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Isabel.
Isabel, ouves-me?
Vai ficar tudo bem.
� da febre.
Imperatriz.
Imperatriz, siga-me.
Isabel. Volta para mim.
Imperatriz.
Siga-me.
Volta para mim. Por favor.
Por favor.
A IMPERATRIZ
Vossa Majestade.
Alteza Imperial, Emin�ncia.
Como est� ela?
A hemorragia parou. Isso � bom.
Mas a infe��o mant�m-se, da� a febre alta.
Quando acordar� ela?
Resta-nos esperar que a febre baixe.
Isso n�o basta. Ajude-a!
Desculpe, doutor.
Vossa Majestade tamb�m devia dormir.
Dr. Fritsch, tenho uma pergunta.
A Imperatriz conseguir� ter outro filho?
A Imperatriz querer� saber assim que acordar.
Outra gravidez
pode ser fatal.
N�o se preocupe.
O destino de Sua Majestade est� nas m�os de Deus.
Desculpe, sou cientista e limito-me aos factos.
O Senhor assume as r�deas quando a ci�ncia n�o pode ajudar.
Deixe-me ser mais claro.
N�o aconselho mais gravidezes.
Dev�amos pedir outra opini�o, Alteza.
Basta!
Quero que ela viva.
S� isso me interessa.
Podem sair.
Vossa Majestade,
est�o a perguntar se quer ver a Princesa rec�m-nascida.
J� nasceu h� quase uma semana.
N�o.
Ap�s o incidente na rece��o imperial,
fizemos investiga��es na Lombardia-Veneza.
Com muitos meses de atraso.
E, de facto,
h� um novo movimento revolucion�rio na regi�o.
J� refor��mos a nossa presen�a militar.
Todas as maquina��es rebeldes ser�o cortadas pela raiz.
Se houver outra revolu��o, n�o podemos repetir os mesmos erros.
Mais alguma ideia?
Al�m da for�a militar.
Majestade, os lombardos s�o muito devotos.
Uma palavra clara do Papa Pio, em Roma,
repor� a lealdade das pessoas da regi�o � �ustria.
E, em troca, o que temos n�s de fazer por Roma?
O Papa Pio quer que a �ustria tenha
uma liga��o mais forte entre Igreja e Estado.
Um estado papal?
Majestade, n�o. N�o me parece boa ideia.
Curiosamente, ningu�m lhe perguntou.
� um assunto dom�stico, diz-me respeito.
Sim? Eu julgava que o Imperador tem poder absoluto.
A Lombardia � apenas o come�o.
Outros grupos �tnicos seguir�o o seu exemplo.
Temos de tentar tudo para chegar �s pessoas.
Escreva um rascunho, Cardeal.
Eu depois leio-o.
Majestade.
Majestade,
h� muitas provas
de que o Reino de Piemonte apoia
e at� incentiva os esfor�os independentistas dos lombardos.
A prioridade � a alian�a com Fran�a.
Piemonte � inferior a n�s em tudo.
N�o precisamos da ajuda de Napole�o para os controlar.
N�o precisamos dele como aliado de guerra.
Quero garantir paz a longo prazo na Europa com Napole�o.
E j� se sabe quem ir� a Paris?
Ele n�o me mandar� enforcar?
N�o depois de tanto tempo.
Seria uma tolice.
O que acha?
Vossa Alteza Imperial.
Maximiliano!
Lu�s.
Deixa-me ver-te.
Est�s t�o bonito.
- Cheio de vida. - Ao contr�rio de si.
O que faz aqui?
N�o h� barbeiros em Trieste?
Mam�.
Cuidado. Ainda fico com a impress�o de que teve saudades minhas.
N�o seja tolo.
A s�rio? J� n�o basta o que o teu irm�o tem sofrido?
Mas todo o beb� saud�vel � motivo de alegria.
A m�e acha que o Francisco est� triste por causa da Isabel.
O que lhe aconteceu?
Um parto dif�cil. Ainda n�o est� a salvo.
Vai l�. Ele est� � tua espera.
Vossa Majestade, o Arquiduque.
- Vossa Majestade. - Maximiliano.
Parab�ns pela sua segunda filha.
Obrigado.
Majestade. Esperei tanto por este momento.
Chamei-te para prestares um servi�o � fam�lia.
Depois de tudo o que fiz, quer mais?
Perd�o.
Isto � altura para brincar?
Brinco quando estou nervoso.
H� um novo movimento independentista no nosso imp�rio.
Na Lombardia-Veneza.
Com apoio externo do Reino de Piemonte.
Os seus conselheiros saber�o o que fazer.
S�o adeptos da press�o militar, n�o?
O que farias?
Quer a minha opini�o?
N�s...
Precisamos de aliados na Europa.
- Para estabilizar a regi�o. - Estamos isolados na Europa.
- N�o temos aliados. - At� os prussos est�o revoltados.
E ent�o?
Napole�o.
Precisa de Napole�o.
Mas n�o alimente esperan�as. Os franceses nunca gostaram de n�s.
Sempre gostaram de ti.
Quer que fale com Napole�o?
Fala-lhe bem de n�s.
Para variar.
Napole�o e Eug�nia tiveram um filho.
Congratula-os por mim e prop�e uma uni�o aduaneira.
Uni�o aduaneira?
Para come�ar.
N�o implorarei uma alian�a.
- Lamento que a Isabel... - N�o fales dela!
- S� queria... - Nunca mais!
Como vamos sanar a nossa rela��o?
Pe�o-te um favor em nome da Coroa.
- Tem de voltar a confiar em mim. - N�o tenho de fazer nada.
Partes daqui a duas horas. Envia um telegrama ap�s a reuni�o.
Porque me envias?
Se n�o sou de confian�a.
Prova-me o contr�rio.
Vossa Majestade.
Por favor, deixem-nos a s�s.
Vou descansar um pouco.
Imperatriz.
Imperatriz.
Imperatriz!
Imperatriz!
Isabel.
Sou eu.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem. Sou eu.
O beb�?
Est� tudo bem?
Sim.
� uma menina saud�vel.
Posso v�-la?
Sim.
Pensei que te ia perder.
Estou t�o feliz.
Alteza Imperial.
Repara, Ivan.
Ontem, estava no esgoto, no ex�lio. E, hoje, vou falar com Napole�o.
A vida n�o � cheia de milagres?
A parar tantas vezes, quando chegarmos, o filho de Napole�o ter� pelos p�bicos.
Outro comboio avariou, Vossa Alteza.
E esse comboio transportava um membro da nobreza.
E ela perguntou se pode viajar para Paris consigo.
Ela?
Quem � essa pessoa?
Sua Alteza Real, a Princesa Maria Carlota da B�lgica.
Sua Alteza Imperial, o Arquiduque Maximiliano da �ustria.
Vossa Alteza Real, � um prazer.
Posso apresentar as minhas damas?
Duquesa von Bransner e Condessa von Metternich-Zichy.
- Vossa Alteza Imperial. - Vossa Alteza Imperial.
Soube que a sua viagem n�o correu como planeado. Lamento.
N�o, foi �timo. Atrasou tr�s horas em Innsbruck.
- E depois havia carneiros na linha. - N�o.
E um problema na mudan�a perto de Kufstein.
O seu irm�o n�o melhorou a rede ferrovi�ria?
Eu quis investir em bal�es de ar quente, mas ningu�m me liga.
Posso fazer algo para a animar?
Estou de bom humor, Vossa Alteza.
Por favor, sente-se.
Ivan.
Senhoras, sentem-se, por favor.
Posso trazer-lhes algo?
O que a leva a Paris? Se me permite a pergunta.
- Pergunte o que quiser. - Alteza?
- Um ch� quente. Obrigada. - Com certeza.
Um assunto privado.
Esses assuntos s�o os meus preferidos.
Isso todos sabem.
Ela tem tanto cabelo. J� viste?
Nem acredito que sobrevivemos as duas.
Ela � um milagre.
Queres pegar nela?
A Princesa tem de mamar.
Posso dar-lhe eu?
Majestade, esteve inconsciente durante muito tempo. N�o tem leite.
Majestade?
Em breve, estar�s boa.
Promete-me que vais descansar.
Sim.
Como se chama?
Deste-lhe um nome?
Ainda n�o.
Estou t�o feliz por estares melhor.
ANUNCIADO O NASCIMENTO DA SEGUNDA FILHA
Antes que pergunte, sim.
Ela � linda como todos dizem.
- N�o queria saber isso. - Todos querem.
Preferia saber se ela influencia aquilo que o Imperador faz.
Ou � apenas bonita?
N�o � t�o simples assim.
Porque n�o � simples? Ela tem voto na corte em Viena?
Ela � cheia de vida e cheia de ideias. O meu irm�o admira-a muito, mas...
Mas � s� um homem que n�o aceita ordens de ningu�m.
H� ideias novas que v�m na altura errada.
Mulheres com ideias pr�prias?
Devia conhecer a minha m�e.
Conhecemo-nos h� uma hora e j� me quer apresentar � sua m�e?
Assim, n�o admira que ande sempre a trocar de mulher.
N�o as apresentei � minha m�e.
� muito divertido.
Mas a Princesa nunca se ri.
� cong�nito. Os m�dicos dizem que mudar de clima pode ajudar.
Champanhe, Alteza Imperial.
Ao Imperador, � Imperatriz e a sua filha rec�m-nascida.
�s mulheres com mente pr�pria.
Abra a boca.
Isso mesmo.
O caldo de ossos faz milagres.
Curou a minha m�e e a minha tia que tiveram gripe espanhola.
E estiveram mesmo a morrer.
Quero falar com a Leontine.
Pode cham�-la?
Pedi-lhe que procurasse algo.
J� a procurei, mas ningu�m sabe dela.
Abra.
- Obrigada, eu como. - N�o.
S� sairei daqui quando melhorar.
Finalmente, podemos estar juntas.
A Arquiduquesa, Majestade.
Vossa Alteza Imperial.
Isabel.
Que al�vio.
Est� com melhor aspeto.
N�o fiques triste.
Para a pr�xima, vais conseguir.
Para a pr�xima?
Ter�s um herdeiro. N�o ligues ao que o m�dico disse.
O m�dico n�o esteve aqui.
O Dr. Fritsch receia que outra gravidez possa p�r em risco a sua vida.
Tem �tima mem�ria. Maravilhoso.
Deixe-nos, por favor.
N�o lhe d�s ouvidos. �s jovem.
Vais recuperar rapidamente.
Acho que n�o consigo voltar a faz�-lo.
Eu engravidei dez vezes.
Perdi quatro filhos. Dei � luz seis, um deles morto.
N�s, mulheres, somos mais fortes do que os homens julgam.
Mas acho que n�o quero voltar a faz�-lo.
Precisamos de um herdeiro ao trono, Isabel.
E de outro rapaz, caso o primeiro morra.
� assim h� s�culos.
E n�o �s tu que vais mudar isso.
Perdoo a tua tolice porque passaste por muito.
Descansa.
Como est� a Imperatriz?
Acabou de ressuscitar e est� mais insuport�vel do que nunca.
Precisa de tranquilidade absoluta. Tem de ficar na cama. Avise todos.
Nada de passeios nem visitas.
E s� as amas cuidar�o das meninas.
- Ordens do m�dico. - Entendido, Alteza Imperial.
Mas as meninas... Isso � um castigo?
Pelo contr�rio.
S� quero que ela recupere.
E, quanto mais ela ansiar pelas filhas, mais querer� outro filho em breve.
Claro.
E arranje outro m�dico.
Sim, Alteza Imperial.
Isabel.
O que fazes aqui?
Devias ficar na cama. Senta-te.
Aconteceu alguma coisa?
A tua m�e foi ter comigo.
Tamb�m queres que tenha outro filho rapidamente?
Francisco?
S� quero que melhores.
Isso n�o � resposta.
Diz-me o que pensas.
Precisamos de um rapaz.
Tu sabes disso.
Hoje? Ou para a semana?
Sei que desvalorizam as raparigas nesta fam�lia.
- Mas n�o sabia que concordavas. - N�o.
Mal olhaste para ela! Nem sequer lhe deste um nome.
Estava preocupado contigo, Isabel.
E tenho de governar um imp�rio. A nossa posi��o na Europa est� em risco.
Napole�o tem um herdeiro.
Se o fazemos por causa de Napole�o, isso � diferente.
N�o quis dizer isso.
- Desculpa. - Eu entendo-te.
� s� que...
Quero fazer outras coisas.
Pelo nosso imp�rio.
N�o apenas ter filhos.
- Essa altura h� de chegar. - N�o, agora.
Sonhei com o jovem, o que alvej�mos.
V�rias vezes.
- N�o consigo explicar. - Ele morreu � tua frente.
N�o, ele queria dizer-me algo.
Ele queria dizer-te algo? Do Al�m?
Quer a nossa ajuda.
Est� morto.
- Sei o que parece. - Parece loucura.
� melhor voltares para a cama.
Talvez seja melhor dormires aqui hoje.
Majestade, porque n�o est� na cama?
Quero ver as minhas filhas.
As amas cuidar�o delas enquanto estiver fraca.
Quero que o Piolho durma aqui.
Por favor, tem de se deitar.
N�o quer tomar o pequeno-almo�o com a Imperatriz?
N�o.
Novidades de Paris?
O comboio deve estar a chegar. Re�ne-se com Napole�o ao meio-dia.
Odeio ficar � espera que outros tratem de coisas por mim.
- O que � isso? - Sumo de ervilha.
Dizem que aumenta a probabilidade de ter um filho var�o.
Com cumprimentos da sua m�e.
Basta. Tenho de sair daqui.
Chamava-se Adolfo Tadini. Vinte e dois anos.
A fam�lia dele tem uma f�brica de tecelagem perto de Mil�o.
O pai serviu no ex�rcito do �ltimo Imperador.
Tenho outra coisa.
Isto era dele.
Talvez o Francisco tenha raz�o. Talvez seja s� um devaneio.
J� est� outra vez de p�!
E a senhora?
- Bom dia, Charlotte. - Nada de visitas. Eu j� lhe tinha dito.
O que se passa entre as duas?
Quero ter a Leontine e a Charlotte sempre comigo.
- Ela... - Ela o qu�?
O qu�, Charlotte?
Se me quer dizer algo, diga agora, por favor.
Ent�o, pare.
- As duas. De uma vez por todas. - Sim, Majestade.
Sim, Majestade.
Alteza Imperial, a Princesa Maria Carlota da B�lgica.
Alteza.
Bom dia.
Espero que n�o tenha dormido mal aqui.
Sem problemas.
Queria despedir-me.
- Vai saltar do comboio em andamento? - Chegamos daqui a minutos.
Eu e as damas temos pressa. Estou um dia atrasada.
Ao menos, beba um ch�.
Uma pera?
Qual � a pressa?
Que urg�ncia a espera em Paris?
Vou conhecer o meu futuro marido.
S� tenho de consentir.
Se n�o vir defeitos nele, ficaremos noivos.
E quem � o sortudo?
Pedro V.
Rei de Portugal.
Nunca ouvi falar. Portugal? Onde fica isso?
E o que faz o Arquiduque em Paris?
Venho numa miss�o diplom�tica para formar uma alian�a importante.
- No fundo, viemos fazer o mesmo. - � verdade.
Talvez me possa emprestar um vestido que realce o meu decote.
Desculpe. Engasguei-me.
Altezas, estamos a chegar a Paris.
Estamos a chegar a Paris.
Adeus.
Foi um prazer.
N�o viemos aqui para nos divertirmos.
Para a batalha!
Siga-me, por favor.
O que trouxe?
Vossa Majestade.
� uma grande honra. Obrigado por me receber.
Parab�ns pelo nascimento do seu filho. Com cumprimentos calorosos do meu irm�o.
Que atencioso.
Permita que lhe apresente o Bar�o Haussmann.
Encantado.
Ouvi falar muito de si.
Majestade?
Isto vai ser uma obra-prima. E o meu legado para o mundo.
Paris?
Todos queremos deixar uma marca, n�o �?
Grandes avenidas,
de uma ponta � outra da cidade.
Nada de ruelas como na Idade M�dia, com merda por todo o lado.
Isso acabou.
Para que o tr�nsito possa fluir e...
... a merda tamb�m.
Perfeito.
No centro, uma pra�a,
onde todas as ruas convergem.
Place de l'�toile.
Lindo.
Um lugar onde as pessoas podem celebrar e eu posso falar com elas.
H� que falar com as pessoas.
O seu irm�o deve saber isso, certo?
Sim.
Mas, agora,
o melhor.
Basta rodar o canh�o
e podemos disparar em qualquer dire��o.
Aprendi-o durante a revolu��o.
Ainda n�o me disse porque est� aqui.
- O meu irm�o... - N�o.
Isto � muito emocionante.
Venha � minha festa esta noite.
E vai contar-me tudo l�.
Obrigado.
Piolho.
Piolho! Estou aqui.
Sim. Anda.
Sim.
Sim.
Sim. Vem comigo.
Ol�.
Mam�!
Mam�.
Piolho, espera. Espera por mim.
Piolho!
Imperatriz.
Piolho?
Piolho?
Imperatriz.
A Princesa! Salve-a!
- Agarre a Princesa. - Saia da�.
N�o!
- Porque estava sozinha? - Deve ter fugido.
Estou aqui.
Vossa Majestade, podemos ajud�-la?
- Para a pr�xima, preste mais aten��o. - Havia um homem junto � sebe. Ele...
Vossa Majestade, o que quer dizer?
- Cuidado. - Ali.
- Mam�. - A sua m�e est� bem.
Ele estava ali.
Acho que teve uma crise nervosa hist�rica aguda,
desencadeada pela desilus�o do parto.
- � frequente nas mulheres. - Meu caro colega, por favor.
- Ainda n�o examin�mos Sua Majestade. - Tenho um novo rem�dio muito eficaz.
� um sedativo forte. �...
Seda pacientes
e nada mais.
Dr. Seeburger, confio em si.
Fa�a o que achar melhor.
Mas, Alteza, este rem�dio n�o ajudar� a Imperatriz.
Obrigada, Dr. Fritsch. Pode ir.
Um copo de champanhe?
Gosta dela? A Princesa da B�lgica?
Pode ser uma rainha maravilhosa.
De Portugal.
Pode dar uma rainha maravilhosa de qualquer pa�s, Majestade.
Venha.
Diga-me o que tem em mente.
Majestade, o meu irm�o deseja voltar a colaborar com Fran�a.
- Vossa Majestade. - Vossa Majestade.
Obrigado.
Tenha uma boa noite.
Ao seu filho.
O mais recente Napole�o.
� tua sa�de, meu tio.
O meu irm�o gostaria de propor uma uni�o aduaneira.
Porqu�?
Bem, os dois imp�rios mais poderosos da Europa deviam ser amigos,
n�o inimigos.
� o que ele acha.
Acho que o imp�rio do seu irm�o � especial.
O Imp�rio Habsburgo tem muitas culturas e l�nguas diferentes.
Onze l�nguas oficiais e 25 etnias, para ser exato.
Imagino-o como uma fam�lia com muitos filhos diferentes.
E muitos filhos d�o muitas preocupa��es. N�o �?
Sim.
Tem raz�o.
Vou dar-lhe um conselho.
Nunca devemos reter filhos que querem sair do ninho.
Como os lombardos, por exemplo?
Por exemplo.
Acho que os filhos malcomportados s� querem ser amados.
� contra-almirante, certo?
Porque � que o seu irm�o n�o lhe d� um posto melhor?
J� foi � Am�rica do Sul?
Argentina,
Equador,
Peru,
M�xico.
- � l� que est� o futuro. - Est� a perder interesse na Europa?
N�o. Mas est� a ficar muito cheia.
E, quando algo est� muito cheio, basta s� mais um para ser demasiado.
Se o seu irm�o n�o tem uma fun��o a s�rio para si, eu arranjo-lhe uma.
Tenho algo para si.
Chamam-se "bonecos das preocupa��es".
S�o do M�xico.
Todas as noites, as crian�as contam as suas preocupa��es aos bonecos,
uma por cada boneco.
Lombardia.
Hungria.
Nenhum herdeiro ao trono.
Depois, pomo-los debaixo da almofada
e temos menos uma preocupa��o no dia seguinte.
D�-os ao seu irm�o.
Talvez lhe deem jeito.
Eu tenho mais.
Obrigado.
E a proposta do meu irm�o?
Majestade? A alian�a?
Vou pensar nisso.
Obrigado. Comunicarei a sua resposta.
Majestade, chamo-me Dr. Seeburger. � uma honra.
Vim ajud�-la.
O Dr. Fritsch?
Ap�s falar com a Arquiduquesa,
a partir de hoje, o Dr. Seeburger passar� a tratar Vossa Majestade.
Vai sentir-se melhor em breve, Majestade.
Muito bem.
N�o, n�o vou tomar isso.
Deixe-me passar.
Majestade.
Sua Majestade, a Imperatriz.
Majestade.
Mandou-me aquele m�dico?
Estou preocupada, Isabel.
Em vez de recuperares as for�as, pareces estar a perder o ju�zo.
N�o estou a perder o ju�zo.
Soube que viste algu�m no parque.
Um homem ensanguentado que n�o estava l�. � verdade?
E foi por isso que perdeste a tua filha de vista.
Puseste a Princesa Sofia em grande perigo, Isabel.
Ela est� muito assustada.
N�o foi por mal.
E se algo lhe tivesse acontecido?
Eu s�...
Eu sei. Tem sido uma semana dif�cil.
- Sim. - O Francisco compreender�.
Ele sabe o que aconteceu no parque?
N�o me parece.
Mas temos de lhe dizer, n�o acha?
N�o.
N�o.
Ou podemos guardar segredo.
Para ele n�o se preocupar sem necessidade.
- Talvez seja boa ideia. - Sim.
Sim.
Eu n�o direi nada ao Francisco.
N�o lhe vou dizer.
Mas vai fazer algo por mim, est� bem?
Doutor?
Tamb�m tenho um pedido.
Tenho palpita��es card�acas e dores de cabe�a fortes � noite.
Recomendo uma tisana ou um banho quente.
Costuma ajudar as senhoras.
A maioria delas n�o trabalha para a Arquiduquesa.
Preciso de algo mais forte.
Compreendo.
Tome tr�s gotas. Mais n�o.
Obrigada.
A tua m�e n�o se sente bem.
Por isso, estamos a comer juntas. � bom, n�o �?
Eu fa�o!
Perdoe-me, Vossa Alteza Imperial.
Deixe estar. Pode ir.
Gostas de fazer tudo sozinha?
Eu entendo isso.
Sabes que mais?
Vamos passar a chamar-te Sofia.
� o teu nome de batismo e combina melhor contigo. N�o achas?
A n�s, Sofia.
Alteza Imperial.
Alteza Real.
Minhas senhoras.
Espero que tenha tido uma noite agrad�vel com o Rei Pedro.
Claro que sim. � um homem impressionante.
O Rei Pedro tem um pal�cio junto ao mar.
E tem uma ilha no Oceano �ndico.
De certeza que a pedir� em casamento esta semana.
E n�o viu defeitos nele?
Ele n�o me faz rir.
J� algu�m fez isso?
Duquesa.
- Um momento. - Temos carruagens � espera.
O Arquiduque vai dar um passeio amanh� de manh� junto ao Sena.
Ent�o, o Arquiduque que use ceroulas. L�, est� fresco nesta altura do ano.
Pode informar a Princesa? Por favor.
O Arquiduque ainda � o segundo na linha de sucess�o ao trono?
Sim.
Boa noite.
Vossa Majestade.
Isabel.
Ela est� bem?
O m�dico deu-lhe algo para dormir bem.
Obrigado.
Se pudesse, vivia contigo algures numa montanha.
Seria feliz s� com meninas.
Ensin�-las-ia a ca�ar.
Ensin�-las-ia a montar.
Quem me dera ser s� pai.
A Inglaterra.
A Pr�ssia.
A R�ssia.
A �ustria.
S�o muitos, n�o s�o?
Sim, a Europa est� muito cheia.
Uma mulher rec�m-comprometida.
Mais uma vez.
Isto � de loucos.
Vossa Alteza?
Achei que n�o viria.
E agora?
Se n�o andarmos, vou-me embora. Estou gelada.
Que nome te damos?
Estas senhoras t�m os mesmos nomes.
Queres ser Maria?
Ou Teresa?
Gostas dela?
Gisella.
- Sim, esse cavalo. - Rodas mais uma vez?
- Sim, queres que rode? - Sim.
Gostas de...
Por favor, ajude-nos, Imperatriz.
Vossa Majestade, bom dia.
J� parece muito revigorada.
Por favor, abra a boca.
Isso, muito bem.
Mantenha-se calminha, Vossa Majestade.
N�o serei calma.
Legendas: Georgina Torres
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