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Danny, devo pedir apoio?
Danny, dev�amos pedir apoio.
- Est� l�? - Ol�, querido. Acordei-te?
Ol�.
- A que horas vais trabalhar? - Que horas s�o?
Quase 3 e um quarto. A que horas chegaste a casa?
- Por volta das quatro da manh�. - Est�s bem?
Acho que sim... N�o, n�o. Estou bem. Estou bem.
- Como est�o voc�s os dois? - Estamos bem, mas estou faminta.
- Est�s sempre com fome. - Isso n�o � justo.
- Eu sei. Duas bocas para alimentar. - E n�o te esque�as disto.
- Quando podemos ver-te? - Por volta das sete.
N�o sei se consigo esperar tanto tempo. Amo-te.
Tamb�m te amo.
A FACE DA MORTE
- Aqui. - Meu Deus!
- Chamem uma ambul�ncia! - Ele apanhou o Terror!
Vais ser o raio de um her�i, O'Brien.
Tudo bem?
Deves estar a gozar comigo!
Ei, Benny, anda c�. Ajuda-me com este maluco.
- Est�s a treinar para as olimp�adas? - Podes dizer.
Est� bem, seu sacana doido. Anda l�.
Mostra-me.
V� l�. Depende de ti.
V� l�.
Levanta! Levanta! V� l�, continua a empurrar.
Mostra-nos.
Que pol�cia!
A fortalecer. A fortalecer.
- Temos pesca amanh�. - A que horas?
�s 5 da manh�... cedo.
Detesto peixe. Especialmente �s 5 da manh�.
- Pode ser que ela espere. - Gostas disso, n�o �? Pois.
- N�o cabe. - Que disseste, querido?
- Disse que n�o cabe. - Descontrai. Vou arranjar imenso espa�o.
Vais ver. N�o vais acreditar nas coisas que deitei fora.
- Acredito sim. - N�o esque�as as 6 caixas na garagem.
Kay, n�o me est�s a escutar? Eu disse que n�o cabia.
Foi uma piada. Estava a brincar.
- Fazes-me um favor? - O qu�?
- Podes ir buscar-me uma coisa? - O qu�?
O teu sentido de humor. Acho que o deixaste no carro.
Se est�s a ficar com d�vidas, eu despejo as caixas.
Os pol�cias t�m permiss�o para mudar de ideias.
N�o estou a mudar de ideias. S� que...
� esta tralha toda.
Tralha?
N�o � tralha. S�o coisas que a minha me deu ao longo dos anos...
Est� bem. Isto n�o � tralha e n�o � d�vida nenhuma.
Passa-se alguma coisa. O que �?
Est� de volta. O pesadelo est� de volta.
- Oh, Danny, lamento. - Pensei teres dito que acabaria.
- Seis meses de terapia, para qu�? - Foste o meu melhor paciente.
Ou isto n�o � �bvio?
N�o � incomum este sonho voltar de tempos a tempos.
- Passou-se mais de um ano. Porqu� agora? - Porque tens trabalhado muito.
Precisas de descontrair.
Tenho a solu��o ideal.
O colch�o ainda est� aqui.
- No teu estado? - Estou gr�vida. N�o estou morta.
Sabes o que eu acho? Esqueceste como se faz.
- Eu? - Sim, tu.
- �s linda. - Eu sei disso. Tu tamb�m.
Para de provocar.
Quem est� a provocar?
Meu Deus. N�o esqueceste.
Muito bem, Simon. Est� na hora de ir. V� l�.
Hora de ir, Simon. Hora de ir. Obrigado.
Vamos.
- Bom dia, Dr. Highwater. - Como est�?
Ajudante Barnes ao quarto seis.
Estou quase em casa.
- Como est� o Simon? - Bem, senhor.
Bem, j� te disse uma vez.
Est� bem, vou verificar. Adeus.
Para a� mesmo! Para!
Comecei a sair da cama e ela puxou-me de volta.
Tentei de novo e ela puxou-me de novo. Por isso atrasei-me uns minutos.
M�ssil de carne!
Sei que deve ser dif�cil para ti com a Kay gr�vida. Deves trepar paredes com tes�o.
- Sim, tem sido duro. - Digo-vos, estas horas d�o cabo de mim.
- Concordo. Isto a nossa qual? - O raio da d�cima segunda.
- D�cima segunda! - As minhas fontes garantem-me...
As tuas fontes n�o valem nada. Nada de Victor, drogas, nada.
- Espera a�. - Ou�am. Ou�am.
O Dr. John Highwater, chefe administrativo do Hospital Camden State,
disse � KFWB News que Simon Moon fugiu numa carrinha da lavandaria roubada,
mas perdeu o controlo do ve�culo logo � sa�da do hospital
e saltou de um precip�cio de 120 metros para o Rio Snake.
O corpo de Moon ainda n�o foi recuperado.
Simon Moon esteve internado...
tr�s anos em m�xima seguran�a no Camden State.
- J� n�o era sem tempo. - Pois, ele merecia pior.
Viste o jogo dos Lakers ontem � noite?
N�o, ainda n�o h� televis�o por cabo na minha zona.
Como assim n�o tens cabo? Vives em Plut�o, meu?
- N�o, em Tarzana, meu. - Tarzana?
- Est�s a ver no barco? Est�s a v�-lo? - Sim, vejo-o.
Ei, p�! S�o os piores ovos que j� comi, p�.
Espera at� experimentares a tosta.
�s um tretas, Vic. Vamos tomar um caf�.
Joe, vamos carregar.
- Eles v�m a�. - Calma.
- Serve-me deste teu afamado caf�. - Simples.
- Quem � o teu amigo? - O meu primo Carlos.
O teu primo Carlos?
- S�. - Obrigado.
Vamos.
H� algo que n�o bate certo, meu amigo. V�s aqueles dois tipos no carro?
Sempre que vejo algo assim, s�o pol�cias ou maricas.
- Merda. - Espero que sejam maricas.
Amigo, sai daqui.
Muito bem, parece que est� na hora de avan�ar.
- Encontramo-nos no gelo. - Estou contigo.
Victor.
- Tu tamb�m, companheiro. - Que se passa?
Sabes uma coisa. N�o pagaste o caf�.
Deita-te no ch�o. Tu tamb�m. Larguem as armas, devagar.
Vamos. Vamos embora daqui!
Vamos!
Sai da frente!
Mexe-te, Victor. V� l�!
Anda, Babo!
Merda! V� l�. V� l�, seu merdas!
Bem, na minha opini�o, Victor, tens duas op��es.
Podes nadar, ou podes desistir.
Vou dar cabo de ti, idiota.
Bem, � uma terceira op��o.
Agora j� desistes?
- E agora? - Venho da rua.
- Vou mostrar-te como �. - �ptimo.
- Agora? - Vai levar no cu, p�.
Isso n�o � uma op��o.
Vou morrer.
Est�o a remodelar este lugar h� onze meses e ainda n�o acabaram.
Sabes quanto tempo �? Quase um ano.
Tr�s avisaram que est�o doentes. S�o doidos? Falta a folha dourada.
- Ent�o, Betty... - Betsy.
Betsy, �s filha de um reverendo, por isso talvez n�o me roubes descaradamente.
Aquela coisa do "N�o roubar�s"?
Aprendi uma coisa em 23 anos de neg�cios. O teu ajudante rouba-te.
Deixa-me perguntar-te uma coisa. Vais roubar-me?
Oh, n�o.
Vai ao escrit�rio, arranja uma farda, muda-te e vem logo para baixo.
- Quer dizer que o emprego � meu? - Sim.
- Obrigado. Muito obrigado. - De nada.
- Frank, mais para a esquerda. - Consegui o emprego.
Tenho uma estreia mundial dentro de cinco horas.
Por favor, n�o me falhem. Obrigado.
Est� l�. Ger�ncia.
Sim, est� bem. Champanhe. Claro que � gelado.
Consegui o emprego. Est�s lan�ada, Bets.
Primeiro, arranjas o cabelo...
Depois vais � manicura e depois arranjas um namorado!
O pap� n�o vai gostar disso!
Minipizzas?
O Presidente da C�mara n�o vai comer minipizas. Entende isso?
- Gostariam de saber o sexo do beb�? - Consegue perceber?
Claro.
- Eu gostaria. - Est� bem.
- Bem, ela... - Ela?
... est� perfeitamente posicionada.
- � uma menina? - � sim.
� uma menina. Olha.
- E tem uma sa�de de cavalo. - Sabia disso pela forma que pontapeia.
- Queria saber era quando. - A qualquer momento.
Disse isso na semana passada.
Era o que pensava na semana passada, mas depende dela, n�o de mim.
- E tem sido um pouco teimosa. - � de fam�lia.
Ou�a. Leve-a �s compras. Ir� desanuviar-lhe a cabe�a.
Desanuvia sempre.
Miss Hammond? Miss Hammond? Est� a� dentro?
Miss Hammond? Mi�dos de um raio.
Se n�o podes confiar na filha de um reverendo, em quem podes confiar?
Bem, agora vamos ter de pensar num nome.
Que tal S.r e S.ra O'Brien?
- Estava a falar da nossa filha. - Eu estava a falar de n�s.
Oh, Danny, j� tivemos esta discuss�o.
Sabes como � dif�cil eu tomar decis�es. Sempre foi um problema.
Viste o que me custou a decidir ter o beb�.
Depois pediste-me para ir viver contigo.
Agora casar?
J� tivemos estes recuos todos, n�o foi?
Recuos, avan�os, que diferen�a faz?
Tenho a certeza que ambos saberemos o momento certo para dizer, "Aceito."
Oh, meu Deus.
Volto j�.
- Quer mesmo esse vestido? - Sim, quero.
� um vestido bonito, mas � muito justo, sabe?
Us�-lo-ei em breve. Aceitam cart�es de cr�dito?
- Sim. Quer o cinto tamb�m? - Sim, por favor.
Pode lav�-lo a senhora mesmo. � um vestido bonito.
- � sim. - Tem sido um sucesso.
- E � 100% algod�o. - �ptimo.
Cuidado!
- Desfrute-o. - Adeus. Obrigada.
Tem o direito de manter o sil�ncio... Toma, trata disto.
- O que foi que ele fez? - Fugiu para norte em vez de sul.
Senhoras e senhores, a encantadora Miss Ginger Franks.
Deem as boas vindas a Sua Excel�ncia, o Presidente de Los Angeles.
Bem, senhor, o velho bairro n�o voltar� a ser o mesmo, gra�as a si.
N�o. E n�o foi nada f�cil, n�o �, Sal? Vamos avan�ar com isto.
Ol�. O novo filme, "Guerra e Amor", que veremos nele?
� um filme muito emocionante. Estou muito entusiasmada com ele.
Que coment�rio faz sobre os boatos de voc� e o protagonista?
Sabe como a imprensa exagera.
- Estarei atento. - Obrigada.
Excel�ncia... O Presidente da C�mara de Los Angeles.
Que noite t�o emocionante. Pode dizer-nos o que sente?
Esta noite, celebramos um empreendimento conjunto muito bem-sucedido
entre os generosos cidad�os da cidade e os seus governantes.
Depois de um estado de perfeita deteriora��o,
devolvemos a Wiltern a sua antiga beleza.
Como est�? Prazer em v�-lo. Est� a gostar de tudo?
Prazer em v�-lo de novo. Est� a gostar do champanhe?
- Obrigado. - Conseguimos, Ginger. Parab�ns.
Confiaste em mim, querido.
- O Hanson falou consigo esta tarde? - Sim. N�o vai haver acordo.
- Raios. Ele � um chato, afinal. - Como est�?
- Este � o George. O gerente. - � um prazer conhec�-lo.
- Est�s deslumbrante. - Obrigada.
Seguras-me isto por um instante?
- Porqu�? - Tenho de ir fazer xixi.
Est� bem, mas o espet�culo come�a dentro de 5 minutos.
Tem calma, querido.
� champanhe importado, desfrutem-no, por favor.
- Importado de Fran�a? - N�o, de Indiana.
Kieslowski est� no outro lado da sala. Trago-o at� aqui?
- N�o de est�mago vazio. - Precisa de falar com ele, Sr. Presidente.
- Como est�? - Fant�stico, obrigado.
- O prazer � meu. - Claro.
Ele que v� para o diabo. Deixemo-lo meditar.
Juiz Grillman, vejo que trouxe a sua filha consigo.
� a sua mulher? Eu...
Ol�. Como est�?
Est� na hora de entrar, todos. Prazer em rev�-lo.
Tomem os vossos lugares.
Raios!
Qual � a pressa? Estas coisas nunca come�am a horas.
Espero n�o ter esbanjado 14 milh�es nisto.
Mas n�o te preocupes, n�o suportaria isso e os Rams. Vamos.
Desfrutem o espet�culo. Desfrutem o espet�culo.
Qualquer coisa que encontres, avisa-me logo que poss�vel.
N�o quero saber o que � ou o que achas que �.
Avisas-me logo, seja l� o que for.
Quero que investigues especialmente aquilo.
Ol�, companheiro.
- Que se passa, Scottie? - Uma actriz chamada Ginger Franks.
Estava numa estreia ontem � noite no outro lado da rua.
O agente dela viu-a entrar na casa de banho.
- Provavelmente a �ltima vez que a viu. - Preciso de falar-te, Her�i.
- O que � que ele quer? - � melhor ser ele a dizer-te.
- Parece-te familiar? - J� posso ir para casa?
- Quem � ele? - O agente dela.
Raios, Her�i. Disse que precisava de falar contigo.
Sal, se me chamas Her�i mais uma vez, arranco-te a l�ngua.
- Por que est�s t�o irritado? - Que queres?
O Presidente quer-te aqui.
O modo de atua��o nesta rapariga � exatamente o mesmo de Simon Moon.
Simon Moon deve estar morto, Sal.
N�s sabemos isso, mas o que achamos n�o importa.
A imprensa come�a a cheirar Simon Moon. O Presidente quer acabar com isto.
A cidade investiu 14 milh�es neste teatro para tentar recuperar o bairro.
Ent�o, o que � que ele quer?
Ele marcou uma confer�ncia de imprensa para as 5.
Est� l� pelas 4.30 para ele te instruir sobre o que vais dizer. � o que ele quer.
Verifica se a rapariga foi abusada sexualmente.
Claro. Escuta, Danny, desculpa ter-te arrastado para isto.
Sei que j� tiveste a tua quota-parte com este sacana.
Aparentemente n�o foi o suficiente.
Sabe o melhor disto tudo?
Permite-lhes sentir que n�o � pecado ser v�tima de um sociopata.
Imagino porque telefonou.
Vi na televis�o. Acha que ele voltou, n�o �?
- Sim. - Eu sei.
- Acha que ele morreu no acidente? - Rezei para que sim.
Quando me disseram que n�o encontraram o corpo, no �ntimo sabia
que nada t�o diab�lico podia morrer t�o facilmente.
Aterrorizador, n�o �?
Lembro-me de todas as hist�rias sobre como capturou Simon...
e depois de voc� negar ter feito algo de heroico.
- Acreditei em si. - Foi um dos poucos.
Meu Deus, ele deve ter-lhe pegado um grande susto.
Sim. Por que � que os homens t�m tanta dificuldade em comunicar,
expressar medo? N�o h� nada de errado em sentir medo, O'Brien.
Voc� enfrentou um monstro e e foi derrotado. � penoso.
- Por que n�o as viola? - Ele n�o quer saber de sexo.
- Ele s� adora matar. - Porqu� apenas mulheres?
A minha teoria � que foi abusado em crian�a, possivelmente sexualmente, pela m�e.
Matar todas essas mulheres, � uma maneira de se vingar dela.
De uma coisa tenho a certeza.
Fiz-lhe todos os testes imagin�veis e todos eles deram em nada.
N�o revela quaisquer processos de pensamento. � tudo puro instinto.
Portanto, se v� alguma coisa que gosta, mata-a e leva-a para casa.
Resumindo � isto. Lamento n�o poder ajudar mais.
- Pois. Obrigado pelo seu tempo, Doc. - Tudo bem.
Ou�a, mais uma coisa. N�o se esque�a, Simon � um animal.
E como todos os animais, tem de ter um esconderijo,
um lugar onde se sinta protegido, onde possa brincar com as suas v�timas.
Digamos por um momento que tem raz�o em rela��o �quilo do medo.
Como se livra dele?
Nem tente. Todos temos dem�nios. Viva com eles.
Doutor.
E se n�o conseguir?
Que outra alternativa tem?
- O que � isto? - Ol�, est� tudo bem?
�ptimo. Estou a ter um dia em cheio.
Ouve, sei que j� te disse isto...
mas se queres fazer algumas mudan�as na casa, faz.
Que amoroso da tua parte, querido. N�o tinha pensado nisso.
O ber�o chegou. � t�o ador�vel. Estou ansiosa que o vejas.
- Como tem corrido o teu dia? - Bem. Tens dores ou alguma coisa?
S� da tua filha usar a minha bexiga como saco de boxe todo o dia.
Ela s� quer sair, � tudo.
Tenho de ir. Descansa para logo � noite.
- Est� bem. N�o te demores. - Amo-te.
Tamb�m te amo, muito. Adeus.
- Quer dar uma volta? - N�o, obrigado.
�ptimo.
- Raios, Dwight! Assustaste-me! - Eu assustei-te?
- Onde estiveste, afinal? - Est� um grande alvoro�o na esquadra.
Um reverendo qualquer anda aos berros por causa da filha desaparecida.
Adivinha onde foi vista pela �ltima vez. No Wiltern.
Detetive O'Brien, pode adiantar-nos alguns pormenores?
- Her�i, o Terror voltou? - V� l�, Danny.
- O p�blico tem o direito de saber. - Sempre fomos bons para ti.
O povo tem o direito de saber!
N�o podemos manter a imprensa � espera eternamente.
Podes suavizar-lhe um pouco a maquilhagem, por favor?
- Onde � que ele est�, Sal? - Ol�, Danny. Entra.
Sim, tenho uma saia preta.
Meu Deus, O'Brien, Onde raio estiveste?
Harriet, diz-lhes que j� vamos sair. Tu j� terminaste.
Claro, conheces todos os que est�o aqui.
Como podes imaginar, a imprensa
est� a p�r-me maluco com toda esta treta do Simon Moon.
Visto que o apanhaste, preciso que v�s ali fora e lhes digas
que esta coisa da aspirante a estrela n�o foi obra dele.
- N�o posso fazer isso. - E porque raio n�o?
- Porque acho que ele est� de volta. - V� l�, O'Brien, n�o falas a s�rio.
Espera a�. S� houve uma morte. A pol�cia n�o determinou nada.
- Pediu a minha opini�o, e teve-a. - Baseado em qu�, O'Brien?
- Na minha observa��o do corpo. - S� isto?
E no desaparecimento de uma rapariga ontem.
Ambas foram vistas pela �ltima vez no Teatro Wiltern.
Isso n�o prova nada.
�ptimo, ent�o v�o brincar �s confer�ncias de imprensa.
Raios, n�o. Eles querem ouvir de ti.
Danny, isto � para ti.
Desculpe, Sr. Presidente, mas disseram que era urgente.
O relat�rio do laborat�rio diz que a actriz n�o foi abusada sexualmente.
N�o tenho nenhuma d�vida. Tem de ser o Simon Moon.
Disseste-me esta manh�... Disseste que ele estava morto.
- Eu disse "deve estar morto". - Se sobreviveu, o homem � lun�tico.
Ele n�o esperaria tanto tempo antes de atacar de novo.
Quem diz que ele esperou?
Provavelmente tem algures um quarto de brincar cheio de cad�veres.
Ent�o por que raz�o a actriz foi abandonada no parque?
Porque n�o gostou dela. Quem sabe?
Talvez ela n�o encaixasse na sua mente doentia. N�o sei.
Est�s a pintar um cen�rio muito deprimente, O'Brien.
Pintarei um que ainda gostar� menos.
H� alguns meses, Moon regressou para LA a coxear.
Encharcado. Ferido.
� procura de um lugar para se esconder.
Trope�ou no Teatro Wiltern.
Abandonado... Tapado com madeira...
Exatamente como o Sinbad's.
Descobre um meio de entrar.
Fixa resid�ncia.
Acaba de se instalar... E o que acontece?
O senhor presidente decide investir 14 milh�es de d�lares
a arranjar-lhe a casa.
Abriu as portas e convidou a cidade inteira para a sala de estar do sacana.
Que tal este cen�rio?
Sr. Presidente, por favor, est�o � espera.
Bolas, Harriet. J� vou.
Certo. Muito bem.
Ouve. Temos de chegar a um acordo sobre isto, O'Brien.
Se a tradu��o para ingl�s de acordo � "mentimos", passo.
�s um daqueles pol�cias que acham que todos os pol�ticos s� querem saber de votos?
- Todos temos as nossas prioridades. - Quais achas que s�o as minhas?
- 14 milh�es e o seu projeto renovador. - Est�s redondamente enganado!
Bolas, O'Brien, est�s a falar com o Presidente da C�mara.
Se salvasse a vida de uma �nica mulher,
queimaria aquele teatro amanh� mesmo.
N�o estou preocupado com o dinheiro, mas sim com imitadores.
H� tr�s anos, Simon Moon chacinou 22 mulheres...
mas mais 12 foram mortas por malucos a tentarem agarrar a aten��o p�blica.
Ent�o se, e digo se tens raz�o, se aquele man�aco voltou,
desta vez proponho que o isolemos.
Dizer ao mundo que ele est� morto. Manter o sangue s� nas suas m�os.
Manter esses malucos fora das ruas. � um plano para salvar vidas, O'Brien.
E n�o preciso do teu moralismo inoportuno. Preciso da tua ajuda.
- Est� bem. Com uma condi��o. - O qu�?
Colocamos um agente no Teatro Wiltern.
- Est� bem. - Sr. Presidente...
Est� bem! Est� bem. Vamos l� acabar com isto. V� l�.
O Presidente Bronson faz-se acompanhar pelo seu assistente Sal Copelli
e pelo Detetive Danny O'Brien na confer�ncia de imprensa desta tarde.
De grande interesse... Simon Moon, ou Terror como por vezes � chamado,
voltou a Los Angeles?
Vamos abrir a ronda de perguntas.
Meu Deus, um de cada vez. Mary Lou do Times.
Correm rumores persistentes que a jovem actriz encontrada morta esta manh�
perto do Teatro Wiltern foi v�tima de Simon Moon, o Terror. � verdade?
Como a maioria de voc�s sabe,
convidei o Detetive Danny O'Brien estudar este caso.
Ainda n�o tivemos oportunidade de discutir o que ele descobriu.
Portanto, porque n�o chamamos o Detetive O'Brien at� aqui,
e saberemos as respostas para estas perguntas juntos? Detetive O'Brien.
- Viu o corpo, Detetive O'Brien? - � o Simon Moon?
Foi ele quem matou a rapariga no Wiltern?
N�o.
- � tudo? - Sim.
A tua m�e ligou hoje a desejar-me um feliz anivers�rio.
Foi simp�tica.
Foste muito amoroso. Estou entusiasmada com esta noite.
Sabes, tinhas raz�o sobre a casa, Danny.
- N�o h� espa�o suficiente para tudo. - Eu disse-te.
Est� bem, diz-me como estou. Por favor, escolhe bem as palavras.
Est�s �tima. A s�rio, est�s muito bonita.
Se gostas de tamanho grande.
� melhor irmos andando.
� a tua confer�ncia de imprensa?
Ainda n�o tivemos oportunidade de discutir o que ele descobriu.
Portanto, porque n�o chamamos o Detetive O'Brien at� aqui,
e saberemos as respostas para estas perguntas juntos? Detetive O'Brien.
- Viu o corpo, Detetive O'Brien? - � o Simon Moon?
Foi ele quem matou a rapariga no Wiltern?
N�o.
- � tudo? - Sim.
Tens muito jeito com as palavras.
Assim temos a declara��o oficial de quem deve saber, o Detetive Dan O'Brien,
o qual, devem recordar-se, h� quase tr�s anos ganhou a alcunha de Her�i,
quando deteve Simon Moon sozinho, tamb�m conhecido como Terror.
Sou Tiiu Leek em direto para o Canal 5. Devolvo a emiss�o ao est�dio.
Oxal� acabassem com esta treta do Her�i.
As pessoas precisam de her�is. Escolheram-te.
Por que deixas que isto te aborre�a tanto?
Porque faz-me ser algo que n�o sou.
Desde ent�o mereceste esta alcunha 100 vezes e toda a gente sabe disso.
Agora acabemos com isto ou n�o irei jantar fora.
Recuso passar o ser�o a ouvir o meu futuro marido a menosprezar-se.
�s uma malandreca determinada para algu�m t�o gr�vida.
Conheces os galeses.
- Boa noite. - Ol�.
� um pouco dif�cil para mim. Muito obrigada.
- Obrigada. - De nada.
- Que achas? - Impressionante.
A ideia � esta.
- Boa noite. - Boa noite.
- O'Brien. - Sr. O'Brien, claro.
- Boa noite, madame. - Boa noite.
A sua mesa est� preparada, senhor. Sigam-me, por favor.
Desculpe. Desculpe, senhor. A senhora.
Mais um pouco, por favor.
Por favor, madame. S� mais um pouco, por favor. Obrigado.
Desculpe. Desculpe.
- Bom apetite. - Obrigado.
- Passe uma boa noite, senhor. - Obrigado.
- Gostas? - Oh, Danny. S�o lindas.
L� o cart�o.
"Amo-te. Um admirador secreto." Um admirador secreto?
Quem quer que seja, tamb�m pediu champanhe.
Bem, suponho que o meu admirador esqueceu-se
que eu n�o devia beber champanhe no meu estado.
- � verdade, desculpa... - Vou tomar um gole.
Parab�ns, querida.
Ol�, desconhecido. Est�s �ptimo.
Est�s bem?
Estou gorda, feia e a envelhecer. Tirando isso, estou formid�vel.
Querida, est�s gr�vida. � normal estares gorda.
Mas est�s lind�ssima. A s�rio.
Obrigada.
Bem, vamos pedir. Com comida sinto-me sempre melhor.
Obrigada.
Obrigado.
- Querido, foi uma bela refei��o. - Ainda n�o acabou.
Vejam!
Os anivers�rios s� acontecem uma vez no ano.
Por isso enviamos esta mensagem clara.
Parab�ns, Kay, minha querida.
Parab�ns at� ao pr�ximo ano.
- Parab�ns! - Parab�ns!
Pede um desejo.
Para onde est�s a olhar?
Para os extintores de inc�ndios. Sei que v�o disparar a qualquer momento.
V� l�, querida. Pede um desejo. Apaga as velas.
Podes pedir para levarem isto, por favor?
- N�o gostas? - Querido, adoro.
N�o gosto � de mim.
Sinto-me muito confusa.
Nunca pensei que me pudesse sentir t�o confusa.
Sou psic�loga, por amor de Deus.
V� l�, querida. Apaga as velas. Pede um desejo.
Desejava n�o me sentir t�o confusa, � esse o meu desejo.
Desejo...
Oxal� n�o tivesse desistido do meu acolhedor apartamento.
Era a minha independ�ncia.
Oxal� n�o tivesse tirado uma licen�a sab�tica.
Acho que preciso mesmo de trabalhar, Danny, tu n�o?
Oxal� pudesse retroceder no tempo, mas n�o posso.
Oxal� n�o tivesse 36 anos.
Mas tenho.
Oxal� n�o tivesse de me preocupar tanto se esta crian�a vai ser normal.
E desejava n�o parecer o bal�o da Goodyear.
S�o muitos desejos para um anivers�rio.
Vai correr tudo bem, prometo.
- Prometes? - Juro.
- Estou com fome outra vez. - Est�s sempre com fome.
Ainda bem que n�o fizeram o normal em LA e deitaram tudo abaixo.
- Olha para isso. N�o � lindo? - Sim, �.
N�o demoramos nada. S� vou dar uma palavrinha ao Bill.
Ora, ora.
Um rapaz e uma rapariga e eu com um r�dio leitor de cassetes.
Voc�s podem imaginar, porque eu n�o consigo.
- Ol�, Kay. - � um prazer ver-te.
Igualmente, querida. �s a gr�vida mais bonita que j� vi.
Aposto que dizes isso a todas as gr�vidas.
N�o. Normalmente fujo quando vejo uma.
N�o, n�o vou abra�ar-te. Da �ltima vez, quase me estrangulaste.
Quero apresentar-vos George Dankis. � o gerente do teatro.
- Como est�? - Ol�.
Segundo sei, � a ti que tenho de agradecer estas horas extraordin�rias.
N�o me agrade�as. S� pedi o tipo mais est�pido que eles conheciam.
- E eles enviaram-te. - Kay, como suportas este tipo?
- N�o � f�cil. - Entendo.
- Algu�m quer um caf�? - Eu n�o. E tu, querida?
- Queria �gua, se puder ser. - Com certeza. Por aqui. Com licen�a.
Vamos dar uma volta.
Est� bem.
- Que se passa? - Estamos � procura de Simon Moon.
Simon Moon! Que te leva a pensar que ele vai aparecer aqui?
N�o acho que ele vai aparecer aqui. Acho que est� aqui.
E como sabes isso?
- � s� um palpite. - Quando foi constru�do?
Foi terminado em 1931. Estou muito feliz por si.
- Obrigada. - A minha mulher fez uma cesariana.
Mas correu tudo muito bem. A beb� parece um anjo.
N�o � nada como eu.
- Tenho uma foto se quiser ver. - Claro.
Estava � espera que pedisse. Aqui est� ela.
- N�o � linda? - Que beb� t�o linda.
Os beb�s s�o todos lindos. O seu tamb�m ser�. Com licen�a.
Estou. Fala o gerente.
N�o. N�o devias... N�o devias ser...?
- Desculpe. A casa de banho? - L� em cima � direita.
Meu amigo, queres dizer que estou a perder uma cama quente
e um corpo ardente s� por causa de um palpite?
Se n�o gostas, Bill, posso substituir-te rapidamente.
Tem calma, Dan, estou s� a brincar.
E quero que leves esta miss�o muito a s�rio.
Est� bem, vou levar. Vou levar, prometo.
Est� bem. Telefona-me se ouvires alguma coisa.
- Est� bem. - Quero dizer, qualquer coisa.
O m�nimo barulho.
Est� bem.
Kay? Com um raio?
- Isto n�o � altura para... - Onde est� a Kay?
Foi � casa de banho ali mesmo. Diz-me que estar�s aqui...
- Tens de ir � casa de banho? - Sim.
- Importas-te que v� contigo? - Danny...
- Ent�o espero � porta. - Vou esperar at� chegar a casa.
Est� bem.
- Vais dizer-me o que se passa? - Como assim?
Est� a agir de forma muito estranha.
Eu � que estou? Eu n�o atirei o meu bolo de anivers�rio ao criado.
Eu n�o fiz isso.
N�o, mas pensaste nisto. Consegui ver nos teus olhos.
- O meu sogro � dono do teatro. - Faz sentido.
Tem uma chave sobresselente do teatro?
Tenho.
Lembra-te, Bill, se ouvires alguma coisa...
Kay, levas este tipo para casa, por favor?
- Aqui tem. - Est� bem, vamos embora.
- Boa noite. - Boa noite.
Devo deixar todas as luzes ligadas ou apenas as luzes de presen�a?
Podem ser as luzes de presen�a.
- Que g�nero de m�sica curte? - Mozart.
- Mozart? Bem, boa noite. - Boa noite.
Isto � sobre Simon Moon, n�o �?
Queres... Queres falar-me disto?
Sim.
Est�s bem?
- Oh, Danny! - Oh, merda!
Respira, querida, respira.
Boa. � isto. Assim mesmo.
Agora, respira. Respira.
Acho que t�m cerca de 5 minutos de intervalo.
Vamos ter cuidado, descontrai.
- Estamos no hospital. - Calma, calma.
- Danny. Danny. - Onde raio est�o todos?
- Danny, vou precisar de ajuda. - Raios!
Devagar. Devagar.
Calma. Chegamos. Respira.
Est�o com intervalos de tr�s minutos.
Estamos � espera de beb�, chame o m�dico, j�!
- Como se chama o m�dico? - D.r...
- Tem calma. - D.r...
- � uma mulher. D.ra... - Haskins.
- ...Haskins. D.ra Haskins! - Recome�aram.
N�o voltarei a meter-me nisto!
- A D.ra Haskins, por favor. - Respira.
- O nome da paciente, por favor? - O'Brien. Ali�s, Kay. Kennedy!
Tenho aqui uma sua paciente, a Sra. Kennedy.
Sim, est� em trabalho de parto.
- Respira. - Obrigada.
- Ela j� vem, senhor. - Est� bem. Respira. Respira.
Danny!
- Onde raio est� a m�dica? - Est� quase a chegar.
- Onde � que ela vive? Nova J�rsia? - Calma. Ela vem a caminho.
Segure-lhe a m�o. Diga-lhe como est� orgulhoso dela.
Querida, estou muito orgulhoso de ti. T�o orgulhoso.
- Acabar� antes de dares por isso. - Calma. N�o lhe arranque a pele.
Que merda � esta?
Tudo bem, meu amigo. Ou�a, desculpe, est� bem?
Pensava que n�o havia ningu�m aqui.
S� pensei em entrar � socapa e fazer exerc�cio.
Sem incomodar ningu�m, percebe o que quero dizer?
Ou�a l�. N�o quero problemas e sei que tamb�m n�o quer.
Espero que n�o queira.
Portanto, deixe-me s� pegar nas minhas coisas, est� bem?
Declaramos um empate e...
deixar-te-ei em paz neste lugar e...
ningu�m te incomodar�, certo?
Dan, segure-lhe a cabe�a.
Ela n�o � amorosa? Est� tudo bem.
Ela � linda.
As minhas duas lindas meninas.
- Nascidas no mesmo dia. - Dan, segure-lhe a cabe�a.
- Que achas de �ngela? - �ngela?
�ngela.
Dan, a Kay precisa de descansar. V� para casa, relaxe, durma um pouco.
- Vou s� tomar um caf�. - Est� tudo bem. Vai para casa. Fico bem.
N�o estou cansado, a s�rio. Sinto-me bem.
- Est� l�, Bill. - Danny, � o Dwight.
Deve ser um pol�cia.
Caso contr�rio n�o trariam isto tudo.
Anda ver isto. Tenho algo que deves ver.
Danny, lamento.
Revistaram o teatro?
O Bridges tem um ex�rcito de homens dele l�.
Danny, encontraram o coldre de ombro dele em cima de um assento.
V� l�, rapazes, levem-no.
Meu Deus.
Por que n�o ouviste?
Nada. N�o h� nada l�. O teatro est� completamente vazio.
Tenho os meus homens a revistar o bairro.
- Quero o teatro revistado outra vez. - Revist�mo-lo de cima a baixo.
- Agora revistem de baixo para cima. - Oh, merda!
- V� l�, vamos buscar os homens. - Vamos, todos para dentro.
Todos para dentro outra vez, vamos.
- Algu�m acenda as luzes. - Eu acendo.
- Baixem os assentos todos. - Vamos.
- Beatas, qualquer coisa. - Tudo!
Qualquer coisa! Qualquer coisa que vejam.
Que se passa, Danny?
Sei que vimos tudo, mas verifiquem outra vez!
Dwight, mant�m o olhar atento. Voc�s a�, vamos.
Jim, Todd, vejam ali.
Empresta-me isso.
Grande merda.
- Queres que v� contigo? - N�o, espera aqui.
N�o faz mal. Dali para a direita.
Sim, tamb�m o centro. Verifiquem as sa�das.
Um de voc�s que me passe uma lanterna.
Toma.
Cuidado. Cuidado.
Quero que verifiques estes caixotes de lixo, certo?
Levo o outro agente comigo. Segue-me.
Danny?
Tenta ambos.
Verifiquem todos os buracos apertados e nichos, est� bem?
- Viste isto aqui em cima? - Cuidado.
Se virem alguma coisa, gritem.
- Viste alguma coisa? - Ainda nada.
Cuidado. Cuidado.
- N�o vejo nada aqui. - Aponta a luz para aqui.
- Verificaste aqueles ali? - N�o, ainda n�o.
- Vou dar uma olhadela. - Est� bem.
- Vais ficar o dia todo a� em cima? - Sim. A vista � �tima.
Cuidado com os fios ali.
Cuidado. Cuidado.
- Ilumina nesta dire��o, est� bem? - Segura isto.
- Cuidado, O'Brien. - Bem podes diz�-lo.
N�o, vai tu. Tenho medo das alturas.
- Encontraste alguma coisa? - Nada.
Sabes, achas que te habituas a isto.
Boa noite, parceiro.
N�o te preocupes, companheiro. Vamos apanh�-lo.
Ou�a, mais uma coisa. N�o se esque�a, Simon � um animal.
E como todos os animais, tem de ter um esconderijo,
um lugar onde se sinta protegido, onde possa brincar com as suas v�timas.
Danny, isso � tudo o que nos resta do Wiltern.
Obrigado.
Est�s a�, filho da puta.
Ela � parecida contigo, n�o �?
Desculpa. N�o queria acordar-te.
Que se passa, Danny?
Sei onde ele est�.
Descobriste o Simon Moon?
Tens de ir?
Foi uma pergunta est�pida.
Tens raz�o.
�ngela � um nome bonito.
Amo-te.
Dwight!
- Sim. - Dwight. Sou eu.
Danny, onde est�s?
- A caminho do Wiltern. - Outra vez n�o.
- Ele est� l�. - Quem?
- Simon Moon. - O qu�?
H� uma sala l� em cima. Era uma sala de adere�os na �poca do vaudeville.
Foi tapada h� muitos anos. Encontramo-nos l� daqui a meia hora.
Sim, claro. J� de seguida.
Danny, espera l�, est� bem?
Espera por apoio.
Danny!
Danny.
V� l�! Avancem! Avancem!
Danny! Danny!
- Meus Deus! - N�o toquem em nada.
Est�s bem?
Tens de ir ao hospital.
N�o precisamos de uma ambul�ncia. Precisamos de um m�dico-legista.
Sim, tens raz�o.
Oh, Danny.
Aceito.
Aceito.
A FACE DA MORTE
Tradu��o e legendagem: Cjamango
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