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Original subtitles

A HIST�RIA A SEGUIR � FICT�CIA E N�O RETRATA PESSOA OU EVENTO REAL

No sistema de justi�a criminal,

crimes sexuais s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives

que investigam estes crimes cru�is

s�o membros de um esquadr�o de elite

conhecido como Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

Retiro de yoga em Costa Rica.

Foi o mais longe que pude ficar de Nova Iorque

e Atlanta. Foi bom.

Resolveu coisas?

Foi terap�utico.

Est�vamos meditando

no cume desse vulc�o,

e o mestre chega perto, toca meu ombro.

Nem fiquei tensa.

-Bom para voc�. -Sim.

E agora que voltou, continuar� com terapia?

Me desculpe por tudo que fiz voc�s passarem.

N�o, Amanda.

Lamento pelo que voc� se fez passar.

Nossa.

Est� muito bonita para andar sozinha.

Deus te aben�oe, mo�a.

O que h� com voc�, garotinha?

Precisa de ajuda?

Porque posso te ajudar bem, entende o que eu digo?

-Se afaste. -Tudo bem, tudo bem.

Tenha uma boa noite, certo, garota?

Abra a porta.

N�o, por favor, saia.

Est� tudo bem a�?

Tenho clientes aqui fora esperando.

-Saia daqui, por favor. -Abra a porta.

Vou entrar, certo? Estou avisando.

-N�o, por favor. -Se acalme.

-N�o. N�o. N�o. -Eu te seguro.

N�o, por favor. Por favor, n�o.

Acho que janeiro foi bem ruim para todo mundo.

Soube que Nick passou por um inferno.

Inverno, o pai de Nick, o pulm�o de Noah.

Sempre que ele fica arfando,

temo que seja outra ida para a emerg�ncia.

Ele ficar� bem.

Tudo certo, ent�o. Vejo voc� amanh�.

Sim, chegarei cedo.

Pare de me tocar! Me largue!

Estou tentando devolver sua bolsa. N�o chute.

-Pol�cia, pol�cia. -Relaxe.

N�o fiz nada.

Ele pegou minha bolsa.

-Entendeu tudo errado. -Calma, calma.

-N�o fiz nada. -Acalme-se.

Por favor! Ele me atacou.

-Est� mentindo. -M�os ao alto.

Estou tentando ajudar, certo?

Ent�o prenda ele! Ele me estuprou!

Certo.

Equipe SubsSVU

Tradu��o: CarolJ|SilasP|Thiago

Revis�o: CarolJ|SilasP

subssvu@gmail.com fb.com/SubsSVU @SubsSVU

Law and Order: SVU S16E13 "Decaying Morality"

Certo, obrigada.

Falei com os pais. S�o Luke e Marcy Davis. Est�o a caminho.

-Como est� Jenna? -Se recuperando.

Tinha �lcool misturado com Clonazepam no organismo.

Explica porque estava t�o fora de si.

Algum ind�cio de estupro?

Pequenas marcas no pulso e nas coxas,

talvez s�men na blusa, e ruptura de h�men.

J� falou com ela?

Ela dormiu logo ap�s o exame.

A enfermeira avisar� quando ela acordar.

Tecido do h�men rompido.

Ent�o o cara estupra uma menina semi-consciente virgem

de 16 anos no ch�o de um banheiro de pizzaria.

Bem-vinda de volta � SVU.

Est�o cometendo um grande erro.

Estamos? Minha sargento e uma detetive

-viram-no agredir a garota. -N�o, n�o estava agredindo.

-Estava tentando ajud�-la. -Ajudar? E como ela

-te acusa de estupro? -Ela estava fora de si.

Estava drogada ou b�bada. N�o sei.

Deveria chamar a pol�cia.

H� testemunhas dizendo que a seguiu no banheiro.

Isso porque tinha clientes esperando na fila do banheiro.

Nem toquei na garota.

Sei que voc�s me odeiam, mas isso n�o est� certo.

Sem querer ofender... nem te conhecemos.

Agora est� me sacaneando.

Sei meus direitos.

-Companheiros. -Isso � abuso policial.

Sente-se, senhor.

-O que foi aquilo? -N�o sei.

Chegaram impress�es digitais. Ele � "o" Jerome Jones.

-Quem? -Jerome Jones do Brooklin?

Sim.

Um dos tr�s acusados do Prospect Park.

Certo, certo, aqueles garotos presos

acusados de estupro coletivo. Os tr�s confessaram e apareceu

uma contamina��o de DNA no laborat�rio.

A� se retrataram. Alegaram que a confiss�o foi for�ada.

-Sim. E da�? -E da�?

Eles t�m um processo aberto de 36 milh�es contra a cidade.

E da�? O Brooklin erra, e n�o podemos interrogar um suspeito?

Temos testemunhas. A v�tima identificou o cara.

Liv e Amanda est�o no hospital.

A v�tima estava droga e perdida.

Ningu�m sabe o que houve naquele banheiro.

-Sim, a porta estava fechada. -Ele est� falando.

-N�o dever�amos parar agora. -Dodds e Barba ligaram.

Disseram para ir devagar at� Barba chegar.

E a�, vemos se ele tem fome?

Talvez queira um refrigerante.

Essa � minha garotinha.

Onde est� o bastardo que fez isso?

Temos um suspeito em cust�dia. Sendo interrogado agora.

-Quando podemos ver Jenna? -Logo.

Sabe onde sua filha estava � tarde?

Tinha uma consulta no dentista depois da escola, n�o voltou.

Bem, precisaremos falar com o dentista.

Ele est� vindo.

� meu cunhado, Dr. Neil Alexander.

Ele � consultor da pol�cia. Imagino que ele...

Queria garantir que vamos investigar a s�rio?

-Sim. -Faremos isso.

Agora, precisamos perguntar algumas coisas sobre sua filha.

Ela j� teve problemas com drogas e bebida?

N�o, ela n�o bebe. N�o usa drogas. Aluna exemplar.

Marcy.

-Como ela est�? -Dormindo.

-Vou ver se acordou. -Certo.

Este � o Dr. Alexander.

Esta � a Sargento Benson.

Detetive Rollins, Dr. Alexander.

Sim, nos conhecemos. Dep�s em alguns casos,

-o caso de Ellie Porter. -A garota queimada, horr�vel.

Jenna esteve com voc� essa tarde, certo?

-Sim. -Certo.

Como ela estava quando saiu da cl�nica?

Teve que dar a ela um g�s ou rem�dios?

Ela precisava de uma inser��o no molar inferior,

ent�o usei Lidoca�na e nitrog�nio,

mas o efeito deles passa bem r�pido.

Ela estava bem quando saiu.

Soube que tem um suspeito em cust�dia.

N�s temos, sim. Certo.

O m�dico disse que Jenna est� acordando.

Temos algumas perguntas, com licen�a.

Luke, voc�s devem acompanhar, tamb�m.

-Ela tem 16 anos. -Claro.

Por aqui.

Obrigado.

Sinto muito, m�e, pai.

Tudo bem, querida.

N�o fez nada de errado.

Ent�o pode responder algumas quest�es?

Sim, acho que posso.

Encontramos voc� em uma pizzaria.

Voc� lembra de como chegou l�?

N�o. N�o, est� tudo...

Est� tudo meio confuso.

Certo, ent�o vamos devagar.

Qual a �ltima coisa de que voc� lembra?

De deixar o consult�rio do tio Neil.

Eu ia para a casa da minha amiga Kara

para estudar,

e depois ia voltar para casa.

O consult�rio dele � na 17a Leste.

A Kara mora na 15a Leste, e n�s na Grand Street.

E voc� foi � casa da sua amiga?

Sim, sim.

Estive l� por um tempo.

Jenna, voc� tinha �lcool no organismo.

-Voc� bebeu l�? -Eu disse que ela n�o bebe.

Ele est� certo, eu n�o bebo.

Querida, voc� n�o est� encrencada.

Apenas diga a verdade �s detetives.

Eu me senti mal na casa da Kara,

ent�o devo ter decidido ir embora.

E ent�o o que aconteceu?

Acho que tive que ir ao banheiro.

Por isso fui � pizzaria.

E esse cara estava me seguindo,

e batendo na porta, tentando abr�-la,

eu continuei mandando ele ir embora,

mas ele n�o ia; ele entrou.

Filho da m�e.

Voc� lembra do que aconteceu em seguida?

Lembro-me de estar com frio.

Minha saia e meu su�ter foram empurrados para cima e...

Eu senti o ventre dele... se esfregando no meu.

E...

Isso machucava, mas eu n�o podia me mexer, sabe?

E...

Ent�o ele veio com tudo para cima de mim.

Deus, pai, eu sinto muito.

Sinto muito mesmo.

N�o � culpa sua, querida.

N�o � culpa sua.

Jerome Jones, ele continua aqui?

Estamos esperando a declara��o da v�tima.

Por que est� demorando tanto?

A garota estava intoxicada, a mem�ria est� ruim.

Acharam o que parece ser s�men no su�ter dela.

-Podemos apressar isso. -No su�ter?

Se for dele, � causa prov�vel.

Se n�o for, ele tem uma sorte extraordin�ria em testes de DNA.

Ele tem muni��o para outra pris�o falsa

e a��o judicial de ass�dio.

Mais uma a��o e vamos trabalhar em State Island.

Os tr�s do Prospect Park eram culpados.

O laborat�rio que estragou tudo. Ele � culpado nesse tamb�m.

Monte o caso sem furos e eu acuso ele.

At� l�, deixe ele ir.

-Espere... Deixar ele ir? -Ele est� esperando um julgamento

de 36 milh�es de d�lares que deve ganhar.

N�o � um risco de fuga.

Tire ele daqui, educadamente.

Quem quer ligar para a sargento?

O cara novo.

Ainda?

Por qu�? Carisi, ela identificou ele.

Certo, desculpe.

Eu sei que n�o � culpa sua.

Ent�o fale de novo com os colegas dele.

Acelere aquele DNA.

Preciso da grava��o de seguran�a da pizzaria,

e da rua.

Continue pressionando.

Sargento, com licen�a.

Carisi, eu te ligo de novo.

Recebi uma liga��o de um associado da Central.

Diga-me que n�o � verdade.

Acabei de saber.

Mas n�o se preocupe, vamos montar o caso.

-O que est� havendo? -Deixaram o suspeito ir embora.

O qu�? Por qu�?

Quer contar para ele, ou eu conto?

N�o temos o suficiente para acus�-lo.

O que eu perdi?

Ele � um dos tr�s do Prospect Park.

-Ele � um deles? -Sim.

Ent�o ele � um estuprador conhecido

que escapou por quest�o t�cnica?

Foram v�rios problemas nesse caso, n�o s� o laborat�rio.

Ele est� processando a Pol�cia em milh�es. Ent�o a SVU

-est� tratando-o com cuidado. -S�rio?

Est�o soltando ele por causa da a��o judicial?

N�o estamos abandonando o caso.

Apenas temos que coletar

todas as evid�ncias que pudermos antes de acus�-lo.

Minha filha foi brutalizada por esse cretino.

Prenderam ele, e agora est� na rua.

Quem est� por tr�s, Al Sharpton?

N�o tem a ver com pol�tica. Nos importamos com a sua filha.

N�o tanto quanto eu.

Deixe ele dar uma volta, sargento, certo?

Encontramos a mochila da Jenna na casa da Kara.

A m�e esteve l� o tempo inteiro.

Disse que elas n�o estavam festejando.

Mas disse que a Jenna parecia meio verde

-quando saiu perto das seis. -A m�e estava no quarto?

Elas podem ter escondido uma bebida, ou uma p�lula.

Enfim, as c�meras de tr�fego pegaram a Jenna

h� duas quadras da pizzaria.

Garota de 16 anos b�bada cambaleando na rua.

-F�cil, f�cil. -Ent�o ela entra aqui...

e sai dez minutos depois.

J� vimos estupros que levaram menos tempo.

Algum v�deo dos dois no banheiro juntos?

A Stars Pizza disse que h� uma falha

na filmagem de seguran�a. Enviamos para a TARU.

Contatamos tr�s colegas daquele turno.

N�o viram nem ouviram nada.

Mas encontramos uma cliente pelo cart�o de cr�dito,

que lembrou ter visto "um empregado negro bravo"

abrindo a porta do banheiro.

Disse que ouviu Jenna gritar.

Pena ela n�o ter chamado ajuda.

Se ela ouviu Jenna gritar,

provavelmente algu�m mais ouviu.

Continuem procurando. Pressionem a TARU

com a filmagem de seguran�a.

O Barba quer esse caso sem furos,

fa�am isso. Benson.

Sim?

Onde?

Certo.

Sim.

Tudo certo, Liv?

Parece que n�o vamos precisar apressar aquele DNA.

O que aconteceu aqui, Sr. Davis?

Estava tentando gravar uma confiss�o.

N�o queria mat�-lo.

Isso... Isso n�o parece um acidente.

Diga o que voc� fez com a minha filha.

Nada.

-Nada. -Nada?

Nada, n�o.

E agora? Continua sendo nada?

Voc� est� louco? Por favor.

Sabe aonde isso vai agora?

Certo, certo.

Certo, por favor, por favor, me deixe ir.

Por favor, me deixe ir.

-Eu fiz isso, certo? -Fez o qu�?

Eu fiz isso. Estuprei ela.

Voc� estuprou a minha filha.

Diga. "Eu estuprei a Jenna."

Diga!

Meu peito. Meu peito.

Preciso de ar.

Preciso de ar.

Diga!

Aqui que aconteceu.

Ele tentou ressuscit�-lo.

Sim, o m�dico acha que Jerome morreu de um ataque card�aco

causado pela asma.

Luke Davis ligou para a emerg�ncia.

Ent�o ele n�o teve inten��o de matar Jerome.

Legalmente, n�o faz diferen�a.

Bem, aquela confiss�o pode complicar as coisas.

A pistola de grampos torna essa confiss�o totalmente coagida.

Enfim, Luke Davis deve pegar homic�dio qualificado.

Voc� acha?

Voc� sabe que o r�u escapa dessa

se ele mostrar que agiu sob compuls�o emocional extrema.

Lei Booyah Fordham.

Os fatos s�o claros.

Luke Davis sequestrou Jerome Jones,

torturou ele por uma hora, e Jerome morreu.

Ele pode estar morto. Nosso trabalho � descobrir

se ele � ou n�o culpado.

Ent�o continuem apressando aquele DNA

e consigam aquela filmagem de seguran�a da TARU.

Sim.

E se Jerome for o estuprador...

O j�ri nunca condenar� o Luke.

Obrigado pelo apoio.

Se vierem para a acusa��o, mantenham a boca fechada.

CORTE DE ACUSA��O SEXTA-FEIRA, 23 DE JANEIRO

N�s declaramos inoc�ncia, merit�ssimo.

Que injusti�a!

Inoc�ncia?

A promotoria est� aumentando porque o falecido

tem uma a��o significante pendente contra a cidade.

Ele matou o meu beb�, arruinou a minha fam�lia.

Ordem.

-O povo sobre a fian�a? -Pris�o, merit�ssimo.

O Estado tem um caso forte,

visto que o r�u at� filmou o assassinato.

-Tem todos os motivos para fugir. -Ele ligou para a emerg�ncia.

O falecido confessou ter estuprado

a filha do meu cliente. Ele n�o foi assassinado.

Morreu por causa de asma.

Ele torturou Jerome!

Ordem! Mais uma manifesta��o,

e mandarei todos sa�rem.

Prossiga, Sr. Desappio.

Pedimos libera��o sem fian�a.

Sr. Davis tem la�os fortes com a comunidade,

sua fam�lia, sua igreja.

Ele � um veterano condecorado.

Sem desprezar o servi�o do acusado ao pa�s,

essa corte n�o pode aceitar o vigilantismo.

-Fian�a fixada em um milh�o. -Sim!Sim!

Um milh�o? Isso � punitivo. Merit�ssimo...

O acusado ficar� em Rikers at� dep�sito da fian�a.

Papai.

Papai, sinto muito.

-Jenna, temos que ir. -Tiraremos voc� de l�

-assim que pudermos, certo? -Sinto muito.

Nos d� um tempo.

Isso foi bom.

Para quem?

A pol�cia incriminou meu filho nesse estupro

como fizeram da �ltima vez.

Ent�o armaram para que ele fosse morto.

Aquela garota.

Ela est� mentindo.

Ela � uma mentirosa.

Voc� matou ele!

Voc� matou meu filho.

-Ela matou ele. -Sargento.

-M�s not�cias. -O qu�?

Os t�cnicos recuperaram as filmagens da pizzaria.

Jerome esteve no banheiro por menos de dois minutos.

Certo, ver isso fora daqui.

Ela entra no banheiro �s 6:22.

Ela fica l� por 8 minutos.

Nisso, forma-se uma fila. Jerome entra, bate na porta.

Entra �s 6:30.

Fica l� por menos que 90 segundos.

Com a porta entreaberta.

Sim, e h� uma fila parada do lado de fora.

E veja, Jenna sai.

Jerome a segue com a bolsa dela.

Ela sai primeiro, vestida, com a jaqueta,

-e com a cal�a. -Sim e ele est�...

est� todo vestido, tamb�m.

-E o DNA na blusa? -Estamos esperando.

Mas com todo respeito, doutor, � um caso perdido.

O cara n�o teve tempo. A porta estava aberta.

Luke matou uma crian�a inocente.

Ela pode ter sido agredida antes

e depois misturou as coisas.

Ou ela tem 16 anos e ficou b�bada.

Transou. Ficou com medo de contar aos pais,

-a� acusou de estupro. -Continue falando com ela,

amigos, quaisquer namorados.

Reveja mensagens, redes sociais. Descubra onde pegou

o Clonazepam. E n�o a traga de volta aqui

at� preenchermos as lacunas.

Luke, a pol�cia diz que aquele homem n�o � culpado.

Sei, mas Neil est� dizendo que � s� pol�tica

por causa do processo contra a cidade.

Foi ele que fez isso com voc�, certo?

Jenna.

Mesmo que eu n�o tenha certeza, � melhor para voc�

se eu disser que foi ele, certo?

Mesmo que eu n�o tenha certeza, � melhor para voc�

se eu disser que foi ele, certo?

Espere, o qu�? Gravaram isso?

Precisa nos contar o que quis disse com aquilo.

Jenna.

N�o.

N�o, n�o farei nada para prejudicar meu pai.

Certo, mas querida, sabemos que n�o foi Jerome.

Mas acreditamos que voc� foi atacada, certo?

H� algo que n�o nos contou?

Como est� se sentindo, Sra. Davis?

Estaria melhor na sala com Jenna.

-Por que n�o posso entrar? -Voc� pode,

mas ela falar� melhor assim.

Sim, quando minhas irm�s eram mais jovens,

elas me contavam coisas que minha m�e n�o sabia.

N�o, n�o tenho namorado.

N�o tive um encontro na casa de Kara.

Bebeu algo l�, talvez?

Tomei uns goles de vodka,

mas sem p�lulas ou drogas, eu juro.

Certo, e depois de sair do apartamento?

� a� que as coisas ficam nebulosas.

Sabemos que desceu a primeira avenida, pelas c�meras.

E contou que se lembra de ter ido ao Stars Pizza.

Sim, lembro de ter ido ao banheiro tamb�m.

Certo.

A�, quando foi atacada, voc� estava em p� ou deitada?

Estava sentada.

Pode nos mostrar?

Lembro de escorregar para baixo.

Certo, assim est� bom.

E sua cabe�a estava para tr�s assim?

-Sim. -Suas m�os, estavam agarradas?

Sim, acho que estava segurando nos apoios de bra�o.

Ouviu sons, sentiu cheiros?

M�sica, talvez.

N�o...

a fivela do cinto dele

bateu v�rias vezes.

Certo, bom. Algo mais?

Ele levantou minha blusa.

A� n�o conseguia me mover.

As m�o dele eram t�o... frias.

Lembra se ele estava usando rel�gio ou alguma joia?

Um anel.

Usava um grande anel como...

N�o, n�o conte a minha m�o. Ela j� est� transtornada.

-Por favor n�o conte a ela. -Conte para n�s, certo?

Um anel como o qu�?

Um anel como o que meu tio Neil usa.

Acho que foi ele.

Voc� acha ou sabe?

Foi ele.

Meu tio Neil me estuprou.

O tio dela?

N�o, isso... n�o poder ser.

Sim, pode.

Espere, Jenna est� acusando

seu tio, o dentista, de estupr�-la?

Sim, foi uma abertura bem pesada.

A mem�ria voltou em peda�os.

-Ela n�o queria acreditar. -Eu tamb�m n�o.

Al�m de ser m�dico aqui, ele � destaque na caridade,

abre cl�nicas dent�rias em pa�ses pobres.

Sem contar que testemunhou em v�rios casos.

Se ele � um estuprador,

todas aquelas condena��es ser�o reabertas.

Sim, sem contar isso.

Jenna n�o tem raz�o para mentir.

Manter a hist�ria de Jerome

-s� ajuda o pai dela. -Ela lembra do anel dele.

E outros detalhes batem com o consult�rio do dentista,

incluindo o Clonazepam.

� por isso que n�o confio em dentistas.

-O que foi agora? -O DNA na blusa.

Descubra o porque da demora.

Devem saber se bate com parentes, ao menos.

Boa sorte para pegar DNA do Dr. Alexander sem um mandato.

Quando Jenna contar � m�e, ela conta a ele.

Deixe-as aqui um pouco mais. D� fotos para checarem,

qualquer coisa. Ache um pretexto.

Amaro, Carisi, se aproximem do Dr. Alexander,

mostrem que est�o ao lado de Luke,

e consigam o DNA.

CONSULT�RIO DO DR. ALEXANDER DOMINGO, 25 DE JANEIRO

Qual �, sei o que est� havendo.

Mandaram voc�s livrarem Jerome.

Sabe, � a Central da Pol�cia. Com um P a mais para pol�tica.

� por isso que queremos garantir que a culpa caia em quem deve,

no Jerome.

Certo, como posso ajudar?

H� DNA sob as unhas de Jenna que n�o batem.

Queremos eliminar fam�lia, amigos.

Qualquer um que tossiu, espirrou,

ou deixou um cabelo em Jenna aquele dia.

Assim que forem descartados,

todos saber�o que foi Jerome.

E como Jenna esteve aqui naquela tarde...

Exatamente. Precisamos da amostra de todos

que estiveram na clinica com Jenna.

pacientes, higienizas, entregadores.

E uma amostra sua, claro.

Claro.

Neil, Kerry na sala 3 est� aguardando.

-Desculpe interromper. -N�o, entre, querida.

Detetives, esta � minha higienista Jiya.

Que por acaso � minha esposa.

Atenderei essa paciente.

Jiya, pode dar a ele a lista de pacientes

do dia que Jenna esteve aqui?

Agora mesmo.

Doutor, antes que v�, precisamos que voc�...

Sim, minha amostra.

-Certo? -Sim.

-Perfeito. -Se me d�o licen�a.

Deixe-me pegar aquela lista.

Jenna � t�o complicada.

Luke tamb�m.

Como Jenna estava quando saiu da cl�nica naquele dia?

Estava bem.

Um pouco quieta. Por qu�?

Depois de sair, ela estava... Fora de si.

Isso � uma cl�nica dent�ria,

voc�s t�m drogas contra ansiedade, certo?

Sim, mas os frascos ficam trancados.

Garrafas, sim. Mas n�o deixam p�lulas nas salas,

quando preparam um paciente?

Meu Deus, � poss�vel.

Conhe�o Jenna desde menina,

mas ela � uma adolescente agora.

A esposa foi r�pida para falar mal de Jenna.

Insinuou que ela roubou rem�dios.

-N�o foi? -Est� protegendo o marido.

Sabe o que est� vindo.

Ele estuprou a sobrinha enquanto a higienista vigiava?

A higienista � esposa dele.

� uma cl�nica pequena.

Recepcionista na frente.

Ela � a �nica nos fundos.

Certo. Vamos especular.

Jiya d� Clonazepam para Jenna na cadeira,

depois o nitrog�nio.

Ela fica t�o fora de si

que n�o pode assimilar que foi estuprada.

Mas tem dor depois,

ent�o toma um pouco de vodka na casa da amiga.

A bebida se mistura com rem�dios.

Ela surta no caminho de casa.

Cambaleia at� o banheiro da pizzaria.

Jerome entra, ela fica em p�nico.

Ela n�o aceita que foi estuprada pelo tio

e p�e a culpa em Jerome.

Sua especula��o virou fato.

O DNA do dentista combina com o s�men

achado na blusa de Jenna.

Obrigado por vir.

Seremos diretos. Est� aqui porque o DNA

encontrado na blusa de Jenna

-combina com o seu. -Ela estava na cl�nica

e eu estava tratando-a. Claro que meu DNA est� nela.

Bem, o DNA era s�men.

Estava com medo disso.

Posso explicar, mas...

Fica um pouco constrangedor.

H� uma raz�o para isso.

Bem, imaginamos que tinha.

Mas n�o pode sair daqui.

Minha esposa e eu tivemos uma folga

antes de Jenna chegar,

e mandamos a recepcionista comprar caf�.

Demos uma rapidinha na cadeira.

N�o � algo que eu queira que meus pacientes saibam, claro.

-N�o, claro que n�o. -Certo.

Claro que n�o.

O problema � que sua sobrinha

est� dizendo que voc� a estuprou.

-Qu�? -Sim.

Isso � horr�vel e imposs�vel.

N�o sabia?

Sua irm� n�o te contou?

Eu nunca tocaria minha sobrinha

ou qualquer paciente.

Bem, ela estava sedada,

mas n�o estava inconsciente, ent�o...

Est� dizendo que ela est� mentindo?

O nitrog�nio pode dar alucina��es.

Jiya disse que ela pode ter roubado Clonazepam.

Tinha �lcool no organismo dela.

Tudo isso aumenta a confus�o mental.

Sim, sabemos disso.

Mas h� algo que voc� possa ter feito?

Um toque acidental enquanto estava

trabalhando bem pr�ximo dela

que ela possa ter entendido mal.

N�o.

O que quer que Jenna tenha dito, � fantasia.

Se acham que Jerome Jones � um processo esperando

acontecer, prossigam. Ser�o todos destitu�dos.

Algo mais?

Tenho uma cl�nica para cuidar.

Ele est� certo. As drogas, o �lcool...

-H� muito para um advogado usar. -Se ele estuprou mesmo a sobrinha

-com a esposa na cl�nica... -Ent�o n�o foi a primeira vez.

Acompanhem bem de perto.

A pr�xima vez que Dr. Alexander vier aqui,

ele estar� de algemas.

Diga que encontrou algo.

Testemunhos, pr�mios,

algumas cr�ticas no Yelp.

-S� isso? -Achei um processo

iniciado h� 5 anos.

Registros sigilosos, tentei falar com a advogada.

Ela n�o podia falar, mas em tese

n�o era sobre m� pr�tica profissional.

-Podemos falar com a paciente? -N�o, isso foi parte do acordo.

N�o sei, posso tentar ver se Barba pode fazer um acordo

-de confidencialidade. -Ligarei para ele.

Continuem procurando. Tem que haver outras por a�.

Sargento Benson.

Sra. Davis. Jenna.

Est� tudo bem?

Jenna precisa contar algo.

N�o deveria ter dito que tio Neil fez isso.

Espere. N�o deveria ter dito,

-mas ele abusou de voc�. -Meu irm�o jamais faria isso.

Conte o que o terapeuta disse.

Que eu estava confusa.

O terapeuta disse que drogas e �lcool

podem bagun�ar a mem�ria de curto prazo.

-Foi a um terapeuta. -Sim.

E disse a Jenna que o que houve a deixou sugestion�vel.

E quando a deixei sozinha aqui, plantaram essa ideia.

-N�o foi isso, Sra. Davis. -N�o? Conhece a s�ndrome

-da mem�ria falsa? -Claro que sim.

Mas algo traum�tico assim leva um tempo para ser assimilado.

As partes da lembran�a voltam devagar.

Est�o incriminando Neil, usando minha filha.

Foi isso que ele disse? Posso saber

quem indicou o terapeuta? Seu irm�o?

-N�o inverta isso. -Sra. Davis, sei que � dif�cil.

H� prova de DNA. O s�men de seu irm�o

-estava na blusa dela. -Ele me explicou.

Ele contou como foi parar dentro da blusa?

N�o vamos mais ouvir voc�s.

Jenna, diga que voc� falou uma mentira.

N�o vou acusar meu tio. Ele nunca faria isso comigo.

-L� se vai esse caso. -N�o t�o r�pido, doutor.

Sabemos o que aconteceu.

A m�e est� claramente pressionando a filha.

-Apareceram outras v�timas? -N�o, s� achamos um processo.

Pegue uma ordem para o registro de pacientes. Falaremos com todos

-que trabalharam com ele. -N�o, isso dar� raz�o a ele

sobre a pol�cia agir politicamente.

Podemos deixar as pacientes virem at� n�s.

Liv, ainda fala com o rep�rter, Jimmy Mac?

Mantemos contato.

Devo uma bebida a ele.

N�o solte isso na imprensa.

Sabemos que h� mais v�timas por a�.

Todas pensam que s�o as �nicas.

Que ningu�m acreditar� nelas.

Quando souberem que h� outras,

ir�o aparecer para falar.

Jogue uma pedra, veja as ondas.

N�o estou ouvindo isso.

Fiquei enojado com a manchete dessa manh�.

Sou dentista por 20 anos

sem qualquer acusa��o contra mim.

Tirando aquelas que voc� pagou.

Eu coordeno semin�rios.

Sou consultor da pol�cia.

Tenho cl�nicas para jovens pobres aqui e no estrangeiro.

Nunca faria mal a uma paciente.

-A esposa ao lado dele. -O que ela vai fazer?

-Ele � a vida dela. -Ela parece drogada.

Aposto que ele transa com ela dopada, tamb�m.

Sonofil�aco padr�o.

S�ndrome de bela adormecida.

Ele se excita com v�timas apagadas.

Qual � o sentido disso?

Elas n�o conversam.

Por ficar ao meu lado nessa prova��o.

� uma clara arma��o da pol�cia

para desviar a aten��o do fato

de que tinham um estuprador preso,

soltaram ele por press�o pol�tica.

-Calem essa bruxa! -E falharam ao proteg�-lo.

"Dentista demon�aco estupra sobrinha".

Mesmo Jimmy Mac jurando que pouparia a v�tima.

E acreditou nele? � um rep�rter.

Pedimos privacidade.

Certo, aguarde. Sargento.

Ainda assim, o plano funcionou.

Os telefones est�o tocando.

� a quinta liga��o desde que voltamos.

Essa diz que Dr. Neil a drogou e estuprou

-na faculdade. -Traga todas aqui, agora.

Temos que tirar aquele sorriso da cara desse filho da m�e.

Eu acordei.

Minha roupa estava desarrumada.

Faltava um bot�o.

Lembra de detalhes?

Algum som?

Lembro de sentir a borda fria do anel dele

quando ele p�s as m�os embaixo do meu suti�.

Quantos anos tinha quando aconteceu?

Estava no come�o da faculdade.

A m�e da minha colega de quarto me deu o nome dele.

E ele te deu uma p�lula para ansiedade?

N�o.

Ele me drogou.

Eu n�o conseguia me mover.

E ele era amigo do seu pai.

E da minha m�e.

Eles ainda v�em ele.

Contei � minha irm� mais nova que ele � um safado.

At� agora, 11 v�timas vieram falar.

Todas lembram de ser estupradas ou acariciadas

pelo Dr. Alexander sob efeito de seda��o nos �ltimos 20 anos.

Algumas at� continuaram a v�-lo como pacientes depois.

Posso investigar, mas n�o h� provas consistentes

-nem queixa na �poca. -Pediu que achasse mais v�timas.

Pedi. Voc� achou.

Mas s�o todos casos dif�ceis, ruins de provar,

e se Jenna e Marcy n�o querem testemunhar,

estou com as m�os atadas.

Ent�o falaremos com o pai.

PENITENCI�RIA RIKERS TER�A-FEIRA, 27 DE JANEIRO

N�o, n�o. Minha esposa e eu j� falamos disso.

Jenna estava s� confusa. Isso �...

� imposs�vel. Digo, Neil � tio dela.

Ele pagou meu advogado.

Ficou ao meu lado o tempo todo.

Ficou ao seu lado ou armou para voc�?

Garantiu que voc� soubesse que Jerome era um suspeito,

te deixou com raiva, certo?

E n�o deixou Jenna falar conosco sozinha.

N�o, ele s� estava cuidando dela.

� mesmo? Por isso ele a mandou para esse terapeuta,

que convenceu ela e sua esposa

de que ela tinha inventado todo o ataque?

Ele a conhece desde que ela nasceu.

Ela se lembra da cadeira.

Se lembra do anel dele.

Sabe que sua filha � uma boa garota.

Ela sempre te disse a verdade.

Escute.

Achamos s�men dele na blusa dela.

Dentro da blusa.

Tenho que ir.

Tenho que sair daqui.

-Tenho que ir. -Sente-se.

Tem que me tirar daqui. Tenho que cuidar disso.

N�o vamos fazer isso.

Precisamos que fale com sua esposa.

Pode fazer isso?

Pode fazer isso por Jenna?

Meu marido est� sendo vigiado por risco de suic�dio em Rikers.

Ele achou mesmo que Jerome tinha estuprado Jenna.

Voc� ainda acha isso?

N�o.

Tr�s amigos me ligaram

desde aquela mat�ria.

Ele bulinou duas filhas deles.

A terceira, pode ter estuprado. Eu indiquei ele para todos.

-Algum deles pode falar conosco? -Eles n�o v�o expor suas filhas.

-E Jenna? -N�o quero exp�-la tamb�m.

Ent�o Jerome Jones morre,

seu marido passa um aperto na cadeia,

-e seu irm�o estuprador se livra. -Passa aperto?

Luke n�o sabia. Jenna � a menininha dele.

-Ele enlouqueceu. -Eu entendo.

Falarei com o advogado dele sobre um acordo.

Mas precisa falar com Jenna.

Se ela testemunhar, ele acaba com ela.

Neil � muito esperto.

N�o pode peg�-lo.

Mas sua filha pode.

L� est� o dentista.

N�o est� sorrindo agora.

Espero que tenha uma boa raz�o para isso.

Eu nem deveria estar aqui.

-Preciso falar com voc�. -Certo.

Papai est� preso. Mam�e est� perdida.

Aquele Jerome morreu. N�o sei o que fazer.

Jenna, primeiro me acusa e agora tem essa mat�ria.

-Voc� arruinou minha vida. -Voc� arruinou a minha.

-Sei o que fez comigo. -N�o fiz nada com voc�.

Voc� estava drogada.

O terapeuta disse que voc� � adolescente,

-voc� � muito sugestion�vel. -Ele n�o vai admitir.

-Ele � esperto. -Ela tamb�m.

Ent�o como seu s�men

foi para dentro do meu su�ter, tio Neil?

O que aconteceu? Voc� me estuprou.

O que estou fazendo aqui? O que voc� quer?

Eu li num artigo que h� processos que voc�

pagou para que fossem esquecidos.

Bem, sou seu tio. Somos fam�lia.

Cuidarei de voc� e sua m�e enquanto seu pai est� preso.

Pagarei as custas legais,

e voc� para com essas baboseiras.

Estamos entendidos?

-Sim. -Tudo certo.

-Droga. -Continue, Jenna. Diga.

Espere, Espere. Mais uma cosa

-Sim? -Estou atrasada. Acho que

-posso estar gr�vida. -N�o est� gr�vida, Jenna.

N�o. Tenho 16. N�o posso ter um beb�.

Fale baixo. Abaixe a voz... Sente-se.

Sim? Voc� n�o est� gr�vida.

Isso � imposs�vel.

Sei que estou gr�vida. Acordo enjoada toda manh�...

Pare de reclamar!

Eu n�o te engravidei. N�o poderia. Eu fiz vasectomia.

Acabamos aqui?

-Sim. Est� acabado, amigo. -Vamos.

Ent�o voc� fez.

-Voc� admitiu que me estuprou. -N�o � nada demais.

Voc� n�o � t�o especial, Jenna, certo?

-Eu era virgem. -Por favor.

Eu era virgem.

Sabe o que mais?

Nunca conheci um cara mau que n�o tivesse medo de um beb�.

Sempre funciona.

Neil Alexander, est� preso.

Quero meu advogado.

-Jenna, voc� est� bem? -Sim.

Tem o direito de permanecer calado.

Voc� foi muito bem, Jenna.

-Jenna? Tudo bem? -M�e.

-Ele disse que fez. -Sinto muito.

Por Deus, sinto muito.

Desculpe.

Tudo bem. Tudo certo.

-Sabe que n�o tem nada... -Quieto.

Estava tentando acalmar uma garota obviamente paranoica.

Ent�o ela � louca? Assim como as outras 17 mulheres?

-Calma ai. Calma. -Filho da m�e!

-Pega leve. -Filho da...

Minha filha? Como p�de?

Jenna tem problemas, Marcy. Ela sempre teve.

Eu sou sua irm�!

Como fez isso conosco? Com sua pr�pria fam�lia?

Escute. Preste aten��o. Essa n�o � a hora. Certo?

-N�o � a hora. -M�e.

Tudo certo.

Tudo certo. N�o se preocupe.

Tudo certo.

Devia ter deixado ela por as m�os em voc�.

Voc� estuprou a filha dela. Fez o marido ser preso

por matar um cara no seu lugar.

Est� me machucando. Sou dentista. Preciso das m�os.

� tudo que tem a dizer?

Isso machuca?

O que machuca mais?

Isto ou o que voc� fez com Jenna?

A fam�lia de Jerome e a fam�lia dela...

ambas destru�das.

Me diga como eles pode recome�ar.

TRIBUNAL, SALA DE REUNI�O QUARTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO

Estava certa. Jerome n�o atacou Jenna.

Ele estava tentando ajud�-la.

Isso � o que j� dissemos.

N�o � novidade para n�s.

A garota foi estuprada por seu tio.

Ele sabia que o pai dela, Luke, era esquentado.

Ele o incitou a sequestrar Jerome.

Luke assassinou meu filho.

Seu tio est� preso. Est� sendo trazido agora.

Ele pagar�, mas Luke Davis

n�o estava tentando matar seu filho.

Temos imagens dele tentando reanim�-lo.

Ele queria justi�a pela filha.

Do mesmo modo que voc�s querem justi�a para Jerome.

O que voc� est� dizendo?

Se eu levar isto a julgamento

por homic�dio qualificado,

o j�ri pode deixar Luke livre.

Se ele assumir homic�dio culposo,

-ele cumprir� pena. -Quanto tempo?

Ele consegue um acordo e meu filho inocente morre?

Qual vida importa pra voc�?

Eu sinto pela sua perda.

O que aconteceu com Jerome foi terr�vel.

Eu queria poder traz�-lo de volta.

Mas isso � o que temos.

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