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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Voo 152 da Southeastern Airways está a chegar à porta 14.
Voo 152 da Southeastern Airways está a chegar à porta 14.
Sr. John Thayer, por favor, apresente-se no balcão de reservas.
Sr. John Thayer, por favor, apresente-se no balcão de reservas.
Voo 19 para Phoenix parte à hora prevista.
Nicholas Varsi?
O cacifo foi apenas para identificá-lo.
Passaporte.
- Muito cuidadoso. - Manteve-me vivo.
Voo 31 para Los Angeles, a chegar à porta 2.
A sua nova identidade.
Cartão da segurança social, carta de condução e dinheiro.
O que lhe disseram sobre a missão?
Nada, exceto para lhe dar isto.
Serviços Secretos Federais. Estão ambos presos.
Isso foi estúpido.
Chamo-me Nicholas Varsi,
sou um agente inimigo e estou ilegalmente nos EUA.
Estou a fazer uma confissão total. Quero desertar.
E tenho muita informação valiosa para vos dar.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Não terá muita rede com isso, por aqui.
O que sabe sobre isso?
Costumava trabalhar na Estação KBEX.
Bom dia, Sr. Phelps.
Nicholas Varsi, um assassino de topo, foi capturado há oito dias.
Afirma ser um desertor,
mas recusou revelar a sua missão aos Serviços Secretos Federais,
a não ser que lhe garantam um asilo seguro.
Mas não podemos provar que é um desertor
e que não nos está a dar informações falsas.
Infelizmente, não podemos confiar no SSF neste assunto.
Há a forte possibilidade de terem um infiltrado entre eles.
A sua missão, caso decida aceitá-la,
é determinar se o Varsi é um verdadeiro desertor.
Terá de raptar o Varsi ao SSF sem a cooperação deles
e arrancar-lhe a verdade.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos. Boa sorte, Jim.
Este é o Hotel Bancroft.
Foi construído em 1927 e condenado em 1971.
O SSF tomou conta dele como centro de interrogatório.
Têm lá o Nicholas Varsi detido há seis dias.
A segurança interna é do SSF.
Está lá uma patrulha o dia inteiro. Temos o horário de todas.
De certeza de que o Varsi está lá dentro?
Interessante.
Foi recrutado para o departamento de assassinato do KGN há quatro anos.
Agora é o melhor assassino.
Recebe ordens de um coronel Kemmer, que nunca conheceu.
Kemmer é o responsável pelos assassinatos do KGN neste país.
Mas é um homem invisível.
Para que não o tentem matar?
Exato, Andrea.
E a tua identidade, Jim?
Serei o Sr. Smith,
líder do grupo de espionagem do KGN na América do Norte.
A Casey infiltrou-se no centro de comunicações na Europa
e descobriu o código de reconhecimento.
É um sistema de questionário. Vou usá-lo.
A ambulância está preparada.
Tenho os uniformes.
Um médico, um enfermeiro e três polícias.
Ótimo. A máscara?
Acho que quatro bombas chegam, Jim.
Cada uma tem o seu temporizador.
Isto é um detetor de mentiras
Analisa a voz humana, regista as verdades e as mentiras.
A não ser que um agente treinado, como o Varsi,
consiga controlar a voz para o enganar.
Talvez. Mas, talvez seja mesmo um desertor.
É essa a questão. Temos de saber pelo Varsi.
Podemos continuar a jogar para sempre, Nelson,
mas eu não estou a jogar.
Garanta-me asilo seguro nos Estados Unidos e eu falo.
Em detalhe. Caso contrário, não.
Está a pedir-nos para acreditar na sua história, Nick?
Importa-se que lhe chame Nick?
Não me interessa o que me chama. Desde que diga algo com significado.
Posso dar-lhe uma garantia.
Se a sua informação for real, se a sua história se confirmar,
garantiremos que fica bem.
Bem, com essa garantia e cinco dólares,
posso reformar-me.
Oiça, Sr. Nelson... está a gravar tudo isto?
Sim, Sr. Varsi.
Vamos ser civilizados.
Eu quero 200 mil dólares depositados numa conta bancária na Suíça,
identificada pela impressão digital, quero um passaporte estado-unidense,
quero que o SSF me patrocine a nacionalidade perante o tribunal.
- Quero que fique tudo registado. - E uma boa identidade.
Num sítio obscuro. Colorado, Montana, Dakota.
Nelson, quando eu falar, estou morto.
Só faço isto porque quero fazer algo humano no que me resta da vida.
Preciso dessas garantias.
Precisa.
Mas eu preciso de provas antes de conseguir aquilo que quer.
Podemos discutir sobre o formato da mesa?
- Vamos tratar disso. - Espero que sim.
Porque os meus colegas
ou os meus ex-colegas do KGN devem estar à minha procura.
É por isso que está aqui e não no edifício federal.
E ficará aqui, Sr. Varsi, até estar pronto a cooperar.
Tenho o resto da minha vida, Sr. Nelson.
E você?
Acho que vou dormir.
Quem quiser fazer uma pausa, agora é a melhor altura.
- Ele não vai revelar nada. - Podemos apertar mais com ele.
Não, é possível que ele queira mesmo desertar.
E acho que a pressão não funcionará.
É melhor ir buscar algo para comer. Vai ser uma longa noite.
Jameson, verifique a cave!
Cubram o terceiro andar!
Vimos duas pessoas lá fora, antes da explosão.
- Nós guardamos a entrada. - Ótimo.
- O que foi? - Ainda não sabemos.
- Vigie o telhado. - Certo.
- O que fazem aqui? - O seu homem lá fora enviou-nos.
Não temos homens lá fora! Vigiem estas salas.
- Ninguém sobe ou desce sem eu dizer. - Sim, senhor!
Quem é você?
- Um hóspede. - Muito engraçado.
Cuidado!
- Não há ninguém lá fora. - Nem lá em baixo.
Suba!
Quero reforços aqui.
E com apoios prontos. Quero o edifício e as ruas fechadas!
Não quero saber onde os encontram! Mas tragam-nos!
O meu colega levou um tiro. Chamei ajuda. Ele está mal.
O Varsi!
Ajude-me com ele.
O homem que estava naquela sala? Não vi ninguém.
- Nem vi quem atingiu o Callahan. - Ele não pode ter desaparecido.
- Vamos tirá-lo daqui. - Espere!
Onde é que foi atingido?
Certo, podem ir.
Ele está em choque. Leve-o para a ambulância.
Eu subo já.
Vigiem a base.
Não estava ninguém no telhado, nem no terceiro andar.
A cave está vazia. Ninguém saiu. Exceto o polícia que foi baleado.
A ambulância.
Coleman, para a ambulância!
Estamos a ser seguidos.
- Jim, ele está mesmo atrás de nós. - Certo.
O Coleman perdeu-os a oeste. Vamos começar a partir daí.
Se for preciso reviramos metade da cidade!
- Certo, vamos. - Não.
Têm toda a razão, cavalheiros.
Um prisioneiro exemplar sabe o seu lugar, continuem.
Sente-se.
- Não há perguntas? Nem curiosidades? - Você responderia?
Acho que vamos ter ambos de responder a perguntas.
Sou o Sr. Smith.
Controlo as operações da nossa organização norte-americana.
Código de grupo Aleph-Null-Aleph-lota.
Você é o Nicholas Varsi e responde ao coronel Kemmer.
Código de reconhecimento: "Ser ou não ser..."
- Essa é a resposta. - Não, senhor. Essa é a questão.
Está bem. E agora?
- Por que desertou? - O quê?
Fomos buscá-lo a uma sede do SSF,
a negociar com eles. Isso é deserção.
Isso é idiota! Eles prenderam-me!
Claro que disse isso. Precisava da ajuda deles
para acabar a missão.
- Tem provas disso? - Não tenho de lhe dar nada.
Só o coronel Kemmer me dá ordens.
- Que ordens? - A missão é minha. Eu controlo-a.
Vocês estão aqui para me ajudar, não para se meterem.
Nicholas Varsi, sou responsável pelas operações norte-americanas.
Entendo a prática de secretismo do coronel Kemmer.
Mas, neste caso, terá de cooperar connosco.
Não posso correr riscos. Tenho de assinar relatórios.
Um burocrata! Apenas um burocrata dos documentos!
Ora, Sr. Smith, sabe qual é a minha missão.
- No geral, sim. - Irei torná-la específica.
Eu trabalho sozinho. Ataco e fugo!
O seu trabalho é simples. Não se meta!
Não, não desta vez!
Ou avaliamos a sua missão em detalhe
ou só concluo que recusa supervisão porque é mesmo desertor.
Não lhe posso falar do meu plano
sem arriscar a minha vida na sua segurança!
E eu não tenho garantias.
Prova a sua lealdade ou acabo com a sua missão.
Como?
Detê-lo-ei aqui até estar pronto para cooperar.
Claro que se descobrir que é mesmo um desertor...
Então?
Já lhe disse que sou leal!
Passei-me por desertor para efetuar a minha missão!
Prove-o!
- E se isto for um truque? - Não seja paranoico, Varsi
Tenho de pensar.
Claro. Sou um homem paciente.
Vamos.
Montámos uma rede de busca na cidade,
focando na área onde a ambulância foi vista.
Estamos a retirar homens do trânsito e temos cooperação da Policia.
Devem haver cerca de 100 agentes.
Ótimo. Agradecemos a ajuda, capitão Douglas.
Queremo-lo tanto como vocês, Sr. Nelson.
Nicholas Varsi.
Tem vantagem sobre mim.
Claro que não é segredo algum.
Serviços Secretos Federais.
Eles levaram-me quando invadiram o SSF para o irem buscar.
Então somos ambos prisioneiros.
Claro. E vê como os prisioneiros podem ter uma conversa amigável?
E trocar segredos e esse tipo de coisas.
Claro. A não ser que queira testar o microfone daqui.
Está bem. Somos profissionais e conhecemos as regras.
Não confio em si, nem você em mim, sim?
Parece-me razoável.
E nenhum de nós confia no Sr. Smith.
- Eu perguntei-lhe quem é você. - E eu disse-lhe sou agente do SSF!
E eu sou um assassino profissional do KGN.
Mas eles têm-no prisioneiro.
Pretende mesmo desertar, certo?
Claro. E é mesmo agente do SSF ou é do KGN?
Já lhe disse.
E, naturalmente, acredito em si.
Quando era pequeno, tinha uma fantasia por surpresas.
Sabe? As da feira.
Compra-se uma caixa e esperamos que haja um tesouro.
Nunca havia.
Estou convencida. Não confia em mim.
Falando como um desertor, só posso dizer que é linda.
Seria bom se estivéssemos sozinhos numa ilha deserta.
Não há ilhas desertas. Rebentaram todas a testar bombas.
E só temos uma adega,
muita desconfiança mútua e pouco tempo.
Isso é óbvio. Estamos a mais de metade da área.
E nada ainda!
Este é cá uma personagem!
Está a vender.
Assassino ou desertor, aquilo em que acreditarem.
Talvez, mas ele convenceu-me. Pode ser um desertor verdadeiro.
O que diz o polígrafo, Barney?
É inconclusivo.
Como podes ver, os gráficos estão no limite.
Ou é verdade ou é um conjunto de mentiras muito bom.
Continuamos a ter todas as questões e nenhuma resposta concreta.
E uma busca policial com que nos preocuparmos.
- Teremos de apostar em ti, Andrea - Estou pronta.
Decidimos acreditar na sua lealdade ao KGN, Sr. Varsi.
- Estou comovido. - Passou no teste do polígrafo.
No entanto, ela irá dar-nos a prova absoluta.
Após esta noite, não poderá desertar.
O SSF executá-lo-á assim que o vir.
Porque terá assassinado um dos seus agentes.
Mate-a.
Força.
Sinto muito.
- Pólvora seca, claro. - Era um teste. Passou.
Queria ver se eu matava sob ordens?
Faça uma lista do que precisa.
- Vai deixar-me fazer a missão? - Sim.
Neste momento, revistámos 80% da área.
- Ainda falta muito mais? - Três horas, talvez mais.
Que tal um pouco menos?
Identificação, dinheiro. De certeza que não quer ajuda com a missão?
- Certeza absoluta. - Está bem. Está tudo, então.
Mais uma coisa. A rapariga, a agente do SSF.
Posso precisar de um refém, caso haja problemas.
- E se não houver? - Eu livro-me dela.
Faltam-nos quatro quarteirões. Armazéns na sua maioria.
Algumas fábricas de artesanato e uma adega vazia.
Conduza. Quero vigiá-la.
- Boa sorte. - Sim, espero não precisar.
- O que te parece? - Ainda é difícil saber.
Se ele for um desertor, entregará a Andrea ao SSF como prova.
E se for do KGN, irá usá-la e matá-la, como prova.
Exato. Vamos andando.
- Está a ir para este, na comunidade. - Certo.
Se é mesmo um desertor, sei onde é o gabinete do SSF.
Muito obrigado. Eu encontro o meu caminho.
Vire à direita no semáforo.
REPARAÇÃO E ENTREGA DE APARELHOS ELETRÓNICOS
- Pararam. - Vamos ficar dentro do alcance.
Entre.
Sim, senhor. Totalmente nítido. Nicholas Varsi.
Isto deteta aparelhos eletrónicos. Deve apitar como uma marcha.
Ainda estão parados.
Limpo.
Acha mesmo que estou infiltrada pelo KGN?
Prefiro pedir desculpa do que morrer. Peço desculpa.
Estão parados há muito tempo. Ele deve ter encontrado a escuta.
Está bem.
- Pare na próxima bomba de gasolina. - O depósito está meio cheio.
Meio vazio. Não quero ter de parar no caminho.
- Encha. - Sim, senhor.
- Estão em South Maple. - Estamos a caminho.
Certo. 3,85, 95, quatro.
- Com mais um faz cinco. Obrigado. - Tudo bem.
Isso é um detetor de metais?
Não, é um detetor eletromagnético.
Uma vez vi um anúncio a um. Funcionam mesmo?
Apita mesmo!
Apita pois.
Tenham um bom dia. Obrigado.
Não sabia que estava aí!
Inteligente. Para quem trabalha?
A questão é: para quem trabalha o Sr. Smith?
SSF ou KGN?
Perdemo-los.
Esperemos que ele vá mesmo desertar.
Se não, cumpre a missão e depois mata a Andrea!
Instalaram-no bem.
Apenas o melhor. Alimento, roupa.
Armas.
- Quem é o seu alvo? - Alguém que não conheço.
Claro que a culpa irá para um fanático.
Um balde cheio de gasolina atirado para o fogo do ódio nacional.
Está a ficar tarde.
Tarde para quê?
Espero uma visita.
- Visita? Sim, o seu chefe. - Sim, vou encontrar-me com ele aqui.
- Não sei qual é o seu aspeto. - Não compreendo.
É o preço desta missão.
Insisti em escapar vivo.
E exigi que o Kemmer me levasse.
Sugiro que se mantenham em silêncio.
Ele pode insistir em matá-la.
É um homem cauteloso.
A Andrea tentará comunicar ao deixar um sinal,
usar um telefone, reativar a escuta, ou algo.
- Vai para sul, nós vamos para norte. - Certo, Jim.
É melhor contactarmos o Barney.
Sim?
É a Andrea...
Dois, dois...
... sete.
O que está a fazer?
Seja o que for, não é inteligente.
Eu avisei-a sobre o Kemmer.
- Está no 227, em North Fargo. - Certo, Jim. Estou a caminho.
Sr. Nelson!
Nem por isso. Coronel Oleg Kemmer.
Liderou o meu interrogatório.
Tinha de garantir que não era mesmo um desertor.
Claro. Vou dizer-lhe algo, coronel.
Estava errado.
Queria dar algo valioso aos americanos...
... você.
Claro que me lembrei disso quando quis encontrar-se comigo.
Foi por isso que troquei o gatilho da sua espingarda por um estragado.
- Quem é ela? - Não tenho a certeza.
Permita-me apresentar-lhe o coronel Oleg Kemmer.
Prenda-lhe os tornozelos e os pulsos.
Ele está magoado!
O Nicholas?
Ele é um homem resistente.
Ele tem de contar o que lhe aconteceu em Viena.
Certo, Nicholas?
Ele correu cinco quilómetros com uma bala num pulmão.
Um homem faz o que tem de fazer. Agora, prenda-o!
Ou eu rebento-lhe a rótula para não se mexer.
Não, espere! Eu faço-o!
Alterei o plano, Nicholas.
O assassino será estrangeiro, um fanático.
Um Nicholas Varsi.
Matará o seu alvo e a rapariga que levou como refém.
Depois eu entro e terei de matá-lo.
Sou capaz de receber uma medalha.
- Vai pelas traseiras. - Certo.
- Vai ficar bem. - Claro.
Pelo menos, sabemos que é sincero.
Isso responde a uma questão. Sabemos quem eu sou.
Quem é você?
Isso terá de ficar no ar.
Adaptação e Legendagem PEDRO M. SERRALHEIRO RTP - Produção
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