All language subtitles for The.Fragility.Of.Bodies.S01E05.SPANISH.WEBRip.x264-ION10.4_Portuguese

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É COINCIDÊNCIA.

Minha casa! Meu filho!

Sente, cara.

Cuidado, não tem trava.

Está tudo bem?

Está tudo bem, amor. Durma.

Oi.

-Oi. -Tudo bem?

Sou jornalista, estou escrevendo sobre clubes de bairro.

Com quem poderia falar?

-Vou chamar uma pessoa. -Obrigada.

Olá.

Oi, tudo bem?

-Sou Julia Malajovich. -Prazer.

Trabalho para um jornal local

e estou escrevendo um artigo sobre clubes de bairro.

Que jornal?

É uma publicação pequena, "Esportes em Casa".

Desculpe, não trouxe cópias...

Sim, eu conheço. Do que você precisa?

Em princípio, do básico.

Queria que falasse do clube, de quando e como foi fundado,

que categorias tem.

Você é o presidente?

Não, sou o técnico. Mas é mais ou menos o mesmo.

Agradeço, mas não estamos interessados.

Não precisa gastar nada. É sem fins lucrativos.

É só para informar os pais que querem trazer seus filhos...

Entendo, mas não estamos interessados. Obrigado.

Mais alguma coisa?

Não. Muito obrigada.

Boa sorte.

O técnico é um homem de poucas palavras, não é?

Sim, um pouco.

Me dá umas batatinhas?

-Como é o nome dele? -Rivero.

Se chama Rivero. Só isso?

Sim, não faço ideia de qual seja o primeiro nome.

Tudo bem, não tem problema.

Tive azar. Parece que o peguei em um dia ruim.

Não quis me dar bola. Mas sei que, se eu insistir...

vou convencê-lo.

Vamos fazer uma coisa.

Vou te deixar meu número...

se ele mudar de ideia, me avise e eu venho.

-Julia. -Julia.

Obrigada.

Tchau.

Quer que eu faça isso?

Não.

Termine de contar.

Não tem muito mais.

De casa para o escritório, do escritório para casa.

Sempre igual.

Não gosto da rotina. É perigosa.

Diz muito sobre as pessoas.

Que ele é metódico, por exemplo.

Não gosto de gente metódica.

Fique atento.

Tem mais uma coisa. O Rivero ligou.

-O que ele quer? -Te ver.

-Para quê? -Não sei, ele não disse.

O que digo para ele?

Nada.

Ele não faz nada que eu não mande.

Duas voltas?

Três.

Se ele quiser comer, tem que merecer.

Vamos.

A Victoria quer que eu vá com ela para Navarro.

Quando?

Este fim de semana.

Tenho que trabalhar.

Sim, eu sei.

Por isso levaria as crianças.

Voltamos no domingo à noite.

Está bem.

É o Laucha.

Alô?

Oi. Deixei várias mensagens, não me respondeu.

Não pude. Do que precisa?

Quero falar com o seu amigo Malvino.

Não, com o Malvino, não. Já disse que não.

Falei com o Romerito.

Quando ele vai ao psicólogo?

Para falar a verdade, não me lembro.

Claro que sabe, Lucio.

Disse que um dia foi ver ele na saída, lembra?

Não lembro. Acho que são às quintas-feiras.

Hoje é quinta-feira. Hoje ele vai.

É o mesmo psicólogo que o do Carranza?

Está bem. Quando a gente se encontrar, falamos disso.

Certo.

-Tudo bem? -Sim.

O Laucha quer trocar de horário comigo.

Agora?

Então, não vai cuidar das crianças hoje?

Ele me pediu um favor.

Vou fazer a sua marmita.

O que você quer?

-Não dê uma de misterioso. -Não estou dando.

O que é isso?

Um jogo, o que acha que é?

Você não vai mais ao clube?

Não é da sua conta.

Calma, só fiz uma pergunta.

Não me pergunte mais sobre o clube.

Está bem!

-O que aconteceu? -Com o quê?

No clube. O que aconteceu?

É por causa do dinheiro que ele te dá?

Qual é o seu problema? Disse para não perguntar mais.

Você é idiota?

Quero saber. Sei que aconteceu alguma coisa.

Você não sabe nada. Vá embora.

-Então, eu vou. -Vai aonde?

-Ao clube. -Não vai.

Vou dizer que quero ganhar dinheiro como você.

Você não vai a lugar nenhum, está bem?

Me solte!

Já abriu a boca uma vez e me meteu em problemas.

Pode me soltar? Solte.

-Prometa que não vai. -Não vou prometer nada.

Faço o que me der na telha.

Malvino.

Oi.

Sou jornalista. Meu nome é Veronica Rosenthal.

Gostaria de fazer umas perguntas sobre o que aconteceu.

Sou amiga do Lucio Valrossa, seu colega.

Estava com ele quando avisaram sobre o acidente.

Sim, sei quem você é, mas...

-São só uns minutos. -Não quero falar sobre isso.

Muito menos com jornalistas.

Acho que tenho dados sobre o garoto que morreu.

-Mas não quero ouvir... -Se chamava Vicente.

O apelido era Vincent.

Vai para o inferno, maldita!

É uma loucura você ter ido àquele clube.

-Uma loucura. -Talvez.

O bom é que agora sei que esses caras estão envolvidos.

Pelo menos, o técnico.

Como sabe? Não encontrou nada.

Tenho certeza, Fede. Você devia ter estado lá.

Devia ter visto a atitude dele.

O Rivero está escondendo algo.

O cara tem o rabo preso.

Você não acredita em mim.

Não importa.

Se isso não é o suficiente, vou voltar lá.

Vai voltar para quê?

Vou voltar e perguntar diretamente sobre o Vincent.

Vou dizer que está no I.M.L. sem identificação,

para ver a cara dele. O cara está envolvido.

Não vê onde está se metendo?

Quer mesmo denunciar tudo isso?

Não vá à polícia. Vá a um tribunal.

Sente com um juiz. Conte tudo para ele.

Não conhece nenhum? Eu conheço um monte.

Fede, você é advogado. Não tenho nenhuma evidência.

Se eu fizer esta denúncia, não vai acontecer nada.

O pior é que outros vão perceber...

e vou perder tudo o que fiz até agora.

Por que não diz as coisas como elas são?

Como assim?

Só se importa com o seu artigo. Não é?

Você é a segunda pessoa que me diz isso em uma semana.

O que está acontecendo? Sou tão hermética

que nem as pessoas que transam comigo me conhecem?

Não, mas seu dever não é fazer justiça.

Sei que não.

Mas como os responsáveis não fazem nada,

não tenho escolha.

-Não estou falando de você. -Está.

Sim, também está falando de mim. Tudo bem.

A única coisa que importa é que deixe de correr riscos.

Tem mais alguma coisa sobre esse tal de Rivero?

-Telefone, nome? -Não.

Não tem problema. Vou começar por aí.

Rivero, diretor técnico. Depois vemos.

-Me desculpe. -Sim, eu te desculpo.

Mas vai para o inferno.

PAI

Escute.

Queria me desculpar pelo que disse outro dia,

sobre as drogas e tal.

Droga é uma porcaria, você não tem nada a ver com isso.

Acontece que fiquei nervoso, porque...

Por causa do Peque. Ele é um ótimo jogador.

Não sei como vou substituí-lo.

É isso.

Mas não se faça de bobo.

Sabe que eu levo as crianças

à noite para jogarem por dinheiro.

E lá, eles vão com tudo.

O Peque viu isso e ficou com medo, não quer voltar.

Por isso pensei que você, que tem um olho bom,

poderia me ajudar.

E o Martín, que eu trouxe aquela vez?

Já pensei nele. Mas preciso de outro.

Já não sei de onde tirá-los.

Não sei onde procurar.

Tudo bem. Valorize o seu trabalho.

Vou pagar o dobro.

Consiga um garoto que aguente o tranco,

e te pago o dobro.

O que é isso?

É o jornal da garota que veio hoje?

Sim, se chama Malajovich ou algo assim.

Não li. Pode ficar.

Não.

Vou te pagar o triplo.

Consiga um garoto como o Peque e te pago o triplo.

É uma grana boa. Pense nisso.

Conte para ela. Conte o que me contou.

É que estou com medo.

Não precisa ter medo.

Pode me contar tudo que quiser, é sério.

Quero te ajudar.

Naquele dia, depois que vocês vieram,

eu falei com a minha mãe.

E contei sobre o Vincent.

No começo, ela não queria acreditar.

Como o tempo passou e meu irmão não voltava,

ela se assustou muito.

E falou com a polícia.

E o que aconteceu?

Não sei.

Mas no dia seguinte, vieram uns homens e nos ameaçaram.

Disseram que se ela não quisesse perder mais filhos,

era melhor voltar para Santiago del Estero.

Deram uma casa para ela em Monte Quemado

e um cheque de 10 mil pesos.

Conte o que disseram que vão fazer

se vocês não fossem embora.

Disseram que iam me estuprar

e o meu irmãozinho também.

E que depois iam atear fogo na gente.

São uns filhos da mãe.

Onde está o cheque, você sabe?

Não sei, acho que ela já descontou.

Sabe quem assinou? Lembra de algum sobrenome?

Não.

Mas sei de onde era.

Dizia "Secretaria de Habitação".

Está gostoso.

Não sei por que está demorando tanto.

Onde o Peque mora?

No quarto da frente.

Peque.

Peque, é o Rafael, o pai da Martina. Você está aí?

Quero falar com você.

O Rivero te mandou?

Não. Por quê?

Por nada.

Escute, Peque,

falei com a Martina. Ela disse que você não está bem.

Quero saber o que aconteceu.

Estou meio doente, mas já vai passar.

Olhe, Peque, eu também falei com o Rivero

e ele me contou as coisas que vocês faziam.

Não precisa ter medo.

Não tenho medo. Está tudo bem, só que não vou voltar.

Está bem, mas não vim para isso.

Vim para conversar, eu e você.

Sobre como você está. Quero saber o que houve.

Estou com dor de barriga. Vá embora.

Ele te fez alguma coisa?

-Quem? -O Rivero.

Peque, ele fez alguma coisa? Responda.

Me deixe sozinho.

Vá embora.

Como estão as coisas?

Perfeitas.

Não podemos cometer erros.

Não se preocupe. Nosso sistema funciona bem

e o sangue não vai respingar em ninguém.

Sim, tudo bem,

mas aí uma criança morre...

e precisa pagar a polícia, a família...

Sabe como é.

Por que não fecha a boca e desfruta a paisagem?

Boa sorte.

Como vai, Juan? Quanto tempo.

Não tanto quanto eu gostaria.

Disseram que você queria falar comigo.

Só queria saber se íamos continuar.

Que pergunta é essa?

Por causa do maquinista

e do que aconteceu com o garoto...

O que aconteceu?

Não sei.

Era um garoto esperto,

mas dormiu no ponto e o trem passou por cima.

É lógico. Se procuramos garotos valentes,

isso vai acontecer de vez em quando, não é?

Sim, precisamos de um garoto corajoso, que aguente isso.

É claro.

Quem vai apostar em um garoto que vê uma luz e sai correndo?

Sim, é isso que estou dizendo.

Mas não foi um bom momento.

Não era o momento certo.

Tem gente na minha cola

e gosto de vê-los de frente.

E você sabe disso.

Por algum motivo fez essa pergunta.

Como estamos para o próximo?

Tudo perfeito. Temos um garoto que é um craque.

Falta um, mas...

Se falta um, não está tudo perfeito.

E o que ganhou?

Não, ele não quer voltar. Está apavorado.

Se ele abrir a boca, já sabe o que tem que fazer, não é?

Sim, está tudo controlado.

Vamos parar com as apostas

até a poeira baixar.

A garota entendeu a mensagem,

mas não podemos nos descuidar. Entendeu?

Que garota?

Que droga, que inúteis!

A garota que foi à estação fazer perguntas.

Tivemos que dar uma lição nela. Não te disseram nada?

Não.

Uma jornalista esteve no clube.

Queria escrever um artigo sobre clubes de bairro.

Uma tal de Julia Malajovich.

Comprei o jornal para ver se o nome estava lá e estava.

É essa.

Quero que saiba que eu pedi a entrevista,

a iniciativa foi dela.

Não, não só minha.

Represento um grupo de jovens católicos

que ajuda no que puder os padres, como o padre Pedro,

que trabalham nos bairros.

Nós estamos na Ciudad Oculta, favela 31, na 1-11-14,

também em favela Palito e em Los Piletones.

E como se chama a organização?

Não tem nome, porque não somos uma organização.

Somos muito poucos,

mas com muita vontade de ajudar e crescer.

Hoje em dia temos que tentar apoiar

aqueles que usam seu tempo para ajudar o próximo.

Com certeza.

Contem, do que você precisam?

Precisamos de muitas coisas.

Mas, em princípio, de um refeitório,

porque temos muitas crianças e só dois espaços.

Não é o suficiente.

Então precisa de um espaço para montá-lo?

Sim, exatamente.

Uma casa velha, um galpão, algo assim.

E, se for preciso, fundos para restaurá-lo.

É claro.

Pensamos que se falássemos com vocês, conseguiríamos algo.

Estão falando com a pessoa certa.

Isso mesmo. Eu gerencio os fundos.

Decido quem recebe uma casa e quem não.

É claro que não é tão arbitrário.

O que quero dizer é que não preciso de aprovação.

Se estiver bem fundamentado,

não fazemos perguntas.

Então é você que assina os cheques?

Exatamente.

Se interessa por caça?

Não.

Esses chifres chamaram a minha atenção.

É um cervo colorado, um exemplar lindo.

Há um lugar na planície de La Pampa...

onde se caça cervo colorado e javali europeu.

Nunca fui a La Pampa.

Tive umas temporadas muitos boas lá.

Tenho muitos amigos, muitos companheiros de caça.

Compartilhamos essa paixão.

Desculpem o entusiasmo.

Espero que isso não os assuste.

A caça é uma atividade muito nobre,

de muito respeito.

Desde que seja praticada quando é autorizada.

Então, para prosseguir,

preciso que me deem uma ideia do tamanho do terreno, do lote,

e das instalações que precisariam.

É ele, não?

Sim, você ouviu.

Tem acesso aos fundos públicos, não presta contas a ninguém.

Basicamente, faz o que lhe dá na telha.

E como vamos continuar com isso?

Olhe,

até agora você nos ajudou muito.

Mas recomendo...

que não se envolva mais.

Tenho que ir para casa. Vou pegar um táxi.

Quer uma carona?

Não, vou caminhar...

e pensar um pouco em tudo que fiz hoje.

O que você fez?

Devo ter desobedecido uns dois mandamentos.

Não. Ajudou muitos garotos a não terminarem como o Vincent.

Pense assim.

Precisamos conversar.

REGRAS CLARAS, FUTEBOL MELHOR

ENCONTRAMOS UM SÓCIO RIVERO, GUSTAVO ALFREDO

PROCURAR POR NÚMERO DE DOCUMENTO

-Falou com a Veronica? -Sim.

E então?

Você leu o artigo?

Sim, li. Mas o artigo não diz nada.

Ela nunca deixa as coisas pela metade.

O artigo não fala de garotos, não fala dos trens, de nada.

Não sei o que te dizer. Ela é adulta...

Sim, eu conheço a Veronica, ela é minha filha.

Ela é inteligente, teimosa, boa no que faz.

A combinação é explosiva.

Se ela estiver envolvida em algum problema,

precisa me dizer, Federico.

Sim, é claro.

Com licença.

Alô?

Oi, Fede. Pode vir aqui em casa?

Aconteceu alguma coisa?

Parece que descobri algo importante. Se vier, te conto.

Está bem. Depois eu passo.

Era ela?

Não, era outra coisa.

Lembre do que eu te disse. Confio em você.

Oi.

-Cadê o Rivero? -Por quê?

Queria falar com ele.

Ele não está. Mas pode dizer para mim.

O que foi?

Nada. Volto outro dia.

Espere, espere. Como o Peque está?

Está ótimo.

Olhe, é ele.

Estamos no caminho certo.

Sim, acho que estamos.

Acho que encontrei o seu Rivero. É este?

Sim, é ele.

-Gustavo Alfredo Baltusis. -Baltusis.

Rivero era um nome fantasia. Tem processo contra ele...

no tribunal de Lomas de Zamora e de Morón.

Todas por brigas de rua.

Aqui diz que antes de vir para cá, morou em La Pampa.

Sim, também tem processos lá.

Por tráfico de pessoas.

Esse filho da mãe organiza as competições.

Esse filho da mãe consegue os garotos.

E esse outro filho da mãe...

assina os cheques para as famílias desaparecerem.

O que você acha?

Acho que você conseguiu. Muito bem.

Não. Ainda falta a parte mais difícil.

Provar.

Sabe que o seu pai anda perguntando, não é?

-Não conte nada. -Não contei, mas ele insiste.

Porque ele não é bobo.

Depois eu falo com ele e o tranquilizo.

Tem mais uma coisa.

Falei com López Correa. Lembra dele?

Sim, o promotor do caso do Carranza.

O que ele disse?

Que o caso da morte do Carranza está encerrado

e que devolveram a arma para o Valrossa.

É dele. O que tem de mal?

Não sei.

Me diga você.

Quase caí.

Mas havia algo que não batia.

Ainda bem que me percebi a tempo.

O que nós vamos fazer?

Não sei.

O pai da garota é um advogado muito importante.

E desde quando tem medo dos advogados importantes?

Não tenho medo dos advogados importantes.

Tenho medo desse.

Bom, não é medo. É respeito.

Mas, realmente, temos que fazer alguma coisa.

Levante, preciso ir ao banheiro.

Lucio?

MARIANA

HÉCTOR AMANTE CHEFE DO SINDICATO DOS TRENS

-São para a Martina? -Não.

Oi, como vai? Sou Rafael, o pai da Martina.

Estou procurando o Peque. Ele está?

Não, não está aqui.

Procure no terraço, eles sempre estão lá.

-Posso procurar ele lá? -Sim.

-Obrigado. -De nada.

Oi.

Eu trouxe alfajores e algo para tomar.

-O que você quer? -Conversar.

-Cadê o Dientes? -Para que precisa dele?

Ele foi ao clube ontem e falou com o Rivero.

Queria saber sobre o que falou.

Vamos, Peque,

tem que me dizer o que está acontecendo.

-Não posso. -Por que não? Pelo Rivero?

Ele te ameaçou? Te disse algo?

Escute.

Por favor, me escute.

Eu não sou como ele. Confie em mim, Peque.

Só consigo alguns garotos porque ele me paga.

Não tenho nada a ver com os jogos que ele organiza.

Sei que batem forte, mas não sei de mais nada.

Que jogos?

Como assim? Os jogos que vocês vão de noite.

É mentira. Quem te disse isso?

Como, mentira? O Rivero me disse.

Não são jogos. São competições de coragem.

O quê?

Sim. O Rivero leva eu e mais um garoto na ferrovia.

Para ver quem aguenta mais.

Não entendi nada.

Há uma competição nos trilhos do trem

e quem aguenta mais faz o quê?

O Rivero leva eu e mais um aos trilhos, certo?

Quem aguentar mais tempo na frente do trem, ganha.

O Vincent morreu por minha culpa.

Porque eu demorei para pular e ele não teve tempo.

Oi. Vim prestar uma queixa.

Estão matando garotos nos trilhos do trem.

Fazem eles competirem por dinheiro.

Calma...

Escute, a culpa é minha, certo?

A culpa é minha, porque eu os levei!

Eu os convenci a jogarem naquele clube de merda...

e agora estão morrendo por culpa minha, entende?

Oficial, eu atendo ele.

Tranquilo. Sou o delegado.

-Eu cuido disso. -Obrigado.

-Venha comigo, por favor. -Muito obrigado.

Lucio?

Não se preocupe, vou cuidar disso para você.

Amante, sou Lucio Valrossa.

Nos conhecemos na última votação dos delegados.

O que aconteceu?

Preciso falar com você. Em particular.

Espere na minha sala, já venho.

Não se preocupe, vou resolver isto.

O Chaca ganhou?

Rafa?

Aconteceu alguma coisa, Rafa? Você está estranho.

Rápido, cobre.

O que está fazendo?

-Rafa? -Me solte, maldito chinês!

O que é isso?

Precisa pensar antes de falar.

Isso acontece por abrir a boca, moleque desgraçado.

VICTOR R

Ele contou tudo. Isso quer dizer que ele sabe.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.