All language subtitles for Ivanhoe.(1952)1080.Web-DL.H.264

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Original subtitles

No s�culo XII, no encerramento da III Cruzada para libertar a Terra Santa,

um cavaleiro sax�o, de seu nome Wilfred de Ivanhoe,

partiu numa cruzada privada pelos seus pr�prios meios.

O rei guerreiro de Inglaterra, Ricardo Cora��o de Le�o,

desapareceu durante a sua marcha at� casa sem deixar rasto.

O seu desaparecimento foi um golpe cruel para o seu pa�s infeliz,

j� em tumulto com o conflito amargo entre sax�es e normandos.

Com o tempo, a maioria dos seus s�bditos lamentou a sua morte.

Mas a f� de Ivanhoe de que o seu rei ainda era vivo

levou-o num busca intermin�vel, de castelo em castelo,

at� que finalmente chegou � �ustria.

Quem � o senhor? O que quer de mim?

Diga-me o que est� escrito aqui. N�o leio austr�aco.

Felizmente, eu leio ingl�s.

Leia-me ent�o, de boa vontade.

" Para o povo de Inglaterra"

" Estou aqui em cativeiro por obra de Leopoldo da �ustria. "

" O meu irm�o, o pr�ncipe Jo�o, tem conhecimento disto"

" e ainda assim negou o meu resgate de 150.000 marcos de prata. "

"T emo que ele esteja a conspirar com certos cavaleiros normandos"

" e aproveite para se apoderar do trono. "

" Povo de Inglaterra, acelerem a minha liberta��o. "

"O vosso reino est� em jogo. "

- Est� assinado... - Eu conhe�o a m�o que assinou.

Os olhos que viram devem esquecer esse nome e tudo o que leram,

ou esta faca cort�-los-� e lan��-los-� aos corvos.

Lembra-se do que viu?

Esqueci-me de todas as s�labas.

" O pr�ncipe Jo�o"

"e certos cavaleiros normandos. "

Certos cavaleiros normandos...

Este caminho n�o acaba nunca.

Espero encontrar ref�gio antes que anoite�a, Bois-Guilbert.

O que teme, De Bracy, fantasmas sax�es?

N�o, uma seta sax� nas minhas costas.

Aposto que h� um assassino por detr�s de cada tronco de �rvore.

Sim, e em breve estar�o pendurados nelas.

A menos que sejamos n�s.

Deus o aben�oe, cavaleiro.

E Deus o aben�oe. N�s vamos para Ashby. Que caminho devemos tomar?

A estrada � direita leva-o at� Ashby.

- Chegamos l� ao anoitecer? - Ao anoitecer de amanh�.

Amanh�? Pode mostrar-nos o caminho para um abrigo, para esta noite?

Sei de um local pr�ximo, mas talvez o desprezem.

Porqu�? � humilde?

N�o, senhor. � sax�o.

Prefiro acampar na estrada.

- Ser� uma bela noite. - Para nos torturarem durante o sono.

- Quer cair numa armadilha sax�? - Onde � esta casa de que fala?

Em Rotherwood, o dono � o sax�o Cedric.

Creio que conhe�o este sax�o Cedric.

Nessa casa, h� uma mulher de grande beleza?

A princesa dos sax�es, Lady Rowena.

Sim, Rowena. � o mesmo Cedric.

Ele n�o gosta de n�s, mas dormindo l� estaremos seguros.

- Sabe o caminho? - Posso gui�-los.

Leve-nos, mas um passo em falso e vai cantar uma can��o diferente.

Tenho uma can��o para cada ocasi�o.

- Ele ir� cortar a sua cabe�a, trovador. - Sim, senhor, eu sei o que quis dizer.

- Agora que est�o perto, Locksley. - Calma. Queres que matem Ivanhoe?

- Ivanhoe morreu na Terra Santa. - O trovador � Ivanhoe.

Ele leva os normandos ao seu pai.

Ivanhoe desafiou o seu pai quando foi para a guerra. Cedric deserdou-o.

Nunca voltaria, a menos que ele e o seu pai se tenham tornado traidores.

Baixem os vossos arcos.

Verei porque leva os normandos a seu pai antes de tirar conclus�es

sobre Sir Ivanhoe e Cedric. Fa�a o mesmo, seu cabe�a quente.

Com a sua licen�a, senhor, dois cavaleiros pedem comida e alojamento.

S�o normandos, v�m da Terra Santa.

Se cumprirem as regras de convidados, cumprirei as de anfitri�o.

Entrar�o e sair�o em paz, ou ent�o sair�o mortos.

Elgitha, diga a Lady Rowena que n�o desejo a sua presen�a aqui esta noite.

Mas ela aguarda not�cias da Terra Santa.

Quando souber que s�o normandos, n�o querer� saber das not�cias.

Diga-lhe para ficar nos seus aposentos at� que saiam amanh�.

Sir Brian de Bois-Guilbert e Sir Hugh De Bracy, senhor.

Viemos em paz, Sir Cedric.

Em paz, sa�do-vos.

Viemos tamb�m como amigos.

S� recebo como amigos os que t�m sangue sax�o.

A comida est� aqui, sentem-se e comam.

Leve-me a Lady Rowena.

Quem �?

Uma esp�cie de bobo, milady.

Entre, Wamba. Fa�a-me rir um pouco.

Hoje � noite, milady, n�o farei o papel de bobo.

Serei feiticeiro.

Feche os olhos e farei algo

maravilhoso.

Quanto tempo devo manter os meus olhos fechados?

O quanto desejar.

O que devo desejar?

Quem ama mais do que tudo?

Sabe quem �.

Diga o nome dele e ele aparecer�.

Ivanhoe.

- Eu sabia, eu sabia. - Sabias o qu�, Rowena?

Eu sabia que estavas vivo e a salvo, e que ainda me amavas.

Levantava as m�os � noite quando eu n�o conseguia dormir

e havia apenas escurid�o ao meu redor.

Sentia a ponta dos teus dedos a tocar-me

e sabia que ainda estavas vivo, o que me confortava.

N�o houve dia, nem hora em que n�o sentisse a tua m�o na minha.

Por que est�s a chorar?

Eu estou... Estou feliz demais para me rir.

- Nunca conheci tal felicidade. - Tamb�m eu n�o, nunca.

� como se nunca tivesses partido, como se n�o tivesse ficado sozinha,

exceto num sonho em que acordei depois de me beijares.

Na verdade, n�o foi um sonho.

As cicatrizes praticamente desapareceram.

Lembras-te do qu�o assustada estavas?

N�o quando cortaste o meu pulso, apenas quando cortaste o teu.

Sei que n�o o demonstrei.

Estavas a tremer ao p� de mim quando fizemos a nossa jura a Deus.

Enquanto o meu sangue se misturava com o teu.

O meu pai ainda me odeia?

Ningu�m est� autorizado a dizer o teu nome.

Ent�o devo fazer as pazes com ele o mais depressa poss�vel.

- Ivanhoe, est�s em apuros? - Ainda n�o.

Ricardo n�o est� morto, est� detido por um resgate na �ustria.

Jo�o ir� mant�-lo l�. Passei por dois falc�es normandos l� em baixo.

N�o posso det�-los sozinho. Preciso de ajuda.

- Que ajuda posso dar? - Vem e vamos faz�-los falar.

Tratam-se de amigos de Jo�o. Se o meu pai me ajudar,

posso engan�-los e faz�-los dizer o que sabem.

E se ele n�o te ajudar?

Ent�o, ser� verdade que n�o tenho pai.

Onde est� Wamba? Onde est� o meu bobo? Quero divertir-me.

V�o achar dif�ciI divertirem-se.

- Estou bastante atrasado, senhor. - Atrasado? Como assim?

Quando soube que os normandos se aproximavam,

corri para trancar a minha esposa.

Mas ela tamb�m tinha ouvido que eles se aproximavam

e ent�o trancou-me primeiro.

A mulher do bobo est� em seguran�a, senhor.

Dentro de tr�s dias, teremos de combater cavaleiros sax�es em Ashby.

- N�o queremos damas sax�s. - E como vai passar

os seus �ltimos tr�s dias na Terra?

N�o seremos n�s quem morrer�. Estar� l� para ver a queda dos sax�es?

Milord, est� um estranho no seu port�o que implora por abrigo.

� um judeu chamado Isaac de York.

N�o partilho o teto com um infiel.

Por que n�o, senhor? Por cada judeu n�o crist�o que me mostrar,

mostrar-lhe-ei um crist�o que n�o � crist�o.

Por que irei sujeitar os meus convidados aos vossos preconceitos

se eles n�o foram sujeitos ao meu. Esse viajante que entre em paz.

Venho em paz, senhor.

Que Deus recompense a sua miseric�rdia.

Em paz, eu sa�do-o.

Arranje-lhe um lugar � mesa, e deem-lhe comida e bebida.

Se os boatos n�o mentem, tem uma protegida de beleza rara, senhor.

Por que n�o est� na sala a chama mais brilhante da Inglaterra sax�?

Porque, cavaleiro, n�s aprendemos a esconder os nossos tesouros.

Ser� que estamos condenados a nunca lhe prestar uma homenagem?

Ela n�o procura homenagens de homens que lhe tiraram terras,

que desprezaram leis antigas e nos amea�aram com as espadas.

As entranhas que produzem essas palavras serviriam melhor os c�es

do que aos normandos.

Enquanto estava tranquilo aqui em casa,

n�s combat�amos longe os infi�is, em nome de Inglaterra,

e o nosso sangue era derramado em seu nome.

Se o nosso sangue � vermelho o suficiente para sangrar por Inglaterra,

� vermelho o suficiente para prestar homenagem a qualquer mulher.

Sax�, normanda, dinamarquesa ou celta.

Preste-me ent�o a sua homenagem, senhor

e deixe-me ser o juiz do seu galanteio.

N�s prestamos-lhe homenagem, milady.

Mas tem de ser silenciosa, qualquer palavra seria um fracasso,

pois tudo o que conhe�o, � insuficiente para descrever a sua beleza.

Agrade�o-lhe, senhor cavaleiro.

Gostaria de lhe fazer umas perguntas,

assim que possa voltar a falar.

�s suas ordens, milady.

Quais s�o as not�cias da Terra Santa?

Infelizmente, milady, pouco posso acrescentar ao que j� deve saber.

A guerra acabou sem tr�guas, uma vez mais,

e Ricardo desapareceu com o vento que em tempos era a sua melhor parte.

Ricardo deveria ter ficado no seu lar a administrar Inglaterra

e deixar que Jerusal�m fosse perdida por cavaleiros como v�s.

Foi perdida, de qualquer maneira.

O senhor � por Ricardo ou por Jo�o?

Ricardo e Jo�o tinham a mesma m�e.

Um deles era normando O que era o outro ent�o?

Ambos eram normandos, na verdade.

Mas Ricardo, com todos os seus defeitos, era por Inglaterra.

E Jo�o?

Jo�o � por Jo�o.

Ent�o o senhor � contra Jo�o?

Essa � outra quest�o normanda. Quer que responda por si, senhor?

N�o, quero que responda primeiro �s minhas perguntas. Senhor cavaleiro,

creio terem havido torneios entre cavaleiros sax�es e normandos

para se provar quem era mais valente. - Sim, milady, na Terra Santa.

Os sax�es eram ensinados a curvar-se perante os melhores.

E, no entanto, ouvi que os sax�es ganharam os torneios.

Como � que uma senhora sabe de assuntos t�o distantes?

A partir das hist�rias que ou�o, senhor cavaleiro.

E foi-me dito que no torneio em Acre,

Ricardo de Inglaterra levou 5 dos seus cavaleiros sax�es para combate

e venceram todos os que os desafiaram.

Um que caiu chamava-se De Bracy.

E o outro, Bois-Guilbert.

� verdade, milady. Envergonho-me, mas reconhe�o-o.

Ainda sinto o p� na minha boca. Nos seus dentes tamb�m, Guilbert?

A sela quebrada causou a minha queda, n�o a lan�a do cavaleiro oponente.

E quem era esse cavaleiro?

Chamava-se Wilfred de Ivanhoe.

- Ivanhoe? - Sim, milady.

Um amigo de Ricardo que desapareceu repentinamente, como o seu rei.

Como era esse cavaleiro?

N�o cheguei a ver o seu rosto.

Poucos homens viram.

Mas ele usou um escudo com um drag�o.

Reconhec�-lo-ei por isso, se algum dia nos voltarmos a encontrar.

- Por que desapareceu ele, senhor? - Porque era um cobarde.

Cobarde?

Sim, um cobarde que fugiu quando j� n�o tinha Ricardo para o esconder,

antes que eu pudesse desafi�-lo para nos voltarmos a encontrar.

Dou-lhe o desafio que Ivanhoe lhe daria se aqui estivesse, senhor cavaleiro.

Convido-o a beber � honra dele, enquanto colega cavaleiro.

E o senhor,

vai beber � honra dele tamb�m?

A Ivanhoe.

- A Ivanhoe. - A Ivanhoe.

Porqu� esta paix�o sax� por um estranho, milady?

Ivanhoe nem sempre foi um estranho nesta sala.

Agora � um estranho.

Ele era meu filho.

Era?

Terei sido enganado? Quer dizer que ele est� morto?

Para mim est�.

Vim aqui a pedido da minha filha adotiva.

Nada mais me traria aqui. O que queres de mim?

- Em primeiro lugar, a sua m�o, senhor. - N�o ta dou.

Milord, ele ainda � seu filho.

O que queres de mim? S� breve, que eu n�o quero nada de ti.

Serei breve, ent�o. Encontrei o rei.

- O rei est� morto. - Ele est� vivo.

Detido para resgate por Leopoldo da �ustria.

Est� tudo aqui na m�o. Pode ler.

Jo�o deixou-o na cadeia para poder roubar o seu trono,

como podem testemunhar esses dois, se os colocar sob a sua espada.

Trata-se da m�o de Ricardo?

Talvez. Escrito antes de o matarem.

Ouvi a voz dele, estou a dizer-lhe. O rei est� vivo.

Qual � o resgate?

150.000 marcos de prata.

- N�o h� essa quantia em Inglaterra. - Pode pagar uma parte dela.

Para qu�? Para comprar o cad�ver de Ricardo?

Usarei o meu dinheiro para matar normandos, n�o para os desenterrar.

- Vai deixar o seu rei a apodrecer? - Deixo-o para loucos e idiotas como tu,

que n�o fazem nem bem nem mal.

Ent�o obriga-me a escolher entre o meu pai e o meu rei.

Escolher? Escolher entre quem?

N�o tens rei e eu n�o tenho filho.

Pe�o-lhe que n�o tome partido nisto nem volte a olhar para a cara dele.

Tens uma hora para te ires embora daqui.

O que vais fazer agora?

Seguir Bois-Guilbert at� Ashby e enfrent�-lo.

S� cauteloso, Ivanhoe.

N�o tenhas medo, Rowena.

Ricardo ser� novamente rei e estaremos l� para o ver coroado.

Procura-me no torneio e reza por mim.

- Adeus. - Adeus e que Deus te proteja.

Sir Ivanhoe, ouvi um urso velho e um urso jovem a grunhir.

Quem se vai embora?

O urso jovem, Wamba.

- Sozinho? - Sozinho.

N�o, senhor. Eu vou consigo.

Com a minha coleira de servo e tudo.

O teu cora��o n�o est� aqui com a Lady Rowena?

N�o, senhor. O meu cora��o est� aqui, com o seu.

Ent�o, a partir de agora ser�s o meu escudeiro, Wamba.

Escudeiro? Escudeiro Wamba?

Wamba, o escudeiro. Se n�o fosse isto, seria um cavalheiro.

Tiraremos essa coleira mal saiamos daqui.

O qu�?

Ajuda! Ajuda!

Ata-os, Wamba.

Est� muito ferido?

S� um pouco.

A minha casa, em Sheffield...

- Quero voltar l� mais uma vez. - Sozinho de noite? Morrer�.

Mesmo assim, tenho de voltar a Sheffield.

Ent�o lev�-lo-ei at� l�.

Ateio-os bem.

Traz os nossos cavalos e vai ter comigo ao p�tio.

- Mas, Sir Ivanhoe, n�o tenho cavalo. - Ent�o rouba um.

Finalmente um cavalheiro e a minha primeira tarefa � roubar um cavalo.

Passaremos a noite na pousada do arqueiro. Irei l� ter contigo.

- Mestre. Mestre. - Calma, calma.

Est� tudo bem comigo. Deixe-nos entrar.

- Est� recuperado? - Sim, sim.

Muito obrigado pela sua bondade, senhor.

No entanto, h� uma pergunta que gostaria de lhe fazer.

- Qual �? - Ouvi o bobo chamar-lhe " Ivanhoe".

Mas Ivanhoe � o filho de Cedric, e Cedric disse que ele estava morto.

Quem �, afinal?

Sou um emiss�rio do Rei Ricardo.

Isto torna-nos amigos ou inimigos?

N�o o torna meu inimigo, senhor,

mas n�o me � permitido nenhum rei.

- Por que n�o? - Porque n�o me � permitida p�tria.

Estou profundamente em d�vida consigo, senhor.

Diga-me como posso retribuir-lhe.

Procuro 150.000 marcos de prata,

o pre�o do resgate pedido por Leopoldo da �ustria.

Olhe � volta senhor. O que v� � tudo o que tenho guardado

de cada lar que tent�mos construir.

Um ou outro bem que trouxemos de cada terra de que fomos despojados.

N�o sou um homem rico, Sir Ivanhoe.

N�o, mas � o patriarca da sua tribo.

Diga ao seu povo que Ricardo tem ser resgatado. Ir�o encontrar essa riqueza.

Vejo que ama Ricardo, senhor,

mas ele n�o era amigo do meu povo.

As nossas sinagogas foram pilhadas para o enviarem para as cruzadas.

Prefere a persegui��o do seu irm�o, Jo�o?

N�o h� muito por onde escolher entre Jo�o e Ricardo, para um judeu.

Ent�o prometo-lhe o seguinte, Isaac. Voc�s n�o t�m casa, nem pa�s.

Ajudem Ricardo e ele ajudar-vos-� com a persegui��o nesta terra.

O meu amigo pede mais do que n�s podemos dar.

- Oferece mais at� do que ele pode dar. - Duvida da minha palavra?

Escreva os termos que quiser. Assin�-los-ei em nome do Rei Ricardo.

N�o precisamos de nenhum compromisso em papel.

Fa�a Ricardo prometer outra coisa.

Fa�a-o prometer justi�a para cada homem,

seja ele sax�o, normando ou judeu,

porque justi�a ou pertence a todos os homens

ou n�o pertence a nenhum.

Isso � um ensinamento crist�o.

Por estranho que pare�a, senhor, tamb�m somos ensinados assim.

O que me pede ser� feito.

Que assim seja. O dinheiro que n�o encontrar entre os seus,

tentarei encontr�-lo para si.

Isto cumpre o nosso pacto?

Nem por isso.

Este combate em Ashby � algo para

testar a resist�ncia de Jo�o.

Se os cavaleiros de Ricardo caiem em campo, como fica a sua causa?

Mal, senhor. O dinheiro assusta quando a for�a vence a raz�o.

Possuo apenas o que visto, n�o tenho armadura, nem cavalo de guerra.

Tenho de cavalgar contra os cavaleiros de Jo�o em Ashby ou eles ganhar�o.

Teria de tirar do resgate o suficiente para ter um cavalo e uma armadura.

Ent�o procur�-los-ei noutro local.

Estarei na pousada do arqueiro.

Aqui est� a minha m�o, assim selamos o nosso compromisso.

Por que me olha assim, Isaac?

� a primeira vez que toco de forma amig�vel numa m�o sax�, Sir Ivanhoe.

� na m�o de Ricardo que toca.

Bom escudeiro, ajoelha-te.

Uma vaca salta at� � lua, mas um tolo salta mais alto.

De Wamba, o servo, para Wamba, o escudeiro.

Quebre-a, Sir Ivanhoe, enquanto ainda tenho coragem.

Acaba agora a tua coleira.

Certifique-se de que � a coleira e n�o a minha cabe�a.

J� est�.

Que a tua pr�xima coleira seja apenas os bra�os de uma bela mulher.

Isso, senhor, ser� uma coleira que irei trocar todos os dias.

Quando me puseram isto, senhor, tinha 11 anos.

O meu pai morreu com a sua ainda � volta do pesco�o.

Sinto-me muito estranho.

Estranho? Por seres livre?

Sim e desejo que toda a Inglaterra possa sentir-se t�o estranha quanto eu.

Assim ser�, logo que Ricardo seja novamente rei.

Agora, bom escudeiro, vai dormir.

Escudeiro.

Alto, identifique-se.

Milady, o que faz aqui?

Disseram-me para entregar isto nos seus aposentos.

A esta hora? Pela janela? Quem a mandou?

N�o � altura para perder a l�ngua. Quem a mandou?

Sou da casa de Isaac de York.

Abra a caixa.

- Para que � isto tudo? - Para si.

Se s�o de Isaac, ter-mos-ia dado antes de eu partir.

N�o s�o de Isaac. Foram dadas � minha senhora da parte da sua m�e.

Quem � a sua senhora?

Rebecca, filha de Isaac.

Instruiu-me que lhe dissesse que s�o para a armadura e para o cavalo,

assim poder� combater em Ashby.

Isto � do conhecimento da sua m�e, Rebecca?

A minha m�e foi morta em Espanha h� dois anos.

Por isso � que o meu pai me trouxe para Inglaterra.

Se falhar em Ashby, cavalo e armadura s�o perdidos. Estas j�ias tamb�m.

N�o vai falhar.

Mas e se eu falhar?

Ent�o Inglaterra cair� tamb�m.

Ama assim tanto Inglaterra?

Uma prisioneira ama a sua pris�o?

- Ent�o por que me d� estas j�ias? - Em troca da vida do meu pai.

- O seu pai j� me recompensou. - Ent�o recompens�-lo-ei de novo.

Se mudar de ideias, se ficar com medo em Ashby, devolva-me estas j�ias.

Caso contr�rio, use-as para ganhar o dia.

Vou us�-las.

� tudo o que queria ouvir.

D�-me licen�a que volte?

N�o sozinha.

Escudeiro? Wamba!

Escudeiro Wamba? Sou eu. Estou a ir, senhor.

- O meu escudeiro ir� consigo. - Obrigada.

D� escolta a esta senhora at� a casa de Isaac.

Com certeza, senhor.

Desejo-lhe sorte, senhor cavaleiro. Adeus.

Adeus?

N�o ir� a Ashby, tendo-me colocado na lista?

N�o me ver� em Ashby, Senhor.

Por que n�o?

Porque n�o � prudente eu ir

e ainda menos prudente se fosse visto a cumprimentar-me l�.

Mas porqu�?

Porque sou filha do meu pai, senhor cavaleiro.

Por que outra raz�o?

Sauda��es, cavaleiros.

N�o conhe�o melhor desporto.

- O dia j� � nosso, Vossa Alteza. - Os sax�es s�o perdedores, Fitzurse.

Olhe para a cara deles.

Ricardo destruiu as flores desta terra.

E agora, o seu irm�o destr�i as sementes que restam.

Se eu fosse homem por apenas uma curta hora.

Precis�vamos de 100 como tu para trazer a gl�ria sax� de volta ao pa�s.

Foi errado deix�-la convencer-me a vir aqui, Rebecca. Haver� apenas dor.

O que � isto, um outro cavaleiro?

Pensei que estavam escolhidos.

O seu nome, senhor cavaleiro, ou o seu grau?

O meu nome, n�o o direi. A minha lealdade � a Ricardo, Rei de Inglaterra.

� normando ou sax�o?

Sou sax�o.

Escolha o seu advers�rio

apontando a lan�a ao seu escudo.

Negro dos p�s � cabe�a, o infeliz.

Em breve estar� coberto de sangue, Sua Alteza.

O louco. Desafia todos os cinco!

Destr�i-o de uma vez, Malvoisin.

Por tudo o que � maravilhoso, quase me sinto jovem de novo, Rowena.

Lembra-me muito um aluno meu.

Vou castigar Malvoisin por isto, esse idiota.

Por St. Dunstan, o nosso campe�o homenageia os judeus.

N�o, senhor,

creio que a sua homenagem foi � beleza, n�o � f�,

Acho que conhe�o o cavaleiro, Rebecca.

Como o conheces?

N�o o trouxe a nossa casa?

Como conseguiu a armadura e o cavalo?

As j�ias que eram da minha m�e.

Acha que errei?

N�o.

Aprovo.

Mas apenas o presente.

Sim.

Esconda esse rosto dos homem.

O seu gosto nas mulheres � uma bofetada de luva branca a cada sax�o.

Sir Ralph atir�-lo-� ao ch�o e a sua vergonha estar� completa.

Avance De Boeuf, o campo � todo seu.

Eu acompanho-o na gl�ria.

Siga-o com um cesto, ent�o.

Vou semear o campo com v�sceras e ossos sax�es.

Se desviar os olhos da luz do amor, Guilbert,

este cavaleiro tem bons truques. - Tenho notado.

Balan�a baixo o escudo, levanta a cabe�a e baixa-a antes do choque.

Juro que j� vi conheci este m�todo antes, mas onde?

Que rico. Foi feito lindamente.

Mais duas vezes e eu nada direi mesmo que o seu amor seja um macaco.

Gostaria que assim fosse.

Este cavaleiro n�o me � estranho.

- Apenas um sax�o poderia lutar assim. - Sir Ivanhoe?

- E querias tu que eu o atingisse. - Fui eu que te travei.

Que se engasgue na sua barba!

Foi ao seu inimigo como um touro idiota para o abate.

Agora � De Bracy.

Ele est� magoado.

Pe�o a Deus que ele n�o combata mais.

A que deus pode um judeu rezar por ele?

Ao mesmo Deus que fez ambos.

Fitzurse, traz este fanfarr�o at� mim.

Quero v�-lo de perto.

Marechal!

V� de novo.

� preciso mais que uns normandos para desmontar o meu filho.

O senhor n�o tem filho.

J� o ouvi dizer isso.

Est� a sangrar, senhor cavaleiro. Admite a derrota?

Luta muito bem para morrer de uma forma t�o cruel.

N�o me quer dar o seu lote em vez de combater?

Isso seria uma morte ainda mais cruel, Sua Gra�a.

Baixe a sua lan�a.

Pelas leis da cavalaria, ganhou o direito de escolher

quem deve ser rainha do amor e da beleza no nosso desporto.

Ser� um prazer que a nomeie

para que uma, pelo menos, esteja de luto quando cair por baixo do escudo.

Uma rainha sax�.

N�o h� fim para os seus insultos?

- Por que � que ele me desafia assim? - Esque�a-o, Sua Alteza.

A escolha dele n�o pode prejudic�-lo. O senhor � muito bem-amado.

Acorde. A coroa n�o est� assim t�o firme para permitir que me humilhem.

Fala dos mortos, Sua Alteza.

- Enfrentar� agora Bois-Guilbert. - Espero que o parta em dois.

Sabemos quem �, senhor cavaleiro.

A partir deste momento, seja a que pre�o, somos os seus homens.

Meu filho.

Milord, o seu lugar � ao lado dele.

V� ter com ele e perdoe-o.

Vai tu e v� se cuidam das feridas. Depois diz-me como ele est�.

N�o digas que te enviei.

Ele n�o me deixa tocar-lhe, senhora, vai morrer devido � perda de sangue.

N�o dever� ser deixado aqui e n�o irei deix�-lo morrer.

Senhor escudeiro, traga uma cama.

Ivanhoe.

Ivanhoe.

Desapontei-a, Rowena,

tal como desapontei o meu rei.

Ganhou a primeira vit�ria do rei.

N�o.

N�o at� eu vencer Bois-Guilbert.

Wamba, vai procurar um m�dico e tr�-lo aqui!

Um m�dico n�o, milady.

Ele sangrou bastante.

Quem julga ser para dizer o que deve ser feito?

Miriam de Manassas ensinou-me medicina

e eu posso cur�-lo.

Miriam de Manassas? Mas ela era uma bruxa. Foi queimada.

Sim, senhora, tamb�m me podem queimar a mim. Mas a ponta da lan�a

ainda est� dentro dessa ferida profunda. Se for tirada agora

nem mesmo a senhora pode garantir a sua vida.

Como posso ter certeza de que o que est� a dizer � verdade?

Vamos discutir enquanto ele morre?

Eu posso cur�-lo, milady.

Se o pode mesmo fazer, leve-o. Se n�o pode, fique de fora.

Fico de fora, por si?

N�o, senhora.

Por Ivanhoe.

Como o conheceu?

O meu pai conhece-o, milady, n�o eu.

- Para onde o vai levar? - Para casa do meu pai, em Sheffield.

Vou deix�-lo aos seus cuidados.

N�o o vou deixar morrer.

Posso enviar o escudeiro para ir buscar uma maca?

- Faz o que a senhora pede, Wamba. - Sim, milady.

Jure-me que vai curar a ferida dele.

A ferida vai sarar.

Ama-o.

Mal o conhe�o, milady.

Como saberei de que forma ele evolui?

Vou-lhe enviando not�cias pelo escudeiro dele, milady.

Ficarei � espera.

- Ent�o? - Ele est� em boas m�os, senhor.

- S�o feridas graves ou ligeiras? - Graves, senhor.

Lev�-lo-�o para Sheffield. Ser� atendido l�.

Iremos at� Sheffield at� ele estar fora de perigo. N�o o deixe saber disto

ou vai achar que amoleci ou que estou seniI. Hundebert! Os cavalos!

Diabos o levem.

Maldi��o sobre esse maldito cavaleiro negro.

- Por que n�o o mataram em campo? - Porque ele n�o � est�pido.

Como pode um normando segurar o trono de Inglaterra

quando os seus cavaleiros caiem como tordos

sob um desconhecido charlat�o sax�o?

Um palha�o, ainda por cima desconhecido.

Defrontei aquele cavaleiro no Acre, na guerra.

Ent�o diga-nos quem �.

O escudeiro preferido do seu irm�o Ricardo. Wilfred de Ivanhoe.

Ivanhoe? Aqui em Inglaterra? Disse-me que ele estava morto!

Deveria estar e estar� quando nos voltarmos a encontrar.

Carrego a promessa da sua morte no meu peito.

Ent�o por que est� ele aqui?

Onde mais encontraria ele o resgate de Ricardo sen�o entre os sax�es?

Tem a certeza?

N�o. Mas confio na minha intui��o, algo cheira a esturro.

A quem homenageou Ivanhoe hoje com a sua lan�a no galanteio?

Uma judia chamada Rebecca, filha de Isaac, o banqueiro da sua tribo.

O que poderia ele querer dos judeus exceto dinheiro para o resgate?

- Onde est� ele agora? - N�o muito longe do dinheiro.

Quero que o encontre e o capture, e a cada homem que o tentou ajudar.

- As mulheres tamb�m? - As mulheres, os servos, os c�es.

Quero cada criatura,

sax�o, judeu ou normando, que deu a m�o para ajudar Ricardo.

Mas acima de tudo, quero Ivanhoe,

- Custe o que custar. - Vai t�-lo, sua alteza.

Prepare tudo. De Bracy, v� com ele. Front De Boeuf, tamb�m.

Sim, meu soberano.

Que a ameixa madura caia na tua m�o.

Na minha ou em nenhuma.

Eu amo-o.

N�o me deveria sentir assim.

E no entanto amo-o, Ivanhoe,

com toda a �nsia deste mundo solit�rio.

- Como est� ele? - Est� tudo bem com ele, pai.

E contigo?

N�o penses que n�o vejo a solid�o na tua vida.

A felicidade que esperas � leg�tima, todos os seres humanos a anseiam,

mas n�o ir�s encontr�-la aqui.

A religi�o deste cavaleiro pro�be-o de te ver como uma mulher,

assim como a tua te pro�be de o ver como um homem.

Por que n�o � tamb�m proibido sentir alegria ou tristeza?

Tenta ensinar isso a ti mesma tamb�m.

Ent�o, falhei.

Se os nossos ensinamentos forem falsos, morrer�o,

mas at� esse momento, temos de respeit�-los.

De morrer por eles, quer o pai dizer.

O meu cora��o est� partido, pai.

O meu cora��o partiu-se h� muito tempo

mas ainda me serve.

A minha filha trouxe-o para aqui e tem tratado da sua ferida, Sir Ivanhoe.

Novamente, veio ao meu aux�lio.

E o senhor, Isaac.

Descanse, senhor cavaleiro.

O resgate est� a crescer mesmo enquanto falamos

aqui em Sheffield, mas principalmente em York.

Quando puder, iremos l� para o juntar.

N�s?

J� arriscou o suficiente.

Fique aqui em seguran�a, Rebecca.

Que lugar nem Inglaterra � seguro at� que o resgate seja pago?

Disse que n�o amava Inglaterra.

- Locksley gostaria de lhe falar, senhor. - Sir Ivanhoe.

Os chacais de Jo�o procuram-no. Sabem quem � e que Isaac o ajuda.

Jo�o enviou Bois-Guilbert para o capturar.

Estar� seguro em York?

- Sim, Sir Ivanhoe. - Ent�o v� para l�.

- V�o derrubar cada porta, em Sheffield. - Nem todas as portas. N�o a de Cedric.

- Ele deita-lhes o telhado por cima. - Cedric, em Sheffield?

Sim, senhor, para ouvir not�cias suas.

Leva esta senhora e o seu pai at� ele. Pede-lhe prote��o at� Rotherwood.

Encontramo-nos em York, logo que possa andar. Defende-os com a tua vida

- at� que eles estarem seguros em York. - Sim.

Vai, ent�o, agora.

Vamos escond�-lo na floresta at� que as suas feridas se curem.

- N�o est� aqui ningu�m. - Do que estava � espera?

Ouviram sobre n�s e fugiram, e levaram a mulher com eles.

N�o devem ter voado longe.

- Sei onde est� Isaac e a sua filha. - Onde est�o eles?

No caminho para Rotherwood sob a prote��o de Cedric.

- E Ivanhoe? - Na floresta com os rebeldes.

Apanhamos o pai em primeiro lugar.

- Apanhar Cedric, ir� revoltar Inglaterra. - Jo�o deu-me poderes plenos.

Uma vez que Cedric esteja detido, apanharemos Ivanhoe.

- Junta os homens. Vamos embora. - Sim.

Guilbert.

- Ponderaste bem isto? - Sim.

Arriscarei tudo de uma vez e vencerei.

Vencer o qu�? Uma judia ou um vespeiro?

Escudeiro Wamba.

Escudeiro Wamba!

Eu dou-te o escudeiro, seu renegado.

- P�e o colar no pesco�o ou tor�o-to. - Estou sentido, senhor.

� esse o tom que um cavalheiro usa para com outro?

Fora da minha vista antes da minha ira ferva e te esmague como uma ameixa!

Deixei Ivanhoe aos seus cuidados at� que o seu ferimento fosse curado.

E agora cavalga ao meu lado como se fosse � igreja.

Voc�s infi�is nunca mostram os vossos sentimentos?

Somos ensinados a n�o os ter, milady.

Vai ver Ivanhoe em York?

N�o sei, milady.

Mas espera que sim.

Sim, espero poder.

Ser� que ele sabe que discutimos em Ashby por ele?

N�o, senhora.

Ser� que uma judia sente ci�mes?

Sim, milady.

Ent�o n�o s�o assim t�o diferentes dos sax�es.

Morte aos c�es normandos!

Deus salve Inglaterra!

Deus salve Wamba.

Dou-lhe as boas-vindas ao meu castelo, Sir Cedric.

Torquilstone foi amaldi�oado assim que colocou o seu p� normando nele.

Fale melhor, sax�o, ou colocarei o meu p� normando na sua garganta!

Um cavaleiro aproxima-se a sul!

Milord, � Ivanhoe.

- Ivanhoe. - Sim, senhor.

Vindo como um cordeiro para o a�ougueiro.

Veremos o rosto dele, finalmente.

Bois-Guilbert, prendeu o meu pai e os seus.

Esta quest�o diz respeito apenas a n�s dois.

Liberte-os e acerte as contas comigo.

O que ganho em deixar os outros sa�rem livres?

Vou julgamento diante de Jo�o se eles forem libertados numa hora.

Ponham este c�o a ferros e acabem com ele.

Aproxime-se e entregue-se, e os restantes podem partir livres.

Pela autoridade conferida pelo pr�ncipe Jo�o, fa�o-o prisioneiro, Ivanhoe.

N�o nos engana, Ivanhoe.

Ningu�m se entrega aos inimigos como uma mulher embriagada. O que quer?

Tem medo do que um homem desarmado possa fazer?

Pe�o tempo a s�s com o meu pai para fazer as pazes com ele.

- Deixe-o ir e leve-me diante de Jo�o. - Ver� o seu pai a s�s.

Leva este cavaleiro ao seu pai, mas guarda-o bem. Vai com ele, De Bracy.

- Fico-lhe em d�vida, Bois-Guilbert. - Pag�-la-�, Ivanhoe.

Aqui est� o velho touro.

Est� a remoer no pr�prio sil�ncio, ao que parece.

Levante a sua cabe�a, vou arranc�-la do seu pesco�o!

Este encontro dever� ser comovente.

�s muito tolo, deixaste-te apanhar tamb�m?

Sou o �nico que eles querem.

- Bois-Guilbert prometeu libert�-lo. - Deixo-te aqui para que te enforquem?

Ou�a-me. Locksley e os seus arqueiros est�o todos � nossa volta,

mas o pai � o �nico l�der capaz de tomar este lugar.

Ele est� � sua espera. V� ter com ele.

Certo, de bom grado.

Foste com Ricardo desafiando a minha vontade, mas eu esque�o isso tudo.

Talvez me ou�as da pr�xima vez.

O meu pai est� pronto para sair.

Sair� quando nos disser onde est� escondido o dinheiro do resgate.

- Levem-nos para as masmorras. - � assim que mant�m a sua palavra!

Malditos normandos! Bois-Guilbert, ser� enforcado por isto!

Ivanhoe! Ivanhoe!

Ouvi a voz de Ivanhoe.

Efetivamente ouviu, milady.

Espero que o tenha ouvido bem.

V�o passar muitos anos at� o ouvir de novo.

Se o Pr�ncipe Jo�o magoar Sir Ivanhoe

que cada sax�o seja amaldi�oado e arruinado.

Que a morte vos ataque estando de p�, a andar, a cavalgar ou a dormir.

Ainda assim, ele ter� a coroa de Inglaterra na sua cabe�a.

Sentar-me-ei a seus p�s quando ele for rei.

N�s. N�s n�o seremos idiotas.

- N�s? - Sim, n�s.

� a �ltima da linha da realeza sax�.

Agora que Cedric n�o lhe encontrar� um rei sax�o para se casar,

sou de longe o mais eleg�vel da nova ordem.

- � louco? - N�o, querida senhora, ambicioso.

Tenho um gosto pela beleza e amor pelo dinheiro,

e a senhora tem ambos.

Ter� de mudar essas p�ssimas maneiras sax�s.

Ser� um prazer fazer isso.

Entre. Entre, Sir Ivanhoe.

Est�vamos prestes a fazer este velho judeu falar,

mas tem prioridade, sendo um cavaleiro sax�o. Atem-no junto do outro.

- Deixemos as perguntas para depois. - Volte r�pido.

Ou perdemos 150.000 marcos de prata. - Vou ser r�pido.

O que fizeram ao meu pai?

Front De Boeuf � o anfitri�o dele, Eu serei o seu.

Que Deus tenha piedade sobre ele, ent�o.

N�s somos homens misericordiosos, Rebecca,

quando apelam � nossa miseric�rdia.

Se t�m um pre�o, diga qual �. O nosso povo angariar� esse valor.

O seu povo n�o poder� pagar.

A Rebecca � o pre�o

e eu sou o cobrador da d�vida.

Ent�o � um cobarde falso que n�o cr� em nada,

muito menos nos votos da cavalaria.

Pelo contr�rio, os meus votos de cavalaria fazem-me matar os infi�is,

mas o meu cora��o � mais forte do que a minha espada.

Vou possui-la, Rebecca, nem que morra por si.

Experimente possuir-me e morreremos os dois.

Eu agora e o senhor assim que Ricardo regressar a Inglaterra.

Rejeita-me por causa de Ivanhoe, n�o �?

O que diria se tamb�m ele estivesse dentro destas paredes, em cativeiro?

Desprez�-lo-ia por ser um mentiroso.

No entanto, ele est� aqui.

N�o acredita em mim, pois n�o?

Se eu lhe disser que ele se veio entregar como ref�m para libertar o pai

e o acolhemos, sem viol�ncia? N�o � o suficiente?

O curativo no bra�o � de linho fino

e a sua roupa bordada com um alfinete dourado.

Acredito em si.

Ent�o, acredite nisto tamb�m. Ele n�o a pode salvar.

Ao contr�rio de si,

n�o morrendo, mas vivendo.

Se morrer, ele tamb�m morrer�, assim como todos os outros.

H� muitas maneiras de morrer

e esta � apenas a mais simples.

N�o entendeu o nosso neg�cio, Rebecca. Quero-a viva, n�o morta.

Da pr�xima vez que eu vier, venha ao meu encontro com desejo

ou n�o se salvar� ningu�m.

O fogo est� quente o suficiente, senhor.

Diga-nos onde est� o resgate e a sua morte ser� mais r�pida.

Se o magoar, seu c�o normando,

cada sax�o em Inglaterra vingar� o seu sangue.

J� viu carne a assar no espeto?

Eu vi traidores. Bem-passados, com molho vermelho.

Ordeno-vos que entreguem os prisioneiros que t�m detidos

ou sofrer�o um cerco e um ataque!

Faremos esta exig�ncia apenas uma vez!

Contratamo-lo como bobo ou enforcamo-lo?

V� embora antes que o fa�amos desaparecer!

Vou mostrar-vos que n�o estamos aqui para os fazer rir.

Onde est� o seu sorriso agora, normando?

N�o achais gra�a ao que v�s?

Mais uma buzina e at� mesmo as �rvores nos atacar�o.

- Tem homens suficientes no castelo? - Contra aquele rebelde?

- O dobro do que preciso. - Duvido.

Aquele rebelde est� sedento de �dio por n�s.

Vamos alimentar-lhe o �dio.

Traz Ivanhoe � muralha.

Corta as amarras.

Arqueiros, a postos!

V�o ter a vossa resposta, normandos!

J� tem a sua, sax�o! Olhe.

Um passo em falso e o seu cavaleiro ser� enforcado diante dos seus olhos.

Agora, leve os seus homens e v�-se embora.

Fique, Locksley! Em nome de Ricardo, ataque-os e limpe-os a todos!

Para qu� gastar boa corda?

� assim que entregamos os prisioneiros que guardamos.

Aqui vai o primeiro!

Solta-me ou levo o teu mestre comigo!

N�o cortes nada ou corto-te a garganta! Se me matarem, eu mato-o.

De Boeuf tem tanto de corajoso quanto de tolo.

Muito coragem para se perder.

Soltem-no!

Eu ordeno!

Atirem as setas!

Atr�s dele!

- Maldi��o! Perdi-o! - Vamos apanh�-lo em breve.

- Alerte os homens, estamos cercados - Soem o alarme!

Levadi�a para cima! A ponte levadi�a! Trompetes, cada homem ao seu posto!

Armaduras e espadas! Para a ponte levadi�a!

Como est�o as coisas?

Locksley est� a atacar.

Mostrem-me uma garganta normanda.

Os sax�es podem lutar?

- Todo o dia e toda a noite! - Todo o dia e toda a noite!

O fogo � bom para n�s! Vamos ati��-lo!

Parem!

Avancem!

V�o atacar-nos a partir do port�o da ponte levadi�a.

Preparar arcos!

- Bem fechados como cidra num frasco. - E agora explodiremos a garrafa.

Para as paredes!

A cela est� a arder.

Desta vez, os homens devem ir onde as setas j� foram.

- Consegues tomar conta da barbac�? - Se consigo, com uma m�o s�.

Ent�o toma conta dela. N�o podem lutar contra o inc�ndio e sax�es.

De Boeuf!

- Leva 12 homens e apaga aquele fogo. - Espere!

- O fogo esperar�. Preciso de homens. - Irei apenas com dois homens ent�o.

- O que fazemos agora, senhor? - As mulheres. Onde est� Rowena?

- Perto da cela onde me prenderam. - E a Rebecca?

- Temos de a procurar. - N�o, procurem antes por mim.

Preparem as pedras!

Atirem!

Rowena.

Vamos! Depressa!

R�pido! R�pido! Ram!

R�pido! Ram!

Ram! Ram!

A barbac� caiu. Perdemos o castelo. � o fim de todos n�s.

H� ainda uma hip�tese. N�o � nobre, mas � a nossa �ltima.

Poder�amos cavalgar no meio deles.

- N�s os dois? - Quatro. As mulheres ser�o escudos.

Venha comigo rapidamente! O castelo est� em chamas!

- Siga-me. Est� em perigo. - Prefiro morrer a segui-lo.

N�o h� tempo para discuss�es entre amantes. Ir� assar aqui dentro.

- Por que me faz usar... - Vire-se e defenda-se, De Bracy!

Chega. Pe�o miseric�rdia.

Onde escondeu a Rebecca?

Receio que seja tarde demais.

Bois-Guilbert fugiu com ela.

Baixem a levadi�a!

Segurem as flechas! A mulher, est� com ele!

Torquilstone est� perdido e a nossa �nica prisioneira �s tu, infiel.

Perd�o, meu soberano. A minha prisioneira.

- A nossa prisioneira. - Mas, meu soberano...

Volte aos seus aposentos at� que eu o chame de novo.

- E a minha prisioneira? - Permanecer� dentro destas paredes.

- Meu soberano... - Retire-se.

A sua derrota pode transformar-se ainda em vantagem, Sua Alteza.

Com o castelo queimado, o bom Boeuf morto

e Ivanhoe � solta, a recolher esse resgate infernal,

- Com ambas as m�os? - Mas a senhora Rebecca est� aqui.

Uma feiticeira, ensinada por uma bruxa que foi queimada.

- Acredita nesse disparate? - N�o, mas o seu povo acredita.

Acho que tem a espada com a qual pode enterrar Ricardo para sempre.

Quem precisa de mais riqueza para o resgate de Ricardo?

Somos os novos ricos, senhor.

Roubamos aos normandos e emprestamos aos sax�es.

De um normando que n�o lhe dar� mais uso.

Toca harpa agora.

E isto � da sua dama, que deu tudo o que tinha aos pobres.

Aben�oe a sua natureza generosa.

N�o fale mais dos antigos propriet�rios, seu vil�o,

o meu nome est� entre eles.

- Isto ser� o suficiente? - Ainda n�o.

Do povo de Israel, 100.000 marcos de prata.

Cumprimos a nossa parte do compromisso para resgatar Ricardo.

100.000 marcos de prata neste peda�o de nada?

Precisamos de ajuda para Ricardo que um homem possa ver e tocar.

Esse peda�o de nada n�o � nada, senhor.

H� comerciantes em Viena que devem ao nosso povo em York.

Estes escritos s�o para eles pagarem o que devem em ouro austr�aco.

Pode converter tamb�m este lixo pesado em escritos?

Ser� feito.

Meu filho.

- Alguma not�cia da Rebecca? - Sim, finalmente.

Isaac, prepare o seu cora��o, tenho m�s not�cias.

Jo�o mant�m a sua filha em cativeiro no Castelo Real, em Wallingford.

Qual � a acusa��o contra ela?

N�o sei. Mas tem 40 dias para resgatar a ref�m.

100.000 marcos de prata, o mesmo que est� a dar para Ricardo.

Consegue angariar esse valor de novo?

Jo�o sabia disto quando calculou o valor.

Use o que tem e liberte a Rebecca. Iremos procurar para pagar o resgate.

Ou perdemos um rei ou perde a sua filha

A sua vontade � a nossa, Isaac.

A minha vontade � a de Deus.

Liberte-se o rei.

Ricardo n�o iria aceitar o seu trono a tal pre�o.

A minha filha n�o morrer� para salvar o trono de Ricardo, Sir Ivanhoe.

Ela morrer� para salvar o seu povo.

Dou-lhe a minha palavra de que farei tudo at� ela estar livre.

Mas o resgate. Quem ir� lev�-lo para �ustria?

- O senhor. - Sim, eu vou.

Por que est� t�o p�lida?

Teme por mim?

Terei a resposta apenas quando a Rebecca estiver livre.

Isso ser� em breve.

Ivanhoe continuar� a ser Ivanhoe?

Um homem, na d�vida, � outro homem.

Continuarei a ser Ivanhoe.

Talvez, talvez n�o.

A escolha � sua, Ivanhoe, n�o � minha e nem de Rebecca.

Acha que a vou ajudar porque a amo?

Saberei isso quando souber onde acaba a pena e come�a o amor.

Estou com medo, Ivanhoe,

e eu sou ciumenta.

V� e liberte-a.

Adeus.

Levante-se, infiel, de modo a que o tribunal possa ver o seu rosto.

A infiel, Rebecca de York, � acusada de crimes

de feiti�aria e magia negra.

Que comece o julgamento.

A testemunha, Roger de Bermondsley, soldado em armas.

Diga ao tribunal o que sabe sobre esta mulher.

No castelo de Torquilstone

vi esta arguida empoleirada no parapeito da torre mais alta.

Com os meus pr�prios ouvidos ouvi-a chamar os poderes das trevas.

Imediatamente, ela transformou-se num cisne negro

que circulou tr�s vezes � volta do castelo e voltou para a torre,

e voltou a ser acusada!

- Meu senhor! - O tribunal ir� abord�-lo,

quando for apropriado, cavaleiro. At� l�, sil�ncio ou saia!

Ganho a vida, milords, como serva de Isaac de York, em Sheffield.

H� umas noites atr�s, ouvi o som dos cantos

e olhei por um buraco da fechadura.

Vi o corpo de um cavaleiro morto deitado sobre uma palete.

Por cima dele estava um esp�rito maligno,

a falar uma l�ngua macia,

e o cavaleiro agitou-se e ressuscitou.

Pode dizer quem era este cavaleiro?

O nome falado foi Sir Wilfred Ivanhoe

e ele levantou-se t�o vivo quanto eu.

Pode ir.

Perdoe-me, senhora! Obrigaram-me a diz�-lo!

As palavras de Sir Brian de Bois- Guilbert para os acusados foram estas:

" Confesso que vivo sob um feiti�o. "

" Quem poderia faz�-lo sen�o tu?"

"Quem poderia seduzir-me t�o r�pido sen�o uma feiticeira?"

A bruxa respondeu?

Apenas atrav�s da utiliza��o dos seus poderes do mal,

que provocaram uma paralisia na m�o do cavaleiro

e o afastou da sua presen�a.

Meu senhor, ele mente. Esta mulher � t�o bruxa quanto eu ou o senhor.

O que precisa mais como prova do que o encantamento do cavaleiro?

Sanciono este julgamento com o cora��o pesado,

mas o dever tem de ser aplicado.

Como uma praga passando de m�o em m�o,

o flagelo da bruxaria espalha-se por toda esta terra,

at� aos homens noutras terras.

Sim, at� mesmo para o meu irm�o Ricardo.

- N�o! - N�o!

Sim, Ricardo, procurado e considerado morto, foi encontrado.

� de longe melhor ter morrido

do que ter ca�do nas m�os de feiticeiros e id�latras.

Considerem o seguinte:

Se um deles consegue desviar um homem como o Sax�o Ivanhoe

e um homem como o normando Bois-Guilbert,

o que ter�o feito a Ricardo, que � tamb�m um homem?

Encontraram -no e com o seu maldito ouro

compraram a sua liberdade e a sua alma.

Ele vai tentar voltar a estas margens, mas ele j� n�o � o mesmo Ricardo.

� um homem seduzido e enfeiti�ado, contra Inglaterra, assim como a infiel.

Nunca houve um rei comprado por t�o pouco.

- N�o! - N�o!

Que se salve Inglaterra sem derramar uma gota de sangue ingl�s.

Al�m de um servo dos judeus, quem chamaria a Ricardo ingl�s?

Queimem esta infiel!

Com a mesma tocha, conduzam o seu povo para o mar, e Ricardo com eles.

- N�o! - N�o!

Ajusti�a deste tribunal permite que o preso

possa falar em sua pr�pria defesa.

Miriam de Manassas ensinou-me medicina.

� verdade.

Sempre procurei usar essa habilidade

ao servi�o do homem, para aliviar a sua dor.

Se isso me condena � feiti�aria, juntamente com meu povo,

ent�o que Deus tenha miseric�rdia de cada homem

que pede miseric�rdia e justi�a aos seus semelhantes.

Pois o �nico poder misericordioso neste mundo � a morte

e s� a justi�a est� para al�m do t�mulo. Sou inocente.

Milords, antes que a prisioneira se condene pela sua pr�pria boca,

exijo o direito de me dirigir perante o tribunal.

- Recuso? - N�o. Deixe-o falar.

O seu pedido foi concedido pelo tribunal, senhor cavaleiro.

Este tribunal fechou os olhos e os ouvidos ao seu destino, Rebecca.

Est�o a consider�-la culpada

e ser� queimada,

e as suas cinzas ser�o espalhadas aos quatro ventos.

O meu povo n�o se envergonhar� da maneira como eu morrer.

O julgamento n�o pode ser interrompido, mas a senten�a pode.

Quando for acusada, confesse.

Porqu�? Por crimes que n�o cometi?

N�o importa, confesse e pe�a perd�o.

Eles devem conced�-lo com uma condi��o:

Que renuncie � f� de Israel.

Eu n�o vivo no mundo que me oferece.

N�o tem o soI nem a lua, nem ar para respirar.

N�o tem f�, nem amor, nem honra.

Quando sair dele, acho que n�o ter� vida.

Chega. Est� a fazer este tribunal perder tempo. Prossiga.

� em ac�rd�o solene deste tribunal

que Rebecca de York seja pronunciada como bruxa,

infetada com poderes sat�nicos e culpada de artes demon�acas.

Por isso, abandonamo-la � sua puni��o:

Morte pelo fogo.

Esperem, milords!

Eu, Wilfred de Ivanhoe, desafio o ac�rd�o deste tribunal.

Exijo que a sua culpabilidade ou inoc�ncia

seja determinada, aos olhos de Deus, atrav�s de uma batalha.

Instrua-me se esta aposta de batalha � obrigat�ria quando em tribunal.

�, senhor. Um recurso para o julgamento de Deus

n�o pode ser negado por direito comum ou can�nico.

A menos que a acusada rejeite a oferta da batalha.

O que diz a acusada?

Aceito a oferta com todo o meu cora��o.

- O tribunal pode escolher o campe�o? - Pode, senhor.

Sir Brian de Bois-Guilbert, aceite este desafio em nome do tribunal.

Aceito humildemente esta honra que me � oferecida

para defender a miseric�rdia e a justi�a do meu pr�ncipe com uma batalha.

O tribunal ordena.

No terceiro dia, a batalha ser� travada,

nas listas de Ashby,

at� � morte.

Como comandante das listas, imponho-vos

que se algum combatente violar as leis da cavalaria,

gritarei " cobarde!" e quando a lan�a cair ao ch�o,

o condenado deve ser morto imediatamente pelos arqueiros reais.

Rebecca, quando eu entrar nestas listas em combate,

devo manter o meu nome. Se o fizer, Ivanhoe morrer�

e sentir�s muita dor e sentimento de culpa, de a� em diante.

Se me retirar agora, Ivanhoe ganha por omiss�o, e os dois viver�o

enquanto eu cairei em desgra�a, um cavaleiro sem fama e sem honra.

Faria isso tudo se me dissesse:

" Bois-Guilbert, desisto de Ivanhoe por si. "

Estamos todos nas m�os de Deus, senhor cavaleiro.

A sua vida estar� por segundos e a dos sax�es tamb�m.

Uma vez que est� pelo tribunal, Bois-Guilbert, escolha primeiro.

- Que arma usar�? - Usarei o ma�o e a corrente.

O seu advers�rio escolhe o pr�ximo combate.

Tal nega-lhe a lan�a.

Portanto, escolha entre o machado ou a l�mina.

Escolho o machado.

Armem-se, valentes senhores, aos seus postos.

Que Deus defenda o direito.

Que Deus defenda o direito!

Cuidado, sax�o, n�o pode atacar o cavalo!

Ivanhoe, que Deus o salve.

Rebecca.

Culpe o destino, pois era eu que a amava e n�o Ivanhoe.

Foi sempre minha

e s� minha.

Deus a aben�oe.

Milady, ele disse a verdade �s portas da morte.

Ainda ama Ivanhoe?

N�o, senhora.

Roubei um pouco de felicidade, talvez,

mas n�o dele nem de si,

s� dos meus sonhos.

O cora��o dele sempre foi seu.

Perante mim ajoelha-se uma na��o dividida.

Levante-se um homem e que seja por Inglaterra!

:: Ressincroniza��o ferneiva ::

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