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Zulu
Podíamos ter durado uma vida toda.
Com você, eu não…
Sexualmente. Não sei como dizer isso.
NO EPISÓDIO ANTERIOR
Nunca cheguei ao…
Você me falou dos benefícios do sexo tântrico.
- Está pensando em adotar a prática? - Não.
Agora empurre os quadris.
O aplicativo que rastreia os dispositivos está apontando pra cá.
Vou te matar, seu desgraçado!
Alô, Clarita? Liguei para te fazer uma proposta.
Quer jantar aqui em casa?
Bom dia, Eliseo.
Olá. Vocês voltaram?
Sim, mas desta vez as circunstâncias não são tão agradáveis.
Por quê? O que houve?
É isso que viemos perguntar.
O que houve?
Como assim?
Froilán Ravarotto, do edifício na rua Arismendi, 1684.
Ele foi demitido por um suposto roubo.
Ah, o Froilán. Fiquei sabendo.
Parece que foi pego em flagrante.
Não devemos trair a confiança que os proprietários depositam em nós.
Ele queimou o filme de todos os zeladores.
É, concordamos.
Mas, recentemente, Ángel Garrido também pediu demissão.
O que isso tem a ver?
Dois colegas de longa trajetória no ramo perderam o emprego
no mesmo bairro em menos de um mês.
É muito estranho.
Não vejo ligação alguma.
No momento, também não vemos.
É bom ficarmos alertas.
Sempre há uma empresa de merda que quer passar por cima do sindicato.
E não podemos deixar isso acontecer.
Por isso estamos andando pelo bairro
e perguntando aos zeladores se viram algo estranho.
Eles só precisam nos ligar.
- Tem algo que queira nos contar? - Não, nada.
Se eu souber de algo, aviso. Mais alguma coisa?
- Não, obrigado. Vamos? - Até mais.
MEU QUERIDO ZELADOR 3
Saiba que, nesta empresa, sou a única pessoa indispensável.
Os demais vêm e vão.
Por exemplo, o Froilán, seu antecessor, roubou uma coisa.
O que aconteceu? Ele perdeu o emprego.
Imagina, Eliseo! Nem precisa me dizer isso.
Não se preocupe. Você me conhece, sou de confiança.
Nunca ficaria com nada que não é meu.
Falando nisso, também não quero ficar com isto preso na garganta.
Quero dizer, olhando nos seus olhos,
que estou muito agradecido
por esta oportunidade.
Eu sonhei a minha vida toda em ser zelador.
Que bom! Mas sonhar em ser zelador não é o suficiente.
É preciso se parecer e agir como um. O comportamento é fundamental.
A atitude, a presença, a imagem.
Por exemplo, fique reto. Ombros pra trás.
Isso.
Um homem entra.
"Doutor Caparelli, como está? Em que posso ajudá-lo?"
Por favor, repita.
Um homem entra.
Sr. Caparelli, bom dia. Em que posso ajudá-lo?
Esse "Sr. Caparelli" ficou sem graça. Temos que chamá-los pelo título.
E se o Caparelli não tiver título?
Diga mesmo assim.
Se for alguém que trabalha em construção, diga: "Como vai, Sr. Arquiteto?"
- Entendeu? - Sim.
Alguém da área da saúde: "Olá, doutor."
Doutor. Claro.
Ninguém fica chateado, mesmo que não seja o título dele.
Mas faça isso com convicção, Gabriel. Tudo bem?
- De novo? - Vamos ver.
Ele entra.
Dr. Caparelli, bom dia. Como vai?
Estou sempre ao seu dispor, 24 horas por dia.
- Isso! Adorei. - Legal.
- Muito bom, de verdade. - Confie em mim, Eliseo.
Quantos zeladores o senhor gerencia?
Com você, dois. Estou de olho em mais três.
Quico Morales,
50 anos de idade,
ex-treinador de tênis, divorciado, tem três filhos.
Deve seis meses de pensão alimentícia.
- Já é um começo. - Claro.
César Dionisi, 33 anos. Paraguaio com cidadania argentina.
Recentemente, começou a namorar Dallys Burgos Villalba,
que também é paraguaia.
Ela não tem documentos. Temos que ajudar essa mulher.
Marta Lelia Percíncula, apelido Martucha, 63 anos, viúva.
Tem três endopróteses.
Caçadora de autógrafos de famosos.
A Martucha do Zabala, que fica na esquina com a Arismendi?
Isso mesmo.
Ela é uma bruxa velha! Qual é!
Desrespeitando os mais velhos? Não gostei disso.
- Foi mal. - Estamos conversando muito, Gabriel.
Continue com seu trabalho.
Limpe sempre de cima para baixo,
nunca de baixo para cima, senão ficam muitas gotas de água.
- Vamos ver. Devagar. Ótimo. - De cima…
Os corvos do sindicato estavam aqui.
Fiquei sabendo.
Será que vieram por conta própria ou algum dedo-duro os chamou?
Vai saber.
Será que estou conversando com um traidor e nem percebi?
- Acho que não, né? - Pare com isso! Não sou dedo-duro.
Resolvo meus próprios problemas, como você faz,
sem precisar chamar ninguém.
Que bom!
E tem algum problema no momento?
Não sei. Veremos.
Clarita, como vai?
Queria perguntar se você tem alergias ou alguma restrição alimentar,
porque vou preparar o jantar de sábado.
Me responda quando puder. Um beijão. Até mais.
A lancheira vai estragar. Tenho que buscar.
- Sra. María Pía, Gonzalo. Bom ver vocês. - Olá.
- Já que estão aqui… - Diga.
Fiquei sabendo que estavam procurando uma diarista.
- Já encontraram ou ainda não? - Ainda estamos procurando.
É mesmo? Acho que tenho a garota perfeita pra vocês.
Que maravilha! Quem?
A esposa de um zelador que trabalha neste bairro.
Extremamente confiável.
Oi, Martucha.
Há quanto tempo! Vou tomar só um segundinho seu.
- Não, saia daqui. - O quê?
Quem você pensa que é pra me chamar de Martucha?
- Como? - Pra você é Marta Lelia Percíncula.
E saia da minha calçada ou vou te encharcar, atrevido de merda!
Nos conhecemos a vida toda. Qual é o problema?
Exatamente, eu estava só esperando o dia em que você tentaria me ferrar.
- Porque você é desse tipo. - Não.
Vá para o inferno com sua empresa de merda.
- Saia daqui! - Mas Marta…
- Agora! Vamos! - Por favor!
- Anda logo! - Mas Marta!
Vai pra puta que te pariu!
Molhou meus pés, desgraçada!
O que faz aqui?
Aproveitando que seu chefe não está
pra dar uma olhada no escritório.
- Com licença. - Quê? Não! Gómez, por favor.
Vai arriscar meu emprego. E se o Eliseo voltar?
Veja só a toca que o rato cavou!
Por favor, vá embora. Não quero perder meu emprego. É sério.
Pare de reclamar.
Preciso da lista de associações que fizeram reuniões com o Eliseo.
E do preço que ele ofereceu.
Agradeço, senhor,
mas acho melhor eu não me envolver nisso.
Agradeço a oferta, mas não.
O Eliseo é apenas um homem. Nós somos muitos.
Quer mesmo apoiar um homem contra muitos outros?
Ou prefere se juntar a nós e combater um homem só?
Vou te dar a lista.
BSI BASURTO SOLUÇÕES INTEGRADAS
Vamos rebater bolas sem marcar pontos. Não quero te derrotar.
- Não, vamos marcar pontos. - Tem certeza?
- Claro. - Está bem.
- Que quadra? - Ali, número dois.
Está 15 a 0.
Bela jogada, Eliseo. Excelente.
Está 30 a 0.
Está 40 a 0.
Game.
Está 2 a 0.
- Não! - Está 4 a 0.
Venci o set!
Está cansado? Quer parar?
Não, vamos jogar, sim. Tudo certo.
- Fora. - Beleza.
Não!
Merda!
Não!
Puta que pariu!
- Você era treinador de tênis, né? - Sim, e um dos bons.
Até que tive uma lesão muito grave.
E minha esposa ficava me enchendo o saco todo dia.
"Você tem que largar o tênis e arranjar um emprego fixo."
Segui os conselhos dela.
- E então virou zelador. - Exato. E o que aconteceu?
Meus turnos de trabalho coincidiam com o tênis.
Que pena! Mas dá pra resolver isso.
Se for trabalhar para mim na Basurto Soluções Integradas,
poderá ensinar tênis quantas vezes quiser, na hora que quiser.
Pois é. Uma ótima oportunidade.
Não sei, Eliseo.
Eu perderia a categoria, os direitos. Não, custaria muito.
- É verdade, custaria muito. - Foi o que eu disse.
Mas teria benefícios.
Posso te recomendar
aos turistas estrangeiros dos apartamentos que eu gerencio
que às vezes perguntam sobre treinadores, mas nunca sei o que dizer.
- É mesmo? - Às vezes.
Seria dinheiro na certa. Eles pagam em euro e dólar.
- Não é uma má ideia. - Não, pelo contrário. É ótima.
Isso te ajudaria a pagar
a pensão alimentícia que não paga há seis meses, né?
É uma boa oportunidade. Pense bem.
Como sabe disso?
Pode me responder quando quiser. Não se preocupe.
Já vou, até mais.
Mais uma coisa. Eu te observei enquanto jogava.
Cuidado. Você dá vantagem ao seu oponente.
Fica muito rígido quando vai rebater com o backhand.
Fique mais de lado, posicionado. Quando a bola chegar… bum!
E não tire os olhos dela. Entendeu? Cuidado com isso.
Agora vou embora. Tchau, querido. De nada.
Vamos ver como funciona.
Bom apetite, sua gulosa.
O papai vai fazer bom uso de você. Espere e verá.
Claro. Pode dizer a esse idiota
que ele tem o membro muito pequeno para tentar me foder assim.
Não, eu te ligo depois.
Bom dia, Eliseo. Como vai?
Bom dia, deputado. Estou bem. Obrigado por perguntar.
Como está o Faustino?
Mais lindo que nunca, né?
- Ele está bem. - Que garoto fofo!
Ele é lindo mesmo.
- Soube da sua empresa. - Ah, sim.
Fico feliz por você.
Apostei no nosso país.
É minha pequena contribuição a este momento socioeconômico difícil
pelo qual os argentinos estão passando. Tento fazer o que posso.
- Maravilha! Isso é ótimo. - Obrigado.
Mas ouça: Um passarinho me contou
que as associações de moradores estão economizando muito graças a isso.
O passarinho até me mostrou os números.
Fiquei pensando: não pode fazer a mesma coisa aqui?
Não, seria antiético.
Não posso oferecer à nossa associação os serviços de uma empresa minha.
Parece coisa do Dr. Zambrano, que sempre lucrava com o prédio.
Eu não sou assim.
Mas o senhor vai conseguir um bom negócio,
porque tudo que eu aprender com a empresa
posso aplicar aqui, neste prédio, de graça.
Não tão de graça. Estamos te pagando bastante.
E o dinheiro que passaram a economizar?
Se lembra do Miguel, o assistente de zelador?
E Marchetti, o segurança?
Ambos foram dispensados e não receberam nada de indenização.
Grippo, o jardineiro, teve o salário cortado em 40%.
E o dedetizador, Suárez Esquivel. Sabe quanto desconto ele nos dá?
Quanto?
Zero. Cadê o Suárez Esquivel? Se foi.
Eu o substituí por outro cara que cobra 45% menos.
- Posso continuar se quiser? - Não, tudo bem. Já entendi.
- Tenho que ir agora. - Quero te perguntar uma coisa.
Sabe o nome do passarinho que te mostrou os números?
Até mais, Sr. Eliseo.
Dallys, como foi o primeiro dia? Os patrões são legais?
São. Muito obrigada por me arrumar este emprego.
Imagina!
Aqui está sua parte.
Não precisa me dar nada, Dallys.
- Por favor, é seu. - Obrigada.
Não se esqueça: Segunda você vai ao Departamento de Imigração
pra oficializar os papéis.
Leve os antecedentes criminais tanto do Paraguai quanto da Argentina.
Sim, já preparei toda a papelada.
Perfeito. Quando tiver seu visto de residência,
pedirei à María Pía que te contrate formalmente.
O senhor é um santo, Eliseo.
Obrigada por tudo que está fazendo por nós.
Imagina! Veja quem chegou.
O César veio me buscar. Até logo.
- Até, Dallys. - Tchau.
- Mande um "oi" ao César. - Claro.
Até mais.
Tchau. Que gente bacana!
Com todo o meu amor Chirolita
Assim não.
Não gostei desse letra, Eliseo.
Devagar. Você consegue.
A barriguinha do "C" é maior. Isso.
Agora o "I".
Muito bem, Eliseo.
O "A" redondinho.
Devagar.
O traço mais para baixo…
o que indica insegurança…
e personalidade introspectiva.
Acho que ficou bom. Vamos ver.
Agora, sim.
Muito bem.
- Garrido, como vai? - Eliseo.
- Alô? - Bom dia, Marta.
Desculpe incomodá-la num sábado. Sou eu de novo, o Eliseo.
De novo? Isso é assédio!
Vou te denunciar à subinspetora Calamanti da Delegacia da Mulher.
De 13 de janeiro de 1974.
Uma foto 10x15 em perfeito estado
e autografada por Ricardo Gamero, o Chasman de Chasman y Chirolita.
Do que está falando?
Quero dizer que,
enquanto eu limpava o apartamento que acabei de herdar,
encontrei muitos autógrafos que a Bebita colecionava.
Eu já ia jogar fora, mas um colega meu disse:
"A Marta também coleciona isso."
Tenho muitos, Marta.
Do Ricardo Bochini, do René Favaloro,
do Héctor Fernández Rubio, que fazia o Efraín em Señorita Maestra.
Tenho também do Pablito Codevilla.
Inclusive tenho um autógrafo bem raro do Sr. Chasman.
O que faço com isto, Marta? Jogo fora ou…
Pode entrar.
Que maravilha!
Tem um mundo inteiro aqui.
Este de Chasman y Chirolita é impossível de encontrar.
Quanto quer por todos?
Nada, Marta. É um presente.
De jeito nenhum. Defina um preço, ou não quero nada.
Ouça, vou ser honesto com você.
Pesquisei quanto vale, e todos esses somam cerca de US$8.500.
Mas não vou te cobrar isso. Tenho um respeito muito especial por você.
E também te admiro muito, Marta.
É mesmo? Por quê?
Porque não é comum vermos
uma mulher como você neste ramo.
É um trabalho muito masculino, Marta.
E muito injusto com as pessoas da nossa geração.
Conforme o tempo passa e alcançamos esta idade que temos,
nos tornamos descartáveis para eles.
É assim mesmo.
Como acontece com os cavalos de corrida. Quando ficam velhos…
são levados ao abatedouro
e viram mortadela.
O que quer dizer?
Marta, por respeito,
não vou perguntar sua idade, mas vai se aposentar em quanto tempo?
Um ano, dois?
Já consigo até ver os babacas deste prédio
esfregando as mãos enquanto esperam por esse dia.
Vão dizer: "É isso. Entregue o apartamento e vá embora."
É uma sentença de morte.
E nós não temos família…
Tudo o que temos é este emprego,
que nos faz…
sentir úteis, como se valêssemos alguma coisa.
Até que esses filhos da puta aparecem. Desculpe o palavreado, Marta.
Por isso abri minha empresa, para combater essa injustiça.
Os autógrafos são seus.
No fim das contas, não vamos levar nada deste mundo.
Fico feliz em te dar isso.
Desculpe por incomodar. Pode abrir a porta de baixo, Marta?
Por favor, me chame de Martucha.
Estamos chegando lá.
- Oi. - Trouxe os ingredientes.
- Ótimo. - O que está vestindo?
Qual é o problema?
- Preto, não. - Como?
Nunca use preto.
Só deficientes sentimentais usam. É brochante, sabe?
Pois é.
Coloque uma cor que estimule a libido.
Laranja, roxo, vermelho.
- Vá se trocar. - Tá bom.
Atum-rabilho.
Vou preparar um jantar afrodisíaco.
Maca peruana.
Pimentas,
que são vasodilatadores e ajudam o sangue a chegar aonde precisa
para que o negócio fique…
Tá.
Aspargo e abacate.
São alimentos que produzem histamina, e isso ajuda a atrasar a…
- Nossa! Só cozinhe, por favor. - Claro.
Pare de falar.
Alô?
Sim, já vou.
Perfeito, é só servir.
Vá se esconder onde eu disse.
- Pode entrar. Bem-vinda, senhora. - Com licença. Obrigada.
- Adorei seu estilo. - Que bom! O elevador é por ali.
Lembra que eu queria abrir um salão de manicure?
Pois eu abri. E foi ótimo. Os primeiros seis meses…
Depois veio aquela tragédia em 2001. Foi tudo pro inferno.
Eu não conseguia pagar os funcionários, as clientes pararam de vir.
- Tive que fechar. - Entendo.
E bem…
Depois fiz um pouco de tudo.
Mas sempre no atendimento ao cliente.
- É o meu forte. - É.
Até que virei assistente
do Departamento de Transportes e Mobilidade Urbana
na Câmara Municipal de Ituzaingó.
Trabalho lá há 15 anos.
O salário não é tão bom, mas é um cargo permanente.
E bem…
- Você casou de novo? - Não casei.
Mas tive dois filhos.
Sim, já são adultos. Homens.
O pai deles desapareceu. Nunca pagou pensão.
Por sorte, consegui um emprego para os dois na Câmara.
E bem…
Se quiser comer mais, pode repetir.
- Não, estou satisfeita. - Certo.
Você não cozinhava antes.
Bem, nos últimos anos,
tentei aprender mais sobre diferentes áreas e interesses.
Você ficaria surpresa
de ver como me aperfeiçoei em áreas que realmente me importam.
Sou péssima na cozinha.
E bem…
Vamos tomar agora um vinho de sobremesa doce.
Um Sémillon de colheita tardia…
Mantive bem geladinho
neste balde de gelo.
Com este vinho, o serviço de bufê termina.
Se quiser, posso te mostrar
as outras coisas que aprendi.
Não quero misturar bebidas. Coloque pouco, tenho que dirigir.
Só um pouquinho.
Chega!
Prontinho. Relaxe!
Se quiser,
pode dormir aqui hoje.
E bem…
Ai, Eliseo!
Isso! Vai!
Assim mesmo!
Assim! Isso!
Nossa, Eliseo!
Seu pau já ficou mole?
- Não aguentou nada. - Cale a boca!
Ótimo.
Ótimo.
- Ela parece satisfeita. - Não, estamos só começando.
- Beba isto pra se hidratar. - Tá.
Ginseng e guaraná. Vai te fazer bem. E gengibre.
Que nojo!
O que significa isso tudo?
No meu tempo livre,
gosto de fazer artesanatos e trabalhos manuais.
Estou vendo.
Mas vamos focar o que importa, por favor.
Muito bem, segundo round.
Agora você começa com a Katana Oleada. Mas como um aperitivo. Assim.
Depois você muda pro Sorvete Cubano.
- Esse é difícil. - Pois é.
E termine com o Pêndulo.
- Os três? - Isso.
Tudo bem, então.
Vai!
Concentração.
Ai, você está me matando!
O Pêndulo nunca falha.
Vai acabar morrendo, velhote.
- Você não dá conta. - Cale a boca de uma vez por todas.
Já chega, não aguento.
- Último round. - Não dá.
Está acabando. Mais duas posições, e ela fica satisfeita.
Entre lá e faça o Ponto de Agulha.
E, para finalizar, um trabalho extraordinário estilo pinça:
o Caranguejo-Aranha Sulista.
- Ela nunca mais vai esquecer. Entendeu? - Está bem.
Perfeito.
Vou embora. Depois me conte como foi.
Obrigado por tudo, Nachito.
- Agradeço, meu querido. - Não tem de quê.
O quê? De novo?
Bom dia!
É isso que chamo de serviço completo.
Bem, eu sou assim mesmo.
Um novo Eliseo. Sente-se, por favor.
Desculpe dizer isto, mas…
esses anos fizeram bem pra você.
É um homem diferente.
Ontem à noite…
Eu realmente…
não tenho palavras.
Fico feliz.
Da próxima vez, na minha casa.
Eu faço o café da manhã.
Acho que não vai ter uma próxima vez, querida Clarita.
Não, espero que essa bela experiência
sirva para lhe mostrar o que podia ter acontecido há anos.
Confesso que, no momento, não posso me relacionar com você.
Nada de amizade nem relacionamento sexual e emocional.
Sugiro que a gente guarde a lembrança dessa noite maravilhosa,
o que não é pouca coisa.
Pode terminar seu café sem pressa,
depois eu te acompanho até a saída. Gosto de passar os domingos sozinho.
Tenha um ótimo domingo.
Você é o mesmo filho da puta de sempre.
E bem…
Desgraçado!
MEU QUERIDO ZELADOR 3
Legenda: João Felipe da Costa
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