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Nua?
[Alex] Nua.
Fica nua pra mim.
[Alex] Eu gosto de vocĂȘ.
[Alex] Te acho tĂŁo bonita.
Quero ficar olhando teu corpo nu.
JĂĄ aconteceu de tudo entre a gente.
Ficar nua parece... sei lĂĄ.
Strip tease. [ri]
[Angel] Fico sem graça. [Alex] à só pra mim.
EntĂŁo bota um som.
Quem sabem eu nĂŁo relaxo?
[âȘ mĂșsica agradĂĄvel com bateria âȘ]
[âȘ The Last Day - Moby âȘ]
âȘ He was searching âȘ
âȘ Blindly night and day âȘ
âȘ This life, there must be more âȘ
âȘ Breaking beauty, just to stay awake âȘ
âȘ His heart was like a stone âȘ
âȘ Ooh, ooh, âȘ
âȘ his heart was like a stone âȘ
âȘ And on the last day âȘ
âȘ He walked out in the sun âȘ
âȘ He only just discovered the sun âȘ
âȘ On the last day âȘ
âȘ And on the last day âȘ
âȘ When all this work was done âȘ
âȘ He only just discovered the sun âȘ
[AvĂł] Filha, vocĂȘ nĂŁo pode ficar acordada toda noite esperando Arletinha.
[Carol] Ai, Mãe, não consigo dormir até ela chegar.
[Carol] Se acontecer alguma coisa...
[Carol] Essa cidade Ă© grande demais...
[AvĂł] Eu sei, eu tambĂ©m me preocupo. Mas cĂȘ tem que dormir.
[AvĂł] Se nĂŁo vai acabar perdendo o prĂłprio emprego.
[Darlene] Ainda acordadas as duas.
[Carol] Esperando Arletinha que ainda nĂŁo chegou.
[Darlene] Nossa. Esses trabalhos de modelo acabam sempre tĂŁo tarde?
[Carol] Ela tem que ficar até o final do evento.
[Carol] Ainda bem que a Fanny cuida pra ela chegar em segurança em casa, se não...
[Carol] Arrancava uns cabelos! [Darlene] Sei...
[AvĂł] Que foi, Darlene?
[Darlene] Não... é que ela vai ter que dar duro pra não se prejudicar no colégio.
[Carol] NĂŁo... nos estudos eu nĂŁo vacilo, nĂŁo.
[Carol] Nem que eu tenha que passar a noite estudando com essa garota.
[âȘ Love Me Tender - Pato Fu âȘ]
âȘ Love me tender âȘ
âȘ Love me sweet âȘ
âȘ Never let me go âȘ
âȘ You have made my life complete âȘ
âȘ And I love you so âȘ
âȘ Love me tender âȘ
âȘ Love me true âȘ
âȘ All my dreams fulfill âȘ
âȘ For my darling, I love you âȘ
[Alex e Angel grunhindo] Ai! Ai!
[Alex ri] [Angel] Ai! Sai!
[Angel] Tenho que ir embora! [Alex] Fica, fica!
NĂŁo posso, tenho que ir embora. JĂĄ tĂĄ tarde.
[Alex] Por mim cĂȘ ficava aqui a noite inteira.
[Angel] Por mim também. Mas minha mãe deve tå desesperada. Não dorme enquanto eu não chegar em casa.
âȘ For it's there that I belong âȘ
âȘ And we'll never part âȘ
âȘ Love me tender âȘ
âȘ Love me true âȘ
âȘ All my dreams fulfill âȘ
âȘ For my darling, I love you âȘ
âȘ And I always will âȘ
âȘ Love me tender âȘ
âȘ Love me, dear âȘ
âȘ Tell me you are mine âȘ
âȘ I'll be yours through all the years âȘ
âȘ 'Til the end of time âȘ
âȘ Love me tender âȘ
âȘ Love me true âȘ
âȘ All my dreams fulfill âȘ
âȘ For my darling, I love you âȘ
[Alex] Presentinho pra vocĂȘ.
[Alex] NĂŁo fica sem jeito.
Ă um presentinho, mesmo.
[Angel] Se nĂŁo fosse pelo problema da minha avĂł, eu nĂŁo aceitaria.
[Angel] TĂŁo bom ficar com vocĂȘ.
[Alex] Sou velho pra vocĂȘ.
NĂŁo.
CĂȘ Ă© especial pra mim.
Teu motorista vai me levar?
Claro.
[Alex] Angel.
[Angel] Oi?
VocĂȘ tambĂ©m Ă© muito especial pra mim.
[Igor] FĂĄ-gras? [Pia ri] Foie-gras!
[Igor ri] Bom demais, gata! [Pia] CĂȘ gostou?
[Igor] Muito! Assim cĂȘ vai me acostumar mal.
[Igor] E se eu me apaixonar?
[Pia] Sabe o que a gente podia fazer?
[Pia] Tomar um vinho antes de dormir. Que cĂȘ acha? [Igor] Acho Ăłtimo.
[Pia] Vamo? [Igor] Vamo.
[Pia] Quem pega, eu ou vocĂȘ? [Igor] eu
[Pia] CĂȘ vai lĂĄ pegar? [Igor] Pego.
[Pia] EntĂŁo vai... [Igor] Pego...
[Pia] EntĂŁo pega... [Igor] Pego, pego...
[Pia ri] Pega... [Igor] Pego o que cĂȘ quiser...
[barulho de coisas quebrando]
[Pia] UĂ©, cĂȘ ouviu esse barulho? [Igor] NĂŁo...
[Pia] Ă a Giovanna...
[Pia] Por que ela tĂĄ acordada a essa hora? [Igor] Que Giovanna...
[Pia] PeraĂ, peraĂ... [Igor]Vem cĂĄ...
[Pia] PeraĂ, sĂł um minuto.
[Igor] NĂŁo, por quĂȘ? Sai da noia, que Giovanna!?
[Pia] Alguma coisa tĂĄ acontecendo, peraĂ.
[meninas tossem e riem]
[alguém tosse forte]
[Pia] Giovanna!
[Giovanna] Oi! [Pia] TĂĄ tarde!
[Pia] CĂȘs tĂȘm aula amanhĂŁ!
[Giovanna] Eu sei.
[Nina] Ih, eu esqueci total de ligar pro meu pai vir me buscar.
[Pia] Que cheiro Ă© esse?
[Giovanna] Cheiro?
[Pia] Não se faça de desentendida.
[Giovanna ri] Incenso!
[Giovanna] A Pati detonou um fedidasso.
[meninas riem]
[Pia] Sabe qual Ă© o problema de vocĂȘs?
[Pia] VocĂȘs se acham muito adultas e muito sabidas.
SĂł que eu jĂĄ tive a idade de vocĂȘs.
Eu jĂĄ tive amigos na adolescĂȘncia que fumavam.
E uma coisa leva a outra. Eles diziam:
"Vai, experimenta, na boa!"
SĂł que foi trĂĄgico. Eles se perderam. NĂŁo fizeram nada na vida.
Teve um que foi internado e nunca mais saiu.
[Giovanna] Teeenso! [todas riem]
Não é engraçado.
[Nina] Deve ser meu pai.
[Pia] Pode deixar que eu vou abrir.
[Pia] Prazer. Pode entrar que as meninas jĂĄ estĂŁo esperando.
[Sérgio] Olå, meninas.
[Sérgio] Filha...
[Sérgio] A gente jå se conhece.
[Sérgio] Sérgio, só pra lembrar... [Pia] Ah, Sérgio, que bom.
[Pia] Que bom que vocĂȘ chegou, inclusive, em um momento um pouco delicado..
[Pia] que... eu queria... Acho que eu devo falar com vocĂȘ,
[Pia] depois eu vou querer falar com os pais da Pati, também...
[Pia] Mas Ă© que eu peguei as trĂȘs, agora, no quarto, fumando.
[Sérgio] Fumando?
[Pia] Maconha. [Sérgio] Ah!...
[meninas riem] [Nina] Meu pai é pela legalização.
[Nina] Faz até marcha.
[SĂ©rgio] CĂȘ sabe que eu sou economista, nĂ©?
[SĂ©rgio] EntĂŁo eu dou aula em doutorado, faço conferĂȘncias,
[Sérgio] escrevo livros, artigos... é uma vida estressante.
[Sérgio] A Nina que é a caretinha da casa.
[Sérgio] O maluco beleza sou eu.
[Sérgio] Pati, vem com a gente? [Pati] Opa!
[Pati] CadĂȘ minhas coisas?
[Sérgio] Um prazer. [Pia] Prazer.
[Giovanna ri baixo]
[Pia] Qual é a graça?
[Pia] O pai dela Ă© doido. Eu nĂŁo quero mais que vocĂȘ ande com essa menina.
TĂĄ bom, mĂŁe. Minhas amigas eu escolho.
SĂł pra te situar...
A Nina Ă© crĂąnio. Aluna nota 10, valeu?
Eu nĂŁo quero mais que vocĂȘ ande com essa menina. Valeu?
[Giovanna] Ă melhor vocĂȘ cuidar da sua vida.
Como Ă© que Ă©?
[Giovanna] Ă. Fica aĂ pegando o personal. Leva pra jantar, traz o carinha de sobremesa...
[Giovanna] Se liga! [Pia] CĂȘ tĂĄ maluca, Giovanna!?
[Pia] Ai...
[Pia] Eu não sei o que eu faço com a Giovanna...
[Igor] CĂȘ tĂĄ se preocupando Ă toa, sabia?
[Igor] A menina tĂĄ na idade da rebeldia. Ela quer te agredir.
[Igor] Isso Ă© normal.
[Pia] Eu sinto que Ă© mais do que isso...
[Pia] Giovanna pode acabar em uma situação muito pior.
[Igor] Adoro seu cheiro, sabia?
[Pia] Eu sou mĂŁe. Eu sei o que eu tĂŽ falando.
[Pia] Eu tenho medo do futuro dela.
[Igor] NĂŁo precisa ter medo de nada.
[Igor] Eu tĂŽ aqui com vocĂȘ.
[Igor] Quer que faça uma massagem? [Pia ri]
[Igor] Quer? Quer uma massagem?
[Igor] Uma massagem! [ambos riem]
[âȘ mĂșsica reflexiva com piano âȘ]
[âȘ mĂșsica emocionante com violĂŁo âȘ]
[Alex] Eu sou velho pra vocĂȘ.
[Angel] NĂŁo.
[Angel] CĂȘ Ă© especial pra mim.
[barulho de carros e buzina na rua]
[AvĂł] Meu Deus, mais 5 mil!
[AvĂł] Ai, assim eu vou ainda mais confiante pra reuniĂŁo com o advogado do condomĂnio.
[Carol] MĂŁe, talvez a gente possa fazer uma proposta melhor do que a gente tinha pensado!
[AvĂł] Claro! Claro!
[Darlene] Ă, Hilda. Os ventos aqui mudaram depressa.
[Avó ri] Graças a Deus!
[Carol] Esse evento deve ter sido bom, né filha?
[Carol] Foi de quĂȘ?
[Angel] Foi um... lançamento de vinho.
[Angel] Com degustação. Por isso que demorou.
[Angel] Porque era tipo um concurso com jurados.
[Angel] E aĂ a gente tinha que servir trĂȘs vezes.
[Carol] Hm... NĂłs vimos juntas um programa assim mesmo na TV.
[Carol Lembra, filha?
[Angel] Ă, mais ou menos.
[Darlene] Deve ser proibido colocar menor de idade em um evento com bebida alcoĂłlica.
[AvĂł] Ah, vocĂȘ tem toda razĂŁo.
[Carol] NĂŁo, mas Arletinha nĂŁo bebeu, nĂŁo.
[Carol] Bebeu? [Angel] Claro que não, né, mãe? Eu não bebo!
[Angel] E também nem podia, porque o vinho era só pros convidados.
[Darlene] E nesse programa também tinham modelos...
...assim, jovens como vocĂȘ, servindo?
[Angel] Tinha [Carol] NĂŁo.
Tinha?
Ă, a mĂŁe tem razĂŁo...
[Angel] ...eu nĂŁo lembro muito bem, nĂŁo...
[Carol] NĂŁo lembro direito...
[Darlene] Hoje também tem trabalho de modelo?
[Angel] Ah, tĂŽ esperando uma mensagem, aqui...
[Darlene] UĂ©, nĂŁo marcam com antecedĂȘncia?
[Angel] Marcam, mas Ă s vezes acontece de surgir de Ășltima hora igual ontem.
[Darlene] Sei, imprevistos. [Angel] Ă. Obrigada pela carona, Darlene.
[Joel] Ei...
[Joel] Algum problema? CĂȘ tĂĄ com uma cara esquisita.
[Darlene] A gente pode conversar mais tarde?
[Darlene] TĂŽ muito desconfiada dessa menina.
[jovens rindo e gritando]
[Guilherme] CĂȘ disse que era incenso, Gi!?
[Guilherme] Desculpa mais antiga!
[Dudu] Uma cena de rolar rir!
[Dudu] As trĂȘs numa mĂł legal. FumacĂȘ daora, pĂĄ.
[Dudu] A mĂŁezona flagra e o pai da outra libera! [todos riem]
[Giovanna] Nossa, mĂł vergonha. Faltou minha mĂŁe dizer que nunca experimentou.
[Dudu] Até pode ser, mano.
[Dudu] Sua mĂŁe sempre foi fina, careta, pĂĄ, relaxada...
[Guilherme] Opa! E aĂ?
[Guilherme] CĂȘ tĂĄ de boa?
[todos lamentam ironicamente]
[risadas]
[Caco] Pesaaado, velho!
[Guilherme] Tava na pressa pra pegar lugar no fundĂŁo da sala.
[Giovanna] Nem inventa. A pobrinha te deixou no vĂĄcuo!
PeraĂ! Ela virou modelo. TĂĄ diferente.
A roupa continua uĂł.
TĂŽ muito ocupada comigo pra ficar com peninha da pobre.
[Guilherme] DĂĄ um tempo.
[menino] Uuuuh!
[Giovanna] Eu nĂŁo acredito. Foi atrĂĄs dela!
[Dudu] Também ia se podia. Só que ele chegou primeiro
[todos] Ahhh! [Giovanna] Vai dizer que curte a pobrinha, tosco!
[pessoas conversando ao fundo]
[Guilherme] Preciso trocar uma ideia com vocĂȘ.
[Angel] Comigo?
[Guilherme] Queria ficar de boa com vocĂȘ.
[Angel] De boa? [Guilherme] Ă.
[Guilherme] Legal.
[Angel] Faz um favor, entĂŁo.
[Guilherme] Diz aĂ.
[Angel] NĂŁo fala mais comigo, nĂŁo, valeu?
[Everaldo] Rosas?
CĂȘ sĂł tem paciente mulher...
Toda mulher gosta de rosas. [Everaldo ri]
[Everaldo] Eu Ă© que devia te dar rosas, Carolina.
[Carol] Imagina...
[Everaldo] Pra agradecer,
[Everaldo] CĂȘ trouxe vida pra esse consultĂłrio.
[Everaldo] E a filhota, como vai? [Carol] TĂĄ muito bem, obrigada.
Com licença.
[Carol] Posso te pedir uma opiniĂŁo? [Everaldo] Claro.
Quantas e sobre o que quiser.
Ă que a minha filha tĂĄ ganhando tanto...
Em uma noite ela ganha mais do que eu em meses.
[Carol] NĂŁo que eu esteja reclamando do meu salĂĄrio.
NĂŁo ficaria ofendido se estivessse. Qual Ă© a questĂŁo?
SerĂĄ que Ă© normal ganhar tanto? De inĂcio?
Acho que sim.
Ă uma questĂŁo de mercado.
Tem profissÔes que nunca vão ganhar tanto quanto outras.
Tem modelos que ganham milhÔes de dólares,
E um médico como eu... nunca serå milionårio.
[Everaldo ri] [Carol] Ai, verdade...
Acho que eu estranhei porque até ontem minha filha era uma criança.
[Carol ri] Ainda é, né!?
Mas agora jĂĄ virou arrimo de famĂlia.
[Everaldo] Eu também comecei a trabalhar muito cedo pra ajudar meus pais.
[Carol] Ă verdade. CĂȘ tĂĄ certo.
Ai, ai...
Eu tenho mais Ă© que ficar muito orgulhosa vendo minha filha vencer.
Ă isso.
Ă isso.
[Carol] Obrigada. [Everaldo ri]
[Fanny] Quando cĂȘ me chamou, achei que cĂȘ queria conversar cobre negĂłcios.
[Alex] Ă sobre a Angel. [Fanny] JĂĄ entendi.
[Fanny] Minha maior alegria Ă© te ver feliz.
[Fanny] TĂĄ com a pele boa, ein?
[Alex] Minha maior alegria Ă© o dinheiro que cĂȘ vai ganhar comigo, produzindo todos os catĂĄlogos da Like e da fĂĄbrica de tecido.
[Alex] Que nĂŁo sĂŁo poucos, vocĂȘ mesma disse.
[Fanny] TÎ ansiosa pra começar.
[Fanny] E aĂ? Algum progresso?
[Alex] Mandei demitir metade do departamento de mĂdia. Demora um pouco.
[Alex] Ă muita gente, Fanny. VocĂȘ nĂŁo faz ideia.
[Alex] Todo mundo tem de entrar em aviso prĂ©vio, o jurĂdico tem que fazer o contrato pra vocĂȘ assinar.
[Fanny] CĂȘ tĂĄ com pena?
[Alex] Nenhuma. Sou um homem de negĂłcios.
[Fanny para garçom] Obrigada.
[Fanny] Eu, uma profissional do tipo São Tomé: ver pra crer.
[Fanny] Alex, vamos assinar esse contrato?
[Fanny] Minha agĂȘncia tem que fazer investimentos pra fazer tudo que cĂȘ precisa.
[Fanny] NĂŁo posso ficar no blĂĄ blĂĄ blĂĄ. [Alex] Concordo.
[Alex] Mas Ă© como eu disse. TĂĄ com o jurĂdico.
[Fanny] EntĂŁo vamos fazer logo o contrato?
[Fanny] E Ăł: preciso de contrato de exclusividade seu com a minha agĂȘncia.
[Fanny] Exclusividade absoluta pra todos os catĂĄlogos, desfiles...
[Fanny] Pra tudo. [Alex] Calma, Fanny...
[Alex] Tudo a seu tempo.
[Fanny] Não esqueça que nós temos uma menor envolvida.
[Fanny] NĂŁo vai ser nada bom certas coisas virem Ă tona.
[Fanny] NĂŁo vai ser bom pra vocĂȘ, nĂŁo vai ser bom pra ela... [Alex] NĂŁo me ameaça.
[Alex] Fanny.
Eu acabo com vocĂȘ antes de vocĂȘ terminar de falar.
[âȘ Abertura: Angel - Massive Attack âȘ]
[Alex] Vamos deixar uma coisa bem clara entre a gente.
[Alex] Eu aviso uma vez sĂł.
NĂŁo me chantageia.
CĂȘ ia falar?
[Fanny] Ah...
[Fanny] Eu ia perguntar o que vocĂȘ quer.
[Fanny] NĂŁo sei por que eu vim aqui. CĂȘ nĂŁo me disse.
[Fanny] SĂł sei que Ă© sobre nossa adorĂĄvel Angel.
[Alex] Eu preciso de um pequeno e agradĂĄvel favorzinho seu.
Quantos vocĂȘ quiser.
Tecido ruim eu conheço de longe, Fanny.
[Fanny] Ă claro,
CĂȘ Ă© dono de fĂĄbricas de tecidos, de lojas...
As roupas da Angel, calça jeans, camiseta...
NĂŁo Ă© pela simplicidade, nĂŁo.
A qualidade, mesmo, Ă© de quinta.
[Fanny ri] Ela veio do interior.
Sem dinheiro.
A mĂŁe nĂŁo Ă© nenhum modelo de elegĂąncia.
[Alex] Sim, entendi a situação.
Mas eu quero que vocĂȘ vĂĄ com ela a um shopping.
Compra roupa pra ela.
Guarda-roupa completo.
[Fanny] Uau.
CĂȘ tĂĄ gostando mesmo dessa garota.
Eu quero a Angel vestida como a princesa que ela tem que ser, Fanny.
[Alex] Compra um celular novo pra ela, pelo amor de Deus.
[Alex] Pode gastar.
[Alex] Mas eu nĂŁo quero que ela se sinta constrangida.
[Alex] Manda a conta direto pra mim.
[Fanny] Vou adorar fazer esse favor,
[Fanny] Que mulher nĂŁo adora fazer compras?
[Fanny] A sua Angel vai ficar ainda mais linda do que ela Ă©.
[Fanny] Eu fico feliz por vocĂȘ e por ela.
[Alex] NĂŁo se preocupa, nĂŁo.
[Alex] Na hora certa, seu contrato vai chegar, Fanny.
[Anthony] CĂȘ podia ter posto tudo a perder.
[Anthony] Ameaçar um cara poderoso igual o Alexandre Ticiano...
[Fanny] Ăs vezes a gente tem que arriscar tudo pra ganhar.
[Fanny] Esse contrato vai ser minha independĂȘncia financeira. Mais que isso,
[Fanny] Vai me deixar riquésima.
[Anthony] Ainda bem que cĂȘ nĂŁo dançou e perdeu tudo o que tinha conquistado.
[Fanny] Meu amor...
[Fanny] Apostei no certo.
[Fanny] O Alex tĂĄ doido. Ele tĂĄ de quatro pela garota, entendeu?
[Fanny] Ele precisa de mim pra ter a menina.
[Anthony] Parabéns.
[Anthony] Vem cĂĄ, sem querer te explorar...
[Anthony] TĂŽ precisando de grana. [Fanny] Pra tua mĂŁe?
[Anthony] NĂŁo boto mais grana na mĂŁo dela. Com bobagem ela nĂŁo gasta mais.
[Fanny] Menos mal.
[Anthony] Ela precisa fazer os exames que nunca faz: colesterol, glicemia, tireoide...
[Anthony] Tem que passar por um médico particular antes.
[Fanny] Por que cĂȘ nĂŁo coloca ela no sistema pĂșblico? Ă o que ela pode ter.
[Anthony] Ă demais, Fanny. Eu cuido dela,
Dou o melhor que eu posso.
Com essa obsessĂŁo por mĂŁe nĂŁo sei como vocĂȘ nĂŁo virou gay. [ri]
[Anthony] Deixa de ser preconceituosa, vai.
[Anthony] DĂĄ a grana.
[Fanny] TĂĄ bom...
[Fanny] Ă...
[Fanny] TĂĄ aqui. TĂĄ bom, tĂĄ?
[Anthony] Dona Fanny? SĂł isso, Dona Fanny?
Isso não då pra nada. Quero marcar um médico bom.
Ih... Abusadinho, né?
Ă...
TĂĄ aqui, Ăł...
[Fanny] Aproveita que eu tĂŽ de bom humor.
Garanto que eu te deixo com um humor muito melhor depois.
[Fanny] Hm... [Anthony] Prometo, de noite...
[Anthony] Vou te destruir...
[Fanny geme]
[Fanny] Ai, tĂŽ arrepiada. Volta...
Combinado, ein?
Cedo, cedo...
CĂȘ me destrĂłi.
[Visky] Tem programa pra vocĂȘ, independente.
[Larissa] TĂŽ precisando de trabalho, manda.
[Visky] Ă um empresĂĄrio. Tem o nĂșmero da suĂte e o nome do hotel aĂ.
[Larissa] Ah, conheço esse hotel. Mas a Fanny não entra nesse esquema, então...
[Larissa] Eu te pago comissĂŁo, mas baixa...
[Visky] A Fanny não pode saber. Faço pra te ajudar.
[Larissa] Me ajuda muito.
[Larissa] TĂŽ precisando muito, ultimamente..
[Fanny] Que cĂȘ tĂĄ falando com a Larissa?
[Visky gagueja] Ah, é... Tå pedido trabalho, mas milagre eu não faço.
[Visky] Sabe, tĂĄ gastando demais, essa menina.
[Visky] Quer trabalhar na contabilidade, Visky? O que cada um gasta não é da conta de ninguém.
[Visky] Trabalhar com essa baleia? Prefiro trabalhar num trem fantasma.
[Lourdeca] Eu estava aqui sossegada no meu canto.
[Lourdeca] Mas jĂĄ que me provocaram, eu vou contar:...
...Ăs vezes o Visky fica em uns papos muito estranhos com a Larissa.
[Visky] CĂȘ tava ouvindo? [Lourdeca] Tentei, nĂŁo deu.
[Lourdeca] E com outras modelos também.
[Fanny] TĂĄ acontecendo alguma coisa aqui?
Absoluta, MagnĂąnima, MagnĂfica. Essa daĂ, Ăł...
[Visky] Vou te contar.
[Visky] Faz maledicĂȘncia contra mim. Nem merecia ter nascido mulher.
HĂĄ! CĂȘ merecia. Pode morrer de inveja,
pois mulher cĂȘ nĂŁo nasce nem na prĂłxima encarnação.
à preciso ser bom pra ter uma boa reencarnação.
Gosto do meu corpitcho.
NĂŁo tem peitos, mas Ă s vezes sinto que eles quicam.
[Fanny grita] Ai, chega!!! Duas chatas.
[Fanny] Tenho uma missĂŁo pra vocĂȘ, Visky.
[Fanny] Angel! Vem cĂĄ comigo, meu amor. Vamos.
[Visky] Carregar sacolas!?
[Visky] Isso Ă© coisa de bofe.
[Fanny] VocĂȘ Ă© o Ășnico homem que dava pra trazer.
[Visky dramĂĄtico] Aii! Que destino confuso, o meu!
[Angel] O que a gente veio fazer aqui?
[Fanny] Ah... Ă muito simples, querida!
[Fanny] NĂłs vamos comprar umas roupas, uns sapatos e...
[Fanny] ...outras coisinhas pra vocĂȘ.
[Angel] Pra mim?
[Angel] Por quĂȘ?
[Fanny] Eu nĂŁo disse que ia te ajudar?
[Fanny] VocĂȘ agora Ă© modelo da minha agĂȘncia. CĂȘ tem que se vestir com elegĂąncia.
[Fanny] Roupa boa, fina! Entendeu?
[Visky vibra a lĂngua] Surtei!
[Visky] Que bafo! Quer dizer que agora temos verba de representação.
[Visky] Ai, também quero.
[Fanny] NĂłs temos o que eu quiser, quando eu quiser, e pra quem eu quiser.
[Visky] Ui, abafa, Absoluta. Quem sou eu? Ninguém.
[Fanny] Tudo presente meu, ein?
[Fanny] Vou te dar um banho de grife.
[âȘ rock com graves âȘ]
[âȘ Pequena Morte - Pitty âȘ]
âȘ Gosto o jeito que vocĂȘ se despe dos costumes âȘ
âȘ O jeito que assume que o negĂłcio Ă© se arriscar âȘ
[Visky] Absoluta, MagnĂąnima, este tem que ser seu!
[Fanny] Pra mim? [Visky] Ă, experimenta!
[Fanny] Uaaaau! [Visky] Ă a tua cara.
[Fanny] Ai, gente... [Visky] Ai, lacrou!
[Visky] MagnĂąnima, se eu fosse mulher eu queria ser como vocĂȘ.
âȘ E depois, o final Ă© a pequena morte lenta de nĂłs dois âȘ
âȘ de nĂłs dois âȘ
âȘâȘâȘ
[Visky grita] PĂĄaaaaaaa!
[Visky] Vou arrasar!
[Fanny] Visky, a verba de roupa Ă© pra Angel!
[Visky] Absoluta! Eu sei que sou menos, muito menos que vocĂȘs.
[Visky] Mas me faz feliz...
[Visky] E também tem essa sunga que eu preciso pra dar um presente especial.
[Angel] Tira da minha verba pra ele, Fanny.
[Angel] Visky tem me ajudado tanto... [Fanny pensa] Hum...
[Fanny] Ok!
[Fanny] Mas sĂł essa roupitcha, que cĂȘ jĂĄ incorporou, e a sunga.
[Fanny] Eu nĂŁo quero estrapolar...demais...
[Angel] Fanny, serĂĄ que eu posso comprar uma bolsa pra minha mĂŁe, e eu te pago depois?
[Fanny] Ah, imagina, meu amor. NĂŁo precisa!
[Fanny] Eu adoro sua mĂŁe, Aqui, Ăł:
[Fanny] Essa aqui. Ă a Ășltima moda, essa cor.
[Angel] Mas eu nĂŁo quero abusar, cĂȘ faz tanto por mim.
[Fanny] Meu amorzĂŁo, abusa!
[Fanny] Eu gosto de ajudar!
[Fanny] Eu gosto de te ver feliz,
[Fanny] que eu sei que cĂȘ adora sua famĂlia.
[Visky] Que tal um perfuminho pra vovĂł da Angel?
[Fanny] Ătima ideia! VocĂȘ compra.
[Fanny] Ă, nĂłs temos que comprar um celular novo pra Angel.
[Angel] NĂŁo acredito! [grito agudo]
[Visky] NĂŁo me amassa! [risos]
[Darlene] TĂŽ achando muito estranho.
[Darlene] Agora, todo dia essa garota tem evento,
[Darlene] chega com uma grana alta em casa... [Joel] Pagam bem esses eventos
[Joel] Tem atriz famosa que ficou milionåria só com presença VIP em festa.
[Darlene] Ela nĂŁo Ă© atriz, nem famosa, Ă© uma menina, caipira,
[Darlene] que chegou do interior outro dia.
[Joel] Mas Ă© uma caipira pra lĂĄ de gostosa.
[Darlene] Ai, Joel! [Joel] Ă real!
[Joel] Eu te amo, mas nĂŁo sou cego, ok?
[Darlene] Dinheiro sem nota fiscal, o que cĂȘ acha?
[Joel] Muita empresa ainda trabalha com caixa dois. Se a Receita Federal pegar, eles estĂŁo ferrados!
[Joel] Que foi?
[Darlene] Pra mim tem alguma coisa errada.
[Darlene] A cada dia tĂŽ mais convencida, mas...
[Darlene] A Hilda e a Carolina acham tudo normal.
[Joel] JĂĄ falei o que eu acho...
[Joel] NĂŁo te mete. [Darlene] Vai ser difĂcil.
[Edgard] Ă sobre as intermediĂĄrias, nĂŁo Ă©?
[Edgard] A gente Ă s vezes paga com atraso, mas paga, e com juros.
[Lyris] Meu trabalho como modelo Ă© instĂĄvel.
[Lyris] O Edgard tira parte do salĂĄrio dele mas eu fico esperando os desfiles, os eventos...
[Lyris] Fotos...
SĂł falta um pouquinho pra completar a parcela. [homem] CĂȘs tĂŁo bem atrasados.
[Edgard] Tenta compreender. A gente jĂĄ mora junto, mas esse apartamento Ă© nosso sonho.
[Edgard] Velho sonho da casa prĂłpria, sabe?
[Edgard] Estamos pagando hĂĄ 3 anos, daqui a pouco fica pronto.
[homem] Sou compreensivo. Mas eu trabalho pra construtora, que nĂŁo faz caridade.
[homem] CĂȘs podem perder o imĂłvel se nĂŁo pagarem logo.
[Edgard] A gente vai dar um jeito.
[Lyris] A gente nĂŁo pode perder agora, que tĂĄ quase pronto.
[Edgard] NĂŁo se preocupa, Lyris.
[Edgard] Peguei freela de umas plantas pra detalhar fora do escritĂłrio...
[Edgard] Vou ter que virar algumas noites...
[Edgard] E o bebĂȘ que a gente quer... vai ter que esperar um tempo.
[Lyris] O importante Ă© sair do sufoco.
[Lyris] Na hora certa a gente vai ter nosso bebĂȘ, Edgard.
[Fåbia] Médico!
[Anthony] Geriatra, mĂŁe, pra avaliar sua saĂșde.
[FĂĄbia] CĂȘ tĂĄ ficando louco?
[FĂĄbia] Quem precisa de geriatra Ă© velho.
[Anthony] Ă mĂŁe...
CĂȘ jĂĄ nĂŁo descobriu que tĂĄ velha? Te mando pra um psiquiatra.
Quer me respeitar, menino? Me trata melhor. Eu sou sua mĂŁe, ein?
Eu nĂŁo te trato bem?
Me arranja pelo menos um dinheirinho pras despesas bĂĄsicas!
[Anthony] Eu tenho pro médico.
[Anthony] Depois do médico, tem que fazer os exames.
[Anthony] A geladeira tĂĄ cheia, nĂŁo reclama. Quando eu marcar, te aviso.
[Anthony] Beijo.
[FĂĄbia] Beijo.
[FĂĄbia resmunga] Hum...
[FĂĄbia] VocĂȘ.
[FĂĄbia] Ă tudo que me sobrou.
[FĂĄbia] Vai me render uns bons cobres.
[âȘ mĂșsica caĂłtica com bateria âȘ]
[homem] Gostosa... [Larissa] Gostoso, Ă©?
[homem] Gostosa... [Larissa] TĂĄ uma delĂcia...
[âȘ mĂșsica caĂłtica torna-se calma âȘ]
[Divanilda] SĂł isso? [Larissa] Deu nem uma hora, mĂŁe.
[Larissa] Tå bom, né?
[Divanilda] Pra casa? [Larissa] NĂŁo, vou pra casa do Sam.
[Larissa] Ă, vou ficar com metade. [homem] tesĂŁo...
[Divanilda] Balada?
[Larissa] Acho que Ă©. Vou ligar pra avisar que a gente tĂĄ chegando.
[Divanilda] NĂŁo vai namorar esse fracassado. [Larissa] MĂŁe, nĂŁo reclama.
[Larissa] CĂȘ casou com meu pai que nunca deu certo na vida, e eu tenho que me virar.
[Divanilda] Minha filha, se eu tivesse a cabeça que tenho hoje, não tinha casado nunca.
[Divanilda] Me virava igual vocĂȘ.
[Divanilda] VĂȘ se toma cuidado com esse Sam. Porque...
[Divanilda] Ouvi umas fofocas... [Larissa] Bora!
Para de conversa! [Divanilda] Conversa nada, tĂŽ falando...
[Divanilda] Ai, eu ein... [homem] Eu amo vocĂȘ...
[Divanilda] Bora pra casa. Tem mais Ă© que ir pra casa.
[Carol] Nunca tive uma bolsa tĂŁo linda!
[Carol] Meu Deus! Que chique!
[Carol] Adorei, filha! [Angel] CĂȘ merece, mĂŁe!
[Angel] E vocĂȘ, vĂł? Gostou do perfume?
[AvĂł] Ai, eu nĂŁo tenho pra onde ir com perfume importado, mas eu gostei!
[AvĂł] Principalmente porque vocĂȘ se lembrou de mim!
[Carol] Essa bolsa nĂŁo foi cara? Olha aqui, Darlene!
[Angel] MĂŁe, foi presente!
[Darlene] Mas que Ă© cara, Ă©. Ă de grife!
[Darlene] Pelo visto a Arlete foi Ă s compras com vontade e dinheiro.
[Angel] Fui com a Fanny.
[Angel] As compras fazem parte da verba de representação.
Ă, isso Ă© que Ă© emprego, ein?
Comprar sem pagar, quem nĂŁo quer?
Deixa que eu te ajudo com as sacolas.
[Angel] Nossa, Ă© muita sacola.
Deixa eu te mostrar esse vestido aqui, Ăł.
Eu... gosto de ser direta.
Eu tĂŽ intrigada...
Arlete...
CĂȘ ganhou tanto dinheiro em tĂŁo pouco tempo...
[Darlene] Seja franca...
[Darlene] CĂȘ tĂĄ saindo com um homem, ou atĂ© muitos homens, que te dĂŁo grana?
TĂĄ fazendo programa, Arlete?
[âȘ Abertura: Angel - Massive Attack âȘ]
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