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Zulu
No sistema de justiça criminal,
o Povo é representado
por dois grupos separados, mas igualmente importantes:
a Polícia, que investiga crimes,
e os Procuradores Distritais, que processam os infractores.
Estas são as suas histórias.
Ouvi as boas novas.
Ainda não consigo acreditar.
E muito obrigado por ter escrito aquela carta.
Significa muito para mim.
Ele é um ótimo miúdo.
Princeton tem sorte em tê-lo.
Não, é isso que eu quero dizer.
A sério?
Ele nem sequer nos cumprimenta!
Quer dizer, aqui estamos nós, a trabalhar num sábado para o tornar rico.
Ele nem sequer diz olá? Não entendeste o ponto.
Estamos aqui para enriquecermos.
Nós estamos a usá-lo, assim como ele nos está a usar.
A senhora ali viu o corpo,
ligou para o 112.
- Ela viu mais alguma coisa? - Não, senhor. Só o corpo.
Alguma outra potencial testemunha?
Não, senhor.
Isso é muita raiva.
São feridas muito profundas.
A pensar num tubo ou talvez um taco?
Tem uma identidade?
Não lhe tocamos. Estávamos à vossa espera.
A aliança e relógio ainda estão com ele.
Tenho uma carteira.
Jon Geller, Higson Capital.
Geller.
Eu conheço esse nome.
Um tipo de Wall Street, certo?
Ele é uma espécie de lenda.
Consegue ensacar isso?
Sim, senhora.
Provavelmente a caminho da casa de praia dele
ou algum lugar fabuloso.
Sim, mas de vez em quando, não é assim tão bom ser uma lenda.
LAW AND ORDER S25-E04
Tradução e adaptação PPine Revisão slfh64
A causa da morte foi... já adivinharam...
traumatismo contundente.
Ataque muito violento.
10, possivelmente 11, golpes na cabeça e na face
}com um objeto pesado.
Alguma ideia de que tipo?
Não, mas com base nos ferimentos, algo com uma ponta afiada
e uma beira fina, como um pé-de-cabra.
Mais alguma coisa?
Encontrei algum ADN de terceiros
debaixo das unhas de Geller.
É de calcular. O tipo tem estado a arranhar e a arrebatar
a vida toda, certo?
Tem a certeza?
Ele não é o único Jon Geller em Nova Iorque.
Sim, temos a certeza.
Hum, eu lamento muito.
Só precisamos de lhe fazer algumas perguntas.
Sabia dos planos dele para o dia?
Ele ia para Long Island
para jogar golfe com um cliente.
Ele ia conduzir de carro?
Não, não, não. Ele ... ia apanhar o helicóptero dele.
Ele passou primeiro pelo escritório.
Aconteceu alguma coisa invulgar ultimamente?
Alguém a assediá-lo, a persegui-lo, a ameaçá-lo?
Eu seguro-te. Certo, tudo bem.
Sente-se. Sente-se.
OK, respire. OK, basta respirar.
De acordo com a videovigilância
que acabámos de assistir, vocês encontraram-se com o Geller
mais cedo esta manhã?
Correto.
E durante quanto tempo estiveram com ele?
Cerca de dez minutos, talvez menos.
Sobre o que falaram?
Negócios.
Parecia chateado ou agitado ou tudo parecia normal?
Ambos.
O que é que isso quer dizer?
O estado normal de Jon... no trabalho, pelo menos...
era estar agitado, por isso ambos.
É também essa a sua impressão?
Sim, mais ou menos.
Ele estava um pouco mais agitado do que o habitual.
Porquê isso? Porque o acordo em que estávamos a trabalhar ainda não foi fechado.
Ele achava que não estávamos a trabalhar o suficiente.
Ele mencionou algo sobre os seus planos para o dia,
para onde ia, com quem se ia encontrar?
Não.
Pelo que sabem, alguém o estava a assediar ou a ameaçar?
Não.
Há algo que nos possa dizer
que ache que pode ser útil?
Ele transportava um taco de golfe.
Ele mandou-o simplesmente fazer à medida.
Ele disse que aquilo ia mudar a vida dele.
Há uma boa probabilidade de o novo taco ter sido a arma do crime.
Realmente mudou a vida do tipo também.
Com licença. É o assistente do Sr. Geller?
Sim, ouvi o que aconteceu e vim o mais depressa que pude.
Queria ver se podia ajudar em alguma coisa.
A que horas chegou?
Há cerca de dez minutos.
Por acaso falou ou
enviou alguma mensagem ao Sr. Geller esta manhã?
Sim, trocámos mensagens por volta das 8:30.
Sobre o quê?
O voo dele para Bridgehampton.
Ele ia viajar sozinho?
Não.
Eu estava à espera dele no heliporto.
Só pensei que ele estava atrasado
ou tivesse sido apanhado numa conversa no Zoom de manhã cedo.
Por isso saí e tomei um café.
E o senhor e o Sr. Geller iam para Long Island
para jogar golfe?
Éra isso?
Sim.
Qual o clube?
Aquele a que ele pertence.
É privado.
Não sabe o nome dele?
Não.
Deixe-me lembrar-lhe que estamos a investigar
um homicídio aqui, ok?
Então, tudo o que diz é na verdade...
Desculpe.
Não íamos sair para jogar golfe.
Íamos passar o fim de semana juntos.
Só vocês os dois?
Nós estávamos a namorar.
Portanto, isto era algo sério ou...
Sim.
A esposa do Sr. Geller sabia?
O Jon disse que lhe ia contar sobre nós,
pedir o divórcio.
Mas ele não a queria magoar.
Viu mesmo o Jon esta manhã?
- Falou com ele? - Não.
Disse-me para o encontrar no heliporto às 10:00.
Alguma altercação? Alguma discussão?
Bem, ontem à noite, o Jon e a esposa
começaram a discutir por telefone.
Parecia bastante acalorado.
Sabe do que se tratava?
Na verdade não.
Mas ouvi o Jon dizer: isto está a acontecer,
quer queiras ou não.
E depois simplesmente saiu furioso,
disse que me encontraria no heliporto.
E foi isso.
Essa foi a última vez que o vi.
Acha que é possível que o Geller tenha dito a ela
sobre si e o divórcio?
Sim. Ele disse que ia fazê-lo.
Espere, não acham que...
Esperem, estão a dizer-me que o Jon estava...
que ele namorava com um homem?
Sim. O nome dele é Matt Thomas.
Acho isso muito difícil de acreditar.
Estamos apenas a dizer-lhe o que sabemos.
Este homem estava a encontrar-se com o Jon
no heliporto de East End ontem de manhã.
E também disse que ouviu o Jon a discutir consigo
na noite anterior à morte dele.
Do que é que estão a falar?
Eles estavam num bar,
e ouviu o Jon dizer, isto está a acontecer,
quer queiras ou não.
Ele estava a pedir o divórcio?
O divórcio?
Não.
Estávamos a discutir sobre o nosso filho, Shane.
O Jon queria que ele repetisse o sexto ano.
Pensou que isso lhe daria uma vantagem tática,
sabe, ele ser mais velho que as outras crianças.
E achei que era um exagero.
Era sobre isso que estávamos a discutir.
Encontrou a pessoa que matou o meu pai?
Não, ainda não, mas estamos a fazer tudo o que podemos, eu prometo-te.
Shane, querido, por favor, sobe para o teu quarto, está bem?
Senhora Geller, peço desculpa antecipadamente,
mas onde estava ontem de manhã às 9h45?
Bem, tive uma aula de pilates no West Village.
Eu sei que já perguntámos isto antes,
mas consegue pensar em alguém que estivesse a assediar
ou a ameaçar o seu marido?
Há um rapaz no trabalho.
Ele estava a ameaçar processar o Jon por muito dinheiro.
Estás bem?
Sim.
Estava a pensar na esposa do Geller.
Consigo lidar com cadáveres,
mas contar segredos sobre os seus entes queridos a pessoas inocentes?
Não é o meu favorito.
Sim, percebi.
Parte do trabalho, no entanto não é?
A conversar com completos estranhos no pior dia das vidas deles,
a fazer-lhes perguntas pessoais, a dizer-lhes coisas
que eles nunca souberam dos seus entes queridos.
Que raio de trabalho.
Desculpe incomodá-lo, Sr. Adis.
Estou meio no meio de alguma coisa.
Isso não vai demorar muito.
Queremos saber porque é que estava a ameaçar processar o Geller.
Com licença.
O Jon fez-me acreditar que eu seria
nomeado CEO quando se reformou.
Disse-me isso umas cinco ou seis vezes.
Mas ele nomeou outra pessoa?
O Carter Getzelman. Bom rapaz.
Estudamos juntos na escola de negócios.
Mas eu ainda estava chateado.
Recebi muitas ofertas lucrativas nos últimos anos,
e cada vez que tinha uma, o Jon convencia-me a ficar,
disse-me que eu iria dirigir a empresa quando ele se aposentasse.
Mas na verdade nunca o processei.
E porquê isso?
Nós conversamos e renegociamos
o meu contrato de trabalho para melhor.
Como é que não nos disse isso da última vez que falámos?
Bom, nunca perguntaram.
Tenho quase a certeza que o fizemos.
Eu menti. Hábito.
Como é? Três regras de Wall Street...
nunca admitas a derrota, nunca utilizes o teu próprio dinheiro,
e nunca digas a verdade.
- Está a tentar ser engraçado? - Um pouco.
Pare com isso.
Eu não matei o Jon Geller.
Isso é ridículo.
A verdade é que gostava dele e respeitava-o.
Ensinou-me muito e deixou-me rico também.
Acaso saiu do prédio naquele dia
depois do Geller ter saído?
Fui almoçar rapidamente por volta das 13h00.
Tem um recibo?
Pago em dinheiro. Não sabia que ainda era possível fazer isso.
Gente, preciso de atender isto.
Addis.
Estes tipos de Wall Street têm muito orgulho em serem implacáveis.
Não tenho a certeza se este tal Addis é assim tão fixe
como sugere ao ser preterido.
A única coisa mais inebriante que o dinheiro
- é poder, certo? - Sim.
E aquele vídeo?
Há imagens dele a sair do prédio
às 12h49
Nada antes disso?
Não, mas imagino que haja uma saída pelas traseiras.
Tanto quanto sabemos, ele pode ter saído e voltado sorrateiramente.
Os resultados do teste de ADN estão disponíveis.
Ok.
Isto está oficialmente a ficar ridículo.
Sim, está, mas precisamos de falar.
E porque é isso? Porque o seu ADN corresponde ao ADN encontrado
sob as unhas do Geller.
Isso é impossível. Não, não é nada impossível.
Pedimos emprestadas algumas chávenas de café
da sala de conferências.
Acontece que a saliva... Eu não bebo café.
Nunca bebi.
Assim, se as chávenas que pediu emprestadas continham café,
não era minha.
Este é o meu estimulante de eleição.
Nick Rossi.
O que é que se passa? Pode dar-me essa chávena
e colocar as mãos atrás das costas?
Porquê?
Porque está preso
pelo assassinato do Jon Geller.
O quê? Encontrámos o seu ADN sob as unhas do Jon Geller.
As pessoas que cometem assassinatos não devem deixar
chávenas de café meio vazias espalhadas por aí.
Acabamos de encontrar o seu ADN debaixo das unhas do Geller.
E um polícia de patrulha acabou de encontrar o taco,
aquele que usou para esmagar o crânio do Geller, numa lixeira.
Por isso acho que vamos encontrar as suas impressões digitais
em tudo aquilo também.
E como se isso não bastasse, temos o vídeo
de si a sair do escritório na manhã do assassinato
às 8h48
Não regressa antes das 11:17.
Então o que aconteceu?
Por que razão atacou este tipo?
Sabe, eu olhei para a sua biografia.
Formou-se como o melhor da sua turma em Fordham.
Jogou lacrosse. A sua ficha está limpa.
Quer dizer, parece ser um bom sujeito.
Mas os bons sujeitos não matam pessoas.
Não sem razão, certo?
Um bom motivo?
Sabe, Nick, acredite ou não,
Na verdade, estou a tentar ajudá-lo aqui,
mas não posso fazer isso
se não me contar o seu lado da história.
Por isso, comece pelo princípio.
O que é que o Geller disse? O que é que o Geller fez?
É o ser humano mais desrespeitoso
que já conheci.
Ele trata as pessoas como... ele age como...
age como se fosse o seu dono.
Deve ser muito difícil lidar com isso.
Eu sei que se alguém me tratasse assim dia após dia...
Não falo mais nada.
Eu quero um advogado.
Obrigado por fazer isto.
Por favor.
As provas contra o Sr. Rossi são fortes.
É claro que ele matou o Sr. Geller.
O que estou a tentar perceber é o porquê.
Aconteceu alguma coisa entre estes dois?
Algo invulgar?
Algo não relacionado com o trabalho?
Que eu saiba não.
Mas definitivamente não estavam envolvidos romanticamente,
se é isso que está a sugerir.
E o que fez Rossi, que aparentemente é
um jovem normal e cumpridor da lei,
cometer um ato tão violento?
O arguido trabalhou com Jon Geller durante cinco anos.
Era também muito bem pago.
No ano passado, a remuneração total dele foi de 745.000 dólares.
Isso não é mau para alguém que acabou de fazer 27 anos.
E, no entanto, o réu desprezava o John Geller.
Achava que ele era desrespeitoso,
desdenhoso, abusivo.
E, na maior parte, foi capaz
de manter esse desdém sob controlo
e cumprir com as suas obrigações profissionais.
Mas, em 19 de julho,
numa fresca e soalheira manhã de sábado,
algo o desencadeou
para atacar e matar violentamente o Jon Geller.
Para sermos honestos, não sabemos o motivo deste ataque,
mas sabemos que as evidências mostrarão
que o arguido confrontou o Sr. Geller
perto do heliporto do East End
e espancou-o até à morte
com um taco de golfe.
O arguido pode parecer apenas mais um
ex-jogador de lacrosse bem-apessoado
a tentar vingar em Wall Street.
E, na maior parte do tempo, ele era,
até à manhã de 19 de julho, pelo menos.
Naquele dia, tornou-se
num assassino vingativo e de sangue frio.
Todos vocês já ouviram falar da Síndrome da Esposa Maltratada...
ou Síndrome da Pessoa Abusada,
como se diz aqui em Nova Iorque.
O Nick Rossi foi vítima de algo muito semelhante,
Síndrome do banqueiro espancado.
As vítimas deste abuso sofrem
o mesmo debilitante e perturbador
trauma psicológico como os que sofrem
da Síndrome da Pessoa Abusada.
O Jon Geller torturou mentalmente
e abusou de Nick Rossi durante anos.
O abuso foi tão extremo e o seu efeito sobre o Sr. Rossi
tão profundo que o Sr. Rossi acreditava realmente
que a única forma de se livrar
desse relacionamento abusivo
era matar o homem que abusava dele.
"Síndrome do Banqueiro Maltratado" não é um conceito legal
nem uma condição psicológica.
É uma palavra da moda inventada.
É uma frase inteligente que a defesa inventou
com o objetivo de culpar o Sr. Geller pela sua própria morte.
Estão... estão a tentar levar o Geller a julgamento
em vez da pessoa que o matou.
Isto não passa de uma tentativa mal disfarçada
para incitar o júri a ignorar a lei.
Não há nada de velado no que estamos a tentar fazer aqui.
Queremos que as pessoas compreendam o quão degradante
e stressante era trabalhar para o Jon Geller.
E esta coisa do Banqueiro Maltratado?
É apenas uma variação de uma condição bem conhecida.
De muitas maneiras, é exatamente a mesma coisa.
As consequências psicológicas de um empregador abusivo
para um funcionário são semelhantes
aos de um marido abusivo para com a sua mulher.
Exceto pelo facto de os chefes
não serem nomeados no estatuto.
Esta lei destina-se a abordar as crianças,
esposas, companheiras domésticas.
Ou pessoas que estão ou estiveram
num relacionamento íntimo.
Correto, intimista, nada profissional.
Bem, quando passam 100 horas por semana juntos
num edifício de escritórios...
Não, não, não. Isto é ridículo.
Se o legisladores quisessem incluir
empregadores no estatuto, tê-lo-iam feito.
Além disso, não há qualquer evidência
que o Geller alguma vez foi fisicamente abusivo.
Isso não é verdade.
O Geller estava constantemente a ameaçar magoar o meu cliente.
Não, era tudo uma hipérbole...
Uma ameaça é uma ameaça.
Esse é um ponto justo.
Mas os factos nem remotamente suportam
uma alegação de legítima defesa.
O arguido seguiu o Geller
para o heliporto do East End.
Ele perseguiu a vítima.
Compreendo.
E se estiver certo, e se os factos forem
tão claros como sugere, o júri verá isso.
Mas o Sr. Damaso é livre de apresentar
a defesa que ele quer, com falhas e tudo o mais.
Meritíssimo, estão a inventar uma narrativa
com o único propósito de confundir o júri.
Tenho a certeza que esse é o trabalho do Sr. Damaso.
Senhor Addis, pode descrever
A sua impressão geral
da relação entre o Sr. Geller e o arguido?
A minha impressão geral é que
não tinham realmente um relacionamento.
Não tenho a certeza se o Jon sequer sabia o primeiro nome do Nick.
E qual era a sua impressão geral
da opinião do arguido sobre o Sr. Geller?
Bem, odiava-o com paixão.
Por que diz isso?
Porque ele dizia-me isso o tempo todo.
O Geller deixava-o louco.
Pode ser mais específico?
O Geller só pensava em negócios e dinheiro.
Dois e vinte.
O que é que isso significa?
Temos 2% dos ativos sob gestão
e 20% dos lucros.
Era nisso que Geller se focava,
a aumentar os nossos ativos e os nossos lucros.
Não tinha absolutamente nenhum interesse em mais nada,
nenhuma empatia pelos colaboradores,
nenhum interesse pela vida pessoal das pessoas.
Mas todos sabiam disso.
Esse foi o acordo que todos nós fizemos.
Trabalhar como um cão, ser tratado como lixo,
ficar rico aos 35 anos.
Mas o Nick não pareceu ter compreendido isso.
Ele nunca descobriu completamente
que tinha feito um acordo com o diabo.
O arguido alguma vez disse que pretendia
infligir danos ao Sr. Geller?
- Sim. - E quando foi isto?
Cerca de uma semana antes do Geller ser morto.
O que é que ele disse?
Estava cansado do Geller o desrespeitar.
Disse que se ele continuasse assim, ia levar uma sova.
Para ser sincero, pensei que ele estava apenas a desabafar.
Pode descrever o que aconteceu?
na manhã de 19 de julho?
O Nick e eu estávamos a trabalhar, a tentar fechar um acordo
em que estávamos a trabalhar há meses.
E o Geller passou por aqui, a carregar este novo taco
que mandou construir à medida, e ele estava furioso.
Disse que precisávamos de fechar o negócio esta semana,
ou seríamos os dois demitidos.
E então o que aconteceu?
Foi-se embora e disse que ia para os Hamptons.
Como reagiu o arguido?
Ele continuou a queixar-se do Geller.
E então, cerca de 15 minutos depois,
ele simplesmente saiu.
Ele disse-lhe para onde ia?
Não.
Simplesmente presumi que ele tinha chegado ao seu limite,
que ele se despediu.
Acontece muito.
Nada mais.
Se o Sr. Rossi quisesse ir para casa
e dormir uma sesta na manhã de 19 de julho,
O Sr. Geller tê-lo-ia despedido, correto?
Sim, com certeza.
Se o Nick Rossi estivesse doente
e saísse do escritório para consultar um médico,
O Geller tê-lo-ia despedido por isso também, correto?
Não, o Geller não era assim tão louco.
Ele provavelmente tê-lo-ia torturado
um pouco mais abaixo no caminho.
Olha, este negócio não é para qualquer um.
Mas se te inscreves nele, se tiveres a sorte suficiente
de conseguires um dos poucos e cobiçados lugares da mesa,
não podes ser mole.
Tens de estar preparado para fazer o que for preciso...
trabalhar com doenças,
jantares de aniversário, casamentos de amigos.
Se não o queres fazer ou não o podes fazer,
então arranja um emprego a preparar cappuccinos
num café no West Village.
Nada mais.
Houve várias lacerações no couro cabeludo,
incluindo uma laceração linear com 13 centímetros
na região temporal esquerda e uma laceração estrelada
com escoriações circundantes na região parietal direita.
Foram identificadas múltiplas fraturas no crânio
no lobo frontal esquerdo,
bem como evidências de contusões cerebrais
e hemorragia subaracnóidea.
O relatório médico indica
quantas vezes o Sr. Geller foi atingido?
Sim.
Com base no exame dos ferimentos do falecido,
o falecido foi atingido pelo menos 10,
possivelmente 11 vezes com força violenta.
Existe alguma razão pela qual o médico-legista
não foi mais exato?
Por vezes, quando a violência é tão severa,
é simplesmente impossível para o médico legista
determinar exatamente quantos golpes
foram administrados com algum grau real de certeza.
Por outras palavras, este ataque foi tão violento,
que é impossível para o médico...
Objeção. Sustentado.
Nada mais.
Sem perguntas.
O Povo descansa.
As fotos parecem ter dado resultados.
O júri ficou horrorizado, no bom sentido.
Eu só preciso de continuar a lembrá-los
que o Geller foi a vítima, e não o Rossi,
e que ter um mau chefe não te dá
o direito de cometer homicídio.
Sim.
O problema é que as pessoas odeiam maus chefes,
e muitas pessoas têm-nos, o que significa
que alguns ou até a maioria do júri os têm.
Isso pode ser verdade, mas também é uma coisa boa.
E porquê isso?
Bem, nenhum dos jurados matou o seu mau chefe.
Não conhecia o meu marido. Não sabe...
E não conhece o meu filho.
Porque é que ele simplesmente não desistiu?
Ele não precisou de lhe bater na cara!
O seu marido tratou-o como lixo!
Não o deixou vir ao meu casamento.
Ao meu casamento!
- É isso que ele... - Certo, certo. Calma.
- Pare de falar comigo! - Que se lixe o seu casamento!
Todos para trás agora.
Pelo menos tem o seu marido!
Eu sei que está apenas a fazer o seu trabalho,
mas você está do lado errado desta vez.
Um homem só pode ser pressionado até certo ponto.
Vamos lá. Hora de ir.
Dr. Morley, teve a oportunidade
de examinar o Sr. Rossi?
Eu tive. E quais foram as suas observações?
Que ele está, no fundo, a experimentar o mesmo nível
de medo, stress, desamparo e raiva
que as esposas ou os parceiros domésticos abusados tendem a sofrer.
Seria razoável que alguém que sofra
este tipo de abuso possa crer
que estava com medo iminente de morte? Sim.
Seria razoável que alguém
sofrendo desta condição possa acreditar que a única forma
de acabar com o comportamento abusivo era matar o agressor?
Sim, com certeza.
Nada mais.
Não existe qualquer condição ou... ou doença
no Manual Diagnóstico e Estatístico
de perturbações mentais denominado Síndrome do Banqueiro Espancado.
Correto. E a maioria dos casos de Síndrome da Pessoa Abusada
são o resultado de relações íntimas abusivas.
A vítima vive normalmente com
ou está sexualmente envolvida com o agressor.
- Sim. - E para ser claro,
no seu exame do arguido,
ele nunca mencionou isso... que ele estava
estreita ou sexualmente envolvida com o Sr. Geller.
Ele não o fez. Ele não vivia com o Sr. Geller?
Isso mesmo. E o Sr. Geller também
nunca pousou as mãos no arguido.
Não.
OK. Obrigado.
Na manhã de 19 de julho, ouviu o Jon Geller
a discutir com o Nick Rossi? Sim.
Qual era a base da discussão?
O Geller estava irritado porque o acordo com o McKenna ainda não tinha sido fechado.
Estava preocupado que a taxa de juro pudesse disparar
e matar a TIR projetada.
O quê? Ele ia ganhar menos?
Sim. Ouviu as palavras exatas que o Sr. Geller disse
- ao Sr. Rossi? - Sim.
Eu estava parado no corredor perto da sala de café.
E ouvi o Geller a gritar com o Nick.
Ele disse algo como,
"Não saia deste escritório até que o negócio esteja fechado.
"Se der uma volta ao quarteirão,
"Vou despedi-lo.
"Não, espere. Isso é muito simpático.
"Vou literalmente bater-te com um taco de basebol
e ver-te sangrar até à morte."
Viu ou ouviu o Sr. Geller
atacar verbalmente o Nick Rossi antes deste incidente?
Sim, várias vezes.
Como caracterizaria
a natureza destes ataques verbais?
Bem sádicos.
Acho que o Geller gostava de repreender o Nick.
Uma vez ouvi-o dizer: "Provavelmente é
o associado mais idiota que já contratei."
Consegue lembrar-se de algum outro abuso verbal?
Há cerca de um mês, o Geller estava realmente chateado
e começou a atacar a herança italiana do Nick.
Foi tão ultrajante que comecei a gravar.
Meritíssimo, gostaria de apresentar este vídeo
como a Prova de Defesa número 22.
Não acredito que te tenha realmente contratado.
Não sei o que estava a pensar.
E juro por Deus,
se de alguma forma
não te tornares mais inteligente, muito mais inteligente,
Vou atirar o teu rabo idiota para a rua,
e vais deitar betão
com os teus paisanos de Brooklyn.
- Desculpe. Vou melhorar. - Não, não, não.
Não te podes desculpar ou cometer erros.
Não é assim que funciona.
Ou acertas ou vais embora!
E estou a falar a sério.
Fazes asneira mais uma vez,
e estás fora...
daqui, de Wall Street.
Vou rebentar-te o rabo em todas as empresas desta cidade.
Então o que aconteceu depois de o vídeo terminar?
O Geller voltou para o seu gabinete como se nada tivesse acontecido.
Na verdade, ele estava meio a sorrir,
como se estivesse orgulhoso do seu discurso.
E o Nick?
O Nick começou a chorar.
Foi difícil de assistir.
Nada mais.
Sem perguntas.
A testemunha está dispensada.
A defesa chama Ron Moffit.
Meritíssimo, podemos reunir no gabinete?
Não há nada que o Sr. Moffit possa testemunhar
que seja remotamente relevante para este caso.
A sério?
Não acha que o facto de o filho do Sr. Moffit
ter morrido na sua secretária enquanto trabalhava para o Geller
é relevante para o caso atual?
Literalmente não podia ser mais relevante.
Estabelece a razoabilidade
do medo do Sr. Rossi de uma morte iminente.
Pode ser mais específico?
O Geller abusou deste jovem, Ted Moffit.
Abusou do Rossi da mesma forma.
E aquele miúdo acabou morto...
morreu na sua secretária depois de trabalhar 72 horas
porque o Geller se recusou a deixá-lo sair.
Parece-me relevante.
Chame a sua testemunha.
Quando foi a última vez que falou com o seu filho?
Um dia antes dele falecer.
Ele estava doente?
Sim, estava com gripe.
Eu disse-lhe para ficar em casa e descansar um pouco.
Disse que isso não era uma opção.
O que quer dizer com isso?
O Ted disse que estavam a trabalhar em alguma transação importante,
e ele precisava de estar no escritório.
Eu disse, não importa quão grande é o problema.
Precisas de ficar em casa e ir para a cama.
E como é que ele respondeu?
Que se ficasse em casa, o Geller despedi-lo-ia.
Então ele foi para o escritório.
Trabalhou a noite toda,
e passou a noite seguinte na secretária dele.
Obrigado.
Nada mais.
Senhor Moffit,
O Sr. Geller não forçou o seu filho
a ir trabalhar naquele dia.
Se o Ted tivesse ouvido o seu conselho
e ficado em casa,
ninguém da Higson Capital teria vindo
ao apartamento dele e arrastou-o para o escritório.
Não, claro que não.
Mas teria sido demitido.
De acordo com o Ted.
Ele pode ter acreditado que seria despedido,
mas não há evidência disso.
Essa foi simplesmente a impressão do Ted.
Tudo o que posso dizer é que o Ted não pensou
que podia ficar em casa nesse dia, mesmo com gripe.
O Ted também tinha um problema cardíaco preexistente,
cardiomiopatia arritmógena.
Isso mesmo.
Foi realizada uma autópsia após a morte de Ted? Sim.
E a causa oficial da morte foi
determinado como paragem cardíaca súbita. Sim.
Assim, de uma perspetiva médica,
O Sr. Geller não teve absolutamente nada
a ver com a morte do seu filho.
O quê?
Bem, não o estrangulou até à morte.
Não espetou o raio de uma faca no peito dele.
Mas o Geller contribuiu para a sua morte.
Todo este stress, toda esta pressão,
mais a falta de sono,
foi isso que causou o mau funcionamento do coração do Ted.
Essa é a sua crença, senhor
Mas o médico legista não encontrou qualquer prova...
Não me importo com o raio do médico legista.
Se não fosse o Jon Geller, o meu filho ainda estaria vivo.
Eu garanto isso.
Nada mais.
Pode, por favor, contar ao júri o que aconteceu?
na manhã de 19 de julho?
Eu estava a trabalhar nesse negócio dia após dia,
tentando... estávamos a tentar comprar
esta empresa de bens de luxo chamada McKenna.
Quando diz dia após dia, o que quer dizer?
Isto significa que não saí do escritório
durante três dias seguidos.
Nem à noite?
Não.
Dormi no meu escritório.
Pode descrever o seu... o seu estado de espírito?
Senti-me como se estivesse preso,
como se não pudesse sair do edifício.
Senti literalmente que ia morrer como o Ted.
E isso assustou-me.
Fui eu que encontrei o corpo do Ted.
No início pensei que ele estava a dormir,
mas estava morto.
Se se sentia assim, porque não desistiu?
Eu pensei nisso o tempo todo,
mas não consegui fazer isso.
Eu precisava de persistir e ter sucesso.
Embora o Geller tenha verbal e
mentalmente abusado de si.
- Objeção. - Mantida.
Vou reformular...
mesmo que estivesse infeliz e se sentisse preso.
Sim.
Olha, eu sei que não faz sentido nenhum,
mas não achei que desistir fosse uma opção.
Pelo menos não para um tipo como eu.
O que quer dizer com isso?
Eu não fui para Harvard.
Não tenho MBA.
Eu meio que entrei pela porta das traseiras, sabe?
Queria provar a mim mesmo que pertencia àquele lugar.
Se desistisse, a minha carreira estaria acabada.
Outras empresas iam pensar que eu não ia conseguir aguentar aquilo
ou que tinha sido expulso.
Crianças ricas com currículos perfeitos podem demitir-se.
As crianças operárias que estudaram em Fordham não.
Por isso, aceitei, não importa o quão má a situação ficou.
Quando saiu do escritório
na manhã do dia 19 de julho,
O que estava a tentar realizar?
O que quer dizer? Qual era o seu objetivo, a sua meta?
O meu objetivo era livrar-me do estrangulamento do Geller.
Pode ser mais específico?
Senti como se ele me estivesse a sufocar.
Eu não conseguia respirar.
Eu não conseguia pensar.
O meu coração estava acelerado.
Como disse, pensei que ia morrer.
Assim, nessa manhã, quando saí do escritório,
o meu propósito era matar o Jon Geller
porque eu sabia que se não o fizesse,
Eu ia acabar morto.
Meritíssimo, são quase 5:00.
Podemos terminar o dia?
Sim, boa ideia.
Vemo-nos amanhã de manhã.
Então quer que eu testemunhe como testemunha de contraprova.
Preciso que ajude a estabelecer o estado de espírito doe Rossi,
o seu comportamento geral na manhã do homicídio.
Porquê?
Porque o Rossi acabou de dizer ao júri que se sentia como
se estivesse à beira da morte naquela manhã.
Ele não conseguia respirar. O coração dele estava acelerado.
E ele também foi muito convincente.
Sim, bem, não tenho a certeza se consigo fazer isso.
Bem, o que quer dizer?
Você estava lá. Você estava com o Rossi.
Sim, mas tive tempo para refletir.
E estou a começar a relacionar-me mais
ao ponto de vista do Rossi sobre tudo isto.
Do que raio estás a falar?
O Jon Geller e o número dois dele,
O Carter Getzelman, criaram um
ambiente de trabalho hostil e tóxico.
Eles constante e sistematicamente
degradaram funcionários, fizeram
exigências prejudiciais e pouco razoáveis do tempo deles.
Não quero dizer nada oficialmente
que possa parecer apoiar este tipo de comportamento.
Seu filho da puta.
Desculpe?
Está a usar este julgamento
para afastar o novo CEO, Getzelman.
Não. Estou a tentar fazer a coisa certa.
Não. Não, não, não.
Não, o certo é dizer a verdade,
é fazer justiça ao Jon Geller,
não explorar o seu assassinato para ganho pessoal.
Disses que gostavas dele, que o respeitavas...
que ele te fez rico.
Ele fez.
Simplesmente não suficientemente rico.
Espero que valha a pena.
Eu sabia que o Geller era um tubarão, mas...
Para estes rapazes, tudo isto é só um jogo.
Vêem um caminho para mais dinheiro ou poder e seguem-no.
Que maneira infernal de viver,
se excluir as casas dos Hamptons
e os jatos privados.
Preciso de deixar claro na cruz
que as alegadas ameaças do Geller eram vãs.
Eram apenas fanfarronice e hipérbole,
e que por mais desrespeitoso que o Geller pudesse ser
ou quão impotente o Rossi se sentia,
não justificava o assassinato.
A verdade é que o Rossi se cansou
deo Geller a degradá-lo, e ele explodiu.
Se é nisso que acredita,
não devíamos considerar uma acusação mais baixa?
Desculpa? Acabaste de dizer que ele surtou.
Se é isso que pensas, então...
Sim, sim, ele surtou,
mas foi um ataque a sangue frio,
baseado em... em raiva, fúria, ódio.
Sim, sim, claro, mas ele estava numa situação difícil.
O que queres dizer? Ele sabia que não se encaixava, certo?
Que era diferente da maioria,
se não de todos, dos outros associados.
Tenho a certeza de que lhe chamam síndrome do impostor.
Entendo. E é compreensível para alguém
ter dúvidas sobre o seu estado
ou sentido de pertença
dentro de uma organização altamente competitiva,
mas obviamente não justifica o assassinato.
Não. Não, claro que não.
Só estou a dizer que isto explica...
a raiva e o stress.
Sabes, não é fácil trabalhar num lugar
cheio de pessoas realmente inteligentes e motivadas
que foram todos para as melhores escolas
quando se é apenas uma pessoa comum.
Sabes, esforças-te muito para te encaixares e seres um deles.
Mas no fundo sabes que não és.
Eu compreendo o quão difícil isso pode ser
e que é fácil para alguém nesta situação
sentir-se inseguro por vezes.
Mas, mais uma vez, não tem nada a ver com este caso.
Não importa que o Rossi pareça um tipo decente
e que estava a esforçar-se para se encaixar
ou que estava a ser sobrecarregado e desrespeitado.
Esse é o trabalho.
Foi para isso que te inscreveste.
Bem, o que posso dizer?
Gosto de torcer pelos azarões.
Eu sei.
Mas infelizmente, processar pessoas decentes
que fazem coisas horríveis, pessoas como o Rossi,
isso faz parte do nosso trabalho.
Foi para isso que nos inscrevemos.
Quando aceitou a oferta para aderir à Higson Capital,
sabia que seria obrigado a trabalhar horas incrivelmente longas, certo? Sim.
E que lhe seria pedido para trabalhar aos fins de semana
e até mesmo durante a noite, por vezes?
Sim.
Mas não era esse o problema.
Não sei o que quer dizer.
Bem, o problema era o Jon Geller.
Você desprezou-o. Achou que ele era elitista?
Sim a ambas as questões.
É difícil
trabalhar num lugar como Higson,
um local cheio de pessoas realmente inteligentes,
pessoas realmente motivadas que estudaram nas melhores escolas
quando se é apenas uma pessoa comum.
É. Esforçou-se muito para se encaixar
e ser um deles, mas sabia que não era.
E sabia que no segundo em que errasse,
O Geller ia dar-lhe um pontapé no traseiro para o meio da rua.
Suponho que sim. E odiava o Geller por te fazer sentir daquele jeito.
Isso não é verdade. Não sofreu da Síndrome do Banqueiro Maltratado.
Sofreu da síndrome do impostor.
Não sei o que isso significa.
Isso significa que sabia que não pertencia àquele lugar.
Sabia que os seus colegas eram mais talentosos do que você,
e sabia que p Geller sabia.
Há aqui alguma questão?
Vá direto ao assunto, Sr. Price.
Não matou o Jon Geller
porque tinha medo de perder a vida.
Matou o Jon Geller porque ele o fez sentir
inadequado, pequeno, fraco.
Ressentia-se da sua riqueza, da sua linhagem.
Fiquei ressentido com a arrogância dele.
E foi por isso que o matou, certo?
Porque era arrogante.
Porque ele viu através da sua fachada.
Ele pensava que era um rei,
que podia dizer o que quisesse.
E isso irritou-te!
- Sim! - Meritíssimo, um breve recesso.
- Então matou... - Meritíssimo...
Não precisava de matar o Jon Geller.
Você queria matá-lo.
Tem toda a razão!
E aquele filho da puta teve o que merecia!
Esta pode ter sido a mais rápida
deliberação do júri de todos os tempos.
Ele confessou no depoimento.
Sim.
Mas ainda me sinto mal por ele.
Eu não.
A sério?
Nem um pouco?
Bem, eu aspiro a ser tão insensível como tu algum dia.
Boa sorte.
Olha, eu sei que estavas só a desabafar mais cedo.
Mas não és um impostora, Sam.
E se eu te fizer sentir assim...
Não.
Não, não fazes.
É apenas a forma como vejo o mundo, acho eu.
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