Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
COMO MATAR A SUA ESPOSA
Sauda��es, cavalheiros.
Presumo que as senhoras n�o tenham vindo,
j� que o t�tulo do nosso filme � suficiente para encher de terror os seus cora��es
e faz�-las ficar em casa, na cozinha, onde � o lugar delas.
Seja como for, cavalheiros, vieram aqui esta noite para aprender.
E aprender�o. Aprender�o.
Come�aremos por considerar o caso do Sr. Stanley Ford.
Ao contr�rio de voc�s, o Sr. Ford teve o bom senso de nunca casar.
�, portanto, um homem completamente feliz.
Esta � a cidade do Sr. Ford.
Esta � a casa do Sr. Ford na cidade.
Este � o terra�o da casa do Sr. Ford.
Olhem para n�s: O �ltimo reduto da bela vida num mundo que ficou louco.
Louco!
A prop�sito,
sou o Charles, o criado do Sr. Ford.
Orgulho-me de ser tamb�m seu confidente e amigo.
Tal como toda a gente, em Nova Iorque,
o Sr. Ford tem uma pequena constru��o a decorrer ao lado de sua casa.
Na verdade, n�o � muito mau.
Quase aprendemos a gostar dos gritos dos oper�rios
e dos ru�dos repetitivos
que emanam da betoneira.
Ali.
BET�O COLONIAL
Seja como for, o interior da casa � � prova de som,
por isso, a vida continua.
Esta � a sala de estar do Sr. Ford.
Queiram reparar na total aus�ncia do chamado toque feminino:
N�o h� chintz alegre nem candeeiros pesad�es.
De facto, � tudo masculino.
E perfeito.
De facto, � o tipo de casa que poderiam ter tido.
Se tivessem tido o bom senso de n�o se terem casado.
Mas dizem: "Pobre homem solit�rio.
Como passa os seus ser�es?"
Imagino que a jovem, tendo...
...dan�ado toda a noite,
tenha sa�do literalmente a flutuar.
E este � o centro nevr�lgico de toda a casa:
Os meus aposentos.
Se tivessem a sorte de ter um quarto como este,
a vossa mulher ter-se-ia apoderado dele
para alojar a sua m�e idosa e antip�tica.
Este � o copo de martini do Sr. Ford.
Dever� estar devidamente gelado, �s 19 horas desta noite.
Este � o duche do Sr. Ford.
Controlado por term�stato
para ficar � temperatura do corpo do Sr. Ford: 36,6 graus.
Agora, est� na altura de revelar o pr�prio Sr. Ford.
Sr. Ford?
Sr. Ford, s�o 10.30 e o Sol brilha.
Por favor, Sr. Ford. Nunca tente falar antes de ter tomado o seu duche.
Vamos l�!
Pronto.
Muito bem, muito bem, 73 quilos certinhos.
N�o sei como consegue. Claro que sei.
As suas calorias s�o contadas cuidadosamente.
J� reparou que n�o � usada manteiga nesta casa h� seis meses?
Charles, sabe que dia � hoje?
Sei, senhor. Claro que sei.
�s 12.22 em ponto, o diamante Faberg� ser� nosso.
Foi emocionante, mas ficarei contente quando tiver terminado,
para podermos passar ao golpe seguinte.
Esperem um pouco!
Esperem.
Agora!
Splunk.
Entre, Charles.
Perd�o, senhor.
O Sr. Lampson telefonou, de facto.
A Autoridade Portu�ria est� l�vida, o pessoal do cargueiro est� furioso
e o Sr. Lampson est� terrivelmente aborrecido.
Ele � advogado, � pago para se aborrecer.
Seja como for, voil�, num estonteante rasgo de g�nio,
Bash Brannigan concluiu o caso do Umbigo Faberg�.
BASH BRANNIGAN -AGENTE SECRETO
Genial! Absolutamente genial!
Gosto especialmente do "splunk".
E qual ser� o nosso pr�ximo golpe, senhor?
Tenho-o praticamente estudado.
� a hist�ria de um homem que � assassinado
enquanto est� a olhar para o topo do Empire State Building.
Acho que irei chamar-lhe "O Crime do Arranha-C�us".
Parece emocionante.
Ter� de fotografar a maior parte de um helic�ptero
e ser� preciso fechar a Quinta Avenida entre as ruas 34 e 59.
Seria fabuloso fazer explodir um daqueles edif�cios envidra�ados.
Que se passa? N�o gosta?
Adoro! Mas estava a pensar no Sr. Lampson.
Pobre, pobre Sr. Lampson.
Stanley, pode parar por um minuto?
Estou a falar n�o como seu advogado, mas sim como seu amigo!
� um homem adulto, e os homens adultos n�o podem andar por a�
a espalhar o terror nas ruas de Nova Iorque acompanhados...
Pode parar um minuto?
...por mulheres nuas!
Ela n�o estava nua. Tinha um diamante no umbigo.
E aqueles mordomos e criminosos dementes com facas!
N�o pode continuar a comportar-se como um maluco fugido do manic�mio!
Bash Brannigan, Agente Secreto, � publicado em 463 jornais.
- Sabe porqu�? - Sim, sei.
Porque � pornografia hardcore ligeiramente suavizada, apenas ligeiramente,
por excesso de viol�ncia e de sadismo!
Bash Brannigan � apreciado por milh�es, porque os leitores sabem que � aut�ntico.
Nunca faria nada que eu n�o tivesse feito.
E...
Stan? Stan?
Quero recordar-lhe, meu rapaz, que tem 37 anos.
E, sinceramente, est� na altura de assentar.
A Edna e eu fal�mos sobre isso e a Edna acha
- sinceramente, concordo - que h� algo quase imoral
no facto de um homem da sua idade n�o ser casado,
n�o trabalhar num escrit�rio e de ficar sentado a desenhar uma tira infantil
que s� agrada a imbecis, Stanley!
Stanley? Stanley, est� a ouvir?
Stan?
Calhei a dizer aos mi�dos
que ia encontrar-me consigo esta tarde,
e tivemos uma discuss�o familiar que queremos que voc� esclare�a.
A quest�o � que o Hal e o Tommy ambos acham
que o microfilme est� escondido no diamante no umbigo da rapariga.
Claro que lhes disse que estavam loucos.
Na verdade, at� me excedi.
Disse-lhes que era seu advogado
e que sabia que o microfilme n�o estava escondido no diamante no umbigo da rapariga.
A prop�sito, eles ficaram bastante impressionados.
Devo dizer que fiz um figur�o,
sendo seu advogado e sabendo o desfecho da tira e tudo isso.
E, por um momento, eles sentiram-se...
...algo orgulhosos do pai.
Stan?
A rapariga n�o tem o microfilme no diamante que leva no umbigo, pois n�o?
Sinceramente, Stan, sabe que devia recompor-se?
Perdeu todo o contacto com a realidade!
Sabe o que deveria fazer?
A Edna e eu fal�mos sobre isto, na outra noite.
Devia assentar! Encontrar uma rapariga simp�tica e casar!
Isso!
Ent�o, perceberia o que � importante.
- Charles, parece aborrecido. - De todo, senhor.
Desculpe, senhor.
Pare�o estar dominado por uma sensa��o de premoni��o.
- Premoni��o? - Um pressentimento de...
Como hei-de dizer?
Desastre iminente.
- Desastre? Eu fa�o isso. - Obrigado.
Tenho a certeza de que n�o � nada. � apenas a minha reac��o natural
� natureza infeliz do evento a que vai esta noite.
- Compreendo. - S� de pensar nisso...
Um jantar de despedida de solteiro para o pobre Sr. Rawlins.
Ele vai mesmo casar, amanh�?
Receio que sim. O velho Tobey... Nunca pensei que o ca�assem.
Sinto-me culpado. Fui eu que os apresentei.
N�o deve culpar-se. Ele � um homem adulto.
- Bom, isso � verdade. - E a menina James � encantadora.
� verdade.
Acha que ela precisar� dos sapatos dourados para a lua-de-mel?
N�o me parece.
Fazia o favor de transmitir ao Sr. Rawlins os meus mais sinceros parab�ns?
Claro. N�o precisa de esperar por mim. Sabe como s�o estas coisas.
Sei, senhor.
Sem d�vida.
Boa noite, juiz Blackstone.
� uma ocasi�o algo triste.
De todo, meu rapaz. De todo.
Estou casado h� 38 anos e n�o me arrependo de um dia.
O dia de que n�o me arrependo
� 2 de Agosto de 1936.
Ela tinha ido visitar a m�e doente, na altura.
Cavalheiros, a vossa aten��o, por favor!
A menina Valerie James...
Uma rapariga maravilhosa, a prop�sito.
- Apoiado. - Obrigado.
A menina Valerie James
decidiu n�o casar comigo.
Devolveu-me o anel.
Os dias felizes voltaram
Os c�us voltaram a clarear
Cantemos uma can��o alegre de novo
Os dias felizes voltaram
Gritem todos juntos
Agora, ningu�m pode duvidar
Portanto, digamos ao mundo inteiro
Os dias felizes voltaram
As preocupa��es e os problemas foram-se
N�o haver� mais, de agora em diante
Os dias felizes voltaram
Os c�us voltaram a clarear
Cantemos uma can��o alegre de novo
Os dias felizes voltaram!
Merit�ssimo!
� melhor...
� melhor sentar-se, est� perdido de b�bado!
B�bado? Tolice, meu rapaz.
Estou t�o s�brio como um juiz.
Da� a origem da express�o.
N�o, n�o, n�o fa�a isso! N�o fa�a isso!
Bom dia, Charles.
Bom dia, senhor.
Bom dia.
Est� uma senhora no quarto.
N�o sei exactamente como dizer-lhe isto.
Conheci-a ontem � noite.
Ela saiu de um bolo.
Eu...
...pare�o ter casado com ela.
Charles!
Est�s acordada. Ainda bem. �ptimo, �ptimo.
Temos de... Antes que aconte�a alguma coisa...
Antes que aconte�a mais alguma coisa, temos de ter uma conversinha.
N�o, uma conversa s�ria. Ouve, uma conversa muito, muito... s�ria.
Para come�ar, gostaria de pedir desculpa pela noite de ontem.
� bastante �bvio que foi cometido um erro.
Da minha parte! N�o � nada que n�o possa ser rectificado.
Pode ser rectificado, se n�o perdermos a cabe�a.
Comecemos por discutir os factos muito calmamente, sim?
Ontem � noite, no jantar de despedida de solteiro do Tobey, tu...
...sa�ste de um bolo.
Tudo bem, � frequente jovens sa�rem de bolos em despedidas de solteiros.
At� aqui, tudo bem. Sentimo-nos atra�dos um pelo outro.
� muito natural. Somos duas pessoas extremamente atraentes.
Seja como for, segui-te at� ao teu camarim
e, num impulso de loucura, pedi-te que casasses comigo.
Enquanto estava b�bado, obviamente.
E, aparentemente, aceitaste.
Lembro-me de que volt�mos � sala de jantar para anunciar o nosso noivado.
O que foi saudado com entusiasmo pelos meus amigos. Amigos!
O presidente da C�mara acorda o funcion�rio das licen�as, prescinde das an�lises ao sangue
e l� est� o juiz Blackstone, com dois tipos a segur�-lo:
"Declaro-os marido e mulher."
Seja como for, � essa a situa��o, no momento, minha querida.
N�o � nada que n�o possa ser rectificado de forma muito simples.
E ser�s bem recompensada. Estou muito bem na vida.
Seis semanas em Las Vegas. Caramba!
N�o � nada de mais.
Meu Deus, �s italiana!
N�o fal...
N�o falar ingl�s?
N�o.
- Italiana? - Sim!
Meu Deus! Com licen�a, volto j�.
Tu vestir.
Eu ir falar mordomo.
Stanley?
Claro. Que diabo significa isso?
Charles!
Charles?
N�o pode fazer isto!
Lamento, mas n�o trabalho para casais.
Sabia disso antes de se ter envolvido nesta curiosa rela��o.
Charles. Por favor, Charles.
Olhe para mim.
Santo Deus, senhor! Como foi que aconteceu?
A culpa n�o foi minha. Juro que n�o foi! Tem de acreditar em mim.
Claro que acredito, senhor.
- Pobrezinho. - Pobre Charles.
Santo Deus! O que ser� de n�s, agora?
N�o sei. N�o sei.
N�o sei.
"Se conseguirmos manter a cabe�a fria
quando todos em volta perdem a cabe�a e nos culpam a n�s..."
Tem raz�o, Charles. N�o temos motivo para nos preocuparmos.
J� lhe expliquei a situa��o.
Disse-lhe para apanhar um avi�o para Las Vegas, esta tarde.
Isso � maravilhoso! Qual foi a reac��o da jovem?
� dif�cil dizer. Ela parece n�o falar ingl�s.
Charles?
Santo Deus!
N�o fala ingl�s?
Mas, por outro lado,
se anda por a� a casar com pessoas que saem de bolos,
sujeita-se a apanhar o que vem � rede, n�o �, senhor?
Certamente compreende qu�o rid�cula � toda esta situa��o, Charles.
Vou ligar ao Harold Lampson, vou falar com ele e tudo ser� resolvido.
Prometo-lhe que, �s tr�s horas desta tarde, ela estar� num avi�o para Las Vegas.
Sim, ol�! Como est�?
- A s�rio? - A s�rio.
Volte para o seu quarto, para o seu lindo, lindo quarto,
onde tem sido t�o feliz com os seus livros e com a sua m�sica.
Desfa�a as malas. Nada mudou, juro.
Jantar � hora do costume, Charles?
- Para um? - Por favor, Charles.
A� est�s, j� vestida. �ptimo.
Espera l� fora enquanto eu me visto, sim?
Depois, tu e eu - n�s - irmos falar com advogado.
Est� bem?
Estou em apuros. Grandes, grandes...
Acho que n�o � nada que n�o possa resolver.
Estou em grandes, grandes apuros.
Pior do que isso, Harold. Estou...
Estou...
...casado. - Casado?
Exacto, estou casado.
Casado?
Muito bem.
- Muito bem! - N�o!
Agora, n�o. H� muito para fazer.
Temos de ir ao escrit�rio do advogado.
Vamos. Elaborar um acordo de separa��o,
arranjar-te um advogado em Las Vegas, reservas de hotel...
Bom dia, Sr. Ford!
Parab�ns. Parab�ns!
E buon giorno, Sra. Ford.
A Sra. Lampson vem a caminho, do campo.
Sr. Lampson, eles chegaram, eles chegaram!
Quero ver a jovem que finalmente ca�ou o velho Stan.
N�o se importa que beije a noiva, pois n�o?
- N�o. - Parab�ns, Sra. Ford.
Parab�ns.
Meu Deus, tem raz�o! Ela � mesmo italiana!
Quer dizer que ela n�o fala I-N-G-L-�-S?
Nem uma palavra.
Nem uma palavra?
Seu sortudo!
Harold, por favor? Temos um milh�o de coisas para fazer.
- Arranje-lhe um avi�o! - Tem de fazer um novo testamento.
- Arranje-lhe um advogado em Vegas. - Tem de fazer exames m�dicos.
- O qu�? - Exames m�dicos.
Vou pedir ao doutor - obrigado - que venha examin�-lo aqui mesmo.
- N�o demora nada. - De que est� a falar?
Estou a falar do seguro. Seguro, Stan. �...
Obrigado, j� pode ir.
� um homem casado, agora, com responsabilidades.
E se fosse atropelado por um cami�o?
N�o vou ser atropelado por um cami�o!
A quest�o � esta: Aconte�a o que acontecer,
vai querer saber que a Sra. Ford...
Sra. Ford. Adoro o som destas palavras, acredite.
...n�o fica desamparada.
A �nica coisa que quero saber � que a Sra. Ford
apanha um avi�o para Las Vegas esta tarde!
Por favor. Importas-te?
� muito afectuosa.
Olha para eles. N�o ficam ador�veis juntos?
Nunca pensei ver este dia.
Edna, meu amor, esta � a mulher do Stan.
Italiana. N�o fala uma P-A-L-A-V-R-A de ingl�s.
Sra. Ford, esta � a minha mulher.
Mas ela falar muito bom italiano, ir a Berlitz, ter li��es.
Aprender italiano. 300 d�lares. S�o muitas, muitas liras.
Cala-te, Harold. Pareces um �ndio imbecil.
Harold, � muito simples. Quero uma anula��o. N�o gosto de estar casado.
Como sabe, se nunca experimentou?
J� experimentei!
Se j� experimentou, � tarde de mais para conseguir a anula��o.
Stanley, a sua mulher tem um sentido de humor muito giro.
Diz que o conheceu ontem � noite, quando saiu de um bolo.
� verdade.
- Pe�a-lhe o div�rcio! - Como?
- Chame-a � raz�o! - Como?
Parece mesmo um �ndio imbecil a falar.
Pergunte-lhe o que fazia ela no bolo.
Que disse ela? Que disse ela?
Disse que foi o �nico emprego que arranjou,
porque lhe roubaram a roupa toda.
O bom doutor. Stan, j� conhece o Dr. Bentley.
Veio examin�-lo.
Deixem-me ver se percebo isto. Quem roubou as?
Quem roubou as roupas?
- Menina Lapland. - Que disse ela?
As roupas dela foram roubadas pela menina Lapland.
Muito bem, Stanley, dispa o casaco.
Quem �? Pergunte-lhe quem �...
40 vezes deve chegar, para algu�m da sua idade. Que idade tem?
Que idade � preciso ter para conseguir um div�rcio?
Diga a este maluco que vou pedir o div�rcio!
- Div�rcio? Div�rcio? - Sim.
N�o, n�o. It�lia, n�o div�rcio, n�o.
Que disse ela?
Importa-se de descobrir? Vamos, pergunte-lhe onde. Onde aconteceu tudo isso?
Onde...
- Que disse ela? - No concurso Miss Gal�xia, creio.
Concurso Miss Gal�xia?
Vejam! Vejam.
Que disse ela?
Bom... Ena!
Ela disse que teria ganhado o concurso, se n�o fosse uma coisa:
A prova de talento.
O talento dela era cozinhar.
Ela fez um...
- Souffl� de lasanha. - Souffl� de lasanha.
Tenho de voltar �s aulas.
Quando se baixou para tirar o souffl� do forno,
todos os homens do p�blico come�aram a saltar.
E a berrar e a gritar, e o souffl� foi abaixo.
Harold, vou fazer-lhe algumas perguntas.
Teve as doen�as infantis habituais?
N�o, nem fui atropelado por um cami�o.
E sarampo, papeira, varicela, tosse convulsa?
Sim.
Arregace a manga, por favor.
Porque n�o me consegue um div�rcio?
Outros clientes conseguem div�rcios.
Outros clientes d�o aos advogados bases para conseguirem o div�rcio.
Costuma ter tonturas, desmaios, dores de cabe�a, asma?
N�o. Que bases?
Bom, bases como...
...adult�rio, crueldade mental, abandono do lar, insanidade.
Como caracteriza os seus h�bitos de bebida?
N�o bebe? Um ocasional cocktail social? Muito? At� ao excesso?
Apenas uma vez.
Vai precisar de um, agora, rapaz.
Vai...
Melancolia? Dores nas costas? Doen�as de f�gado, rins ou intestinos?
Ataques de choro?
Pobre criatura. Sabe o que ela me disse?
S� lhe resta a roupa que tem no corpo.
Stanley, vou levar a sua mulher emprestada por umas horas
e vamos comprar-lhe tudo, desde lingerie at� um casaco de vis�o.
N�o consigo fazer uma leitura.
Que querida! Sabem o que ela disse?
Diz que j� tem um casaco e que n�o usa roupa interior.
Venha comigo. Eu tratarei de tudo.
Agora, � membro do clube, meu rapaz.
Um membro por direito pr�prio.
- Sim? - Entrega.
- � a resid�ncia Ford? - Sim.
Mas quem � voc� e o que quer?
A Sra. Ford disse-me para p�r isto na cozinha.
Entrega.
� a resid�ncia Ford?
Sim, mas...
A Sra. Ford sugeriu que pus�ssemos estas coisas no quarto dela.
Deve haver algum... engano.
Um de cada vez! Que diabo se passa, Charles?
Lamento, mas esta nova situa��o n�o vai resultar.
- Sim, bom, compreende, eu... - Sr. Ford, esta mulher � louca.
Doida varrida!
N�o s� est� a preparar um souffl� de lasanha...
- Um qu�? - Souffl� de lasanha.
Mas veja o molho!
Cebolas verdes a alourar em, pelo menos, meio quilo de manteiga!
E beringela a nadar em �leo!
Mas cheira bem, n�o cheira?
Senhor, n�o sou de fazer ultimatos, mas � muito simples.
Tem de escolher. Ou sai ela ou saio eu!
Se n�o fosse t�o arbitr�rio... � o primeiro dia da mo�a.
Tudo bem, n�o precisa de dizer mais. Eu compreendo!
Achei que poderia chegar a este ponto. Tomei a precau��o de voltar a fazer as malas.
Espere. Ou�a, Charles, pare...
Para onde iria? O que iria fazer?
Bom, o Sr. Rawlins ligou esta tarde.
- O qu�? O velho Tobey? - Sim, senhor.
Como decidiu n�o casar e o senhor decidiu o contr�rio,
achou que talvez eu me sentisse mais feliz a trabalhar para ele.
E eu n�o poderia estar mais de acordo!
- Charles vai adeus, n�o? - O qu�?
Charles vai adeus, n�o?
Vai adeus, sim! Se eu n�o...
A tua m�e vem...
- Sim! - Meu Deus!
N�o! Nada de cocktail!
Edna ensinou-me dizer "nada de cocktail".
Charles...
vou livrar-me dela, prometo.
N�o vai gostar de trabalhar para o Tobey. Ele bebe.
H� sempre mulheres l� em casa.
� um desarrumado!
Deixa toalhas molhadas por toda a casa de banho.
Olha!
Ouve...
N�o adianta ficares hist�rica.
Est�s bem, a� dentro?
Est�s?
C�us...
Ouve, por favor, podes?
Est�s a ouvir? Por favor?
N�o suporto ver uma mulher a chorar.
Fico todo...
Por favor?
Queres um len�o de papel? Ou?
O que �?
Obrigado.
N�o, por favor... Ouve, desculpa.
Por favor. Desculpa.
Eu...
Desculpa.
EU... EU (GULP) A-ACEITO!
HEH, HEH.
Stanley, querido!
Almo�o.
OS BRANNIGAN
ACOMPANHE OS HILARIANTES INFORT�NIOS
DO TOLO PREFERIDO DAAM�RICA!
Stanley? Stanley? Outra vez esqueci.
Os dos chap�us brancos s�o os bons ou os maus?
Chap�us brancos - bons. Chap�us pretos - maus, est� bem?
Est� bem. Muito obrigada.
Que se passa consigo, rapaz?
Est� com p�ssimo aspecto.
Estou exausto, � o que se passa comigo.
N�o durmo nada h� tr�s semanas.
Rec�m-casados.
N�o � isso. N�o � nada disso.
N�o � s� isso. � a maldita televis�o. Ela deixa-a ligada a noite inteira.
At� aposto.
Deixa, sim! Diz que a ajuda a aprender ingl�s.
Caramba!
Bolas!
Bolas!
Sou um mecanismo delicado e altamente complexo,
e est�o a dar-me corda a mais.
Corda a mais!
Pobrezinho. Trabalho, trabalho, press�o, press�o, a tens�o acumula-se
e, quando damos por isso, ataca.
O qu�?
Falam sobre isso na televis�o.
Querido, tenho f�rmula tripla.
- O qu�? - Como se diz?
Mais depressa, mais depressa, mais depressa!
Al�vio.
Bom dia, signora Ford.
Bom dia.
Ol�, senhora Ford.
Est� algu�m em casa? Casa!
Stanley, o pequeno-almo�o est� quase pronto.
Meu querido, bom dia.
S� quero uma torrada sem manteiga e caf� simples.
Peso 82,5 quilos e as minhas roupas j� n�o me servem.
- � muito bom. - Sim.
� bom?
Stanley, olha, olha, a luz da despensa apagou-se.
Chamo electricista para arranjar.
N�o, n�o, tenho l�mpadas aqui. S� um momento.
Chamamos um electricista.
Eles t�m um sindicato forte. N�o quero...
Os outros maridos trocam l�mpadas todos os dias.
� muito bom para ti. � trabalho manual. Faz-te relaxar.
Est� bem.
Podemos apanhar um choque, se n�o soubermos o que estamos a fazer, e eu n�o sei.
Aos 22 anos, julgava que era preciso tapar as tomadas, sen�o, a electricidade sa�a.
Tapar todas as...
Enrosco a l�mpada e depois...
Pobrezinho!
S� PEDI QUE TROCASSES A L�MPADA, N�O QUE A INVENTASSES!
Stanley. � engra�ado.
- � muito, muito engra�ado. - Sim, � muito engra�ado.
Tenho uma boa ideia.
Os Brannigan recebem os primeiros convidados para jantar.
Tudo corre mal. � engra�ado, n�o?
- Sim. - Vou convidar a Edna e o Harold.
- Vou telefonar-lhes, sim? - Est� bem.
Daqui a pouco.
V�, abre!
- Ol� a todos! - Ol�!
Sra. Ford.
Desculpem o atraso, mas a culpa � do Harold.
Fica pronto uma hora antes. Depois, fica a andar de um lado para o outro � porta do meu quarto.
Deixa-me t�o nervosa que at� admira que eu esteja vestida.
Ol�, cachorrinho!
Est� todo janota.
N�o adora aqueles pijamas? Eu mesma os escolhi.
- Verde. - E tamb�m est� a engordar.
Deve ser da comida caseira.
Tem de falar ingl�s...
...comigo, porque... n�o, porque...
N�o aprender. N�o aprender.
Tem raz�o. Tem toda a raz�o.
Stanley, casou com um tesouro, seu sortudo.
Veja, veja a transforma��o.
- � bonito? - Adoro, adoro, adoro!
- Harold? - Sim?
Falei com a Tiffany's e o teu verdadeiro presente estar� pronto na pr�xima semana.
N�o � nada, mas � t�o giro! Tamb�m compr�mos um para o bar l� de casa.
Stanley, adoro a nova decora��o, a s�rio.
Era atraente, de certo modo,
mas sempre a achei algo fria e austera.
Agora, est� simplesmente maravilhosa!
"Perigo! Homens a beber!"
� muito engra�ado!
E sei exactamente onde o p�r.
"Perigo! Homens a beber!" Sim, � muito giro, Stan.
Quero dizer, � bastante giro.
Recorda-me um dos tipos l� do escrit�rio.
Tem um que diz "Nade..."
- "Ou Nada". - Como sabia?
Estou a tornar-me especialista em humor americano pr�-fabricado.
Imaginem...
Perigo, homens a beber.
Viva de forma perigosa.
Sim.
� maravilhoso ver o Stanley t�o feliz.
N�o imagina como estou grata por algu�m o ter ca�ado, finalmente.
Ca�ado...
Enquanto um deles andar � solta, ningu�m est� seguro.
O Harold costumava chegar a casa,
tomava tr�s bebidas e come�ava a falar sobre a sua liberdade.
Liberdade.
Eles s�o como crian�as, sabe?
Mas acho... que s�o...
...muito gen... queridos. Queridos!
Gosto muito.
Claro que s�o, mas connosco � diferente.
Uma mulher nunca � realmente livre enquanto n�o casa.
� livre de desfrutar das coisas boas da vida,
pode gastar dinheiro, dinheiro, dinheiro,
ter pequenos casos e continuar a ser sustentada.
� por isso que os homens t�m de ser controlados.
- Certo. - Para o bem do lar.
Na verdade, � apenas uma quest�o de os manter em desequil�brio, sabe?
Olhe, vou mostrar-lhe uma coisa.
A porta est� fechada.
Eles n�o nos ouvem, e n�s n�o os ouvimos, certo?
Veja.
Harold!
Exactamente. Sim, querida?
- Eu ouvi aquilo. - Ouviste o qu�, querida?
Sabes muito bem o qu�!
N�o, n�o sei. Mas se quiseres...
N�o vamos discutir isto diante de estranhos.
Sim, mas tu...
Falaremos sobre isso quando chegarmos a casa.
V�? Eles s�o sempre culpad�ssimos de alguma coisa.
�ptimo!
Muito bom, muito bom.
Ent�o, ele diz: "Sam, n�o podes.
Mas eu, Sam, posso faz�-lo.
Sam, n�o vais..." Percebe? � essa a parte engra�ada.
Stanley?
Traz a sopa, por favor.
Precisa de criados.
Stan, eu conto-te o resto.
Ela � holandesa e cara, mas...
Harold!
Tomaste outra bebida.
Percebo-o por esse teu olhar esquisito.
De que serve ela cozinhar se est�s b�bado de mais para o apreciar?
Sim, ela tem raz�o.
- Harold, este � o seu lugar. - Ali?
Bash! Muito engra�ado. Que tolo!
- Pois, pois. - A minha mulher adorou!
Ol�, fala o Sr. Ford. Podia passar ao Harold... ao Sr. Lampson, por favor?
Como?
Ai sim?
Acha giro?
Isso � t�pico.
Adorou quando eu... quando ele derramou a s?
Posso recordar-lhe uma coisa?
� apenas uma secret�ria, e pouco eficiente!
E, al�m disso, � mulher. As suas opini�es nada significam para mim.
Passe-me o Sr. Lampson!
Harold, � o Stan. Vai haver mudan�as, por aqui.
Quero uma reuni�o completa, esta manh� -
voc�, eu, os tipos do sindicato, os contabilistas, toda a gente!
�s 11 horas!
N�o, aqui n�o. Detesto esta casa!
Detesto o seu escrit�rio! No clube! Est� a ouvir? No clube!
Clube!
- Est� l�? - Ol�.
Desculpe acord�-la, mas � uma emerg�ncia.
O qu�?
Liguei para o escrit�rio do Harold,
e ele est� numa reuni�o com o Stanley, no clube.
N�o compreendo. Que tem o clube de mal?
N�o podemos vigi�-los, quando est�o no clube.
Nem podemos ter a certeza de que est�o l�!
Claro que ele est� l�. Vou telefonar-lhe.
Sim, ligue-lhe. Eu digo-lhe qual vai ser a resposta.
Vai ter como resposta: "Lamento,
mas o Sr. Ford n�o est� contact�vel, de momento.
Ele est� no gin�sio."
Gin�sio! Deve estar algures a namoriscar alguma aspirante a estrela de cinema.
Acho que vou telefonar-lhe.
Acho que vou telefonar-lhe agora!
- Boa sorte. - Obrigada.
Adeus.
- Est� l�? - O Sr. Stanley Ford, por favor.
Lamento, n�o posso chamar o Sr. Ford, de momento. Ele est� no gin�sio.
Muito obrigada.
Admito-o, Stan. Inicialmente, na oficina, ach�mos que estavas louco.
Casar o Bash... n�o parecia certo.
E n�o estava. A ideia � essa.
- Mas eu estava enganado! - Est�vamos todos enganados.
A Am�rica sente carinho pelos Brannigan.
Pela primeira vez, as mulheres est�o a ler.
Agora, a minha mulher adora. Quando entornou a sopa... Ela diz que pare�o eu.
Seja como for, Stan, a quest�o � que est�vamos todos enganados.
N�o, n�o estavam enganados. Foi um erro. Um erro tr�gico.
Foi por isso que convoquei a reuni�o.
Continuo a n�o perceber. Porque temos de fazer a reuni�o aqui, Stan?
A Edna j� deve ter ligado para o meu escrit�rio umas 15 vezes.
A Edna n�o gosta
quando estou onde n�o possa falar comigo pelo telefone, Stan.
� isso que o clube tem de bom. Elas n�o conseguem apanhar-nos.
� o �nico lugar seguro que nos resta!
Obrigada.
S� um momento. Lamento, mas n�o podem entrar senhoras no clube.
Bom, obrigada.
Lamento, n�o posso chamar o Sr. Edwards, de momento. Ele est� no gin�sio.
Stan, o que temos de ter em mente
� que s�o perfeitos para a televis�o.
Claro, s� precisamos de uma rapariga bonita e inteligente para o papel de esposa.
E de um idiota baboso para o papel de Bash.
H� uma audi�ncia potencial de 80 milh�es.
J� para n�o falar dos produtos alusivos.
Stan, acho que inventaram uns artigos sensacionais.
Ou�a isto: Aventais oficiais Bash Brannigan "para ele e para ela".
"A fam�lia que salteia junta permanece junta."
Acho que � esse o slogan.
Bom dia.
Bom dia. Bom dia.
N�o, sentem-se, sentem-se.
N�o faz mal, n�o faz mal.
Querido!
...nisso, dia e noite, Stan...
Querido! Querido!
Perdoa-me por ter duvidado de ti por um momento que fosse.
Sr. Ford!
Nos 123 anos da orgulhosa exist�ncia deste clube,
nunca, nem uma vez, uma mulher, fosse ela qual fosse,
entrou nestas instala��es.
N�s somos pessoas compreensivas, aqui no clube, Sr. Ford.
Se um tipo bebe de mais no bar,
tratamos de o meter no comboio.
Um tipo tem um pequeno "passatempo", � tarde,
a mulher liga e dizemos-lhe que ele est� no gin�sio.
Mas isto, Sr. Ford, � de mais!
Como presidente da comiss�o das regras,
sugiro que se poupe ao embara�o de uma audi�ncia p�blica
e que apresente a sua demiss�o imediatamente!
Stanley, fiz alguma coisa m�?
Posso aceitar isto de bra�os cruzados, como idiota baboso que sou,
mas Bash Brannigan n�o aceitar�, garanto-lhes.
Ela est� apaixonada. Nunca concordar� com o div�rcio.
Portanto, s� nos resta uma alternativa.
Homic�dio.
- Homic�dio? - Homic�dio.
Bem pensado, senhor!
Absolutamente perfeito!
Exactamente daqui a seis semanas, pimba! Zum! Bum!
A Sra. Brannigan desaparece.
O Bash pode voltar a ser agente secreto.
Que se passa?
Deixe ver se percebo.
� a Sra. Brannigan que vai assassinar, na tira de banda desenhada?
Sim. Porqu�?
- C�us! - O que �?
Nada, senhor.
Apenas, por um momento, por um momento louco e glorioso,
pensei...
Por�m,
se o Bash Brannigan conseguisse assassinar a mulher e escapar impune...
Bom, quem sabe, senhor?
Quem sabe?
Faz favor.
O mesmo, por favor, e, desta vez, veja se os copos est�o devidamente gelados.
PRIMEIRO PASSO NO PLANO DE HOMICIDIO PERFEITO DE BASH...
A PRIMEIRA COISA DE QUE PRECISO PARA O MEU PLANO DE HOMICIDIO PERFEITO �...
AQUELE MANEQUIM DA GABARDINA PRETA... PERFEITO!!
MANEQUIM GABARDINA PRETA
Sr. Ford, este � o controlo remoto mais poderoso
criado pelo mundo ocidental.
SEGUNDO PASSO NO PLANO DE HOMICIDIO PERFEITO DE BASH
ESTE � O CONTROLO REMOTO MAIS PODEROSO DO MUNDO!!
REPARA��O DE TELEVISORES
Um excelente tranquilizante, Sr. Ford.
Suave, de efeito r�pido,
elimina a tens�o, acaba com as inibi��es excessivas
e quase n�o tem efeitos secund�rios.
- Quase? - Quase.
A alcadexebenzoterapotazolamina, como o seu m�dico lhe chama,
e, neste caso, como sou o seu m�dico, � como lhe chamo,
s� � perigoso quando tomado juntamente com �lcool.
Basta um golinho de �lcool, depois de ter tomado um destes comprimidos e...
...trepa �s paredes. - Como dizem os m�dicos.
- E depois... - E depois?
Volta a descer.
- Obrigado, Dr. Bentley. - De nada, Sr. Ford.
TERCEIRO PASSO NO PLANO DE HOMICIDIO PERFEITO DE BASH
...E SE ESTES COMPRIMIDOS FOREM TOMADOS COM �LCOOL???
E, COMO LOCAL DO CRIME... UMA FESTA!!!
Obrigado.
- Toma. - Obrigada.
Sra. Ford, concede-me o prazer desta dan�a?
Claro!
Pois.
- Stanley, estou mesmo... - Posso ajudar?
N�o, merit�ssimo. Est� b�bado.
Estou t�o s�brio como um juiz.
Fiz o mesmo pelo Harold, na noite de Ano Novo. Sei exactamente...
Ela est� t�o p�lida!
Talvez possa p�r-lhe �gua fria na cabe�a e fazer caf�.
- Chamo-a daqui a uns minutos. - Sim, mas...
Adeus, Edna.
Ol�, Stan. Procurei-os por todo o lado.
Sra. Ford, menina James...
v� l�, velha tonta e b�bada!
Amanh�, ela n�o se lembrar� de nada. Posso dizer o que me apetecer.
V� l�, velha tonta, b�bada e intrometida!
Sim! Disse velha tonta, e era exactamente o que queria dizer.
Velha tonta!
DENTRO DE EXACTAMENTE DEZ MINUTOS...
...O CRIME PERFEITO COME�AR�A DESENROLAR-SE.
DEZ MINUTOS MAIS TARDE
CONTROLO REMOTO
ADEUS, BRANNIGANS!
BEM-VINDO DE VOLTA, AGENTE SECRETO
Est� algu�m?
Querida?
Est� algu�m em casa?
Como pode ela ter desaparecido?
Stan, as esposas n�o desaparecem subitamente, sem mais nem menos.
O que quero dizer � que n�o � assim t�o f�cil.
Quero dizer, n�o � assim t�o f�cil.
Ambos sabemos como as mulheres s�o, Sr. Ford.
S�o criaturinhas sens�veis.
S�o mestres - ou deveria dizer mestras - no exagero.
Se uma coisinha corre mal,
l� v�o elas para casa da m�e.
� onde deve estar a sua mulher, agora: Com a m�e.
Sim. Algures em It�lia!
Obrigado.
...o que conclui a nossa reportagem de Washington.
Num registo mais ligeiro, os leitores de 463 jornais,
desde Bangor, no Maine, at� Honolulu, fazem esta pergunta:
Ir� Bash Brannigan, o her�i da tira preferida da Am�rica,
assassinar mesmo a mulher.
Em caso afirmativo, ir� isso lan�ar uma nova moda?
Ir� Dagwood assassinar Blondie? Li'l Abner eliminar� Daisy Mae?
A resposta permanece um segredo do cartunista Stanley Ford.
A Sra. Ford, que se diz ser o prot�tipo da Sra. Brannigan,
n�o est� dispon�vel para comentar.
Quanto ao tempo, em Nova Iorque...
MAXILAR DE FEAR WILLEY PARTIDO
RAPARIGAS SALVAM HOMEM
� perfeitamente �bvio o que aconteceu.
Ela viu os desenhos do Brannigan a assassinar a mulher
e, � maneira feminina tipicamente idiota,
viu isso como um insulto pessoal, ou algo assim.
Seja como for, o...
Se andamos os dois, precisamos de um padr�o.
Voc� vem para c� e eu vou para l�.
Seja como for, ela levou a gabardina,
o fato de banho, o c�o e partiu!
Stan, tenho a certeza de que foi assim que aconteceu.
Mas h� muitas provas
circunstanciais, admito-o
mas h� muitas provas. Bastantes!
N�o se pode julgar algu�m por homic�dio sem se apresentar um cad�ver.
Sim, normalmente, isso seria verdade.
Mas, neste caso, Stan,
voc�, eu, a Edna, a Pol�cia
e 80 milh�es de leitores
de 463 jornais, desde o Maine at� Honolulu,
todos sabem, e os meus filhos sabem, que voc� a assassinou
e a enterrou no cimento fresco da betoneira das obras, Stan!
O que quero dizer � que vou fazer tudo o que puder por si, Stan.
Mas devo avis�-lo
de que as perspectivas n�o s�o boas.
As perspectivas... n�o s�o boas.
Assassinou a mulher,
cruelmente e a sangue frio.
Mas, para al�m disso,
pe�o-lhes que considerem a arrog�ncia do homem.
N�o satisfeito com o seu crime,
tratou de publicar em 463 jornais,
desde Bangor, no Maine, at� Honolulu,
cada pormenor chocante do seu plano de homic�dio.
Pois, as perspectivas n�o s�o boas.
Desde o in�cio que se arrependeu de ter casado
e fez todos os esfor�os para se livrar do matrim�nio.
Protesto, merit�ssimo...
Harold, j� te disse para n�o me interromperes!
Mas, querida, isto... tu...
- Cala-te! Sabes que ele a matou! - Querida...
vou dizer-te mais uma coisa, Harold Lampson.
Se continuares a defender assassinos conhecidos,
um dia acordar�s e descobrir�s que foste expulso da Ordem!
E � de sua opini�o que este f�rmaco...
Alcadexebenzoterapotazolamina, como o seu m�dico lhe chama.
Neste caso, como n�o sou o seu m�dico,
pode chamar-lhe apenas barbit�ricos.
Obrigado.
Seja como for, doutor, � de sua opini�o
que estes barbit�ricos podem, em certas condi��es,
ser extremamente perigosos?
Apenas se tomados com �lcool.
Caso contr�rio, s�o inofensivos. Totalmente inofensivos.
Ficamos um pouco alegres, rimo-nos um pouco,
desatamos a cantar...
Pode descrever o efeito destas... coisas,
quando tomadas com �lcool?
Com certeza.
Faz-nos trepar �s paredes.
E depois descer outra vez.
E afirma, Sr. Firbank,
que o Sr. Ford estava simplesmente a fazer um ensaio,
apenas a testar um plano de homic�dio para a tira dele?
Precisamente.
O Sr. Ford nunca pediria ao Bash Brannigan
que fizesse algo que ele nunca tivesse feito.
Incluindo assassinar a mulher?
J� lhe ocorreu, Sr. Firbank,
que talvez o Sr. Ford quisesse que o senhor pensasse que era apenas um ensaio?
A noite estava escura, n�o estava?
Sim, mas...
Segundo confessou, fotografou a opera��o
a partir da janela de um hotel a um quarteir�o de dist�ncia?
Sim, mas...
Ent�o, tanto quanto sabe,
foi o corpo da Sra. Ford que ele enterrou no cimento.
Impo...
Ah, estou a ver...
N�o quer... realmente dizer...
Mas � claro! Tem toda a raz�o!
Como fui tolo por n�o o ter percebido antes!
Claro que ele o fez!
Parab�ns, senhor. Genial. Absolutamente genial.
Enganou-me completamente.
Julguei que fosse um boneco! At� eu!
C�us, isso faz de mim um tot�.
N�o imagina como estou feliz!
Vou avisar o Sr. Rawlins que me despe�o e regressarei no in�cio da semana.
A acusa��o n�o tem mais perguntas.
N�o, acho que � pouco prov�vel
que o mandem mesmo para a cadeira el�ctrica, Stan.
Bom, talvez.
Mas, pessoalmente, acho que ser� algo entre 20 anos e pris�o perp�tua,
o que n�o � muito mau, se pensarmos bem.
Quero dizer, sempre gostou de comida simples
e de uma vida regulada e bem organizada.
E, do meu ponto de vista,
se eu o tivesse safado, a Edna teria ficado furiosa.
N�o me falaria durante meses.
Quando ela come�a com isso, torna a minha vida um inferno.
A s�rio, Stan.
Perder este caso, amanh�, poder� ser duro para si,
mas � uma das melhores coisas que acontece � minha vida familiar desde h� anos.
Aten��o,
o Tribunal das Sess�es Gerais est� em sess�o.
Se o tribunal n�o se importa, posso...
Merit�ssimo, gostaria de dispensar o meu advogado
e conduzir a minha pr�pria defesa.
- O qu�? - Como �nica testemunha,
chamo o meu amigo e antigo advogado, o Sr. Harold Lampson.
Podem aproximar-se da barra?
Espere um pouco. Espere um pouco. Stan, voc�...
Deixe-me ver se percebo, Sr. Ford.
Vai ser advogado de si pr�prio e chama o Sr. Lampson como testemunha?
- Sim, merit�ssimo. - N�o sei o que dizer.
Que tal, "Isto � muito irregular, mas ele pode testemunhar"?
Obrigado.
Isto � muito irregular, mas ele pode testemunhar.
Um momento, Stan.
Isto � rid�culo!
Nem sabe como conduzir...
Podia ter-lhe conseguido de 20 anos a pris�o perp�tua,
mas, assim, acabar� na cadeira el�ctrica!
Levante a m�o direita, por favor.
Jura dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade?
- Juro. - Sente-se.
- Diga o seu nome completo, por favor. - Harold Lampson.
- � casado, Harold? - Sabe muito bem que sou...
Sim, sim.
H� quantos anos � casado?
Bom, vejamos, o Hal Junior tem 10 anos.
Viv�amos na Rua 11 Oeste, nessa altura,
portanto, ser� h� cerca de...
11 anos, idiota!
11 anos gloriosos e maravilhosos.
Sim, isso mesmo. 11 anos gloriosos e maravilhosos.
Merit�ssimo, n�o estou a ver...
Estou a tentar definir as qualifica��es da testemunha.
Na qualidade de qu�?
De um t�pico homem americano casado e feliz.
N�o � isso que �, um homem americano casado e feliz?
Sim, suponho que sim.
Stan, ou�a, est� a fazer isto tudo mal.
- Tem dois filhos encantadores? - Sim.
Casa em Scarsdale, uma carrinha de �ltimo modelo, um dogue alem�o?
Sim.
Portanto, proponho que a testemunha � qualificada.
Harold, vou fazer-lhe uma pergunta.
Pense muito bem
e responda-me o mais honestamente poss�vel.
- Acredita no casamento? - Como?
O casamento, como institui��o. Acredita nele?
Claro que acredito nele.
Que raio de pergunta � essa, afinal, Stan?
Do meu ponto de vista, que em breve poder� ser a cadeira el�ctrica,
� uma pergunta importante.
Por�m, deixe-me colocar-lha de forma ligeiramente diferente.
Vamos supor, por um momento,
que este ponto que acabei de desenhar...
...� um bot�o.
- Um bot�o? - Um bot�o.
Muito bem, � um bot�o.
Vamos supor tamb�m que, se carregasse nesse bot�o,
a sua mulher, Edna, com quem � casado h� 11 anos gloriosos,
desapareceria subitamente.
- Desapareceria? - Evaporar-se-ia.
N�o estaria aqui. Deixaria de existir.
- Protesto! - Indeferido.
Isso mesmo. Indeferido.
Faz o favor de se calar? Isto come�a a ficar interessante.
Obrigado.
H� dois pormenores.
O seu desaparecimento seria totalmente in�cuo.
Mas o mais importante
� que ningu�m - repito, ningu�m - alguma vez saberia
que tinha sido voc� a carregar no bot�o.
Nunca ningu�m saberia?
Nunca ningu�m saberia?
- Que idade tem? - 52.
N�o parece ter mais de 40.
N�o pareceria ter mais de 40, se perdesse peso e se sentasse direito.
Est� no auge da vida, um homem atraente,
bem sucedido nos neg�cios, adorado por todos.
Poder�amos dizer que venceu na vida, excepto por uma coisa!
Sou um p�ssimo advogado.
N�o, � casado.
Sim, mas ser casado � a forma normal de viver, n�o �?
Quem disse?
A Edna.
Harold, acho que lhe fizeram uma lavagem ao c�rebro.
Est� a esquecer-se de algo muito importante.
O casamento n�o � um facto b�sico da Natureza.
� uma inven��o. � como a pestana da braguilha para a esquerda.
� assim porque as mulheres o dizem.
Como idiotas, fazemos o que elas dizem.
N�o, n�o, Stan.
Eu... Eu n�o sei o que faria sem a Edna.
Ela...
Bom, ela planeia as refei��es,
manda as minhas camisas para a lavandaria.
Harold, est� a cometer outro erro masculino b�sico.
Est� a confundir amor com roupa suja. Deixe-me dizer-lhe uma coisa.
Durante anos, um senhor simp�tico,
que, por motivos que nunca compreenderei, usa o nome Madame Renee,
levou as camisas �s segundas
e trouxe-as de volta, bem engomadas, todas as quintas.
Nunca, em todos esses anos, senti que deveria casar com ele.
Quanto ganha?
Entre 70.000 e 80.000 por ano.
Desses 70.000 ou 80.000, quanto gasta consigo?
Bom, claro que, com a Edna e os mi�dos,
com as presta��es da casa de Scarsdale
e, claro, tenho um grande seguro de vida...
Sim, compreendo.
Pare por um momento e pense como a vida poderia ser se...
Senhores do j�ri, isto tamb�m lhes diz respeito.
Pensem como seria a vossa vida
se tivessem tido o bom senso de n�o terem casado com... a Josephine,
ou a Hilda, ou a Mary, ou a Peggy, ou a Rochelle.
- Ou a Edna? - A Edna.
Pense no que poderia estar a fazer com esse dinheiro, neste momento.
Poderia ter um pequeno barco a motor, talvez.
Livrar-me daquele sumidouro de dinheiro que � a casa de Scarsdale!
� muito f�cil, Harold.
S� tem de carregar no bot�o.
- Poderia deixar crescer o bigode? - Claro.
- Encerar as pontas? - Quem o impediria?
Usava bigode, antes de casar.
Eu lembro-me. Fazia uma bonita figura.
Acha?
Sim. Carregue no bot�o.
Bom, foi sempre um pouco ralo no lado esquerdo.
Um barbeiro podia apar�-lo. Nem se notaria.
Carregue no bot�o.
Nunca tive dinheiro para um bom barbeiro, na altura...
Sim, mas agora tem.
Sim. Mas agora tenho.
Quando foi a �ltima vez que come�ou a pensar em raparigas?
- Raparigas? - Pense num mundo cheio de raparigas.
Pense nisso. Um mundo a pulular de raparigas.
Modelos?
- Actrizes? - Sabe como �.
A nova secret�ria do meu agente de seguros.
Raparigas altas, magras, pequenas, rechonchudas.
Raparigas de calend�rio?
Agora, j� n�o s�o de parede, mas j� percebeu a ideia.
Em vez daquela casa em ru�nas, em Scarsdale,
teria uma casa na cidade s� para si.
- Com mordomo? - Carregue no bot�o.
Como o Charles?
Carregue no bot�o.
Ter copos de martini gelados quando chegasse a casa?
Isso. Exactamente. S� tem de carregar no bot�o.
Ela desaparece.
Nunca ningu�m saber�, Harold.
Basta um toquezinho e ela desaparece.
Carregue no bot�o.
Nunca ningu�m saber�?
Se achas que tornei a tua vida um inferno,
em breve vais perceber o que � sofrer!
Cala-te, velha tonta!
Al�m disso, n�o sentir�s nada.
Estou livre!
Estou livre! Consegui!
Consegui!
Muito bem, sil�ncio! Acalmem-se.
Guardas, � melhor levarem esta senhora.
Boa ideia. Ponham-na fora! Quero dizer, levem-na.
Harold.
A que horas chegar�s para jantar, Harold?
Chegarei a casa � hora que me apetecer.
Claro que posso passar pelo clube
para beber uns copitos.
� tudo, mulher. Podes ir.
Levem-na. Ponham-na na cela, se necess�rio.
Muito bem.
Meus senhores...
Meus senhores...
Dirijo-me a voc�s n�o como juiz e j�ri,
mas como homens americanos.
O crime que viram Harold Lampson cometer na sua imagina��o,
eu fui acusado de o ter cometido na realidade.
H� muito que o homem americano
se deixa maltratar,
mimar, cuidar e tiranizar
e � feito sentir-se um idiota fraco
pela f�mea da esp�cie!
Compreendem o poder que t�m nas m�os, hoje?
Se um homem - apenas um homem -
puder meter a mulher no cimento fresco da betoneira
e escapar impune,
estamos safos, todos n�s!
Apoiado.
Meus senhores, eu fi-lo.
Eu matei-a.
Assassinei a minha mulher.
Todas as acusa��es que o promotor p�blico apresentou contra mim s�o verdadeiras!
De facto, pus-lhe um comprimido na bebida.
A sangue-frio, coloquei-a num t�mulo de cimento
da betoneira das obras.
Pe�o-lhes que me absolvam!
Absolvam-me com base em homic�dio justific�vel!
E n�o por mim.
Por voc�s.
Se o absolvermos, a velha Shirley ficar� cheia de medo.
Eu poderia dar a volta ao mundo num navio mercante.
Eu poderia comprar uma mota.
Senhores do j�ri, j� chegaram a veredicto?
Inocente! Inocente!
Inocente!
Obrigado.
Bom, parab�ns.
Vai ser outra vez como nos bons velhos tempos.
Charles, espero que n�o fique aborrecido.
Tenho uma confiss�o a fazer.
Eu n�o o fiz.
N�o o fez, senhor?
Se n�o a assassinou, onde est� ela?
N�o sei. Provavelmente com a m�e, algures em It�lia.
Mas, senhor, isso significa que, um belo dia,
ela pode voltar para c�.
Espero que sim.
N�o importa. N�o importa.
Senhor, segundo a lei americana, n�o pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime.
J� o absolveram pelo homic�dio dela.
Se ela voltasse, poderia voltar a assassin�-la legalmente.
Estaria aberta a ca�a.
Bastava p�r a cabe�a de fora e z�s! Em cheio entre os olhos.
� t�o bom estar em casa outra vez.
Em poucos dias, tudo estar� como era.
Adeus, candeeiros pesad�es. Adeus, chintz alegres.
E estar� a pesar 72,5 kg...
...n�o tarda nada.
Ela est� ali dentro.
Santo Deus, ela est� ali dentro!
Aqui tem, senhor, � a sua oportunidade.
Entre ali e acabe com ela.
Bom, suponho que, se ele pode atur�-la, eu tamb�m posso.
FIM
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.