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O meu pai j� voltou?
Ele est� l� dentro.
George, escuta. Tu ainda n�o entendes.
E n�o quero.
Prefiro continuar a ter a tua amizade.
- Priam � propriedade do meu pai. - N�o.
Eu n�o entendo isso.
Tenho que partir pela manh�, Orry.
Est� bem. Eu levo-te ao comboio.
Isto vai parar o comboio.
� esse.?
N�o. Esse � o de transporte para Charleston.
Passa todos os dias a esta hora.
O passageiro local estar� aqui em cerca de 20 minutos.
Priam!
P�ra!
Orry, n�o!
Isto n�o tem nada a haver contigo, George.
Por favor, Sr. Orry.
Pelo amor de Deus!
Se o levar de volta, ele vai desejar morrer. N�o sabes o que lhe ir�o fazer.
Ent�o deixa-o ir.
J� disse. Ele pertence ao meu pai.
Por favor.
Se n�o pelo Priam, f�-lo por mim.
Isso n�o � justo. Est�s a aproveitar-te da nossa amizade.
Sim, estou.
Muito bem, Priam. Est� bem. Corre.
Corre antes que mude de ideias. Corre!
Uma vida por uma vida, George. Tu salvaste a minha.
E continuo-te a apoiar, se ainda quiseres.
Mas mete uma coisa na tua cabe�a.
As nossas vidas aqui s�o diferentes. Elas tem que ser.
N�o interfiras nunca mais nisso...
ou me pe�as para ir contra os meus.
Eu, Constance, aceito-te, George, para meu amado marido
Eu, Constance, aceito-te, George, para meu amado marido
a partir de hoje e para sempre.
A partir de hoje e para sempre.
Para o bem e para o mal.
Para o bem e para o mal.
Na doen�a e na sa�de
Para o bem e para o mal.
Na riqueza, na pobreza
Na doen�a e na sa�de
At� que a morte nos separe.
At� que a morte nos separe.
Pensar que seria for�ada a ver uma cerim�nia Cat�lica. Que desgra�a.
Cala-te, Isabel.
Pelo menos tem o bom senso de manteres a opini�o para ti.
Como se algu�m viesse se n�o fosse obrigada.
Por favor cala-te, Isabel.
Pode dar-me o anel, por favor?
Pela autoridade investida em mim...
pela Santa Igreja e pela Commonwealth da Pensilv�nia...
eu declaro-vos marido e mulher.
Pode beijar a noiva.
- Aqui t�m. - Obrigado
Ser� que nunca mais acaba?
N�o � todos os dias que o teu irm�o mais velho se casa, Billy.
Eu sei.
S� queria estar � noutro lugar.
Onde � que gostarias de estar?
Achas que me aceitam em West Point?
Queres ser um soldado?
Tive inveja tua e do George quando estavam na guerra, no M�xico.
Aquilo n�o foi f�cil.
E invejas a minha perna tamb�m?
N�o.
S� quero ser um soldado, � tudo.
Talvez algum dia ser�s.
Constance, minha querida Se o meu William fosse vivo...
Ele estaria orgulhoso por te dar as boas vindas � nossa fam�lia.
Obrigado.
Todos t�m sido t�o simp�ticos.
Estamos todos contentes contigo.
George, h� algo importante que quero dizer a ti e ao teu irm�o.
E gostaria que tu e a Isabel tamb�m o ouvissem.
Est� a ser misteriosa, M�e.
Nem por isso.
Isto era algo que queria fazer h� j� algum tempo. Venham.
Menina Hazard.
Sr. Main.
Acho que a Constance fez uma bel�ssima noiva.
Sim, pois fez.
Admira a beleza?
Por acaso, sim.
E a mente de uma mulher? Tamb�m admira isso?
Acabei de saber que os sulistas...
n�o querem saber sobre o que as mulheres pensam.
N�o posso falar por todos os homens do sul, a n�o ser por mim
Eu admiro uma mulher pelo seu todo, incluindo as suas ideias.
� mesmo?
Talvez gostaria de ouvir algumas das minhas.
Tenho a alegria de ter as minhas crian�as perto de mim agora.
Desde que George regressou para ficar, casado e fixado por fim....
sinto que � altura para haver mudan�a na lideran�a da Hazard Iron.
Uma mudan�a, M�e?
Sim, querido.
Decidi que George e Stanley...
deviam ter igual responsabilidade na fundi��o.
O qu�?
Pensei que era um facto
que eu, o filho mais velho, iria gerir a Hazard Iron.
Como o mais velho, vais reter o controlo financeiro, � claro.
Mas George ir� ter igual peso em todos os outros assuntos.
Sinto que o George o merece, Stanley.
E acho que � o mais justo para voc�s os dois.
Claro, m�e.
George, estou contente por ti.
E agora, acho que devemos voltar para os nossos convidados.
O que � que fizeste nos �ltimos anos?
Tenho trabalhado bastante na sociedade anti- escravatura.
Vou dar a minha primeira reuni�o daqui a uma semana, em Filad�lfia.
A s�rio?
Ouvi dizer que irias estar na cidade nessa altura.
Sim.
A caminho de Dixie?
Isso mesmo.
Por seres t�o enamorado em mulheres e nas suas ideias...
talvez gostarias de ouvir uma que at� tem bastantes.
A reuni�o � p�blica e serias muito bem-vindo.
Acredite ou n�o, Menina Hazard...
desde que eu e o seu irm�o nos tornamos amigos...
tenho tido interesse em conhecer o ponto de vista do Norte.
Consideraria um prazer ouvi-la falar.
Orry, est�s aqui.
H� algo que queremos perguntar-te.
� um convite para ti e toda a tua fam�lia....
para virem passar o ver�o a Belvedere, numa visita prolongada.
O nosso lago nessa altura do ano � muito convidativa.
Parece tentador, minha senhora.
Em nome de todos os Mains, eu aceito com prazer o convite.
M�e.
Temos que falar com os arquitectos
para fazermos quartos para os escravos nas traseiras.
Virgilia.
Desculpe.
M�e, todos sabemos que a melhor coisa a fazer
quando Virgilia fica assim � ignor�-la.
Acho que � uma excelente oportunidade
para o padrinho propor um brinde � noiva e ao noivo.
Com muito prazer.
Passem a palavra! Passem a palavra!
Passem a palavra! Pela liberdade da na��o, Emancipa��o!
Passem a palavra! Passem a palavra!
Passem a palavra! Pela liberdade da na��o, Emancipa��o!
Homens de v�rias predilec��es assustados, fogem para todo o lado
Mercadores, editores, m�dicos advogados, padres e pol�ticos
Saiam do caminho! Saiam do caminho!
Boa noite. Representante Sam Greene, Pensilv�nia.
Um dos estandartes do nosso movimento, Sr. Gerrit Smith.
George Hazard. Esta � a minha mulher, Constance. E o nosso amigo, Orry Main.
- Hazard da Hazard Iron? - Correcto.
Ent�o � parente da Menina Virgilia.
� a minha irm�. Os cavalheiros conhecem-na?
Ela � a raz�o por estarmos aqui. Temos muito orgulho nela.
Orgulho?
Mas � claro.
Ela fez maravilhas pela nossa causa.
Uma grande trabalhadora, cheia de energia que iguala a sua beleza.
Se ela conseguir expressar em palavras num debate p�blico...
aquilo que ela sente no seu cora��o
ent�o os dias da escravatura est�o perto de acabar.
Senhores e senhoras, bem vindos e boa noite.
Tenho a honra de vos apresentar
um homem cujo sofrimento pessoal e provoca��es
simbolizam e mostram
a institui��o diab�lica e demente que � a escravatura
que enojam todos os homens livres.
Finalmente um homem livre gra�as a Deus...
que sofreu as crueldades e as torturas dos condenados...
�s m�os de homens cru�is que o mantinham em cativeiro.
O Sr. Frederick Douglass.
Obrigado, meus amigos.
Estou feliz de estar aqui.
Estou muito feliz
por misturar a minha voz com aqueles que eu trabalhei
para lhes mostrar o que eu passei
e tentar acelerar o dia da sua emancipa��o.
Meus amigos, a escravatura tem que ser abolida.
E a �nica maneira como isso pode ser feito
� na f� nos grandes princ�pios da justi�a.
Falou-se numa vota��o para acabar com ela.
Mesmo que milhares votem
n�o v�o conseguir atingir o mal.
Cresceu, enraizado profundamente no cora��o da na��o...
e nada a n�o ser a verdade e o amor de Deus podem limpar esta terra.
Eu pergunto-vos...
N�o, eu imploro-vos...
para olharem para a pr�tica do com�rcio esclavagista
o com�rcio esclavagista americano
sustentado pela politica e pela religi�o Americana
V�o ver homens e mulheres atados como se fossem porcos nos mercados.
Conduzidos de tal modo que entopem as estradas da na��o.
Conduzidos por homens armados com pistolas, chicotes e facas.
Vejam uma menina de 13 anos a chorar. Sim, a chorar...
enquanto pensa na m�e da qual ela foi separada.
V�o ao leil�o de escravos e vejam homens a ser tratados como cavalos.
E mulheres, rudemente expostas
para deleite dos compradores Americanos de escravos.
E n�o esque�am a tristeza que fica neste grupo
quando s�o vendidos
e separados para sempre.
Digam-me, caros cidad�os. Onde � que debaixo do sol de Deus
podem encontrar um espect�culo mais chocante que este?
Bravo!
E agora � com grande prazer que eu apresento
um novo e incans�vel membro da nossa organiza��o
que escolheu destemidamente o caminho do trabalho do Senhor.
Apresento-vos a menina Virgilia Hazard.
Meus amigos...
h� um aspecto na escravid�o t�o podre...
t�o depravado que mesmo aqui nesta plataforma
se sente ainda o seu espectro.
Tenho que admitir que
estou perante v�s com grande indigna��o.
Uma decente mulher Crist� a falar aos seus...
For�ada a falar em p�blico de um pecado
t�o vil, t�o vicioso e degenerado.
O sistema odioso do Sul
depende da perpetua��o da sua "m�o de obra livre".
Por isso, senhores e senhoras, de onde v�em estes novos escravos
quando os velhos e doentes s�o for�ados a morrer ?
Batem-lhes at� � morte.
V�m da pr�pria escravatura.
Porque a verdadeira colheita de uma planta��o Sulista...
� uma colheita humana.
Sim, meus amigos.
As planta��es do Sul n�o s�o mais que
quintas de reprodu��o de negros.
Ela � uma ofensa a todas as mulheres do movimento abolicionista.
Grandes bord�is, comandados
por uma aristocracia decadente.
Homens, que na sua lux�ria
for�am a sua paix�o animal
em mulheres e crian�as indefesas que mant�m aprisionados.
Deus est� a gritar nos c�us contra estas loucuras
e cada cora��o humano chora em raiva moral.
N�o!
N�o!....N�o!
Orry, sabes que ela n�o fala por todos n�s.
N�o por ti, mas por todos os outros.
N�o deve sair enquanto a menina Hazard est� a falar.
Receio ter um comboio para apanhar.
Para a Carolina do Sul. Tenho uns negros para criar.
Desculpe.
Cara senhora.
Foi magnifica. N�o h� descri��o poss�vel.
Obrigado, Sr. Greene. S� disse o que me ia na alma.
Disse coisas que ainda n�o tinham sido ditas
que estavam a precisar serem ditas. E a sua paix�o....
a sua interpreta��o f�sica, arrebataram-me profundamente.
Est� a fazer-me uma honra ao dizer isso.
Voc� � que nos honrou.
Ser� que podemos compartilhar um jantar
para continuar a falar da minha reac��o?
Tomei a liberdade de encomendar um pequeno repasto.
Ainda bem que aprovou, senhor.
Mas tenho que o relembrar de que � um homem casado.
O meu estado civil n�o deveria representar nenhum obst�culo
� causa da liberdade.
Nem representa, Sr. Greene.
Mas a liberdade deve ser sempre aliada com a responsabilidade
como os nossos precursores o ensinaram.
Talvez em outra altura...
quando estiver livre.
Madeline!
N�o respondes quando te chamo?
Desculpa, Justin. Estava a dormir. N�o ouvi.
Mas ouves bem quando as tuas escravas choram, n�o �?
Ouvi falar da tua recente falta de miseric�rdia.
Fa�o apenas os poss�veis para ajudar.
Ganhaste uma reputa��o por aqui.
Madeline, a misericordiosa.
Madeline, o anjo das negras gr�vidas.
Justin, por favor.
Raios!
N�o quero que a minha mulher passe tanto tempo a cuidar das escravas.
Talvez queiras arriscar perder os seus filhos?
S� estavas preocupada com as crian�as, n�o �, minha querida?
Tamb�m me preocupo com as crian�as. As minhas.
Aquelas que n�o me queres dar.
Eu quero um filho.
Um rapaz, s� meu. Isso � tudo.
Raios, mulher. Olha para mim quando eu falar contigo.
At� que me d�s a crian�a que quero
afastas-te dessas vacas negras, entendido?
� melhor que o fa�as.
Vou estar de olho em ti.
Lembra-te disso.
Cavalguei centenas de vezes na esperan�a de te encontrar aqui.
Tentei manter-me afastada mas n�o consegui.
N�o passou um �nico dia em que n�o pensasse em ti.
Madeline, deixa o Justin. Poder�amos fugir juntos.
- N�o posso ser... - N�o podemos.
N�o o vou deixar impedir-nos.
N�o o conheces. Ele iria ca�ar-nos como escravos.
Seriamos fugitivos, sem nenhuma legalidade ou moralidade ao nosso lado
N�o me importo com o certo. Importo-me contigo.
Divorcia-te dele, Madeline.
N�o posso. Se apenas o sugerisse...
No meu cora��o...
Estou casada contigo.
E sempre o estarei.
Afastem-se desse edif�cio!
Tragam esses homens para aqui! Fa�am barracas para os feridos.
- Vamos l�. - Sr. Hazard, h� homens a morrer ali.
Vou l� busc�-los. Cuidem desse homem.
Sr. Hazard, n�o pode entrar a�. Est� um autentico inferno.
Ajude-me! Socorro! Estou aqui!
Est�s bem?
Vai � cidade buscar um m�dico.
Tragam os tr�s e voltem depressa.
Sim, senhor. J� enviei o Hawkins, mas eu pr�prio irei l�.
Tens certeza que n�o est�s ferido?
Wiley, porque � que aquilo explodiu?
Press�o, senhor.
As tiras de ferro... as bandas de refor�o.
Eu mandei-as instalar!
Sim, senhor, mas o Sr. Stanley cancelou a ordem.
Porque cancelaste a ordem, Stanley?
As encomendas estavam atrasadas. N�o pod�amos dar-nos a esse luxo.
N�o pod�amos? E achas que podemos dar-nos ao luxo de perder homens?
Eles tem fam�lias que dependem de n�s, Stanley.
Fam�lias que perderam maridos e pais.
Essas bandas s�o feitas j�. Vou refazer a ordem.
- N�o podes. N�o tens autoridade. - O inferno � que n�o posso.
O �nico sitio onde o teu nome prevalece sobre o meu
� no livro de cheques.
Vamos refor�as essas bandas j�, e pagar $5,000 de compensa��o
embora seja miser�vel...
�s fam�lias dos homens que morreram na Hazard Iron.
Isso � uma loucura. N�o o farei.
N�o � loucura. � a �nica coisa decente a fazer
e tu vais faz�-lo, Stanley.
Vais assinar esses cheques...
ou venho at� aqui com 100 trabalhadores
e deixo-os convencer-te.
Acabei de vir da fundi��o.
- Chocou-me o que vi l�. - Eu sei.
Este novo sistema n�o vai funcionar.
N�o pode haver esta divis�o de autoridade.
Eu sei disso, Stanley, e vou fazer algo a respeito.
Aprendi muito sobre a Hazard Iron desde que o vosso pai morreu.
N�o porque quis...
mas porque fui for�ado a conhecer a minha responsabilidade na fundi��o.
Isso � embara�oso para mim, M�e.
� como se n�o tivesses confian�a nas minhas habilidades.
Desculpa se te fa�o sentir assim, querido
M�e...
Ao dar-me o controlo financeiro da Hazard Iro
Deixei-a de prevenir ao George...
para fazer melhoramentos de tempos a tempos.
Recusaste de usar carv�o ao inv�s de lenha
mesmo depois do George provar que o carv�o era mais eficiente.
Recusaste-te a comprar novos equipamentos ou arranjar os velhos
e agora houve esta explos�o horr�vel.
Meu Deus.
A culpa disso n�o foi minha.
Vou ter que tentar uma mudan�a, Stanley.
Vou dar o controlo do dinheiro ao George
para ver como correm as coisas.
M�e, n�o me pode tirar isso a mim.
Tu e o George v�o ter igual peso em todos os outros assuntos.
Tomei a minha decis�o, Stanley. N�o quero ouvir mais nada disto.
N�o te entendo. Porque n�o foste mais r�spido com ela?
O que podia fazer? Ela estava determinada.
Podias enfrent�-la.
Em vez disso deixas o teu irm�o George passar por ti.
A m�e disse que �ramos iguais.
Excepto que o George agora tem o dinheiro, ou seja o poder.
- O que podemos fazer? - Nada.
Excepto esperar.
E esperar pelo tempo em que podemos recuperar tudo de novo.
Isso pode demorar anos.
Sim, Stanley. S� porque n�o foste homem suficiente.
Teremos a nossa hip�tese.
Vamos recuperar tudo o que o teu irm�o George roubou de n�s.
Ele e a sua cabra Irlandesa.
Eles v�o arrepender-se.
E muito.
Meus caros amigos...
vamos entregar Tillet Main aos cuidados de deus, hoje
Temos que nos lembrar destas palavras:
"Em casa do meu pai h� muitas mans�es"
"Se n�o fosse assim, ter-te-ia contado".
"Vou preparar o lugar para ti"
E eu sei que o Senhor preparou um lugar especial para Tillet Main.
A sua fam�lia n�o deve estar triste.
As suas amadas filhas, Brett e Ashton
devem lembrar-se dele com todo o cora��o
e lembrar que um bom homem
um querido pai e um amado esposo
est� agora com o nosso Senhor e Salvador para toda a eternidade.
�men.
M�e, devias de ir dormir.
E vou, Orry.
O pai quereria que tomasses conta de ti pr�pria.
N�o consigo acreditar que ele se foi.
Ele amava-te muito.
Eu sei.
Receio � que ele por vezes n�o o sabia demonstrar.
Deus, vou ter tantas saudades dele.
Eles preocupam-se contigo.
Eles n�o se preocupam comigo. Tratam-me como um estranho.
Inferno, se n�o fosse pelo meu apelido eles nem me teriam aqui.
Eu sou um estranho. Eu sei disso.
Mas sangue � sangue.
Acho que honraram isso.
Um primo � um primo....
mesmo que os seus pais eram pobres.
Eles fizeram uma casa para ti aqui.
E que casa.
A velha Clarissa, trata-me como se fosse uma crian�a.
Orry, o grande mestre, � distante como um rei.
Acho que � isso que ele pensa que �.
Ele nem me liga.
Sou tanta fam�lia para eles como tu o �s.
Sou apenas mais um escravo deles ou � como se fosse.
Talvez n�o saibas como isso �.
N�o, n�o sei.
Tu �s a �nica que me entende, Semiramis.
Claro, eu entendo-te.
Tenho sido uma escrava por toda a vida.
Isso n�o quer dizer que eu tenha gostado de o ser.
Lamento que as coisas tenham que ter sido assim.
� melhor voltares.
Est� a ficar tarde.
Sr. Orry. Levantou-se bastante cedo hoje.
� melhor para tratar dos neg�cios, e � para isso que aqui estou.
� mesmo?
Estou a libertar-te do teu trabalho em Mont Royal.
Tem um m�s de ordenado a receber e pode escolher um cavalo do est�bulo.
Porqu�?
Nunca gostei de ti, nem da maneira como fazias o trabalho.
N�o mesmo?
E porqu�? Sempre fiz o meu melhor. O seu pai nunca se queixou.
O meu pai e eu somos diferentes.
Agora que ele morreu, tenho que fazer o que achar melhor.
Tirar o trabalho a um homem que trabalhou como um negro
A ira n�o o vai ajudar, Sr. Jones.
N�o.
O que o trabalho n�o fizer, o discurso nunca far�.
Mas entendeu-me.
Vai chegar o dia em que vai arrepender-se de me ter despedido.
Eu prometo-lhe isso.
Eu acho que n�o.
Bom dia para ti.
Semiramis, volta aqui!
Taberneiro, mais uma rodada.
O que temos aqui? Um ninho de b�bados.
Tr�s mais para se juntarem a n�s, a julgar pelo vosso ar.
Esque�a. Vai aceitar o nosso dinheiro.
Tr�s Barbados, cheios.
N�o consigo encontrar um modo de me afastar dessa tribo.
O que � que disseste, Salem?
N�o te diz respeito, rapaz. Mete o teu nariz de Main na tua cerveja.
Insultou a minha fam�lia.
Tua fam�lia? � isso que lhe chama?
N�o � isso que te chamam.
Posso n�o estar apaixonado pela parte da fam�lia de Mont Royal...
mas falei com alguns dos escravos a seu respeito, Sr. Jones.
O facto � que eu at� te defendi.
Disseram que nem servias para dormir com os porcos.
Mas eu disse que sim.
Cuidado, ele tem uma arma!
Parados.
Voc�s os tr�s.
Saiam daqui.
Mexam-se devagar. Vamos, Salem, tu ouviste.
O policia vir� visitar-te para recolher os dados dos danos.
Deus, Charles. Berrar em plena taberna como um cortador de algod�o!
E o que importa isso?
N�o tens nenhum orgulho em ti? Se n�o em n�s?
Em defesa do rapaz, senhor, foi o Jones que come�ou.
Isso � tudo muito bonito mas um cavalheiro...
n�o se rebaixa e luta com uma coisa reles como o Jones.
�s uma desgra�a, Charles.
Tu n�o �s meu pai!
N�o te importas comigo. Ningu�m o faz. E n�o quero saber o que dizes!
Respira.
J� deve estar bem apertado, Ashton.
O que sabes sobre isto? Ainda �s um beb�.
Nenhuns la�os te fariam melhor do que um tabuleiro de pinho.
Agora puxa!
Tens sempre que dizer coisas como essas?
� a verdade.
Al�m disso, beb�s s�o queridos
e tu tens uma pele macia como a de um beb�
e bochechas de beb�
e talvez continues a ser um doce beb�
quando fores uma velha enrugada.
Primo Charles. Ele acabou de entrar.
Esteve fora toda a noite novamente.
Gostas dele, n�o gostas?
S� algu�m como tu para fazer
um pobre �rf�o sentir-se aceite.
Eu fui simp�tico para ele uma vez. E sabes o que � que ele disse...
- o que ele atreveu a dizer-me? - O que foi?
Ele disse: "Mantem a dist�ncia, cara prima"
"Sou esperto demais para ti."
E o que me importa? Ele vai morrer em breve.
Morrer? O que est�s a dizer?
Onde achas que ele esteve toda a noite?
Com a Sue Marie Smith.
Mas ela est� noiva do seu primo, Whitney.
Claro que est�, idiota!
E o seu primo Whitney ir� matar o Charles por isso.
Acho que tamb�m vai matar a Sue Marie.
Os homens dizem que os seus seios s�o como cestos de carv�o.
Claro que n�o sabes o que significa isso, mas eu sei.
O que � que quer na verdade, Sr. Huntoon?
Senhor, procuro a aprova��o do seu misericordioso cora��o.
Em breve, pe�o-lhe para poder formalmente cortejar a sua filha.
A minha filha?
N�o, senhor. Maldi��o, enganei-me.
A sua irm�, a Menina Ashton, senhor.
Tem a certeza que sabe o que est� a fazer, Huntoon?
Foi o amor que me trouxe, senhor.
Eu venero at� o ch�o em que ela pisa.
Disse algo que n�o devia ter dito, senhor?
Acho que � apenas um ponto de vista, senhor.
Estou a bater como um tambor por dentro.
Quando � que tu e o James Huntoon anunciam o vosso noivado?
O que te faz pensar que faremos isso?
Se n�o �, ele est� l� em baixo a pedir a permiss�o ao Orry...
para te vir cortejar. Se n�o tivesse inten��o...
Ele tem todas as inten��es, crian�a.
Como � que eu sei que pensa um homem velho?
Ele tem mais de 20.
� assim que eu penso sobre ele.
N�o te rias. � verdade.
N�o suporto a sua cara de c�o...
os seus min�sculos olhos
e os seus beijos escorregadios!
Beijos?
J� o deixaste beijar-te?
S� lhe dei um pouco de mal, para o adocicar um pouco.
Mas se nem mesmo gostas dele
como podes fazer isso?
O que � que gostar tem a haver com isso?
Todos dizem que o James vai ser muito importante algum dia.
Uma mi�da n�o pode ter muitos homens importantes a cortej�-la, n�o �?
Ashton, nunca podes falar a s�rio?
Mas eu estou a s�rio.
Lorde, at� posso casar com o velho e pregui�oso James.
Isso, se encontrar alguma vantagem nisso.
Em breve, poderei considerar-me qualificado
talvez at� bem classificado, para me candidatar...
� m�o da sua irm�.
"Candidatar" � uma bem escolhida.
Talvez at� j� estejas a descontar em mim por alguma raz�o?
- N�o, James, n�o descontei nada. - Eu espero que n�o, senhor.
Como sabe sou o advogado mais novo da Carolina do Sul.
Sou um �s em direitos estatais
e um seguidor do nobre John C. Calhoun.
Desde a sua passagem, que aspiro a um alto cargo politico...
para eu poder continuar o seu grande trabalho.
E n�o acho que o meu objectivo seja imposs�vel de alcan�ar.
Desculpe.
Orry, tenho que falar contigo imediatamente.
Se nos desculpar...
Posso ent�o considerar que a minha vinda...
n�o � de todo in�til a Mont Royal?
Podes, e que deus te guie. Vais precisar.
Obrigado, senhor. Eu encontrarei o meu caminho.
Desta vez ele f�-lo mesmo. O teu primo Charles est� em sarilhos.
Tens que vir.
Por favor diga o que pretende, senhor.
Chamo-me Sr. Smith Dawkins...
e sou representante e parente do Sr. Whitney Smith...
que na noite passada encontrou o Sr. Charles Main, desta planta��o
em adult�rio com a sua noiva...
a menina Sue Marie Smith.
Os cavalheiros discutiram, e o Sr. Main atingiu o Sr. Smith...
com um grande murro.
E o Sr. Smith...
pede satisfa��es.
Em consequ�ncia das quais estou aqui para fazer os arranjos.
- Vai agir como padrinho do Sr. Main? - Claro que n�o.
O Sr. Main � novo demais para duelos. Al�m disso, duelos s�o contra a lei.
Ele � velho o bastante para saber ofender como um adulto normal.
E como bem sabe, senhor, o Code Duello...
� uma pr�tica comum mesmo apesar da lei da Carolina do Sul.
Agora se me indicar quem � o padrinho do Sr. Main
ou, melhor ainda, ao pr�prio Sr. Main.
Teria prazer em faz�-lo mas eu n�o sei onde ele est�.
Est� determinado a avan�ar com esta farsa, n�o est�?
O Sr. Whitney Smith n�o considera isto uma farsa, senhor.
- Nem o juiz do duelo. - Para o inferno com ele, ent�o!
- Eu serei o padrinho. - Prometemos absoluta descri��o, senhor.
Nenhumas testemunhas, apenas se forem familiares.
No caso da fam�lia Smith, isso podem ser centenas.
Vamos reduzir o n�mero para 12...
e voc� tem que assegurar o mesmo n�mero.
O lugar ser� a clareira em Six Oaks.
O tempo, Ter�a de manh�, ao amanhecer.
As armas...
pistolas de duelo convencionais.
Assumindo, claro, que isto seja do seu agrado, senhor.
N�o �! Nada disso �.
Mas eu aceito.
Bom dia, senhor.
Paraste essa insanidade?
Onde est� esse lun�tico?
Um, dois, tr�s, quatro...
cinco, seis, sete...
oito, nove, dez.
Est�s morto.
Apenas preciso de praticar.
Isso e de algum sentido sobre o qu� praticar.
Smith Dawkins acabou de partir. Tens at� ter�a para salvar a tua vida.
- E o que te importa isso? - N�o quero mais nenhuma desgra�a
- por isso serei teu padrinho. - Porqu� tu?
Isto � assunto meu, e n�o tenho medo daquele parv...
Devias ter.
Sem d�vidas que ele te vai matar n�o est�s preparado.
Ele j� matou mais homens antes.
- Posso com ele. - N�o podes, n�o.
Isto n�o � mais uma das tuas brigas de taberna, Charles.
Isto � um duelo, teoricamente entre cavalheiros.
Vai ser lutado com regras, regras pr�prias.
Tu �s um Main, Charles. Ouves-me?
Tu �s um Main.
E n�o te posso deixar morrer ou sujar o nome da fam�lia.
Se h� uma raz�o na terra
pela qual eu queria ter os meus miolos estourados, � essa.
Vou ensinar-te a disparar e como ganhares.
72 horas � tudo o que temos.
Vamos arranjar pistolas apropriadas. Vamos, monta a cavalo.
Quatro, cinco, seis...
sete, oito, nove, dez.
N�o.
N�o fazes a mira decentemente, e continuas a brincar com o gatilho.
O medo pode fazer-te apressar e essa pode levar-te � campa.
Deliberado. Tens que ser deliberado. Outra vez.
Perfeito! Agora, mais uma vez...
exactamente como h� pouco at� o fazeres sempre assim.
N�s ainda podemos salvar a tua vida.
Obrigado por dizeres "n�s."
N�o sejas sentimental para mim. Ainda � muito cedo para isso.
Sei que est�s assustado mas isso � a tua vantagem.
Aquele pav�o ali ...
� est�pido demais para estar assustado.
Olha para ele. Ele at� fica de casaco vestido.
Apar�ncias valem mais para esse tolo que a sua pr�pria vida.
E como n�o est� preocupado pode n�o estar a levar isto a s�rio.
Mas ir�.
Lembra-te, respira fundo...
est� calmo, delibera, e vais alag�-lo.
Tu �s um Main.
Tens que...
Tens que enfrent�-lo, Whitney.
Enfrentar!
Olha para o seu tributo. � a ti que aplaudem.
- A mim? Mas � a fam�lia dele. - Ele provou que � um covarde.
Est�o a mostrar a sua admira��o pela tua coragem...
e pela tua generosidade em n�o o matares.
Mostraste todos os atributos...
de um cavalheiro da Carolina. Estou orgulhoso de ti, Charles.
� vida.
Gra�as a ti.
Devo-te a minha.
Todo o tempo e prepara��o que tiveste comigo.
- Sem ti, teria morrido. - Provavelmente..
Mas o que fizeste, foste tu que fizeste.
Antes, quando eu lutava todos me reprovavam.
O que faz isto ser t�o diferente?
As regras, Charles.
H� um c�digo de honra restrito e definido entre cavalheiros...
que tem que ser observado
at� numa luta. Especialmente numa luta.
Orry, eu quero ser isso.
Ser um homem de honra.
Como tu.
Achas que... H� uma hip�tese...
de eu poder ir para West Point?
Nunca passarias no exame de admiss�o. N�o agora.
Tens a intelig�ncia mas n�o tens a educa��o.
Mas se estiveres a s�rio..
podemos mandar-te instruir.
Nunca estive mais a s�rio sobre nada durante a minha vida.
Eles s�o simplesmente estranhos.
E estes s�o o "Orgulho da Pensilv�nia". Demorou anos a educ�-los.
Eles s�o os favoritos da mam�.
Acho que � o jardim mais bonito que alguma vez vi.
Devia ser. A m�e trabalho nele como uma escrava.
Aqui est�o as minhas rosas trepadeiras.
Estou a tentar disp�-las para fazerem padr�es.
Virgilia, porque n�o vais ver se Cook j� tem o ch� pronto?
O gato do ministro � um gato activo. O gato do ministro � um gato activo.
O gato do ministro � um gato mau. O gato do ministro � um gato art�stico.
O gato do ministro � um gato belo. O gato do ministro � um gato balofo.
- O gato do ministro � um gato sedoso. - O gato do ministro � um gato baboso.
N�o est�o preocupados que a Carolina do Sul...
tente a secess�o mais cedo este ano, pois n�o?
Tens raz�o. Tu n�o est�s?
N�o penso que o v�o tentar novamente.
E se o fizerem, n�o ser� como se fossemos dois pa�ses diferentes.
Mas ser� exactamente isso que acontecer�.
Tenho alguns vizinhos aqui que j� n�o discutem...
sobre escravatura e direitos estatais.
Est�o a come�ar � a odiar os Sulistas.
Sim, tamb�m ouvi essa conversa na Carolina do Sul.
Alguns dos meus vizinhos tamb�m n�o gostam de Ianques.
George, n�o � a maioria. S�o s� os fan�ticos.
Espero que tenhas raz�o.
Porque se a Carolina faz a secess�o, muitos outros estados a seguir�o.
E todos teremos que escolher lados.
� um jovem e peras, o teu Charles.
J� � a imagem de um cavalheiro do Sul.
No pr�ximo Outono, ele e Billy ir�o para West Point.
- Plebeus juntos, tal como n�s. - E quando eles sa�rem?
Pelo menos tu e eu lutamos do mesmo lado.
� muito dif�cil que isso aconte�a.
Vira o barco, tu vais entrar, tamb�m.
Pode haver esperan�a para o Norte e o Sul, apesar de tudo.
Pelo menos para estes dois.
e ele pisava-me enquanto dan��vamos.
Ashton, tive que o dizer.
Acho que ele � muito bonito.
Billy?
Ele vai servir.
Claro que, ao lado do Charles, a maioria deles ficariam bonitos.
Ela � a coisa mais excitante que eu j� vi.
E 100% � prova de problemas.
Confia em mi e vais dar-te bem.
� a Brett que tu queres. Olha de novo para ela.
Billy, vem aqui imediatamente. Preciso de ti.
Vou j�.
- O que est�s a fazer? - Billy, eu estou aqui
e estou � tua espera.
� conforme est� o vento, n�o �?
Esquece, menina bonita.
Ele ir� fartar-se dos seus jogos mais cedo do que pensas.
Vamos dar um passeio, tu e eu.
A lei do Escravo fugitivo deveria tamb�m ser abolida.
Mud�-la � s� mais uma forma de servir o Sul.
Minha cara, eu perco-me quando a conversa muda para esses assuntos.
Ent�o devia informar-se.
Deus sabe que n�o vamos conseguir arrancar a verdade a voc�s.
Estava uma tarde t�o agrad�vel, Virgilia.
A Lei mudou, Sra. Main, iria levar casos de escravos foragidos
para longe da al�ada de estados individuais
e iria coloc�-los nas m�os do Governo Federal.
- Isso n�o beneficiaria os fugitivos? - Parece que sim e est� a� a maldade.
Na verdade, a lei d� aos ca�adores de escravos o direito de entrar num estado
para capturar escravos evadidos...
mesmo que esses estados garantam aos escravos a sua liberdade.
Est� muito pior que antes.
Os nossos representantes est�o s� a tentar preservar a Uni�o.
E tamb�m est�o a beneficiar os cavalheiros do Sul.
J� basta, Virgilia.
Estamos aqui para nos divertir.
Se n�o gostas dos Sulistas, porque � que nos convidaste?
- Ashton, senta-te e comporta-te. - N�o, eu respondo � crian�a.
N�o te queria aqui, mas ningu�m me consultou.
Mas j� que est�s aqui podes tirar um tempo
para ouvir e aprender a verdade.
A verdade, menina Virgilia?
E qual � essa? A mesma que contaste em Filad�lfia? Como era?
- S�tiras degenerativas do Sul? - Nega-o, se puderes.
Eu at� o grito do telhado.
Donos de escravos n�o passam de mestres de prostitutas.
Lamento, George, mas acho que � altura de partirmos.
N�o, por favor.
Vais pedir desculpas aos nossos amigos.
Teus amigos, George.
Acho que o seu modo de vida � repelente e errado.
Podes dizer aos teus amigos que n�o precisam de partir.
Ficarei contente por ficar no meu quarto pelo resto da sua visita
para n�o ter que olhar para as suas caras, nem ouvir as suas malditas vozes.
Orry, todos voc�s
por favor n�o deixem que aquilo que a Virgilia diz ou faz...
arruinar o nosso primeiro ver�o juntos.
Por favor fiquem.
M�e?
Muito bem, George, n�s ficamos.
Obrigado, George.
George, tenho pensado numa coisa.
Lembraste da primeira vez que c� estive
em que visitamos a Hazard Iron e falamos do moinho de algod�o?
Sim, e em que tu nos obrigaste a mostrar cada pe�a que faz�amos
para um moinho t�xtil.
George, ainda acho que � uma boa ideia. Talvez at� melhor que antes.
Porque achas isso?
Hoje, cada on�a de algod�o...
tem que ser enviada para o Norte ou para Inglaterra.
Imagina se tiv�ssemos um moinho ou f�brica na Carolina do Sul.
Imagina. Consegues imaginar...
sermos capazes de processar o algod�o, mesmo onde ele cresce?
Consigo imaginar isso
se tu e eu formos s�cios iguais nisso.
Espera, George. S� pedi um conselho, n�o dinheiro.
Eu sei disso, mas lembraste da �ltima vez que falamos disso?
Eu disse-te ent�o que a Hazard Iron deveria produzir as pe�as para isso.
Mas agora posso fazer muito melhor.
Tenho um dinheiro guardado. E isso parece um excelente investimento.
N�o sei o que dizer. Isso � melhor do que eu esperava.
Mas tenho uma condi��o.
Nada de trabalho de escravos.
Concordo.
Main e Hazard.
Soa bem, n�o soa?
Quase t�o bem como Hazard e Main.
Tens certeza que foi isso que o George disse?
Um moinho de algod�o na Carolina do Sul?
Eu disse que a ideia era tola, mas o dinheiro � dele.
Isso vai ser a nossa salva��o.
Imagina se o George � est�pido o suficiente para investir no Sul.
N�o entendo. Como � que isto nos ajuda?
Pensa sobre isso, Stanley.
George est� a investir numa zona que come�a a pensar que
� um pais rival.
Ele vai perder tudo nesta est�pida aventura do moinho.
Que maneira melhor de provar � tua m�e que ela fez um grande erro
e mostrar-lhe que deverias ser tu a gerir a Hazard Iron?
Est�o t�o maduras, Billy. Olha para elas.
Parecem deliciosas.
- Guardei-as s� para ti. - Guardas-te?
Deixa-me dar-te uma.
Estava boa, Billy? Queres mais?
- Dou-te mais se quiseres. - Sim.
Porque n�o tiras mais? Tira tudo.
Ashton, n�o.
N�o podemos.
- Quero dizer...o teu irm�o. - Esquece-o.
- Ningu�m ir� saber. - Ashton, n�o.
Eu quero, mas n�o podemos.
N�o posso, est� bem?
Esquece, ent�o. Eu vou para casa..
N�o fiques zangada. Por favor.
Eu gosto de ti.
Tu gostas de mim?
Se gostasses de mim, Billy, n�o serias t�o cavalheiro.
Mas eu ultrapasso isso. Muito obrigado.
Espero que n�o fiques zangada comigo.
- N�o. Estou furiosa contigo. - N�o te queria ofender.
Tem sido um ver�o maravilhoso. N�o posso parar de te agradecer.
Pelo contr�rio.
N�s � que devemos agradecer por terem vindo.
Orry e eu queremos que voc�s venham todos at� � Carolina...
assim que puderem. N�s insistimos nisso.
Ela � muito determinada quando p�e algo na cabe�a.
Ent�o terei que dizer sim.
Muito bem. Em nome de todos n�s...
aceito o seu simp�tico convite.
Mont Royal espera por v�s. Mais uma vez, muito obrigado.
- Main e Hazard? - Hazard e Main.
Cuida-te, velho amigo.
E tu tamb�m, at� nos encontrarmos de novo.
- Adeus, Orry. - Adeus.
Cabra quadrilheira!
Como te atreves a seguir-me at� aqui?
Talvez tenhas ci�mes por saber que ela me pode dar aquilo que tu n�o d�s.
Talvez te deva arrastar l� para dentro e mostrar-te como posso fazer um filho
em qualquer puta desta planta��o, a n�o ser ti.
Tu �s nojento!
Podes cair ali e apodrecer, que eu n�o me importo.
Thisbee?
Madeline.
Vai ficar bem.
Calma.
Eu mato-o!
Que Deus me ajude, mas vou mat�-lo agora.
N�o digas isso. Nem penses nisso.
N�o te posso deixar voltar para ele.
Por favor deixa-me mandar-te para longe. Eu irei ter contigo depois.
V�s como ele � perigoso.
Ele iria encontrar-me.
Iria matar-me.
Teria que nos matar aos dois.
- Mas se tu ficares.... - As coisas tem que ficar como est�o.
Ele ainda n�o sabe nada sobre n�s.
E nunca dever� saber.
Por favor.
Ent�o este � o sitio mais seguro para n�s. Ele nunca vir� aqui.
Isto n�o vai mudar nada entre n�s.
Nada.
Sabes aquele quarto que eu te mencionei antes?
O que era a oficina do homem que fazia selas?
Como disse, � teu se quiseres.
George, tens que saber para que ser� usado.
N�o deves zangar-te comigo.
E tu tens que o negar se n�o aprovas.
- Vais abrir um bordel. - Fala a s�rio, George.
Escuta...
Quero que Belvedere seja uma liga��o ao comboio subterr�neo.
Se negros livres podem ajudar, George, tamb�m n�s podemos.
- Queres abrigar escravos fugitivos? - Sim.
Isso � perigoso, Con.
Estarias a violar a Lei do Escravo Foragido.
Se fores apanhada, no m�nimo irias para a pris�o.
Eu sei disso. Acredita em mim. J� pensei nos riscos.
Mas, George...
Anda comigo. Quero mostrar-te algo.
O abuso era constante, George. N�o houve nenhuma provoca��o.
Tornou-se dif�cil de aguentar e o Abner teve que fugir..
E ele veio atrav�s de casas e amigos que o ajudaram.
Veio desde Raleigh.
Est�s em seguran�a connosco. Quero que saibas isso.
Obrigado.
Admiro o que est�s a fazer, Joel.
Ningu�m a n�o ser a m�e pode saber disto. Virgilia n�o � de confian�a, e Billy
� demasiado novo. Eu sei.
Ningu�m pode descobrir isto ou ser� o nosso fim.
- Estou do teu lado. - Obrigado. Sabia que o farias...
- assim que o visses. - Tu conheces-me bem demais.
� o Orry, n�o �?
Era nisso que estavas a pensar?
Aqui estamos n�s, s�cios num neg�cio.
E eu estou a ajudar pessoas que ele considera criminosos.
Mas eles n�o s�o criminosos, George. E algu�m tem que os ajudar.
As ideias do Orry s�o parte da sua heran�a.
Vai demorar gera��es a mud�-las.
Quando todos formos para Mont Royal, num par de semanas
veremos como ele foi educado, e em que coisas ele acredita.
Vai ser um grande choque para alguns membros da nossa fam�lia.
Gra�as a Deus que a Virgilia n�o vai estar l�.
George, ela disse-me que queria ir.
De facto, ela at� implorou para te falar disso.
Podes dizer-lhe que a resposta � n�o.
N�o a podes proibir.
Depois do que ela fez quando os Mains estiveram c�
com certeza que posso.
Mas ela pareceu-me bastante arrependida de o ter feito.
Al�m disso, convidaram toda a fam�lia e a Virgilia disse que ela estava inclu�da.
Era suposto ela n�o ir.
A Virgilia sabe disso. O Orry � educado demais para por condi��es.
Pensa nisso da seguinte maneira, George.
Talvez o Stanley e a Isabel n�o v�o para Mont Royal se a Virgilia for.
Isso n�o seria uma grande pena?
George, posso ir?
O que n�o entendo � o porqu� tu quereres ir, Virgilia.
Odeias o Sul e todos os Sulistas, pelo menos foi o que sempre disseste
Mas est�s sempre a pregar que todo o odeio � baseado na ignor�ncia.
Estou disposta a admitir que possa ter estado errada.
Mas nunca o irei descobrir se n�o o puder ver em primeira m�o.
Levar-te � Carolina do Sul � como levar uma tocha ao armaz�m de p�lvora.
Eu serei boazinha, prometo.
O homem � o meu melhor amigo neste mundo.
N�o falas de aboli��o, de terras livres ou outra coisa que o possa ofender.
Palavra de honra.
Eu juro-o com a B�blia se tu quiseres.
Deste a tua palavra de honra, tenho que aceitar isso.
Podes ir.
- Boa. Vou acabar de fazer as malas. - Espera um minuto.
Vem c�.
A b�blia est� ali dentro.
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