All language subtitles for Mishima DVD

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German Download
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew Download
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

"Yukio Mishima foi o autor mais c�lebre do Jap�o."

"Ao morrer, deixou 35 romances, 25 pe�as, 200 novelas"

"e 8 volumes de ensaios."

"O p�blico seguiu com paix�o a sua vida privada e art�stica!"

"Em 25 de novembro de 1970, Mishima e quatro cadetes de sua Armada Privada"

"entraram no QG do "Ex�rcito" (Armada do Leste),"

"fizeram o Comandante de ref�m e renderam a Guarda Militar!"

Bom dia

Bom dia, Sr. Mishima! Deseja o seu caf� da manh�?

Hoje n�o...

Onde est�o as crian�as?

Sua esposa foi lev�-las ao Col�gio.

Recentemente percebi um ac�mulo de coisas

que n�o se podem expressar de uma forma objetiva tal como num romance.

Pois as palavras n�o s�o suficientes.

"Para Edi��es Shinchosha. 25 novembro 1970"

Quanto mais creio, mais me dou conta que simples palavras n�o bastam.

Tamb�m descobri uma outra forma de express�o.

Tudo est� como planejado?

Leia isso no carro.

J� estou indo.

Recebeu minha carta?

N�o se preocupe, vai se impressionar com o nosso pequeno drama.

E traga um fot�grafo.

Quando analiso a minha primeira inf�ncia,.

me vejo como um pequeno garoto na janela,

observando um mundo que sou incapaz de mudar, esperando todo dia que ele mude por si mesmo.

Dentro de sete semanas, minha av� me levar� a minha m�e.

Feche a cortina!

J� est� quase na hora...

dele ir visitar sua m�e.

N�o! Preciso dele para esfregar minhas pernas.

Diga a ela que estou muito doente essa semana.

Na semana que vem...

Voc� estar� morto...

se ficar sob os cuidados de sua m�e!

Uma planta delicada como voc�...

n�o precisa sair de casa.

Se a quer, assim demais, ent�o v�!

Me deixe para sempre.

N�o v� que estou morrendo.

Seja um bom garoto e esfregue as minhas pernas.

Isso � maravilhoso!

S� voc� pode fazer a vov� se sentir melhor.

Assim, permane�o com minha av� at� que sua sa�de declina.

Ela me conta hist�rias e escolhe os meus amigos.

E nas grandes oportunidades, ela me leva ao teatro.

N�o se desculpe com esses plebeus.

Pode confiar nessa gente?

Quando era uma garota...

as pessoas tinham ao menos um pouco de bons modos.

Coma o seu lanche!

Veja! Toda essa agita��o...

Voc� � uma fr�gil planta...

O teatro � muito estimulante. Agora j� est� mais velho.

N�o sei o que teria acontecido...

se tivesse lhe permitido ir antes da hora.

Com outros garotos...

a todas as esquinas e aventuras das ruas...

Olha para aqui!

Para l�, querido!

Quando tinha doze anos minha av� morreu,

fui autorizado a voltar para minha m�e.

Naquele ano, entrei na Escola Secund�ria.

Tudo bem, seus covardes!

Quem � o pr�ximo?

O que � isso? O poeta?

Sr. "Dur�o".

Olhe, estou tremendo!

-Voc� est� morto. -Garotinho da mam�e!

Cedo compreendi que a vida consiste de dois elementos contradit�rios.

As palavras, que podem mudar o mundo

e o mundo mesmo, que n�o tem nada a ver com as palavras.

Para a maioria das pessoas, o corpo precede a linguagem.

No meu caso, as palavras existem como o princ�pio.

O TEMPLO DO PAVILH�O DOURADO - 1956

N�o consigo entender uma palavra do que voc� diz.

Seu nome � Mizoguchi. Sei o que quer.

Precisamos ser amigos porque ambos somos deficientes.

A sua gagueira e o meu p� ca�do.

Tudo bem. Acho a mesma coisa!

Voc� � virgem, n�o �?

Sim, eu tamb�m sou

Sem sucesso com as garotas...

...e sem intestinos para as prostitutas.

Se est� � procura de outra virgem, saia fora do meu caminho.

Gago! V� em frente, Gago!

Virgens s�o charmosas mas n�o h� nada bonito em voc�.

Caras como n�s...

s�o como garotas bonitas.

Adoecemos de sempre tanto nos olharem!

� como...

um e-e-espelho...

que n�o se pode q-q-quebrar.

Voc� � muito presun�oso!

Acha muito importante a sua gagueira.

Acho que � um maldito poeta!

O-O-O Pavilh�o Dourado.

� lindo demais!

Um adorador.

� um pouco pior!

Diante desse fato, jamais ser� amado.

� o mesmo para todo o mundo!

Pode convencer garotas a gostarem da sua defici�ncia ao inv�s de a odiarem.

Venha, vou lhe mostrar!

Droga! Fez isso de prop�sito!

O que posso fazer?

J� vai continuar seu passeio?

Me ajude.

Tem um m�dico aqui por perto?

Minha casa � perto da esquina.

Inesperadamente, descobri uma imagem

que aguardara h� s�culos para me enredar.

A beleza perfeita do corpo jovem, branco, amarrada a um tronco de �rvore,

as m�os amarradas.

Eu tremi de felicidade. Senti meu ventre cheio de vida!

Minha m�o esbo�a instintivamente um gesto jamais aprendido.

Meu desejo de transformar a realidade em uma necessidade urgente,

t�o importante quanto comer ou dormir.

Magn�fico!

Realmente magn�fico

A beleza da paisagem � do inferno, n�o �?

Pegue-a acima, no caminho e a aperte - ela quer.

M-m-mas como?

Fa�a-a ter piedade da sua gaguez!

Fa�a-a admir�-la!

� por isso que estamos aqui.

Gago!

Talvez ela v� se apaixonar por um gago

� gago?

Bem, est�o todas as defici�ncias aqui, hoje?

Vamos dividir!

Nos encontraremos de novo aqui em duas horas.

Q-q-quer ir para casa?

Ele explodiu e a fez se sentir como uma santa.

� seu truque habitual

C-c-como voc� sabe?

Ora, vamos l�!

O que voc� acha?

O que est� fazendo?

O que h� de errado?

Como eu pensei.

Parece que n�o vais � escola?

Tens estado doente?

Mestre...

N�o � assim que se comporta um ac�lito de Zen...

Mestre...

Nada � insuport�vel!

Vai passar...

N�o, existe coisa...

...t�o poderosa.

O que aconteceu? Ela fugiu?

Ela era t�o p-p-pequena quanto isso, mas cresceu muito...

e encheu o mundo como...

uma m�sica apote�tica.

Isso � o p-p-poder...

da beleza eternizada.

Que nos envenena.

Repreende..

nossas vidas.

Por favor, � bastante orgulho!

A beleza � como um dente estragado...

que incomoda nossa l�ngua, ferindo...

insistindo na sua import�ncia.

Finalmente vai-se a um dentista e ele o arranca.

Da� olhamos para o pequeno e sangrento dente na m�o...

...e conclu�mos: "� isso, tudo o que era"?

� isso o que a beleza �!

S� o conhecimento...

pode gerar uma arma contra tudo o que � insuport�vel!

A beleza...

� agora...

minha inimiga.

A vida s� � s-s-suport�vel quando imagino...

que o Pavilh�o Dourado...

est� destru�do!

As b-b-bombas Americanas vir�o em breve

Ent�o..

serei livre.

Aos 18 anos, minha classe foi afetada pela defesa passiva.

Escrevi duas novelas e dois poemas,

mas alucinaram de fazer a guerra

e de morrer pelo Imperador

Irei explodir como um proj�til,

iluminar o c�u por um instante e desaparecer.

Usei o pseud�nimo de Yukio Mishima.

O que faz a�?

Nada.

Pensei que estivesse no Clube Liter�rio.

Est� brincando? Aquele bando de med�ocres!

Poderia tentar fazer mais amigos, querido

N�o � bom estar muito sozinho

"Esse n�o � um g�nio precoce."

"Ele n�o � um escritor. E jamais ser�."

O que � isso?

� de um poeta "respeitado".

Ele fala a meu respeito.

N�o mostre para mais ningu�m.

Eles talvez concordem.

Tussa!

Bastante.

Alguma vez escarrou sangue?

Sim, Senhor!

H� quanto tempo tem febre?

Cerca de seis meses, Senhor.

"Inapto para o servi�o militar."

"Tuberculose inicial."

Vista-se e v� para casa.

Seguinte...

Sempre sonhei que morreria em combate.

Ent�o por que mentir?

Por que exagerar a minha doen�a?

Minhas palavras cheias de falsidades.

Eu jamais quis morrer!

Voc� ouviu? A guerra acabou!

M-m-mas e os bombardeiros Americanos? Onde est�o eles?

O Pavilh�o Dourado..

... quem o deixou livre?

Roubou isso do templo?

Tenha cuidado!

Voc�s, adoradores s�o os melhores clientes de minhas meninas

Queria saber porque n�o bombardearam Kyoto.

Foi a sua primeira vez?

Acho que sim...

N�o se preocupe, foi tudo bem.

� sempre t�o s�rio?

Por acaso n�o se divertiu?

Espero que se lembre do meu nome.

Em um dia ou dois estarei famoso.

O que � t�o divertido?

Voc� � um terr�vel mentiroso.

E tem cara de homem s�rio!

N�o � uma mentira!

Estarei em todos os jornais

Voc� � demais!

Arte

Bom dia!

Est� um bom dia!

Bom dia, Sensei!

Leu as cartas? Sim.

Voc�s tr�s n�o precisam seguir o nosso exemplo.

Mas estamos prontos para...

As cartas s�o muito claras.

N�o importa o que aconte�a...

...esteja certo de que o General n�o cometer� haraquiri.

Esse � o nosso dia...

n�o o dele.

Sensei, j� falamos muito disso.

Queremos morrer com voc�.

Por que dever�amos ficar para tr�s?

Esse � o meu �ltimo dia.

J� disse adeus aos meus parentes, namorada, a todos.

Voc�...

...precisa estar vivo.

Precisa defender nossas a��es no tribunal.

Queremos estar com voc� at� o fim.

Se recusa a obedecer ordens?

Morita e eu cumpriremos o nosso dever. Precisam cumprir o seu.

Compreendem?

N�o se preocupe...

Nos encontraremos de novo.

Est�o todos prontos? Prontos!

Em frente!

No final da guerra, me senti ultrapassado.

Pois, vivi um s�mbolo de minha �poca.

Um kamikaze da beleza.

Mas n�o passei de um garoto que escrevera poemas maldosos.

Me demiti do Minist�rio das Finan�as para poder escrever.

Escrevi "Confiss�es de uma M�scara" em seis meses.

"Uma Sede de Amor", me prendeu por cinco meses,

"Cores Proibidas", nove.

"Le Tumulte des flots", quatro,

"Cinq n�s modernes", tr�s.

"O Templo do Pavilh�o Dourado", dez.

Formid�vel, essa repeti��o!

Para voc� � f�cil de dizer.

Preocupado por qu�? � o mais jovem escritor...

a publicar o seu trabalho em "Colet�neas"

O que � t�o bom se n�o sou traduzido no oeste?

"Som das Ondas" foi traduzido.

Um livro.

Para cinco idiomas?

Seis.

� como um sonho virando realidade.

Mas se sente como se fosse ficar confinado em uma cama de hospital

Uma exuberante cama de hospital.

N�o posso somente ficar com a cama?

Sempre � meia noite, retorno a escrever.

Analiso as raz�es de meu interesse por um tema complexo.

Fa�o surgir todo o material � minha consci�ncia.

Eu o reduzo � abstra��o.

N�o paro de calcular � frente do que irei escrever.

Somente assim, meu inconsciente se prende � vigil�ncia.

A CASA DE KYOKO - 1959

Vem, noite! Vem, Romeu! Vem, doce noite.

Desculpe.

Osamu-San

Com quem esteve � noite passada?

N�o me lembro. Com quem dormiu?

Que coisa a dizer para a sua m�e!

Exceto...

que estava muito b�bado para caminhar.

Entretanto, para mim, nada vai bem.

Deveria ter visto a hipoteca do recinto.

N�o posso nem mais comprar batom.

Minhas costas pioram e pioram...

Poderia morrer e ningu�m se lamentaria.

Por que voc� ri?

Adoro como voc� exagera a sua mis�ria.

Como um poster barato de cinema...

Nunca olha o seu lado...

como uma madame de um Bordel Franc�s.

Como voc� sabe?

Nunca deixou T�kio!

Al�m disso, n�o estou exagerando.

Nunca est� aqui quando o hipotec�rio canalha chega.

Me fa�a esse gosto, por favor

V� falar com eles. Preciso de mais seis meses.

Preciso ganhar algum sen�o n�o durmo mais.

Estou ocupado!

Fazendo o qu�? Sonhando acordado?

Como voc�

Vai ao teatro?

Espere!

J� tem um papel?

O que acha?

Eles ficar�o bem de malhas?

Presumo que sim.

Esse esmalte de unha sai f�cil.

Essas pernas malditas!

Dou muita aten��o ao meu rosto...

mas, e ao meu corpo?

Se eu fosse pelo menos mais musculoso...

...como um "matador"...

da� o meu corpo seria o meu visual

Isso n�o � nada realista!

Vou fazer fisiculturismo.

Pretendo isso...

Oh, n�o... N�o vai.

A� ter� muitas garotas lhe rodeando

Com quem estava na noite passada?

Vamos l�. Diga quem. Algu�m novato?

Certo, homem-m�sculo. Est� muito fraco!

Deixa disso!

Serei o seu espelho.

Esse � o seu cabelo.

Essa � a sua face.

Esse � o seu seio

V�? Isso n�o � melhor do que um espelho?

Minha vida se parece muito com a vida de um ator.

Eu porto uma m�scara, eu jogo um jogo.

Dentro do espelho,

o homossexual, como o ator, v� o que ele mais teme:

a decad�ncia do corpo.

O que �?

Voc� � muito fl�cido!

Ah! � voc�?

O que houve? de repente voc� saiu...

N�o se preocupe. N�o foi nada.

Por favor, me diga, para que possa me acalmar.

Estou falando de bem perto

Te verei em 15 minutos

Me diga.

Preciso saber...

N�s dois temos um grande senso est�tico.

Voc� quando olha no espelho v� beleza.

Eu... nem sempre posso olhar para mim.

Ent�o... n�o fa�a piadas como aquela de novo.

Ao aproximar do Hava�, tive a impress�o de sair de uma caverna

e abra�ar o sol.

Sempre sofri de uma sensibilidade monstruosa.

O que consegui foi um corpo sadio, uma presen�a ps�quica.

As palavras me v�m separadas do meu corpo.

O sol me liberta.

A Gr�cia cura o meu �dio por mim mesmo e desperta em mim um desejo saud�vel.

Eu vi que beleza e moral s�o uma coisa s�.

Criar uma bela obra de arte ou tornar-se belo d� no mesmo.

Eu quis a sa�de f�sica j� na idade adulta.

Isso me distinguia dos que nascem bem providos.

Temos o direito de sermos insens�veis com as preocupa��es banais.

O abandono de mim no ato sexual me proporciona pouca satisfa��o.

Eu me casei em 1958.

Minha filha nasceu em 1959. Meu filho, em 1961.

Natsuo-San!

Osamu!

O que tem feito?

Me tornei um fisiculturista.

E voc�? Ainda pintando?

Sim, ainda!

Queres dizer, Natsuo Uamagata? Paisagens.

Cheguei a ver algumas delas

Ao menos assim n�o se preocupa em pintar corpos humanos.

Esque�a a aspereza dele.

Takei e eu fal�vamos sobre arte...

E no que se entenderam?

Estou interessado no modo como Michelangelo e Rodin...

trataram o corpo humano.

O corpo humano � uma obra de arte.

N�o precisa de artistas!

Est� bem, digamos que esteja certo.

Para que servem o seu suor e seus esfor�os?

Sempre o mais belo corpo � rapidamente destru�do pela idade.

Onde est� a beleza dele? S� a arte...

faz a beleza humana durar.

� preciso o projeto do artista.

Precisa cometer suic�dio no auge de sua beleza, se quiser mant�-la!.

O que esteve fazendo? Prometeu que ir�amos ao teatro.

Precisa de dinheiro outra vez?

N�o, n�o � isso.

N�o tem alguma novidade?

S� essa camisa terr�vel!

Disse que meu gosto � horr�vel.. Parece sangue!

N�o, n�o � isso.

Pus duas polegadas no meu peito.

Fisiculturismo...

Voc�? Por que?

Chegaram a dizer que minha bunda...

se parecia com a de um marinheiro estrangeiro.

Aqui, sinta o meu peito

Mal posso dar um belisc�o!

Senhora! Nos consiga um lanche!

S� servimos cobras.

Ent�o v�, consiga uma!

At� que pague a sua hipoteca, esse lixo pertence ao meu chefe.

Agora, mexa essa bunda!

A conta...

Vai j�...

Espero que aceite minhas desculpas. Sinto muito sobre ontem.

Dispensei aquele porco imediatamente.

J� n�o posso esperar mais tempo pela hipoteca de sua m�e...

Est� em dificuldades

Em breve me apossarei do caf� dela.

Nesses casos...

as pessoas costumam se decidir pelo suic�dio.

O que pensa?

Voc� � como eu.

Minha bela sombra!

� vaidoso e aborrecido.

Cheio de si...

Gosta de jogos infantis.

� um ator, n�o �?

Sinto que...

uma certa mulher precisa de uma certa coisa.

N�o finja que me ama.

J� tive muito disso...

Sim, o mesmo para mim... N�o amo muito as mulheres.

Elas me fazem sentir...

preso � obriga��o.

Tanto melhor.

O que voc� quer?

Essa � a hipoteca de sua m�e. Ele deve 1 milh�o e meio de yens.

Assine isso!

Se assinar...

cancelarei a hipoteca.

Escreva:

"Por meio desse certifico que a minha vida e meu corpo..."

"pertencem a Kiyomi Akita."

Quero compr�-lo!

� apenas um pequeno corte.

Por qu�?

A sua pele � bonita demais...

eu apenas queria... cort�-la.

Sinto-me agradecido!

Me surgiu um pensamento:

"Essa � a mulher que andei procurando."

"Finalmente a encontrei."

Pela primeira vez eu sinto que existo.

N�o preciso de um espelho.

Nesse caso...

ficarias comigo at� ao fim...?

Talvez, quem sabe, morresse comigo.

Posso ver o seu rosto... em um mar de sangue...

at� parar de se mover...

Agora, ent�o... tomaria o veneno.

Mas, tem que prometer...

n�o me beijar...

at� que eu esteja morto.

O escritor � um "voyeur" por excel�ncia.

Come�o a detestar essa situa��o.

Eu desejava n�o somente ver, mas tamb�m ser visto.

- O Rapaz Violento -

Um homem porta m�scaras para se passar por belo.

- Os Assassinos -

Mas, diferente da mulher,

a vontade do homem de ser belo

� sempre um desejo de morte.

Est� indo � Academia?

N�o preciso ir...

Est� com �timo aspecto.

Olhe, aquelas senhoras est�o ciumentas.

Elas n�o sabem que somos m�e e filho.

Deixe-as pensar o que quiserem.

Dois, por favor.

200 yenes, por favor.

Obrigado.

� um alivio. Nada de se preocupar mais com dinheiro.

Finalmente estou capaz de dormir de novo.

Gra�as a Akita-san. E a voc�!

N�o est� tendo problemas com ela, est�?

De modo algum!

De fato resolvi ir a todos os lugares com ela.

Voc� a ama?

Claro que n�o!

Isso n�o � um pouco extremo?

Por outro lado, precisamos ser agrad�veis com ela.

Mas n�o v� muito longe. Apenas ache o modo de n�o mexer na hipoteca.

N�o se preocupe com dinheiro.

Tenho um bom papel.

Conseguiu?

Que papel?

� uma surpresa!

Tem o corpo de um "matador"!

N�o posso ir � academia

Os rapazes do teatro sempre est�o em pior forma.

Continuam a ter as mesmas discuss�es enfadonhas.

...sobre as "Feridas da arte."

Adoraria mostrar a eles...

as suas feridas.

O que nem sempre eles sabem...

� que a arte � uma sombra...

nem sempre encenada...

com todo o sangue suficiente.

A��o

"Quando dever e amizade..."

"est�o nos planos..."

"um homem sempre encontra..."

"a responsabilidade mais poderosa."

"Com perseveran�a seguimos nossos sonhos..."

"at� o nascer do dia."

Puedes ver

Directamente en mi coraz�n

El le�n y la peon�a.

Rugiendo detr�s.

Aqui est�.

Estamos um pouco adiantados.

D� mais uma volta

O que fazer se algo der errado?

Somente execute o plano!

"A FUGA DOS CAVALOS" 1969

Alguma coisa mudou?

Est� indo lado a lado com ele? Por qu�?

N�o compreende?

A imagem do Imperador n�o � agrad�vel.

O Jap�o est� perdendo a sua alma.

Mas, por que voc�?

Estava com bastante sorte para ser escolhido.

Por que abandonou o torneio?

Perdi o interesse.

Porque vence facilmente?

Perdi o interesse nas espadas de madeira, Sensei.

Elas n�o t�m um verdadeiro poder.

� velho o bastante para as espadas de a�o?

Sim, Sensei!

Como est� a sua equipe e a sua escola?

N�o podem vencer sem voc�!

V� para o seu alojamento, Isao!

Medite sobre o perigo do homem que s� pensa em si mesmo.

Com licen�a, tenente Hori

Ouvi sobre os seus exerc�cios kendo.

Ouvi sobre os seus exerc�cios kendo.

Escreveu isso?

Quantos de voc�s?

Vinte.

Como ir� fazer isso?

Com um ataque simples

Mataremos os l�deres do capitalismo.

Incendiaremos o Banco do Jap�o,

A lei restabelecer� o poder do Imperador.

O que acontecer� ao seu grupo?

Ao nascer do sol, em um penhasco, estar� fazendo rever�ncia ao sol...

olhando para o mar... cometeremos haraquiri.

Nunca intimamos ningu�m a juntar-se a n�s na morte.

A quem quer assassinar?

Se pud�ssemos matar dez...

Marqu�s Nagasaki, Bar�o Shinkawa...

Se somente cinco?

O Primeiro Ministro, Saito...

Se somente um?

Kuruhara.

O Jap�o ficaria purificado!

O que quer de mim?

Um aeroplano para espalhar folhetos!

Explosivos para destruir a central de energia.

T�m armas de fogo?

Usaremos somente a espada!

A �nica arma que conserva pureza!

E os garotos da Escola podem usar espadas?

As palavras s�o enganosas por transformarem a realidade,

o escritor deve enganar Mas a a��o n�o engana jamais.

"Harmonia da pena e da espada."

Esse preceito dos samurais � um estilo de vida.

Hoje anda esquecido!

Entretanto, podem a arte e a a��o se unirem?

Essa harmonia n�o pode existir como um rel�mpago, em um �nico instante.

Na Idade do Bronze, os homens alcan�avam dezoito anos.

Na Roma antiga, vinte e dois anos.

O Para�so deveria ser muito belo, ent�o.

Hoje, deve ser horr�vel!

A partir de quarenta anos, um homem n�o pode mais morrer belo.

Fa�a o que fa�a, ele morrer� de decrepitude.

Ou se for�ar� para viver.

Qual o problema?

Cancele o seu plano.

Algu�m descobriu?

N�o, mas descobrir�o.

Estou sendo transferido para a Manch�ria.

Sem mim, � muito perigoso!

Pode conseguir o aeroplano?

Ele n�o funcionar�. renuncie a tudo!

Por qu�?

N�o dever�o sacrificar as suas vidas.

"N�o tema a morte do corpo, apenas a do esp�rito."

Suas inten��es s�o...

Por favor, jure renunciar a tudo.

E destrua qualquer refer�ncia minha.

� capaz de jurar?

N�o haver� nenhum aeroplano, nenhum explosivo...

A Armada desertou de n�s!

Os capitalistas os compraram todos.

Esse encontro � in�til.

Podem compreender?

V�o para casa. Voltem aos seus livros.

Esse � o meu �ltimo comando!

Preciso ficar sozinho, agora. V�o!

Qual o problema?

N�o me ouviram? V�o para casa!

N�o temos nenhum plano.

Nenhuma esperan�a. Nada.

N�s entendemos.

Ainda assim, est�o dispostos a pagar o pre�o...

por alguma coisa... que n�o d� em nada?

Sim!

Um: "N�s juramos avan�ar para a morte...

para purgar nossa na��o do mal capitalista."

Dois: "Desse modo, juramos...

empreender uma eterna amizade entre n�s."

Tr�s: "Juramos restaurar Sua Majestade Imperial."

"N�s juramos ser a base do Jap�o Imperial."

Agora, vamos assinar com o nosso sangue.

Esse papel poder� se perder no vento...

mas esses juramentos ser�o eternos em nossos cora��es.

N�o cortou bem...

Depois das assinaturas...

brindaremos com esse sangue � nossa Sociedade do Escudo.

Ningu�m aqui tem variola, eu espero.

N�o pode usar o Teatro Nacional para uma festa pol�tica privada.

Isso � um esc�ndalo.

O que s�o essas tolices sobre uma Armada Privada?

Com ela eu criei a a��o ao nascer do sol.

Aqui criei arte no escuro.

N�o � perfeito?

Quem teria pensado que voc� ainda poderia combin�-los?

Bryon fez isso. Ele tinha tr�s centenas de homens.

Fala s�rio?

A m�dia pode faz�-los parecer tamb�m rid�culos.

� nosso melhor escritor.

Eu n�o pareci sempre rid�culo?

Ando no palco, determinado a fazer o p�blico chorar.

Em vez disso, eles explodem numa gargalhada.

Algumas pessoas nos chamaram..

soldados de brinquedo.

Mas nosso objetivo...

� restaurar a nobre tradi��o...

do Caminho do Samurai.

Sempre apoiei a tradi��o da beleza elegante...

na literatura Japonesa.

N�o posso parar com essa aspira��o...

de unir essas duas grandes tradi��es.

Agora, gostaria de dirigir-me...

aos visitantes estrangeiros em Ingl�s.

Espero que meu Ingl�s n�o seja muito rude

para seus ouvidos.

A Sociedade do Escudo vos acolhe,

em seu primeiro anivers�rio,

para a apresenta��o de nossos novos uniformes.

N�s somos uma armada de reserva.

Uma armada de Escudo... para proteger Sua Majestade Imperial.

Uma armada do esp�rito. voltada para a pureza.

Combatemos a corrup��o,

e a moderniza��o do esp�rito japon�s

tanto para os de direita

quanto para os de esquerda.

Um m�s ap�s ter ocupado a Universidade de T�kio...

os esquerdistas me desafiaram a falar.

A pol�cia se esquivou para n�o garantir a minha seguran�a.

Por um instante, tive a impress�o de ver convergir a arte e a a��o, me senti viver.

N�o est�o certos em tudo!

Nem sempre est�o com a l�gica.

vim at� aqui por puro orgulho.

n�o vou me tornar l�gico, agora.

Mas n�o me sinto vencido por sua falta de l�gica.

Ficaria satisfeito de me juntar a voc�...

se desse ao Imperador o seu nome leg�timo.

Todos queremos melhorar o Jap�o.

Somos, assim, t�o distantes?

Estamos jogando um jogo s�rio.

Onde ambos jogamos as mesmas cartas.

Est� falando tolices!

Pense nisso.

Mas eu tenho o Coringa!

Tenho o Imperador.

S� em minha oficina � meia noite,

como em cada tarde depois dos vinte anos,

me sentia vazio.

Mas logo, mais uma vez, as palavras vinham.

Sem esfor�os, insistentes.

Uma nova repeti��o come�a.

Nos encontramos sexta-feira � noite.

A data pode ser mudada, mas o plano estar� fechado!

Existe alguma obje��o?

� inconveniente para algu�m?

Se partimos para a morte como pode ser inconveniente?

Est� bem. Sexta � noite.

Onde est�o os mapas da casa de Kurahara?

� voc�?

Sente-se!

Est� com fome?

Comi alguma coisa.

Podemos comprar algo. N�o!

O seu grupo planeja algo mais? N�o!

Est� no terceiro degrau de kendo.

Muito mal que esteja envolvido nesse neg�cio, por outro lado...

tomara que tenhamos um bom torneio.

Eles est�o tendo um torneio, agora?

Voc� � muito jovem e puro.

Ainda ir� aprender a suavizar seus sentimentos.

Se a pureza � suavizada, ela n�o � mais pureza.

A pureza total n�o � poss�vel nesse mundo.

Sim, � sim!

...se dirige a sua vida na linha da poesia escrita com uma espada de sangue.

Acalme-se!

Morrer n�o � tudo, j� sabe!

Admiro sua lealdade, mas o Imperador tamb�m aprecia nossas vidas.

N�o estou atacando as suas cren�as.

S� estou dizendo...

v� com calma.

N�o acha que eu seja s�rio.

Se minhas id�ias n�o s�o perigosas, deixe-me cumprir o meu dever.

Se n�o, torture-me como aos outros.

Ah, como um debatedor.

Torture-me.

N�o h� necessidade de tortur�-lo.

Torturamos os que n�o querem falar.

Voc� quer falar!

Kurahara!

Quem � voc�?

O castigo que merece!

Corta!

Alguma coisa errada?

Como lhe parece?

Admir�vel!

� bastante duro dirigir e atuar.

Parece grandioso. Honestamente.

Precisamos de mais sombra.

A estr�ia ser� em Paris... Sabe como os Franceses adoram sombras.

Pronto!

A��o!

Por que fez o seu filme sem di�logos?

Isso � uma surpresa.

Sempre se diz que uso muitos di�logos. Ent�o lhes fiz um favor.

O seu filme tem alguma mensagem pol�tica?

N�o, de modo algum.

Seu escritor favorito? Thomas Mann.

O seu h�bito mais singular?

Rir sem raz�o!

Quem gostaria de ser?

Elvis Presley.

Sua comida predileta?

Pretende parar de escrever novelas?

N�o posso ajud�-lo nisso.

N�o poderia sobreviver se n�o pudesse continuar...

escrever mais uma linha, mais uma linha, mais uma linha...

mais uma linha.

4 - a harmonia da pena e da espada

Simplesmente siga o plano.

Mas e se n�o pudermos?

Olha para mim!

Se alguma coisa der errado, lhe darei um sinal.

Agora � a hora de ficar calmo.

Vamos!

Estamos aqui para ver o General Mashita.

Tem algum docum... ?

Onze horas.

Ah, Mishima-sensei!

s� um instante.

pode passar

Na bruma matinal com os membros da Sociedade do Escudo,

senti nascer lentamente com o meu suor...

a justificativa suprema de minha exist�ncia.

Nossos membros tiveram treinamento como o ex�rcito regular

Pilotei um avi�o de ca�a.

Esses privil�gios nos foram concedidos

por causa do significado simb�lico de nossa sociedade.

Mesmo af�vel,

As Armas representam o antigo c�digo dos samurais.

Sobre essa cena da tradi��o japonesa,

irei prestar minha a��o.

Olha para isso!

Ao menos ele pode comer mais r�pido que esse homem velho.

Tudo certo: comam!

Hup-dois-tr�s-quatro.

N�o mais veremos o Monte Fuji.

Morita, o que acha?

Seus cora��es s�o puros.

Mas s�o bastante "fortes"?

Minha solu��o foi encontrada,

n�o tive mais hesita��o.

Quem sabe em quem pensaram os outros?

Ali, n�o mais se repetiria.

General Mashita o espera.

General, Mishima est� aqui.

Sim, entre por aqui.

General, que bom v�-lo de novo.

Bom v�-lo tamb�m.

Posso convidar alguns membros da Sociedade para se juntarem a n�s?

Certamente.

N�o incomoda?

Passem.

Por favor, sentem-se.

N�s terminamos uma manobra.

Esses quatro se distinguiram.

Ah! Sim.

Queria que eles...

tivessem a honra de conhec�-lo.

� por isso que estamos de uniforme.

Por favor, sentem-se.

Seus novos uniformes

s�o muito elegantes.

Realmente espl�ndidos.

Quem o desenhou? Voc�?

Sim... com alguma ajuda do alfaiate de Gaulle.

Isso � de verdade?

Sim.

Tem permiss�o para apoiar-se nela?

Tenho uma autoriza��o.

� um certificado antigo. Feito em 1620 por Seki-no-Magoruku.

-Gostaria de v�-la? -Certamente.

Magn�fica.

Como esperava, ela tem o padr�o das ondas.

Parece ser um conhecedor!

Maravilhosa.

� dif�cil ver pelo �leo.

Polimento de tecido.

Tem um tecido por aqui.

Uma verdadeira pe�a de museu.

O tecido!

Deixe de brincadeira!

Fique quieto e n�o lhe faremos nenhum mal.

Barricada de portas. R�pido!

Ponha seu "hachimaki"!

Retire a morda�a.

Se isso � uma demonstra��o...

de comando t�tico, j� vai longe demais.

Ordene � guarni��o para se reunir...

e escutar um pronunciamento

Fala s�rio?

Est� louco?

Se quiser renderemos nossas armas de fogo ap�s o pronunciamento.

Pare a atua��o.

N�o posso aprovar um pronunciamento antes de l�-lo.

Se tentar nos parar, o matarei e cometerei haraquiri.

Isso � loucura!

O que voc� ganha?

Ordene a seu oficial que obede�a!

S�o essas as nossas reivindica��es.

Um: Os homens da 32� guarni��o...

ser� reunidos...

�s 11:30 horas.

Dois: O Comandante Mishima ir� dirigir-se � guarni��o

Saia!

Saia daqui!

Liberte o General!

�Qui�n est� a cargo?

Quem est� no comando?

Sou o Coronel Deixe-me ver o General.

Escute nossas reivindica��es.

Garanto a seguran�a do General.

Vamos conversar disso tudo.

N�o h� nada para se conversar!

Um: Os homens da 32� guarni��o ser�o recolhidos...

...em frente �s instala��es do Quartel General �s 11.30.

Segundo: O Comandante Mishima dirigir-se-� � guarni��o.

Tercero: Os homens

...da guarni��o ouvir�o o pronunciamento em sil�ncio.

Concordamos.

Mas j� passam de 11:30 horas.

Quando eles se recolher�o?

Imediatamente!

Recolha a guarni��o!

Venham para aqui.

Baixem.

A Polic�a est� por todos os lados.

Nosso pequeno drama atraiu certa audi�ncia.

Hora do �ltimo ato.

Caros soldados!

� de um assunto terr�vel que venho falar...

para homens de Armas...

em circunst�ncias como essas.

Acredito que as Armas foram a �ltima esperan�a do Jap�o.

A �ltima fortaleza para a alma do japon�s.

Mas o povo japon�s, hoje..

pensa somente no dinheiro.

Por onde anda o nosso esp�rito nacional?

Acredit�vamos nas Armas...

como sendo a alma da honra nacional!

A na��o est� sem fundamento espiritual.

O que far�o quando forem apenas um grande e perverso arsenal?

Os pol�ticos n�o fazem nada pelo Jap�o!

Est�o vorazes pelo poder.

As Armas precisam ser a alma do Jap�o.

Ou�am! Ou�am!

Jamais dentro da a��o eu houvera descoberto...

a satisfa��o aguda das palavras.

Jamais nas palavras,

houvera vivido a calorosa obscuridade da a��o.

Em alguma parte deve existir,

um principio superior que reconcilie a arte e a a��o.

E me vem � id�ia que esse principio � a morte.

A atmosfera superior, privada do oxig�nio,

� circundada de morte.

Para sobreviver ali, o homem, como o ator, precisa portar uma m�scara.

Voando a 13.500 metros de altitude,

o "falus" prateado da fuselagem

flutua sob a luz do sol.

Meu esp�rito est� em repouso,

meu pensamento, �gil! Nenhum movimento, nenhum ru�do,

nenhuma lembran�a.

A cabine do piloto est� fechada

ao espa�o exterior

do mesmo modo que o esp�rito e o corpo dele.

Agora vejo o resultado

da minha �ltima a��o.

Nessa calma havia uma beleza muito al�m das palavras.

Que n�o � do corpo nem do esp�rito,

da pena nem da espada,

nem do homem nem da mulher.

Ent�o vi um circulo gigante enredado em torno da terra,

um anel que anulava toda a contradi��o, mais imenso que a morte.

mais arom�tico que todos os perfumes que j� vira.

Era o momento a que sempre houvera buscado!

Voc�s s�o homens?

S�o touros?

S�o bushido?!

Conclamo voc�s!

Ou�am-me!

Ningu�m se juntar� a mim?

Ningu�m?

Vejo que n�o se erguer�o. Voc�s n�o far�o nada!

Perdi o meu sonho em voc�s.

Agora, saudarei o Imperador.

Vida longa ao Imperador!

Vida longa ao Imperador!

Vida longa ao Imperador!

Nunca imaginei que me escutassem.

Mishima-san, pare!

N�o h� nenhuma raz�o para fazer isso!

Sou obrigado a fazer, General

Voc� n�o � respons�vel por isso.

Pare! Por favor, eu lhe pe�o!

No momento em que a l�mina dilacerou suas carnes,

o disco solar explodiu atr�s de suas p�lpebras,

iluminando o c�u, por um instante!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.