecida h� v�rios dias.

Se algu�m souber alguma coisa sobre o desaparecimento

de Laura Bettis Houghteling,

ligue pra pol�cia do Condado de Montgomery.

Ela tem mais de um 1,80 de altura, pesa 66 quilos,

olhos castanhos e cabelos loiros na altura do ombro.

Penny, a m�e, contratou voc� como jardineiro?

Eu consegui aquele emprego com um pastor,

estudo a b�blia.

Ent�o, o pastor apresentou voc� � Penny?

�, eu frequento a mesma igreja da Penny.

Colocamos muito apertado?

Desculpe, Hadden ou Hayden?

- Hadden. - Hadden.

Hadden, por que n�o senta

e n�s conversamos daqui a pouquinho, t� bom?

Voc� conhece a Penny?

Olha, eu e Liz estamos aqui. Queremos ajud�-la,

porque ela ajudou voc� por um ano, n�o foi?

Ent�o a Penny, ela era legal com voc�?

Muito legal.

Eu estava passando por muitos problemas mentais na �poca.

A Penny era como uma figura materna,

depois que a minha m�e biol�gica disse

que ia fingir que eu estava morto.

Voc� considera Penny sua amiga?

Voc� se envolveu sexualmente com ela?

Voc� transou com a Penny?

Voc� transou com ela e foi rejeitado?

Voc� ficou com raiva e foi descontar na Laura?

Hadden. Hadden.

Me ajuda. Me fala sobre a Laura.

Como conheceu a filha dela?

�...

Ela voltou da faculdade, Harvard.

Eu n�o conversei com ela, n�o.

Hadden, o que pode me dizer da Laura?

Ela era bonita?

Ela fez alguma coisa que te deixou com raiva?

Ela magoou voc�?

Hadden, voc� gosta de almofadas?

Uma vez, quando a Laura e a Penny estavam em Massachusetts,

eu entrei na casa da Penny e peguei uma das camisolas dela.

Eu adorava aquela textura, tamb�m.

Eu desci vestindo a camisola da Penny e tomei caf� da manh�.

Eu adoro a Penny.

Ela me oferecia rosquinhas, bebidas,

mas quando a Laura entrou em cena,

muitas dessas coisas acabaram.

PESSOA DESAPARECIDA.

Essa era a casa dela.

Ser� que as pessoas que moram aqui sabem do que aconteceu?

Meu nome � Susanna Quinn

e Laura Houghteling era uma das minhas melhores amigas.

Eu conheci a Laura no 7� ano,

era o meu primeiro dia na escola nova,

eu subi a rampa e ela estava sentada com um grupo de meninas,

que era bem intimidante, e ela usava o cabelo curtinho,

tinha um sorriso gigante, e eu olhei pra ela e disse:

"Devia deixar o cabelo crescer, vai ficar muito melhor",

ela riu e viramos grandes amigas desde ent�o.

Depois de formada,

ela n�o sabia qual carreira iria seguir,

por isso voltou e foi morar com a m�e.

Meu nome � Catherine Shein Bruno

e Laura Houghteling era uma das minhas melhores amigas.

Ela tinha come�ado num emprego novo na capital.

No dia 19, Laura n�o foi trabalhar.

Era muito raro a Laura faltar no trabalho.

Uma colega de trabalho ligou pro irm�o dela

e perguntou: "Cad� a Laura?"

Ele disse: "N�o fa�o ideia. Deve estar no trabalho."

Mas ela disse: "N�o, ela n�o veio."

Warren Houghteling era irm�o da Laura

e eles eram muito pr�ximos.

Ele foi at� a casa.

O carro da Laura estava l�

e ele entrou na casa.

Tudo parecia normal, nada remexido.

Aparentemente ningu�m tinha entrado.

Eu entrei no quarto dela. Estava frio.

Peguei o su�ter de Harvard dela e vesti,

depois me joguei na cama e pensei:

"As coisas dela est�o ali,

vou ligar pra operadora do cart�o de cr�dito,

fingir que sou ela

e perguntar onde foi o �ltimo lugar que eu usei,

porque ela pode ter comprado uma passagem de trem."

Ela tinha usado o cart�o pela �ltima vez

quando compramos sapatos na quinta-feira.

Sei l�, havia uma sensa��o pesada de tristeza no ar,

mas not�cias ruins chegam r�pido.

DESAPARECIDA H� 1 DIA

Na segunda-feira, n�o encontramos ela.

DESAPARECIDA H� 2 DIAS

Na ter�a...

a Penny voltou pra casa,

e foi ficando cada vez mais claro

que tinha alguma coisa errada.

Penny era uma mulher inteligente,

mas tamb�m era cabe�a-dura.

Eu nem quero dizer isso diante da c�mera.

Eu achava, sinceramente, achava ela dif�cil.

Ela era uma pessoa dif�cil.

A Penny n�o queria acreditar

que tinha acontecido alguma coisa com a filha dela,

e disse que n�o seria estranho

se ela tivesse encontrado um rapaz rico e viajado pra ilha.

"Eu tenho certeza que ela est� bem.

Ela fugiu com as amigas.

S� est� sendo meio chata em n�o contar."

Parecia plaus�vel, mas o irm�o disse: "N�o."

O Warren ficou preocupado.

Ele ficou muito preocupado.

Sabe, quando se cresce numa fam�lia disfuncional,

acho que a tend�ncia � se apegar aos irm�os.

Eles perguntaram pra Penny sobre quem convivia com ela

e com a Laura,

quem eram os namorados,

quem trabalhava na casa, essas coisas.

Quando n�s conversamos com o Warren,

ele falou que a m�e tinha contratado um jardineiro,

e que na noite em que a Laura desapareceu,

Warren olhou na rua e vinha uma picape.

O jardineiro da m�e

por coincid�ncia vinha passando de carro,

e o Warren fez sinal pra ele parar e falar com ele,

mas em vez de parar, o jardineiro acelerou.

O Warren n�o entendeu o motivo.

Aquilo pareceu muito estranho.

Na manh� seguinte, eu cheguei

e o sargento j� estava l�.

Eu contei pra ele o que tinha acontecido

e ele perguntou quem era o jardineiro e eu disse:

"� Hadden Clark."

Penny n�o sabia da investiga��o da Michele.

Acho que ela n�o fazia ideia

de que ele era um suspeito, quando o contratou.

Penny adorava jardinagem

e ela precisava de ajuda com tudo relacionado ao jardim.

E o Hadden estava dispon�vel.

Pelo que soubemos,

depois que Hadden foi expulso da casa do irm�o,

ele passou a viver na picape dele,

e montou um pequeno acampamento

com uma barraca de lona,

ferramentas e outras coisas que ele guardava l�.

Todos sabiam que eu morava na mata.

Dava pra ver que eu era sem teto.

Muitos sem-teto costumam ser sujos e fedorentos,

eu n�o era.

Eu era limpinho, perfumado, usava desodorante e tudo mais.

Certo.

Sabe, eu tinha comida e dava pra fazer sandu�che pra comer,

com salm�o defumado, mortadela e queijo.

Eu morava na mata, n�o tinha televis�o.

Muita gente gosta de conviver com outras pessoas,

ter companhia.

Eu n�o gostava, eu era um eremita.

Pelo que entendi, Penny Houghteling

era muito caridosa.

Ela sabia que Hadden Clark tinha problemas,

e tinha muita f� e confian�a na reabilita��o daquele jovem,

e dava trabalhos pra ele.

Foi quando conversamos mais com a Penny,

perguntamos mais sobre o trabalho de Hadden como jardineiro,

e ela contou as coisas que ele fazia de estranho.

Ela dava tarefas pra ele fazer no quintal,

como cavar um canteiro,

e ele come�ava a cavar, e cavar, n�o sabia quando parar.

Hadden Clark fazia uma s�rie de bicos.

Hadden trabalhou fazendo rosquinhas,

foi funcion�rio de uma loja chamada, "What's a Bagel"?

E ele tamb�m era um personagem conhecido,

porque tinha um servi�o de entregas,

e era chamado de "O Foguete de Rockville".

Ele usava a camisa do time de h�quei

'Washington Capitals' �s vezes.

Andava de patins, de bicicleta.

Quem circulava pela Rockville Pike,

uma das principais vias de l�, deve ter visto esse homem.

Mas investigando o passado dele,

encontramos muita coisa estranha.

Eu servi na marinha,

2 anos e 8 meses na ativa.

Estive no porta avi�es Carl Wilson.

Assim que a embarca��o zarpou,

eu fui pra divis�o de alimenta��o

e me candidatei pra um servi�o na cozinha.

Quando saiu, ele conseguiu um emprego civil

na Navy Med, em uma das lanchonetes.

Eles tinham frango cru preparado e iam fritar.

Ele tirou o frango cru da vasilha

e colocou no fog�o,

em seguida virou a vasilha e bebeu o sangue da galinha,

os colegas de trabalho ficaram horrorizados,

contaram pro supervisor e ele foi dispensado do emprego.

N�s sab�amos que ele era suspeito no caso Michele Dorr,

mas investigamos pra ver o que mais ele tinha feito.

Ele alugava um quarto na casa de uma fam�lia em Bethesda.

A filha do casal morou no exterior por um longo tempo.

Eles deixaram Hadden alugar o por�o,

e um dia foram avisar a ele

que a filha deles estava voltando da China,

e ele precisava sair.

A rea��o do Hadden pra isso foi insana.

Ele fez um buraco na parede de drywall do quarto

e colocou cabe�as de peixe dentro antes de fechar de novo.

A fam�lia logo come�ou a sentir um cheiro horr�vel

no quarto e n�o conseguiu identificar por muito tempo

at� que algu�m foi verificar as paredes

e descobriu toda aquela destrui��o.

Quando come�amos a investigar

e descobrimos o que ele tinha feito no passado,

logo vimos que tinha alguma coisa errada.

Voltamos pra conversar com a Penny.

Ele tinha acesso ao galp�o,

e ela mantinha uma chave da casa l� dentro.

Isso j� era no m�nimo suspeito.

Quando a Penny descobriu que est�vamos investigando ele,

ela ficou furiosa.

"Imposs�vel ele ter feito algo com ela.

Deixem ele em paz."

JACK - HADDEN COMPANHEIROS DE CELA

Eu tinha tr�s fun��es:

limpeza, lavanderia e cuidava da luz,

ent�o sempre passava pela cela do Hadden

e pensava, cara, que cheiro � esse?

Ent�o eu fui at� l� e perguntei, o que voc� t� fazendo a�?

Eu abri o arm�rio dele

e vi umas 15 caixas de leite,

guardadas.

Fazia calor.

Ele esperava que elas estufassem.

Aquele cheiro era ran�oso.

Eu perguntei: "Por que voc� faz isso?"

Ele disse: "Me lembra corpos em decomposi��o."

3 DIAS DO DESAPARECIMENTO DE LAURA HOUGHTELING

N�s t�nhamos acabado de sair da faculdade,

est�vamos come�ando a vida.

Eu n�o pensei de cara

que tinha acontecido alguma coisa horr�vel. Sabe?

Eu cheguei a pensar:

"Bom, � um mist�rio. Vamos desvendar."

E a pol�cia disse que a melhor maneira pra achar ela,

era saber quando ela foi vista pela �ltima vez.

Pegamos uma foto dela e fizemos cartazes pra espalhar a not�cia.

Eu e o Warren come�amos a investigar.

Ent�o, bancamos os detetives,

dando telefonemas...

andando pelas ruas em busca de pistas.

"Claro, vamos resolver isso."

N�o faz�amos ideia do mal terr�vel diante de n�s.

� comum, num caso de homic�dio,

enviar policiais pra falar com as pessoas,

e foi quando eles falaram com uma mulher hisp�nica.

Ela disse pro policial que viu a Laura

na manh� do desaparecimento,

e ela disse: "A Laura saiu da casa,

acenei pra ela, mas ela ignorou.

Achei aquilo estranho."

A� pedimos pra ela descrever essa pessoa.

Ela disse, "Bom, ela usava cal�a social e um casaco comprido."

Era uma informa��o interessante e precisava ser investigada.

O caso saiu no notici�rio

e eu recebi a liga��o de um m�dium na Virg�nia.

O m�dium disse:

"N�o sei nada sobre esse caso,

n�o sei o que aconteceu, mas eu tenho a sensa��o

de que precisam procurar na �rea de vegeta��o entre duas igrejas."

E realmente havia duas igrejas com uma �rea de vegeta��o

muito perto da casa da Laura.

Eu falei com o investigador respons�vel pelo caso em Bethesda

e pedi pra ele verificar esse lugar.

Vim aqui pra falar com os policiais

que faziam a busca na mata.

Quando cheguei, perguntei como estavam indo

e eles me disseram que tinham achado sapatos e roupas femininas

e tamb�m tinham achado uma fronha.

Parecia que j� estava aqui h� muito tempo porque estava manchada,

provavelmente das folhas.

Quando achamos roupas na mata, muitas t�m manchas

da deteriora��o das folhas.

Eu falei: "S�rio? Deixa eu ver essa fronha."

Assim que ele mostrou, vi que n�o eram manchas de folhas.

Eram manchas de sangue.

A fronha era de alta qualidade,

com uma renda bem diferente na ponta.

N�s fomos conversar com a m�e.

Pedi pra ver o quarto dela.

A m�e respondeu: "No quarto est� tudo certo,

n�o tem nada errado, podem olhar."

E ela estava meio irritada,

entrou, puxou a colcha e disse:

"Pera�, essa roupa de cama n�o � dela,

essa fronha n�o � dela."

Elas eram diferentes

e era um mist�rio, ela n�o sabia de onde tinham vindo.

Depois ela puxou o len�ol e disse:

"O protetor de colch�o sumiu."

Ela disse que sempre usavam protetor de colch�o na casa dela.

Algu�m trocou a roupa de cama,

e foi quando eu perguntei sobre a fronha.

Eu tinha uma foto dela,

mostrei e perguntei se era igual a aquela.

E ela disse: "Deixa eu ver.

Ela essa fronta, por isso eu tenho dois conjuntos."

Ela pegou e era id�ntica � fronha com a renda.

Eu liguei pro sargento

e pedi pra ele mandar a equipe de peritos pra casa.

Aquele quarto tinha que ser analisado.

Quando os peritos criminais chegaram,

pegaram um produto qu�mico conhecido como luminol,

e borrifaram no colch�o.

O Luminol fica fluorescente

na luz negra.

Ent�o t�nhamos que deixar o c�modo totalmente escuro.

Estava anoitecendo, eles preparam o produto,

e borrifaram.

Depois, acenderam a luz e...

de repente, tudo brilhou.

Foi surpreendente.

Estava coberto de sangue

e dava pra ver onde as m�os tinham sido puxadas da cama.

Ficou claro que a garota estava morta.

Depois de ver

a rea��o do luminol no colch�o,

havia sangue suficiente pra suspeitar do pior.

�quela altura, claro, vimos que era um homic�dio.

Ent�o pegamos o abajur,

escovas de cabelo, v�rias coisas que pertenciam a ela.

Foi tudo levado pra an�lise.

Os resultados apontaram

que a escova continha cabelo da Laura Houghteling,

mas tamb�m encontraram um fio de cabelo sint�tico

e ningu�m sabia de onde era.

N�s informamos a Penny e o Warren

que acredit�vamos

que havia uma grande possibilidade de Laura

ter sido assassinada naquele quarto.

O Warren surtou.

Ele perdeu totalmente o ch�o,

e eu lembro que a Penny s� olhou pra n�s e disse:

e todos ficamos chocados com a rea��o dela.

Eu cheguei em casa, fui at� o telefone

vi que tinham 17 mensagens na secret�ria eletr�nica.

A primeira era de uma amiga minha dizendo:

"Me liga. N�o liga pra mais ningu�m.

Liga pra mim primeiro."

O telefone tocou e era a Penny,

e ela me disse:

"Susanna, soubemos que Laura n�o mora mais no corpo dela.

Ela est� morta."

Eu desliguei o telefone e, sabe,

durante anos eu vi novelas e seriados de TV

em que as pessoas ficam hist�ricas,

se jogam escada abaixo ou ajoelham desesperadas.

Eu achava aquilo muito rid�culo,

eu n�o sou assim,

e provavelmente pela primeira e �ltima vez na vida eu surtei, sabe?

Eu fiquei repetindo: "Primeiro a minha m�e,

agora a Laura, por que t� acontecendo isso?"

Num minuto,

toda a seguran�a, estabilidade e tranquilidade

que eu sentia no mundo, na minha comunidade,

com meus amigos, foi tudo destru�do.

Nossa melhor amiga... n�s t�nhamos 22, 23 anos,

�ramos jovens e nossa melhor amiga

tinha sido arrancada de nossas vidas.

Toda aquela promessa, aquela beleza,

aquele amor tinham acabado.

Eu tive calafrios.

Durante anos eu pensei que 24 horas depois que ela foi morta,

eu deitei naquele colch�o encharcado de sangue.

Depois disso, vimos que era preciso encontrar o Hadden.

Todo distrito policial tem uma unidade

chamada equipe de miss�es especiais,

e avisamos que precis�vamos encontrar Hadden Clark.

E ele foi encontrado na estrada leste-oeste em Silver Spring.

Ele foi parado e fomos avisados que ele estava l�.

N�s fomos pra l� imediatamente.

Foi o meu primeiro encontro com Hadden Clark,

e jamais vou esquecer.

Ele estava numa picape Datsun

e na ca�amba tinha um colch�o, e estava cheia de coisas.

Eu me aproximei pra falar com o Hadden

e disse:

"A Laura t� desaparecida e a Penny t� muito preocupada,

precisamos da sua ajuda pra tentar encontr�-la."

Foi ali que Hadden disse:

"Ai, meu Deus. Eu s� quero morrer."

E ajoelhou no ch�o.

Ele acabou sendo detido,

e quando...

falamos sobre a fronha com manchas de sangue,

ele ficou com l�grimas nos olhos.

Tentamos falar com ele por horas e ele...

E ele...

n�o deu nenhuma informa��o concreta.

N�o t�nhamos motivo suficiente pra uma pris�o,

ent�o ele foi liberado.

Como voc� se descreve como pessoa?

Eu tenho problemas mentais, mas sou um cara muito bom.

ELA � BONITA, VOU SEGUI-LA ESTA NOITE

Voc� disse que gosta de ajudar as pessoas?

�, eu gosto. Eu sempre ajudo os outros.

Fui volunt�rio na Cruz Vermelha,

e fiz doa��es de sangue.

Eu era volunt�rio num lar pra desabrigados.

Lugar �timo pra conhecer pessoas.

A sensa��o era boa quando ajudava as pessoas?

Ah, sim!

As 2 garotas,

voc� se sente mal por isso? O que voc� sente?

O que eu fiz foi errado. Eu sei disso.

Sentiu algum remorso logo depois?

Senti. Eu n�o sei se...

�, eu lamento pelo que fiz,

mas de alguma forma, eu tive a inten��o. Sabe?

Acha que todos podem ser perdoados?

Acho que sim.

Tem gente que acha que eu posso confessar meus pecados,

me arrepender e que Jesus vai me perdoar.

E 24 horas depois, vou fazer a mesma coisa.

Voc� cometeu muitos pecados?

Bom, muitas vezes.

O investigador Fallin conseguiu um mandado de busca por carro dele.

Dentro da picape, ele guardava um di�rio,

e nele tinha a data e a hora

em que ele abasteceu com 10 d�lares de gasolina

e depois pagou

4 d�lares em barrinhas de cereais.

Ele anotava cada centavo que gastava.

Pedimos um mandado de busca pra um dep�sito dele em Kensington.

Eu entrei, e o Hadden Clark � meticuloso.

Organizado.

Obcecado por ter tudo arrumado.

Achamos o tal�o de cheques dele e um recibo.

Era de uma loja de ferragens,

e ele comprou fita adesiva,

barbante de sisal,

e no canhoto do tal�o de cheques ele escreveu o nome, Laura.

Ali as suspeitas j� eram suficientes,

mas ainda n�o t�nhamos causa prov�vel para prend�-lo.

Nos reunimos tentando montar um caso contra ele,

mas n�o t�nhamos provas que ele tinha feito algo,

e eu queria provocar ele, deixar ele com raiva,

e talvez ele fizesse algo que nos levasse pra onde ela estava.

O Hadden tinha um correio de voz,

dava pra deixar mensagens pra ele.

Era um tiro no escuro.

Sentado na minha mesa, por volta de meia-noite,

eu peguei meu telefone e liguei pra ele.

Assim que caiu na caixa postal eu disse:

"Hadden,

Hadden...

aqui � a Laura.

Hadden,

preciso da sua ajuda.

Preciso da sua ajuda.

Hadden...

Voc� n�o pode me deixar aqui.

Preciso ser enterrada.

Preciso ser enterrada, Hadden.

Por favor, quero que conte pra eles.

N�o posso ficar em paz se n�o fizer isso.

Hadden, por favor, fa�a isso por mim.

Hadden."

Quando chegamos num beco sem sa�da na investiga��o,

� preciso voltar e analisar

tudo o que foi feito pra ver o que ficou pra tr�s,

e lembrei da mo�a hisp�nica

que viu Laura saindo de casa

no dia em que Laura desapareceu.

E olhando aquilo,

comecei a montar o cronograma, e n�o encaixava.

Ela j� estava morta.

E todo mundo pensou:

"Bom, a mulher n�o sabe do que t� falando."

Liguei pra Penny e falei:

"Olha, quero confirmar algumas coisas".

Eu queria saber se...

a cal�a social ainda estava no arm�rio,

e se o sobretudo continuava l�.

Ela disse: "A Laura tem 1 metro e 85, ela n�o usa cal�a.

Ela � alta, s� usa vestido.

Ela n�o tem nenhuma cal�a".

"O sobretudo ainda t� a�?"

"Ela n�o tem um sobretudo."

Uma mulher alta n�o usa sobretudo.

Ela prefere usar casacos mais curtos,

pra parecer mais baixa.

Naquela hora eu vi que n�o era ela.

Era o Hadden.

A Kristen fazia coisas antes disso.

Matava animais?

Molestava meninas e crian�as.

A Kristen sempre perseguiu garotinhas.

E �...

por isso que ela se arruma toda e...

Aquilo � um ritual.

Quando a Kristen come�ou a fazer isso?

Ela faz isso desde os 10 anos de idade, acho.

Onde ela achava as roupas pra isso?

Meu pai, uma vez, me vestiu de menina,

- Me violentou por tr�s. - Isso � verdade?

- Com certeza. - Ele fez isso?

E depois?

Me molestava quando eu era pequeno.

Quando voc� tinha 10 anos?

Nunca. Nunca aconteceu.

N�o mesmo.

Minha fam�lia jamais concordaria com isso.

Eles s� queriam saber dos pr�prios interesses.

Eu nunca soube de nenhuma viol�ncia sexual,

mas ele foi pego v�rias vezes

pegando coisas

de mulher na c�moda da minha m�e.

Sabe, brincar de se vestir de mulher � comum.

N�o costuma significar nada.

Ent�o n�s voltamos e fizemos outra busca no dep�sito,

e encontramos v�rios sapatos de salto alto.

E ele tinha suti�s e mamas falsas.

Descobrimos que ele tinha cal�as femininas,

cal�as que combinavam com a descri��o,

al�m de v�rias perucas.

Ele tinha perucas ruivas, pretas, castanhas e tinha uma loira.

N�s pegamos a peruca loira e, quando foi examinada,

correspondeu com o fio de cabelo sint�tico

encontrado na escova da Laura, no quarto dela.

E ent�o, com isso,

pudemos concluir que era o Hadden saindo da casa.

Mas por que ele faria aquilo?

Ela j� estava morta. Ele j� tinha tirado o corpo de l�.

Ele teve que voltar � casa, limpar a bagun�a,

fazer a cama.

Depois, pra cobrir os rastros,

saiu de casa no hor�rio que ela normalmente ela sa�a,

mas usou cal�a social,

um sobretudo e uma peruca.

Mesmo assim, n�o era suficiente para prend�-lo.

Esse homem foi visto saindo da casa da Laura

vestido como ela.

Fala s�rio!

Se ele � mau?

N�o apenas mau, ele � muito astuto.

Ele falou sobre a inf�ncia, mas era tudo muito estranho.

Ele disse que os pais vestiam ele com roupas de menina

desde pequeno.

"Eles me tratavam como menina.

At� me diziam:

"Se for ao banheiro, senta no vaso,

porque s� meninos fazem xixi em p�."

E se for verdade,

� muito pesado pra uma crian�a.

Tem uma mo�a que viu voc�

vestido de mulher.

Usando peruca e um sobretudo.

N�s j� t�nhamos fortes suspeitas,

mas nenhuma causa prov�vel pra poder prend�-lo.

Sue Blue, a qu�mica, ainda trabalhava com a fronha,

no nosso laborat�rio no andar de cima.

Enquanto a Sue examinava a fronha,

ela pegou um pouco do sangue pra testar

e falou:

"Acho que tem uma impress�o digital no sangue."

Eu olhei e disse, parece a impress�o de um dedo do p�.

Ent�o n�s isolamos.

Levamos pro laborat�rio regional que examina impress�es digitais.

Pouco tempo depois

recebi uma liga��o do laborat�rio.

O t�cnico disse:

"Olha, � impress�o de um polegar."

A digital foi inserida no sistema,

e era a impress�o digital do Hadden Clark.

Era a digital que confirmava que o dedo dele esteve naquele sangue.

Agora, t�nhamos uma causa prov�vel pra prend�-lo.

Ele foi encontrado dormindo na picape

num templo m�rmon em Silver Spring,

no estacionamento.

Quando foi preso,

ele dormia com um ursinho.

E foi quando ele foi levado sob cust�dia.

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