All language subtitles for Manon.(Henri-Georges Clouzot.1949).DVDRip French-Spanish.Nd2

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Original subtitles

Pare!

L� v�m eles, v� para a porta Lombosco, no por�o 3.

Est� bem, Comandante.

- Agelotti, trouxe ou n�o? - J� vou!

Meu Deus!

- Pendure-a na estaca. - Est� bem.

- Quer ver, comandante? - Obrigado.

Abra o por�o 4.

- Para carregar? - Sim, uns judeus para a Palestina.

- Essa gente n�o fica quieta. - N�o � culpa deles, ningu�m os quer.

Para algum lugar ter�o que ir.

Ol�!

Johnny!

Ol�, Muchka!

N�o tenham medo.

- N�o tenha medo, senhora, des�a. - Pegue suas malas.

- Faltam 40.000. - Dois n�o puderam vir.

- Mudaram de opini�o? - N�o, bateram as botas.

- Tinham pago? - N�o para mim, para a ag�ncia.

- D� nojo, s� gosta de dinheiro. - E de voc�, sente nojo?

Capit�o, pensamos da mesma forma.

A diferen�a � que voc� se acha um senhor e eu n�o.

A diferen�a � que se acontecer algo, voc� n�o se molha. Cai fora!

Vamos, sem rancor.

Boa viagem!

Pr�ximo!

N�o tenha medo, senhora, estou aqui.

V� para l�, senhora.

O qu�?

O que a menina tem?

Cuidado a� embaixo!

M�quinas.

- Senhor, fala polon�s? - N�o.

- Alem�o? - N�o.

- Ingl�s? - Um pouco.

Minha esposa est� gr�vida.

Um momento.

O que est�o fazendo a�? Agora saiam!

Depressa!

V�o para l�.

- Mas se a noite passada foi carne! - Eu n�o sei.

- Vejo que trouxe o que ler. - Se quiser, depois te passo.

- Est� cheio de garotas. - Precisa disso na sua idade?

R�pido, pela porta da direita.

- O que est� acontecendo? - Eu gostaria de saber.

- De onde v�m? - Do por�o 4.

Estavam atr�s dos sacos.

Merda! O que faltava, dois passageiros.

O que faz a bordo?

- Deixa eu ver seus documentos. - N�o tenho.

Como se chama?

Pascal, umas capturas muito bonitas, parab�ns.

- Quando subiu? - � noite.

Bravo, Sr. Pascal.

Que bom! Onde estava o aduaneiro?

Roncando, b�bado?

E enquanto, os criminosos do porto entram nos meus por�es.

Vai ficar bonito no di�rio de bordo.

E voc�, garota, n�o tem nome?

Nem documentos?

- Seja educado com a senhorita! - Vou te mostrar a senhorita.

Primeiro, se eu falar, voc� se cala.

Sou o comandante, voc� vai ver.

- Ent�o n�o pergunte. - N�o preciso das suas mentiras.

Apenas olhando se entende tudo.

Com que dinheiro fugiram?

E seus pais?

N�o importa se est�o preocupados?

A vida n�o � como nas novelas.

Vai ficar cara a vossa lua de mel, sem-vergonhas.

Vai nos expulsar?

N�o, cara, vamos lev�-los e soltar foguetes!

Pois n�o temos mais nada a fazer.

Caramba. . .

Bem.

Seu nome � Robert D�grieux, n�o?

E ela?

- Manon. - Manon, o que mais?

Lescaut.

- Falam dela no jornal? - N�o.

Contate com Marsella.

- Para: "Central de Pol�cia. . ." - N�o fa�a isso!

Mas � claro que sim.

"Comunicamos a presen�a clandestina do Sr. D�grieux e sua c�mplice Manon."

- Ela � inocente, apenas me seguiu. - Cale-se, certo?

"Ponto".

"Entregarei fugitivos pol�cia de Alexandria."

"Assinado: Comandante Bousta". Me d� o recibo.

Senhor, eu pe�o, eu imploro.

- Se voc� soubesse. . . - Sabemos.

Leve esse indiv�duo daqui.

- Ao posto de controle? - De jeito nenhum.

Para o refrigerador. Substituir� o engraxador.

Robert, n�o me deixe!

N�o se preocupe, n�o pegar�o a gente!

- N�o tem nada para me dizer? - Que te rebaixamos um grau.

E trabalha ou esta noite n�o haver� sopa.

Entre.

Voc� outra vez? Tem dinheiro?

- De onde quer que eu tire? - Sem dinheiro n�o tem chave.

Por favor!

Entenda, logo chegaremos.

Nos separar�o.

- Me d� esta noite. - De gra�a?

Pense que n�o o verei novamente.

Voc� foi muito gentil.

Eu tamb�m posso ser.

Querida. . .

Chispa, pelada!

Que tempo nojento!

Se n�o amainar, n�o chegaremos antes do amanhecer.

Avisamos os migrantes?

De jeito nenhum, estamos atrasados quatro horas.

Tr�s horas!

N�o, sete!

Oito, comandante! Eu mesmo medi a dist�ncia que falta.

Bem. . .

Eu vou v�-lo.

N�o fique a�, Manon. Voc� vai ficar doente.

Quero ficar com voc�.

Mas voc� est� encharcada.

- V� se abrigar, por favor. - Eu digo que n�o quero.

- Eu te amo e voc� sabe. - Meu Deus!

O que vai fazer sozinha e sem dinheiro?

- Por que voc� deu tudo? - Para poder te ver e tocar.

Teria dado qualquer coisa para isso.

S� queria o dinheiro. Me tirou tudo.

Quem o tirou de voc�?

O que faz a�?

Quem o tirou de voc�?

- O cozinheiro. - Venha comigo.

- N�o quero! - Vamos, j� chega!

- Manon! - Robert!

Comandante!

Comandante!

Isso � tudo?

Depois falaremos sobre isso, Sr. Bernier, pode ir.

Obrigado, comandante.

Estou muito feliz.

- Assim pode voltar para a Fran�a. - N�o seja bobo.

Nunca vou deix�-lo.

L� aonde vai, n�o poder� segui-lo.

- Me matarei. - N�o fale bobagem, na sua idade!

Com o que vimos, j� somos velhos.

N�o estou entendendo.

- N�o parece um assassino. - � f�cil se enganar.

Voc� n�o parece um traficante de carne.

- O qu�? - Est� contra os judeus.

N�o, eu tenho pena deles.

Ent�o, tenha pena tamb�m de n�s. Nos deixa ir com eles.

- Que cara! Eles n�o fizeram nada. - Nem n�s.

Mas. . .

Parece que voc� n�o percebe. . .

- Matar um homem � grave. - Nem sempre.

Eu lutei na guerra.

- Na sua idade? - No maquis.

Ent�o, acreditava em muitas coisas. Era puro.

E isso que nos formamos cedo.

Na classe, no mercado negro, como os adultos.

- E seus pais? - Meu pai estava na Inglaterra.

Minha m�e chorava por n�o ter dinheiro e tinha medo de tudo.

Dos alem�es, das garotas, das garotas!

Aos 19 j� estava cansado, n�o foi f�cil.

Eu queria algo mais.

Algo importante perigoso, fui lutar.

Se tivesse continuado entregando tabaco, n�o estaria onde estou.

Acredite se quiser, n�o me arrependo de nada.

Porque ent�o, n�o a teria conhecido.

Se conheceram no maquis?

- Cale-se. - O qu�?

Agora se envergonha?

N�o, comandante.

Numa cidade da Normandia.

Um dia, �amos com os americanos, corr�amos.

Eles iam na frente e n�s limpavamos as ruas.

Acho que acertei ele.

Vamos!

Muito bem, amigo.

- Pegue isso, me d� o seu fuzil. - Obrigado, tenente.

Robert e voc�s, venham.

Deixem-me ir!

Vai puta!

Que pena que sua m�e n�o est� aqui.

Se o seu pai te visse, teria vergonha.

- Me d� a navalha. - N�o, para mim!

- Voc� est� louco? - N�o se meta!

- V� embora, voc� n�o � daqui. - O que fez?

� uma porca, sa�a com os alem�es.

- � mentira. - O qu�?

Ela me odeia, todos me odeiam.

Sil�ncio, Santo Deus!

Calem-se!

- Se vendeu para franceses? - S� vendo.

O caf� da sua m�e ficava cheio de alem�es.

Onde est� a sua m�e?

J� n�o vive.

- E o seu pai? - Prisioneiro.

- Voc� vai ver quando voltar. - Vamos rasp�-la.

Fechem o bico, os ref�ns. . .

Lhes fuzilar�o antes de ir embora.

Merece um castigo.

Isso n�o a matar�. Comparado com o outro, n�o � grave.

Tudo �.

J� chega, soltem-na.

Amanh� a puniremos.

- N�o, homem! - Tem direito a um julgamento.

Leve-a e a vigie, ser� entregue aos americanos.

- Quero ir com voc�s. - N�o discuta e v�.

Cuidado tenente, � uma peste ruim, tem que ter pulso firme.

- Agrade�o a voc�. - Por qu�?

Por me salvar deles.

- Sem o seu amigo, estaria morta. - N�o exagere.

Sim.

Teriam me matado. Acha que seria capaz de viver depois disso?

- Devia ter pensado antes. - Mas, o que eu fiz?

Os alem�es vinham ao caf�, n�o podia ignor�-los.

Ent�o, conversava um pouco com eles.

- E voc� dan�ava com eles. - N�o!

N�o ia lev�-los para a concorr�ncia.

Compramos um toca-discos.

Voc� n�o se vergonha?

- N�o eram ruins. - Que n�o fossem ruins. . .

� por isso fuzilaram dez, antes de irem embora?

- E n�o sabe dos campos? - Que campos?

N�o ouve a r�dio inglesa?

- Para mim a pol�tica. . . - Sim.

N�o entende nada? Bem, n�o se preocupe, te explicaremos.

A guerra deixa os homens muito maus.

Agora eu teria gostado que os americanos chegassem antes.

- Vagabunda! - Solte-me!

Deixe-me ir!

- Est� me machucando. - Voc� merece.

- Voc� vai ficar quieta? - Claro.

Vai me pagar.

Certo, eu desisto.

Fa�a novamente e eu te amarro.

J� rasgou o meu vestido! Que covarde.

Te arranhei?

- N�o fiz de prop�sito. - Nunca faz nada de prop�sito.

- Como se chama? - O que te importa?

Nada.

- Eu, Manon. - Eu n�o me importo.

E te pro�bo de falar, � minha prisioneira.

N�o olhe, n�o � agrad�vel.

- Quero sair j� deste povoado. - � o mesmo em todo lugar.

- Deixe-me ir, por favor. - Voc� est� louca?

- N�o farei isso de novo. - N�o ter� oportunidade.

Isso acabou.

Vai demorar para ver seus amigos.

- V�o me encarcerar? - Talvez.

O que vou aprender com isso?

Vou ficar feia e ruim, nada mais.

- Me acha bonita? - Sim, e da�?

- Ent�o me deixa ir. - O que isso tem a ver?

- Onde me levar�o? - Para a capital.

Ent�o daremos um passeio juntos.

O primeiro.

E depois. . .

n�o nos veremos novamente.

Nunca.

Esconda-se!

Vamos, em marcha!

- E a garota? - Ela se foi.

- Ela escapou? - N�o, deixei ela ir.

- De prop�sito? - Sim.

Voc� fez isso?

- Voc� enlouqueceu? - Talvez.

Acha que isso vai ficar assim?

Vamos.

Devolva sua arma.

Vamos!

- E a sua namorada a pegaremos. - Menart!

- O qu�? - O que fa�o?

N�o me importo, falar� com o comandante.

Obrigada.

De nada.

Por que voc� fez isso?

Eu n�o sei.

O que vai acontecer com voc�?

Calma, n�o v�o me fuzilar.

Me prender�o, mas n�o imediatamente.

- O pior � que perdi um amigo. - E ganhou uma amiga.

N�o � melhor?

Como se chama?

Robert D�grieux.

Robert. . .

Se n�o te desagrado. . .

Me beija.

Eu acho que te amo.

E eu.

Ent�o. . .

Sim.

� formid�vel.

Seremos felizes.

- N�o nos separaremos. - Se isso fosse poss�vel.

- O que no impede? - Tudo, querido.

- Cada um seguir� o seu caminho. - Voc� vai embora?

Para Paris.

Meu irm�o est� l� e me ajudar�, tentarei encontr�-lo.

- Eu irei � noite. - Pela estrada sozinha? N�o!

- Tudo menos ficar aqui. - N�o deixarei voc� ir! Espera.

- Robert! - O qu�?

- N�o me deixe! - N�o, eu volto logo.

Me espera.

Bastardos!

- Onde estava? O M�nart te procura. - Sim, eu j� vi ele.

Esconda-se, idiota.

Acho que finalmente chegamos.

- Estou morrendo de fome, e voc�? - Eu n�o sei.

Tenho muito sono.

Tem algu�m?

Tem algu�m?

N�o se ouve nada.

� como se n�o houvesse guerra.

Nem gente.

Apenas n�s.

Abram!

Se foram.

N�o tem energia.

Talvez haja algo na cozinha.

J� n�o tenho fome. Quer dormir?

- J� n�o tenho sono. - Que curioso.

Esta manh� mal nos conheciamos,

e esta noite. . .

- estamos sozinhos mum quarto. - Como rec�m-casados.

N�o brinque.

- Um dia ser� verdade. - Com v�u branco?

- Claro. - Que bom!

Ei, Robert,

queria te dizer que. . .

Sabe? � a primeira vez.

A primeira vez?

Que estou com um homem num quarto, sozinha.

Voc� acredita?

Diga se acredita, vamos.

Eu acredito.

Os outros desejavam, mas s� sabiam surrar, n�o diziam nada bonito.

Voc� sim, sabe.

Diga-me novamente que me ama.

� muito mais forte que as palavras.

Se voc� soubesse. . .

Eu sei.

Eu tamb�m te quero.

PARIS EST� LIVRE

O que h� de bom l� em cima?

Estou cansado, h� tr�s dias no telhado.

- Aqui fazemos mais que em Luxemburgo. - Ent�o deve ir ao Bois de Boulogne.

E pedem mais gente.

Calma, os alem�es ser�o nossos.

- Vem conosco? - Hoje n�o.

Bem, eu gosto deste lugar.

Que luxo.

- Tem certeza que seu irm�o mora aqui? - Eu n�o sei. Pergunta.

O Sr. Lescaut?

Apartamento 17, terceiro andar, aproveitem que o elevador funciona.

Espera, tenho que anunciar-lhes.

- Al�? - Sim?

O qu�?

Claro, imediatamente.

Que engra�ado!

- O que �? - � a minha irm�.

- Voc� tem uma irm�? - E � uma santa, feche a roupa.

Que surpresa!

- Ei, Leon. - Que alegria te ver.

Entra, n�o tenha medo, s�o amigos.

- N�o venho sozinha. - Voc� n�o trouxe a mam�e?

N�o.

- O meu namorado. - O qu�?

� muito bom rapaz, vou te contar.

O que espera? Entre, Sr. Manon!

- Bom dia. - Entre.

Chegou na hora, estavamos bebemos.

Hoje � um dia muito bonito. Toda a celebra��o � pouca.

Tem raz�o. Vamos ficar b�bados logo.

Dentro de seis meses veremos.

Sempre t�o negativo.

A liberta��o pode n�o beneficiar os nossos neg�cios, vamos ver.

Agora que os alem�es se v�o as pessoas n�o ter�o comida.

Logo veremos! Vamos, pelos pombinhos!

- Ent�o voc�s v�o se casar? - Espero que sim.

N�o vou deixar que se divirta com um gigol�.

Onde v�o morar?

- N�o sei, n�o somos ricos. - Temos 30 mil francos.

Bem garotos, est�o pelados.

Vai dar para 15 dias e isso sendo cuidadosos.

Quem se importa? N�o viemos para ficar, certo?

N�o.

Vou avisar o meu pai e iremos para Clermont-Ferrand.

Ent�o fiquem vivendo aqui.

N�o temos o suficiente.

- Robert, aqui ficariamos bem. - Eu vou arrumar.

Venha, conhe�o o dono.

Agora h� um pouco de bagun�a mas as garotas v�o embora.

- Que beleza de irm�. - Voc� n�o tem vergonha?

- Voc� � um velho sujo. - Ei, todas as mulheres v�o para a cama.

Basta encontrar o colch�o adequado.

- Vai precisar de muitas coisas. - N�o tenho nada para vestir.

- Preciso de tudo. - Seja razo�vel, querida.

Sabe que estamos apertados.

Olha, linda, n�o � bonito?

Voc� n�o gosta?

S� pensa no dinheiro.

Mas � f�cil de encontrar.

S� precisa abaixar para pegar.

E nem tudo � ganhar, tamb�m precisa saber gastar.

- Verdade? - Estou querendo aprender.

Comigo ir� longe. De quem eu gosto n�o reclamam.

- Certo? - N�o gaste.

O que foi? Sorria. Voc� gosta deste vestido?

- Eu compro. - 18.000 francos.

N�o me importa o pre�o.

- O voc�, o que acha, Manon? - Eu gosto.

- Qual prefere? - Todos.

- Se fosse rica, compraria todos. - Este ficaria bem em voc�.

- Vou lev�-lo. - Est� bem.

E � isso.

- � muito bonito. - N�o posso permitir isso.

N�o seja crian�a, sei melhor que voc� o que elas precisam: Roupas e risos.

Manon, por favor, se comporte.

Voc� est� indo longe demais.

Deixe-a em paz, n�o v� que a oprime?

- Se estivesse no seu lugar. . . - Mas n�o est�.

Desculpe por mim e por ela.

- Voc� j� se olhou no espelho? - Obrigado pelo que me toca.

Deixe-o.

N�o tenho a sua educa��o, mas sei me comportar com quem me convida.

- Paul, o que est� fazendo? - N�s vamos embora.

Vem, querida, vamos embora.

- Est� pago. - Como sempre.

Paul est� indo, o que foi?

O senhor foi rude com o meu amigo, de quem dependo,

e que possui muitas adegas.

- N�o sabe viver. - Este tipo de vida n�o.

Felizmente, logo vou embora.

Agora sim n�s vamos.

- Tem algum fundo? - Sim, para o aluguel e os bilhetes.

- E agora? - J� chega.

J� fizemos muitas loucuras. E o papai j� n�o engole mais.

Tem pressa em nos ver � compreens�vel.

Eu tamb�m?

Sabe que s� iria se voc� fosse.

Ou�a:

"Sua m�e e eu n�o entendemos a demora ap�s tamanha aus�ncia".

"Deve estar querendo nos apresentar a sua namorada".

- Desconfia. - Claro que n�o.

"Com certeza, apesar da sua juventude, � digna de voc�".

"N�o trar� para a fam�lia uma jovem que nos vergonhe".

- Quem pensa que �? - � muito bom, voc� vai ver.

- Bem, eu n�o quero. - Como?

Eu n�o vou, j� cansei das prov�ncias.

- E o nosso casamento? - O qu�?

N�o nos far� mais felizes, certo, Gilbert?

- Claro, senhorita. - Ei!

- N�o podemos ficar aqui. - Pelo dinheiro?

Calma, logo terei.

Me prometeram um trabalho.

Um trabalho? Quem?

O Sr. Paul.

Eu conhe�o esses trabalhos. Mas chegou atrasado.

Eu a levo para Clermont-Ferrand, entendeu?

Mais uma vez e educadamente, voc� quer ir embora?

Acha que pode comprar tudo?

- Pois voc� provou um pouco. - Bastardo!

O qu� �?

Bem feito.

- Pobrezinho. - Isso n�o fica assim.

N�o, voc� vai ficar quieto.

Sabe quanto me custa o seu ci�me? Mas voc� n�o se importa.

Tem o dinheiro do papai.

Eu vivo do meu trabalho e agora eu n�o tenho.

Paul me dispensou. Quinhentas notas perdidas por culpa sua.

- N�o seja injusto. - E isso � justo?

V�o todos para o inferno.

Voc� tamb�m!

Entre!

Papai. . .

- Mas, se o Robert n�o souber. - Eu n�o gosto do Paul.

Mais uma raz�o para tomar o seu dinheiro.

Juntos poderiamos tirar-lhe muito.

Para nos estabelecer definitivamente. N�o quer seguran�a?

Eu tenho alma de burgu�s. N�o fui feito para trapa�as.

Para que me arrastar? Eu n�o quero.

Bem, n�o vou insistir, mas � uma pena!

Me falaram de um bom neg�cio: Um cinema em Porte de Saint Martin.

S� v�o casais para namorar.

N�o v�em o filme, ent�o exibem coisas baratas.

Um neg�cio tranquilo e honesto.

Podemos ir meio a meio.

- Seria �timo. - Eu disse que n�o.

- Certeza? - Sim, voc� tambem � um porco.

Perfeito. O que vai fazer agora que fecharam a torneira?

O Robert procura trabalho.

Nas �ltimas cinco semanas.

Sim, vai encontrar.

Seis notas por m�s e oito dias de f�rias por ano.

Se prefere isso � minha. . .

Cale-se.

Est� aqui.

- Tem que pensar em me pagar. - Estou pensando.

Passei um m�s sem cobrar, sua esposa n�o se priva de nada e eu ando duro.

- Calma, j� tenho trabalho. - S�rio?

- Viu? - Fico feliz.

- O que te importa? - N�o vamos estar sempre zangados.

Vamos, um gesto de boa vontade.

Sem ressentimentos?

- Porque ela quer. - Vamos comemorar.

- E como � o trabalho? - Para come�ar n�o est� ruim.

- Dez mil? - N�o, cara. Oito.

Caramba!

- E oito dias por ano. - � muito bom.

Algum porem ter�.

- N�o acho que � um inconveniente. - O qu�?

� em Issoudan.

- Nas prov�ncias? - Vai. . .

Gar�om, tr�s martinis secos. Viu, querida?

Dentro de um ano poder� passar tr�s semanas aqui.

Droga, uma queda.

- Por favor, Sr. Leon, uma vela. - Obrigado.

A vida l� n�o � cara.

E n�o tem muito onde gastar.

Mas � claro.

O importante � estarmos juntos, certo, querida?

Encontraremos um quarto barato e ficaremos bem juntinhos.

Quando voc� estiver.

- Mas durante o dia me chatearei. - N�o ter� tempo.

Vai ter que fazer tudo:

A roupa, a compra. . . ser� a dona da casa.

- Isso � ser a dona? - Ser� maravilhoso quando eu voltar.

Estaremos juntos.

Sozinhos, longe de tudo.

- Onde vai trabalhar? - Num tabelionato.

O tabeli�o precisa de algu�m jovem e ativo.

- O que vai fazer? - Um pouco de tudo.

- Tem futuro. - Claro.

Come�ar� podando o jardim e mais adiante varrer� o escrit�rio.

Para ajudar. Est� louco, Robert,

com sua capacidade, se enfiar l�.

Pode me oferecer algo melhor?

Talvez.

Mas a Manon n�o concorda.

Mas conte.

No final, ele decide.

O que �?

- Um neg�cio de vinho. - Paul est� no meio?

- Bem, � o seu campo. - Ent�o eu passo, obrigado.

Voc� est� errado, o Paul n�o � ruim.

- Ent�o n�o ia atr�s da Manon? - � um homem.

Ele lamenta, quer te ajudar.

- Se prefere o dinheiro do. . . - Sim.

- O que � o trabalho? - � confidencial.

Embora haja riscos.

- Sim, diz que sou um quebrado. - Eu n�o disse isso.

Ser� bem pago?

30.000.

Por m�s?

Voc� est� louco?

Cada viagem.

E haver� muitas?

Espero que sim.

"Velho bandoleiro: Te mando um jovem tolo".

"Segure-o 48 horas em Oran (um assunto de mulheres)".

"Um beijo para Simone. L�on".

- H� quanto tempo conhece o Leon? - � meu cunhado.

Ah, claro.

O que tenho que fazer?

Vai sair depois de amanh� com a resposta.

� tudo?

Sim, � tudo.

Assim s�o os neg�cios hoje.

Trinta notas para passear, estavam te esperando.

- E ser� igual em cada viagem. - Quando irei novamente?

Na pr�xima semana e na outra.

E na seguinte. Calma, toda semana.

Mais uma.

� voc�, querido?

Voc� me assustou.

Pensei que ficaria mais feliz.

Estou morta.

Ca� no sono.

Ent�o acorda.

Me beije.

Estou muito triste.

Triste?

Quando est� tudo resolvido? Olha, e haver� mais.

Por favor, p�ra com isso.

Me abra�a.

Muito forte.

Diga que me ama.

Diga que voc� ainda me ama.

Estive muito triste.

Voc� nem imagina.

- Por dois dias de aus�ncia? - Sim.

N�o v� embora nunca.

Tenho medo quando voc� n�o est�.

Venha.

N�o me olhe assim, por favor! Agora vai entender.

Te amava tanto.

E est�vamos t�o infelizes.

Muito perfeita a prova de amor, como � a juventude.

O que teria feito no meu lugar? Tinha que passar este baque.

E tamb�m. . .

Pensei que voc� n�o saberia.

N�o, ainda deve lhe agradecer. Se uma mulher faz isso comigo. . .

- A teria matado? - Eu? Teria ido embora!

Pois eu chorei. E ela tamb�m e me pediu perd�o.

- E a perdoou? - Comandante.

- O qu�? - H� uma interfer�ncia estranha.

Tem pr�ximo dois torpedeiros se comunicando com um avi�o patrulha.

- O que dizem? - � um c�digo militar.

N�o entendemos mas se aproximam.

- Ainda est�o a 3/4 a bombordo. - Melhor.

Tire as luzes e diminua a velocidade, perder�o uma hora.

J� chegamos?

Eles sim, voc�s n�o.

E ent�o?

- Voc� foi para Issoulan? - N�o, ele pegou outro.

Mas fomos razo�veis.

Nos mudamos.

N�o era nenhum sonho, a vista era terr�vel.

Havia g�s.

Pedi ajuda para o Leon, mas n�o podia.

Estava muito dif�cil para ele acabar de pagar o cinema.

Comecei trabalhar de manequim e n�o era divertido.

Os clientes eram muito chatos, em p� o dia todo.

Dar a volta, girar.

E as vendedoras, umas invejosas que sempre me repreendiam.

Meu trabalho n�o era muito melhor.

Ao acabar, retirava o �ltimo modelo para colocar o meu velho.

Mas logo o comprou.

Porque te pagavam bem, certo? Logo ganhou mais que eu.

Muito mais. Bastante.

E eu n�o me surpreendia, n�o via nada.

Como me mentiu.

Este a Susette me emprestou.

Sabe quem? A morena baixinha.

E este. . .

� o modelo do desfile, me custou muito pouco.

E este?

- A Susette te deixou? - Isso?

� bijuteria!

Se fosse real valeria. . .

n�o sei, uns. . .

Uns 250 mil.

- Quer vender? - N�o, obrigado.

- Para servi-lo. - Adeus.

- A Srta. Manon? - Manon?

Ah, a pequena Lescaut, nos deixou.

- Faz tempo? - Uns dois meses.

- N�o trabalha hoje? - �s tr�s.

- E voc�? Vai sair logo? - Apresentamos a nova cole��o.

Quer que te acompanhe?

- N�o est� vestido. - Bem, n�o se atrase.

- Tchau. - Tchau.

- O que deseja? - Ver a mulher que acabou de entrar.

Acho que n�o ser� poss�vel.

- Primeiro preciso falar com Madame. - Madame?

Se quiser me seguir.

O que significa isso? Isso n�o � um cabar�.

Parab�ns pela discri��o.

N�o se iluda, senhor.

Em lugares como este, estes encontros

s�o muito desagrad�veis.

Nem por isso deixo de cumpriment�-lo, senhor.

Esses velhos nunca est�o satisfeitos.

Entre.

Primeiro de tudo. . .

Primeiro de tudo,

com quem tenho a honra?

Me chamo

Andr� Germain.

Acho meio estranho.

Quando formos amigos entender� essa falta de confian�a.

Mas sua juventude justifica.

Eu gosto dos jovens.

Compreendo suas loucuras.

Vamos ver.

Que loucura o traz?

Uma jovem que vi na rua e entrou aqui.

Amor � primeira vista.

Encantador e rom�ntico.

Infelizmente, esta dama, como direi? A esperam.

Algu�m importante, um Lord e ingl�s!

- N�o pode ser! - Calma, eu lhe arranjarei algo.

Daisy? Ch� para dois.

Substituiremos a sua desconhecida.

Por uma ainda mais bonita.

- N�o. - Espere.

Esta.

Tem um guarda-roupa hilariante.

- Um pouco especial. . . - N�o � isso.

Sim, voc� ainda � uma crian�a.

- Que tal uma italiana? - Eu disse!

Aqui est� a mulher dos seus sonhos.

Calma, se conhecer�o.

� uma menina. . .

encantadora.

E ainda por cima vem aqui por prazer.

Seu marido � muito rico.

N�o se aborrecer� com ela.

Entre.

Sua excel�ncia avisou que n�o pode vir.

Ligar� para outro encontro.

� um milagre!

Daisy, outra x�cara de ch�. O servir� ao lado.

Que surpresa.

� como uma hist�ria de amor, que � o que sempre vence.

Vai tomar o ch� mais delicioso da sua vida.

- Conhece as regras? - Claro que sim.

Sabia que voc� era homem do mundo. Entre.

Fique a vontade.

Vou buscar a menina.

Robert!

- Se conhecem? - Um pouco.

- Deixe-nos. - Mas. . .

Voc� n�o entende? Caia fora!

Um momento, por favor.

- � o meu namorado. - Eu tinha entendido.

Bem, eu me retiro.

Antes escolh�amos os mais educados.

Grande cretino. Voc� n�o pode ter mais Cuidado?

Diabos, que confus�o.

Agora, me responda.

N�o tenha medo, n�o vou gritar.

Eu sofro muito.

Explique tudo isso agora.

Defenda-se, invente alguma coisa.

O que est� fazendo aqui?

- E voc�? - Eu?

Te segui.

Enquanto ia de �nibus, eu peguei um t�xi.

Que sorte! Eu nunca encontro.

� tudo o que tem a dizer?

� uma loucura, � uma inconsciente!

Percebe, voc�, nesta casa!

- Estou muito infeliz. - Claro.

Porque podia n�o ter sabido.

Voltaria esta noite com outra j�ia e outra mentira.

Teria me beijado,

se deitaria ao meu lado.

Eu te odeio, � desprez�vel!

Cheira a homem, sempre vai cheirar assim.

Fique tranquila, vou embora.

Mas antes,

quero te olhar pela �ltima vez.

Me olha na cara.

Eu digo para n�o ter medo.

Toma, o seu presente.

Obrigada.

- Sempre foi muito generoso. - Lixo!

Devia ter te deixado nas m�os deles. Te raspariam como prostituta.

Voc� ver� o que fa�o com prostitutas como voc�!

Robert!

Eu perdi a cabe�a, me perdoa.

N�o chore.

Eu te pe�o, n�o posso ver voc� chorar.

Eu fui um besta, mas estou muito magoado. . .

N�o acredite em mim, s� disse besteiras.

Diga que me perdoa.

Sim, eu te perd�o.

Eu te amo tanto.

Eu sinto pena de voc�.

Pelos dois.

Por que faz isso?

Por qu�?

N�o era feliz em casa?

N�o.

Quando te conheci, ainda n�o sabia, mas. . .

n�o posso viver mal.

Odeio a pobreza.

Se tivesse visto a minha casa, voc� entenderia.

N�o quero repetir a vida da minha m�e!

Quero me divertir, brilhar, � mais forte do que eu!

Teria que cortar as minhas pernas para me impedir de dan�ar.

- Eu sou uma garota m�. - Claro que n�o.

Talvez para os outros, n�o para mim.

Para mim � a pequena Manon que conheci.

N�o acredita.

No entanto, eu ainda te amo.

Talvez mais.

Mas n�o te farei feliz, ent�o � melhor voc� ir.

Aproveita.

Voc� levar� a imagem de uma prostituta mentirosa.

- Voc� tem que me esquecer. - Eu n�o posso. Vou te salvar.

Vai salvar outra Manon.

A outra que vai envelhecer entre crian�as e panelas.

Cujas m�os v�o cheirar sab�o.

Essa n�o � a Manon que voc� ama.

Poder� viver sem mim?

- N�o posso viver sem dinheiro. - Eu ganharei.

N�o sabe, meu amor. N�o � o seu estilo.

Sempre acreditou que para isso deve trabalhar, mas a coisa mudou.

Veja Leon, por acaso se mata de trabalhar? E n�o se priva de nada!

Farei como ele, ter� tudo o que quiser.

Sim?

Seria maravilhoso!

E me amar�?

- Nunca me deixar�? - Por que eu deveria?

Eu amo voc�.

S� estou bem com voc�.

- Me beije. - N�o.

Aqui n�o.

Que importa o lugar?

Este lugar me d� asco.

Nada � repugnante quando se ama.

Para preservar a Manon, me envolvi em estranhos neg�cios.

Na gigantesca feira do p�s-guerra, eu peguei a minha parte.

Infelizmente, muito modesta.

Mas perseverava.

Conheci gente estranha.

De lugares estranhos.

O dinheiro entrava r�pido e ia mais r�pido ainda.

Procuramos um apartamento.

Ainda podiam ser encontrados, numa transfer�ncia honesta

eram habit�veis.

Toma.

Contente?

E o pr�ximo giro?

Veremos em um m�s.

- Ei, Robert. . . - O qu�?

- E quanto ao aquecimento? - � caro.

Calma, n�s arranjaremos.

Medida para o tapete.

N�o sei como ser� para frente.

Com o tabaco acabou.

O vinho logo ser� vendido livremente.

E n�o conhe�o ningu�m nos cupons de gasolina.

- 4,50 m. - N�o se derrube.

Isso � coisa de med�ocre.

H� coisas melhores.

- Tem alguma id�ia? - Talvez.

O que sai diariamente dos campos americanos:

Rodas, cobertores,

penicilina.

- N�o te diz nada? - Sim.

Para obter as mercadorias ter� que fazer amigos l�.

- N�o deixam ningu�m entrar. - Pode ser arranjado.

- Parece saber alguma coisa. - Melhor.

- Voc� conhece algu�m? - Um americano.

Aut�ntico.

� comandante, se chama Ralph e dirige um campo.

- Onde o conheceu? - No Georges V.

� amigo do namorado de uma amiga.

E te corteja.

Claro.

Mas n�o tem perigo.

- � um idiota. - O qu�?

E na vida civil era profissional de psicologia, percebe?

Ent�o, ou�a: O convidaremos para a inaugura��o da casa.

Mas n�o diremos quem voc� �.

Ele suspeitar�.

O que diz!

Tenho um plano.

Caro amigo, deixe-me apresentar o meu irm�o mais velho.

- L�on Lescaut. - Prazer.

- Como vai? - Muito bem.

Eu teria imaginado.

- Voc�s s�o iguaizinhos. - Como?

Claro, n�s nos parecemos. . . for�osamente.

- Prazer em conhec�-lo, Sr. Lescaut. - Igualmente, comandante.

Gostei muito da Manon, � muito bonita.

Eu sei.

N�o vamos falar bobagens, mas de neg�cios.

- Certo, comandante? - Sim.

A senhorita Manon pediu licen�a para voc� visitar o campo.

� muito dif�cil.

Tamb�m para um jornalista?

Preparo uma reportagem sobre os excedentes.

Eu sei.

Mas � estritamente proibido entrar.

- N�o pode arranjar? - N�o.

Imposs�vel.

Ah, eu havia esquecido.

Eu te trouxe uma lembran�a.

Para mim? Ah, comandante. . .

Permite?

Voc� est� louco.

Uma solteira n�o deve receber presentes.

S�rio? Isso me entristece.

Me ajude, Sr. Lescaut.

Minha irm� faz o que quer.

N�o tem ci�mes da sua irm�?

- N�o, mas quero que se comporte. - Voc� � muito gentil.

Vai ver a carne.

- Manon, n�o acha? - V�, irm�ozinho.

Estou com pregui�a.

Acho que voc� tamb�m cozinha bem, como todos os franceses.

- Vejo que est� zangada. - Zangada, n�o.

Decepcionada, pensei que era meu amigo.

Eu n�o havia pedido isso.

N�o posso aceitar.

N�o v�o se cortar!

N�o resmungue, est� tudo resolvido.

Dep�sito do ex�rcito americano

Penicilina s�dica

Cem e duzentos.

Ent�o, coloco como sal�rio?

Tr�s, quatro. . .

Mam�e e papai.

- Vale a pena. - Assim est� bem.

Depressa!

� incr�vel!

- Podia avisar que estava indo. - Foi desmobilizado.

Tenho que entregar mais penicilina na pr�xima semana.

- Mas ele n�o vendia. - Era muito comodo.

- Quantos? - Dois.

- Quando � que vai? - Amanh�.

A prop�sito,

- nem imagina o que me pediu. - O qu�?

Nos casar.

Que bom. N�o suspeita de nada.

Ao que teve que rir.

Bem, n�o muito.

Robert, � melhor eu te dizer agora.

Eu aceitei.

- O qu�? - Eu aceitei.

Um dos dois deve estar sonhando.

- Est� dizendo que me deixa? - Tenho pena dele, como de voc�.

E � necess�rio.

- N�o me olhe assim, voltarei. - Casada.

Mas l�. Isso conta?

Pensou em tudo voc� sozinha, com a sua cabecinha?

- E agora me dir� que me ama. - Claro que te amo!

Eu s� amo voc�.

Mas preciso dele.

Ambos precisamos dele, o que faremos quando n�o estiver?

- Eu vou conseguir. - Sem ele?

N�o fale bobagem.

Deixe-me ir.

N�o precisar� trabalhar mais.

Ele tem d�lares, entende?

Estou farta de aventuras.

Ralph � algu�m s�rio, s�lido.

Vi a fotografia das suas f�bricas, s�o grandes.

N�o me importa! Voc� � minha e vai ficar.

- Isso � amor? - Que inconsciente.

- Voc� est� louco, eu vou. - N�o!

- Me reter� pela for�a? - N�o h� necessidade.

Vou me despedir do Ralph.

E lhe direi que o enganamos

e que voc� � minha namorada. Se depois disso te levar. . .

- Vai fazer isso? - Me defendo.

- Bem, n�o seremos felizes. - N�o tenho escolha.

- Pode ir rasgando o seu bilhete. - Voc� n�o vai, porco!

Vou me matar!

O que eu fiz para me martirizar assim?

Idiota! N�o podia se calar?

- J� tive o meu castigo. - S� pensa em voc�.

E os meus vencimentos?

- N�o posso contar com voc�. - N�o � culpa minha.

Se tivesse deixado o Robert seis meses atr�s, n�o aconteceria isso.

Mas n�o quis aborrecer o seu amorzinho.

Voc� nunca soube o que queria.

Voc� n�o entende? N�o � poss�vel ter tudo, dinheiro e amor.

E agora, n�s dois estamos na mis�ria.

O que faz a�? Mexa-se!

V� para casa do Ralph.

Se o Bob ver que n�o volto vai l� me procurar.

Esse cara nunca nos deixar� em paz, nem se quer uma noite.

Mas voc� pode ir �s escondidas.

N�o, por favor, n�o se queixe. Espere.

Toma.

- Ligue para o hotel: 3905. - Para o meu hotel?

Quer falar com o Bob?

N�o, eu n�o vou falar.

Mas voc�.

- Mais r�pido. - Eu fa�o o que posso.

Come�a a ter tr�nsito em Paris.

- � o caminho mais curto? - Eu o conhe�o bem.

O cinema ap�s St Denis, foi l�.

- � grave? - Eu n�o sei.

Minha esposa ligou porque estava mal. Me espere.

N�o, eu n�o tenho gasolina e tenho que jantar.

- Sr. D�grieux? - � grave?

N�o, um desmaio. Est� no escrit�rio do diretor.

Por aqui, senhor.

Entre, por favor.

Pronto, mas devia tranquiliz�-lo porque voc� vai ouvir.

Certo.

O que est� esperando? Vai.

Voc� est� livre.

- Livre? - Sim, livre.

N�o � hora de sentimentalismo, um beijo.

Meu Deus.

Saia.

E quando chegar, n�o esque�a o que fiz por voc�.

Ei, L�on. . .

O qu� �?

- Diga-lhe com delicadeza. - N�o vou machuc�-lo.

Diga-lhe para n�o ficar triste,

- que sempre pensarei nele. - Vamos.

Diga. . .

- Diga que voltarei. - Te esperar�, fique tranquila.

Obrigada!

L�on! O que � isso? E a Manon?

- Ela se foi. - Est� melhor?

Calma, est� muito bem.

Mas precisava de tranquilidade.

Ent�o prefiro que fique aqui.

- Com os amigos. - Est� brincando? Onde foi?

- Fazer as malas. - Abra.

- Abra isso! - N�o grite, est� trancado.

Voc� organizou isso.

- Sim, minha irm� me pediu ajuda. - Bastardo.

Me d� a chave.

- Relaxe, ainda vai me agradecer. - A chave.

Fique calmo ou far� uma bobagem, mais uma vez.

- Essa gaarota n�o te quer. - Por causa de quem?

Quem se intrometeu? Quem lhe deu maus conselhos?

A Manon n�o precisa de conselhos.

Nunca vai entender.

Para ela era um peso, pior que uma crian�a.

N�o podia durar.

Eu a conhe�o melhor que voc�.

N�o podia faz�-la feliz e ela s� te machucou.

Acabou e ponto final.

- � melhor para todos, acredite. - Eu acredito.

- Agora, abra a porta. - Por qu�?

- Vai me reter muito? - At� que saia.

Se te soltar, vai se atirar aos seus p�s para pedir perd�o.

Tranquilo.

- Dessa vez eu entendi. - S�rio?

Isso � melhor. N�o vai se arrepender.

N�o poderia mud�-la, � puta por natureza.

Voc� a arrastou.

Eu n�o me censuro em nada!

Via voc�s na mis�ria.

Lembra da viagem para Oran,

eu dei uma boa m�o.

- E com o Paul. - E com os outros?

Voc� tinha comiss�o?

N�o, n�o exagere, n�o conhecia todos.

- Havia tantos? - Pode apostar!

Com ela o dinheiro fluia, voc� sabe disso.

� uma perdida, aposto dez.

Acho que na cama � um tigre, tem muitos que estariam interessadas.

Eu acho que tudo isso come�a bem.

Deixa ela ir embora.

- Voc� est� certo. - � um mau momento que passar�.

Em seis meses nem vai se lembrar dela.

E n�o deve v�-la novamente.

Ainda assim, d�i.

Voc� n�o vai desmaiar?

- Aqui falta o ar. - Vou ligar o ventilador.

Al�?

� voc�?

Onde voc� est�?

Na Esta��o de Lyon. N�o desligue, vou ser breve.

Bem, voc� pode ir tranquila.

N�s terminamos, est� tudo acabado.

Voc� ganhou, agora sou um assassino.

Sim, eu matei o L�on.

Eu estou indo.

Voc� est� louco? N�o pode ser.

- Aonde voc� vai? - Para Marselha.

� onde todos se escondem.

Ou � pol�cia, n�o sei.

Amanh� voc� vai ver no jornal.

Adeus.

Al�?

Al�?

Voc� ocupa muito espa�o!

Completo!

- L�on, me faz c�cegas! - Fa�o o que posso.

Deixem essa gracinha passar!

O que seria isso se n�o houvesse ficha de inscri��o?

- Onde vai? Por aqui n�o pode passar. - Vou na primeira.

N�o fique no corredor.

Tenha cuidado, caramba.

- Deixe-me passar. - Est� me pisando.

Est� tudo cheio, est� pior que o metr�.

- Desculpe, me deixem passar. - Por que n�o nos deixa em paz?

- Mas me deixem passar! - Merda!

Por que n�o fica no seu lugar?

- Deixem eu passar. - O que quer, que eu suba no teto?

Mas se n�o podemos! Acha que teria aqui a crian�a?

Algu�m da tripula��o subiu voc�s?

N�o, subimos quando o fiscal fazia a ronda.

Sim.

E ent�o?

O qu�?

Eu n�o sei.

Nem eu.

- Amanhece, comandante. - J� vou.

Comandante,

o que vai fazer conosco?

N�o tenho escolha, tenho ordens.

Depois de amanh� chegaremos na Alexandria.

O que espera?

Sim, est� muito claro. Vamos, saia.

N�o � hora de brigar, talvez apare�a um avi�o.

E voc�, est� dormindo?

Vamos, um pouco de brio!

Des�am!

Sr. Pacal, apresse-os.

- J� acabamos. - Sim?

Sim.

E esses dois vagabundos?

Vamos, jogue-os no mar.

Vamos nos comportar civilizadamente.

O que esperam?

Obrigada.

- Obrigada, comandante. - Deixe a educa��o para outro dia.

Vamos, saiam.

- Eu sabia que era um bom homem. - Sim, um velho imbecil.

Que procura problemas por sua causa.

- Adeus. - Boa sorte.

- A toda m�quina. - A toda m�quina.

Afogados numa tentativa de fuga, os clandestinos

Robert Desgrieux e Manon. . .

- O que foi? - Uma avaria, continuamos a p�.

- Espera, eu torci o p�. - Nossa.

- Por que n�o vamos pela estrada? - Este � mais perto.

� melhor, n�o estou pronta para acampar.

Vamos, sigam.

Venham, logo.

Querido!

- Querido. - J� vou!

- Veja. - Que interessante.

- Parece o para�so. - Conhece o para�so?

Claro, lembro das imagens da B�blia.

Robert, estou muito feliz.

- Espero n�o nos suceder nada. - O que aconteceria conosco?

Em vez disso, mostraremos que � poss�vel ser feliz.

Para quem?

Para quem se op�e a isso.

Querida. . .

- Vamos. - J�?

Veja.

Deixa eles irem, aqui estamos bem.

- N�o precisamos deles. - O que fariamos aqui?

Comprar palmeiras, comer t�maras e ter filhos.

- N�o seja boba, est� sonhando. - Talvez.

Mas � um lindo sonho.

Os dois, sempre sozinhos, no para�so.

Venha.

Vai se arrepender, vai ver.

- Isso � terr�vel. - Sim.

Primeiro o para�so, e agora o inferno.

N�o vim terminar meus dias aqui.

Olha!

- Dexaram ele bem limpo. - Por aqui deve ter chacais.

E abutres.

Mas. . .

- S� comem mortos, certo? - Claro.

Al�m disso, eu estou aqui.

Vamos, querida.

Eu n�o posso andar, � verdade.

O sol est� muito forte.

Temos que continuar, no final do vale tem uma chapada e um po�o.

N�o acredito em voc�, acabou, me deixe.

Basta! N�o vamos ficar para morrer como c�es!

Andar� � for�a.

Vamos, vem?

Anda.

Est� ferida?

Foi como uma chicotada.

N�o � nada, certo?

Sim, n�o � nada.

Tenho frio.

Est� ouvindo?

Viu? Eu estava certa.

Deviamos ficar l�.

No para�so.

Cale-se, n�o se canse.

� voc� que est� cansado, tem me carregado.

Quantos problemas eu sempre te dei.

Mas acabou, agora andarei sozinha, voc� vai ver.

Leve-me.

- R�pido, para a �gua. - N�o poder�.

Sim, voc� deve.

- Perd�o, Bob. - Cale-se e vamos, por favor.

Deixe-me, n�o corra tanto.

Nunca chegaremos na �gua.

Quero descansar.

Vai.

- Luta para viver. - Sem voc�, n�o poderei.

Pois ter� que fazer.

Se n�o estivesse aqui, quem pensaria em mim?

- Estaria morta. - Cale-se, n�o quero que morra.

Nem eu quero.

Mas � inevit�vel.

J� estou muito longe.

N�o chore, Bob.

Diga que fomos felizes.

N�o como os outros.

- Muito melhor. - Claro que sim.

Nos amamos mais.

Tenho frio.

Percorri um longo caminho para morrer aqui.

- Perto de voc�. - A culpa � minha.

N�o seja bobo.

Est� tudo bem.

Nada ir� impedir o nosso amor.

Jamais.

Vai ficar melhor perto da �gua.

Viu? Eu tinha raz�o.

Deviamos ficar l�.

Lembra-se?

No para�so.

Ficar assim por uma garota que n�o te ama.

Apenas por prazer.

Com ela n�o se aborrecer�.

Para ela era um peso.

Todas elas s�o iguais.

� puta por natureza.

� uma garota, uma garota ador�vel.

Eu amo a Manon.

Tem uma cabe�a muito ruim.

� muito ruim!

- � um lixo. - Uma hist�ria de amor.

Basta!

Me perdoa, n�o consigo mais.

O Para�so est� muito longe, � muito dif�cil.

Vamos ficar aqui os dois.

Sempre.

S� comem os mortos, certo?

Sim.

Calma, vou arrumar.

Meu pobre amor.

Como te deixaram.

Como voc� gostava dos vestidos.

Viu?

Assim ficar� bem.

Dormir� bem.

E agora vou te dizer uma coisa terr�vel.

Uma coisa que me envergonha.

Estou feliz.

Porque est� morta.

Completamente.

Porque agora � minha.

Totalmente.

Nenhum homem vir� para voc�, para te sujar.

Estava t�o cheio de t�-los ao seu redor, de imagin�-la com eles.

Acabou, n�o se interessam mais!

O que fariam agora com voc�?

S� amavam a sua pele,

sua pele macia e o seu cheiro.

Mas sua pele vai apodrecer e cheirar a morte.

E eu te amarei para sempre.

Vou ficar com voc� at� o fim.

Nada � repugnante quando se ama.

Viu?

- Me encosto em voc�. - Me abra�a.

Muito forte. Diga que me ama.

Diga que ainda me ama.

- Eu te amo. - Tenho sido muito infeliz.

Voc� nem imagina.

- Eu sei, meu amor. - Nunca mais nos iremos.

Fico com medo que n�o esteja.

N�o vou embora.

Agora voc� � minha.

Porque sou a sua mulher.

LEGENDAS : Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol

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