All language subtitles for Castillos De Carton DVDRip Spanish 2009

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Original subtitles

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CASTELOS DE PAPEL

Obrigada.

Acho que o ursinho detona tudo.

Voc� est� assistindo a um filme de aventura

e de repente se transforma na Vila S�samo.

Eles come�am a cantar...

� terr�vel.

O cara � um g�nio.

Eu adorei.

E quando tiram o capacete do vil�o,

a cabe�a dele parece um ovo cozido e ele come�a a chorar...

N�o me conta, ainda eu quero ver.

� como a Vila S�samo, s� com mais bonecos.

#Darth Vader## como pai de #Luke## � genial.

Fecharam a trilogia com um enigma, uma chave para continua��es.

Continua?

Sem chance.

Ol�.

Ol�.

Ol�.

Este � o quarto de Micki, nosso "trafica" pessoal.

Ele nunca est�,

mas o bagulho � bom.

A cozinha � l� atr�s.

E esta � a sala de estar.

Bem-vinda.

N�o aguento Angulo e seus nus art�sticos.

Aquela balela sobre capturar os gestos...

E o cara faz aqueles desenhos... Tipo bacon!

Parece tiras de bacon, cara.

N�o seja t�o exigente, desenhe melhor.

Certo?

Ele desenha mal.

Por isso � t�o exigente.

Sente ci�mes de voc�.

Ele n�o desenha mal.

� porque voc� desenha muito bem, e ele sabe.

Zapatitos n�o o suporta tamb�m.

Ouvi dizer que ele saiu para beber outra noite e o cara...

ficou louco depois de tr�s bebidas.

Insuport�vel!

- O bagulho � bom, hein? -�.

Ficar�o com fome.

� uma garota bem safada, Josita.

N�o se meta com ela.

Ele n�o est�.

Claro que n�o.

� um elogio.

- N�o me chame de Josita. - Voc� n�o gosta?

N�o.

Zapatitos � um lun�tico.

Mas ele � bom.

Eu gosto do trabalho dele.

Outro dia

ele colou o cr�nio

de um esquilo

naquela pintura que nunca termina.

De onde veio estas coisas?

Eu n�o sei.

Do interior, eu acho.

Ele se vai no final de semana

e volta com pedras e coisas.

� engra�ado.

Certo.

Vou dar uma saidinha para resolver umas coisas.

N�o.

� sempre assim.

Eu n�o sei por que, mas n�o posso.

Sinto muito.

Bem?

Como vai?

Mal, certo?

Do jeito que imaginei.

N�o se preocupe.

Resolvo num instante.

Voc�s planejaram isto?

- Sim. - N�o.

Voc� planejou isto, seu bastardo.

Bem,

imaginei que pudesse acontecer.

Qual �, n�o � nada.

Merda, Marcos, voc� disse. Eu sabia.

Mas voc� disse que eu deveria tentar com garotas diferentes.

E o que fizemos?

Isso.

Te fiz um favor, admita.

Bem, fiz um favor a mim, e a voc� tamb�m.

N�s tr�s estamos bem, certo?

Estamos melhor que nunca. N�o estamos?

Pense nisto. Talvez...

esta � a resposta.

Eu corro atr�s das coisas e voc� relaxa.

Se superar o medo de n�o ser capaz,

o que deveria, porque eu, mod�stia a parte,

n�o falho nunca... algum dia ficar� de pau duro.

Pelo menos, talvez.

Onde eu entro nisso?

Voc� � a melhor parte.

Pois realmente gosto de voc�.

Mais do que ele.

Mas sem ele, voc� nunca dormiria comigo.

- Voc� n�o sabe disso. - Sim, eu sei.

Faz tempo.

As garotas sempre o preferem.

Preciso de amigos belos assim para aproveitar as suas sobras.

Sim, eu sou um abutre.

E da�?

Eu adoraria ter 1.90m e parecer um Deus grego.

Mas eu n�o tive tanta sorte.

Ao inv�s disso sou dotado

de uma surpreendente ferramenta.

Ou n�o?

Voc� � um idiota.

Tamb�m gosto de voc�, Jose.

O bastante para experimentar com voc�.

V�-lo beijando ele me deixou com um puta tes�o.

Ol�, benzinho.

Tudo bem?

Maria Jose, hora do jantar!

- N�o. - Por que n�o?

- Porque n�o. - Por que?

Porque n�o, Jaime.

N�o.

� insano.

N�o � normal.

Eu sei. Mas n�o somos normais.

Somos artistas.

Foda-se.

Quero perguntar algo.

Mas quero a verdade.

Se mentirem para mim, mando tudo isso para o inferno.

Que medo!

Eu falo s�rio, Jaime.

J� fizeram isto com outra garota antes?

N�o.

Me conte a verdade.

Com quem mais far�amos isto?

S�o muito feias.

O que tem para n�s?

Jose,

voc� � o �nica que vale � pena.

A �nica.

Vamos comer algo.

Por minha conta.

Voc� tem um namorado rico e outro pobre.

Era uma noite em agosto. Eu n�o me lembro porqu�, mas...

Eu estava bravo com meus amigos e fui passear na praia.

Um cara chegou perto de mim...

assim normal...

Eu n�o sei, mas parecia ser gente boa.

Trinta, talvez 35 anos.

Parecia muito velho para mim.

"Est� sozinho?"

"Sim".

"Quer vir comigo?"

Ele sentou e conversamos.

"Qual � seu nome? Por que est� sozinho na praia a esta hora?"

"Onde voc� mora?"

Disse que adoraria nadar pelado, mas n�o era permitido.

Perguntou-me se eu nunca fiquei nu na praia.

Que era uma coisa �tima.

Perguntou-me se eu queria experimentar.

Nos escondemos atr�s de algumas pedras,

tiramos nossas roupas...

Depois que de um tempo ele veio

e come�ou a me chupar.

At� eu gozar.

Ningu�m nunca tinha me feito isso antes, e eu gostei.

Eu adorei.

Muito.

Mas eu aprendi uma coisa.

Que n�o gosto de homens.

Porque n�o pensei nele, ou outro cara depois.

Nada dentro de mim aconteceu.

N�o sou gay, Jaime.

Eu n�o disse que voc� era.

Sim, voc� disse.

Voc� vice dizendo.

Contando hist�rias, fazendo piadas, falando sobre sua irm�...

Droga, porque � verdade.

Tenho uma irm� sapat�o

e ela � feliz.

Ela n�o era, at� provar.

Ela � minha irm� favorita.

Beleza, mas eu n�o sou gay.

- Voc� poderia ser... -Jaime.

-Jaime. -Tudo bem.

Certo.

Certo, eu sinto muito.

Est� bem.

Tenho algo a dizer, tamb�m.

O que?

Eu n�o gozo.

Como assim?

Que eu n�o gozo.

N�o consigo gozar.

Gosto de transar,

fico excitada...

Mas na hora "h", n�o consigo.

N�o consigo.

Sim, mas...

voc� faz uns barulhinhos.

Voc� grita e tudo.

Porque eu vi em filmes.

Eu n�o te fa�o gozar?

Mas...

eu n�o entendo.

Ent�o por que voc� grita?

Para satisfazer a voc�s.

Assim pensam que foi bom.

Sempre fa�o isto.

Eu n�o sei.

Seria estranho se eu ficasse quieta.

Que uma situa��o!

Sorte minha que encontrei voc�s, droga...

� como se os escolhesse de prop�sito.

A primeira vez que fa�o algo extraordin�rio e puf!

Um impotente e outra fr�gida.

Puta que pariu! Que coisa!

Tudo bem.

De verdade, est� bem.

Pensarei de algo. Isto realmente me importa.

Primeiro, faremos duas coisas.

Acho que precisamos de uma cama bem grande.

Precisamos de uma cama descomunal.

Estou sem grana, mas voc�, Marquitos, d� um jeito.

Em segundo lugar...

Precisamos transar.

Agora mesmo.

A melhor transa que j� tivemos.

Pode gritar se quiser, fa�a o que der em sua cabe�a.

Vamos transar apenas, est� bem?

Depois a gente conversa.

Voc� pinta o que v�.

Sim.

O que importa � como o v�.

Talvez n�o.

Talvez se trata de pintar o que n�o vemos.

Um estado de esp�rito.

Eu n�o sei. Embora n�o percebamos,

tudo � um autorretrato.

Certo, beleza. Mas pintamos o que vemos.

T�cnica � tudo. Sem isto,

n�o podemos expressar nada.

Voc� diz que n�s pintamos o que n�s vemos.

O que fazemos com este aqui?

Eu n�o sei, voc� me fala.

A menos que voc� queira copiar...

Estaria pronto para o sexo agora.

Voc� olha para ela, o resto eu fa�o.

Voc� � um saco.

- Josita... - O que?

Ei, Josita. N�o fique brava.

Voc� gosta?

Prefiro o azul.

O rosa � melhor para um sal�o de cabelo.

- Voc� gosta? - Sim.

...em Portugalete, no Pa�s basco.

Um homem usando cal�a jeans e um su�ter cinza

aproximou-se por detr�s da v�tima...

Minha nossa, nunca v�o parar.

At� logo.

...casado e com dois filhos,

foi deixado em uma po�a de sangue

e socorrido por vizinhos e param�dicos de um hospital pr�ximo...

Acho que voc� se interessa � pelo desenho

e n�o pela pintura.

Por que trabalha a estrutura com manchas?

Quase l�?

N�o pare...

Relaxe.

N�o fique nervosa.

Temos todo o tempo do mundo.

S� se for voc�,

fala s�rio...

Voc� gozou?

N�o.

Mas foi demais.

Muito bom, Marcos.

� muito bom.

Est� um pouco Hopper.

O de sempre, nada especial.

N�o era o que pensava quando eu vi.

Se olhar de perto, lembra um pouquinho.

Mas acho �timo.

Eu n�o.

Sim.

N�o.

Marcos...

Olha.

Eu vejo muitas coisas aqui porque voc� pintou.

A luz,

quase escuro,

o c�u cinza...

e a tristeza.

Pronto. A tristeza est� em todos lugares.

E n�o deveria estar.

Est� assim porque a v�.

E voc� sabe disso.

Acho que � a melhor coisa que vi na aula.

N�o seja rid�cula.

Ei, Jose.

Se quiser, � todo seu.

Quando eu terminar, fica com ele.

Obrigada.

Ol�.

- Comprei frutos do mar. - �timo.

- Que cheiro bom. - Ol�.

Eu comentei que o Jaime n�o gosta de s�pia?

Ele disse que gostava.

Certo.

Peguei algumas coisas de minha m�e.

Ele havia me escrito naquele tempo

antes de nos casarmos um poema.

Jamais algu�m tinha me escrito um poema antes.

Naquele momento da separa��o, momento dif�cil,

ele o enviou � minha casa.

Eu me lembro de ter lido esses primeiros versos.

" � verdade, meu amor, � verdade."

"Voc� trouxe luz ao meu cora��o"

"e o cheiro do campo na primavera em minha alma..."

Logo depois nos casamos.

- Como vai? - Bem.

Ei, o que foi?

"Todas as sequ�ncias"

"se acabaram."

"O tempo n�o espera..."

Atravessarei o mundo

e voando chegarei

at� o espa�o sideral.

E eu te procurarei

na Groenl�ndia, no Peru, no Tibete,

no Jap�o e na...

Por que fez aquilo?

Porque sim.

Porque s�o meus namorados.

Est�o apaixonado por mim

e eu por voc�s.

N�o quero que pensem mal de mim.

Que sou uma idiota que anda com voc�s.

Quero que saibam a verdade.

Que n�s tr�s estamos juntos,

que dormimos juntos

e que nos amamos.

Porque eu amo voc�s.

Eu nunca disse isto, mas amo.

Voc�s dois.

Muito.

Me toque.

Vamos. Goze... Para n�s!

Gostoso?

- Bom dia. - Bom dia.

- Ainda tem caf�? - Acho que sim.

Qual � seu plano?

Eu n�o sei.

Dar uma volta com Jaime e os rapazes.

-Est� pronta? - Pode descer com estas coisas.

Papai, vai levar este quadro?

Ele � horr�vel.

Voc� sabe que seus tios adoram.

Ent�o voc� n�o deveria ter pintado isto.

Se comporte.

De qualquer maneira...

Eu gostaria de conhecer o Jaime algum dia.

Ouvi falar tanto dele.

At� quarta-feira.

Meus pais querem conhecer meu namorado.

Assim um de voc�s ter� de ir ao jantar no s�bado.

� o anivers�rio de minha m�e e todos os anos prepara um jantar.

� informal.

Ela disse para levar meu namorado.

Eu disse que tinha um namorado pois nunca fico em casa.

Entenderam, certo?

� muito simples.

Um de voc�s vai ao jantar,

e pronto.

Pode tirar na moeda.

N�o, n�o.

Eu vou.

Certo.

Disse que chamava Jaime.

Marcos...

um namorado n�o pode ter dois nomes.

Voc� quem escolheu.

� mais t�mido que ele.

N�o achava que fosse querer.

Que voc� pensaria que seria um saco.

Eu n�o ligo. Venha se voc� quiser.

N�o, eu irei.

Eu levarei uns l�pis e algo para agrad�-los.

Sem problema.

Ol�.

Entre.

Ol�.

Meu namorado.

Jaime e Marcos.

Sou Mait�.

A m�e de Maria Jose.

Ol�.

- Feliz anivers�rio. - Obrigada.

H� tempos queria te conhecer.

- Ol�. - Ol�.

- Feliz anivers�rio. - Obrigada.

- Para mim? - Sim.

Que lindas.

Maria Jose, coloque-as na �gua.

Vamos para a sala de estar.

Jaime e o amigo dele est�o aqui.

Como vai a escola de arte?

Bem.

Maria Jose me fala que est�o estudando muitas coisas.

Pinturas, cores... Um pouco de tudo, certo?

Gravuras, quadros...

- Tamb�m estudamos teoria de arte. - Que �timo.

� preciso diversificar.

Caminh�es de frete, por exemplo... � um bom neg�cio.

Preciso ir ao banheiro. Vai comigo?

Voc� est� excitado!

Que tal agora?

Vamos nessa.

E o Jaime?

Foda-se o Jaime.

Eu posso fazer isto, Jose. Sei que posso.

N�o fique nervoso.

Sente?

Sim.

Benja, concentre.

Estamos quase l�.

- Ol�, Maribel. - Ol�, amor.

E a�, Benjamim?

Est� feliz com a prima bonita, n�o �?

Sim.

- Aqui, um postal para voc�. - Obrigada.

Manda um beijo para sua m�e. Da mo�a do correio.

- At� mais. - Adeus.

Maribel fala comigo como eu fosse um retardado.

� sempre assim.

Minha irm� est� em Praga com a namorada e eu fiquei no apartamento dela.

Marcos ficar� por alguns dias. Ele e a m�e brigaram.

Venha nos visitar agora mesmo.

N�o sei se minha m�e gostar� disso.

- Coloque-a na linha. - #Espere##.

M�e!

Gosta mais dele.

N�o.

Gosta sim.

N�o.

Passe o azeite.

Aqui.

Certo, Marcos.

Acho que dever�amos lhe falar sobre a garota su��a.

Devemos.

Que sueca?

N�o me coloque no rolo. Voc� que armou este esquema.

Aquele dia que conversamos por telefone, arranjamos uma sueca.

Ambos ao mesmo tempo.

Para esquentar.

Certo?

Ele estava meio inseguro e queria experimentar o pau dele.

Ele fez tudo sozinho.

N�o gostei da garota.

Era muito alta.

Pernas muito longas.

S�rio, n�o gostei!

Como ele fala alem�o,

come�ou a dizer coisas a ela, paquerando...

Eu mal a toquei, mas o tigr�o das artes aqui...

E a garota, ela era...

Bem "ativa", n�o era?

Voc� sabe.

Voc� a comeu tamb�m.

Tamb�m n�o gostei.

De verdade.

Est�o perdoados.

N�o v�o me sacanear, pois eu sou uma santo.

Vou atr�s de papel. Voc�s querem alguma coisa?

Traga cigarro.

N�o vamos contar a ele sobre a noite passada.

Nunca.

Eu te amo.

Eu tamb�m.

- Ol�. - Ol�.

Est� fazendo quadrinhos?

"Super lixo".

Gosta?

Me encontre depois da aula.

Voc� precisa de um refresco.

Este � "O Cachorro".

Talvez uma das mais enigm�ticas pinturas negras.

Neste momento de sua vida,

Goya viu o inferno de perto,

por isso este quadro nos provoque tanta emo��o.

� a obra de um homem assustado.

Foi severamente danificada quando tirada da parede onde fora pintada.

Durante muito tempo pensou-se que

estava inacabada.

Se voc� olha de perto, o cachorro est� olhando para cima

para o canto superior esquerdo.

Um espa�o vazio.

Para o que est� olhando o cachorro, enterrado l� na areia?

Para algo em particular,

ou simplesmente nada?

Por que nos identificamos com ele?

Cebola roxa � melhor para certos molhos.

S�o mais suculentas,

mais alegre,

meio picante.

Minha av� comia cru,

em peda�os grossos,

como p�o.

Ela era andaluz, de Jaen.

Assim ou corta mais?

Est� bom.

Cebola s�o m�gicas, voc� sabe.

Quando bem cozidas,

elas desaparecem.

Como as pinturas de Jaime.

N�o seja m�.

Ele deveria desenhar.

Manda bem.

Ele deve saber disso.

Dizem que dever�amos aceitar nossos limites...

Fazemos o poss�vel.

Eu n�o sei.

Todos fazem o que podem.

N�o tenho mais f�.

Pinto para n�o pensar.

Para continuar a pintar.

E voc�?

Voc� n�o fez nada desde que voltamos.

N�o tenho vontade.

N�o tenho ideias.

Adoro esta comida negra.

Precisa adicionar a s�pia.

Vou superar.

J� me aconteceu antes.

V�rias vezes.

Est� demais!

Mas talvez poder�amos aprender a fazer outra coisa.

N�o?

- Voc� n�o gosta de s�pia? - Eu adoro.

Eu vou trabalhar.

At� mais.

Vamos para a cama?

De roupa.

Por que?

Voc� fez isto sem mim centenas de vezes.

Mas estava l�.

- Era como se n�o estivesse. - Mas estava.

Eu n�o estava no banheiro na casa dos pais dela.

E voc� j� tentou isso antes.

N�o tente outra vez.

Acho que ele tem raz�o.

Eu deveria dar cursos.

"Solu��es para frigidez,"

"impot�ncia e depress�o art�stica."

Que desgra�ado!

Vinho forte.

Jaime, h� mais quadros.

S�rio?

M�e.

Papai.

Venha comigo, quero que conhe�a algu�m.

M�e, pai, estes s�o meus melhores amigos.

- Jose e Jaime. - Prazer em conhec�-los.

Prazer.

Seu nome o Jos�?

Jose, sem acento.

Todo mundo me chama assim.

- � meio esquisito, n�o �? - Um pouco.

Querem ver os quadros?

Claro, filho.

H� muito mais quadros aqui.

�, papai. � uma exposi��o coletiva.

Voc� tamb�m pinta, Jose?

Sim.

Marcos e eu somos colegas de classe.

Outro!

Jose, venha.

- Este � Jose, Juliano. - Oi.

- Carmen. - Ol�.

Est� no mesmo per�odo que eu.

� muito talentosa, tamb�m.

Tenho muita f� em Marcos.

� a primeira vez que mostramos o trabalho dele.

Temos um interesse incr�vel.

Estou muito animada.

Jaime!

Aonde voc� vai?

Ol�.

Precisamos conversar.

Acabou.

Sabemos disso, n�o �?

Terminamos nossos estudos.

N�o h� mais desculpa.

Aulas,

exame...

N�o podemos viver como antes.

Acabou a grana do papai...

Ter� que ir para casa.

Certamente � o que seus pais esperam.

� por isso que eu tenho uma proposta a fazer.

N�o precisa responder agora.

Pode pensar � respeito.

� melhor pensar antes de responder.

Andei pensando...

que poder�amos viver juntos.

Falo s�rio.

Muito s�rio.

Tenho dinheiro agora,

e terei mais.

Fui procurado ontem por alguns donos de galeria.

Fizeram-me ofertas.

Posso vender para quem paga mais.

Podemos alugar um est�dio

ou uma casa grande onde n�s tr�s podemos viver e trabalhar.

Posso pagar pela casa e voc�s ficam com as contas,

ou o que puderem.

Preciso de voc�s.

Essa � a verdade.

Talvez esteja sendo um pouco ego�sta,

mas com voc�s por perto as coisas ser�o mais f�ceis para mim.

Nunca falei isso,

mas acho tudo dif�cil.

Canso antes mesmo de fazer algo.

Tenho que me for�ar a fazer coisas que outras pessoas fazem sem pensar.

Coisa que n�o me acontece

quando pinto.

N�o tinha vontade de fazer nada.

Eu vivia num t�nel at� que conheci voc�s.

Apaixonei-me por voc�s.

Eu te amo, Jaime.

Sei que est� apaixonada por Jose.

Mas apesar de tudo, ainda somos apaixonados.

Voc�s por mim,

eu por voc�s.

N�s tr�s.

N�o sei se entendem.

Sim.

Entendo muito bem.

Pois sinto-me do mesmo jeito.

Por isso eu pensei que talvez poder�amos viver juntos.

S� pe�o que tentemos.

Posso at� me arrepender mais tarde,

mas ao menos dei uma chance de tentar viver juntos.

N�o seriam capazes de ficar sem mim.

N�o vai me responder?

Estou respondendo.

�s vezes acho que eu poderia me tornar um grande pintor.

Talvez fracasse.

Mas se continuo,

se eu continuo a pintar...

Eu poderia me tornar um grande pintor.

Voc� � talentosa.

Mas n�o tem ambi��o.

Voc� estava indo bem, mas parou.

Voc� pode encontrar uma outro caminho.

N�o sei se quer.

Enquanto isso Jaime tem ambi��o...

Muita.

Mas ele nunca foi capaz de ver al�m do seu l�pis.

Manda bem copiando bailarinas.

N�o chegar� a lugar nenhum.

Ele sabe disto.

Estou caindo fora.

Vai esperar por ele?

N�o me deixe, Jose.

N�o me deixe.

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