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No sistema de justi�a criminal,
as pessoas s�o representadas por dois grupos distintos, mas importantes.
A Pol�cia que investiga o crime e o MP que processa os casos.
Estas s�o as suas hist�rias.
O almo�o dos Beckerman passou a brunch. Porque s� soube agora?
Ligaram ontem depois de ter sa�do, senhora.
- Lamento. - Altere o cabeleireiro para as 9h30.
- E acorde o Sr. Keyes. - Sim, senhora.
Sr. Keyes?
Sr. Keyes?
Sr. Keyes?
Estou em �ptima forma, toca-me nas pernas.
- Profaci, n�o quero saber. - P�ra...
Quanto nos vai custar esta caminhada de 160 km?
- 25 c�ntimos por 1,5 km. - Conta comigo.
Fala da esquadra 27, Briscoe.
- No total, s�o 25 d�lares? - Certo.
- � para salvar as baleias? - Para mi�dos deficientes, d� c�.
Eu conhe�o a morada, mas preciso do seu nome.
Ainda me deves dez d�lares.
Uma mulher diz que o Jonathan Keyes foi assassinado ontem
na cobertura das Torres Keyes.
- Deve ser uma partida. - Sempre podemos ver como vivem.
- Aguardem aqui. O Sr. Darby j� vem. - Quero falar com o Sr. Keyes.
Eu trato disto, Felix.
- Garrett Darby, advogado dos Keyes. - Detectives Logan e Briscoe.
Recebemos uma chamada a dizer que o Sr. Keyes fora assassinado.
Ontem � noite, o Sr. Keyes faleceu, mas de morte natural.
N�o havia raz�o para vos ligarem.
Onde est� o corpo?
No quarto de h�spedes.
Um advogado chega antes de n�s ao crime. Caso �nico.
Se esta gente tem uma unha encravada liga a um destes aldrab�es.
Tentei acord�-lo, chamei o nome dele.
Toquei-lhe e n�o reagiu.
Chamei o Dr. Brackley.
Historial de hipertens�o. Parece ter sido uma insufici�ncia card�aca.
Qual era a ocasi�o?
Foi a um jantar de angaria��o de fundos e depois ao ballet.
Convenientemente vestido para o funeral.
LEI & ORDEM - S�RIE 4 FATO DE CERIM�NIA
Separ�mo-nos depois do ballet.
Fui � festa do Bunny Champman. O John queria vir para casa.
E veio?
- Desculpe? - Se veio cedo para casa.
N�o fa�o ideia. Cheguei �s 4h e fui logo para a cama.
N�o o vi.
Dormem em quartos separados?
Tenho problemas para dormir, o mais ligeiro som incomoda-me.
Por vezes, dorm�amos separados.
Faz ideia de quem nos ligou a dizer que ele fora assassinado?
Algu�m vos deve ter ligado aos tabl�ides e depois a voc�s.
"Pol�cia investiga morte de Keyes".
� uma pena terem de vir c�.
Sim, Felix?
Chegou o pessoal do gabinete de Medicina Legal.
Querem levar o Sr. Keyes.
- O qu�? - Fomos n�s que os cham�mos.
Precisamos de saber a causa da morte.
N�o v�o levar o corpo do meu marido.
Sem um certificado de �bito assinado, o departamento tem de ver o corpo.
Desculpe, detective Logan,
Falei com o comiss�rio Hastings para o p�r a par desta afronta.
- Conhece a lei, doutor. - Conhe�o.
E sabem que uma provis�o cautelar impede-vos de levarem o corpo.
N�o deixo que abram o meu marido numa morgue qualquer.
N�o � essa a nossa inten��o.
- Tenente Van Buren. - Veio p�r fim a esta afronta?
- Chamou estes senhores? - S�o da funer�ria Erhardt.
Eles que levem o corpo. O m�dico legista analisa o corpo na funer�ria.
Vamos proibir a aut�psia.
E se o m�dico conseguir fazer isto sem recorrer a um exame invasivo?
Sei que esta � uma altura dif�cil para si, Sra. Keyes,
mas deve querer saber porque morreu o seu marido.
Desde que n�o o abram ao meio.
- Mas que raio foi isto? - O qu�?
Vem aqui e faz-nos fazer figura de parvos!
Ligaram-nos a fazer queixa de um homic�dio.
- Tamb�m me ligaram a mim. - Sem dizer nada, tirou-nos o tapete.
O tapete j� tinha sido tirado. O corpo ia ser embargado.
Por favor, est� a dizer que n�o saber�amos lidar com isso?
N�o consegues � lidar com uma chefe mulher!
Esta n�o � a altura nem o s�tio para falar disso.
Quero que descubram o que se passa antes de isto se tornar confuso.
GABINETE DO M�DICO-LEGISTA QUARTA-FEIRA, 26 DE MAIO
N�o tem n�doas negras, marcas de unhas nem fracturas �bvias.
H� indica��o de estar imerso na �gua. A pele dos dedos est� enrugada.
- Ter� �gua nos pulm�es? - N�o, parece pouco prov�vel.
N�o tem hemorragias petequiais nem equimoses.
Isso elimina a estrangula��o e sufoca��o.
- E veneno? - Pode haver algo na saliva ou nariz.
N�o consegui uma amostra de sangue limpa, est� muito polu�do.
- Polu�do com o qu�? - Formol.
O corpo foi embalsamado antes de eu chegar � funer�ria.
O gerente disse que foram ordens da fam�lia.
A Sra. Keyes insiste que o levem para a funer�ria e embalsama-o logo.
Est�o a gozar comigo...
- Isto � p�ssimo. - Mike, o que est� mal na foto?
- Ele tem uma faixa. - Na cama, tinha o colete.
Vestiram-no depois de morrer, pode ser pelas apar�ncias.
Se calhar morreu na sanita.
Ou acompanhado e n�o com a Sra. Keyes.
Marcela Di Portago.
QUINTA-FEIRA, 27 DE MAIO
Sempre namorisc�mos em p�blico.
Os m�dia adoravam e o Jonathan gostava de sair no jornal.
A Sra. Keyes tamb�m gostava?
A Danielle � a s�cia comandit�ria neste neg�cio.
Achou que se se falasse de mim e do Keyes seria bom para o neg�cio.
E onde foram depois do baile?
Sa� de casa do Dardenelle �s 2h, sozinha.
E ele ficou com o saco de ossos mais recente.
- Ela tem nome? - T�m todas nome,
mas nunca sei com quem o Keyes andava a brincar.
H� quatro anos, fui busc�-lo ao aeroporto de La Guardia.
Consegui lev�-lo ao destino apesar da Parada Porto-Riquenha
e desde ent�o, era o escolhido dele. Gostei.
Terei saudades dele.
- Talvez a Sra. Keyes fique com o carro. - E com o lugar de motorista tamb�m!
- N�o � divertida como o Sr. Keyes? - � tramada.
Sorte a minha, o Sr. K n�o passava muito tempo com ela.
- Com quem andava? - Agora, Cathy Rogers, modelo.
- E ela? � apenas um acess�rio? - N�o, era algo s�rio. Gostava dela.
A Sra. Keyes gostava que ele gostasse?
A Sra. Keyes s� gosta da Sra. Keyes.
Desculpe.
- Queremos falar com a Cathy Rogers. - Ela n�o est� aqui.
A ag�ncia dela diz o contr�rio.
Est� bem.
A imprensa n�o larga a pobre coitada.
Ela veio esconder-se aqui, n�o est� em condi��es para trabalhar.
Cathy.
- Estes senhores s�o da Pol�cia. - Detectives Briscoe e Logan.
Ela matou-o.
- Acha que sim? Ligou � Pol�cia? - N�o.
Mas quando me contaram, soube logo.
Esteve com ele ontem � noite.
Se vos contar algo, como sei que n�o v�o informar os m�dia?
O meu agente diz que a minha hist�ria vale muito se for um exclusivo.
Talvez at� d� um filme.
Tamb�m pode significar obstru��o e pena de pris�o em Bedford.
Porque omitiria provas?
Eu era doida pelo Kesey!
Dizia a toda a gente que era o melhor amante que j� tinha tido!
Cumprir essas expectativas desse ser duro para algu�m da idade dele.
Talvez ontem quisesse chegar ao c�u e tivesse uma paragem.
Ele ontem n�o tinha nada de mal.
Foi �ptimo, como sempre.
Depois, tom�mos banho juntos.
Ele queria mais, mas eu tinha de trabalhar cedo e sa�.
Ele tinha o smoking vestido quando se foi embora?
Estava a ver a CNN quando sa�.
Quando cheguei a casa, liguei-lhe para dizer que estava bem. Fal�mos
e ela entrou no quarto, por isso, ele teve de desligar.
A rameira est� a mentir, n�o falei com ele.
Nem confirmo nem desminto que tinha uma convidada no quarto.
N�o nos met�amos na vida um do outro.
O problema � que disse que ele dormiu c� em baixo por sua causa.
N�o vejo porque a minha vida sexual vos diga respeito.
N�o a incomoda que algu�m descreva o seu marido como um amante genial?
Leia os tabl�ides, Sr. Logan. Ela n�o � a primeira.
O Jonathan deu 25 mil d�lares a uma vadia por fazer boas aprecia��es.
Ele tinha um ego gigante.
Eu aceitava isso e era bem recompensada.
O smoking ainda levanta problemas.
Talvez ela lhe fosse entregar um pr�mio.
Desculpe o atraso, o tr�nsito estava horr�vel.
Tenho de me sujeitar a isto? O que diz a lei?
A lei diz que estes agentes n�o t�m nada que investigar esta morte.
O relat�rio do m�dico-legista
diz que Jonathan Keyes morreu de causa natural.
O Felix acompanha-vos � porta.
O meu tio morreu de jardineiras. Quando a fam�lia chegou,
estava num fato de linho com as m�os em cima do chap�u.
Vestir um morto n�o � invulgar.
Mas os seus primos n�o ligaram � Pol�cia a dizer que fora assassinado.
O tio Willie n�o era seguido 24 horas por dia pela imprensa.
A mi�da do momento diz que a mulher o visitou pouco antes de morrer.
E tenta vender os direitos do filme.
Nove em cada dez pessoas culpam a mulher, mas isso n�o vos d� um caso.
Lenny, recebi uma chamada para ti.
O filho Lance Keyes pede para lhe ligares para o clube.
Divirtam-se, est� com o advogado.
Caso encerrado?
Oficialmente, est�o na hora de almo�o.
CLUBE GRIFFIN SEXTA-FEIRA, 28 DE MAIO
Jog�mos squash na semana passada. Venceu-me em tr�s sets.
- N�o morreu de causas naturais. - O m�dico-legista discorda.
Quem diz que n�o o subornaram?
O pai do Lance ia divorciar-se. O acordo pr�-nupcial
limitava a Danielle a um sal�rio a um fundo de um milh�o de d�lares.
E ela n�o consegue viver com isso?
Pode viver bem melhor com um ter�o dos bens dele.
Recebe 36 milh�es pelo testamento
e o terreno em Southampton.
Onde a vi�va triste est� a receber 200 convidados neste momento.
S� temos o relat�rio do m�dico-legista at� aparecer algo novo.
- Se � uma quest�o de dinheiro... - Lance.
S� queremos ajudar no que for preciso.
Nenhum mi�do gosta da madrasta, basta ler a "Cinderela".
E o Lance tem um bom motivo, a massa do pap�.
O que n�o for para a mulher, vai para a conta dele.
Funer�ria, sem morgue. Embalsamado, nada de aut�psia.
Algu�m est� a decidir por n�s.
Quando se tem dinheiro e se morre, tratam-nos de maneira diferente.
Quando � que algu�m fez queixa de um homic�dio e n�o se analisa o local?
Ningu�m nos deu um mandado e n�o vou arriscar a pens�o por causa disto.
S� ousado, Lenny. Se o tipo � a v�tima,
temos todo o direito de analisar o local do crime.
Oxal� o tempo esteja bem em Southampton.
Tenho de ligar � Sra. Keyes. Duvido que ela permitisse isto.
Lembra-se do Sr. Keyes? Acha que ele ia permitir?
Tem mesmo de limpar isto tudo?
Um especialista para cada membro.
Ainda bem que n�o tenho dinheiro para saber se estou doente.
S�o m�dicos diferentes, mas � tudo aviado na mesma farm�cia.
Algu�m n�o limpou bem isto.
Uma mancha castanha.
- Sangue seco? - Talvez de uma injec��o.
Olha para isto.
N�o te parece a tampa de seguran�a de um frasco de rem�dios?
E vai parar tudo no lixo.
- Ser� a tua sorte de irland�s? - Talvez.
Relat�rio do algod�o: � sangue do tipo do Keyes.
- Vest�gios de �lcool e insulina. - Que bom. S� uma pergunta.
J� ouviram falar num mandado?
� a casa da v�tima. N�o � preciso mandado para um local do crime.
Mas tamb�m � a casa da vi�va, o algod�o pode ser inadmiss�vel.
Ao menos sabemos o que procuramos.
As pessoas podem morrer de excesso de insulina.
J� pensaram que podia ser diab�tico?
Pedimos um mandado para os registos da farm�cia.
Um mandado d� logo direito a uma chamada da sede.
Esque�a o juiz.
Falamos com a governanta. Deve saber se h� diab�ticos na fam�lia.
CASA DE HELGA HOLTZ SEGUNDA-FEIRA, 31 DE MAIO
Eu saberia se algu�m tivesse diabetes.
Como pode ter tanta certeza?
Eu marco todas as consultas no m�dico,
e sei tudo o que se passa na vida deles.
Ent�o, porque se levantou o Sr. Keyes �s 4h e vestiu o smoking?
Pode dizer-nos mais uma vez como estava ele quando o encontrou?
Porque o faria?
As pessoas dizem-vos uma coisa e voc�s n�o ligam nenhuma.
N�o achas curioso termos encontrado uma bola de algod�o no quarto?
Faz-me pensar em quem ligou para n�s.
Foi a senhora, n�o foi?
N�o sei ao que se referem.
Vamos terminar esta conversa na esquadra.
Tenho direito a um telefonema.
A Sra. Keyes n�o queria que o encontrassem nu.
E o quarto... Era �bvio
o que se tinha ali passado.
Limpou o quarto antes de nos ligar.
Limpei. Fiz a cama
e vesti-o.
Porque fez isso?
Porque queria saber
se havia sinais de homic�dio.
E o Sr. Keyes sempre me disse para obedecer � Sra. Keyes.
Ele sabia o que eu achava.
Se n�o gostava dela, porque n�o se veio embora?
Conhecemo-nos h� muito tempo,
desde o primeiro casamento dele.
Criei o filho deles, o Lance e quando a m�e dele morreu,
precisaram de mim.
Fiquei l�.
O Lance Keyes e o advogado est�o aqui.
Agora j� sabemos a quem ligou.
Como assim, investigou por si?
Estava tudo muito parado
e o Lance achou prudente contratar um detective.
Algu�m que n�o se deixasse intimidar pela minha madrasta.
Ele encontrou este saco na casa de banho da Sra. Keyes.
Dentro do saco, encontrou outro mais pequeno,
que continha...
Test�mo-la. Tem restos de insulina. Foi assim que ela o matou.
Como sabemos que n�o era do seu pai?
O Sr. Keyes n�o podia entrar no quarto dela, muito menos na casa de banho.
Tamb�m recolhemos os pagamentos da farm�cia Bergman.
H� duas semanas, a Sra. Keyes comprou
insulina e seringas. - Mas que conveniente.
Quem me garante que n�o manipularam tudo isto?
A seringa tem impress�es digitais dela.
- Podem testar � vontade. - S� ela � que estava em casa.
Com licen�a.
Se fosse sempre assim t�o f�cil.
N�o gosto de receber provas de um dos interessados.
Se n�o estiv�ssemos de m�os atadas, ter�amos aquilo tudo.
H� insulina na seringa, na casa de banho dela, impress�es digitais,
a namorada coloca-a no local. � causa prov�vel para deten��o.
Mas isto n�o se liga � morte dele, lembrem-se do relat�rio do m�dico.
Causas naturais.
O m�dico estava de m�os atadas. N�o p�de mexer no corpo, lembra-se?
Enquanto tivermos aquele relat�rio, n�o houve homic�dio.
Est� a dizer que vamos desistir?
N�o. Vou ligar ao procurador e vamos exumar o corpo do Keyes.
Tenente, n�o quero saber quem ligou.
Ou investiga um caso correctamente ou pode ir j� pensando na reforma.
- Alto l�. Segui a lei � risca. - Ao evitar uma aut�psia?
Leia o ficheiro. O m�dico no local disse que morreu de causas naturais.
Nunca lhe ocorreu que corresse um risco pessoal nesse diagn�stico?
Lembre-me para nunca lhe pedir ajuda.
A decis�o agora � f�cil, estando neste gabinete.
Estou a par da sua situa��o, tenente.
26 chamadas esta manh�, incluindo sete congressistas
e tr�s ju�zes.
Est�o a levar o "Descanse em paz" muito a s�rio.
Isso n�o tem nada a ver com os factos.
Vai deixar que isso o influencie?
N�o, mas pode influenciar o pobre coitado no tribunal
que tem de decidir se desenterra cad�veres ou n�o.
A Sra. Keyes est� no seu gabinete com o advogado,
o professor Norman Rothenberg.
Est� explicado. Os ricos s�o diferentes: t�m advogados melhores.
Bolas, Ben, o que aconteceu ao civismo? O homem est� enterrado.
S� queremos saber se a cerim�nia n�o foi prematura.
Isto anda assim t�o lento que t�m de come�ar a inventar crimes?
Ela tinha motivo.
Dentro de alguns anos, Dra. Kincaid,
talvez consiga julgar sem ser se precipitar.
Uma seringa com restos de insulina com as impress�es da sua cliente,
na casa de banho dela. Provas mais s�lidas � imposs�vel.
Se provassem que a morte foi por excesso de insulina, sim.
A galinha ou o ovo. Por isso pedimos a exuma��o.
E espera que o juiz aceda com base num palpite?
Uma bola de algod�o com restos de insulina encontrada no quarto dele.
- N�o � lixo. - N�o me insulte.
Sabe que o algod�o foi obtido sem base jur�dica.
- O juiz nunca iria dizer o contr�rio. - Era a casa da v�tima.
Era um condom�nio arrendado em comum.
Morrendo o Sr. Keyes, a propriedade passa para a Sra. Keyes, � a lei.
Pode andar em c�rculos � vontade, n�o chega a lado nenhum.
Deixo que o juiz decida.
E quando o fizer, um simples pedido de desculpas
n�o ser� suficiente.
Isso � uma amea�a?
N�o, � uma promessa.
N�o consigo ter pena dela.
Vamos arranjar apoios suficientes para o juiz concordar.
A Danielle nasceu em ber�o de prata.
Mas o ber�o j� ia na terceira hipoteca.
A conta do Jonathan ajudou a devolver brilho � coroa dela.
O av� dela era um duque qualquer.
O Sr. Keyes sabia que a mulher s� se casara por dinheiro?
Os interesses do Jonathan eram mais libidinosos.
Devia ter visto a Danny h� dez anos.
Era parecida com a Cathy Rogers.
Uma supermodelo. Quem o pode censurar?
S� quero saber se a mulher o censurava.
Nestes c�rculos, as facadinhas s�o previs�veis.
Mas o que � bom para o macho nem sempre � bom para a f�mea.
A Sra. Keyes tamb�m tinha um caso?
O ego do Jonathan n�o aguentou.
- Quem era o namorado? - Para ser bem-educado...
Marcela Di Portago era mais do que uma parceira de neg�cios.
Nunca ouviu dizer que � chique ser gay?
E sem d�vida que a Danielle � chique.
- Durou alguns meses. - N�o era nada s�rio?
A Danielle estava curiosa e precisava de assunto na sauna.
- N�o foi nada. - Para o Jonathan, foi.
Porque n�o p�de assistir?
O meu namorico com ela pode contar como motivo para o div�rcio,
mas n�o foi a raz�o principal.
E o que foi?
A meu ver, o pobre Kesey fartou-se de estar no quarto de h�spedes.
- N�o estava l� por escolha pr�pria? - Foi por desespero.
Mostrava as hormonas de macho para a excitar.
- Ent�o, ele gostava dela? - Mas era in�til.
H� uma raz�o para a "Cosmo" lhe chamar Princesa do Gelo.
Em dez anos, s� a vi excitada uma vez.
Quando se acabou o Chateau d'Yquem no Lutece.
� uma maneira cara de engolir os comprimidos.
Ela usava insulina?
- Gentilmente cedida por Whit Ferguson. - O escritor?
Sou m�ope, tenho alergias, sou xen�fobo,
e alguns amigos meus juram por Deus que sou esquizofr�nico.
Acha que sou paran�ico?
- S� me interessa a diabetes. - Que pena, � a mais enfadonha.
� o pre�o dos excessos e a heran�a do meu av�,
por sair de Charleston, claro.
Tem de injectar insulina?
� a minha cruz. Diga-me l� outra vez o que faz na vida?
Sou assistente do procurador.
Com uma cara dessas devia beber Cristal no Bosque de Bolonha
e n�o caf� no Irving's na rua dos tribunais.
� fant�stico o que os russos fazem com uma batata.
Ent�o, � um esc�ndalo lindo, n�o �?
Sempre soube que ela era capaz de matar algu�m.
- Arranjou-lhe a insulina? - N�o � preciso receita.
- Para a seringa, �. - Certo.
Na verdade, sempre achei que o estilo dela
era mais uma pistola de cabo madrep�rola numa mala bordada.
Tanto quanto sei, a insulina era apenas para combater a celulite.
Ela injectava insulina para perder peso?
H� quem fa�a de tudo para caber num 34.
Os Keyes achavam que a insulina ia queimar o leite-creme todo.
O Jonathan Keyes tamb�m se injectava?
O pobre Johnny n�o tinha coragem para fazer tal coisa.
N�o, fechava os olhos e deixava a Danny divertir-se.
Quando foi a �ltima vez que lhe deu uma seringa?
N�o estava para isso. Disse ao meu farmac�utico
que de vez em quando a Sra. Keyes ia levantar a minha receita.
Esta gente nunca ouviu falar em exerc�cio f�sico?
Porqu� suar se pode injectar?
Achei que a insulina originava um coma, n�o insufici�ncia card�aca.
O m�dico dos Keyes disse que havia hipertens�o na fam�lia.
Uma quantidade indesejada de insulina pode causar problemas card�acos.
O que ainda n�o prova que a Sra. Keyes o injectou.
O Ferguson assinou a declara��o em como o Keyes nunca se auto-injectava.
Encontraram uma seringa usada com as impress�es digitais dela.
Acho que � suficiente para uma aut�psia, apesar de ser tendenciosa.
- Ai �? - �.
Oxal� o juiz Mooney tamb�m tenha essa desvantagem.
GABINETE DO JUIZ MOONEY QUINTA-FEIRA, 3 DE JUNHO
Revi o pedido do Povo e as declara��es anexas.
Conseguem ser convincentes.
Posso assumir, pela falta de documentos apresentados,
que n�o se op�e a nada disto? - Pelo contr�rio.
A mera documenta��o n�o consegue demonstrar a nossa oposi��o.
Isto s�o factos, n�o um melodrama.
Cheg�mos ao ponto na advocacia
em que a humanidade e a compaix�o s�o ignoradas?
Por favor, Dr. Rothenberg, j� me custa respirar l� fora.
- Presumo que a sua cliente queira falar. - Exacto.
Demore o tempo que for preciso.
Estamos a falar do meu marido, n�o de um cad�ver qualquer.
Fomos felizes durante dez anos.
O Norman contou-me o que se faz numa aut�psia.
Dr. Stone, n�o sei o que tem contra n�s.
Presumo que seja o dinheiro. N�o faria o mesmo a outras pessoas.
S� n�o compreende que eu o amava.
Como explica a agulha com as suas impress�es digitais
encontrada na sua casa de banho?
No fim, deitava sempre as agulhas fora.
H� meses que n�o me injecto.
Os registos da farm�cia indicam que comprou insulina
duas semanas antes da morte do seu marido.
Sim, mas foi para o Jonathan.
Queria que ele parasse, sabia que n�o era saud�vel.
Mas ele comia em demasia.
Injectava-se sempre que comia muito.
O Sr. Ferguson disse que o seu marido tinha medo de se injectar.
Ao in�cio, mas se eu me recusasse a inject�-lo,
a vaidade era maior que o medo.
Ent�o, porque tinha a seringa as suas impress�es digitais?
N�o sei.
O m�dico na altura disse que a causa de morte era paragem card�aca.
O que faz sentido se houver uma overdose de insulina.
Se for, algu�m � respons�vel por isso.
O corpo ser� exumado com a m�xima celeridade.
Sra. Keyes, se a aut�psia for negativa, pe�o-lhe j� imensa desculpa.
LABORAT�RIO DE TOXICOLOGIA SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JUNHO
Retir�mos amostras de tecido da regi�o mast�ide e dos lobos frontais.
Fizemos uma medi��o de subst�ncias.
Isto � o c�rebro dele.
Isto � o c�rebro dele com drogas.
- Que tipo de droga? - O Sr. Keyes nadava em insulina.
- Que surpresa. - � suficiente para uma deten��o.
N�o � bem o ferry de Staten Island.
Esta gente at� comprava Staten Island.
Agora n�o, Popeye.
Isto n�o pode esperar at� amanh�?
Disse-vos que a Sra. Keyes se entregava de livre vontade.
Danielle Keyes, est� presa pelo homic�dio de Jonathan Keyes.
Tem direito ao sil�ncio.
N�o acha que j� a informei de tudo o que precisa de saber?
E as algemas n�o s�o necess�rias.
J� ouviu falar de formalidades. Tem o direito ao sil�ncio.
Estava na casa de banho da Sra. Keyes, por baixo do lavat�rio.
Estava l� um saco, como os da gin�stica.
Abri-o e vi uma bolsa de tecido.
- E dentro da bolsa? - Estava uma seringa e um frasco.
� esta a seringa, Sr. Quinn?
�.
- Apresento para prova. - Prova 14 do Povo.
- E o que fez com a seringa? - Levei-a ao laborat�rio Tyler-Hampton.
Testaram-na e disseram que ainda havia restos de insulina na agulha.
Obrigado.
Quem sugeriu que procurasse na casa de banho da Sra. Keyes?
O filho, Lance Keyes.
Pediu especificamente
para procurar no arm�rio por baixo do lavat�rio?
- Pediu. - Quando encontrou o saco,
abriu-o logo? - N�o, tinha um cadeado.
O Lance disse para o abrir � mesma.
Vamos voltar atr�s, Sr. Quinn.
No dia da busca, o Lance abriu-lhe a porta de casa?
N�o, n�o tinha chave. A governanta abriu-nos a porta.
Tinha mandado?
Estive dez anos na Pol�cia e agora sou um cidad�o normal.
N�o preciso de mandado, foi uma busca legal.
- Parece � um assalto. - Protesto.
Tamb�m protesto e renovo o pedido de anula��o da seringa como prova
pois foi obtida de modo ilegal.
Indeferido, para os dois.
S� uma coisa, Sr. Quinn.
Quanto pagou o Lance pelos seus servi�os?
20 mil d�lares.
Passava pouco as 8h30.
Encontrei-o no ch�o da casa de banho, nu.
Sabe porque estava o cad�ver vestido quando a Pol�cia chegou?
A Sra. Keyes pediu-me para o limpar.
N�o iria parecer bem, disse ela, tendo tudo em conta.
Quando encontrou o Sr. Keyes
estava alguma seringa ou instrumento ao lado dele?
N�o.
S� mais uma pergunta, Sr. Holtz.
Porque ligou � Pol�cia a dizer que o Sr. Keyes fora assassinado?
Porque conhe�o a Sra. Keyes.
Obrigado.
O meu s�cio, Gerald Austin, ir� substituir-me em julgamento.
Op�e-se, Dr. Stone?
N�o, Sr. Dr. Juiz.
Tente lembrar-se. O que serviu ao jantar nessa noite?
Carne assada, pur� de batata
e um Bordeaux branco.
E para sobremesa?
Bolo de chocolate alem�o
e vinho Sauterne.
O Sr. Keyes comeu mais do que uma fatia de bolo?
- Comeu duas. - Parece que o queria engordar.
N�o escolhi a ementa, foi a Sra. Keyes quem escolheu.
Mas serviu tudo, sabendo que poderia lev�-lo a injectar-se
com uma dose letal de insulina?
Eu jamais...
jamais faria mal ao Sr. Keyes.
4 mil d�lares � hora � muito para um segundo advogado.
Presumo que fa�a um desconto � Sra. Keyes.
Isto � para treinar.
A �poca s� come�a quando estiver a falar perante o supremo.
At� o Norman precisa de fundamentos para recurso e n�o ser� f�cil.
Em 20 anos, o DiMaggio nunca mergulhar para apanhar a bola.
Vinham todas ter com ele.
� curioso, n�o �?
- N�o percebi. - Vai deitar tudo a perder.
Acha que tem bases para recurso e deixa o assistente treinar
enquanto prepara a mo��o. - Ir a recurso com o qu�?
SUPREMO TRIBUNAL QUARTA-FEIRA, 21 DE JULHO
Estive em casa dele at� �s 2h e o motorista levou-me a casa.
- Estavam sozinhos em casa? - N�o.
A luz da suite estava ligada. A Sra. Keyes estava em casa.
Quando chegou a casa, o que fez?
Liguei ao Jonathan.
Ele queria saber se chegava bem a casa.
Fal�mos durante cinco minutos
e ele disse que tinha de desligar.
- Porqu�? - Ele disse que ela queria falar.
A Sra. Keyes?
Sim.
Obrigado.
Ouviu mesmo a Sra. Keyes enquanto estava ao telefone?
Ele estava a falar com uma mulher.
A Helga tinha sa�do. Quem mais estaria em casa �quela hora?
Exacto. Porque acho que outra mulher que n�o a esposa
entrasse no quarto dele?
Sim, o saco da gin�stica � meu,
mas n�o sei como foi parar ao arm�rio da casa de banho.
- E a bolsa l� dentro? - � minha. N�o a usava h� meses.
Costuma estar na casa de Southampton.
Quando soube que o seu marido tinha morrido, o que fez?
Liguei ao Lance.
- Onde estava ele na altura? - Na casa de Southampton.
O s�tio onde guardava a bolsa. Isso sugere alguma coisa?
- Protesto. - Retiro a pergunta. Obrigado.
S� mais uma pergunta, Sra. Keyes.
Alguma vez autorizou o Lance a entrar na sua casa de banho?
Claro que n�o. Nem o sequer deixava entrar em minha casa.
N�o tenho mais perguntas.
Sra. Keyes, porque dormia o seu marido no quarto de h�spedes?
Assumi que ele tinha companhia.
Costuma ter companhia muitas vezes?
�ramos casados, Dr. Stone.
O que faz�amos, onde e com quem � irrelevante.
Eu adorava o Jonathan e ele a mim.
N�o fica zangada ao saber que o seu marido dorme com outra mulher
em sua casa?
N�o espero que compreenda. Eu e o Jonathan �ramos diferentes.
Pois, parece que sim,
pois a maioria das pessoas quando quer perder peso, come menos.
A maioria das mulheres n�o gosta que os maridos tenham casos
e a maioria das mulheres ao encontrar o marido no ch�o da casa de banho,
chamam a Pol�cia antes de lhe vestir um smoking, n�o �?
N�o sou como a maioria, Dr. Stone.
Mas se o seu marido se divorciasse, seria, n�o � verdade?
Ent�o, seria igual aos outros e n�o suportava isso, pois n�o?
Dr. Stone.
- Dr. Austin, n�o protesta? - N�o.
- Dr. Rothenberg? - N�o, Sr. Dr. Juiz.
Obrigado, Sr. Dr. Juiz.
Ele sabia que o j�ri a ia odiar.
Ele levou-a a depor para provar uma entrada ilegal.
N�o quer saber do efeito dela no j�ri.
A busca foi legal. Temos 200 anos de precedente do nosso lado.
O Dr. Rothenberg adoraria mudar isso.
� melhor come�armos a investigar para responder ao recurso dele.
Mas nem sequer temos um veredicto!
Vamos ter. Aposto que demora duas horas.
Teremos uma condena��o seguida de recurso.
Na �nica queixa do caso, homic�dio simples,
o que decidiram?
Decidimos que a r� � culpada.
Pe�o que adie a fian�a enquanto pe�o o recurso.
Est� a antecipar-se, n�o?
Protesto, pelo menos at� receber a mo��o para recurso.
Considere-a recebida.
Fian�a adiada.
A Sra. Keyes est� a ser bem tratada. Uma mo��o de cem p�ginas.
E n�o cita nenhum caso a fundo.
Os detectives privados n�o precisam de mandado.
Tenho casos federais e estatais para o provar.
S�o cinco ju�zes, Dra. Kincaid.
Dois t�m de virar para a direita para ver o liberal Thurgood Marshall.
A mulher matou o marido, temos a arma do crime, o j�ri condenou-a.
Mas ela j� n�o est� a ser julgada.
� um recurso. � a vez dos advogados serem julgados.
TRIBUNAL DE RECURSO TER�A-FEIRA, 17 DE AGOSTO
Ben. Bela mo��o. Acho que n�o deixou escapar um caso.
Deve estar confiante, Norman.
S� costuma dar elogios quando acha que vai ganhar.
Acho que t�m o Marshall e a Bryant. A Jensen e o Bloom est�o do meu lado,
e o voto indeciso � o do Justice Getman.
Norman, n�o me oponho a uma altera��o da lei,
s� gostava � que quando o fizesse, escolhesse algu�m merecedor.
A minha �nica preocupa��o � a lei.
Deixo a justi�a para uma autoridade mais majestosa.
Inconstitucional � uma palavra demasiado ins�pida.
A busca il�cita da casa de banho de uma mulher
vai contra o que Cardoza chamou
"a ess�ncia de um esquema de liberdade organizada".
A justi�a exige que os frutos dessa busca,
nomeadamente, a seringa, sejam anuladas.
Corrija-me se estiver errada,
mas a busca n�o foi feita por um particular?
A Constitui��o exige ac��o governamental.
O actor � um detective privado com uma licen�a emitida pelo governo.
Ali�s, foi agente do governo.
Mas o Supremo Tribunal decidiu que a licen�a de uma loja de bebidas
n�o fazia de um clube privado um agente do estado.
A licen�a do detective privado � �nica.
Permite a um indiv�duo servir na capacidade de agente da lei,
uma actividade apenas reservada ao governo.
E principalmente neste caso,
o estado beneficiou das ac��es ilegais do indiv�duo.
Tal como n�o toleramos uma invas�o governamental na casa de banho,
n�o dev�amos tolerar um agente do governo suspeito
que violasse o que a Constitui��o disse ser inviol�vel.
Se o fizermos, quem puder pagar 20 mil d�lares a um detective privado
teriam em sua posse uma justi�a mais forte
daqueles que n�o conseguem pagar.
Muito obrigado.
� a legisla��o pura. A Quarta Emenda existe
para controlar apenas a actividade governamental,
e qualquer busca privada, seja ela digna ou n�o,
n�o pode ser proibida pela Constitui��o.
E se a busca foi feita
para promover um objectivo governamental?
Qualquer busca que revele provas mais tarde usadas em tribunal
promove objectivos governamentais.
Dr. Stone, enquanto estou inconsciente na cadeira do dentista,
ele decide revistar a minha mala e encontra uma arma.
Acha que deve ser uma prova admiss�vel contra mim num homic�dio?
O Supremo Tribunal acha que sim.
Sendo extremista, se a Pol�cia n�o tiver causa para um mandado,
um cidad�o particular pode fazer o trabalho sujo por ele.
Sim, mas neste caso foi o filho da v�tima de homic�dio
que pediu a busca.
Se n�o tivesse dinheiro para contratar um detective privado
este caso nunca teria vindo parar a tribunal, n�o � verdade?
Sim, � verdade.
Mais uma vez, a justi�a � algo que se compra?
Se houver uma duplicidade de padr�es, dever�amos elimin�-la
n�o ao reduzir � justi�a � disposi��o dos abastados,
mas ao melhorar a qualidade de justi�a para todos.
Obrigado, Dr. Stone.
A vit�ria no recurso foi uma surpresa?
N�o, a surpresa � ter demorado tanto tempo para o sistema jur�dico
reconhecer uma viola��o b�sica das liberdades de um indiv�duo.
Foi uma decis�o de tr�s para dois. Vamos pedir recurso.
Quem te paga as contas?
O tribunal limitou a decis�o aos factos espec�ficos deste caso.
Ent�o, rezamos e voltamos a julgar a mulher.
Com o qu�? Depois do recurso, n�o podemos usar a seringa.
� dif�cil provar a inten��o de homic�dio sem a arma do crime.
E se n�o foi intencional? E se dissermos que, apesar das provas,
a overdose foi dele,
mas que a Sra. Keyes escolheu a ementa, sabia que ele ia comer mais,
e injectar-se a seguir?
O j�ri pode dar-lhe indiferen�a. � homic�dio simples.
E depois?
O Rothenberg convoca-nos para outro recurso e depois outro
e depois outro. - E vamos desistir assim?
Quando levas com a porta na cara vezes suficientes,
acabas por perceber que n�o te deixam entrar.
- � �bvio que ela � culpada! - Ela nunca ir� presa.
Podemos ter a lei do nosso lado e os factos tamb�m,
mas a Danielle Keyes tem o dinheiro do lado dela.
N�o conseguimos vencer isso.
O caso est� encerrado.
A Danielle Keyes vendeu a casa de Nova Iorque por 6 milh�es.
Comprou uma mans�o no sul de Fran�a.
Vai chegar a altura em que isto deixa de o perturbar?
N�o, n�o vai chegar.
ESTA HIST�RIA � FICT�CIA.
Tradu��o e Legendagem M�nica Moreira / CRISTBET, Lda.
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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