All language subtitles for Earth.Making.Of.A.Planet.2011.pob

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Original subtitles

A Terra, at� onde sabemos, � o

�nico lugar com vida no universo.

Ent�o, o que faz com que nosso planeta t�o especial?

Para encontrar respostas, devemos viajar de volta no tempo.

Ver os primeiros seres humanos andando na Terra.

Passear sobre cada colis�o continental.

Enfrentar dinossauros assassinos.

Mergulhar em oceanos cheios de formas de vida bizarras.

Sentir o frio amargo de idades de gelo globais.

E experimentar a f�ria dos ataques de m�sseis c�smicos.

Ao viajar ao passado,

podemos juntar as pe�as da incr�vel

hist�ria do nosso planeta.

E descobrir porque tudo isso, e todos n�s,

estamos aqui.

TERRA: FORMANDO UM PLANETA

Tradu��o e sincroniza��o: jlsilveira2005@gmail.com

A viagem come�a quase cinco bilh�es

de anos atr�s.

Ainda n�o h� nenhum sinal da Terra.

Somente o Sol, uma estrela rec�m-nascida, rodeada por poeira.

A Terra ainda n�o foi formada .

Mas com o tempo, a gravidade transforma a poeira

em pequenas rochas.

Para nossa surpresa, algo t�o complexo quanto

um planeta � formado de nada mais do que poeira

e rochas.

Ao longo de milh�es de anos, a gravidade atrai estas

rochas ,que juntas, formar�o a Terra.

Um , dos centenas de planetas

que ent�o circulava o sol.

Mas, h� quatro anos e meio bilh�es de anos atr�s,

a Terra parece mais como um inferno do que um lar.

Com temperaturas superiores a

1100 graus Celsius.

N�o h� ar, apenas di�xido de carbono,

nitrog�nio e vapor de �gua.

� t�o quente e t�xica que, se cheg�ssemos

muito perto ser�amos incinerados e

sufocados em segundos.

Este planeta rec�m-nascido � uma bola de rocha l�quida

em ebuli��o!

Um oceano sem fim, de lava.

Outro jovem planeta chamado Theia est� se dirigindo

direto para a Terra.

Com o tamanho de Marte, viaja com cerca de 16 quil�metros por segundo!!

vinte vezes mais r�pido do que uma bala!

A gravidade do intruso distorce a superf�cie da Terra.

Gerando ondas de choque em todo o planeta.

� como se os jovens planetas se transformassem em l�quidos.

Trilh�es de toneladas de escombros do choque

s�o lan�ados para o espa�o.

Mas ao longo de mil anos,

a gravidade transforma o entulho em um anel de

poeira vermelha quente e rocha, que circunda a Terra.

A partir deste anel, forma-se uma bola,

com mais de tr�s mil quil�metros de largura.

� o nascimento da nossa Lua.

Mas estava muito mais perto do que a Lua de hoje,

apenas 22.500 quil�metros de dist�ncia, em vez dos

400 000 quil�metros atuais.

O Sol nasce sobre uma Terra em esfriamento.

E se p�e em apenas tr�s horas depois.

A Terra est� girando t�o r�pido que um dia inteiro

dura seis horas.

Os dias podem passar rapidamente, mas a Terra

muda lentamente.

Para entender as mudan�as do nosso planeta, n�s

precisamos acelerar o tempo atrav�s de milh�es de anos.

3,9 bilh�es anos atr�s,

uma chuva de meteoros bombardeia a Terra.

S�o detritos que sobraram do sistema solar

em forma��o.

Dentro dos meteoros existem cristais que parecem

gr�os de sal.

E dentro dos cristais est�o got�culas min�sculas

de �gua.

Estes m�sseis mortais continham o

ingrediente necess�rio para vida na Terra.

Apenas uma pequena quantidade de �gua existe dentro de

cada um meteorito, mas como bombardeiam a Terra

por mais de 20 milh�es de anos,

piscinas de �gua come�am a aparecer.

O n�cleo da Terra permanece fundido,

mas a sua superf�cie esfriou o suficiente para formar uma

crosta.

O temperatura do ar � cerca de 80 graus.

No futuro, vamos ter a oportunidade

de beber esta �gua

Cada gole, cada po�a,

cada gota de �gua em todos os oceanos,

tem bilh�es de anos de idade.

E ele pode ter viajado milh�es de

quil�metros para chegar at� n�s, transportada dentro de um

meteoro.

A Terra parece mais familiar,

mas ainda � um lugar perigoso.

Os ventos s�o mais r�pidos que o mais destrutivo

dos furac�es atuais.

Formam-se mega tempestades, aumentadas pela

r�pida rota��o do planeta.

A Lua est� t�o perto da Terra que a sua gravidade

� t�o forte, que cria enormes mar�s

que inunda toda a superf�cie do planeta.

Mas com o tempo, o Lua se afasta,

as ondas se acalmam e o planeta passa a girar mais lentamente.

700 milh�es anos depois do nascimento do planeta,

a �gua vivificante cobre a sua superf�cie.

Assim como peda�os dispersos de

min�sculas ilhas.

Elas parecem vir do nada.

Como elas chegam aqui?

Rajadas de rocha derretida atravessam a crosta

terrestre e sobem atrav�s do oceano.

Depois de um tempo a lava esfria,

formando um ilha vulc�nica.

No futuro, estas ilhas se unir�o

para formarem os primeiros continentes.

A Terra agora tem �gua e terra.

Est� come�ando a parecer com o planeta que chamamos de lar.

Mas a atmosfera ainda � t�xica e a

temperatura � escaldante.

A vida aqui � imposs�vel.

Desde a forma��o do planeta,

meteoros vem se chocando com a Terra.

Mas h� 3.8 bilh�es de anos atr�s,

os choques entram numa nova fase de violencia!

Algo perturbou as �rbitas desses

meteoritos.

Junto com a �gua, os meteoritos trazem

algo mais.

A medida que se decompoem, passam a liberar

subat�ncias qu�micas.

Carbono e prote�nas primitivas feitas de amino�cidos,

s�o transportados do espa�o sideral para

o fundo do oceano.

Milhares de metros abaixo das ondas, � escuro,

e pr�ximo de zero graus.

Mas algo inimagin�vel e dram�tico est� acontecendo.

Chamin�s submarinas, vomitando l�quido quente.

A �gua do mar se infiltra na Terra atrav�s de

rachaduras na crosta, coletando minerais e

gases ao longo do caminho.

Esta mistura poderosa � liberada de volta para

o oceano, construindo estas torres.

Combinada com os minerais e substancias

trazidas pelos meteoritos, a �gua torna-se

uma sopa qu�mica.

� imposs�vel saber como ou quando,

mas de alguma forma estas subst�ncias se reuniram para criar

a vida!

A �gua agora est� cheia de

organismos microsc�picos.

Estas bact�rias unicelulares s�o as

primeiras formas da vida na Terra.

Esse � o momento de defini��o na forma��o do

planeta.

A vida microsc�pica segue seu caminho.

Por centenas de milh�es de anos

nada mudou.

A vida s� est� representada por bact�rias unicelulares

Para encontrarmos formas de vida mais complexas,

precisamos avan�ar para 3,5 bilh�es de anos atr�s.

E num oceano raso.

Parecem rochas, ou mesmo plantas,

crescendo no leito do mar.

Cada monte por�m,� uma col�nia de bact�rias vivas

chamadas de estromat�lito.

Estas bact�rias transformam a luz solar em alimento,

num processo chamado de fotoss�ntese.

Elas usam a energia da luz solar para transformar

g�s carbonico e �gua em glicose,

uma forma simples de a��car.

E esta rea��o m�gica, fabrica como sub-produto,

um g�s chamado de oxig�nio.

De dentro da �gua, os estromat�litos lentamente

enchem os oceanos com oxig�nio.

O oxig�nio, em seguida,transforma min�rio de ferro em

ferrugem, que se deposita no fundo do oceano,

para formar dep�sitos de rochas ricas em ferro.

� este mineral que um dia ser� usado para

construir pontes, navios, e arranha-c�us.

Acima das ondas, o oxig�nio transforma a

atmosfera.

Estes estromat�litos est�o criando um dos mais

importantes elementos para a vida na Terra.

Sem eles, praticamente todos os seres vivos

n�o existiriam.

Nos pr�ximos dois bilh�es de anos os niveis

do oxigenio continuam a subir,

e a rota��o do planeta diminui,ainda mais.

Os dias ficam mais longos

passando a durar pelo menos 16 hours.

3 bilh�es de anos ap�s o nascimento do planeta,

ainda n�o h� vida complexa,

sem plantas, sem dinossauros, sem humanos.

Mas a Terra possui algo que a diferencia

dos outros planetas existentes no sistema solar.

uma for�a com o poder para mudar tudo.

Um e meio bilh�o de anos atr�s

A Terra � uma linda bola azul,

pontilhada com ilhas vulc�nicas.

Ao longo de milh�es de anos, uma for�a misteriosa

reorganiza estas ilhas.

Escondida sob o oceano,

a crosta da Terra divide-se em grandes

placas.

Mas, ainda mais fundo, o n�cleo da Terra � t�o quente

que gera movimentos na rocha

abaixo da crosta.

Estes movimentos empurram e deslocam as placas

em todo o mundo, levando os oceanos e

as ilhas com elas.

Milh�es de anos decorrem,

nosso planeta � vivo, e est� mudando.

Ap�s 400 milh�es anos um enorme super

continente toma forma.

� chamado de Rod�nia.

Nas �guas rasas que circundam Rod�nia,

estromat�litos continuam com sua magia por mais

de dois bilh�es de anos, bombeando oxig�nio para a

atmosfera.

A temperatura beira os 35 graus.

E os dias duram 18 horas .

Mas este planeta ainda est� mais parecido com Marte do que com a Terra .

Para encontrar novas formas vida, devemos avan�ar rapidamente no tempo.

Estado de Washington: 750 milh�es de anos atr�s.

Uma for�a de dentro do planeta rasga a crosta

em peda�os.

� como se o mundo estivesse se quebrando

literalmente.

E s� h� um for�a poderosa o suficiente para fazer isso,

O calor.

Ele escapa do n�cleo derretido da Terra,

alongando e enfraquecendo a crosta.

Cent�metro por cent�metro, ano a ano,

o grande supercontinente �

dividido em dois.

A intensa atividade geol�gica gera uma massa

de vulc�es.

Eles bombeiam g�s carb�nico na

atmosfera.

O g�s carb�nico se combina com �gua,

e cria a chuva �cida.

Quando o continente se despeda�ou,

muitas peridotitas ficaram expostas.

Estas rochas absorvem a chuva �cida,

incluindo o g�s carb�nico.

Grandes quantidades de g�s carb�nico foram absorvidos da

atmosfera.

Agora, n�o h� suficiente g�s carb�nico no

ar para manter o calor do Sol ao redor do planeta.

Em apenas alguns milhares de anos,

a temperatura cai para aproximadamente

60 graus negativos.

Este deserto gelado � o sul da Austr�lia,

h� 650 milh�es anos atr�s.

� o in�cio do que alguns cientistas chamam de

Terra Bola de Neve, um per�odo que acreditam

ter sido a mais longa, a mais fria idade do gelo que envolveu

o planeta.

Uma grande parede de gelo com milhares de metros

de altura.

E � incontrol�vel.

Quanto mais gelo existe, mais luz solar e calor

refletem para fora do planeta,

e mais rapidamente o gelo se propaga.

N�o muito longe existe uma segunda parede de gelo,

t�o alta quanto esta

As duas parede se deslocam dos polos,

uma no sentido da outra para se encontrarem na linha do Equador.

Agora camada de gelo de at� 3 mil

metros envolve todo o planeta.

A Terra que come�ou como uma bola fundida de fogo,

agora � uma fria bola de gelo.

Praticamente toda o a luz e o calor do sol ,

reflete de volta para o espa�o.

E parece que nada,

nem mesmo o Sol pode salvar o planeta agora.

650 milh�es de anos atr�s,

O gelo sepulta o planeta.

Durante 15 milh�es de anos a Terra � uma grande

bola de neve congelada.

Mas isso n�o pode durar para sempre;

algo deve liberar a Terra desta

pris�o congelada.

E quando isso acontecer, sabe-se que a vida

sobreviveu sob o gelo.

A superf�cie � congelado mas o n�cleo ainda est�

mais quente do que a superf�cie do sol.

Vulc�es tem entrado em erup��o

desde que o mundo come�ou a congelar.

Mas at� agora seu calor e energia ainda

n�o tinham ocasionado nenhum impacto sobre o gelo.

Vulc�es bombeiam bilh�es de toneladas de

g�s carb�nico.

Antes do grande congelamento, rochas da Terra

absorveram o g�s carb�nico.

Mas agora, com as rochas sufocadas pelo gelo,

n�o h� nada para absorver o g�s.

Assim, ele preenche o atmosfera.

Como um cobertor, ele captura o calor do sol

ao redor do planeta, permitindo que a

temperatura torne a subir.

Agora, depois de 15 milh�es de anos,

o gelo come�a a derreter.

Imagina-se que durante Terra Bola de Neve

o gelo tenha pressionado a crosta para baixo.

Mas agora, como ele se derrete, a crosta salta para cima,

criando fissuras e pontos fracos,

e mais vulc�es.

Os vulc�es lan�am mais g�s carb�nico e

eleva a temperatura ainda mais.

O derretimento do gelo aumenta.

E os n�veis de oxig�nio se elevam.

Atrav�s de uma s�rie de rea��es qu�micas

o gelo criou oxig�nio.

Enquanto o planeta foi congelado,

os raios ultravioleta do Sol reagiram com

mol�culas da �gua no gelo, para produzir per�xido de

hidrog�nio, um composto qu�mico rico em oxig�nio.

Agora, � medida que o gelo derrete, o per�xido de hidrog�nio

se rompe e lan�a maci�as

quantidades de oxig�nio.

A Terra est� acordando , e � um lugar

muito diferente.

H� 600 milh�es de anos atr�s, a atmosfera �

quente, como um dia de ver�o.

E os dias possuem cerca de 22 horas de dura��o.

Adicione toda essa �gua e � a receita perfeita

para a vida.

Antes da Terra Bola de Neve, bact�rias primitivas

surgiram nos oceanos.

Mas certamente elas n�o poderia ter sobrevivido

numa era do gelo 75 vezes maior do que a totalidade

do per�odo da hist�ria humana.

Se algo sobreviveu,

ent�o a vida pode ser encontrada onde foi visto pela �ltima vez,

nos oceanos.

Agora, 540 milh�es anos atr�s,

em um oceano cheio de oxig�nio,

aquelas primitivas bact�rias evolu�ram.

Um punhado deve ter-se mantido durante o

grande congelamento.

H� plantas espalhadas no

fundo do mar.

E outra coisa.

O que parece ser uma lesma blindada

fixa sua resid�ncia.

� chamado Wiwaxia, uma nova gera��o de

complexos organismos multicelulares.

A Terra entra em um dos mais din�micos

per�odos de sua hist�ria, a explos�o cambriana.

O aumento dos n�veis de oxig�nio permitiu as criaturas crescerem

desenvolver esqueleto �sseo.

Existem vermes, esponjas,

e estes trilobitas: parentes distantes

dos insetos, lagostas, at� mesmo escorpi�es.

A vida no oceano floresce.

De microsc�picas bact�rias, para monstros.

Isto � Anomalocaris.

Com quase dois metros de comprimento, tem olhos grandes,

dentes afiados e membros articulados.

Tudo o que tem que fazer, � escolher.

O trilobita n�o pode fazer nada,

quando sua barriga macia fica exposta.

Tamb�m encontrado no mar ,est� o Pikaia.

Com cerca de 4 cm de comprimento,

eles podem ter sido o primeiro organismo com coluna vertebral.

Ao longo de milh�es de anos, esta estrutura simples

ir� evoluir para o coluna vertebral que nos mant�m

p�.

Na expectativa de encontrar a vida em ru�nas,

os oceanos est�o de fato cheio de vida.

Onde trilobitas escavam e monstros

espreitam.

E onde criaturas come�am a assumir

formas familiares.

Abaixo das ondas l� j� s�o dezenas de

milhares de plantas e esp�cies animais.

O avan�o da vida parece incontrol�vel.

460 milh�es de anos atr�s

As placas se p�em em movimento, novamente.

Existe um novo continente,

Gondwana.

A temperatura � de 35 graus e os n�veis de oxig�nio est�o perto

do que existe hoje.

A terra deveria estar coberta com plantas e

criaturas rastejando.

Mas n�o existe nada ,

al�m de algumas manchas de algas.

H� apenas um explica��o,

O Sol.

Ele bombardeia a superf�cie com uma radia��o mortal,

de modo que a vida complexa do oceano n�o teria

uma chance em terra.

Mas a 48 quil�metros de altura, onde os raios penetram a

atmosfera da Terra, algo est� acontecendo.

Quando o oxig�nio encontra a radia��o do sol,

ele se transforma em um outro tipo de g�s,

chamar de oz�nio.

Este g�s forma uma prote��o em torno do

planeta e absorve a radia��o letal.

Passados mais de 120 milh�es de anos, a camada de oz�nio fica

mais espessa e impede cada vez mais que a radia��o

atinja a superf�cie da Terra.

Sem esta camada, a vida na terra simplesmente

n�o existiria.

Agora, protegida da radia��o,

a vida decola.

Pequenos peda�os de musgo s�o as primeiras plantas terrestres.

Eles bombeiam ainda mais oxig�nio para o ar.

Elevando a quantidade!

375 milh�es anos atr�s, uma nova esp�cie vive

na �gua,

nadando!

� um peixe estranho chamado de tiktaalik.

Ele usa o pesco�o para elevar-se para cima da superf�cie.

E suas barbatanas funcionam como pernas,

permitindo que se mova para fora da �gua.

Este � uma dos momentos mais importantes da

forma��o do nosso planeta.

Daqui a 15 milh�es de anos, criaturas como essas

evoluir�o.

Eles desenvolver�o membros mais fortes e ficar�o mais

tempo fora da �gua, onde a vida vegetal estar�

explodindo.

At� que, h� 360 milh�es de anos atr�s,

seus parentes, chamados tetr�podes,

dominar�o a terra.

Dos tetr�podes, vertebrados de quatro patas

evoluir�o para dinossauros, p�ssaros,

mam�feros e eventualmente seres humanos.

H� musgos e samambaias em toda parte,

algumas, com um pouco mais de 30 metros de altura.

Uma semente � levada pelo vento.

At� agora,

as plantas se reproduziam usando esporos,

part�culas unicelulares que precisam de muita

�gua para crescer.

Mas essa semente est� a quil�metros da �gua.

Esta planta embrion�ria tem a sua pr�pria comida e

abastecimento de �gua.

Ao contr�rio de um esporo, esta sementes podem sobreviver longe

da �gua por meses, at� anos.

Estas sementes humildes espalham vida por todo o planeta.

E cada �rvore e planta eliminam ainda mais

oxig�nio.

� um ambiente muito parecido com o de hoje.

O planeta percorreu um longo caminho,

a partir de um peda�o incandescente de rocha e poeira,

para um mundo azul e verde repleto de

vida.

H� agora peixe, plantas, e isto,

a lib�lula.

� chamada Meganeura.

Este inseto � do tamanho de uma �guia.

O que antes eram pernas evolu�ram para

asas, que estende a �rea de ca�a da lib�lula

sobre um vasto territ�rio.

H� tamb�m centopeias,

e aranhas l� embaixo.

Estas criaturas, chamadas artr�podes,

est�o entre os primeiros a p�r os p�s sobre terra

centenas de milh�es de anos atr�s.

Eles s�o quase id�nticos aos mesmos

que invadem as nossas casas hoje.

Exceto por uma grande diferen�a.

Como o Meganeura, eles s�o monstros.

� um mundo cheio de gigantes,

onde dipl�podes possuem 6 metros de comprimento,

e os escorpi�es tem o tamanho dos lobos.

Isto � porque o n�vel de oxig�nio � muito

maior do que � hoje,

o que torna o seu sistema respirat�rio

e alimentar mais eficaz, permitindo que seu corpos

cres�am.

Durante esse tempo, os animais vem colocando seus ovos

na �gua.

Mas uma criatura parecida com um lagarto,

chamado Hylonomus, prefere a terra.

Os seus ovos cont�m toda a �gua e os nutrientes

necess�rios para o desenvolvimento do feto.

Os beb�s crescem na sua pr�pria

lagoa independente.

O ovo � um importante avan�o

evolutivo.

Permitindo que os animais deixem a �gua para tr�s,

e conquistem a terra.

Este Hylonomus beb� lidera o avan�o,

como uma nova criatura, o r�ptil.

Inevitavelmente, com a vida, vem a morte.

Mat�ria vegetal morta se forma e se deteriora

em densas camadas nos pantanos.

Durante centenas de milh�es de anos,

rochas cobrem estas camadas.

E, a partir do calor no n�cleo da Terra

e da press�o das rochas acima,

transformam estas camadas em carv�o mineral.

Cada peda�o de carv�o mineral queimado hoje � feito de

plantas que morreram h� 300 milh�es de anos atr�s.

Em meio � decad�ncia, escondida da vista,

a vida est� se mexendo.

Logo sementes ir�o germinar,

plantas v�o crescer, e este terreno baldio

viver� novamente.

A vida parece ter conquistado o planeta.

Mas ser� que vai durar?

Uma manada de criaturas pastando

nas plan�cies da Sib�ria,

e eles s�o grandes.

A evolu��o deu um grande salto para a frente,

pequenos lagartos s�o agora r�pteis gigantes.

Estes s�o Escutossauros parentes distantes

das tartarugas.

Se estes herb�voros s�o inacredit�vei,

os carn�voros tamb�m devem ser.

Tais como estes Gorgonopsideos.

Uma perfeita engenharia pr�-hist�rica para uma

m�quina assassina.

Os dentes de sabre do Gorgonopsideo fere o Escutossauro.

O predador observa,

como sua presa enfraquece pela perda de sangue.

Mas antes que ele possa fazer a sua jogada final,

algo estranho acontece.

O ch�o fica quente.

Uma press�o enorme abaixo da superf�cie,acontece

e vomita lava para o ar.

Mas a lava n�o � de um �nico vulc�o,

toda a paisagem est� em erup��o.

� uma enchente de erup��o bas�ltica.

O magma do manto sobe

das profundezas da Terra, e empurra rocha derretida

atrav�s de fissuras na crosta da Terra.

O para�so at� ent�o exuberante agora � um inferno sem vida.

Os Escutossauros e os Gorgonopsideos est�o mortos.

Eles s�o as primeiras baixas da

maior extin��o em massa que o mundo

j� viu: a extin��o do Permiano!!

Do outro lado do continente Gondwana,

nada mudou, ainda!

Parece estar nevando,

mas a temperatura � de cerca de 22 graus.

Realmente � a precipita��o de cinzas, das

erup��es a 16 mil quilometros dali.

As cinzas queimam e sufocam os animais,

matando-os em todo o planeta.

O di�xido de enxofre fabricado a partir das erup��es enche a

atmosfera.

Enquanto chove, o g�s se transforma em �cido

sulf�rico e queima tudo a sua frente.

O que era um desastre local j� se transformou

em global.

As erup��es siberianas aumentam

os n�veis de g�s carb�nico.

A atmosfera fica mais quente.

A �gua evapora.

E vegeta��o morre.

Em todo o mundo, a vida terrestre est� sendo exterminada.

E a vida nos oceanos,

fica tamb�m comprometida.

As �guas ficam cor de rosa.

Plantas, trilobitas, e predadores, desaparecem.

A atmosfera aquece os

oceanos ,retirando o oxig�nio.

Agora, esta alga cor de rosa � uma das poucas formas de vida

que podem sobreviver na �gua estagnada.

As erup��es siberianas transformaram o planeta!

Nada, e nem mesmo o oceano mais profundo

ficou protegido de seu alcance.

Bolhas de g�s metano escapam da profundezas

do leito do mar.

O metano � um g�s de efeito estufa,

pelo menos vinte vezes mais mortal do que o g�s carb�nico.

At� agora, o g�s estava congelado.

Mas como a temperatura do mar sobe,

ele come�a a evaporar.

Lan�ado na atmosfera,

este poderoso g�s aumenta as temperaturas

ainda mais.

Chega a mais de 40 graus,

Mais de 11 graus que antes das

erup��es Siberianas.

Criaturas que sobrevivem a destrui��o inicial

agora enfrentam um novo e mortal ambiente.

Poucos v�o viver.

Passou-se quinhentos mil anos, desde

quando as erup��es come�aram.

E todo esse tempo, a lava foi sendo derramada.

Agora, recobre uma �rea do tamanho dos

Estados Unidos, com um camada de rocha fundida

com quase 6,5 quil�metros de profundidade.

95 por cento da esp�cies sumiram.

Poucos sobrevivem comendo qualquer coisa que possam encontrar

e vivendo em tocas subterr�neas.

Mas tudo o mais, est� morto.

H� 250 milh�es de anos, a Terra se torna

um planeta quase sem vida.

Mas isso vai se alterar, mais uma vez.

Passou-se cinquenta milh�es

de anos, desde a vez que praticamente toda a vida na Terra era

exterminada.

E o planeta tem sido transformado.

Estamos agora h� 200 milh�es de anos atr�s,

e apenas um supercontinente Pangeia,

existe de polo a polo.

Ap�s o trauma da extin��o em massa,

o planeta se cura.

As temperaturas se estabilizam; a chuva �cida

se neutraliza e a vegeta��o retorna.

Com 95 por cento de todos os seres vivos da Terra

desaparecidos, o campo se abre para uma nova esp�cie

emergir.

Uma que vai dominar o planeta como nenhum

outra.

Os dinossauros.

Estes s�o chamados Amosauros.

Como todos os dinos, eles evoluiram a partir dos

r�pteis que sobreviveram a extin��o do Permiano.

Com 15 metros de altura, o seu tamanho torna-o lento,

e vulner�vel.

Perto est� o Dilophosaurus.

� pequeno,

e r�pido.

O Amosaurus � demasiado grande para servir de refei��o para um.

Mas n�o para dois.

Os dinossauros passaram a repovoar a Terra.

Mas nenhuma esp�cie pode domar este inquieto,

planeta vol�til.

A crosta da Terra se diluindo.

Ela est� lan�ando lava e agitando com

tremores de terra, como se sendo esticada por alguma

for�a invis�vel.

Tamb�m est� acontecendo perto do que ser�

a costa leste da Am�rica do Norte.

As placas tect�nicas est�o em movimento novamente.

H� 190 milh�es anos atr�s, o grande

supercontinente Pangeia se rasga.

Uma enorme depress�o de terra aparece,

criando um abismo.

Ele se enche com um novo oceano chamado de Tethys

sobre o que ser� um dia o Oriente M�dio.

Correntes empurram nutrientes para dentro

das �guas costeiras.

E os nutrientes atraem os peixes,

aos milh�es.

Mas, novamente, com tanta vida, tamb�m vem a morte.

Peixes mortos e pl�ncton cobem o fundo do oceano.

Ao longo dos pr�ximos 10 milh�es de anos,

camadas de rocha v�o enterrar e aquecer

as criaturas mortas.

Peixe antigo e

pl�ncton a vontade. viram

�leo!!

Cada litro de gasolina em nossos carros,

cada peda�o de pl�stico no planeta,

a pintura nas paredes, no tapete sob a nossos

p�s, at� mesmo os sabonetes com que me lavo,

quase todos s�o originados desta forma.

H� 180 milh�es de anos, a placa norte-americana

ainda est� em movimento ao longo da Europeia

e da placa asi�tica.

Ela est� mudando 3 cent�metros a cada ano,

a mesma velocidade com a qual nossas unhas crescem.

Mas se avan�armos r�pidamente 35 milh�es de anos, novas

formas de oceanos, bem como novos continentes .

Os Estados Unidos se afasta da

�frica.

O mundo como n�s conhecemos toma forma.

O abismo entre o dois continentes se enche,

criando o Oceano Atl�ntico.

E no meio, jaz um vulc�o.

Como antes, as correntes nas profundezas da

crosta movimentam as placas terrestres novamente.

O fundo do mar inteiro se abre em dois

empurrando para fora uma crista de

montanhas e vulc�es.

Ela fica mais alta do que o Himalaia,

e mais extensa que as Montanhas Rochosas.

A �gua aqui � quente, pelas for�as da lava derretida

for�ando caminho para fora das profundezas da terra.

Com o esfriamento de lava, cria-se uma nova quantidade de

montanhas vulc�nicas, e um novo oceano.

Pangeia se rompe, e nosso mundo

se reorganiza novamente.

� esta atividade geol�gica que faz com que a

Terra seja inquieta, criativa e original.

E cada vez que o planeta se reinventa,

seus habitantes se adaptam e evoluem.

Como os ictiossauros.

Seus ancestrais r�pteis viveram na terra,

tal, como o planeta mudou,

assim ocorreu com estes animais.

Neles cresceram barbatanas e mudaram-se para o rec�m

formado Oceano Atl�ntico.

Este tem 6 metros de comprimento,

e pode nadar rapidamente a 40 quilometros por hora.

� a criatura mais r�pida e

o mais eficiente predador do oceano.

Ele governa os oceanos h� 50 milh�es de anos.

Mas agora, h� um novo concorrente.

O Pliossauro.

Maior do que um �nibus, e t�o pesado como um caminh�o,

suas mand�bulas s�o oito vezes mais poderosas

do que o grande tubar�o branco,

com dentes 12 cent�metros de comprimento.

A Terra, e seus habitantes,

mudaram al�m do imagin�vel.

Isto que era uma vez terra firme,

agora � o Oceano Atl�ntico.

O mesmo lugar onde Ammosaurus pastoreava e

os Dilophosaurus ca�avam suas presas.

O mundo dos dinossauros pode ser diferente,

mas eles o dominam totalmente.

Eles parecem invenc�veis.

Eles s�o as mais bem sucedidas esp�cies

do planeta.

Eles sobreviveram a erup��es vulc�nicas,

tremores de terra, e toda divis�o dos continentes.

Os dinossauros prosperaram por 165

milh�es de anos.

Um n�mero de mam�feros tamb�m sobreviveram,

tal como este animal parecendo um camundongo.

Eles s�o ca�ados pelos dinossauros.

Ent�o, eles vivem em �rvores ou tocas,

e saem apenas � noite.

Os mam�feros n�o representam uma amea�a para os dinossauros.

Nada na Terra pode contestar

o seu dom�nio!

Nada na Terra.

Um grande peda�o de rocha espacial,

viaja em dire��o � Terra.

Este asteroide tem pelo menos10 quil�metros de di�metro,

e viajar a mais 60 mil quilometros por hora.

� maior do que Monte Everest!!

E vai direto para Golfo do M�xico.

Viaja t�o r�pido que a vis�o do seu impacto seria

como um piscar de olhos.

Nesta fra��o de segundo o mundo seria alterado para sempre.

No impacto, a extremidade final do asteroide

ainda eleva-se a 10 mil metros.

Golpeia com tanta for�a que

destr�i tudo que atinge.

O asteroide se vaporiza instantaneamente,

desencadeando uma energia de milh�es

de armas nucleares.

Nenhum lugar � seguro,

com detritos voando par todos os lugares.

Detritos t�o grandes quanto cidades,

circundam a Terra.

As ondas de choque a partir da zona de impacto

lan�am estilha�os como uma bomba explodindo.

Minutos ap�s o impacto, centenas de quil�metros

do ponto de onde o asteroide caiu,

a Terra est� sob ataque.

Rochas caem.

Terremotos tremem o ch�o.

E tsunamis invadem as costas.

Mas o ataque apenas come�ou.

A n�vem da fus�o da rocha e poeira se espalha

no ar, e envolve o planeta.

Todo o c�u arde como uma l�mpada gigante,

aquecendo a superf�cie da Terra em

mais de 250 graus.

A vegeta��o se incineram espontaneamente.

Depois de meses ap�s o impacto,

fuma�a e cinzas ainda bloqueiam

os raios do sol.

E com menos luz solar, as plantas morrem e o

animais morrem de fome.

65 milh�es de anos atr�s,

o impacto destruiu,

esmagou e queimou os dinossauros.

Seus 165 milh�es anos de reinado acabou.

Mas o decl�nio dos dinossauros traz

a oportunidade para outra esp�cie.

Um mam�fero.

Por viver no subsolo, mam�feros evitaram

o calor e inc�ndios.

E por comer qualquer coisa, eles aumentam, enquanto os

mais seletivos morrem.

Eles tornaram-se os improv�veis herdeiros da

coroa dos dinossauros.

E, como uma hist�ria termina,

outra come�a.

Com os dinossauros fora do caminho,

nossos antepassados agora tem uma chance na vida.

Os dinossauros est�o mortos h� muito tempo.

O planeta est� pac�ficado.

Neste novo mundo, nossos antepassados

mam�feros est�o evoluindo.

47 milh�es anos atr�s, este lago,

no que um dia ser� a Alemanha,

� o perfeito lugar para identific�-los.

Ao contr�rio dos mam�feros anteriores, os seus olhos e

c�rebro s�o maiores.

Este � o Darwinius massilae ou Ida.

Ela n�o se parece nada como seres humanos,

mas a evid�ncia f�ssil atual, indica que

dessas criaturas poderiam evoluir os macacos,

chimpanz�s, e eventualmente seres humanos.

Olhando para tr�s, atrav�s de 47milh�es de anos de

evolu��o pode-se revelar um dos nossos primeiros

antepassados.

O lago fica em uma cratera vulc�nica.

Ele despeja para fora g�s nocivo,

que eventualmente mata Ida.

O lago preserva lda na sua

profundidezas por falta de oxig�nio .

Um dia, quando a �gua se for e o f�ssil de

Ida for encontrado,

este primata primitivo poder�

ajudar a unir as pe�as do in�cio de nossa pr�pria hist�ria,

a hist�ria da vida humana.

Estamos mais perto da compreens�o de como

tudo o que vimos, a partir de bact�rias do oceano,

atrav�s de peixes rastejantes e roedores

subterr�neos, levam at� n�s.

E para a compreens�o como a nosso

planeta foi feito.

47 milh�es anos atr�s, a atmosfera

� muito parecida como hoje.

A temperatura � de 23 graus.

E um dia dura

24 horas.

A Terra � agora quase id�ntica ao

o planeta que chamamos de lar.

Quase.

As placas tect�nicas est�o em movimento novamente.

A �ndia se move para o norte em dire��o � �sia.

As placas �ndio - asi�tica se chocam

em uma luta tit�nica,

Nenhuma delas est� ganhando.

Ao se deformarem, o fundo do oceano se contorce

para cima ao longo 2400 quilometros.

Uma grande cadeia de montanha sobe

mais de 8 mil metros.

Estas s�o o Himalaia.

E a mais alta montanha de todas,

Monte Everest.

Seu cume que veio de uma corrente de jatos

de dentro do Terra, atingiu a mesma altitude

onde os avi�es voam.

Quando a neve dos picos derrete

alimenta rios como o Ganges, Indus,

Amarelo e Yangtz�.

O Himalaia � como uma torre de �gua muito grande.

Um dia, seus rios vai fornecer �gua para

quase metade do popula��o do mundo.

20 milh�es de anos atr�s, este � o nosso planeta,

com todos os continentes, e cada oceano

como n�s o conhecemos.

Exceto uma coisa ainda est� faltando,

a ra�a humana.

E para os seres humanos evoluirem,

algo precisa a mudar.

Ao longo da costa Africana,

uma grande fenda se abre.

Estende-se por cerca de 6,5 quilometros.

Com montanhas crescendo ao longo de sua margem.

Esta criatura simiesca pode ficar nestas �rvores

para sempre, mas seu mundo est� mudando.

As montanhas formadas agem como um muro,

impedindo que a umidade do Oceano �ndico

passe sobre a terra.

Est� ficando mais quente e mais seco.

A exuberante floresta tropical torna-se uma �rida

savana.

O novo clima ,mais quente, altera os "habitats"

das criaturas, for�ando-os a buscar por outros tipos de

alimentos, em breve, eles param de arrastar os dedos

como macacos,

e come�am a ficar em p�, e andar sobre dois p�s.

� o mais importante passo na

hist�ria humana.

Esta cordilheira pode ter sido a raz�o

dos seres humanos andarem sobre dois p�s.

O movimento aleat�rio das duas placas podem ter

dado o pontap� inicial de uma cadeia de acontecimentos que leva aos

primeiros seres humanos.

Um homem e uma crian�a.

Uma cena muito muito parecida como hoje.

Mas estamos h� 1,5 milh�es de anos atr�s.

Eles s�o uma das primeiras esp�cies humanas, chamados

Homo erectus.

E estas s�o as primeiras pegadas da nossa

civiliza��o; passada e presente.

Todo humano que vive, j� viveu,

os maiores inventos

a maioria das ideias brilhantes.

A hist�ria humana, em toda sua complexidade e

esplendor, come�a aqui e agora.

O clima se altera novamente.

70 mil anos atr�s o n�vel do mar diminui.

E a diferen�a entre �frica e Ar�bia

se reduz para apenas 13 quilometros.

O Mar Vermelho agora � estreito e raso

o suficiente para um pequeno grupo cruza-lo,

saindo da �frica.

Eles formar�o mais tarde,outra esp�cie humana,

chamados Homo Sapiens.

Os cientistas acreditam que todo o mundo para al�m

da �frica foi povoada pelos descendentes

destes duzentos indiv�duos.

Com o tempo, nossos ancestrais se multiplicar�o e se espalhar�o

para a �ndia, para �sia e Europa.

Mas, enquanto os seres humanos seguem para o norte,

uma parede gigante de gelo viaja para o sul.

Europa, 40.000 anos atr�s.

Os Homo sapiens chegaram, apenas para descobrir um mundo

que est� mudando rapidamente.

Deve ser o auge do ver�o,

mas est� ficando mais frio.

As plantas assim como,

os rios est�o congelados.

Mudan�as naturais na �rbita da Terra,

dos n�veis de g�s carb�nico, e do fluxo de �gua quente

ao redor do planeta conspiram para diminuir

a temperatura da Terra.

A Terra, e seus habitantes,

s�o introduzidos numa idade do gelo.

Geleiras t�o altas quanto arranha-c�us se arrastam

no hemisf�rio norte cerca de 30 cm todos os dias.

Lentas, e poderosas, elas esculpem a

paisagem, escavando grandes depress�es.

O planeta nunca ter� a mesma apar�ncia de novo.

Agora, cerca de vinte mil anos atr�s,

elas param.

Grande parte do hemisf�rio norte est� coberto

por camadas de gelo de at� 2,5 quilometros de espessura.

Com trilh�es de litros de �gua transformados

em gelo, os n�veis do mar baixam ainda mais.

Uma faixa de terra emerge do mar entre

a Sib�ria e o Alasca.

� uma ponte entre dois vastos continentes.

Um portal que leva os humanos da �sia para

o novo mundo, as Am�ricas.

Eles s�o os �ltimos grandes continentes a serem

colonizados, a �ltima grande migra��o humana,

e os primeiros Americanos.

Agora, 14 mil anos atr�s, as mudan�as que

desencadearam a idade do gelo, desaparecem.

Como a retirada do gelo, o hemisf�rio norte

se revela totalmente diferente.

As grandes depress�es que as geleiras

criaram ,s�o preenchidas com �gua para formar

os Grandes Lagos da America do norte.

H� 6 mil anos atr�s, o gelo retorna para

os polos, em dire��o ao �rtico e Ant�rtida.

Ap�s um per�odo de quatro e meio bilh�es anos de jornada,

estamos, finalmente em casa.

Esta � o nosso mundo, o nosso tempo.

A incr�vel hist�ria do planeta nos ajuda

a entender como e por que tudo � nossa volta �

como est� hoje.

Dos c�us acima.

A �gua, o ingrediente essencial para a vida.

Indo para o solo., debaixo dos nossos p�s.

E, finalmente, a vida!

Uma cadeia de cat�strofes e coincid�ncias, criando um

resultado espetacular.

Cada triunfo e desastre foi um passo

que nos trouxe at� aqui,

Todos e cada um de n�s, at� agora.

Mas a hist�ria daTerra ainda n�o acabou.

Esta viagem � s� metade da hist�ria.

Muito mais � ainda por vir.

A Terra vai viver, pelo menos, mais 4,5

bilh�es de anos.

Mais maravilhas,

mais terrores,

e mais estranhas criaturas est�o por vir para

habitar o nosso inquieto e criativo planeta .

O pr�ximo cap�tulo da Hist�ria da Terra est� ainda

para ser escrito.

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