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JUNHO DE 1942:
AS COISAS V�O MAL PARA O VIII EX�RCITO BRIT�NICO...
QUE ESTAVA VENCIDO, DISPERSADO E EM FUGA.
TOBRUK HAVIA CA�DO.
O VITORIOSO ROMMEL E SEUS AFRIKA KORPS...
PERSEGUIAM OS BRIT�NICOS...
E OS EMPURRAVAM DE VOLTA PARA O CAIRO E O CANAL DE SUEZ.
Stebbins!
Stebbins!
Abbott!
Fitch, pare o tanque! O escapamento est� furado.
Tenente, tenente!
HOTEL IMPERATRIZ DA GR�-BRETANHA
Sentinela, este � o quartel-general da divis�o?
Eu disse: "este � o quartel-general da divis�o?"
Quero falar com o comandante.
Depressa, por favor.
Est� frio aqui.
Posso pegar um casaco emprestado?
Ou talvez tenham uma cama com cobertores.
Seis cobertores...
com um edredom em cima...
e um grogue quente dentro.
� isso. � isso.
Cabo John Bramble se apresentando, senhor.
Regimento Real de Tanques, guarni��o militar de Tobruk.
Esteve em Tobruk, senhor?
Faz um calor infernal l�.
Na noite passada, nos unimos �s opera��es em Bir Hacheim.
Parecia um jogo. Achamos que t�nhamos feito os alem�es fugirem.
Ent�o, vieram os 88.
A forma��o deles se dividiu e n�s enfrentamos os 88.
Muito esperto, este maldito Rommel. Trinta obuses por minuto.
Sim, senhor, conseguimos nos retirar bem, obrigado, senhor.
J� viu um rabec�o para cinco passageiros?
E com o escapamento atingido, fazendo assim.
Ou�a, por favor. Os ingleses n�o est�o mais aqui.
Stebbins est� morto, Fitch morto, Abbott morto.
Sim, senhor. Mas n�o h� ingleses, senhor.
O'Connor, morto. Todos viajando para o pr�prio funeral.
- Que servi�o, senhor! - Ficou muito tempo no sol.
Mouche! Mouche! Uma insola��o, traga �gua e sal.
H� transporte para Tobruk?
N�o, senhor. N�o h� mais Tobruk.
Eles tomaram Tobruk.
Eu estava num �nibus que perdeu o controle em Picadilly.
Chovia. Guarda-chuvas.
Muitos guarda-chuvas molhados.
Os ingleses se retiraram. Aqui � Sidi Halfaya, senhor.
A casa do ingl�s � seu guarda-chuva.
Aqui � o hotel Imperatriz da Gr�-Bretanha, em Sidi Halfaya.
E seu cachimbo � a sua lareira, certo?
Cinco inglesinhos, dirigindo no sol...
buscando alem�es. E s� sobrou um.
Isso � quase zero.
Ol�, senhorita. Agora h� mulheres no quartel-general?
Onde est� o comandante? Estava falando com ele.
Preciso voltar � minha unidade. Abbott! Stebbins! Fi...
Senhor!
Nossos novos h�spedes.
Seis tanques e 200 homens ficam aqui. O restante prossegue.
Senhor, levante-se! Depressa!
N�o pode fazer isso, senhor. N�o � o momento.
Volte a si, senhor! Volte a si, senhor!
Acorde, senhor, pelo amor de Deus.
Precisa sair, senhor. Os alem�es est�o aqui.
Senhor, senhor!
Eu n�o faria isso, Farid.
N�o? Onde poder�amos coloc�-Io, Mouche?
Bem no meio do ch�o.
Ah, n�o, n�o. Eles v�o v�-lo e mat�-lo.
Agora, eles matar�o voc� tamb�m.
Vamos para o hotel.
Revistem o hotel inteiro. Cuidadosamente. Entenderam?
Deus o aben�oe.
Boa tarde.
- Chegamos tarde para o ch�? - O ch�? Bem...
N�o � � hora do ch�?
Ou talvez ela esteja tricotando.
Ou talvez esteja tirando uma soneca. Onde ela est�?
Onde est� ela? Ela quem? N�o h� ningu�m no hotel, senhor.
N�o me diga que ela fugiu para o Cairo, tremendo de medo.
- Quem, por favor, senhor? - A Imperatriz da Gr�-Bretanha.
Eu n�o coloquei esse nome, senhor. Era o nome...
- do hotel quando eu o comprei. - �gua.
Sim, senhor. Por aqui, por favor.
- Seu nome � Farid? - Sim, senhor.
- � eg�pcio? - Sim, senhor.
S� porque meus pais eram eg�pcios, senhor.
N�o h� nada de errado com o Egito...
Nada, senhor, exceto muitas moscas e muitos ingleses.
Temos matado os ingleses como moscas.
Depois, mataremos as moscas como os ingleses.
Sim, senhor.
Voc� tem um cozinheiro chamado Berek.
Terek, senhor.
Mas ele fugiu esta manh� com os ingleses para Alexandria.
- Tem uma esposa? - Sim.
- Mas ela fugiu. - Com os ingleses para Alexandria?
N�o, senhor. Com um grego para Casablanca.
H� uma camareira chamada Marie Jacquelin.
Chamam-me de Mouche.
Cidad� francesa, nascida em Marselha.
Ah, est� informado de tudo.
� melhor saber onde est� a tomada antes de entrar num quarto escuro.
E h� um gar�om alsaciano chamado Paul Davos.
- Sim, ele foi morto, senhor. - Por quem?
Por seus belos avi�es, senhor. No bombardeio de ontem � noite.
O que uma camareira francesa est� fazendo no Egito?
- Trabalho dom�stico. - Por que n�o faz isso em Paris?
Em Paris, h� um milh�o de camareiras francesas.
- Aqui, s� h� uma Mouche. - S� uma, senhor.
Por que n�o fugiu com o cozinheiro para Alexandria?
Para qu�? Voc�s tomar�o Alexandria e Cairo.
Naturalmente.
Vire-se! Vire-se!
- Cigarro! - Sim, senhor, r�pido.
Acenda-o para mim, por favor.
Suas m�os s�o muito pequenas.
Fazia muito tempo que n�o via m�os t�o pequenas.
Obrigada.
- Ningu�m. - Tudo est� vazio.
Bom. Instalem os telefones e os r�dios. R�pido.
O que est� acontecendo a�? Voc�s foram dormir?
Tragam o equipamento para o hotel.
Agarrem isso.
Est�o tomando banho? Quanto tempo vai levar? Apressem-se.
Todos os quartos foram revistados. Est� tudo em ordem.
Encontraram sabonete?
- Um peda�o pequeno. - D�em para mim.
� tudo?
Dispensados.
Sempre ataque r�pido.
N�o d� tempo para os ingleses levarem o sabonete.
Sabonete excelente.
Tem o cheiro da Bond Street.
Quantos quartos h� neste hotel?
Este � o maior hotel entre Alexandria e Bengasi.
- Eu disse quantos quartos. - 16 quartos.
Perdemos quatro deles no bombardeio.
- Quantos banheiros? - Sim, senhor.
- Tudo � muito luxuoso. - Quantos?
- Dois. - Um que funciona.
Luxuoso, de fato. A palavra melhor n�o seria "ruim"?
Sr. Tenente, os quartos...
N�o deseja ver os quartos, senhor?
Cheio de pulgas, tenho certeza.
Sim, senhor, cheio de pulgas. Temos as mais maravilhosas.
N�o, n�o, senhor. N�o temos nenhuma pulga.
N�o temos pulgas. Somos o �nico hotel entre Alexandria e Bengasi.
N�o temos pulgas, eu juro!
Talvez um ou dois dos quartos mais baratos.
Mesmo com pulgas e banheiros ruins, aqui ser� o nosso quartel tempor�rio.
- � uma grande honra. - Espero sua colabora��o total.
Se houver alguma irregularidade, voc� ser� o respons�vel.
Nossas reclama��es s�o breves e as fazemos no pared�o mais perto.
Sim, senhor. Como se fosse preciso nos avisar.
Ele est� lhe avisando, eu sou s� a camareira daqui.
Os quartos dos banheiros bons ser�o usados pelo Alto Comando Alem�o.
Os outros, com os banheiros ruins, s�o para o general italiano.
O italiano, senhor.
Onde devemos colocar o equipamento, senhor?
Bem aqui no sagu�o.
Qual mesa devemos usar?
Esta.
Talvez seja melhor no restaurante. H� muitas mesas. Mesas grandes.
- No restaurante, n�s comemos. - Bem, n�o fiquem parados.
- Os quartos est�o prontos? - Eles ficar�o.
Passamos o dia inteiro limpando, depois do bombardeio.
Bem, continuem. Duas toalhas por quarto.
Uma toalha para cada dois quartos.
Quero dizer duas toalhas para cada quarto.
Vamos.
Troquem as baterias. Testem a freq��ncia do r�dio.
Vamos.
Empurrem o balc�o para l�.
- Ainda est�o aqui? - Sim, ainda estamos.
Eu lhe dei instru��es. O Alto Comando n�o ir� demorar.
Admir�vamos sua efic�cia, n�o �, Mouche? � maravilhosa...
sobretudo ap�s os brit�nicos. Venha, Mouche.
- Camareira. - Sim, tenente?
Antes que eu fa�a os ajustes finais, qual � o seu quarto?
No fim do corredor, perto do quarto do general italiano.
- Se isso lhe incomoda. - N�o tenho medo de generais.
N�o?
Tenho medo de tenentes.
Gra�as a Al�!
Foi o maior de todos os milagres.
Cale-se.
Um homem inconsciente desaparece atrav�s de uma cortina de contas.
Ele se foi. Nunca esteve aqui. N�o tivemos nada a ver com ele.
Se fizerem alguma pergunta...
Isso � ainda melhor. N�o haver� quest�es.
Coitado. Era um bom sujeito. Ah, talvez...
Fechem a porta.
- Como entrou aqui? - Pela janela.
Como cheguei a este hotel?
Teve uma insola��o. Coloquei-o atr�s do balc�o e o fuzilaram.
Atiraram num soldado italiano, por ter roubado �gua pot�vel.
Senhor, n�o pode ficar aqui. Entenda. N�o pode.
� claro, pe�a para o oficial alem�o me chamar um t�xi.
Senhor, por favor.
- De quem s�o? - Pertencem ao...
Ah, eles chegaram! O Estado Maior!
Agora estar�o em todo o hotel. Por favor, senhor, saia r�pido.
Lamento, as probabilidades est�o contra voc�.
Se os Afrika Korps n�o me matarem, o deserto matar�.
- De quem s�o? - Pertencem ao nosso gar�om.
- Gar�om? - Era coxo e foi morto.
Morreu quando bombardearam o quarto 14.
- Seu nome? - Paul Davos.
Bom. Ele n�o foi morto, entendeu?
N�o, senhor. Ele era alsaciano e tinha minha idade.
Sou alsaciano e ele tinha minha idade.
Mas n�o entende senhor...
Mouche, por favor, me ajude.
Ou�a, homem, s� ser� por uns dias at� os ingleses voltarem.
At� quem voltar? Os ingleses?
Isso mesmo. Os ingleses.
Desde quando os ingleses voltar�o?
- N�o gosta de n�s. - N�o.
Se ele n�o contar aos alem�es, eu contarei.
- Pensei que fosse francesa. - Sim.
Tinha dois irm�os no ex�rcito franc�s.
Em Dunquerque, quando os ingleses evacuaram suas tropas...
o que fizeram aos franceses?
Eles o deixaram nas praias para morrerem ou serem capturados.
Quem lhe disse isso? Laval?
Entraram na �gua, suplicando para os barcos voltarem.
Mas os ingleses voltaram? Eles voltaram?
Sou s� uma camareira...
mas se me chamam, eu vou.
S� querem uma toalha ou um travesseiro extra...
n�o a vida!
S� cinco segundos...
antes de chamar os alem�es. S� cinco segundos.
Quer me falar sobre o qu�? Sangue, suor e l�grimas.
D�-me um l�pis.
Este � o endere�o da minha esposa em Londres.
O sagu�o.
- Envie isso quando puder. - Sim, senhor.
Mas � melhor que tire essas roupas ou o matar�o como espi�o.
Eles me matar�o de uniforme tamb�m, n�o gostam de gastar �gua pot�vel.
Coloque isso dentro.
Isso � para o meu filho mais velho.
Gostaria de ter algo para o menor.
Servi�o? O que est� acontecendo? Onde est� todo mundo?
Agora que j� derramamos as l�grimas, estou a seu dispor "mademoiselle".
O que � isso? Resist�ncia passiva?
Disse que esperava sua coopera��o. Quem � ele?
Sim, senhor.
Quem � ele?
- Nosso gar�om. - Que gar�om?
O gar�om, senhor, sempre tivemos um gar�om.
Meu nome � Davos. Sou alsaciano.
- Pensei que ele tivesse sido morto. - S� enterrado vivo, senhor.
Quando despertei, parecia que o hotel todo estava sobre mim.
Sim, senhor, mas olhe nos olhos dele. Est� muito doente.
Levei 8 horas para sair dos escombros.
Entenda...
n�o � muito f�cil para mim.
Sim, ele gritou. Gritou muito, mas n�o ouvimos, senhor.
Ent�o, voc� � Paul Davos.
Sim, senhor.
Arrumem os quartos.
Arrumaremos, senhor. Imediatamente.
E voc�, venha comigo.
Eu, senhor?
Sim, para uma conversa l� em baixo.
Seu casaco e sua gravata, senhor.
Vamos.
Em frente ao pared�o mais pr�ximo, � onde acabaremos.
Todos n�s.
Ou�a, quase acreditei que voc� era um gar�om.
- Sou gar�om. - Um muito especial.
Interpreta bem o papel.
E agora em ingl�s, para que n�o tenham de traduzir...
quando interceptarem esta mensagem.
Meu F�hrer:
Hoje eu cruzei a fronteira eg�pcia.
Estou marchando agora para Alexandria e Cairo.
Depois, tomarei o Canal de Suez.
Nada pode salvar o VIII Ex�rcito Brit�nico...
de uma cat�strofe colossal.
Dizem que o Mar Vermelho se abriu uma vez...
por um acordo especial com Mois�s.
Um contratempo similar n�o ocorrer� desta vez.
Eu dou a minha palavra de soldado.
Assinado: Marechal Erwin Rommel.
Deve chamar o marechal de "excel�ncia", entendido?
Sim, senhor.
Por que dem�nios n�o fomos informados adequadamente...
sobre a retirada dos ingleses?
Por qu�?
Li aqui que voc� � um homem competente.
Isso � ser competente?
Se me permite. Ele esteve enterrado sob os escombros a noite inteira.
N�o p�de usar a comunica��o da lavanderia.
Marechal, ele tem um bom hist�rico como homem avan�ado.
N�s o usamos como gar�om em Danzig, Roterd� e Atenas.
- Conhaque. - Sim, Excel�ncia.
� claro que ningu�m do hotel suspeita que trabalha para n�s?
N�o, Excel�ncia.
Continuar� aqui at� lhe confiarmos sua nova miss�o.
- Sim, Excel�ncia. - Cairo.
Obrigado, Excel�ncia.
Gosto de pensar que sou um abutre.
Voando antes dos "Stukas", ainda que um pouco coxo.
Muito bem dito.
- Tr�s ta�as. - Sim, Excel�ncia.
Suponho que ficar� grato em escapar desta armadilha de areia.
Com certeza, Excel�ncia.
O que acha do Servi�o de Intelig�ncia Brit�nico?
N�o � muito inteligente.
Suspeitam algo do professor Cronstaetter?
Como, Excel�ncia?
O professor Cronstaetter, as cinco covas.
� claro.
N�o, Excel�ncia. Eles n�o t�m id�ia.
Bem.
Bem, tiraremos o charuto da boca de Churchill...
e o faremos dizer "Heil!"...
cinco vezes.
Bem falado, Excel�ncia.
"Sieg heil". � vit�ria!
� vit�ria!
� vit�ria!
Da pr�xima vez, eu irei pessoalmente.
- Est� claro? - Sim, Excel�ncia.
No caf� da manh�, quero que sirvam caf� forte na cama.
� s� chamar, Excel�ncia.
Qual � a dist�ncia?
120.
Entre!
General Sebastiano, eu vim com um pedido.
Voc� veio com o qu�?
- Um pedido. - Que pedido?
Um pedido para que o general pare de cantar.
Quem fez tal pedido?
Os senhores do Estado Maior Alem�o.
Eu falarei com os senhores do Estado Maior Alem�o.
Entre eles, o marechal Rommel.
Est� bem.
Mas eu lhe pergunto...
uma na��o que arrota pode entender uma na��o que canta?
N�o, general.
Estou ficando muito cansado destes alem�es.
Mandam os italianos na frente, sem se reunirem com os seus generais.
Roubam os pacotes de comida que a minha fam�lia me manda.
Eles est�o censurando minhas cartas.
Como dizemos em Mil�o, esta � a gota d'�gua.
Imposs�vel! Imposs�...
Olhe! Olhe! L�...
Deram-me um banheiro que n�o funciona. Por qu�?
Por que foi escolhido para o senhor, general Sebastiano.
N�o h� um banheiro decente neste hotel?
- Sim, senhor. - Vou ficar com ele.
� para o marechal.
Outro tapa na cara.
Nos deixam morrer, mas n�o nos deixam tomar banho.
Bem, o que esper�vamos?
Como dizemos em Mil�o: Quando se dorme com c�es...
- acorda-se com pulgas. - Est� certo, senhor.
Voc� n�o ouviu nada?
Claro que n�o. De t�o longe, como ouvirei o que dizem em Mil�o?
Posso encher a banheira do general, se ele quiser.
Por favor. Meu ordenan�a est� no hospital com sarampo.
Sarampo alem�o!
Veja isto. Veja isto.
Quando esta guerra acabar, vou deitar na minha pr�pria banheira.
Com aut�ntica �gua italiana e cantarei, cantarei, cantarei.
Mas nada de Wagner!
Em Bengasi, roubaram minha escova de dente.
Isso � tudo, general?
- Boa noite. - Boa noite, senhor.
Gar�om!
Sim, senhor.
Como se chama a camareira?
- Mouche, senhor. - Mouche?
- Para voc� vir, apertarei uma vez. - Sim, senhor.
E duas vezes para a camareira.
- Est� bem, senhor. - Boa noite.
Boa noite.
Ah, desculpe-me.
A chave, vire a chave.
Encontrei os documentos dele.
Tem tr�s passaportes: Dinamarqu�s, su��o e romeno.
Deixe-me ver como eu sou.
Um rosto am�vel. Nunca suspeitaria de mim mesmo.
Como saberia que ele trabalhava para os alem�es?
Ele veio h� 2 anos. Disse que queria trabalhar aqui por causa dos pulm�es.
Ele disse que tinha o que chamam de bronquite.
O que sabe sobre o professor Cronstaetter?
Sim, acho que conhe�o esse nome.
- Sim? - Ou talvez eu n�o conhe�a.
Bem, e covas? Cinco covas?
Covas? Covas de quem?
- O que Davos fazia na lavanderia? - Nada, senhor.
� a Mouche. Mouche.
Mouche o conhecia melhor do que eu, n�o � Mouche?
- Quem? - Davos?
- O qu�? - Fal�vamos da lavanderia.
O que Davos fazia?
- Eu lavo roupas. - Sozinha?
�s vezes, ele me ajudava a secar a roupa.
Sobre a areia?
Len��is, toalhas, tudo bem estendido para os "Messerschmitts".
Que "Messerschmitts"?
Acho que voc� lavou algum tipo de alfabeto.
A toalha pode ser um h�fen, a toalha de rosto um ponto.
Um len�ol podia significar 10 mil homens ou combust�vel.
- Nunca suspeitaram de nada? - N�o.
Um len�ol, um h�fen... Fale mais devagar, por favor.
� muito simples. De novo, os alem�es foram inteligentes.
E os ingleses est�pidos.
Por que n�o nos chama de "ing�nuos", madeimoiselle?
Usamos os len��is para dormir e as toalhas para as m�os.
Suas m�os precisar�o de muitas toalhas.
Por favor, para qu� brigar? Ele ficar� aqui pouco tempo, n�o �?
N�o, eu n�o vou embora.
Mas senhor, eu ouvi isso na cozinha.
V�o envi�-Io para o Cairo, estar� a salvo.
Sim, � claro.
Entrarei no QG brit�nico com este meu p� deformado.
"Onde esteve cabo Bramble"? Em nenhum lugar em especial.
Passei 2 dias com Rommel. O marechal Rommel, senhor.
- Sob o mesmo teto? - Sim.
- Como estamos agora? - Isso mesmo, senhor.
- E ent�o? - Ent�o o qu�, senhor?
N�o o deixou com uma bala na cabe�a, cheio de sangue?
- Ele est� falando r�pido de novo. - Est� falando bobagens.
Talvez. Cabo John Bramble, ex-vendedor de seguros...
de uma companhia de Londres.
Departamento de reclama��es, sempre com medo do chefe.
Um dos 120 mil homens do Ex�rcito do Nilo.
Tinha de ser justo eu. Isso sim � bobagem.
Estou assustado. Muito assustado.
Como acha que estou? Acabou para mim, maldi��o.
Mas n�o para n�s, Farid e eu.
N�s n�o desistimos.
E n�s salvamos sua vida, n�o � Mouche?
Ouvi uma mulher chorando e duas crian�as...
E estou muito agradecido.
Voc�s n�o ser�o envolvidos. Pensarei em algo.
Vai pensar em algo, hein?
De manh�, o n�mero 5 pedir� o caf�.
Caf� preto na cama. Ningu�m mais no quarto.
Tudo deve ser muito r�pido. Quando ele colocar a��car.
- Ent�o, � tudo o que deseja? - Sim.
Porque � bom para a Inglaterra.
N�o acho que nos far� ganhar a guerra.
Mas os deixar� sem dire��o por um momento.
Voc� n�o far�...
porque isso n�o se encaixa em meus planos, certo?
Que planos?
Por que acha que estou aqui neste lugar sujo?
Eu os estava esperando, entende?
N�o, n�o entendo.
Quero negociar com eles.
Negociar?
Entendo, isso n�o � muito bonito, mademoiselle.
Eu n�o me importo com o que pensa de mim.
Agora escute:
Tudo que sei � que eu levarei o caf� dele.
Quartos 1, 6, 8, 12. Este � o meu hotel!
Est� bem. Est� bem.
Quisera eu estar num po�o escuro com as costas quebradas.
Meu desejo foi atendido.
N�o quero que me vejam sem meus sapatos.
Gostar� de saber que eu nunca ronco...
exceto quando durmo de pijama ao estilo russo.
Estou tentando dialogar, "sim" ou "� mesmo?"
Ou um at� um "cale-se" estimular� a conversa.
Boa noite.
Obrigado.
Se voc� � de Marselha, deve adorar a sopa bouillabaisse.
Sempre esperamos encontrar uma galocha no fundo do prato.
Agora eu esperava o "� mesmo?"
� mesmo?
"Mademoiselle", est�o lhe chamando.
Farid cuidar� disso.
N�o conseguir�. O 1, o 3 e o 6 chamaram de novo.
Dizem que Rommel os treina em estufas antes de mand�-Ios para o deserto.
Deve fazer tempo que n�o ouvem uma voz de mulher.
N�mero 8. O major de mon�culo.
Sim, voc� se sente muito sozinho depois de um ano.
Eu estou aqui h� 18 meses.
S�o muitos dias. Mas muito mais noites.
Esta � a hora para lhe dar mais informa��es.
Eu menti. Tinha de dizer algo r�pido e eficaz para abrand�-la.
N�o tenho filhos nem esposa. Nunca me casei.
- � mesmo? - Voc� me perdoa?
Obrigado.
Um chamado do general italiano.
O que me diz dele?
N�o o general italiano.
E o major de mon�culo?
N�o o major do mon�culo.
Quem est� esperando, "mademoiselle"?
O n�mero 5.
O marechal em pessoa!
Desculpe-me, "mademoiselle", eu fico com o n�mero 5.
Boa noite.
Boa noite.
Prisioneiros brit�nicos � direita, dez minutos de descanso!
Prisioneiros brit�nicos � direita, dez minutos de descanso!
Mouche!
Mouche!
Bom dia, Excel�ncia.
Deixo na mesa, Excel�ncia?
Onde est� o gar�om?
Eu sou mais r�pida.
Aqui.
A��car, Excel�ncia?
N�o gosto de mulheres pela manh�.
Saia.
Entende ingl�s?
- Disse para sair. - N�o.
N�o, Excel�ncia.
Fiquei durante o bombardeio. Podia ter fugido.
Esperava as tropas alem�es.
Esperava sua Excel�ncia.
Por qu�?
Queria falar com sua Excel�ncia.
Um torr�o de a��car.
Sim, Sua Excel�ncia.
Suas m�os est�o limpas.
Por que a colher n�o est�?
Areia.
- Desculpe-me, Sua Excel�ncia. - Dois passos para tr�s, por favor.
O que deseja me dizer?
� sobre meu irm�o, Excel�ncia.
Ele est� na Alemanha.
Continue.
Eu tinha dois irm�os.
Um est� preso no campo de concentra��o de Wittenberg.
O outro foi morto.
Lutando contra os alem�es?
Eram garotos. Foram convocados. Tiveram de ir.
N�o odiavam os alem�es ou algu�m.
� claro.
Ningu�m odeia os alem�es. Continue.
O que eu queria �...
sei que uma palavra sua � suficiente, Excel�ncia.
Ele foi ferido. Perdeu um bra�o. N�o pode trabalhar. � in�til.
Mas eu n�o. Se houver algo que eu possa fazer.
Est� sugerindo algum tipo de trato?
Esta � uma cena familiar.
Reminiscente do melodrama ruim.
S� que a hero�na n�o suplica pelo irm�o, mas pelo amante.
Meia-noite. Lugar: A tenda do general vitorioso.
Ruborizada, a dama faz sua proposta.
Galantemente, o general concede seu desejo.
Depois, a dama estupidamente se envenena.
Numa �pera italiana, os dois chegam a cantar um dueto.
Schwegler!
Se ainda me sobrassem l�grimas, teria me escutado.
N�o haver� dueto hoje.
Schwegler!
Sim, marechal!
Leve essa mulher para fora do meu quarto.
Ele n�o � seu inimigo. S� tem 19 anos.
� um garoto. E est� morrendo.
Envie uma peti��o para o comandante do campo...
em tr�s c�pias.
Tamb�m pode se dirigir � Cruz Vermelha. E aos Quakers.
Mas tudo deve ser em 3 c�pias.
Podemos usar papel na Alemanha.
Muito papel.
A partir de agora, n�o se aproxime mais deste quarto.
Quem pensa que � para falar com ele? Est� louca?
Voc� fica louco de pensar muito tempo na mesma coisa.
Eu poderia lhe dizer exatamente o que ele diria.
Se tivesse vindo a mim, n�o precisaria ter ido a ele.
Posso entrar?
Sim.
Nunca pe�a um pequeno favor a um grande homem.
�s vezes, um tenente pode ser mais �til.
Ou ainda tem medo de tenentes?
N�o.
Conhe�o gente em Berlim que pode mover os pauzinhos.
N�o precisamos do gar�om aqui.
Saia daqui.
- Pegou a arma? - Sim.
- Onde a colocou? - N�o importa.
Devolva-me a arma.
Quer que o denuncie?
Saia.
- Bom dia, tenente. - Bom dia, Davos.
Precisarei do nome do seu irm�o e do campo onde est�.
Ele est� em Wittenberg e se chama Louis Marie.
Tenha cuidado: N�o quero que ningu�m saiba disso.
Gar�om, leve isso para baixo.
- Qual � o problema? - N�o v� para baixo. Volte.
- Eu levarei isso. - O que aconteceu?
H� oficiais ingleses prisioneiros no sagu�o.
N�o s�o da minha unidade. N�o me reconhecer�o.
N�o � isso. O cel. Fitzhume se hospedou aqui e conhece Davos.
Um olhar suspeito apenas, uma sobrancelha levantada...
- Volte! - Onde?
Ficarei na cozinha.
- Davos! - Davos?
Davos, parece que esquecemos de deixar-lhe a gorjeta quando partimos.
N�o importa, coronel Fitzhume. Ser� um prazer servi-Io de novo.
Senhores, � muito cedo para oferecer-lhes uma bebida?
N�o se preocupe com a hora, coronel.
- Sirva, Davos. - Sim, senhor.
Vou anunciar sua chegada ao marechal, desculpem-me.
N�s que nos desculpamos. Esquecemos os cart�es de visita.
O que acontece?
Problema de cora��o.
Muitos n�s na garganta.
O que deseja, coronel: Conhaque, xerez, whisky?
Whisky com um pouco de club soda.
Com licen�a, whisky e club soda?
- Sim. - O mesmo para mim.
- E o senhor? - Estou de servi�o.
Muito pouco club soda, eu mesmo preparei.
O whisky est� aqui, senhor.
- Cheira bem. - Espero que sim, senhor.
Intelig�ncia?
Dos Tanques Reais. Estou aqui por acaso.
Davos est� morto. Era um agente alem�o.
Continue.
- Tenho uma arma e um plano. - Que plano?
- Espero para pegar Rommel sozinho. - N�o, isso n�o.
Por que n�o? N�o � elegante matar um marechal sentado?
Um marechal morto n�o conta segredos.
Quais segredos, senhor?
Tem a confian�a deles e liberdade. H� uma miss�o maior a fazer.
Sim, senhor.
Esteja a postos. Nada de hero�smo. � uma ordem.
Sim, senhor.
- Estava no meu coldre � noite. - Voc� perdeu.
J� perdi algumas batalhas, mas nunca uma arma.
Senhores, o marechal os convida para o almo�o.
Estamos encantados.
Senhores, sou o general Sebastiano.
Gar�om, s� um momento.
- Cinzano? - N�o, senhor.
Vejamos o que tem.
Conhaque, xerez. O que � isso?
Bramble, senhor.
Bramble?
Se n�o soubesse que era Bramble, juraria que era whisky.
Pudim de arroz no Egito.
Nunca se sabe se � uma passa ou uma mosca.
Levem isso daqui.
O caf� est� pronto? Onde est� o a��car?
Farid foi buscar na adega.
Estou desapontado com voc�, Mouche.
Depois de um marechal, n�o pensava que se conformaria com um tenente.
O que lhe importa?
J� que desceu a um tenente, que tal um cabo?
Deixe-me lembr�-la que este p� � s� uma camuflagem.
Talvez devesse me ver com um chap�u-coco preto.
Comprei um chap�u-coco preto 14 dias antes da guerra.
Um investimento pouco prudente.
Ou talvez se voc� me imaginasse como alem�o.
N�o, preferia que n�o me imaginasse como alem�o.
8 caf�s.
- Estou no ex�rcito errado. - Est�.
Em outras circunst�ncias...
eu lhe colocaria no colo e lhe daria umas palmadas.
- Obrigada pelo seu interesse. - De nada.
Mas n�o ache que conseguir� algo dos alem�es.
N�s tamb�m tentamos fazer neg�cios com eles.
N�s os abra�amos, os beijamos, passamos uma lua-de-mel com eles...
em Munique.
Estou conseguindo o que eu quero, ent�o se cale.
Uma boca muito bonita para mostrar a estes porcos.
Qual � o problema?
- Eu o vi. - Quem?
Na adega.
Com as m�os esticadas assim.
Todo amarelo, com as unhas brancas.
Pensei que estava totalmente soterrado.
- Quem? - Davos.
Quando eu subi para pegar o a��car...
os escombros come�aram a cair como ma��s...
e l� estava sua m�o, toda amarela e o dedo.
Cuidado.
O que voc� fez?
Eu coloquei o m�ximo de escombros em cima dele.
"Herr" Davos podia ter cooperado, morrendo longe daqui.
� melhor que leve os caf�s.
Sim, e � bom dar uma x�cara cheia para ele tamb�m.
Mais tarde, cuidaremos do cavalheiro da adega.
Sim, senhor.
N�o, cap. McOwen.
Acho errado enviar embaixadores e diplomatas a outros pa�ses.
Dever�amos enviar cozinheiros.
Disse "cozinheiros"?
Sim, por que enviar um ultimato? Por que n�o macarr�es?
Com alho e azeite de oliva.
O risoto, por exemplo. Que emiss�rio de boa vontade!
Senhor marechal...
lembra-se, na �Itima vez que esteve em Roma, dos espaghe...
Perdoe-me.
Senhores, h� pouco tempo quando surgiu a quest�o...
no Parlamento Brit�nico sobre o comandante supremo...
das For�as Aliadas na �frica.
Alguns membros sugeriram meu nome.
� poss�vel, o senso de humor brit�nico � muito imprevis�vel.
O humor � baseado na verdade, meu caro cel. Fitzhume.
Mas quem somos n�s para discutir com o Parlamento Brit�nico?
Est� se tornando rapidamente uma figura lend�ria.
Sim, dizem muitas coisas de mim.
Que sou um m�gico, que tiro coelhos da cartola.
O homem que pode cortar a �frica em duas.
E o marechal pode tamb�m.
Tamb�m dizem que distrai oficiais brit�nicos capturados...
dando-lhes li��es de estrat�gia.
� melhor uma li��o tarde demais do que nada.
Concordo. Gostaria de ver a manga do m�gico.
- Dois saleiros a mais. - Sim, senhor.
Senhores, esta � a �frica do Norte, de Tr�poli a Cairo.
El Agheila, Bengasi, Sidi Barrani, Sidi Halfaya...
Matruh, El Alamein...
Alexandria e Cairo.
O tema � vasto e meu tempo � curto.
Por que n�o me perguntam o que lhes intriga mais?
Darei-lhes 20 perguntas.
� uma generosidade incomum de sua parte, marechal.
Certamente. Est� aqui, gar�om?
Sim, senhor.
Traga-me um brandy.
Quem come�a?
Posso? Quantos homens tem na �frica do Norte?
- N�o tanto como voc�s. - Se incluir os italianos...
Ningu�m conta com ou inclui os italianos.
Marechal, 2 vezes lhe empurramos at� Tr�poli...
passamos por Tobruk, Derna e Bengasi.
Duas vezes, nos recha�aram em El Agheila. Como?
Voc�s n�o me empurraram.
Deixei-lhes avan�ar at� que suas linhas se esticassem como el�stico.
Ent�o, eu o cortei.
N�o conseguiu tomar Tobruk em 1941, nem ap�s 7 meses de cerco.
Na semana passada, tomou a cidade em um dia. Como?
O el�stico bateu de volta na cara dos senhores...
foi quando eu ataquei com tudo o que eu tinha.
Em fevereiro, em Agedabia, pensamos que enviariam suas tropas a R�ssia.
Os senhores t�m um sexto sentido. N�s, cinco. S� que os usamos.
Voc�s podem improvisar.
N�s confiamos na prepara��o.
Sab�amos que os holandeses abririam os diques...
por isso constru�mos 50 mil barcos de borracha.
Fizemos isso em 1935.
O que voc�s faziam em 1935?
Viajavam com suas mulheres a passeio.
Tiravam fotos colhendo edelweiss na Su��a.
Mas as mulheres alem�es eram fotografadas nas pontes de Vistula.
E nas vizinhan�as das fortifica��es em Bruxelas.
- Pr�xima pergunta. - Marechal, voltando ao el�stico.
Agora que avan�ou 800km...
as suas linhas de suprimento n�o est�o ficando tensas?
Est�o.
E espera tomar Cairo?
Em 6 dias.
A nossa avia��o cortar� seus meios de comunica��o...
Eles ir�o.
A Marinha afundar� todos os seus barcos. N�o ter� suprimentos.
Talvez.
- E isso n�o o deter�? - N�o deveria.
Tenho reserva no Hotel Sepherd, em Cairo.
Sem suprimentos, como conseguir�?
Sim, marechal, como?
Usar� �gua do mar nos tanques e areia nas armas?
Agora querem ver o coelho da cartola.
Mas como meus prisioneiros n�o t�m o costume de fugir...
senhores...
os suprimentos n�o chegar�o at� n�s...
n�s chegaremos a eles. Est� claro?
N�o muito.
N�o precisamos que nossos caminh�es venham de Tr�poli.
� muito longo e um tanto exposto.
Os avi�es de suprimento s�o presas f�ceis.
N�s nos preparamos para qualquer eventualidade.
Prepara��o, senhores, prepara��o.
Muito interessante.
Em 1937, dois anos antes de come�ar a guerra...
...enterramos suprimentos nas areias do Egito.
V�rios dep�sitos embaixo de seus narizes.
Milhares e milhares de litros de gasolina e �gua...
muni��es e pe�as para nossos tanques...
esperando por n�s.
Embaixo de nossos narizes?
- Onde? - Sim, onde?
Onde?
Eu lhes dei 20 perguntas, senhores.
Essa � a pergunta 21.
Trocar�amos Rudolf Hess por voc� pela resposta da 21.
Podem ficar com ele.
O tempo � curto.
Espero que tenham gostado. Schwegler, quando os senhores ir�o?
- O carro est� pronto, marechal. - Obrigado, Davos.
N�o gostaria de ter m� sorte em Cairo.
Davos, a gorjeta ter� de esperar o fim da guerra.
N�o se preocupe, senhor.
Ele � um bom homem, Davos.
Acho que sei fazer o meu trabalho, senhor.
Voc� sabe.
Os saleiros ficam na prateleira de cima.
O que faz? Est� procurando por algo?
Sim, �gua, gasolina e muni��es.
Aqui?
- Entre este lugar e Cairo. - Tem certeza?
Enterrado sob nossos narizes. Como fizeram isso, como?
- Quem? - Os alem�es.
- Est� doente de novo. - Nem um pouco, obrigado.
Mas isso � s� sal e pimenta.
Procura por �gua, gasolina e muni��o?
- Como podem estar aqui? - Isso � o que eu quero saber.
Rommel em cima de n�s.
Davos embaixo de n�s, e voc� falando por enigmas!
Disseram que os alem�es tinham ultrapassado Marsa Matruh.
Est�o indo a 65km por dia.
Quinta, Alexandria e, domingo, Cairo.
Londres e Moscou est� lista deles tamb�m.
Est�o com v�rios domingos de atraso.
Quando penso que haver� su�sticas nas mesquitas do Cairo.
Voc� � que est� falando.
Nazistas no Nilo. Nunca.
Nunca um eg�pcio ficaria com o Reno.
Aquele nome. Aqui est� o nome, na gaveta.
- Que nome? - Aquele que me perguntou.
Est� aqui, sob as facas. H� anos, eu olho para ele.
- Que nome? - Professor Cronstaetter.
O ARQUEOL�GO ALEM�O CRONSTAETTER CHEGOU AO EGITO...
PARA ESTUD AR AS TUMBAS PR�-DIN�STIC AS NO MEDIT�RRANEO.
- Farid, � um grande homem. - Por qu�?
O arque�Iogo, � claro.
Eles v�m sempre ao Egito, atr�s de m�mias.
Londres, 17 de fevereiro de 1937. Este � o ano.
- Que ano? - O ano das prepara��es.
E este � o professor Cronstaetter.
� ele!
Disse-lhe que era um grande homem. � muito simples.
Um grupo de cientistas alem�es respeit�veis chega ao Egito...
buscam tumbas entre a L�bia e o Cairo.
Que modo conveniente de enviar uma miss�o militar para cavar.
S� que n�o tiravam nada, s� enterravam.
- �gua, gasolina e muni��o. - Outra vez n�o, senhor.
Farid, agora sabemos como. Mas n�o sabemos onde.
- H� ainda a pergunta 21. - Sim, senhor, a vinte e...
Davos.
Sim, tenente Schwegler.
- O marechal quer lhe ver. - Sim, senhor.
Boa tarde, "Fr�ulein".
Boa tarde, tenente.
Nada mal para uma camareira.
Eu n�o saberia. Com um p� deformado, n�o tenho oportunidades.
Gostaria que n�o falasse ao marechal que me viu com ela.
� claro que n�o.
N�o gosta que seus oficiais se envolvam com civis.
Sim, senhor.
Ela quer que eu fa�a algo por seu irm�o.
Est� num campo de prisioneiros na Alemanha.
Entendo.
Um caso muito triste...
mas uma v�tima muito bonita.
Farei tudo que puder.
Fant�stico, continue.
Entre!
Vejo-o no Cairo.
Ah, sim, Davos.
Informaram-me que a coluna avan�ada atingiu o objetivo "Y".
Objetivo "Y", Excel�ncia? � uma boa not�cia.
A melhor. Tudo sai conforme meus planos.
Gostaria de poder ter dito �queles brit�nicos no almo�o.
A digest�o deles ia parar totalmente.
Se me permite, sua Excel�ncia lhes deu uma brilhante li��o.
Eles se lembrar�o do marechal Rommel.
Ou deveria dizer professor Cronstaetter?
Obrigado, Davos.
Cheguei a temer que sua Excel�ncia colocasse todas as cartas na mesa.
Contando-lhes sobre as cinco covas.
Minha l�ngua co�ou.
S�o t�o ignorantes.
Poderia ter lhes mostrado o meu mapa.
Com a localiza��o exata das cinco covas?
- Venha aqui, Davos. - Sim, Excel�ncia.
Estamos aqui.
� claro que voc� sabe a resposta. Mas eles viriam alguma coisa?
Nada, Excel�ncia.
Eles t�m mentes complicadas.
Esperam tinta invis�vel...
mapas que t�m de ser aquecidos com fogo...
ou vistos a contraluz para revelar seus segredos.
Muito simples para eles.
Tento v�-Io com os olhos de um ingl�s.
Nem uma pista. Um mapa comum.
N�o h� nada que possa lhes dar uma pista.
Quando eu tomar Cairo, enviarei um cart�o postal ao 10 Downing Street...
com a solu��o correta.
Arrumou tudo para a partida dele?
- Sim, caro marechal-de-campo. - Quando ele parte?
Hoje �s 21 h, numa moto com carro lateral.
Davos, todos os preparativos foram feitos para voc�.
- Sim, Excel�ncia? - Vai para o Cairo esta noite.
Ser� levado de moto a El Daba.
De l�, um guia lhe conduzir� atrav�s das linhas brit�nicas.
- Esta noite? - �s 21 horas.
- S� me restam seis horas. - Para qu�?
Tenho coisas pendentes aqui, sem import�ncia.
No Cairo, al�m de sua rotina, manter� os olhos abertos.
Quando eu entrar na cidade...
n�o quero ser recebido com buqu� de flores com explosivos.
E, por favor, Davos...
n�o quero fotos da vi�va de Windsor no hotel.
Nem de seus familiares.
Espere-me domingo � tarde.
N�o teremos dificuldades com os objetivos "P" e "T", tenho certeza.
"P" e "T", Excel�ncia? Parece improv�vel.
Preparem um banho quente na su�te real.
Para noite, uma �pera: "Aida", em alem�o.
Corte o segundo ato. � muito longo e n�o � muito bom.
Isso � tudo, Davos.
Sim, Excel�ncia.
- Camareira, fala franc�s? - "Oui, mon g�n�ral".
Eu n�o, mas olhe minha unha: Quebrada.
- Eu lhe chamei � noite toda. - N�o h� servi�o depois das onze.
Eu n�o queria nenhum servi�o. Tinha uma can��o.
Tinha vinho. Sabe o que estava faltando?
- Um saca-rolha? - De maneira alguma.
Est� bem, eu n�o cantarei.
Mas eu direi a Mussolini.
Boa noite, meu general.
Mouche.
Veja isso, um telegrama de Berlim.
Sim, tenente?
J� localizaram seu irm�o. Envio isso para apressarem o caso.
Obrigada, tenente.
Talvez respondam esta noite. Eu a verei depois do jantar.
Sim, tenente.
- O gar�om ir� embora �s nove. - Schwegler!
V�, v�.
O que est� fazendo em companhia dessa mulher?
Desculpe-me, marechal.
Exijo educadamente que corte conversas �ntimas.
- Sim, marechal. - Venha ao meu quarto.
Ol�, Mouche.
- Que horas s�o? - 18h30.
- Ouvi que vai embora. - Isso mesmo.
Isso mesmo!
Posso, molhada como est�?
Se houvesse uma floricultura, eu lhe daria um ramo de lil�s...
com minhas mais humildes desculpas.
Por qu�?
Tinha uma id�ia negativa de voc�, Mouche.
O tenente Schwegler me esclareceu.
Se algu�m pudesse me esclarecer o que pretende o tenente Schwegler.
- Ele tem sido maravilhoso comigo. - Desculpe-me.
Port Said?
N�o, isso � muito ao leste.
Tanta. Pode ser. Est� entre Alexandria e Cairo.
O que est� fazendo?
N�o tenho s� um p� deformado, mas tamb�m o c�rebro.
Estou sentado aqui h� duas horas.
"T", "P" e "Y" lhe dizem qualquer coisa?
"T", "P" e "Y"? Nada mesmo.
- Est� se vestindo para o jantar? - Para depois do jantar.
� desesperador. Tinha o mapa de Rommel diante de mim, com tudo.
Tenho olhos, mas eu n�o vi nada.
"T", "P", "Y". Qual � a chave? Onde est� a resposta?
- O que est� fazendo? - � um vestido bonito.
No Cairo, eu o vestia aos domingos.
Descendo a avenida com uma sombrinha branca.
Tinha uma sombrinha.
Onde ela est�?
Na loja. Nunca pude comprar.
Tinha cabo de marfim.
Talvez, um dia, quando eu for rica.
Objetivo "Y"...
Ou�a, pare com essa sopa de letras ou me explique.
Estou com este mapa tur�stico, verificando cada povoado.
Cada o�sis, cada monumento que comece com "P" ou "T".
H� dezenas deles. Mas n�o h� um "Y" no Egito.
O que eu disse?
Mouche, � isso!
O que � isso?
Voc� ouviu o que eu disse?
Idiota, idiota!
Disse que n�o h� um "Y" no Egito. Mas h�.
H� um "Y", um "P" e um "T".
� isso: E-G-Y-P-T ("EGITO"). As cinco covas.
Que cinco covas?
Os cinco dep�sitos de suprimentos do prof. Rommel.
Sem tinta invis�vel. S� o mapa do Egito.
Impresso nele, Egito.
Nas letras, cada letra marca um dep�sito.
Invis�veis porque est�o muito vis�veis no mapa.
Um momento.
Desde quando Rommel � professor?
Preciso ver o mapa de novo, entrar no quarto dele.
- No quarto de quem? - Do Rommel.
N�o, por favor, n�o. Voc� j� teve muita sorte.
Pode ir embora, est� a salvo.
Por que arriscar sua vida de novo?
- Para qu�? - Obrigado, Mouche.
Antes sentia pena de um homem casado, agora sente de mim.
Onde estava essa mulher ador�vel?
Lamento, eu esqueci.
Ex�rcito errado!
Voc�?
- O que est� fazendo aqui? - Estava no seu quarto.
N�o ouviu o alarme?
- Sim, senhor. - � um bombardeio.
- Eu sei, senhor. - O que faz aqui?
Os mapas. Achei que os mapas n�o podiam ser deixados aqui.
- Pensou, hein? - Sim, senhor.
- N�o lhe escapa nada. - Obrigado, senhor.
- V�, todos est�o na adega. - Sim, senhor.
Depois de voc�, "mademoiselle", eu queria estar em Mil�o.
N�o, Mil�o tamb�m n�o � bom.
Isso quase me cega. Schwegler, traga velas.
Sim, marechal.
- Est� bem? - Obrigada, tenente.
Est� perguntando sobre n�s. N�o lhe diga nada dos telegramas.
Claro que n�o, tenente.
Farid, pela primeira vez gostaria que os avi�es ingleses fossem ao diabo.
Sim, senhor.
A adega est� tremendo?
- Ainda n�o. - Ent�o, deve ser eu.
- Velas para o marechal. - Sim, senhor.
Acenda-me, digo, deixe-me acend�-las...
Davos?
- O que deseja, tenente? - Diga-me uma coisa, Davos.
Quando chegamos, entendi que estava soterrado na adega.
- N�o � isso, Davos? - Sim, tenente.
- Nesta adega, Davos? - Sim, tenente.
E saiu sozinho dos escombros, Davos?
Isso mesmo, tenente.
E l� em cima, o que fazia no quarto do marechal?
Nada, tenente.
Tem certeza, Davos?
Muita certeza.
Tem certeza que n�o est� morto, Davos?
Venha aqui, Davos.
- Quem �? - Mouche.
Algo quebrado na cozinha, Farid?
Sempre espero que acertem a cozinha para n�o ter mais...
de lavar a lou�a.
O que est� acontecendo?
Nada.
Melhor levar isso para baixo, j� deve ser nove horas.
O que h� de errado com ele?
L� dentro n�o.
- Tenho de me trocar. - N�o.
- Sente-se. - Schwegler vir�.
Schwegler pede desculpas.
Ele est� morto.
Morto?
N�o grite, por favor.
Eu emprestei sua agulha e linha, mas acho que n�o ficar� bom.
- Voc� o matou? - Sim.
Infelizmente, ele encontrou o verdadeiro Sr. Davos.
Por sorte, ningu�m sabe.
S� devem saber amanh� de manh�.
Farid sabe o que fazer. O corpo ser� encontrado sob a janela.
Meu casaco e camisa estar�o manchados de sangue.
Isso provar� que fui eu. Farid e voc� trabalhar�o juntos.
Farid e eu?
� isso. Preciso de seis horas para cruzar as linhas alem�s.
Eles ser�o muito gentis, dando-me o transporte.
Por que o matou?
- Disse para n�o gritar. - Por qu�?
Porque um peda�o de mosquiteiro deve chegar ao QG ingl�s.
Um peda�o de mosquiteiro com umas marcas de l�pis.
Voc�s devem me dar cobertura at� eu chegar l�. Est� claro?
Perfeitamente. Matou duas pessoas.
Este a� e meu irm�o. A �nica chance de ele permanecer vivo.
E agora me pede para dar-lhe cobertura...
para voltar aos ingleses, como em Dunquerque.
E Dunquerque?
Sim, alguns foram deixados para tr�s.
Franceses, poloneses, belgas, brit�nicos, alguns...
ficaram para que os outros pudessem continuar.
Continuar para qu�? J� n�o h� bastante mortos?
Sim, h� muitos mortos, Mouche.
Em Tobruk, vi empilharem centenas deles.
Em Sebastopol, eram enterrados aos montes.
No Repulse e no Prince of Wales, foram explodidos em peda�os.
Em Atenas, morriam de fome, 400 por dia.
Para qu�, Mouche?
Para que algu�m como voc� ofere�a uma ta�a a um tenente vitorioso...
...suplicando um centavo de piedade.
N�o � um irm�o que importa, s�o milh�es de irm�os.
N�o � para que abram a porta de uma pris�o.
� para que abram todas as pris�es.
Muito bem, fale.
Palavras bonitas. Tem um milh�o de irm�os.
Eu sou pequena. Tenho apenas um irm�o. E quero que ele viva.
Mesmo que custe um peda�o de mosquiteiro.
Mouche!
Est�o procurando o Schwegler por todo o hotel.
Que bagun�a repugnante. N�o h� precedentes.
Voc�s s�o respons�veis tamb�m. Neste assunto, eu n�o perd�o.
Este � o ex�rcito alem�o ou uma escola judaica?
S�o mentiras sujas.
Por esta mulherzinha francesa.
Onde est� Schwegler?
N�s estamos procurando por ele.
Camareira? Voc�, venha aqui!
Eu disse para vir aqui!
Isso diz respeito a voc� e seu irm�o.
Lembra que lhe aconselhei a contatar � Cruz Vermelha e os Quakers?
Voc� achou melhor falar com um certo tenente, n�o �?
Acabo de saber que esse tenente lhe mostrou alguns telegramas.
Telegramas enviados e recebidos de Berlim.
Nunca foram enviados! Nunca foram recebidos!
S�o falsos. Veja.
Onde est� Schwegler? Quanto tempo devo esperar afinal?
Mandei quatro homens procur�-Io.
Esperaremos por este certo tenente.
Prefiro que ele esteja presente.
Ele est� no quarto dos criados, na divis�ria da camareira.
Dispensados.
Esta investiga��o ir� continuar sem o tenente Schwegler.
Como ele foi encontrado no quarto de servi�o...
no lugar particular que voc� ocupa...
estou certo que pode nos dar informa��es sobre sua morte.
O que aconteceu?
Leg�tima defesa, � claro, e tudo o mais.
Insinua��es impr�prias, virtude ultrajada.
Desonra, n�o �?
"Herr" Davos, a moto est� esperando.
Colocarei suas coisas ali.
Fale, estou ouvindo.
Por que fez isso? Olhe para mim!
Achei que podia fazer um trato com ele.
Porque ele mentiu para mim. Porque ele era sujo.
Porque era um de voc�s.
Primeiro, voc� o fez esquecer que era um oficial alem�o.
Depois, o matou porque era um oficial alem�o.
Ele s� tinha 23 anos.
Aos 20, foi condecorado na Pol�nia por seu valor em combate.
Aos 21, comandava uma unidade blindada. Meu melhor ajudante.
Um oficial com um futuro brilhante.
Poderia ter se tornado um marechal, com algu�m de joelhos diante dele.
Dois passos para tr�s, por favor!
"Herr" marechal.
O que �, Davos?
Seu espi�o quer falar.
Vou falar o que sei. Trabalha h� anos para ele.
Saia daqui, Davos. Saia daqui!
- O que �, Davos? - Saia!
Se sua Excel�ncia n�o tem outras ordens, parto para o Cairo.
Nada, Davos. Boa sorte.
Sim, boa sorte, Davos!
Para provar-lhe que n�o somos os b�rbaros que voc� pensa.
Ser� julgada de acordo com a lei francesa: O C�digo Napole�o.
Haver� um conselho de guerra amanh� �s sete.
De manh�, antes de come�arem, d�-lhes a prova que foi Davos.
E diga a ela...
que Deus a aben�oe.
EM 1/07/1942, ROMMEL E SEUS AFRIKA KORPS
CHEGARAM A ELALAMEIN
FOI O MAIS LONGE QUE CONSEGUIRAM CHEGAR
EM 7 DE SETEMBRO,
UM TENENTE COMPROU UMA SOMBRINHA NO CAIRO
EM 24 DE OUTUBRO, AO SOM DE UMA GAITA DE FOLES...
O VIII EX�RCITO DE MONTGOMERY CONTRA-ATACAVA.
E, EM 12 DE NOVEMBRO DE 1942...
OS BRIT�NICOS VOLTAVAM A SIDI HALFAYA.
Certo, homens. Reabastecimento e revis�o do tanque.
Meia hora.
Ol�, general!
Como dizemos em Mil�o, quem ri por �Itimo, ri melhor.
Quem � voc�?
Em breve, poder� deitar na sua banheira e se livrar das pulgas.
Que pulgas?
As que voc� pegou, dormindo com c�es, como dizemos em Mil�o.
Voc� n�o � de Mil�o.
N�o, mas entendo uma na��o que canta...
canta e canta. Mas n�o Wagner.
- Seu rosto � familiar. - Olhe o meu p�.
"Arrivederci, generale"
Mouche!
Mouche!
Farid!
Fico feliz de v�-Io aqui, senhor.
- O que aconteceu? - Talvez goste de ficar no quarto 5...
- com um bom banheiro. - Onde ela est�?
Fale, Farid.
Houve um julgamento naquela manh�.
Apresentei as provas, como me disse.
Eles a consideraram inocente da morte de Schwegler.
E ent�o?
Mas a consideraram culpada por espalhar rumores inimigos.
Ela ficou gritando na cara deles: "Os ingleses voltar�o".
"Os ingleses voltar�o".
Eles bateram nela, bateram...
e depois a colocaram para fora.
Uma bala teria sido suficiente.
Onde ela est�?
L� fora.
Eu a coloquei junto com os outros soldados.
Ol�, Mouche.
Talvez eu deva me agachar para que me escute melhor.
Eu lhe trouxe a sombrinha, Mouche.
Na loja, me garantiram que o cabo � de marfim mesmo.
Espero que seja.
Ela lhe dar� sombra at� que voltemos para lev�-la de volta...
onde h� �rvores, rios e orvalho sobre a grama.
N�o se preocupe, Mouche, agora estamos atr�s deles.
Quando sentir a terra tremer, ser�o nossos tanques, armas...
e homens, milhares e milhares deles.
Brit�nicos, franceses e americanos.
Agora, estamos atr�s deles, vindos de todas as partes.
Vamos mand�-los ao inferno.
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