All language subtitles for The.Empress.2022.S02E03.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Vamos a Vicenza primeiro?

Tens mais energia do que eu no ex�rcito.

- Aonde vamos a seguir? - Verona, Pula, Brescia.

Vais gostar. Cada lugar � mais especial do que o outro.

E depois vamos a Mil�o?

O que tem Mil�o de especial?

Os tecidos.

Fazem as roupas mais lindas do mundo.

Mal podes esperar.

Sim.

Vemo-nos na carruagem.

N�o lhe falou acerca dos seus planos em Mil�o?

N�o.

Ele n�o entenderia.

"Com a ajuda da sua bela Imperatriz Isabel,

o Imperador Francisco Jos�

tenciona cortar pela raiz o movimento de independ�ncia."

A Imperatriz, interessante.

De facto, � muito popular entre as gentes do imp�rio.

E at� dizem que esta viagem foi ideia dela.

"A mulher mais linda de toda a Europa."

Eu diria que � mais ou menos.

Majestade, h� mais de um s�culo que os austr�acos oprimem os lombardos.

Esta visita pode melhorar a situa��o,

mas n�o vai resolver o problema.

Vamos reunir-nos com o Primeiro-Ministro do Reino de Piemonte.

- Como se chama? - Conde de Cavour.

Pede uma audi�ncia todas as semanas.

Ter� uma agora.

Achei que s� ter�amos de ver Francisco Jos� cavar a pr�pria sepultura.

N�o pensei nela.

Minha pequena Imperatriz.

Achas que podes salvar os Habsburgos do colapso com a tua bondade?

Que encantadora.

A IMPERATRIZ

Ministro von Bach.

Tenho de ir. As carruagens est�o � espera.

- S� me queria despedir. - Sr. Ministro.

E dar-lhe uma coisa.

Para n�o se esquecer de mim.

Na primeira vez que me visitou,

naquele dia quente.

Dividimos um p�ssego

e limpou a cara com as costas da m�o.

E n�o resisti a beij�-la.

Obrigada.

Acho que sei porque n�o se quer casar comigo.

Eu perten�o � baixa nobreza.

- Receia que a sua fam�lia me rejeite. - N�o � isso.

Escrevi uma carta ao seu pai a pedir a sua m�o.

E convidei-o a vir aqui. Enviei-a h� duas semanas.

N�o! N�o pode passar por cima de mim e tomar decis�es.

N�o, s� quis mostrar que estou a falar a s�rio.

Vai desfazer o que fez.

Escreva ao meu pai e diga-lhe que foi um mal-entendido.

Mas porqu�?

Eu sirvo a Imperatriz.

� por isso que n�o me quero casar.

Sendo assim, como fica o nosso amor?

Quem falou em amor?

Vossa Majestade.

Adeus, Isabel.

Adeus.

A Isabel e o Imperador passar�o muito tempo sozinhos nesta viagem.

Aproveite.

Pensei que �amos � Lombardia conquistar o cora��o das pessoas.

Como queira.

Vossa Alteza Imperial.

H� algum problema?

Apenas estranho...

... quando o meu filho n�o est� c�.

Tamb�m prefiro quando est� cheio.

� t�o silencioso.

A vantagem � podermos finalmente trabalhar em paz.

- Com certeza. - Comecemos de imediato.

Sua Majestade aprovou as propostas do Cardeal para uma concordata?

Ainda n�o. O Imperador mandou-me examinar as propostas do Cardeal.

Gostaria de rever os meus coment�rios consigo o mais r�pido poss�vel.

Hoje, est� particularmente desagrad�vel.

Passou-se alguma coisa?

Marque uma hora com a Condessa.

Espero que n�o haja mais surpresas desagrad�veis.

Vossa Alteza Imperial.

Est� tudo pronto para a Princesa Sofia passar as pr�ximas semanas consigo.

Esta � a Cleo.

Onde a foi buscar?

Tomei a liberdade de pedir recorda��es de inf�ncia do pal�cio de seus pais.

� muito atencioso da sua parte, Margarete.

Achei que iria gostar.

Veja.

O tempo n�o apagou a sua beleza.

Se n�o gosta do quadro, pe�o que o levem.

N�o � preciso.

N�o o vejo h� muito, s� isso.

DUAS SEMANAS DEPOIS

"A Imperatriz mal sa�ra da carruagem em Verona e a multid�o recebeu-a..."

Ouve bem.

"... com uma ova��o fren�tica."

- N�o consigo ouvir isto. - Mas foi assim.

E os prussos escreveram:

"A visita a Lombardia-Veneza mostra

que os Habsburgos ter�o uma Era de Ouro com a Imperatriz Isabel."

Mas tenho uma pergunta para ti. E n�o mintas.

Este homem est� ao teu lado em todas as imagens. Aqui, ali.

Parece rabugento na Pra�a de S�o Marcos.

Sorri como uma crian�a em Verona. Quem �?

Um camareiro novo?

Todos escrevem como se eu fosse a �nica importante.

Isso n�o � justo.

Fazes o que eu n�o fa�o.

Isso � bom.

Queria dar-te mais tempo.

N�o quero outro filho.

Ainda n�o.

Mas quero-te a ti.

MIL�O - PROV�NCIA AUSTR�ACA

Gino.

O que est� escrito ali?

FRANCISCO JOS� I ISABEL

"O Imperador e a Imperatriz vir�o a Mil�o.

Venham receber na esta��o a nossa Imperatriz e o nosso Imperador."

Porque n�o vamos v�-los � esta��o?

H� quem diga que Isabel � diferente do Imperador.

- Talvez seja verdade. - N�o.

O Garibaldi diz que ela n�o � a nossa imperatriz.

- Ol�. - Buongiorno.

Parem.

- Como se sa�da os soldados do Imperador? - Em alem�o.

Diz, tu sabes falar alem�o. Responde, por favor.

Buongiorno.

Gino!

Como � que nos cumprimentas? Diz l�.

Buongiorno!

Gino!

S� h� propaganda nos jornais, Vossa Majestade.

A maioria dos lombardos quer livrar-se da ocupa��o austr�aca.

Odeiam o Imperador.

E o que quer de mim, Conde de Cavour?

Quero que se unam os territ�rios ital�fonos.

Sob uma bandeira. Uma �nica identidade.

Como a Fran�a.

Unidos sob a lideran�a de Piemonte, deduzo.

Os nossos irm�os lombardos precisam de armas para a revolta.

Quero ajud�-los.

Mas temos recursos limitados no Reino de Piemonte.

N�o chore, Primeiro-Ministro.

O que recebo em troca se a Fran�a ajudar?

O futuro Reino de It�lia ficar-vos-ia eternamente grato pelo vosso apoio.

� tudo?

Em Mil�o, o Imperador Francisco Jos�

conhecer� a resist�ncia de Garibaldi.

O mundo ver� finalmente que a Lombardia tem de ser livre.

- Fa�am fila! - Afastem-se! Depressa.

A multid�o tem de parecer maior. Disponham-nos de forma ordeira.

Cabem mais aqui! E as senhoras bonitas � frente!

Quando o Imperador e a Imperatriz chegarem,

agitem as bandeiras! Entendido?

Deem vivas e aplaudam!

Quando chegamos a Mil�o?

- A qualquer momento. - Nunca vi paisagens t�o belas.

Al�m disso, a nossa visita a Mil�o � de grande import�ncia pol�tica.

Tinha-me esquecido da sua presen�a.

E o Arquiduque Maximiliano foi convidado para ir a Mil�o.

Mantenha o corpete atado, Pauline.

Ele traz a noiva

para que o Imperador aprove o casamento.

N�o sei se vai resultar,

ap�s tudo o que aconteceu.

Minhas senhoras.

N�o seja tola. N�o perca o seu cora��o.

Nunca. Sen�o, para a corte, ser� como se tivesse morrido.

N�o concorda?

A carruagem esper�-los-� na esta��o e levar-vos-� ao Pal�cio de Monza.

Esta noite, o seu irm�o e a sua convidada estar�o no jantar do Governador Radetzky.

Milhares de pessoas dever�o receber Vossas Majestades na esta��o.

Tenho outra coisa para ti.

Encomendei-a a um joelheiro da regi�o.

S� na Lombardia h� art�fices capazes de fazer isto.

Achei que seria um gesto bonito para o povo se a usasses agora.

Isabel!

Sentido!

Sua Majestade, o Imperador Francisco I da �ustria,

e Sua Majestade, a Imperatriz Isabel da �ustria!

Isabel!

Vossa Majestade.

� uma honra.

Caro Marechal de Campo, o prazer � todo meu.

General, a minha esposa.

Vossa Majestade, bem-vinda a Mil�o.

- Isabel! - Viva o casal imperial!

Isabel!

Viva o casal imperial!

Est� aqui o Imperador. Mostrem humil...

Lembra-te do que Garibaldi disse. Desobedi�ncia pac�fica.

Ainda n�o.

Parecia que foram obrigados a esperar por n�s ali.

- Francisco. - Vou perguntar ao General Gyulai.

Ele saber� dizer-me mais.

Este jantar � a �ltima coisa de que preciso.

Tentei ir ter consigo quando a Duquesa Bransner saiu.

Acho que sou perfeitamente capaz de controlar os meus instintos primitivos.

Talvez me possa ensinar.

Ou talvez n�o.

Nunca pensei dizer isto, mas estou desejoso de me casar consigo.

Se o seu irm�o n�o concordar em breve, o meu pai retirar� o seu consentimento.

Claro que ele concordar�. Nem acreditar� que trago algu�m como a Maria.

E j� iniciei as conversa��es com Napole�o. O que pode correr mal?

Vossa Alteza Real, tem de mudar de roupa para o jantar.

Vossa Alteza Imperial! Que surpresa.

Buol, o que o traz aqui?

Acabei de chegar do Reino de Piemonte.

- Vim informar Francisco. E o Maximiliano? - Vim apresentar-lhe a minha noiva.

Sim? Que bom.

N�o se preocupe.

N�o tenciono denunci�-lo. Por agora.

N�o sei o que h� a denunciar.

Tentou envolver-me na sua conspira��o e eu recusei veementemente.

� disso que se lembra? Em quem acreditar� o meu irm�o? Em mim ou em si?

Quer mesmo arriscar? Esta noite?

Antes ou ap�s apresentar a sua noiva?

Alteza Imperial.

Nem a nossa m�e nos conseguia distinguir.

Alteza Imperial.

Est� nervoso?

S� estava...

Este quadro interessou-me. Desculpe.

Sabia que tinha uma irm� g�mea,

mas tamb�m n�o saberia dizer qual delas �.

Estes s�o os seus coment�rios todos?

Sim.

N�o posso deixar de questionar a razoabilidade das novas leis do Cardeal.

N�o lhe perguntaram se s�o razo�veis, perguntaram se s�o vi�veis.

Mas � meu dever dar uma avalia��o moral.

Deixe a avalia��o moral comigo, por favor.

"Os protestantes ser�o proibidos de dar aulas em escolas e universidades.

S� cat�licos poder�o educar os nossos jovens.

N�o � um homem de f�?

N�o � uma mulher astuta?

Perd�o.

Porque devolve este poder � Igreja?

O Papa assegurou-nos de que nos ajudaria a controlar a Lombardia-Veneza.

O senhor n�o � advogado?

Quid pro quo.

O Papa Pio tem um poder que n�s nem imaginamos.

A Hist�ria ensina-nos

que oprimir grupos religiosos nunca foi bom para um imp�rio.

Pelo contr�rio.

A persegui��o aos huguenotes ou a Guerra dos Trinta Anos.

A Guerra dos Trinta Anos, por amor de Deus!

Vossa Alteza Imperial, sou um homem de f�,

mas este rascunho faz-nos recuar d�cadas.

O senhor � que me fez recuar d�cadas.

Sua Alteza Imperial, o Arquiduque Maximiliano da �ustria,

e Sua Alteza Real, a Princesa Maria Carlota da B�lgica.

- Majestade. - Maximiliano.

Majestade.

Muito prazer em conhec�-la, Alteza Real.

Muito obrigada pelo convite, Majestade.

Vossa Majestade, � uma honra.

O prazer � meu.

Soube que viajou muito ultimamente.

Sim, de facto.

Adoro viajar.

Fala fluentemente cinco l�nguas. Incluindo basco.

E, sejamos sinceros, quem fala basco? A maioria nem sabe onde � falado.

Mas a Princesa � muito versada em Hist�ria da Europa e Pol�tica.

- Mais do que eu. - Caso-me eu com a Princesa ou casas tu?

- Majestade, champanhe? - Sim, por favor.

- Impressionou muito o meu irm�o. - Nunca uma dama me impressionou tanto.

Caros convidados, Vossas Majestades,

que honra receb�-los aqui.

O jantar est� servido.

Permita-me.

Perdoe-me o que disse agora.

N�o faz mal.

Queria mostrar-lhe que estou feliz.

Eu sei.

E a Maria � mesmo...

- � muito especial. Nota-se. - Sim.

E diferente de mim em muitos sentidos.

Muito l�cida e tranquila. E muito inteligente.

Fico feliz por si, Maximiliano.

- A s�rio? - Sim.

Quase.

Quase a s�rio.

� table?

Sim.

Li que a vossa viagem a Lombardia-Veneza tem sido um sucesso at� agora.

T�nhamos a mesma impress�o.

At� hoje.

Majestade, tenho de lhe pedir desculpa.

A forma como foi recebida foi imperdo�vel.

N�o pe�a desculpa.

N�o se pode obrigar as pessoas a sentir algo que n�o sentem.

Majestade, se me permite, acho que os lombardos n�o sabem o que sentem.

Est�o a ser seduzidos por Cavour e Garibaldi.

Conte Buol, qual o resultado das suas conversa��es em Piemonte?

O Primeiro-Ministro garantiu-me que n�o influenciou os rebeldes aqui,

mas p�e a Europa contra n�s.

Quando Napole�o se aliar a n�s, Cavour parar�.

- N�o � certo que isso aconte�a. - Eu tenho a certeza.

Est� a come�ar tudo outra vez.

N�o para.

A chacina.

Marechal de Campo?

Enforc�mos todos. Junto � cidade.

Refere-se � revolu��o de 1848?

Isso foi h� muito tempo, caro Marechal de Campo.

N�o seja rid�culo!

Eu sei isso!

Majestade.

O Marechal de Campo acaba de celebrar o seu 91.� anivers�rio.

Talvez esteja na hora de pensar na reforma que tanto merece.

Seja como for, se os rebeldes se armarem, e j� vimos alguns motins,

temos de reagir com for�a armada.

Acho que se est�o a armar porque n�o ouvimos o que eles desejam.

- Majestade, e o que desejam eles? - Independ�ncia?

Concordo com a Imperatriz. H� que enfrentar a verdade.

A Lombardia seria um reino pequeno e vulner�vel.

Seria rapidamente conquistada por outra pot�ncia.

Sem d�vida. N�s protegemos a Lombardia.

Chama-lhe prote��o, eu chamo-lhe opress�o.

Max...

Mas, se quisermos manter a regi�o, temos de fazer algo, Majestade.

A l�ngua oficial deve ser o italiano.

- Devemos promover a educa��o, a cultura. - Sim, exato.

Combater a pobreza, reduzir a nossa presen�a militar

e dar-lhes autonomia governativa.

- Conquistar as suas almas. - Obrigado, j� chega.

- Mas... - Eu decido pelo nosso imp�rio!

N�o � ele nem ela!

S� eu decido.

Podem todos ter ideias,

mas a responsabilidade final � minha.

J� acabei.

Francisco, espera, por favor.

� grotesco que te atrevas a expressar a tua opini�o pol�tica.

Sempre tive ideias para as prov�ncias ital�fonas.

Queres destacar-te em frente � tua acompanhante. � isso.

� minha noiva.

Se eu concordar.

Sen�o, n�o � nada.

Tinha de a ver.

Acha que, agindo assim, ele aprovar� o casamento?

N�o me vergo por ningu�m, nem pelo meu irm�o.

- Estava b�bado. Envergonhou-me. - Lamento que tenha descoberto assim.

Mas eu sou assim!

Bebo demasiado e digo o que penso.

Se quiser desistir,

ent�o, desista agora.

Queria impressionar Isabel com a sua fanfarronice?

N�o.

Jamais me poder� trair. Sabe disso.

S� a quero a si.

Ent�o, fa�a algo.

O que aconteceu hoje incomodou-me tanto a mim como a ti.

N�o quero que me interrompas assim.

Como podes apoiar este discurso?

� frente de todos.

Concordei com ele.

Estou a ver. Claro, esqueci-me da vossa liga��o pol�tica.

Tamb�m tenho opini�o.

- N�o tem nada que ver com o teu irm�o. - N�o quero falar mais.

Francisco, sabes o que isto �?

� o fio do rebelde que morreu � nossa frente.

Tens o fio dele?

- Vou visitar a fam�lia dele. - O qu�?

N�o vais fazer isso.

Pro�bo-te.

Foi por isso que n�o te disse. N�o me deixas fazer o que eu quero.

O que queres ir l� fazer?

Ele queria dizer-nos algo.

Quero ouvi-los. Tu, nitidamente, n�o queres.

O que achas que te v�o dizer?

Esta gente quer sair do nosso imp�rio!

S� isso!

Abra�ar pessoas � porta de casa.

Isso n�o � pol�tica.

Tenho de olhar a m�e dele nos olhos e dizer-lhe que lamentamos.

�s doida.

N�o me digas isso.

Nunca mais.

Vou trabalhar.

"Os tr�s ficaram encantados.

O ca�ador esfolou o lobo e levou as peles para casa.

E a av� comeu o bolo e bebeu o vinho

que o Capuchinho Vermelho trouxera e, depois, descansou.

O Capuchinho Vermelho pensou:

'Nunca mais sairei do caminho

e me aventurarei sozinha pela floresta,

uma vez que a m�e me proibiu.'"

Ana, vem!

Vossa Alteza Imperial.

Desculpe.

- Vou deitar a Princesa. - Sim.

Sim, claro.

V� em dire��o a nordeste.

� a segunda vila.

Obrigada.

N�o tem medo?

Tenho.

Um pouco.

- Majestade. - Majestade.

Deixe-me ir consigo.

Eu vou consigo.

Majestade.

N�o te posso impedir.

Ningu�m pode.

Mas tamb�m n�o te deixo ir sozinha.

Deduzo que tenhas pensado bem no plano.

Vais dizer: "Ol�, sou a Imperatriz"?

Claro que n�o. J� pensei nisso.

N�o acha que a visita do casal imperial vai promover a uni�o?

- Quer que eu desista da concordata. - Farei tudo o que puder.

A visita do casal imperial pode acalmar os �nimos por agora,

mas n�o bastar� para nos salvar.

Salvar-nos de qu�, Alteza Imperial?

Do caos.

Reformas cat�licas tamb�m n�o nos salvar�o.

Ontem � noite, li os Irm�os Grimm � Princesa.

Conhece O Capuchinho Vermelho?

Est� a dizer que os lombardos s�o o lobo mau que devemos temer?

N�o, mas eles enfraquecem-nos. S�o como uma ferida aberta.

Est� a dizer que um animal ferido � presa f�cil para o lobo?

Exatamente.

A Imperatriz pode abra�ar os descontentes,

mas algu�m tem de ter sempre uma arma a postos.

E quem � o lobo?

N�o sei.

Mas h� sempre um lobo.

Acho que sei qual delas �, Alteza Imperial, se me permite.

� esta.

A que olha diretamente para o observador.

Observou-o durante cinco horas. N�o espere uma medalha.

Ela parece ter visto demasiadas coisas.

J� � tarde. N�o tem de verificar os hor�rios dos comboios?

Vossa Alteza Imperial.

Desculpem.

A fam�lia Tadini?

Silvia!

Silvia!

Sim?

Ol�.

Tenho uma mensagem para a fam�lia de Adolfo Tadini.

� da Imperatriz. Venho da corte vienense.

Gino!

Onde est�s? Preciso de ti.

Estou aqui.

Est� uma mulher a tentar falar italiano. Diz que � de Viena.

Ol�.

Ol�.

Chamo-me Eug�nia. Venho de Viena.

Tenho uma mensagem da Imperatriz para a fam�lia de Adolfo Tadini.

O que quer ela?

Tem uma mensagem da Imperatriz.

� sobre o Ado.

Vou chamar o teu pai. Diz-lhes que entrem.

O meu irm�o morreu.

Fa�am o favor.

Uma visita de Viena.

Que honra.

Chamo-me Eug�nia.

Venho de Viena em nome da Imperatriz.

E este � o meu camareiro.

Servi no ex�rcito do antigo imperador.

Tenente Tadini. Deus guarde o Imperador.

Porque n�o lhes ofereceste nada? Faz caf�.

- Por favor, sentem-se. - Obrigada.

Tenho uma mensagem da Imperatriz.

Da pr�pria Imperatriz?

"A cinco de julho de 1856,

Adolfo Tadini manifestou o seu protesto no pal�cio.

Ao tentar fugir,

um guarda disparou contra ele.

Isso foi um erro.

Estou convencida de que Adolfo Tadini

n�o me queria fazer mal nem ao Imperador.

Lamento do fundo do meu cora��o

o que lhe aconteceu.

Isabel."

O Adolfo adorava a Imperatriz.

Talvez possam usar isto para comprar uma...

N�o sei dizer l�pide.

Una lapide.

A Imperatriz queria que ficassem com isto.

Agradecemos imenso,

mas n�o posso aceitar.

- N�o aceita o dinheiro. - Porqu�?

Ele desonrou esta fam�lia. J� n�o o considero meu filho.

- Ser� sempre meu filho. - N�o voltaremos a falar dele.

- Falo dele quando quiser. - O Ado queria o melhor para o nosso pa�s.

Os jovens que seguem o Garibaldi s�o doidos!

E o teu irm�o tamb�m era!

N�o sejas est�pido como ele. V�s no que d�?

Os soldados.

S� porque n�o quis falar alem�o.

Ele � um mi�do.

Veja o que lhe fizeram. Veja.

Deixa esta gente em paz! J� chega!

Chega!

Lamentamos. N�s... N�o os queremos incomodar mais.

O seu irm�o era muito corajoso. Disse aquilo em que acreditava.

Falarei com a Imperatriz.

Ela saber� como os soldados vos tratam.

Pode dizer isso � sua m�e?

A pol�tica n�o me interessa.

Depois de um soberano vem outro. Depois de um banho de sangue vem outro.

Tem filhos?

Se tenho filhos?

Sim.

Dois.

Pequeninos.

Proteja os seus filhos.

Agarre-os com toda a for�a.

Os meus filhos?

Proteja-os.

Obrigado.

Sem ti, n�o teria visto isto.

Quem s�o estes dois?

V�m da corte de Viena.

Uma dama de companhia da Imperatriz. Vieram por causa do Ado.

Talvez ele tivesse raz�o.

- Talvez ela seja a nossa esperan�a. - Vi a Imperatriz.

Era uma rapariga indefesa. N�o nos ajudar�.

N�s temos de ajudar a Lombardia.

- Passa. - Muito bem.

Sim! N�o!

Excelente!

Passa. Muito bem.

Majestade?

Tenho de falar contigo.

Tentei esquecer o que fizeste.

Mas n�o consigo.

J� pedi perd�o tantas vezes. Queria que me visses, Francisco.

N�o.

Tu queria-la.

Ela foi a �nica que n�o me julgou.

Querias o trono?

Ou querias ser visto?

S� sei que vou sobreviver sem o trono.

Mas tenho saudades do meu irm�o.

Todos os dias.

N�o consigo esquecer o que fizeste.

Mas tenho de te perdoar.

Porque me est� a consumir.

E Maria? Ama-la?

Com todo o meu cora��o.

Ent�o, casa com ela.

Imagina-se a viver neste pal�cio?

- Claro. - Gostava de viver aqui comigo?

Porque hei de viver no pal�cio do velho Governador?

- Porque se vai casar com o Governador. - Com Radetzky? Tem 112 anos.

O Maximiliano vai ser o novo Governador?

E o meu irm�o concordou com o casamento.

Alteza.

Isto � s� o come�o.

O Maximiliano e eu

podemos ser algo fant�stico.

Ana! Corre para casa, n�o voltes para tr�s.

- Sofia! - Corre!

Deve estar contente por voltar para casa.

Fico feliz por a trazer de volta s� e salva.

Ontem, fiquei muito preocupada.

�s vezes, compensa ouvir o cora��o e n�o a cabe�a.

N�o fa�as nada sozinho nem sejas irracional.

S� serei irracional �s ter�as-feiras. Prometo.

Por agora, o poder militar fica nas m�os do General Gyulai.

Mas...

... quem tem a palavra final?

Tu cuidas das pessoas, ele, da seguran�a. Precisamos dos dois.

Trabalhem juntos.

Conto contigo.

Obrigada.

Sei que influenciou o Imperador para dar esta oportunidade a Maximiliano.

Cuide de Maximiliano.

- � mais vulner�vel do que parece. - Pelo contr�rio.

Acho que ele foi subestimado toda a sua vida.

Alteza Real.

Foi um enorme prazer.

Majestade.

Majestade.

Majestade.

Voltou.

Minha querida!

Mam�!

Nunca mais te deixo sozinha. Ol�.

"O Imperador nomeia o seu irm�o, Maximiliano da �ustria,

como novo Governador da Lombardia-Veneza.

Isto pode, finalmente, silenciar o movimento de resist�ncia."

Raios.

Legendas: Georgina Torres

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