All language subtitles for Les.galettes.de.Pont-Aven.1975.1080p.NF.WEB-DL.DDP2.0.x264-SPRITE

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Original subtitles

Legendas em Portugu�s Br: Walter Santos

O que foi agora? O que est� fazendo?

N�o est� vendo? Estou desenhando.

-�s 3 da manh�? -N�o consigo dormir.

Desligue a luz e venha para a cama.

Amanh� vou levar as crian�as � costureira.

Oh, n�o! Por favor...

Bom dia, minha senhora.

Bom dia, senhor.

Henri Serin, representante da casa Godineau.

Estou incomodando?

Nem um pouco.

-Faz muito tempo que est� aqui? -Pouco mais de um m�s.

Eu estava olhando, sua loja � uma verdadeira maravilha.

-Meu marido que decorou. -D�-lhe meus cumprimentos.

A senhora deve conhecer a Casa Godineau?

Se n�o me engano � muito antiga...

A mais antiga. Este ano comemoramos o 50� anivers�rio.

N�o tivemos a oportunidade de trabalhar com eles.

Somente trabalhamos com a Casa Jaulin.

-Ah, sim! S�o muito bons. -Somos seus antigos clientes.

E tamb�m sou madrinha de sua filha.

Ah, claro.

Se n�o se importa, gostaria de ver a nossa cole��o?

Sim, por favor.

J� que voc� conhece a Casa Godineau,

conhece o nosso lema: qualidade, solidez, impermeabilidade.

Este ano, a casa fez um grande trabalho em cores e modelos.

Renovamos a cole��o sem aumentar o pre�o.

Isto � apreci�vel.

Temos este 48 com 8 varetas, 56,

e este 60 para senhoras

e nosso famoso 63 de 8 varetas.

Voc�, certamente, conhece o nosso carro-chefe.

Todos numa ampla gama de cores que vai do preto ao vermelho cl�ssico.

Do amarelo,

ao verde difuso.

Guarda-chuvas planos, redondos, de varetas invis�veis.

Guarda-chuvas tailandeses...

e nosso guarda-chuva estilo eclesi�stico.

Modelo padr�o com as dimens�es habituais,

mas numa variada gama de cores.

Al�a de couro coberto, estilo jovem, e tamb�m cl�ssico.

Pl�stico preto, cereja, madeira ex�tica,

bambu, imita��o de bambu...

E toda a nossa cole��o de estilo campestre,

onde se pode admirar as cores brilhantes.

OS BISCOITOS DE PONT AVEN

Que pena! Ela saiu agora h� pouco.

Faz 10 minutos. Foi � cabelereira.

Eu n�o posso decidir. � ela que faz os pedidos.

-Sei. -Volte amanh�, ela o atender�.

-Est� bem. Que horas abrem? -�s 9 horas.

Ent�o eu passo amanh�.

-Sinto muito. -Est� tudo bem.

-Tenha um bom dia, senhor. -At� mais.

Como se chama?

Serin.

Como o p�ssaro.

Vou colocar na parte de tr�s, como de costume.

Deixe aqui suas coisas.

Em seguida levar�o pra cima.

Pode ir direto ao restaurante.

J� passou da hora do jantar.

Alguns clientes querem assistir televis�o.

-Boa noite. -Boa noite.

-Como voc� est�? -Tudo bem. E voc�?

Ainda est� por aqui?

Mais 2 ou 3 dias ainda.

N�s temos coelho � saut�e.

Bem, quero o n� 11 do menu.

Salada de beterraba pra come�ar.

-E para beber? -Um c�lice de vinho.

Oh! Sr. Serin!

-Isso sim � uma surpresa! -Bom dia, Sra. Licois.

Voc� est� com sorte.

-Eu j� �a fechar. -Adivinhe o que eu trouxe.

-Voc� fez? -Promessa � d�vida.

Oh, voc� � t�o gentil!

Achei que voc� estava brincando quando me disse isso.

N�o estava.

-Est� lindo! -Voc� gostou?

As cores s�o formid�veis. Que talento voc� tem!

� seu. Um presente.

Voc� me deixou jovem como uma menina.

Eu n�o inventei nada. � voc� mesma.

Voc� com certeza sabe como tratar as mulheres.

Quando penso que voc� fez este trabalho,

com essas m�os de ouro...

A verdade � que a vida n�o � justa.

-Eu vou contar ao meu marido. -Ele n�o est� aqui?

-N�o. Ele foi para Nantes. -Sei.

Foi ver a sua irm�, no hospital. Volta amanh�.

Vou pendur�-lo na sala de jantar.

Vai ficar muito chique.

Tenha cuidado, ainda n�o est� seco.

Voc� � muito gentil. Merece um beijo.

-Voc� tem 3 canais de TV? -N�o, apenas dois.

Veja como ficou bem em cima da mesa do buffet.

-Lembra um pouco Matisse. -Est� magn�fico.

Oh!

Senhor Henri, n�o vamos fazer nenhuma bobagem!

Por que n�o?

Voc� est� brincando?

Se seus clientes soubessem o tesouro que tenho em minhas m�os...

Sr. Henri, seja razo�vel.

Prove um pouco de licor de ameixa. � formid�vel.

Desde o in�cio do jantar que veio uma id�ia � minha cabe�a.

Mas eu tenho receio de pedir-lhe isso.

Bem, fale.

� algo que sempre sonhei...

O que �?

Eu gostaria de posar para voc�.

Como?

Nua ou de camisola, como voc� quiser.

Eu sempre sonhei ser uma modelo.

Deve ser formid�vel apresentar novos vestidos.

Tudo isso � muito bonito.

N�o acha que estou muito bem conservada?

Eu acho que sim.

N�o se mexa.

N�o, n�o, fique nessa posi��o.

O seu olhar me deixa muito intimidada.

Assim n�o est� muito est�tico. Abaixe sua calcinha.

Assim?

Um pouco mais.

Vire-se um pouco.

Oh, Sr. Henri! Eu estou num estado...

Sr. Henri!

O que houve?

Sr. Henri!

Oh, Sr. Henri!

Oh! Mas voc� est� louco!

Mas o que h�?

Sr. Henri!

N�o resista.

As coisas n�o est�o muito bem com sua esposa?

O que espera que eu diga daquela imbecil?

Ela � uma fan�tica. Uma beata.

� uma merda.

Pobre senhor Henri.

Um homem como voc�, t�o gentil e com tanto talento.

Que desperd�cio!

-Suporto apenas pelos filhos. -Como eles s�o?

Como a sua m�e. Ele � um pequeno nazista...

e a menina acha que eu sou um idiota.

N�o est� feliz em sua casa.

S� fico bem quando viajo, mas....

aqui, esta noite...

estou muito bem.

Que gentil!

Quando penso que estraguei minha vida por aqueles tr�s idiotas...

N�o diga isso.

Quando eu vi a sua esposa pela 1� vez,

achei que voc�s n�o combinavam.

Uma mulher t�o fria e t�o seca,

com um homem como voc�, t�o ardente.

Nem sequer sabe o que um pau pode fazer.

-Sr. Henri! -� verdade.

Gosto do cheiro de mijo,

n�o de �gua benta.

Sr. Henri, suas express�es...

Sr. Henri!

Sr. Henri!

Sr. Henri!

Oh, n�o! A� n�o, senhor Henri.

N�o, deixe-me.

Deixe-me. Quero viver. Deixe-me respirar.

Por Deus, j� n�o conseguia respirar!

-Henri! -Oh, que coisa mais gostosa!

Oh, que cheiro gostoso!

Que cheiro gostoso!

Ah, que bom! Ah, que bom!

Puta que pariu!

Eu quero me acabar, pelo amor de Deus!

-Bem, adeus. -Adeus, senhor.

-Pra onde voc� vai? -Pra Redon.

Vamos, entre.

Voc� � o mensageiro do Senhor.

-Deus ir� recompens�-lo com certeza. -Isso eu duvido.

Ele reconhece uma boa alma nestas pequenas coisas,

coisas simples de cada dia.

-Eu nunca acreditei nessas bobagens. -N�o perca a esperan�a.

Os caminhos do Senhor s�o misteriosos.

-Que dia lindo, n�o � mesmo? -Sim, sim.

O sol sobre a vegeta��o � uma ben��o do Senhor.

-Voc� � de Maine-et-Loire? -Sim, Saumur.

Oh, Saumur!

A abadia de S�o Mauro, �s margens do Loire...

Vale mais meu pequeno povo de Lir� que o monte Palatino.

E � melhor o ar marino que as do�uras de Anjou.

Ontem eu estava na peregrina��o de Nossa Senhora de B�huard.

B�huard? N�o me diga que conhece aquele povo?

Fui l� quando era crian�a. Tinha toda uma encena��o.

Quantas bobagens faz�amos por l�.

-E a Bretanha, voc� conhece? -Claro que sim.

Como a palma da minha m�o. Eu sou um vendedor ambulante.

Eu achei que voc� conhecia. Est� acostumado com as estradas.

Assim como eu.

-E voc�, o que faz? -Eu sou um vendedor ambulante.

Vendo a palavra do Senhor.

Eu viajo de um lugar a outro espalhando as boas novas.

Vamos, pare com estas besteiras.

Os anjos do c�u iniciaram a caminhada.

E se aproxima o tempo onde os ex�rcitos celestiais

fulminar�o os anjos maus.

-Por que voc� est� rindo? -N�o ligue.

O jeito como fala.

N�o parece que esteja bem da cabe�a.

Voc� n�o devia rir. � um escolhido do Senhor,

mas n�o sabe.

Voc� estar� junto a Cristo, estou certo disso,

mas ainda n�o chegou o momento.

"O bom vinho alegra o cora��o do homem".

Tome!

� aqui. A primeira casa � esquerda.

Eu moro com a minha irm�.

N�o se assombre, ela � um pouco estranha,

mas n�o � uma mulher m�.

O que voc� fez?

Esperei uma hora e acabei Jantando sozinha.

Al�m disso, hoje � o dia da sua injec��o.

A irm� de S�o Jo�o de Deus veio e j� foi embora.

Este senhor me convidou para jantar.

O Sr. Serin � viajante comercial e me recolheu na sa�da de Vannes.

Ele �a dormir num hotel,

Mas eu disse a ele que podia dormir aqui. Vamos, entre!

Eu n�o queria incomodar, mas seu irm�o insistiu muito.

Afinal, a hospitalidade n�o � um dos primeiros sinais de

caridade crist�? Vamos, entre!

Mas coloque os p�s sobre os paninhos.

Eu guardei um pouco de bolo de arroz.

Eu n�o gosto disso. E voc�, Sr. Serin?

N�o, obrigado.

Acho que ele pode ficar no quarto da mam�e.

Voc� sabe muito bem que ele n�o est� pronto para uso.

Eu vou ajud�-lo com suas coisas.

Voc� pode se acomodar agora.

Aqui voc� ficar� bem.

N�o � nada especial, mas a cama � muito c�moda.

Bem, vou deix�-lo � vontade.

N�o o verei, porque amanh� ao amanhecer

tenho que ir a Mont Saint-Michel.

Tudo bem.

Se um dia passar por Redon, venha dar um al�.

Podemos discutir.

Espiritualmente, muitas coisas nos separam.

Obrigado mais uma vez. Boa noite.

Boa noite.

Se precisar de alguma coisa, dormimos no fim do corredor.

Obrigado, senhora.

Boa noite, senhora.

Velha louca!

Merda! Atropelei um cara.

Merda! O que � isso?

Mais esta...

Droga!

Boa noite, senhores.

Acabo de ter um acidente na estrada.

Poderiam me dizer a dist�ncia da aldeia mais pr�xima?

Est� muito longe a aldeia mais pr�xima?

Mande-o embora.

Mas o que est� acontecendo?

Pe�o-lhe que me ajude. Esmaguei um javali.

Um momento.

Javalis nunca v�m aqui.

Ora, vamos, homem!

Tenho sangue e p�los nas m�os.

Ent�o? Existe uma oficina por aqui?

Bando de loucos!

� primeira vista n�o me causou uma boa impress�o.

Se foi a tra��o dianteira, pode ser complicado.

Pode ter quebrado alguma pe�a do chassi.

Teremos que pedir pe�as em Quimper.

-Tem que pegar algo no carro? -Sim.

-Onde posso lavar as m�os? -Tem uma pia l� atr�s.

Bem, vou coloc�-lo na plataforma.

D�-me um Byrrh, por favor!

Oh, merda!

Vamos, mais uma rodada!

Voc� conhece um hotel barato por perto...

onde se possa comer bem?

-Tem o Le Coq Hardi... -na pra�a da Igreja.

Ou a pens�o Guerec, na sa�da da vila...

-na estrada para Pont-Aven. -Obrigado.

-Voc� est� de passagem? -Tive um acidente na estrada.

Em que parte?

Uns 5 km daqui, na estrada para Quimper.

-Foi grave? -N�o.

O carro ficou danificado porque atropelei um javali.

Um javali? N�o seria um texugo?

N�o, n�o. Era um javali.

Aqui, nesta regi�o?

Sim. Eles v�m do bosque ao lado.

De todo jeito acho que vou passar a noite aqui.

Tem a Pens�o Guerec em Pont-Aven a 4 quil�metros daqui.

-Oh, n�o. -Vai ficar por aqui?

N�o. Sou um vendedor ambulante.

De produtos para pintura?

N�o, de guarda-chuvas. Esse quadro � para um cliente.

-Sabe pintar? -Um pouco. Sou pintor amador.

Vamos apertar as m�os.

Eu sou um pintor tamb�m.

Mas sou profissional.

-Posso ver? -Claro, se voc� quiser.

-Mas n�o est� terminado. -N�o importa.

Oh!

Isso � dif�cil.

Precisa mudar alguma coisa. N�o est� terminado.

N�o gostei da forma das m�os.

Foi feito muito r�pido.

Se quiser, pode dormir na minha casa.

-Por favor, n�o se incomode. -Somos colegas, certo?

E voc� pode me ensinar. Me chamo �mile.

Tenho um barraco fant�stico ao longo do rio.

Eu pago 25 paus.

Para um pintor de 3 por 4 est� muito bom.

Voc� faz exposi��o por aqui?

N�o. Est� brincando? Aqui n�o tem nada pra fazer.

Faz algum tempo que parei de me dedicar � arte.

Agora, me dedico a ganhar dinheiro.

N�o me interessa mais o que diziam antes. Que era um g�nio.

Eu trabalho para os turistas.

Agora eu decoro sal�es de festas.

Precisa ver como s�o grandes. Tenho pain�is de 5x3 metros.

Eles s�o vistos de longe.

S�o verdadeiros murais.

Est� vendo?

Eu fiz tudo sozinho.

Pedra, cimento... tudo.

Tem um peda�o de terra que vai at� o rio.

Isso aqui � palha para uma pequena cabana.

E essa � a c�pula.

o que voc� acha?

� um lugar muito bonito.

� a obra da minha vida.

Gatinha!

Gatinha!

Onde ela est�?

Gatinha! Ah, a� est� voc�.

Eu trouxe um amigo, que vive �s margens do Loire.

Boa tarde.

Boa tarde, senhorita.

Ufa! Acabo de fazer uma hora de exerc�cios.

Isto � o est�dio.

Estou acabando o primeiro piso.

Mas sentem-se, senhores.

-Gostaria de com�-la? -Bem, claro que sim.

-Um peda�o de mau caminho. -Oh. sim! � muito bonita.

Aos olhos do pintor.

-Ela � su��a? -N�o, ela � canadense.

Se n�o se importa, eu volto em seguida.

Tenho uma emerg�ncia.

N�o.

Fique longe de mim! Deixe-me em paz.

N�o!

N�o!

Me deixa. Me deixa.

N�o! Deixe-me em paz. N�o.

N�o!

Voc� me enoja, de verdade. Voc� � nojento.

Quando vejo uma bunda pra cima, n�o resisto.

Eu sou como um cavalo.

O que quer beber?

N�o sei. O que sugere?

O que me diz de um u�sque?

Por que n�o?

Tire o seu capote. Parece um detetive.

Sente-se.

Voc� � amigo de �mile?

-Eu nunca vi voc� antes. -Claro que n�o.

Acabamos de nos conhecer. Ele teve um acidente.

-Grave? -N�o, n�o, pouca coisa.

Seu carro est� no conserto. Eu disse que ele podia vir.

Voc� fez muito bem.

Est� vendo? Isso � o que eu fa�o.

Sim, eu vi.

Isso � bom.

-Voc� acha? -Sim, sim. Isso � bom.

Voc� � um grande colega.

Voc� pode transar com ela.

O que est� falando?

Nada, querida.

Ele tamb�m � pintor.

-� mesmo? -Apenas amador.

Eu vi. Ele � um campe�o.

Posso ver?

Ele j� te mostra. Tem um quadro dele no carro.

Voc� conhece Karchlisky?

-N�o, ele n�o conhecee. -Quem � ele?

Karchlisky? Um est�pido.

Um judeu que se acha t�o famoso como Soutine.

Eu te pro�bo de falar assim dele.

Ele tem muito talento.

Sim, muito "talento".

Bem, vou te mostrar o que ele faz.

Fez bem em dormir aqui. Posso me deitar?

N�o tenha medo. Ele pediu que eu viesse.

Sim, eu juro. Vamos, me d� um lado.

-Sou eu? -Sim.

-Me fez com um bonito traseiro. -Voc� tem.

E � magn�fico.

Muito bom isso que voc� fez.

Ele pediu para que voc� viesse?

Sim, ele precisa de coisas assim para fazer amor.

Esse cara � doente.

Sim, ele sempre pede que eu transe com seus amigos.

�s vezes � doloroso.

-E voc� aceita isso? -N�o.

Normalmente nunca fa�o.

Mas com voc� foi diferente.

Voc� � uma pessoa am�vel.

Voc� est� quente. Queimando.

-Voc� sabe o que est� fazendo? -Por qu�?

� raro ver algu�m como voc� por aqui.

Mas...

Por que fica com ele?

Sei l�! Porque sim.

O qu�?

-Como "Porque sim"? -Continue me beijando.

Voc� faz isso muito bem.

O que houve?

-Devo voltar. -Por qu�?

Este � o sinal. Ele est� me esperando.

-N�o, fique! -N�o seja bobo.

O que voc� quer com aquela bicha?

Deixe-me ir. Estou lhe dizendo. Tenho que voltar.

Est� vendo?

Como foi a festa com aquela vaca?

-Hein? -Como assim?

Voc� sabe!

Ontem � noite, parecia uma tourada.

Sim, claro.

N�o foi t�o ruim. Obrigado.

Quando elas querem vale a pena.

N�o sei quantas vezes ela j� me deixou louco.

Ela tem uma bela bunda, mas n�o sabe usar.

Aquela bunda � uma verdadeira obra de arte.

Eu vou te deixar na garagem. Volto em 10 minutos.

Voc� n�o ter� seus pneus antes de 15 dias.

Por que n�o fica aqui?

Use o meu est�dio o tempo que precisar.

Venda seus quadros para os loucos que aparecerem por aqui.

Garanto que ter� muitos clientes.

Sim, mas voc� sabe...

N�o diga que a fam�lia vai te impedir?

Voc� diz a si mesmo que eles s�o idiotas.

Escreva-lhes uma carta,

e diga: "Acabaram os guarda-chuvas".

"Se voc� n�o est� feliz, foda-se".

Veja Gauguin, se livrou de todas as responsabilidades.

Voc� n�o acha melhor ficar perto dela?

Olhe para esta bunda.

� mais bonita que o rosto da Virgem.

-Ent�o? Voc� vem? -Aonde voc�s v�o?

� casa de Goulven em Rosbras.

Quero mostrar a sala que eu decorei. Depois voltamos.

-Posso ir tamb�m? -N�o. � s� ir e voltar r�pido.

Vamos.

Sempre atrapalha meus planos.

Eu n�o suporto esse cara.

Ele me enoja.

Quando ele voltar, vai querer transar comigo.

-Leve-me com voc�. -Onde quer que eu te leve?

Eu n�o sei, mas estar aqui ser� um inferno.

N�o suporto quando ele me toca.

Eu n�o quero que voc� volte para casa.

Mas ent�o o que voc� quer?

Conhe�o um lugar onde ficar�amos muito bem.

Onde?

Em uma vila � beira-mar.

Uma pequena pousada.

Voc� poderia pintar. � um bom pintor.

Voc� tem muito talento.

� muito bonito isso que voc� est� dizendo.

Nunca falam assim comigo.

Em casa, minha mulher, minha filha, meu filho...

eles sempre tentam me sufocar.

� verdade!

Esque�a-os. Agora tudo isso acabou.

Voc� acha?

� ele.

N�o se mexa.

-Tenho que ir. -N�o se mexa.

-Voc� vai fazer o qu�? -N�o sei.

Ele � perverso.

Vou esmagar aquele pigmeu com as minhas pr�prias m�os.

Gatinha!

Gatinha!

N�o se mexa.

Vejam s� os dois pombinhos!

Se esqueceu que Emile � o namorado dela?

N�o � muito am�vel fazer isso �s escondidas.

Vamos l�. Venha, querida!

Basta. Venha busc�-la!

S� pode ser um sonho! O que est� acontecendo?

Voc�s se amam?

Olhe para isso! � comovente.

N�o me diga que est� apaixonado por esta puta,

este encosto, este dep�sito de paus?

Maldito seja, c�o sujo.

-N�o quer voltar, ent�o? -N�o.

N�o?

Tudo bem.

Terei que usar outros meios.

Cuidado. Ele foi buscar o fuzil.

Voc� est� rindo, n�o �?

Voc�, vendedor de merda, cubra suas bolas,

se vista direito...

e pegue a estrada.

E voc�, volte l� pra cima.

Eu estava com medo, voc� sabe.

Devemos esperar qualquer coisa, desse louco.

-Ele poderia ter atirado. -N�o iria, n�o.

N�o tem cartuchos na arma.

Sinta meu cora��o batendo.

Fiquei com medo.

-O que vamos fazer? -Eu n�o sei.

Voce disse que conhecia um lugar...

-Voc� quer? -Oh, sim.

Eu te adoro.

R�pido! Pegue suas coisas e vamos embora.

N�o gostaria de bater nele outra vez.

V�! Vista-se.

Vamos levar o carro dele.

� muito longe daqui?

Uns 20 quil�metros. Voc� ver� como � bonito.

� um porto de pescadores no rio Aven.

O mar � lindo.

Voc� tamb�m � muito linda.

Maravilhosamente linda.

Como eu pude viver sem voc�?

Sabe, a minha vida antes,

com a minha mulher e tudo o mais...

era como um pesadelo.

Mas agora...

� como um sonho.

Meu Deus, por muito tempo, sonhei com isso.

Eu vou pintar.

Ah, sim, eu vou pintar.

Vou pintar como um louco.

Seus olhos, sua boca, seu rosto...

Seu corpo.

Suas coxas, sua bunda.

Ah, sim, principalmente a sua bunda.

Mostre-a para mim.

Sim, mostre.

Mostre-a para mim.

Incline-se.

Vire bem para mim.

Como � bonita.

Parece um quadro de Courbet.

Precisa ser um g�nio para poder pintar isso!

Quando penso naquele idiota obsceno te perseguindo.

E saber que ele pintou a coisa mais linda do mundo:

uma bunda!

A bunda de uma mulher.

Ela � magn�fica.

Eu vou pintar de verde...

azul, vermelho, amarelo...

Vou passar dias, noites, meses, se for necess�rio.

Em nome de Deus... pelo amor de Deus.

Voc� me deixa louco. Voc� me deixa louco.

Estou louco.

Abra bem.

Sua bunda, sua bunda...

Far� de mim um g�nio.

Voc� � linda, caramba.

N�o se mexa.

N�o, pare.

Eu nunca fui t�o feliz.

E voc�, est� bem?

Vou lev�-lo ao meu pa�s.

� muito bonito em Quebec.

Voc� pode me levar para onde quiser.

Obrigado. Tchau.

Tchau. Obrigado.

Vamos.

Angela!

Angela!

Angela!

-Viu a Angela? -N�o, Sr. Henri.

A �ltima vez que a vi,

estava com voc� no caf� da manh�.

Ela n�o est� aqui.

Ela deve estar na aldeia.

-Ningu�m veio busc�-la? -N�o.

Angela!

Angela!

Angela!

Ida, voc� viu a Angela?

-Sim, Sr. Henri. -Quando?

-Faz una hora. -Onde?

Ali, junto ao carro. Estava com um senhor.

-Como ele era? -Baixo, um pouco forte.

Meu Deus.

-Ela n�o est� na pens�o? -N�o.

-Obrigado. -Boa noite, Sr. Henri.

-Voc� vai a riec? -Sim.

-Pode me levar? -Claro.

N�o poderia ir mais r�pido?

Sim, � claro.

-Voc� est� de f�rias? -N�o.

Realmente, este � um lugar muito bonito.

Voc� � daqui?

Por acaso conhece alguma creperia pelo caminho?

Voc� n�o se sente bem? Est� indisposto?

Eu posso te levar � uma farm�cia.

N�o.

Deixe-me aqui!

-Quer uma ajuda? -N�o.

Quanto lhe devo?

Angela!

Angela!

Angela!

Angela!

Angela!

Angela, volte pra mim!

Angela!

Angela, me responda!

Ang...

Angela!

Henri?

Pont-Aven Cidade dos Pintores

Oi, Henri.

Henri Serin, representante da casa Godineau.

Como est�?

Como vai o neg�cio de guarda-chuvas?

Qualidade, resist�ncia, impermeabilidade.

D�-me um 56 de 10 varetas.

Henri, voc� n�o teria um 48 de 8 varetas?

48 de�8, 48 de 10, 60 de�8 e de 10.

Guarda-chuva com varetas invis�veis.

Al�as de couro, de pl�stico preto, cereja, bambu e imita��o de bambu.

Godineau, o guarda-chuva da Igreja.

O guarda-chuva tailand�s.

Henri, sua boina.

A boina...

� o guarda-chuva do pintor.

Um cantinho do guarda-chuva

contra um peda�o do para�so.

Ela era uma esp�cie de anjo..

-Todas s�o umas cadelas, Paulo. -Todas?

Sim, todas.

Menos essa pequena.

Ela era um l�rio.

Uma pomba.

Henri, voc� est� deprimido hoje.

Mais uma m�sica!

Morangos de Plougastel.

Est� brincando comigo. 3 semanas bancando o idiota.

Tenho que seguir me fazendo de cantor?

Eu n�o sou Botrel. Sou Serin.

Como um can�rio.

Henri, sabe quem eu vi ontem � noite em Concarneau?

Minha esposa e seu chimpanz�, certo?

Sua pomba.

Ela parecia ter levado um tiro na asa.

Entrou com outro cara num Hotel do Porto.

-O que voc� disse? -Eu vi a Angela.

Levante-se!

Est� louco? O que h� com voc�?

-Eu disse para se levantar. -Solte-me!

Voc� est� louco.

Quer me soltar? Merda!

Deixe-me.

-Henri, Deixe-o! -Eu n�o ligo pra esse idiota.

-Deixe-o, Henri! V� descansar. -Ele est� dizendo bobagens.

-Nunca a viu. -N�o era um sonho.

-Foi ontem � noite, �s 9 horas. -Voc� n�o a viu.

Voc� conhecia a Angela? O que pode falar dela?

Se algu�m aqui a conhece, sou eu.

Eu � que dormi com ela, n�o voc�, idiota.

-Pare com isso. -Ela n�o � nenhuma puta.

N�o. Eu a conhe�o muito melhor do que voc�s.

Fui eu que beijei a sua bunda, n�o voc�, idiota.

-A conhecia melhor que voc�s! -Ele s� estava brincando contigo.

Eu sei, sen�o, teria matado esse filho da puta.

Angela � um cisne branco.

-Ela � um cisne branco. -Sim, ela � um cisne branco.

Ela � um cisne branco.

Filho da puta, Angela � um cisne branco.

Ah, que merda de vento!

N�o.

Sua bunda n�o era assim, seu burro, puta que pariu!

Mas eu a tenho aqui.

Eu tenho, caramba!

-Oi, Henri. -Oi.

Faz uma semana que n�o o vejo.

O que vai tomar?

Um vinho tinto.

Minha m�e disse que te viu esta manh� em Petit Kariou.

-Voltou a pintar? -Sim.

Voc� est� sabendo?

Sobre Emile e Angela?

Parece que eles voltaram j� faz uma semana.

Foi Le Goff, o pescador, que os viu ontem em Riec.

Por isso estou lhe dizendo.

O que voc� tem?

Que bonito!

O que est� acontecendo?

Quem � este boneco?

Oh, mas � o viajante comercial!

Entre.

Entre.

Quem �?

N�o conhece o Sr. Henri?

Ele � um representante.

� o cretino que destruiu tudo isto.

Como vai?

Voc� veio beber um u�sque com seus amigos?

Ponha sua bunda a�.

Ainda continua por aqui?

Pensei que tinha voltado pra sua casa.

Veio buscar outra puta?

Ela voltou pro seu pa�s.

Sempre atr�s de dinheiro, como eu disse.

Muita bunda e pouca cabe�a.

Henri...

Eles s�o bonitos, n�o acha?

Olhe o que eu fa�o com ela.

�gua.

Vamos. O que est� esperando?

Vamos. Anda.

-O que ele tem? -Est� b�bado.

Vamos, levante-se.

Levante-se, vendedor de quadros!

Ele vai vomitar por tudo.

N�o v� estragar meus quadros!

Ajude-me. Este cretino � pesado.

Um, dois, tr�s.

Vem c�, minha gordinha.

Vem. Voc� � feia, mas eu vou te foder.

Bom dia, Sr. Henri. Dormiu bem?

Voc� estava muito b�bado ontem � noite.

Voc� n�o � nada razo�vel.

Sabe muito bem que beber demais faz mal.

E depois n�o consegue terminar seus quadros.

Diga-me, Marie.

Por que Angela foi embora?

A verdade � que sou um pobre desgra�ado.

-O que voc� est� dizendo? -Eu estrago tudo que toco.

O que � isso? N�o diga bobagens!

Eu deveria ter ficado trabalhando na Casa Godineau.

N�o, voc� n�o devia.

Voc� acha?

Voc� n�o estava feliz.

Mas agora n�o sou capaz nem de pintar.

Logo conseguir� pintar outra vez.

-Eu nem sequer vendi um quadro. -Isso tamb�m conseguir�.

N�o seja impaciente.

Voc� � muito gentil.

Nem tenho dinheiro pra pagar o hotel esta semana.

Isso n�o � nada grave.

A patroa gosta de voc�. Ela vai te dar um cr�dito.

-Voc� acha? -Sim.

Voc� sempre pode deixar seus quadros como garantia.

Quando vai fazer o meu retrato?

Voc� pintou a patroa, mas n�o a mim.

Quando voc� quiser.

Prometa-me que n�o vai beber.

N�o lhe faz bem e ainda fica deprimido depois.

Voc� � muito gentil.

S�o, s�o, s�o Os meninos do Locmin�

Os que guardam o dinheiro dentro dos sapatos

Eu gosto...

Eu gosto de Paimpol

e do seu penhasco.

Do seu campan�rio e do dia do perd�o.

Mas tamb�m gosto da minha Paimpolaise,

que me espera no pa�s bret�o.

-Adeus, Riton. -Adeus, marinheiro.

Eu gosto de Paimpol e do seu penhasco.

Do seu campan�rio e do dia do perd�o.

Aonde vai, Henri?

Tem dinheiro esta noite?

Deixe-me ver.

Sim.

Vamos.

N�o vai subir com todos estes trastes, vai?

Deixe-os a�.

Vem. Vamos lavar este "pinto".

Vamos, me ajude um pouco.

Est� muito quente.

Bem, seu caso � s�rio.

Em primeiro lugar os neg�cios.

Vamos.

Um, dois...

Tr�s? Assim n�o vamos muito longe esta noite.

Vamos! O que est� esperando?

Vai ficar plantado como uma est�tua?

Venha aqui.

Oh, querido.

Voc� est� b�bado, n�o �?

Voc� est� deprimido esta noite?

Est� triste?

Bem, o que voc� quer?

N�o. Sabe que isso � mais caro. E voc� n�o tem dinheiro.

N�o.

Vai acabar me despenteando. Fiquei uma hora no cabeleireiro.

Deixe-me em paz!

Voc� � um bruto. Assim � mais caro.

-Puta. -N�o tem um centavo.

-Voc� est� louco. -Cadela!

O que h� com voc�? Socorro!

Socorro!

Assim n�o d� pra fazer nada contigo!

V� procurar outro lugar.

N�o, n�o pode ser. Ladr�o!

Ladr�o! Ladr�o!

Nunca mais volte aqui.

Minha m�e me deu esta roupa. Era da minha av�.

-N�o � roupa t�pica de Pont-Aven? -Esta � de Kergoulet.

Minha av� era de l�.

Por que me pinta vestida de Bret�?

Porque � mais bonita.

E voc� est� muito bem assim.

Ela enfatiza seu lado infantil. Como se fosse uma boneca.

Quando eu era pequena, vov� me chamava de Marie Boneca.

Eu imagino.

Era o nome de uma mulher que Gauguin amava. J� imaginou?

Sim.

Mas ela n�o o amava.

Ela amava o outro.

Ele era um homem mau, me parece.

Quem te disse isso?

A minha av� tamb�m.

N�o gostava porque ele queria dormir com todas as mulheres.

� mesmo?

Se parece muito comigo, esse Gauguin.

Eu me mexo muito?

N�o. Est� tudo bem.

Dentro de 15 dias, vou deixar a pens�o.

� mesmo? O que voc� vai fazer?

Vou pra Rospico fazer crepes.

Todo ano fa�o isso em julho e agosto.

Ganho mais que aqui.

Estarei de volta em setembro. Voc� ainda estar� aqui?

Talvez sim.

Eu tamb�m vendo ma��s. Por que n�o vem me ver?

S�o lindas ma��s.

De um vermelho bem agrad�vel.

Vire um pouco a cabe�a.

Assim est� bem.

Pena que voc� n�o ver� Marie Pape?

Com o dinheiro que voc� tem, poderia at� tirar-lhe a roupa.

Conto com voc�, Henri. N�o me falte.

Padre, voc� � meu amigo.

Sabe beber e n�o fica b�bado.

Eu tamb�m sou um de voc�s: escolhido do Senhor.

� mesmo?

Um cara me disse um dia que um perdido pode fazer peregrina��o.

-Loyant? -N�o sei, n�o me disse o nome.

Alto e magro?

Carrega sempre uma garrafa de vinho tinto.

Ah, sim, sim. � Loyant.

Precisava ver a cara dele...

-Voc� o conhece? -Sim.

Voc� o ver� no domingo. Na festa paroquial.

Espero que n�o traga sua irm�! Ela � meio esquisita.

Embora ela seja a �nica a trazer peregrinos.

Vamos comemorar.

N�o. N�o tenho tempo.

-Por qu�? -Tenho que ir a Tr�malo.

-Tenho um encontro com Marie. -Ah, entendi.

Adeus, ap�stolo.

D� um "ol�" pra Cristo.

Vai rasgar a saia na bicicleta.

Ah! Est� bem...

Ent�o?

Gostei. � muito bonito.

Lena gostaria que voc� fizesse o dela.

Sim, quando ela quiser.

N�o ser� de gra�a. Ela vai pagar.

Ela disse que voc� � o melhor pintor de Pont-Aven.

� muito am�vel a sua amiga.

Sente-se. N�o vai demorar muito.

Amanh� iremos pegar camar�es. Voc� vem conosco?

Sim.

A mar� baixa �s 5 da manh�. Ter� que madrugar.

Escute! Sabe o que o padre me disse?

Que voc� vai participar da com�dia de domingo.

Na comedia, n�o. Vou cantar um dueto com Patrick Le Gueden.

N�o tenho uma voz bonita, mas...

L�na teve sorte e vai participar da obra principal.

-Ela sabe coisas sobre Gauguin. -� mesmo?

Sua av� disse a ela.

Sua bisav� trabalhou na casa dos Gloannec.

Nunca quis fazer uma casa pra ela,

porque era um homem muito pervertido.

Tenha cuidado! Venha, Sr. Serin, est� cheio!

Quero informar-lhes que o Sr. e a Srta. Loyant,

que est�o aqui comigo e voc�s conhecem muito bem,

percorrer�o as fileiras na atua��o...

para entregar os Escapul�rios da Imaculada Concei��o.

Ent�o, os recebam calorosamente.

Vai ocorrer uma pequena mudan�a no programa:

O pequeno Patrick Gueden teve um acidente com sua motoneta,

e n�o vai poder participar da representa��o.

E ser� o nosso grande amigo e artista, Henri Serin,

quem se encarregou da decora��o desta festa paroquial,

e ofereceu-se tamb�m para uma outra coisa:

� ele quem vai cantar na abertura do tel�o,

junto com Marie Gu�d�c: "O d�o do Adeus".

Do nosso grande e sempre lembrado Botrel.

-Bravo, Henri! -Bravo, Riton!

Junto � lareira,

venha sentar-se perto de mim, Yvonne.

Vamos dizer adeus nesta noite triste

de outono.

N�o v� at� amanh� de manh�, porque hoje � noite o vento

d� medo.

Proteja seu grande cora��o de Toda a ansiedade e do t�dio.

Coragem!

Kenavo!

Kenavo!

Em breve vou pegar meu grande navio.

Kenavo!

Kenavo!

Kenavo!

Com um �ltimo solu�o, separemo-nos com esta palavra:

Kenavo!

A m�e que chora, estar� Lamentando pelo seu filho.

Minha m�e!

Amenizar� sua senten�a Com uma can��o

ligeira!

Fique ao seu lado calorosamente aninhado

contra ela.

N�o me detenha porque o dever � sagrado.

Me chame:

Kenavo!

Kenavo!

Em breve vou pegar meu grande navio.

Kenavo!

Kenavo!

Kenavo!

Com um �ltimo solu�o, separemo-nos com esta palavra:

Kenavo!

-Kenavo... -Voc� ainda est� b�bado, Henri.

Kenavo...

Em breve vou pegar meu grande navio.

Pegarei.

Por favor, Marie!

-Por que quer fazer isso? -Porque me far� bem.

Voc� � pior do que uma crian�a.

Mostre-me.

Tudo bem, mas com uma condi��o:

Que durma logo. Sen�o voc� vai beber.

Eu prometo. Mostre-me.

Vire-se.

Oh, que lindas n�degas.

Chegue mais perto.

Eu tenho que ir ajudar o padre no teatro.

Oh, por favor, Marie!

Deixe-me toc�-la.

Oh, como est�o firmes.

S�o como ma��s.

-Deve ser mais razo�vel! -Marie, por favor!

Deixe-me ver seu sexo.

Apenas deixe-me ver.

Oh, meu Deus. Que maravilha.

Parece espuma.

Voc� � linda, sabia?

Voc� � linda. Voc� � virgem?

-Sim. -Oh, n�o.

Oh, n�o.

Oh, que bonito. N�o, n�o. N�o se mexa.

Deixe-me olhar.

Deixe-me admirar.

Nunca vi nada t�o bonito.

D� vontade de chorar, de t�o bonita que voc� �.

N�o me atrevo nem a tocar.

Voc� � uma crian�a.

Que loucura!

Oh, Marie...

Oh, Marie, minha menina bonita!

Minha querida menina!

Estou tendo uma ere��o.

Estou tendo uma ere��o.

Deite-se.

Ah, eu estou renascido.

Voltei a viver.

Oh, Minha Nossa. Puta merda.

Fiquei louco.

Fiquei louco.

Estou completamente louco.

Bolinhos, ma��s.

Bolinhos.

Bolinhos.

Bolinhos, ma��s.

Ma��s para as crian�as.

Legendas em Portugu�s Br: Walter Santos

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