All language subtitles for The.Empress.2022.S02E05.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Senhor,

que a vossa palavra ilumine esta hora sombria.

Recebei a Princesa Sofia

tal como, um dia, nos unireis a todos no vosso reino.

� essa a nossa f�, Pai,

nesta altura dif�cil.

N�o.

N�o!

Majestade, por favor.

Isabel.

- N�o. - Tens de a deixar, por favor.

N�o!

N�o me toques!

N�o acreditaste quando disse que n�o dev�amos deix�-la sozinha,

que ela ainda n�o estava melhor!

Quiseste-me para ti quando ela precisava de mim.

Basta! � assim que quer prestar a �ltima homenagem � Princesa?

Age como um monstro.

- Os monstros s�o voc�s! - Controla-te, Isabel!

H� anos que me controlo por ti!

Para te merecer!

Deixei a minha filha sozinha por ti.

N�o te perdoo isso.

Ela era a �nica coisa boa que tivemos juntos.

A IMPERATRIZ

REINO DA BAVIERA - DOIS MESES DEPOIS

Vossa Majestade, espere!

Majestade!

Majestade, por favor, espere!

N�o a perca.

Majestade!

A Condessa von Stubenberg...

Isabel!

- N�o me parece bem ir-me embora. - N�o se preocupe, eu c� me arranjo.

Alteza Real, assusta-me o comportamento da Imperatriz.

Veja se esse p� sara depressa.

O que digo � Arquiduquesa quando me perguntar pela Imperatriz?

Que est� a recuperar excecionalmente bem e que voltar� para casa em breve.

- Mas ela... - Adeus! Pode seguir!

Levanta-te, Isabel. Imploro-te.

Raios, sai j� da cama. Por favor.

Tens de comer algo, Isabel.

Os teus irm�os adoravam ver-te.

Est�o preocupados.

O telegrama do General Gyulai � alarmante.

Houve muitos motins nesta semana que passou.

E ataques a soldados austr�acos.

A situa��o na Lombardia-Veneza n�o melhorou. Pelo contr�rio.

Duvida das capacidades do meu filho, o Governador?

Com todo o respeito, tr�s quartos do or�amento dele

est�o a ser usados para equipar escolas e restaurar igrejas e bibliotecas.

O Arquiduque Maximiliano tomou medidas que o povo da Lombardia aprecia.

� tudo fachada!

Sen�o, os motins acabariam e Garibaldi n�o teria mais seguidores.

As medidas do Arquiduque precisam de mais tempo.

Acho que as medidas dele j� empataram muito tempo.

A Lombardia precisa de um l�der claro:

o Arquiduque Maximiliano ou o General Gyulai.

Majestade?

Majestade?

Cavalheiros, podem deixar-me a s�s com o Imperador?

Sua Majestade comentar� o assunto amanh�.

Francisco, sei o quanto est� a sofrer.

Al�m de perder a sua filha, perdeu a sua mulher.

Mas cada fim doloroso � tamb�m um novo come�o.

Choraste?

Nas �ltimas semanas.

Choraste alguma vez por ela?

O Imp�rio precisa de um l�der. Recomp�e-te.

Diz a minha m�e que ele est� mal.

O Francisco � corajoso, mas a dor cobre-o como neve.

Onde est� Isabel?

N�o fala nela.

N�o imagino perder um filho.

Vi a minha irm� morrer.

Tinha quatro anos. Eu tinha sete.

Tinha uma doen�a rara.

Ningu�m sabia o que era e depois...

... morreu.

A minha m�e ficou trist�ssima, achei que nunca mais seria a mesma.

E tu?

Fiquei com ela todos os dias e tentei anim�-la.

S� queria faz�-la rir-se outra vez.

E ainda hoje queres isso.

Vamos olhar em frente, ouviste?

Teremos filhos.

Muitos filhos.

Teremos uma fam�lia grande.

A nossa pr�pria fam�lia.

Alteza Imperial.

O que est� em cena no teatro da corte esta semana?

Veja.

Esta semana, � uma pe�a de Shakespeare.

Uma atua��o todas as noites.

N�o.

Nada com reis loucos, por favor.

Sonho de Uma Noite de Ver�o? "Uma farsa na floresta com amor e magia."

Anuncie que o Imperador assistir� amanh� � noite.

As pessoas t�m de o ver e vice-versa.

Com certeza, Alteza Imperial.

O Imperador n�o pode negligenciar os seus deveres

s� porque a mulher acha bem entregar-se ao desespero.

H� not�cias da Imperatriz?

Nenhuma, infelizmente.

Ent�o, come�amos o processo.

- J� inquiriu o que lhe pedi? - Claro, Vossa Alteza Imperial.

Teresa da Sax�nia-Altemburgo e Alexandra da Dinamarca.

Teresa � considerada descomplicada.

� o m�nimo.

Os Altemburgos n�o merecem casar com um Imperador.

Alexandra � faladora, mas muito saud�vel.

Desde que nos d� um herdeiro ao trono, pode falar o quanto quiser.

Vossa Alteza Imperial, est� bem?

�s vezes, sinto que o ch�o debaixo dos meus p�s se mexe.

Onde �amos?

N�o acha que a Imperatriz vai regressar?

N�o � a Imperatriz de que precisamos.

Nunca foi.

Minha querida mulher...

Risque.

Minha querida esposa...

... devo dizer-te que...

N�o olhe assim para mim, Theo.

O que hei de dizer?

Esque�a.

� tudo.

Majestade.

Traga-me um conhaque.

Mimi, duas horas de franc�s ap�s comermos.

Tem de ser hoje, m�e?

Claro. Sabes bem porqu�.

Je m'appelle Max.

Formidable, Max.

V�s, Mimi?

Isabel.

Majestade.

- Que bom. - Finalmente, vieste.

- Os kn�dels s�o frescos. - Obrigada.

Os bezerros foram mortos ontem.

- S� quero caf�, por favor. - Eu tamb�m, por favor.

Onde est� o pai?

Ainda n�o voltou?

Os teus irm�os estavam ansiosos por te ver.

Dizem que o pai vive com os itinerantes.

- Do outro lado do lago. - Que disparate!

Ele ainda est� numa viagem de neg�cios.

Endireita-te, Max. Tira os cotovelos da mesa.

Come kn�dels de f�gado para estares bem na �poca de noivados.

O f�gado fortalece ossos e d� brilho ao cabelo.

No pr�ximo ver�o, ser� a vez da Mimi.

As fam�lias reais mais importantes j� perguntaram por ela.

Mas s� me casarei com o homem que amo.

Como a Isabel.

O amor n�o acontece a todos. Agora, come os kn�dels.

V�.

Onde est� o Piolho agora?

Mapperl!

A m�e disse que ela est� no C�u.

Pois �.

A pequena Sofia...

... agora � um anjo.

- O Senhor est� a olhar por ela. - N�o, n�o est�.

N�o est�.

Isabel, por favor.

Onde est� ela?

Num caix�o de madeira numa cripta.

O C�u n�o existe.

Isabel, para.

Nem Deus nem anjos.

Ningu�m est� a olhar por n�s.

N�o lhe d�s ouvidos. Ela n�o sabe o que diz.

Detenha-a.

Majestade, est� previsto nevar mais logo!

Por favor! A Duquesa est� preocupada!

N�o regressar�s � floresta!

As pessoas j� falam. "A Imperatriz tem raiva", dizem.

Quando estavas farta de mim, mandavas-me para a floresta.

- Est�s a comportar-te como uma louca. - Paci�ncia.

E tu sempre soubeste isso.

Todos perdemos filhos.

� a vida.

N�o posso continuar sem ela.

Eu entendo,

mas tens de controlar as tuas emo��es.

N�o consigo.

Mas tem de ser.

E o teu marido? �s a mulher dele. Ele precisa de ti!

- E a tua menina? A Gisella? - Ela est� melhor sem mim.

Fica aqui! Tens de comer alguma coisa.

Meu Oberon!

Que vis�es terr�veis eu tive!

Julguei que estava apaixonada por um asno.

Ali jaz o vosso amor.

Como � isto poss�vel?

�, quanto os meus olhos agora abominam o seu rosto!

Pe�o-vos sil�ncio. Robin, tirai-lhe a cabe�a.

Tit�nia, que comece a m�sica

e, com um sono profundo, ela prive estes cinco dos seus sentidos.

Vossa Alteza Imperial.

Soube que quer falar comigo.

Baronesa von Sina, � um prazer v�-la. Est� radiante. O matrim�nio fez-lhe bem.

Permita-me que lhe d� os meus p�sames pela morte da Princesa Sofia.

- Por favor, comunique-os ao Imperador. - Preciso da sua ajuda.

Como deve saber, a Imperatriz est� na Baviera.

E n�o se sabe quando regressar�.

Quer que a v� buscar?

O Imperador precisa do consolo e do calor de uma mulher.

De certeza que encontrar� algu�m adequado, Majestade.

Ambas sabemos que Isabel n�o � a �nica mulher

de quem o Imperador gostava.

O meu marido n�o aprovaria esta conversa.

Vossa Alteza Imperial.

Isto n�o seria por mim, Baronesa, mas pelo Imp�rio.

Qual � a diferen�a?

Alteza, para a rece��o com a sociedade milanesa,

pensei no vestido azul, com a sua qualidade ex�tica,

ou o leve e simples.

Pelo que percebi, a senhora e o Arquiduque querem ser mais discretos

e aproximar-se do povo, certo?

N�o � o vestido que importa, � a mulher que o usa.

O azul.

Traga um penso.

Devia tomar mais banhos de sal este m�s.

Ajudou a minha m�e. E tr�s arenques crus todas as noites.

Coma a senhora os arenques.

Quero ver um m�dico.

Com certeza.

Desculpe.

Boa noite.

N�o devia andar na rua, h� um recolher obrigat�rio.

Tem um cigarro?

Por favor.

Sim. Est� bem.

Viva a It�lia unida!

Sabe, Alteza, h� 30 anos que n�o vimos o interior do pal�cio.

Bem, agora estou c� eu.

� muito generoso, obrigado.

N�o temos o suficiente para cuidar dos pobres.

Nos �ltimos meses, temos dado prioridade aos hospitais.

Estamos muito gratos, mas a pobreza gera descontentamento entre os jovens.

Dev�amos deixar o planeamento de novas infraestruturas

para os lombardos.

Devolver o poder aos lombardos.

Parece-me boa ideia.

A sa�de de Sua Alteza Imperial, o Arquiduque!

- Copos ao alto! - Copos ao alto!

Copos ao alto! Brindemos a isso!

� tudo um suborno!

Perd�o?

O vinho.

Esta comida.

Est� a adornar a fachada, mas, por tr�s, est� tudo igual.

Detenham-no!

Esperem.

L� porque aprendeu italiano n�o significa que nos engane.

Entrar�o em guerra com os rebeldes!

- Todos o sabem. - N�o.

Tornaremos a Lombardia t�o est�vel que as revoltas acabar�o.

N�o haver� nenhuma guerra contra os rebeldes, caro senhor.

Na semana passada,

setecentos soldados foram for�ados a alistar-se no Ex�rcito Austr�aco.

Jovens.

Crian�as.

� isso que considera prosperidade e paz?

Deve haver um mal-entendido.

N�o ordenei nenhum recrutamento for�ado.

Mas ele ordenou.

Deve informar-me antes de tomar tais decis�es.

Majestade, o Imperador p�s-me � frente do Ex�rcito.

Preocupa-me o estado da seguran�a.

O nosso trabalho ser� em v�o se n�o nos coordenarmos.

Com todo o respeito,

j� que est� a gastar dinheiro a recuperar igrejas e asilos,

n�o posso ter apenas soldados austr�acos regulares.

- Precisamos de mais soldados. - N�o!

H� que ganhar a confian�a dos locais.

Privar Garibaldi da sua base. Mais soldados far�o o oposto.

Na semana passada, perdi cinco homens, Alteza Imperial.

Assassinados a sangue frio por rebeldes.

Vem a� uma revolu��o. E o que faz o Governador?

Eu mesmo assumirei o comando supremo das tropas.

Isabel! Aonde vais?

Vou ter com o pai.

A m�e diz que o pai enlouqueceu de vez no ver�o passado.

� por isso que o quero ver. N�o aguento estar com a m�e.

N�o acredito que ela quer que te cases j� para o ano.

S� tens 15 anos.

A m�e diz que � a melhor idade.

A Europa est� cheia de herdeiros ao trono solteiros.

Ou n�o quer que acabe como a Helena.

A m�e n�o te disse?

Ela apaixonou-se perdidamente h� uns meses.

E ele tamb�m a ama.

Mas n�o podem estar juntos.

Porqu�? Quem � ele?

Chama-se Ant�nio de Thurn e Taxis.

S�o uma fam�lia pequena,

sem terra nem dinheiro.

Mas a Helena n�o se importa.

Queria casar-se com ele na mesma.

Implorou � m�e de joelhos.

At� a m�e pedir autoriza��o ao nosso primo.

- E depois? - O Rei recusou, claro.

O estatuto de Ant�nio � muito baixo.

A Helena chorou durante semanas.

Primeiro aquilo com Francisco e agora isto.

Acho que a Helena devia poder casar-se com o homem que ama.

Como tu e Francisco.

Nos bons e maus momentos. Foi o voto que fizeram.

S�o s� palavras, Mimi.

N�o t�m significado.

- Mas um amor como o que imagin�mos... - Esse amor n�o existe.

Volta para casa. N�o esperes por mim esta noite.

O Ministro dos Neg�cios Estrangeiros.

- Majestade, direi que est� ocupado. - Ele que entre.

Majestade.

Obrigado por me receber sem marca��o.

Tenho de falar consigo sobre a situa��o em Mil�o.

Quer que corte os fundos ao meu irm�o. Acertei?

Mataram mais tr�s soldados austr�acos ontem � noite.

Gyulai precisa de todos os recursos financeiros para nos proteger.

O meu irm�o diz que precisa de todos os recursos.

E eu confio nele.

Permite-me?

Majestade, lamento ter de lhe dizer isto, mas...

Diga.

O seu irm�o... desperdi�a o dinheiro em grandes festas.

Julga-se um estadista.

Mas o que consegue com isso? Nada.

Acho que quer criar um legado pr�prio,

mas p�e em perigo a seguran�a dos Habsburgos.

N�o posso permitir isso.

Majestade.

N�o seria a primeira vez

que o seu irm�o s� cuida dos interesses dele,

em detrimento dos do Imp�rio.

N�o suporto

quando outros se aproveitam da fase dif�cil por que est� a passar.

Diga � assembleia que lhe passei o comando.

Decida sobre este assunto.

Agrade�o-lhe, Majestade.

V�, por favor.

V�.

Vossa Majestade, posso ajud�-lo?

Saia.

Saia!

E n�o volte a entrar.

E, portanto, acabar� o apoio financeiro

para iniciativas culturais e sociais na Lombardia-Veneza.

Sua Majestade concordou com isto?

Em nome de um refor�o abrangente e generoso

do ex�rcito local.

N�o. Falarei pessoalmente com o Imperador.

Ele tem de tomar a decis�o, n�o o senhor!

Ele encarregou-me deste assunto.

Cavalheiros, a reuni�o est� encerrada.

- Desde quando encerra reuni�es? - Desde que o Imperador me nomeou.

E desde quando est� t�o interessado num refor�o militar abrangente?

- Isso n�o � da sua responsabilidade. - Nem da sua.

Com licen�a.

Alteza Imperial!

N�o pode permitir que o Ministro dos Neg�cios Estrangeiros se exceda.

- � negligente! - N�o me diga o que devo ou n�o fazer.

Prepare telegramas para o General Gyulai e o Arquiduque Maximiliano.

- Envie-os antes de anoitecer. - Sim.

E traga-me uma bebida.

Conhaque.

Parece estar tudo bem, Vossa Alteza Imperial.

O sangramento regular indica

que � f�rtil.

Eu disse-te. Vai correr tudo bem.

Alteza Imperial, posso dar-lhe uma palavrinha?

S� lhe queria dizer

que o s�men do homem pode ser inadequado para uma gravidez.

Aqui entre n�s, doutor,

j� fui respons�vel por uma ou duas gravidezes.

Deveras?

Nesse caso, melhor. Muito bem.

E, desde ent�o, n�o teve doen�as contagiosas?

Gripe, gonorreia,

s�filis?

N�o.

Chegou um telegrama.

De Viena.

- Obrigado, doutor. - Vossa Alteza Imperial.

Do teu irm�o.

O que se passa?

Cortou-nos todos os fundos.

O dinheiro de Viena ir� para Gyulai e o Ex�rcito.

N�o pode fazer isso.

E os nossos planos?

As nossas ideias?

Fui pueril ao ponto de pensar que ele acreditaria em mim. Raios.

Ainda n�o acabou. Vai a Viena. Tens de falar com ele.

Isto acabou!

N�o sejas t�o ing�nua.

Vais-te embora?

Se quiseres fazer planos para seguir em frente, eu apoio-te.

Obrigado pela compaix�o carinhosa.

O pai dos meus filhos n�o se deixa levar por autocomisera��o.

� repugnante.

Sua Majestade recuperar�, Alteza Imperial. D�-lhe tempo.

At� a mim me parte o cora��o quando penso na pequena Sofia.

Era t�o inteligente.

Como Vossa Alteza.

At� tinha o seu nome. N�o � fat�dico?

Est� embriagada?

S� bebi um copo.

A s�rio.

- Todo este ambiente afeta-me. - A Condessa j� acabou.

- N�o, eu queria provar pat�... - Por favor, saia.

Alteza Imperial.

Leve os outros pratos. Leve tudo. Vou jantar sozinha.

Com certeza.

E chame o Ministro do Interior.

A Margarete n�o pode comer pat�.

Boa noite.

Parece que pelo menos um de n�s teve um bom dia.

Condessa von Lamberg. Que surpresa a esta hora tardia.

- Aceita beber algo? - Por favor.

Algu�m com quem nos podemos divertir, finalmente. O pal�cio parece um cemit�rio.

Estou muito contente

por finalmente termos esta oportunidade t�o inesperada.

O que celebramos?

Estamos a juntar armas para proteger a Lombardia.

O Imperador... entregou-me a lideran�a.

Ora bem.

Est� a subir.

Como a senhora.

Mas, no fundo, n�o � uma ocasi�o triste?

N�o pode haver guerra?

A guerra n�o tem de ser algo terr�vel para todos n�s.

Vossa Alteza Imperial.

Perd�o, n�o queria interromper o seu jantar.

Como se atreve a falar assim comigo?

Perd�o?

H� pouco. � frente de toda a assembleia.

O Conde Buol imiscuiu-se descaradamente.

Ent�o, encontre-se com ele numa taberna e andem � bulha como camponeses!

Mas n�o � mesa do meu gabinete.

Com licen�a.

- Alteza Imperial. - Baronesa von Sina.

Mudou de ideias?

� um velho amigo que est� a sofrer. Talvez precise de algu�m com quem falar.

Falar?

Certamente.

O que for preciso.

Vossa Alteza Imperial.

Estava a ouvir, Ministro?

A porta estava aberta.

Era a Baronesa von Sina?

- Se tem uma opini�o, diga. - Eu?

Eu nunca tive uma opini�o.

Desculpe o meu comportamento na assembleia.

E desejo-lhe uma noite tranquila.

Ministro.

Alteza Imperial?

- Quer jantar comigo? - Com Vossa Alteza?

Perdoe-me.

Quero dizer,

n�s os dois juntos?

Seria uma honra.

Sinceramente, esperava de si uma conversa mais estimulante.

Costumo ser uma desilus�o em eventos sociais.

Costumava ter medo de mim. Isso sempre me agradou.

O que aconteceu?

Primeiro, quer uma conversa estimulante e, agora, quer que eu tenha medo.

O que quer de mim?

N�o sei ao certo.

Aos bons velhos tempos.

E n�o se preocupe.

Ainda tenho muito medo de si.

Mais um copo de vinho, Alteza Imperial?

Vossa Majestade?

Vossa Majestade?

- Sou eu. - Desculpa.

Estou aqui. Est� tudo bem.

- Tenho tantas saudades tuas. - Estou aqui.

Tive tantas saudades tuas.

Amo-te.

Isabel.

Isabel.

D�i muito?

Tem de se entregar por completo � dor e, depois, passa.

Isabel?

O que fazes aqui?

Queria ver onde estavas, pai.

Estou aqui.

Sempre disseste que querias um circo.

E todos diziam que eu era louco.

Estas pessoas, pai... �s tu que pagas tudo isto?

Certifico-me de que t�m comida e um teto sobre a cabe�a.

Na verdade, s�o eles que me mant�m vivo.

N�o me escreveste.

Nem uma carta, nem um postal.

Isso teria ajudado?

As pessoas dizem que deixaste de comer.

N�o adianta de nada passares fome, sabes?

Ou queres morrer?

� isso? Deixaste Viena para teres uma morte miser�vel aqui?

N�o posso regressar a Viena. Eu...

Eles querem que eu siga em frente.

E ele? Tamb�m quer isso?

Para com isso de vez, Isabel. Para de tentar mudar o mundo.

O mundo l� fora est� perdido.

- N�o sei para onde ir. - Ent�o, fica aqui.

Olha � tua volta. Todos os desenraizados se sentem em casa aqui.

E podem ser quem querem ser.

Livres.

Loucos.

E pessoas como n�s.

Ouviram?

A minha filha vai ficar c� uns tempos!

Pensava que a sua filha era a Imperatriz.

Aonde vais?

Aonde vais, Isabel?

Aconteceu-lhe algo h� uns meses.

O que foi?

Nada, que eu saiba, Alteza Imperial.

Tem que ver com o desaparecimento da Condessa Apafi?

N�o h� nada que lhe escape?

N�o.

Ent�o, ela partiu-lhe o cora��o?

N�o sou t�o fraco como pensa, Alteza Imperial.

Eu aguento muito.

Mas detesto ser enganado.

N�o acho que seja fraco.

Ora, por favor.

Deixou isso bem claro ao longo dos anos.

At� acredito

que se este pal�cio desmoronasse,

o senhor seria um dos poucos sobreviventes.

N�o precisa de muito

porque veio sem nada.

N�o se preocupe.

Encontrar� uma mulher boa.

Sei que a pergunta que vou fazer me valer� duas semanas na pris�o.

Quatro.

Quatro semanas na pris�o pelas perguntas pessoais.

Qual � a pergunta?

Quem cuida de si, Alteza Imperial?

N�o preciso de um ombro onde chorar.

Eu sei.

N�o me posso dar ao luxo de desesperar.

Mesmo que quisesse.

Boa noite.

- Perd�o, n�o queria... - Obrigada pela noite agrad�vel.

Mam�!

Mam�.

Tive tantas saudades tuas.

Tenho tantas saudades tuas.

N�o chores, mam�.

A minha pedra?

O pap� tem a tua pedra.

- O pap� tem a tua pedra. - Isabel!

Isabel.

Isabel.

Anda. Vamos.

Anda.

Acordaste h� muito?

O que foi?

O m�dico perguntou-me se tive doen�as.

H� doen�as contagiosas que podem deixar um homem inf�rtil.

H� dois anos, antes de te conhecer...

... tive s�filis.

Pensei que me tinha curado bem, mas...

A ser verdade...

Se n�o te puder dar filhos...

... n�o me vais deixar?

Dormir na floresta. Quem faz tal coisa?

N�o foi a primeira vez.

Tu sempre andaste pela floresta.

Sempre fugiste. N�o me culpes.

Porque n�o me querias aqui.

Afastavas-me.

Tudo em mim te desagradava.

Nunca te disse isto, mas...

... quando nasceste, tinhas dentes.

Aqui � frente. Dois dentes pequeninos e pontiagudos.

Segundo o m�dico, isso � muito raro.

Um beb� nascer com dentes.

�s mais forte do que pensas.

Mais do que os outros.

Eu devia t�-la protegido.

N�o tens de perdoar o Francisco.

Tens de te perdoar a ti.

Ainda h� sopa?

Sim!

Mimi, traz o caldo de ossos.

Tenho de voltar para casa.

Bom dia, Majestade.

Esteve c� algu�m?

Perd�o?

Senti que a Isabel esteve aqui.

N�o esteve c� ningu�m.

Prepare a carruagem.

Vou � Baviera.

Sim, Majestade.

M�e! Uma carta do Rei.

- Autorizou a Helena a casar-se. - O qu�? Porqu�?

A Isabel escreveu-lhe.

"E �, portanto, com grande alegria

que satisfa�o o desejo expl�cito e sincero da Imperatriz

e permito que Helena se case com quem o seu cora��o deseja."

Isto � maravilhoso! Maravilhoso!

Alto!

Porque par�mos?

H� outra carruagem, Majestade. N�o podemos passar.

O pal�cio est� um marasmo sem a nossa filha.

A falta dela � insuport�vel.

E a tua falta...

... s� piora tudo.

Perdoas-me?

N�o h� nada a perdoar.

O que � isto?

- Est�s ferida? - N�o.

O Imperador continua relutante em usar os militares.

Nunca houve uma oportunidade melhor de atacar os Habsburgos.

Ele perdeu a filha, Primeiro-Ministro.

Est� de luto.

N�o tem cora��o?

Ajud�-lo-ei a unificar a It�lia,

mas n�o farei uma guerra de agress�o.

Francisco Jos� tem de vos declarar guerra.

Ao Reino de Piemonte, n�o o contr�rio.

A Fran�a pode intervir como vossa salvadora.

E o que acontece

se Francisco Jos� n�o declarar guerra?

Tem fama de ser diplomata.

Garanto-lhe.

Haver� guerra.

E ser� ele a come��-la.

Legendas: Georgina Torres

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