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- [vento sopra] - [areia voa]
[m�sica misteriosa]
1789 ERA COMUM
[Doltra] Ela est� pronta.
O poder dela se fortaleceu ao degustar seu sangue sagrado.
[arfa]
- [Doltra] A cada gota. - [grunhe]
- [Drolta] A cada gole. - [geme]
[Drolta] A cada ano.
- Ao longo de 175 ciclos do Sol. - [Erzsebet geme]
- [Drolta] Ela n�o queimar�. - [grita]
[Drolta] E voc� caminhar� pela Terra de novo.
- [insetos cricrilam] - [m�sica misteriosa]
[m�sica se intensifica]
[m�sica desvanece]
[m�sica-tema]
CASTLEVANIA: NOTURNO
[m�sica desvanece]
[Richter ofega]
- [sussurros fantasmag�ricos] - [Annette arfa]
[m�sica inquietante]
[m�sica sombria]
[suspira]
O que fazemos agora?
Isso n�o teria acontecido, Richter Belmont,
se n�o tivesse dito a eles aonde est�vamos indo.
N�o precisaria de um feiticeiro pra prever que n�s ir�amos a Paris.
Que ach�vamos que Drolta estava morta. Que voc� tinha matado.
[suspira]
Temos que preparar a cidade para o horror que vir�.
N�s podemos falar com a Conven��o Nacional ou com a Comuna Revolucion�ria de Paris.
Deixem isso comigo.
Procurem por ninhos de vampiros.
Quando o ex�rcito da Erzsebet atacar, n�o vamos querer outra frente na cidade.
Se houver ninhos, destruam.
Por que n�o vamos com voc�?
Eu j� disse o que eu preciso fazer.
Eu tenho que repetir?
[arfa]
Ele t� com raiva dele mesmo. N�o de voc�.
E seus ancestrais ainda est�o gritando com voc�?
N�o.
Eles est�o aqui,
mas est�o em sil�ncio.
Que bom que os meus ancestrais n�o tentam falar comigo.
Se forem iguais ao Juste, devem ser insuport�veis.
[Annette ri]
Eu sei que eu sou um Belmont e o que isso significa�
[m�sica melanc�lica]
�desde que eu me entendo por gente.
Combater o mal, servir a algum tipo de grande prop�sito.
Mas a� eu vi o Olrox matar a minha m�e,
e entendi a amargura da verdade.
A minha m�e morreu por motivo nenhum.
Na verdade, ela morreu porque eu tentei ajud�-la,
e ent�o ela teve que me proteger, e foi isso que a matou.
Minha vida inteira desde ent�o, me convenci de que era pra eu poder viver.
Como se eu fosse o prop�sito maior.
[Richter zomba]
Eu sou mesmo um imbecil.
Minha m�e tamb�m morreu tentando me proteger.
Isso n�o faz ser culpa minha, Richter.
[m�sica inquietante]
Richter.
Vampiros.
- [vampiros sibilam, rosnam] - [mulher arfa] N�o!
- [mulher grita] - [vampiros sibilam]
[m�sica continua]
[vampiros sugam]
[chicote estala]
[vampiros arfam]
[m�sica se intensifica]
- [m�sica desvanece] - [Richter ofega]
[m�sica misteriosa]
[passos se aproximam lentamente]
[m�sica sinistra]
[efeito sonoro inquietante]
[m�sica desvanece]
[efeito sonoro inquietante]
Eu sei quem voc� �.
O Velho Coiote.
Mefist�feles ou algum outro nome.
Eu sei das promessas que voc� faz e como elas s�o tentadoras.
E um patrono poderoso me cairia muito bem agora.
Mas isso aqui n�o pertence a este mundo.
E nem voc�.
[gritos fantasmag�ricos]
[m�sica dram�tica]
[m�sica desvanece]
[m�sica misteriosa]
[Juste] Est� tentando conjurar alguma coisa?
Ou s� est� encarando o abismo?
Eu sei que voc� acha que eu fiz uma coisa terr�vel,
matando meu pr�prio pai.
Voc� � uma maga muito poderosa, Maria.
Principalmente pra algu�m t�o jovem.
Mas voc� extrai sua magia de uma fonte antiga
que talvez voc� n�o compreenda plenamente.
Ah, porque voc� entende tudo de fogo e gelo.
[Tera] Ele merecia morrer.
[Maria arfa]
[m�sica de tens�o]
Maria, tome cuidado.
� prazeroso� ter esse poder.
Controlar for�as t�o poderosas.
Ter poder sobre a vida e a morte.
Mas n�o deveria ser prazeroso, Maria.
O mundo pode ser um lugar sombrio, cheio de horror,
mas se voc� se render � escurid�o,
de que adianta viver?
[m�sica melanc�lica]
Nenhuma de n�s tem muita import�ncia.
Todos seremos esquecidos em algum momento.
Mas � um tanto milagroso n�s estarmos aqui, na verdade.
Ver esse mundo.
Respirar esse ar.
Sentir o cheiro da floresta � noite.
Sentir o sol na nossa pele.
Se ainda formos capazes de fazer isso�
existir� um sentido em viver.
E talvez exista mais sentido ainda em viver pra sempre.
[m�sica sinistra]
Ele tem raz�o. Isso foi diferente.
Matar o meu pai.
Foi assassinato.
Nunca mais vou voltar a ser quem eu era.
Mas eu poderia ficar com voc� pra sempre.
[Tera arfa]
- [m�sica inquietante se intensifica] - [batimentos card�acos]
Afaste-se dela, Tera.
A vida � minha. Eu decido o que fazer com ela.
[vento sopra]
[baque alto]
[Criatura rosna]
[arfa]
- [m�sica desvanece] - [baque alto]
Pare, Maria!
[Criatura gane]
[Tera] Manda isso de volta.
Minha filha, manda isso de volta.
N�o � isso que eu quero pra voc�.
E n�o � o que voc� quer tamb�m.
- [escurid�o sibila] - [Criatura rosna]
[Tera] Eu te amo, Maria.
De todo cora��o.
Tudo o que eu quero � ficar perto de voc�.
Mas se voc� quer mesmo se reencontrar,
n�o pode ser comigo.
Aonde voc� vai?
Adeus, minha querida filha.
[m�sica suave]
Eu preciso me reencontrar tamb�m.
Cuide bem dela.
M�e.
M�e!
M�e, por favor, n�o me abandona!
Por favor!
[chora]
[grunhe]
[chora] Por favor, n�o me deixa!
[viol�o toca "Si dolce �'l tormento" de Monteverdi]
[Edouard canta em italiano]
- [Criaturas da Noite rosnam suavemente] - [Edouard continua a cantar]
[Criaturas da Noite grunhem]
[Edouard continua em falsete]
[Erzsebet] O que me importa se eles lamentam pelo escroque do Mestre de Forja?
A Drolta voltar� logo, e ela cuidar� deles.
[can��o continua]
[suspira] Esse castelo me entedia.
Eu desejo ser venerada.
Mas n�o neste lugar.
[Edouard canta �ltima nota aguda]
- [ru�do de l�mina] - [vampiros gemem]
- [grunhem] - [m�sica dram�tica]
[grunhe]
[vampiros ofegam]
[vampiro sibila]
[m�sica de tens�o]
Mas que merda de lugar � esse?
Uma armadilha.
[ratos guincham]
Esse � o lugar mais sinistro que eu j� vi.
T� com medo, �?
Voc� t�?
Porque pode ficar tranquila. Eu posso proteger voc�.
[passos se distanciam]
[m�sica inquietante]
[vampiros ofegam]
- [rosna] - [grunhe]
[m�sica dram�tica]
- [vampiro grunhe] - [m�sica desvanece]
Tem uma guerra acontecendo.
Deixe outras pessoas se preocuparem com isso um pouco.
[Maria suspira] N�o.
Tem uma guerra.
N�s precisamos ir lutar.
[Mizrak] Nem se assenta Na roda dos escarnecedores
Antes, o seu prazer est� na lei do Senhor
E ser� como a �rvore plantada Junto a ribeiros de �guas
Estou partindo.
Aonde voc� vai?
[Olrox] Para casa.
Ela ver� isso como trai��o, � claro,
e um dia ir� querer vingan�a.
O Novo Mundo � vasto.
H� sempre outro lugar pra ir.
Devia ficar aqui e lutar.
Eu sei quando uma guerra est� perdida.
[m�sica melanc�lica]
Meu povo conheceu um esplendor que te deixaria boquiaberto.
Grandes cidades, pal�cios enormes,
templos magn�ficos para honrar nossos deuses estarrecedores.
Quando vimos os crist�os espanh�is, n�s rimos.
Como eles poderiam nos amea�ar?
Mas eu me lembro do momento em que eu soube.
Nos inc�ndios que destru�ram Tenochtitl�n,
eu soube que era o fim
e que nossos deuses aterrorizantes n�o poderiam fazer nada a respeito.
Talvez seus deuses fossem o problema.
[Olrox grunhe]
Quando os espanh�is conquistaram voc�s,
voc� ainda era humano?
Era.
Um deles me transformou em vampiro.
Uma outra coisa que levaram com eles do Velho Mundo.
Venha comigo.
E passar a vida inteira fugindo dela?
N�o.
[Olrox suspira]
Ent�o cuide-se na batalha que vir�.
Se voc� tem alma, Olrox,
e talvez voc� tenha�
eu espero que ela encontre a paz.
[m�sica desvanece]
[m�sica sinistra]
[passos se aproximam]
[homens] H�?
[homens grunhem]
[Alucard] Houve um tempo, quando eu vinha a Paris,
em que vermes como voc�s sabiam que eu era.
Paris era mais suja na �poca.
Mais suja ainda.
S� vampiros com um gosto por aventura vinham se alimentar nas vielas.
A maioria preferia a seguran�a dos pal�cios.
Agora voc�s acham que encontraram um prop�sito.
- [m�sica de tens�o] - Um chamado.
Uma deusa.
Mas ela � apenas uma arrivista vulgar com gosto por carne jovem.
[rosnam]
[vampiro] Hum. [ri]
[vampiro rosna]
- [l�mina perfura] - grunhe]
[geme]
- [m�sica dram�tica] - [vampiros grunhem]
[vampiro grunhe]
[geme, grunhe]
[vampiro rosna]
[todos grunhem]
[homem geme]
[homem] Raz�o e interesse p�blico deram in�cio � revolu��o.
- Intriga e ambi��o a interromperam. - [Alucard] Hum.
[homem] A maioria deseja o bem,
mas n�o conhece os meios para alcan�ar esse objetivo
e nem os obst�culos que distanciam os cidad�os dele.
Os inimigos da Constitui��o usam o nome e a linguagem do patriotismo
para espalhar o erro, a disc�rdia e falsos princ�pios.
- E � dessa forma que a opini�o p�blica� - [homens murmuram]
[m�sica inquietante]
�� estimulada.
Desculpe interromper seu discurso fascinante, Monsieur Robespierre,
mas em breve essa cidade ser� atacada por um ex�rcito de vampiros.
[homens arfam]
[Alucard] Vampiros e dem�nios, na verdade.
Posso ajud�-los a se preparar.
[homens murmuram, sussurram]
[m�sica desvanece]
[Criatura da Noite rosna suavemente]
- [m�sica suave] - [insetos cricrilam]
Por que voc� canta?
Porque assim eu me liberto.
E todos que desejam ouvir tamb�m.
Mas n�s n�o somos livres.
E se voc� continuar cantando, eles v�o cortar a sua l�ngua.
Ent�o dever�amos cantar todos juntos
e cortar as cabe�as deles.
[m�sica dram�tica]
[m�sica continua]
[pessoas comemoram, assobiam]
[cavalo relincha]
[m�sica inquietante]
Seu Abade, como sabem,
est� morto.
Assassinado por uma revolucion�ria.
Seu Abade chegou a me comparar a Joana D'arc,
mas eu n�o sou igual a ela.
Ele foi derrotada, queimada como uma bruxa.
Eu queimarei todos os seus inimigos.
Todos os seus opressores.
At� eles virarem cinzas.
Eu sou aquela que empunha a faca.
- [m�sica se intensifica] - Filha do Sol e aniquiladora.
[m�sica se intensifica]
[m�sica sinistra]
[suspira]
Eu sou aquela que dan�a em sangue!
[pessoas comemoram, aplaudem]
J� faz tanto tempo, poderosa deusa.
Faz tanto tempo.
Mas, finalmente, voc� poder� ser plena.
[comemora��es e aplausos continuam]
[m�sica se intensifica]
[estalos do fogo]
[m�sica desvanece]
Eu queria muito saber o que eles querem de mim.
Os esp�ritos.
- � uma pena eles n�o te falarem. - [ri]
- [suspira] - [Richter ri]
Sua m�e t� junto?
A minha?
Ser� poss�vel?
Sim, acredito que sim.
Todos os esp�ritos.
As nossas m�es tamb�m.
Como � que ela era? A sua m�e.
[ri]
Corajosa, comprometida.
Amorosa.
Ela me ensinou a lutar.
Ela me ensinou tudo.
Exatamente tudo que eu sei.
Coincid�ncia estranha ou sei l�.
N�s dois for�ados a ver nossas m�es sendo assassinadas.
Eu sei que n�o somos iguais.
Sei que nem posso imaginar o que voc� passou.
[m�sica suave]
O mundo t� mudando muito r�pido.
Os Belmont j� s�o coisa do passado.
Talvez n�o exista mais lugar pra n�s.
[m�sica melanc�lica]
[m�sica se torna esperan�osa]
Eu sei que existe um lugar no mundo pra voc�.
Uma parte de cada um est� sempre l�.
Quando eu vou falar com a C�cile, minha professora,
eu a encontro no mundo espiritual.
Podemos fazer isso porque parte de n�s j� est� l�.
E se isso valer pra Sekhmet?
N�s j� sabemos do ba e do ka, o sangue e o cora��o da m�mia.
Mas e se parte da Sekhmet estiver no mundo espiritual?
Uma terceira alma.
� isso.
[sibilo fantasmag�rico]
Querem que eu entre no mundo espiritual pra encontrar a alma da Sekhmet.
[m�sica misteriosa]
[arfa]
Sim.
� isso que eles querem.
[m�sica dram�tica]
[m�sica desvanece]
[m�sica sombria]
[m�sica desvanece]
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