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Original subtitles

PAIXÃO DE BEDUÍNO

Os cavalos selvagens são tão rápidos quanto nosso olhar.

São mais poderosos que o Alazão Negro Selvagem.

Muitos da nossa tribo acreditam no

Alazão Negro, e muitos seguem este mito.

Esse povo conta histórias sem sentido

deviam pensar nas necessidades.

Não são contos sem sentido, nos últimos anos os pastores

voltaram dos montes com muitas histórias sobre o alazão negro.

Ele é como o vento acima das montanhas.

Isso que dizer que ele criou asas e saiu

voando para as nuvens no céu?

Se nosso mestre acredita que esta

criatura mística existe, nós o seguiremos.

Vamos conseguir pegá-lo nem que seja em troca da nossa vida.

E prepare-se para ficar com fome seu guloso.

Não sabemos se vai levar uma lua, ou cem luas para achá-lo.

Não voltarei ao meu povoado, se não conseguirmos pegar o alazão negro.

O alazão negro! Quer dizer que os contos

dos chefes e dos pastores eram verdade.

Com certeza ele é o rei de todos os rebanhos da Arábia.

Sim, ele é o líder. Nunca mais duvidarei de nada.

Mas pegar o grande alazão não vai ser tarefa fácil.

Não, o alazão não é tolo, sua força e

velocidade são maiores que qualquer coisa.

Coma a ajuda de Alah, vamos conseguir pegá-lo.

Vamos!

O vale faz uma curva à direita.

Vamos correr pelo outro lado e chegar antes dele.

Vocês dois, sigam o percurso.

Vamos!

Você salvou minha vida!

Devia ser recompensado com riquezas.

Você é que precisa de recompensa.

Não se atreva!

Você tem uma personalidade bem feroz.

Você trata todas as mulheres desta maneira?

Só as que se metem entre mim e o alazão negro.

Por três luas eu persegui o alazão

e quando estou perto de pegá-lo, você faz ele escapar.

E para salvar sua inútil vida.

Deve ter talvez uma razão para a sua raiva.

Como chamam mesmo?

Temor, por não acreditar mais.

Depois disso tudo, os cavalos estão cansados chefe.

Se pegarmos ele seremos muito ricos, pois vale um bom preço.

Não planejo vendê-lo para ninguém, eu ficarei com o alazão.

Olhe mestre, este é da raça Minogue de verdade.

Quanto tempo estamos longe da cidade?

Quatro horas no lombo de um cavalo.

Venderemos ele no mercado e compraremos

provisões e tudo que precisamos.

Mas e o alazão mestre? Temos que segui-lo se não vamos perdê-lo.

Prefiro perder minha vida a perder o alazão negro.

Muitos dos homens sábios não conseguiram pegá-lo.

Ele deve estar procurando um lugar com água e grama verde.

Basra, siga ele, mas mantenha a distância.

Guiarca e eu seguiremos com a princesa sem problemas.

Você não é tão bom em seguir alguém como eles.

Meu Deus!

Estamos te procurando há horas, vossa majestade.

Eu te disse que voltaria ao palácio quando escurecesse, capitão Fezil

e ainda faltam quatro horas para anoitecer.

Desde que saiu do palácio, o rei

nos ordenou para não deixá-la sozinha.

De repente ficou muito enfermo.

Meu pai? Nós fizemos uma travessia pela Tunísia juntos.

Mas vossa majestade, você deve trocar as roupas.

Não pode chegar assim nas ruas de Timos.

Cavalgarei de qualquer jeito pela cidade para ver meu pai.

Apresente isso no palácio, e receberá sua recompensa!

Então você salvou uma verdadeira princesa mestre.

E ela vai te recompensar por isso.

Será uma boa história para contar ao nosso povo.

Sua hienas falantes, vamos indo.

Deixaremos uma trilha até chegar na Tunísia.

Olhe vossa alteza. As bandeiras pretas

dos bárbaros estão balançando à frente.

Os corsários voltaram.

Voltaram como urubus negros, espalhando a morte.

Vamos rápido!

Minha única preocupação era que voltasse salva, querida!

Você chegou a tempo, Tânia.

Só queria ver seu rosto mais uma vez.

Não deveria ter ido quando você precisava tanto de mim.

O que tem de errado com meu pai?

Eu sei, quando o fogo do veneno toma conta de meu corpo.

Veneno?

Mas...

quem poderia fazer um coisa tão terrível?

Por favor minha criança, só me resta pouco tempo.

Tem coisas importantes que preciso te dizer.

Em pouco tempo seu primo Medina vai

pegar meu lugar como rei da Tunísia.

E proteger o trono com a vida.

De todas as coisas, lembrarei de sua dedicação e sabedoria, primo.

E serei guiado por você.

Use seu julgamento, porque confio em você, reze para a Meca.

Não faça nenhum pacto para que os corsários usem nosso porto.

Só farei o acordo, para proteger nosso povo do sacrifício.

Há meses, o chefe pede a mão de Tânia em casamento.

Prefiro ver ela morta, que casada com um bárbaro.

Minha última ordem para você primo Medina

é que proteja Tânia deste malvados reis corsários!

Confio plenamente em você e na maldição de Alah contra eles.

- Que ele te guie. - Tendo Deus como testemunha.

Eu honrarei a palavra que te dei.

Vou à cidade e direi aos chefes das tribos que o rei morreu.

Eles não farão nada a você,

porque está agora sob a minha proteção.

Mais bebidas para os companheiros.

Sim, meu senhor!

Assim, eles não vão brigar, irmão.

Saudações grandes chefes.

Vejo que tiveram uma boa caçada.

Tivemos mesmo. Achamos uma frota de cristãos navegando pela baía.

Nós roubamos ouro, prata, mulheres bonitas

e aqueles cachorros desistiram de lutar

muito mais fácil do que imaginamos.

Vejo que conseguiram fazer bons negócios na minha ausência.

Parece que vendeu sua alma por isso, por que?

Porque persegui os cavalos pelas montanhas hoje à tarde

e te dou a certeza Lord Hakim,

que as condições para correr a cavalo estão além do alcance.

Seria bom voltar a ganhar, não é, Borka?

Sim, Hakim. E nós vamos ganhar de novo a corrida do Grande Taiffa.

Os sultões vão se arrepender de correr contra estes.

Com certeza, na velocidade eles devem ser iguais.

Só a habilidade do corredor que decidirá o ganhador.

Desta vez deveria ganhar o rei mais sábio.

Levem ele de volta ao estábulo.

Tragam os escravos cristãos.

De agora em diante vocês estarão sob nossa proteção.

As mais velhas irão para os corsários.

Eu te suplico grande chefe. Não nos separe.

Não tem escolha, é a lei corsária da boa vizinhança.

Dois terços das conquistas vão para os líderes

e um terço para os outros.

Mas tenha piedade, ela é nossa mãe.

Meus homens são todos solitários

por isso eles precisam de diversão.

Levem-nas.

Meu amado líder, aquele homem ousou me tirar de você.

Silêncio, mais algum ladrão vai tentar fazer o mesmo?

Aqui vale a lei da espada. Ele mereceu por tentar roubar minha mulher.

Todos aqui são testemunhas,

de que ele mereceu morrer.

Nós não queremos você aqui, Medina.

Agora sou a majestade em pessoa, Rei Medina!

Seu tolo!

Mas o rei não é Chandra?

Não mais, sua alma foi repousar.

Bem, vossa majestade pode curar o seu luto com uma destas escravas.

Sim. Talvez aquela ali?

A escrava é sua, Medina.

Só tem uma condição: que você autorize a Tina a se casar com um dos bárbaros.

Eu vou pensar sobre o assunto.

Se eu fosse você, não pensaria muito sobre isso.

Quem será o próximo da linhagem a ser rei da Tunísia?

Se acontecesse algum acidente antes de você assumir o poder.

Talvez exista realmente algum interesse

na união de seu império bárbaro com o meu.

Você tem razão mestre. Avise a princesa Tania

que amanhã dois chefes corsários irão até o palácio

para saber com qual dos dois ela vai se casar.

Que coisa estranha estas ruas tão vazias!

Eles estão indo para ver o rei, senhor.

Pelo dinheiro todo do meu bolso, eu não sairia tão depressa.

Cidade imunda. Não tenho palavras para...

Quer provar minha fruta fresca nobre, chefe?

Não, mas vou te dar um presente se me

disser onde fica o mercado de cavalos.

Tenho um Minogue maravilhoso para vender.

Siga a rua até o final...

vire a esquerda.

Depois da porta vai achar dois mestres corsários

que são os únicos compradores que sobraram na Tunísia.

Mestre...

Me faltaram palavras para descrever esta flor delicada.

Vá em frente, mas não se perca.

Nem cem mestres me entenderiam tão bem.

O que você quer, pequenino?

Vim te ver, minha estátua com pele de flor.

Sou pequeno, mas um homem de grandes conquistas.

Venha comigo e não se arrependerá nunca. Te darei o prazer

de escutar minhas histórias de grandes vitórias.

Chega disto.

Meu senhor, aqui está um beduíno que veio te oferecer uma coisa.

Um verdadeiro Minogue de raça pura.

Desde que tenho três anos de idade, quero um desses.

Não vou pechinchar. Minha proposta será honrada.

Não tão rápido Hakim, nós vamos conquistar a mulher de outra forma.

Como você conseguiu pegar este maravilhoso Minogue, beduíno?

Com muita persuasão cerquei ele nos montes de Hamore.

Alguém me disse que os rebanhos do monte Hamore

são guiados por um alazão negro desde o ano passado.

São muitos rumores, até que alguém prove da existência desse cavalo.

Não passa de uma sombra vista de longe por pastores bêbados.

Não existem nem bandos nem rebanhos guiados por cavalo negro nenhum.

Deixe ele aqui. Os beduínos são famosos por serem vendedores de cavalos.

Volte amanhã e te daremos o sabor do metal em troca.

Os beduínos não trocam tudo que tem por ouro.

Maldito escravo!

Quero ser sua escrava.

Você veio até meu reino para roubar minha propriedade, beduíno?

Já que pediu, vamos lutar pelo poder sobre a escrava.

Ela não é do meu gosto.

Você está avisado, tire a adaga da bainha,

se não vou te fazer em dez pedaços.

Um beduíno tão corajoso está com medo do desafio?

Cada homem tem suas próprias armas, a minha é o Laço de David.

Que assim seja. Acho que logo vou ser

o dono de um incrível cavalo Minogue.

Você vai trocar sua vida pelo cavalo?

O medo é meu inimigo.

Corsários, corsários!

Aqui temos um tolo em nossa festa,

que é este ignorante beduíno com seu laço de David

contra a adaga mortal dos bárbaros.

Em guarda.

Prontos.

Pela honra dos bárbaros, vamos pegar este beduíno.

Fiquem longe de mim corsários, ou vão morrer.

Vamos, não temam, somos em número maior.

Atrás dele!

Dou cem moedas de ouro para quem capturar ele.

Lá estava eu, no palácio do sultão

perseguido por sete gigantes armados.

Cada um estava armado com uma adaga,

brilhante e afiada sob a luz do sol.

E o que aconteceu então valente pequenino?

Foi nessa batalha que me cortaram metade da altura... enfim!

Antes que os homens vissem a cor do sangue,

eles fugiram, ainda contam naquela terra.

Eu ameacei, eu lutei, eu lancei.

Os guardas correram loucos com medo.

Abram a porta, abram a porta!

Aonde eu poderia me esconder e fugir por aqui?

Guardas gigantes que temem o sangue, o que aconteceu depois?

Sua estúpida escrava, aonde posso me esconder?

Me conte mais, magnífico pequenino.

Abram a porta!

Temos que passar pelos guardas para pegarmos os cavalos.

Temos de garantir que os cavalos ainda são nossos.

Mestre, o palácio e a princesa não são lugares seguros, só porque você a salvou.

Meu coração está cheio de compaixão pela sua dor, majestade.

Você é sempre amável, Ana.

Tenho de arrumar um jeito de nos proteger da sombra bárbara do mal

que vaga pelos corredores do palácio.

Parece que o mal está se aproximando.

Temos um assunto a discutir querida prima.

O assunto vai ter que esperar!

Eu tive uma conversa com os reis corsários.

Acho que você ouviu muito bem o que meu pai falou sobre os corsários.

O que você quer dizer com suas palavras?

Quem se beneficiaria mais com o assassinato de meu pai?

Assassinato? Você está muito alterada pela sua dor

então não vou escutar suas palavras tão duras.

O assunto é urgente. O chefe dos corsários pediram

sua mão em casamento.

Este é o jeito que honra a palavra que deu a meu pai?

Eu prometi a um homem morto.

Você não teme a maldição de Alah?

Eu temo muito mais o rei dos corsários.

Tenho que lutar pela união do império e não deixar que se destrua.

Você que dizer: o futuro reino dos bárbaros?

É melhor repousar querida prima

porque pela manhã você vai conhecer qual será o chefe dos bárbaros.

E vai saber qual dos dois será a escolha certa para você.

Ele vai te entregar ao senhor dos corsários.

Não existe preço para o que ele vai fazer.

Nem o envenenamento foi uma coincidência.

Meu caro Alah, me ajude contra todas as injustiças.

"prefiro ela morta do que casada com um corsário"

"quero ela casada com um bárbaro"

"prefiro ela morta do que casada com um corsário"

Majestade!

Sim, capitão Fezil.

Um beduíno mandou te dizer isto majestade.

Ele quer ter uma audiência com a senhorita.

Dê para ele dez moedas de ouro e mande seguir o seu caminho.

Para onde?

Tem alguma coisa estranha no ar, majestade.

Talvez seria mais prudente não deixar...

Acho que já deve ir, capitão Fezil.

Capitão Fezil?

Mudei de idéia, eu vou ter uma audiência com o beduíno.

Elena, meu véu, rápido.

Vocês podem sair.

Sim senhorita!

Saúde a majestade, beduíno!

Não vale o preço por isso!

Não precisa disso. Deixe a arma capitão Fezil.

Acho gratificante que nesta cidade ainda exista alguém valoroso

que sabe muito bem quem manda.

Você veio pegar o prêmio por ter salvado a minha vida.

Muito bem, você vai ter o que deseja.

Eu não quero nenhum prêmio, a não ser com um trato.

Provisões e cavalos para trezentos homens.

E quero ter meus cavalos de volta que me roubaram na vinda.

É um Minogue que eu capturei, mas eles o pegaram na cidade.

Eu não entendo, você está me contando coisas estranhas.

Eu matei um corsário e agora estão atrás de mim pela cidade.

Então agora o sapato está do lado errado do pé?

Agora parece que eu tenho na mão a oportunidade de salvar a sua vida.

Isso removeria todas nossas dívidas nesta vida.

Dê-me o que preciso para eu poder enfrentar

os bárbaros e pegar o alazão preto.

Mas nos meus estábulos temos cavalos alazões

pretos que são de igual força e raça.

Você pode escolher um.

No mundo ainda não nasceu cavalo como aquele.

Então vá rápido, capture o alazão preto, e o dê para mim.

Vou te pagar 500 moedas de ouro.

Dar a você?

Nem por todo o ouro das arábias eu me desfaria dele após capturá-lo.

Capitão Fezil, escolte este homem até os estábulos

e dê a ele, tudo que ele quiser.

Tenha uma vida plena e vigorosa princesa.

Capitão Fezil.

Selecione dois guardas que são fiéis a mim

e sejam caçadores experientes, e cavaleiros selvagens

para que ajudem o nosso beduíno a caçar o alazão preto.

Mas, com que propósito vamos caçar esse alazão tão selvagem?

Isso você vai descobrir amanhã quando nos

encontrarmos com os dois corsários pela manhã.

Majestade, os corsários estão chegando.

Tem muito pouco a escolher entre esses dois irmãos!

Os dois são terríveis e seu poder me dá nojo!

Não tenha medo. Não podem ser tão cruéis com uma pessoa honrada.

Na corrida, nós mostraremos para os dois como é ter o poder na mão.

Princesa Tania, nós cavalgamos até o palácio para falar com a senhorita

após a morte do rei Chandra.

Alteza, eu matei dez guerreiros e abati muitas aves

com toda a minha força.

Mas quem ganhou a corrida no ano passado?

Foi o "Alma da Noite".

Claro, este espírito do mau fez meu cavalo tropeçar.

Sem a maldição, ele correria dez vezes mais rápido que um homem.

Fui informada pelo rei Medina, que vocês me pediram em casamento.

E mesmo não sendo de meu gosto, devo escolher um.

Pelas barbas do pirata, não tem ninguém além de nós.

Eu estou ciente da grande honra que vocês me ofereceram.

Mas para escolher entre um de vocês, vou ter que admitir...

que estou em um grande dilema!

É difícil escolher entre um rei e um sultão.

Ouviu Hakim? Nós devemos mostrar o nosso melhor para a majestade.

Não façam isso. Não sou nenhuma escrava cristã.

Então, como vamos resolver este problema?

Quando se passarem sete luas, a a grande corrida Taiffa vai começar.

E como sempre, vocês estarão entrando nela.

Me digam, meus caros sultões.

Vocês não receiam que outro cavalo ganhe desta vez?

Não temos medo. Somos vinte vezes mais fortes que qualquer cavalo.

Já que vocês dois vão ganhar a corrida,

então achei um jeito de resolver meu dilema.

Que todos aqui sejam testemunhas de meu anúncio oficial.

O ganhador da corrida Taiffa terá o direito de escolher

com quem a princesa Tania vai se casar.

Sua sabedoria só é comparável a sua beleza majestade.

Tenho certeza que eu serei o ganhador da Grande Taiffa.

Não seja tolo, irmão. Como você sabe, sou o mais rápido do Islam.

Isso é para você aprender corvo maldito.

Você não vai mais avisar o alazão negro.

Não tem nem carne em você para satisfazer o meu apetite.

E meu estômago ronca sem sentido.

- Trouxeram comida? - Trouxemos direto do palácio.

Mas aonde está o alazão preto?

Estou com muita fome para falar.

Agora que está comendo, diga onde está o alazão.

Muitos já arriscaram a vida atrás dele no Vale Arrow.

Tem um vale menor onde o alazão descansa todas as tardes.

Por dez mil maldições, será que não vou me livrar desse pássaro?

Você dirá ao rei Medina que eu fui atacada por uma febre repentina

e que ninguém pode se aproximar de mim a não ser as damas e você.

Cada dia você dirá que minha condição está estável.

Eu entendo e obedecerei.

Deixaria eu ir com você, senhorita?

Isso não é possível, Helena. Se você for meu primo vai suspeitar.

Reze para que minha procura pelo alazão preto seja um sucesso.

Estou pronta, capitão Fezil.

Vamos sair pelo portão da cidade, majestade.

Dê a volta, irei pelo outro acesso do vale.

Nenhum sinal dos cavalos mestre?

Não? E você achou algo?

Não, nada de cavalos.

Isso não é possível. A manada não pode ter saído voando.

Você sabe que tenho olhos de águia, mestre.

Não tem nada lá, eu juro.

Essa caverna não é maior do que um buraco de um rato.

Procuramos por cada pedaço da encosta, mestre.

Não tem nenhuma saída.

Eles devem estar escondidos em algum lugar.

- Que estão fazendo aqui? - Seguimos os rastros dos cavalos.

Cavalos selvagens passam por aqui como podem ver pelos rastros no chão.

E como podem ver também, não estão mais aqui.

Esta encosta é perigosa e traiçoeira.

Têm muitos lugares para se esconder.

Você conhece bem as dificuldades de vida beduíno,

mas nem você se arriscaria a ficar num lugar como este.

Que Alah esteja com você.

Como ficaram sabendo dos cavalos selvagens?

Alguém deve ter contado.

Parado beduíno, ou te cortaremos inteiro.

Tenha calma, capitão.

Então, nos encontramos de novo.

Espero que tenha vindo ajudar a capturar o alazão negro.

Vim resgatá-la antes que vire comida de urubus.

Você não deveria ameaçar nossa alteza.

Você não sabe que a minha família tem a palavra

de ordem em todo o território da Tunísia?

A palavra vale também quando se arruma casamento com dois corsários?

Eu já te perdoei demais beduíno, mas tem um limite para minha paciência.

E para a minha também. Não vou capturar o alazão

para salvar a sua pele das mãos dos corsários.

Se os seus soldados me seguirem, vão se arrepender.

Me dê permissão de torturá-lo como a um cachorro, majestade!

Acabar com ele? Meus caçadores vão achá-lo no vale antes.

Não capitão, por outro lado, começo a achar admirável o espírito rebelde dele.

Mas majestade, ele ameaçou nossos homens.

Duvido que esse beduíno fará alguma coisa aos homens

que vão segui-lo amanhã.

Nosso mestre está perdendo tempo procurando sem parar nesse vale.

Não tem mais nenhuma saída a não ser de onde viemos.

Mas como você sabe que não tem nenhuma?

Eu juro pela vida e alma da minha irmã.

Alguém está se aproximando!

Me deixem ir, eu sou a princesa Tania.

- Que bom ser alguém tão importante. - Seu estúpido insolente.

Temos ordens de nosso mestre para capturar quem vier caçar aqui.

Acho que o nosso mestre parece um caçador habilidoso.

Além do mais, ela tem nobreza para ter a minha atenção.

Você tem a nossa permissão para passar, senhorita.

Se ela encontrar nosso mestre, talvez não volte

sentada nesse cavalo.

Vamos amigo beduíno, vamos voltar para nossa caverna.

Algum sinal do alazão, mestre?

- Nenhum sinal. - Uma caçadora nos desafiou.

A pergunta é: ela está atrás do alazão ou do beduíno?

Por que não caça agora, princesa?

Para que um alazão, se já capturei um beduíno?

Você não pode manter um beduíno preso por muito tempo.

Mas uma princesa pode.

Cabeça bem formada, longa e magra, ombros harmoniosos.

Tudo proporcional.

E pele macia.

Você tem muito que aprender, beduíno.

Então é por ali que ele sumia!

Deve ter mais algum vale escondido atrás da cascata.

Vamos entrar e capturá-lo.

Então, você vai me entregar ele.

Ou você me dá o alazão, ou nada de Tania.

Nenhum alazão vale esse preço.

O alazão correu para se esconder atrás da cascata.

Disse a você que quem tentasse pegar o alazão, seria meu prisioneiro.

Você não tem nenhuma honra ou decência em seu coração?

Quando se trata do alazão preto, minha honra desaparece

e por enquanto, não tenho tempo para uma discussão.

Daqui você vai poder ver porque sou chamado de destemido.

Vocês, cerquem o vale e esperem pelo meu sinal, para atacar.

Nunca achei que fosse tão magnífico.

Aprenderemos a nos amar como dois irmãos.

Amanhã você vai ter que enfrentar músculos de verdade.

Tem muito mais a ser dito sobre os contos da realeza agora.

Não caia neste feitiço, mestre.

Nós só nos guiamos pela vontade da nossa língua.

Quando a princesa for liberada ela vai mandar nos prender.

Coma alguma coisa.

Vamos coma. Veio do palácio real.

Nunca vi tanta força e tanta beleza!

Tanto espírito de luta.

Talvez você tenha um preço, beduíno, mas se eu tiver o

alazão, isso significaria minha liberdade e minha vida de volta.

Sua liberdade? Sua vida?

Sua majestade foi obrigada a agüentar tais sacrifícios?

Não tive escolha. Quando o rei Medina me obrigou

a escolher entre os dois corsários,

propus a eles, que só o ganhador da grande corrida Taiffa

decidirá com quem eu devo me casar.

Então você pretende cavalgar o alazão sozinha, ganhar

e fazer você mesma a escolha.

É minha única chance de me ver livre dos bárbaros.

Se eu tivesse o seu poder, fugiria para bem longe.

Tem muitas cidades mais bonitas que Tunis.

- Fugir? - Sim.

Para onde os ventos do deserto correm.

Onde o espírito da liberdade corre pelas suas veias,

onde você segue em frente sem nenhum temor.

Fugir é impossível.

Os bárbaros mandariam os corsários para me trazer de volta.

Se eles te seguirem até o reino dos beduínos, serão corsários mortos.

Me dê a honra de te levar até o meu amado povo?

Em Molgodorf vai poder se esconder dos bárbaros.

E o que eu faria em Molgondorf?

Mendigar pelas ruas, ou me submeter às mãos sujas de alguém?

Por isso ninguém te respeita mais.

Se eu te deixar voltar para seu povo, você vai me

emprestar mais homens para descobrir o que tem atrás da cascata?

Sim, concordo, e tenho Alah como minha testemunha.

Não sei se a palavra de uma princesa pode ser mantida.

Mestre, não acredite nela. Se deixar ela ir, irão

voltar com um exército para roubar o alazão preto.

Ela vai nos ajudar, e nisso acho que podemos acreditar nela.

- Não acredite. Ela te enfeitiçou. - Chega.

Vá até o outro lado do vale, e pegue feno fresco para o alazão negro.

Que Alah me proteja, espero não morrer sem nenhuma gota de água.

Você também.

Eu gostei de ter visto como capturou o alazão negro

ou talvez, ver você perdê-lo para mim.

O alazão e eu somos como irmãos agora. O sol, a chuva e os ventos

fazem bater nossos corações.

O mesmo sangue selvagem corre em nossas veias.

Logo haverá paz entre nós, e nos tornaremos um só.

Suas palavras são bem mais significantes do que parecem.

Eu sempre me lembrarei de você nas minhas preces para Alah.

Desde o começo, não queria que o espírito selvagem do alazão, se perdesse,

queria ter isso para mim, e era como

se ele guiasse o medo dos homens com seu selvagem coração

para que ele se acostumasse com minha voz,

com o toque da minha mão, mas isso não era tarefa fácil.

Para o alazão preto, eu era um inimigo mortal

a ser derrotado e enterrado na poeira.

Dia após dia o alazão travava uma batalha comigo.

Recusando minhas ofertas de paz e amizade.

Então, o barulho do seu estômago foi mais forte que sua

coragem e ele veio a mim.

Ficou bem perto, quando sentiu o cheiro da grama fresca nas suas narinas

e abaixou a sua cabeça, e começou a comer a sua recompensa.

Então ele aprendeu que se quisesse comer, deveria obedecer ao seu mestre.

Assim, a primeira grande barreira foi quebrada entre nós.

A princesa não irá embora daqui sem o alazão preto.

Sem ele, acho que não teremos chance. Os cavalos

dos bárbaros são muito mais rápidos do que os nossos.

Também sabemos que nenhuma mulher da Arábia,

se compara à beleza de nossa majestade.

Duvido que até aquele beduíno ignorante

não tenha se encantado.

Me diga Calu, todos os chefes beduínos são tão bonitos e elegantes?

Elegantes? Sim senhorita, mas não todos são bonitos.

Uma vez quando eu atravessava o grande deserto

o sol e as tempestades de areia me forçaram a me refugiar

numa tenda beduína.

Lá dentro não vi coisas que amolecesse o meu coração.

E as mulheres beduínas? Elas são bem tratadas?

Não senhorita. As mulheres são como escravas para eles.

Elas só coziam e pegavam água para seus maridos.

Eles também trocam as mulheres por tapetes e por ouro.

Sinceramente senhorita, eles são péssimos patrões.

Eles gostam mais dos cavalos do que delas.

As mulheres fazem até os chinelos para seus maridos com o couro

- e eu um também que... - Acho que tem razão.

Rapidamente ele começou a reconhecer o som da minha voz.

Aceitou o toque da minha mão.

Finalmente chegou o momento para ele experimentar

o vento soprando nas orelhas e o peso de seu mestre sobre o lombo.

Me levando de um lado para outro, eu podia

sentir a tensão de seus músculos

como se ele estivesse esperando que a pequena corda o soltasse.

Um beduíno e um cavalo começaram a lutar para ver quem era o chefe.

Quem ganhar vai ter a princesa?

Nos prometeram muito dinheiro pela captura do grande alazão.

Não nos deixaram sair do campo para procurá-lo.

É, eu seria melhor caçador se não tivesse que me submeter a isso.

A princesa já usou o beduíno para pegar o alazão preto.

E eu vou usar isso para acabar com esse mal que estão causando.

Parado negro, parado!

Basra vá na minha frente.

Tenha cuidado, mestre. Ele tem a força de mil homens!

Solte a corda!

Você veio sozinha?

Não revelaria a ninguém o que se esconde atrás da cascata.

Eu esperei muito tempo e não perderia isso

por nada. A luta entre o patrão e o cavalo.

Nunca vi tanta força e tanta coragem num cavalo.

Não parece um olhar muito nobre sobre um beduíno.

O que me diz respeito, não te interessa!

O alazão negro nos enganou. O mestre está ganhando a batalha.

Muito bem, mestre!

Guarde ele em lugar seguro depois vá do outro lado

do vale e traga-lhe grama fresca.

Suas maneiras são muito estranhas, beduíno.

Você fala comigo de modo insolente e sem pudor

e em pouco tempo capturou o alazão negro.

Talvez atrás de seu manto de arrogância, tenha algum coração!

Você está jogando fora suas palavras comigo,

eu nunca vou vender o alazão negro para você.

Não vim aqui para comprar, mas para oferecer.

Cavalgue o alazão negro e ganhe a corrida da Grande Taiffa

e então você e seus soldados irão ganhar uma verdadeira princesa.

E morar num palácio, cercado de muros e com um teto?

Teria outras compensações também.

Eu iria considerar tudo o que você desejar.

Com todo o prazer, qualquer desejo.

Então? Vai cavalgar o alazão negro na Grande Taiffa para mim?

Seu charme e beleza são incomparáveis.

Você seria capaz de se casar com bárbaro?

Ou ser trocada por um cavalo?

Não, não senhor. Antes de ser trocada por um cavalo

prefiro morrer do que ser usada por um selvagem do deserto.

Então diga-me princesa: Que utilidade você teria para um homem?

Como ousas? Seu inculto, bruto e insolente beduíno.

A maldição dos corsários terá um fim, e eles chegarão a Tunis e invadirão a cidade

e pegarão pessoas como você que abandonam os servos em seus palácios.

São os corsários. Temos que avisar o mestre.

A princesa vai se cruzar com os corsários.

Me deixem ir! Me deixem ir!

Não tão rápido minha querida. Você não pode fugir dos bárbaros.

Você vai ficar trancada no palácio até a decisão final.

Devemos perseguir os beduínos?

Não viemos aqui para isso. Se os homens

ficarem impacientes, vão se rebelar. Vamos embora.

Em breve iremos cavalgar junto ao meu povo, alazão negro.

Vamos combater os inimigos e as injustiças, juntos.

Os corsários nos perseguiram, mestre.

Eles nos encurralaram.

E por que permitiram que eles seguissem vocês?

Se tivéssemos ficado no vale eles teriam acabado com a gente.

E a princesa, o que aconteceu com ela?

Os bárbaros nos perseguiram a cavalo e

levaram a princesa como prisioneira.

Prisioneira? Então ela dizia a verdade quando disse que temia os corsários.

Pelas dez mil maldições!

Quase fomos mortos e tudo por causa daquela bruxa.

Tem um coração selvagem no peito daquela princesa.

Uma mulher como ela, não pode ser mantida prisioneira.

Vou cavalgar o grande alazão na corrida de Taiffa

e vou livrar ela daqueles cachorros.

Com a sua coragem, mestre você vai ganhar.

E o sangue deles vai ser derramado pelas ruas da cidade.

Guardas! Guardas!

Corsários!

Parece que os corsários fizeram o trabalho bem feito.

Todos os presentes, exortem o rei Medina em pessoa.

Protetor das leis, lorde de todas as terras

em seu nome proclamarei o vencedor do grande Taiffa

que será recompensado com muito ouro

e terá oportunidade de escolher, quem vai ficar com a mão

da honrada princesa Tania.

Competidores da grande Taiffa, juntem-se na linha de largada.

Já sabe que está sob minha proteção.

Te dou a honra de dar o sinal da largada.

Não existe homem tão forte em nosso

reino para cavalgar o alazão negro.

Se o beduíno ganhar, temo que não seja

tão importante para ganhar o prêmio final.

Ainda está encantada com o beduíno, querida prima?

Seria um pecado desonrar o sagrado pacto de nossa família.

Isso é um problema que você vai ter que discutir

nos braços de seu marido corsário, hoje à noite.

Aqui está marcado o ponto que indica a metade do caminho.

O beduíno está fugindo!

Aquele cachorro está cavalgando o alazão negro.

Depois de chegar até metade do caminho

na metade do tempo, estarão quase alcançando.

Parece que o teu poder de escolha te diz para se livrar dos corsários.

Vá correndo, rápido!

Guardas, guardas. vão atrás dele.

- Atrás dele guardas, atrás dele. - Como assim, atrás dele?

Nada conseguirá chegar perto dele, naquela velocidade.

O beduíno pode ser um só, e você perdeu a princesa Tania.

Com tanta pressa em correr ele esqueceu de

dizer com que homem você deveria se casar.

Meus caros lordes, vocês deixaram o poder da

escolha em minhas mãos

de eleger o homem que eu quiser.

Nós vamos resolver isso, meus senhores.

Estúpido, você nos enganou.

Quando tirei sua liberdade não queria que ficasse assim.

E pelo jeito, fui punido por isso.

Perdi o maior de todos os contos de fada da Arábia.

Como uma estrela que brilha insensata, mas está fora do meu alcance.

Brilhando sozinha em seu palácio, que não é para mim, nem para você.

Já que seu mestre não gosta muito de palácios, vim até ele.

Você vai me ensinar o poder das coisas simples de Alah.

Sobre o sol, sobre a chuva

e sobre o tenro silêncio da noite.

Todas essas coisas você vai aprender com o meu povo.

Mas tem coisas que não aprendeu com seu povo, e eu vou te ensinar.

Como tratar uma mulher e honrar com sua vida, sua esposa.

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