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Original subtitles

Como um ladr�o � noite.

Uma garota com cabelo desgrenhado

e o rosto sujo de carv�o

descer� da lareira.

Ela quebrar� as correntes dos tiranos

e far� com que todas as crian�as no mundo sorriam.

Cuidado.

N�o, espere.

Caraca!

- Voc� � est�pido? - Desculpa.

- Voc� pegou a bolsa? - Sim.

- Os brinquedos? - Sim.

Quando acordarem amanh� de manh�, eles v�o encontrar uma boa surpresa.

O que eu disse?

A Madonna dos Tr�s Sinos

Imagine se fosse a verdadeira.

Isso � da igreja. � completamente feita de ouro.

Chicco, os brinquedos!

Os cofres s�o feitos na Sax�nia.

Voc� precisa de chave e tranca para abri-los.

Ent�o, Paola, voc� j� pensou sobre aquela coisa?

�leo.

Porque eu penso nisso todos os dias, sabe?

- Ferramenta. - Olha, estou bem com tudo, eu juro.

Basta voc� me dizer.

Paola.

- O que foi? - Quer ser minha namorada?

De novo? Virou obsess�o!

Estou apenas perguntando.

Estou pegando fogo.

N�o precisa se preocupar com nada.

Est� tudo resolvido.

Nos casamos, depois nos mudamos para o campo.

E temos tr�s filhos, todos meninos.

- Um se chamar� Simo... - Ainda n�o entendeu?

Eu quero ganhar dinheiro.

Quero aproveitar a vida. Crian�as uma ova!

Odeio crian�as.

Mas as crian�as s�o fofas, felizes.

A �nica felicidade que desperta meu interesse...

� a minha felicidade.

Certifique-se de esvazi�-lo.

Assopre as velas.

Venanzio, quem diabos �? A esta hora da noite?

- Emin�ncia! - Saia do meu caminho, lacaio!

Vamos. Venha aqui.

Os brinquedos...

- Vai, vai! - Tem certeza?

Bar�o De Michelis, espero que tenha uma boa raz�o

para acordar um homem da igreja a esta hora da noite.

Na verdade, Comandante, s�o tr�s horas da manh�.

Tenho certeza de que o Monsenhor Bastoni ser� gentil

de nos dar uma audi�ncia amanh� de manh�.

Cale a boca, seu tolo.

A pol�cia nunca dorme.

O que � esse cheiro de gado?

Qual seria o motivo da visita?

Quero a carta.

O que disse?

O dossi� que voc� escreveu ao Santo Padre para dissuadi-lo

de nomear Ministro da Pol�cia Pontif�cia o aqui presente...

J� basta!

Creio que entendemos.

- A carta. - Chegou tarde.

J� foi enviada � Sua Santidade.

Voc� entregar� a ele amanh� durante uma audi�ncia privada.

Como se atreve?

E tire o chap�u na minha casa.

Eu n�o vou permitir que voc� traga a Roma o caos

que voc� est� causando aqui na cidade.

Voc� n�o � digno de ser um policial, muito menos o Ministro.

Voc� � um criminoso.

Quantas mulheres camponesas voc� ainda quer queimar?

Quantos �rf�os voc� ainda quer colocar algemas?

Chega.

Tolos.

Vivemos em tempos sombrios.

Um cardeal que defende as noivas de Satan�s.

S�o almas do Senhor.

S�o bruxas!

Elas mataram minha Bettina.

Eu n�o terei paz. At� que eu as leve de volta para o inferno,

junto com seus filhos bastardos.

Adeus, Bar�o.

Venanzio, mostre a porta para esses cavalheiros.

Boa noite, Vossa Emin�ncia, obrigado. E desculpe novamente pelo inc�modo.

Perguntarei pela �ltima vez, Monsenhor.

A carta.

Pode me matar se quiser, Bar�o.

Voc� nunca vai encontr�-la.

Bem, se voc� insiste...

Senhor, tenha piedade.

Est� l�, no cofre.

"Est� l�, no cofre."

Socorro!

Emin�ncia!

N�o...

Mas est� vazia.

Sua Excel�ncia, acredite em mim, eu juro, o Monsenhor me disse

que tinha escondido a carta dentro da Madonna,

porque sabia que viria para procur�-la.

E ainda assim, n�o est� aqui.

Pode ser que...

Algu�m...

Roubou!

Soltem-me, seus patifes!

Eu n�o sei de nada. Eu n�o vi nada!

Sua Excel�ncia, eu estava apenas querendo um peda�o de queijo.

N�o como h� tr�s dias. Eu estava com fome.

Mostre a carta.

Eu n�o peguei nada!

- N�o sei como provar. - Comandante, eu verifiquei.

- N�o h� mais ningu�m l� dentro. - Viu s�?

Quem deveria ser? Estou sozinha, ningu�m me ama.

At� minha m�e me abandonou.

- Imagine isso. - Re�na 15 homens.

Encontre essa maldita carta.

Nem que tenha que revirar o pal�cio!

Sim, entendido.

Concordo.

Procurem no pal�cio.

Posso ir embora, ent�o?

Eu sabia que voc� era uma boa pessoa.

Se eu deixar voc� ir, bruxa,

quem vai pagar por esses dois cad�veres?

- O que quer dizer com "dois"? - O que quer dizer com "bruxa"?

N�o, por favor!

Por favor, me ajuda.

- Para onde est� me levando? - Bar�o, por favor!

O que voc� quer fazer comigo?

- Voc� est� errado, eu juro! - Por favor, n�o!

Sou uma pobre �rf�. Eu nunca machuquei ningu�m!

Procurada nas cidades de Vitorchiano, Todi e Palestrina

por roubar objetos sagrados

e gestos insolentes para duas freiras.

Seria t�o dif�cil encomendar uma charrete?

A charrete � usada pelos franceses, droga.

Tivemos que chegar de carro�a.

Voc� apostou a carruagem, seu vagabundo.

Pai, m�e, j� chega, por favor.

Comandante, nada a reportar. Procuramos em todos os lugares.

Mas que droga.

Se o Papa descobrir essa carta, estamos arruinados.

O que quer dizer com "arruinado"?

Tamb�m reconhecida culpada dos crimes

de feiti�aria, possess�o diab�lica e duplo assassinato

de Sua Emin�ncia Monsenhor Bastoni e de seu assistente pessoal.

Era ele, o corcunda!

N�o tenho nada a ver com isso.

O acordo un�nime do tribunal sentencia Paola Diotallevi,

filha de pessoas desconhecidas, � pena de morte

queimada na pra�a p�blica.

- O que est� fazendo com isso? - Que o Senhor tenha piedade dela.

N�o.

O que voc� est� fazendo?

Deixe-me descer aqui. Por favor!

N�o, pare.

Vou contar tudo.

� verdade, fui eu. Eu abri o cofre.

Vossa Excel�ncia, fui eu quem roubou a carta.

O que �?

Aten��o!

Onde ela est�?

Comandante, olhe.

- O que ela tem na cabe�a? - Eu n�o sei. O que voc� acha que �?

- Ser� que � fuligem? - N�o, isso n�o � fuligem.

Nossa, como ela fede.

N�o, pare! N�o toque nela.

- Eu n�o toquei. - Acho que ela tem a peste bub�nica.

- Com certeza. - N�o, ela � uma bruxa.

Bruxa, uma ova!

Olha, n�o � uma coisa ruim. Somos todos filhos de bruxas.

Queimadas vivas.

Se n�o fosse por Dolores, terminar�amos da mesma forma.

Mas eles n�o queimam criancinhas.

Eles as prendem e as fazem desaparecer.

Sim, eles fazem cola com eles.

- Para! - Estou com sede.

Pallina, v� pegar leite.

D� para o gato.

Voc� n�o tem uma cerveja, dentro desta cabana?

- Onde diabos eu estou? - Voc� est� a salvo.

Cheira a polenta. Chove dos telhados, mas � um lar.

- Prazer. Dolores. - Prazer em conhec�-la. Paola.

Voc� j� conheceu meus filhos.

- Anita. - Pallina.

� o oposto, mas tanto faz.

- Tivoli. - Tivoli.

Rolli...

Ela est� sempre na janela.

Ela s� entra quando Dolores est� aqui.

Ela n�o fala.

Desde que cortaram e queimaram a m�e dela...

E esse garoto, que mijou nas cal�as...

- � o Mario. - Que nojo!

Bom menino.

Agora, voc� n�o vai se levantar at� que tenha terminado.

Venha. Aqui voc� deve encontrar algo do seu tamanho.

- Qual � o seu nome? - De novo?

- Voc� deve ter um nome. - Ela � assim.

- Paola. - E voc� � uma bruxa.

N�o, eu sou normal.

Outra ladra de galinhas.

Teve sorte que eu estava passando.

N�o diz "obrigada"?

O que s�o essas malas? O que voc� faz com todas essas coisas?

Trazemos felicidade para os menos afortunados.

Com sacos de l� ruins?

N�o, l� dentro a gente coloca frutas, doces...

Tripa, pajata, coratella...

- Tudo que roubamos. - Tudo isso.

- Voc�s revendem tudo no mercado? - N�o.

N�s damos para as crian�as mais pobres.

Esperando pela profecia da Bruxa de Natal se tornar realidade.

Ent�o, ela cuidar� disso.

- E o que ganha com isso? - Voc� vai aprender com o tempo.

- Como n�s fizemos. - Acabei.

Bom menino.

Para mim, parecem um bando de malucos.

� verdade, devemos estar loucos por querer mudar as coisas.

Mas se todos fizerem a sua parte, todos juntos podemos fazer isso.

Qual o seu nome?

- Paola. - Paola. Voc� vai ver.

- Voc� vai ficar bem com a gente. - Sim.

Eu n�o posso esperar. Bom, j� vou indo.

Nos vemos por a� em breve.

Talvez eu possa parar para almo�ar.

Os guardas est�o aqui.

Turma, para o esconderijo!

Eu disse que ela s� trouxe problemas.

Aqui.

Mariozinho, o livro.

Bom menino.

Espere por mim.

Meus �culos.

Podemos entrar?

Bom dia, senhora, desculpe pela invas�o da casa.

Bar�o De Michelis.

Sempre em busca de mulheres para queimar?

E voc�, tem filhos para esconder?

De forma alguma.

Sou uma pobre velha.

Eu amo a solid�o.

Como diz�amos...

Estou seguindo o rastro de uma assassina.

Voc� viu alguma coisa suspeita?

Obrigado.

Voc� tamb�m.

Seus homens n�o usaram o capacho.

Seus burros!

Mesmo assim.

Sinto um cheiro

bem familiar...

� como...

� como...

O que voc� cozinhou? Um gamb� morto de doen�a?

� verdade, eu n�o cozinho bem.

Acho que � � milanesa. Ela tem outros talentos...

Sim, eu sei.

Mas eu tamb�m tenho outros talentos.

E eles me disseram...

Que voc� est� escondendo algo de mim.

Aqui!

Aqui embaixo, quebre tudo!

Quebre tudo, aqui!

Ajuda!

Caraca!

Dolores, voc� os matou?

Nesta casa, n�o matamos ningu�m.

N�o, ela acabou de coloc�-los para dormir.

Sim, mas quando acordarem, eles n�o se lembrar�o de mais nada.

E a melhor parte

� que agora ela vai lev�-los ao topo da montanha.

Ent�o � verdade que voc� � uma bruxa.

Dolores, quero me tornar uma bruxa tamb�m.

Para fazer o qu�, roubar?

N�o, para aquela outra coisa, o que era?

A felicidade das crian�as que eu amo tanto.

Posso te compensar.

Eu fa�o as tarefas, eu lavo, eu cozinho. Fa�o o que voc� quiser.

Eu sou muito boa.

Se voc� quiser.

Ferva essa coisa, v�.

Que droga.

Querido, venha aqui, cozinhe esta po��o para mim.

- Como assim? - Qual � o problema? Voc� n�o sabe ler?

Jovens, aten��o, por favor, precisamos rever as regras.

Acordamos �s 5h30, a gin�stica �s 6h, e �s 6h30 � a fila para o banheiro.

Fique longe do laborat�rio. Se Dolores te pegar, vai ver s�.

N�o entendeu. A partir de hoje, eu fa�o as regras.

Mas essa � a cadeira da Dolores.

Talvez ela j� tenha esquecido.

A prop�sito, por que ela n�o se lembra de nada?

Ningu�m sabe.

Est� bem. Escutem aqui.

Regra n�mero um, voc�s s� fazem o que eu digo.

Regra n�mero dois, sempre respeitem a regra n�mero um.

Olha, voc� n�o pode comandar a nossa casa.

Esta tamb�m � minha casa, qual � o seu problema? Eu tamb�m sou �rf�.

- Sinto muito. - N�o, n�o se preocupe.

Melhor crescer sozinha do que com pessoas que s� pensam em seus neg�cios.

Como voc�.

Gosto do cheiro disto.

Por que a natureza tem um cheiro t�o bom?

Delfina!

O que � isso?

Que nojento!

Acordem, seus pregui�osos!

Minha perna!

O que estamos fazendo aqui?

- N�o est�vamos procurando cogumelos? - O que disse?

Idiota!

- Cogumelos... - Talvez ca�ar javalis selvagens.

Comandante, podemos voltar para a carro�a e deixar o cavalo nos guiar.

Com certeza nos levar� de volta de onde viemos.

Aten��o.

Nosso amigo Marmotta aqui...

Pode n�o ter falado bobagem. Bom trabalho, Marmotta.

Gostei da ideia do cavalo. E bravo ao cavalo.

O cavalo.

Vamos, persiga o cavalo!

- Cavalo. - Vamos!

- Corram atr�s do cavalo! - Cavalo!

Delfina?

Me desculpe, mas est� muito fedido.

Delfina, est� uma bagun�a.

Eu sou Paola, voc� n�o se lembra?

Isso prova que voc� tem que aprender mais. Entendeu?

Dolores, o que est� falando? Voc� matou a pol�cia ou n�o?

Os policiais?

Que policiais?

A pol�cia!

Certo. Como n�o?

Eu segui a receita. Cheira muito mal.

- Coloque l�. - Pra que ela serve?

O que ela faz? Isso transforma paralelep�pedos em ouro?

Senta.

- Multiplica as moedas? - Calma.

J� vai saber.

Ent�o, para que serve este caldo?

- Para matar piolhos. - E a magia?

- Amanh�. - N�o, n�o!

M�e, m�e, m�e, m�e.

M�e, m�e, m�e...

N�o.

M�e, m�e, m�e, m�e.

Vamos l�.

M�e...

- "Rainha." - Bravo.

Tivoli, larga esse saco. Voc� quer morrer sufocado?

N�o posso, s� fiz uma folha.

Paola, quer continuar? O que est� escrito aqui?

Eu?

Ra-i-nha.

De...

RAINHA DE COPAS

C�us, Rainha do C�u!

Do que est�o rindo, seus malandros?

Mantenha o tom baixo, ou vou te bater.

- Vem, sua plebeia. - A quem est� chamando "plebeia"?

Dolores, tira essa vassoura daqui. Ou juro que vou incendiar tudo.

Que vergonha. � assim que se colabora?

- Ela quem come�ou. - N�o � verdade, mentirosa.

- Voc� � a mentirosa! - Cuidado como falam, mocinhas.

- Sejam boas e voltem aos estudos. - N�o!

Cansei de ser bab� e aturar essas criancinhas.

Aqui todos fazem a sua parte. Achou que estava de f�rias?

N�o, nunca concordamos com isso.

Eu tenho feito tudo j� faz uma semana

e n�o vi nenhuma po��o.

Pelo menos, me ensine como comandar a vassoura.

A vassoura.

- Que vassoura? - Ou me ensina ou vou embora.

Dolores, n�o fa�a truques.

Chega, deixe-me descer!

Vou acabar morrendo!

Vamos, a aula acabou.

Espere por mim, eu estou aqui tamb�m.

Est� com fome.

Nossa, quanta vontade.

Voc� n�o fala, mas sabe rir. Quer saber?

No final, voc� est� certa. As pessoas n�o merecem nada.

Minha nossa!

Paola! Eu sabia!

Eu sabia que voc� estava viva.

Voc� parece bem, tomou banho?

Preste aten��o. Voltei para falar de neg�cios.

Claro.

Eu estava te esperando.

Paola, voc� quer se tornar minha esposa?

� falso, idiota.

Voc� n�o entende. Estou falando de uma montanha de ouro.

Eu juro, estava tudo aqui.

Havia um monte de ros�rios de lata com o rosto do Papa.

Vendi tudo para a mercearia. Por um salame e dois p�ezinhos.

Voc� n�o entende, Chicco.

Vamos levar a Madonna dos Tr�s Sinos.

Voc� est� brincando.

Amanh�.

N�o, voc� n�o est� brincando.

Quer saber, Chicco? N�o somos mais crian�as.

Estou cansada de arriscar por um salame e um p�ozinho.

Dois p�es.

Pense nisso, assim que conseguirmos p�r nossas m�os na Madonna,

vamos derret�-la e ir para Roma viver a boa vida.

A Madonna est� trancada. N�o �?

Est� guardada o dia todo. Mesmo durante a missa, como faremos?

Com magia.

Como se c�licas abdominais n�o bastassem para esta noite.

Eu sempre falo isso! Aquela emprega nos intoxica.

- Mam�e. - A de Sora n�o era melhor?

Nem me diga o nome.

-Papai -Messalina!

Cale a boca, seu b�bado!

- M�e, pai. - O que foi?

- Aquela bruxa lan�ou um feiti�o em mim. - Fala!

- E a carta? - A carta!

Eu quase a recuperei e ent�o...

N�o lembro de nada.

Por favor.

Abrace-me como quando eu era crian�a.

- Ningu�m nunca te abra�ou. - Vamos, abrace-o.

- Abrace voc�. - Abrace-o, vamos.

- Eu disse para abra��-lo! - Voc�!

- Voc� tem que abra��-lo! - S� um de voc�s.

Ou�a, meu jovem, por que n�o vai procurar a carta?

Mas onde?

N�o pergunte ao seu pai. Se ele fosse um adivinho,

ele n�o voltaria sem um tost�o da casa de jogo todas as noites.

Uma cartomante, certo.

Obrigado, pai, obrigado, m�e.

Obrigado, est� tudo claro agora.

A cartomante, est� tudo claro agora.

- M�e, m�e, m�e. - Mario!

- Quer parar com isso? - M�e, m�e, m�e.

N�o adianta. Ele � sempre assim.

Espere.

A caixa de m�sica funciona com ele.

- M�e! - Pelo jeito, n�o.

Mario, escute, sua m�e est� morta.

Tem que aceitar isso.

Ela bateu as botas. Entendeu?

Foi assim, o que voc� pode fazer? Eles a mataram, agora durma.

- M�e, m�e, m�e. - Eu cuido disso.

Gostamos de dan�ar, n�o gostamos, Mario?

Voc� n�o � muito boa nisso.

O que voc� est� fazendo? Vou te mostrar como se dan�a.

Sente-se aqui.

Calma, Mario, pare. Eu imploro, pare.

M�e, m�e, m�e...

Eu tenho que cantar para voc�, Mario?

Sim, ok.

Pare com isso, Mario, eu imploro

Pare com isso, Mario

Pare com isso, Mario, eu imploro

Pare com isso, Mario

Pare

Pare com isso, Mario, eu imploro

Pare com isso, Mario

Pare.

Pare com isso, Mario, eu imploro

Pare com isso, Mario

Pare

Por favor, pare com isso, Mario

Eu imploro, pare com isso, Mario

Por favor, pare com isso

Pare

Pare com isso, Mario, eu imploro

Acordem, dorminhocos.

Anita.

Anita?

Anita?

Ol�!

Por que voc�s est�o t�o perto de mim?

Anita, est� tudo bem?

Estamos sem sab�o.

Tem algo que queira me dizer?

N�o a suporto, n�o posso evitar.

Mario, venha.

Venha, bom garoto.

Obrigada.

Paola.

Meu Deus, temos que fazer isso hoje � noite? Estou ocupada.

Aceite os fatos. N�o acabaremos at� o amanhecer.

Ent�o vamos para casa e dan�amos?

Vou te mostrar o que eu vou fazer.

Fique quieta. Fa�am sil�ncio.

Voc� tem um namorado?

- N�o. Por que est�o t�o obcecados? - Espere por mim.

- S� estou perguntando. - N�o pergunte mais.

Meu Deus.

Eu disse que era l� ruim.

Espera, como assim?

Quieto.

Paola, n�o deixe a�. Ou as cabras v�o comer.

Temos que colocar l� dentro.

T� fechada.

Summus hic ego invocabimus

tueri iure accipere...

Accipere...

Droga, como que era?

Era...

Com licen�a.

Voc� primeiro.

Vai, vai.

Espere.

Voc� queria aprender magia?

M�e?

- Olha. - Meu amor.

Olha l�.

Olha! T�o bonita!

� a cebola.

O que � isso?

- De quem voc� roubou? - De ningu�m, � meu.

Estava no meu pesco�o quando as freiras me encontraram.

Ent�o a profecia era verdadeira, Paola.

Bruxa de Natal.

Calma, Dolores, n�o me abrace t�o forte.

Amanh� te levarei ao rio. E explicar tudo.

Finalmente. J� estava mofando aqui.

Abaixe a voz, eles acabaram de dormir.

Deleite seus olhos, Chicco.

Ent�o esse � o p� m�gico?

O que � isso?

Basicamente, um faz voc� se tornar, tipo, muito forte.

Outro te deixa cheio de espinhas. Outro faz chover ratos do c�u.

Vamos ficar ricos com tudo isso.

Para que possamos nos casar.

Pense em trabalhar, idiota.

Olha.

O que isso diz?

- Como vou saber? � latim. - Como se fosse saber, n�?

Bem, a cor � a certa.

Deveria fazer voc� dormir.

Tem certeza de que � a certa?

Eu sabia!

Uma vez ladra, ladra pra sempre.

O que est� fazendo aqui embaixo? Voc� quer nos matar?

Quem � esse?

Agora vou acordar Dolores e...

Era a certa.

Eu nunca erro.

Vamos.

Cuidado, n�o pise neles.

N�o queremos que Dolores acorde.

PARA TRANSFORMAR PESSOAS EM PORCOS

Caterina de Avezzano, conhecida como Zenevra,

um passo � frente.

Eles me disseram, bem aqui, que voc� gosta de ver o futuro.

N�o tenha medo.

Diga-me onde est� a bruxa que perdeu isto.

Voc� estar� livre.

Tem a minha palavra.

Meu Deus.

Na Catedral.

Acorrentem-na de novo.

N�o! N�o!

N�o! N�o! N�o!

Minha nossa!

Ora, ora, ora.

Marmotta, leve-a.

Vem.

Vamos.

Lina!

O que voc� est� fazendo aqui?

O que voc� est� fazendo? Essa nem � a dan�a certa.

Voc� est� presa, bruxa maldita.

Levante-se, droga!

Peguei a magia dela.

Se pegarmos a estrada Salaria, estaremos em Roma amanh�.

N�o aja assim, est� bem?

Estamos na encruzilhada, devem estar procurando por voc�.

Diga algo pra ela tamb�m.

Chicco, o que foi? Voc� n�o se sente bem?

� a carta do Monsenhor.

Chicco, ele tinha escondido dentro da Madonna, voc� acreditaria?

Condessa.

- Sou eu, a Delfina. - Delfina que nada

Voc� vai ver.

Voc� transformou meus filhos em porcos.

- Acabei de coloc�-los para dormir. - Voc� estava errada.

Voc� usou um p� bizarro, sua ignorante!

Dolores, voc� precisa de um m�dico, e um dos bons.

N�o.

� voc� que n�o entende.

A profecia � verdadeira.

Voc� sabe quem voc� �?

Quem sou eu?

A Bruxa de Natal.

A bruxa que vai fazer todas as crian�as sorriem novamente.

Bruxa de Natal? E que crian�as?

Posso ensin�-los a roubar, no m�ximo.

Apenas abra o seu cora��o.

Para qu�?

Para deixar algu�m me jogar fora como lixo, como minha m�e fez?

Quer saber a verdade sobre sua m�e?

Eu n�o dou a m�nima.

Tem que enfrentar.

Adeus, Dolores.

A Bruxa de Natal vem � noite

Com os sapatos quebrados

Com o vestido romano

Viva a Bruxa de Natal!

O que voc� quer de mim? Sou apenas uma ladra de galinhas!

Voc� � a Bruxa de Natal!

N�o, eu roubo, � assim que eu sou. Eu sou uma ladra!

Ou�a o seu cora��o! Voc� � a Bruxa de Natal!

N�o, sou uma ladra!

Bruxa de Natal.

As bruxas roubaram a Madonna!

Marmotta!

Sim, Comandante?

Ligue para Giovino e Crisoppo.

Estarei esperando por voc� no meu escrit�rio.

Sim, Comandante.

Filho, que trag�dia, o Mensageiro Pontif�cio nos visitou.

- O que ele disse? - Que estamos ferrados.

O Papa ouviu sobre o roubo da Madonna

e ele n�o vai nomear voc� como ministro at� encontr�-la.

N�o pudemos pagar as hipotecas. Acabaremos nos escombros com certeza!

E a culpa � sua, seu jogador!

Anita?

Pallina?

Pallina?

Tivoli?

- Rolli? - Rolli?

- Pallina, crian�as! - Anita.

Lina, estou feliz que esteja falando. Mas abaixe o tom, est� me ensurdecendo.

Anita?

H� quanto tempo voc� sabia?

- Que sou essa "Bruxa de Natal". - Talvez eu sempre soube.

E eu esqueci disso. Como todo o resto.

Se ao menos eu soubesse dos poderes.

Garotinha, voc� n�o os ganhou.

Se voc� os tem, deve haver uma raz�o muito espec�fica.

Fazer as crian�as felizes, esse tipo de coisa?

Esse tipo de coisa.

Minha m�e sabia disso?

Comandante, podemos entrar? Chegamos.

Marmotta, jovem e valente.

Por favor, sente-se.

Estou bem aqui.

Giovino, Crisoppo, entrem tamb�m.

Sentem-se, � claro.

Gostariam de um vinho?

Quantas batalhas lutamos juntos,

quantas cruzadas...

n�s vencemos contra as noivas de Satan�s.

Mas hoje, infelizmente, apesar do meu sacrif�cio heroico,

o mais maligno de todos roubou o s�mbolo da nossa cidade!

Mas eu lhe digo, alegre-se.

Porque eu vou te dar a chance

de mand�-la de volta ao inferno

com suas pr�prias armas.

Sa�de!

Com licen�a, s�o p�s m�gicos.

Eles s�o perigosos.

Eles podem at� nos matar.

Ou ent�o...

Nos tornar muito poderosos.

Vamos, n�o tenha medo.

Prometo que assim que eu for Ministro da Pol�cia Pontif�cia,

vou pedir pessoalmente ao Santo Padre

que recebam o distintivo de honra.

E mais 30 ecus por m�s.

Bem, parece certo para mim.

E domingos de folga.

Claro, vamos l�, bebam, prossigam.

- Sa�de! - Sa�de!

Muito bom.

Folga aos domingos.

E mais 30 ecus por m�s!

Meu Deus!

Giovino.

O que quer dizer com "chip"?

Marmotta, o que h� de errado? Est� com medo?

Entre as po��es das bruxas,

existem umas maravilhosas

que viram os olhos

em pepitas de ouro, e as unhas...

em l�minas afiadas.

Bebe.

Comandante, n�o.

Beba, seu idiota!

Se todos fossem covardes como voc�,

que nunca ter�amos descoberto os benef�cios dos sugadores de sangue.

Marmotta?

Marmottinha?

Como voc� est�?

Minha nossa!

Marmotta, meu amigo.

Como est� se sentindo?

�timo.

E...

O que mais voc� pode fazer, companheiro de mil batalhas?

Posso apertar como uma gaita de foles.

E torcer suas tripas,

at� que voc� pe�a perd�o

por todos os chutes que voc� me deu.

Por todos os insultos que voc� me dirigiu.

Por todas as humilha��es que...

Que ingrato!

Lina, j� acabou?

Se continuar perguntando, n�o vai sair.

Vamos, vai escurecer em breve.

Se n�o lhes dermos o ant�doto antes do p�r-do-sol,

eles permanecer�o leit�es para sempre.

Venha, venha aqui. Qual � o seu problema?

N�o desanime.

� uma quest�o de cora��o.

- Acabei. - J� estava na hora.

O que �?

Leit�es.

Crian�as!

Anita, Pallina!

Pare, sou eu, Paola.

- � melhor n�o os lembrar. - Espere por mim, por favor!

Delfina!

Aqui estamos.

N�o, Dolores, por favor.

Quero te mostrar uma coisa. Vamos. R�pido!

Eu tenho que ir.

Acho que temos que ir por ali.

Dolores, vamos voltar, por favor.

Por qu�? O caminho � esse.

Seu pai, aquele vigarista,

apostou o retrato do tio Lisandro, sem sequer...

Povo das plan�cies, das colinas e da montanha!

Homens e mulheres

do Estado Pontif�cio, ou�am!

Paola Diotallevi,

a bruxa que roubou nossa Madonna,

est� condenada!

Morte � bruxa!

Levantem as forquilhas.

Procurem no bosque.

Que a ca�a comece!

Vamos mat�-la! Mande-a para a fogueira!

Morte � bruxa!

Bruxa!

Queime-a.

Crian�ada!

Tivoli?

Rolli, venha aqui.

Pallina, pode vir aqui?

Eles n�o est�o parando.

Para onde est� correndo t�o r�pido?

Anita?

� sempre t�o certinha, mas olhe para voc� agora!

Eles foram por ali, vamos.

Aonde pensa que vai? Venha, eu vou cuidar de voc�.

Era s� o que me faltava!

Vamos l�. Temos que conseguir.

Temos que chegar antes de a Maria Antonietta sair.

Voc� sabem?

Eu agradeceria se a gente andasse mais r�pido.

Bar�o Gian Rodolfo De Michelis.

Em que posso ser �til?

E quanto a voc�?

Por que voc� est� me olhando assim?

Por acaso � uma crian�a perdida?

O que tem aqui?

Tire as m�os, seu canalha.

Ent�o, vamos l�!

- Passe-me o saco. - Por que, o que voc� quer fazer?

O que normalmente fazemos, Chicco.

- Algu�m roubou meus porcos. - Corre!

Meus porcos!

Bruxa de Natal!

Venha aqui!

Suba, r�pido!

O sol est� prestes a se p�r. Vamos, temos que agir r�pido.

Lina, encha o caldeir�o com �gua.

Paola, cap�tulo 21, "Ant�dotos e Rem�dios".

Mexa-se, deixe-me ver.

Chifres de bic�rneo,

l�grimas de baiacu...

Este ant�doto sempre funciona.

Mas pode levar um minuto, uma hora,

at� mesmo um dia.

O que foi, Dolores? Voc� n�o est� se sentindo bem?

- Bruxa de Natal. - Eu prefiro Delfina.

Bruxa de Natal, voc� tem que me prometer uma coisa.

Tem que se cuidar das crian�as, t�?

Do que voc� est� falando?

Estamos cuidando deles juntas.

- Vamos, n�o consigo segurar tudo. - Despeje-os l�.

- Aqui, pega. - T�, eu cuido disso.

- Cada um deles, Dolores? - N�s tamb�m precisamos...

Molho de anchova.

Deveria estar aqui embaixo.

- Dolores, temos que nos apressar. - Estamos quase.

Falta o �ltimo ingrediente.

Qual, Dolores?

Qual ingrediente?

Temos que ir.

N�o, n�o, n�o.

Delfina, temos que ir.

Dolores, por favor, n�o.

Temos que nos preparar para irmos embora.

Ent�o... Leia aqui, o que diz?

Agora � hora de voc� me ouvir.

Voc� vem comigo ver Maria Antonietta.

Delfina, o que est� fazendo?

O que ela est� fazendo?

Delfina, que vestido vai usar?

Que coisa de carro�a?

Ele nunca est� aqui quando preciso dele.

Chicco!

H e E l� "e".

R e B l� "rb".

A erva.

Ent�o, L e U l� "lu".

N e A l� "na!"

Erva lunar.

Aqui, Mario.

- Dolores, olha, fiz o ant�doto. Consegui. - Delfina.

Delfina...

Quero te contar uma coisa.

O Conde me deixou.

Ele diz que eu o tra�.

Mas isso n�o � verdade.

Eu n�o consegui ter o meu filho.

Nosso filho.

Mas ele n�o veio.

Ent�o pedi ajuda � magia.

Ele nasceu.

Ele nasceu sob o cometa.

No dia dos Tr�s Reis.

- Dolores, mas... - Quieta!

Cale a boca!

N�o fala nada.

Ningu�m precisa saber.

Guarde esse segredo. Todo ele!

"Ele n�o � o filho do Conde,

jogue-o em uma vala."

N�o, o que voc� est� falando?

Ele � meu filho!

Ele � nosso filho!

"Ele � o filho de Satan�s!"

Voc� n�o v�? Ele tem cabelo ruivo.

"Como os dem�nios do inferno!"

"N�o, voc� est� errada!

Ele tem olhos azuis, como o pai."

"Bruxa!"

V� embora! V�!

E nunca mais volte.

"Meu beb�!"

Para onde voc� o levou? O que voc� fez com ele?

Meu beb�.

Onde est� meu filho?

Eu vou encontr�-lo, n�o se preocupe.

Qual � o nome dele?

Sim, senhor.

Eu deveria ter entendido logo...

Que eu tinha posto os p�s na casa de uma bruxa.

Lina, n�o!

N�o machuque ela!

- Ou ent�o? - A Madonna!

Est� l�, e tem a carta tamb�m.

Sempre esteve l�.

Eu sei que � nisso que voc� est� interessado.

Bem, como dizem...

- "Dois coelhos com uma cajadada." - Bar�o, n�o me leve embora.

Eu te dei a carta, o que mais? Voc� tem tudo.

Ela est� machucada.

Pela primeira vez, por favor, tenha piedade.

Piedade?

Como voc�s, bruxas,

tiveram piedade da minha Bettina?

Eu fiz isso?

Levanta, levanta.

Est� bem.

Vamos.

Se cuide.

N�o!

Incendeiem a casa.

Morte �s bruxas!

N�o se preocupe, deixe comigo.

Temos que tentar escapar.

Lina, coloque os leit�es de volta no saco.

Certo.

Eles dir�o que a Bruxa de Natal n�o existe,

que ela � uma lenda, em vez disso...

Aqui est�.

O que est� acontecendo?

Algo que eu deveria ter feito h� muito tempo,

quando minha mem�ria come�ou a falhar.

Agora eu posso fazer isso, porque voc� est� aqui.

Sou feliz,

porque eu sei que uma �rf� suja com cabelos desgrenhados

trar� de volta os sorrisos para meus filhos.

- E para todas as crian�as do mundo. - Do que voc� est� falando?

Pense neles, n�o os abandone.

Vamos cuidar deles juntos.

Encontraremos seu filho e o traremos de volta.

Fa�a-o sorrir, se o encontrar.

Eu j� estou distante.

A gente se v�.

Ent�o at� logo.

Paola.

Ol�!

Acorda!

Chicco, o que aconteceu com voc�?

Ent�o o ant�doto funcionou.

Voc�s est�o vivos.

Anita, Lina!

Maldito seja o dia que entrou na nossa casa.

Nunca mais quero voltar a v�-la.

Vamos.

Venha, vamos.

N�o precisamos dela.

Vamos.

Espera, gente.

Esque�a-os, Paola.

Mas estou com voc� agora.

O que est� dizendo?

Dolores est� morta.

As crian�as acabaram de sair.

- E da�? - Como "e da�"?

Olha, eu sou t�o forte! Nunca me senti melhor em toda a minha vida.

Podemos fazer de tudo em Roma, voc� e eu.

- Coma isso. - Isso o qu�?

O ant�doto.

Deve ter ingerido o p�, pelo jeito.

Por que n�o gosta de mim assim?

Cale a boca e coma isso.

- Por qu�? - Voc� est� me assustando.

Eu disse que n�o!

Sabe de uma coisa, Paola?

Voc� tinha raz�o.

Quem se importa com os outros?

A felicidade que importa � a minha.

B�N��O APOST�LICA AO NOVO MINISTRO DA POL�CIA PONTIF�CIA

R�pido, n�o deixe a bruxa fugir!

A garotinha!

Matem a bruxa!

Aquela garotinha.

Dolores.

Salve os meus filhos.

Por que est� fugindo?

Anita.

O que voc� est� fazendo a� dentro?

O que aconteceu?

Encontramos a pol�cia.

Eles pegaram todos n�s.

Eles trouxeram as crian�as aqui, nas masmorras.

Conseguimos escapar. Mas os outros n�o.

Eles os tiraram durante a noite.

Agora n�o h� ningu�m aqui.

Para onde foram?

Vai saber.

Ent�o vamos perguntar a ele.

Uma b�n��o apost�lica

ao novo Ministro da Pol�cia Pontif�cia,

"6 de janeiro, Villa De Michelis."

De qualquer forma, para ser honesta, trouxemos a Madonna de volta para voc�.

Ent�o agora, voc�, Papa,

me envie o colar como recompensa...

Eu fiquei pensando

em vez de se preocupar tanto com essas malditas fontes,

por que n�o organizamos as coisas?

- N�o esque�a sua peruca. - Sim, sim.

Na recep��o n�o vou olhar para voc� assim.

Eu estou melhor do que nunca!

- Mas vou usar! - Melhor? Nunca se olhou no espelho?

Como est� indo?

Quanto tempo para o show de �gua das fontes?

Eu quero ver os esguichos chegarem ao c�u!

O duto para o rio Tibre est� quase limpo. Cavando nesse ritmo,

em poucas horas a �gua fluir� como antes.

Lembre-se de par�-los quando chegarem na parede de tijolos.

E no momento que me nomearem, houver uma salva de tiros,

fa�a eles recome�arem at� a �ltima picareta.

Eu estava pensando...

O que vai acontecer com as crian�as

quando a �gua vai invadir o duto?

Eles ter�o o que merecem.

S�o filhos de bruxas.

Eu sei, fique quieta.

Ent�o, me escute.

Uma vez dentro do pal�cio, Eu vou ao Papa...

Vamos.

Isso.

Vou explicar a situa��o e prender De Michelis.

N�s vamos.

Anita, chega, � muito perigoso. Espere l� fora, ponto final.

� por isso que devemos permanecer unidos.

S� uma coisa.

Como voc� vai convencer o Papa?

N�s vamos.

Com isso.

Agora entendo por que � a melhor ladra do reino.

Se ao menos Dolores pudesse te ver.

Droga.

Vai devagar!

Mas n�o vemos nada.

Assim est� melhor.

Se pudesse ver algo, eu te chutaria.

- Eu quis dizer fora da saia. - Deixe-me trabalhar.

Perdoe-me, madame.

Aqui diz:

"Ottone Adalberto de Wittelsbach, Grande Oficial da Pr�ssia?"

Pois �. Eu sou de l�.

O senhor � prussiano?

Eu sou Delfina.

Algu�m viu o Papa?

Manobrista.

Posso?

Bar�o Gian Rodolfo De Michelis.

Ministro em atividade da Pol�cia Pontif�cia.

Em que posso ajud�-la, madame?

N�o, quero dizer, senhora...

Senhora, sim.

Uma gavota.

Sorte nossa.

No passado, n�o teria a coragem de dan�ar em p�blico,

como eu era um escravo das antigas dores sentimentais e corporais.

Minha noiva, Bettina...

Foi tirada de mim por uma bruxa.

Um dia antes do casamento.

Lamento muito.

Foi dif�cil.

Eu nunca teria conseguido sem o amor dos meus pais.

Mas eu mudei.

Estou pronto para uma nova vida.

Voc� notou meus m�sculos e cabelo?

Bar�o, sua fama o precede.

Afinal, voc� libertou o reino das noivas de Satan�s.

E isso � apenas o come�o.

- Na verdade, s� por curiosidade... - Diga!

O que voc� faz com seus filhos?

Voc� me deixa envergonhado.

Mas n�o conte a ningu�m, � segredo.

Olha,

eu levo as crian�as para...

Me desculpe, eu tenho que ir.

N�o perca o show das nascentes. Elas esguicham.

- Como eu poderia? - Deixe-me passar.

Deixe-me passar, o Papa est� aqui.

Adeus.

Droga.

Depressa, o Papa chegou.

Tire isso de mim.

- Est� na hora, vamos? - Vamos embora.

Pare.

Voc�s est�o presos.

Chicco, o que est� fazendo aqui, vestido assim?

Conheci algu�m que acredita em mim. No Minist�rio da Pol�cia.

Ao contr�rio de voc�.

Onde est�o as crian�as?

Pod�amos ter ficado juntos. Ter uma fam�lia, eu te amei!

Deixe ela em paz!

Voc� a machucou, deixe-a ir!

Solte-a.

Por favor!

Olha a m�o.

Eu acho que � melhor irmos ao barbeiro mais tarde.

As crian�as. Tem que libert�-los, antes de se afogarem.

- Onde eles est�o? - Eu levo.

Temos que libert�-los antes dos disparos dos canh�es.

- O canh�o? - Sim.

O canh�o.

Hoje nomeamos

Bar�o Gian Rodolfo De Michelis

como Ministro da Pol�cia Pontif�cia.

- O que ele disse? - Ignorante.

"Se algu�m tem algo para reclamar,

fale agora ou cale-se para sempre."

- E do Esp�rito Santo. - Am�m.

Pare!

Este homem � um assassino.

Sua Santidade, prenda-a. Ela � uma bruxa!

Foi ela quem roubou a Madonna dos Tr�s Sinos.

- Ela matou um cardeal. - Isso n�o � verdade.

Foi ele, eu vi.

E se voc� n�o o parar, ele vai matar um monte de crian�as.

- Ela � uma mentirosa! Uma impostora... - Sil�ncio!

Prendam-no.

N�o! N�o! N�o!

- Por favor! - E levem junto a Lady Isa.

E seu marido, o Marqu�s, pelo assassinato de...

De...

Bettina Siniscalchi del Drago!

Bettina...

Fizemos isso por voc�, querido. Pela sua carreira.

Um membro da fam�lia acompanhado pela mulher errada � o suficiente.

Como voc�s puderam?

Bravo.

Pegue a bruxa!

Pare.

Eu sou o Antipapa!

Meu Deus!

Pare!

J� chega, recuperem o f�lego.

Quando ouvirem o disparo do canh�o,

comecem de novo mais forte.

Dupla por��o de sopa esta noite para todos voc�s.

Prendam-na.

Est�o cavando aqui embaixo.

A entrada � dentro dessa boca.

Que boca?

Vamos.

- Me d� isso. - N�o!

As pessoas est�o ficando abusadas.

� hora de lembr�-los que sem m�sculos e canh�es

o Papa n�o � muito mais do que um homem.

Voc� consegue?

Sim, mas � claro. Pode confiar.

Voc� est� morta, bruxa.

Maldita bruxa!

N�o sou uma bruxa.

Eu sou a Bruxa de Natal!

Bruxa de Natal!

Viva!

Est� chovendo doces!

S�o doces!

Mas eles s�o deliciosos!

Me d� outro.

� doce.

Fa�a-o sorrir.

Quando encontr�-lo.

N�o!

N�o, n�o, n�o!

N�o!

Carv�o.

Legendas: Carolline Ferreira

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