All language subtitles for Mission- Impossible S07 E14 Incarnate

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Original subtitles

MISSÃO

MISSÃO IMPOSSÍVEL

LINGOTES DE OURO

- Muito bem. Que arrumadinho, Robert. - Mãe.

Isso é o carregamento de ouro.

Demorei três meses a preparar o golpe.

Quatro dos nossos para assaltar aquele banco.

E tu roubaste-o. A mim!

Eu explico...

Foste tu que me traíste perante o governo.

Entregaste-me por evasão fiscal.

Para poderes ficar livre com o meu milhão em ouro!

Quem te disse essa mentira?

Admito que tirei o ouro, mãe, mas só isso. Juro...

Para.

Tenho uma cópia do teu testemunho.

Assinado e testemunhado.

Sempre me deste má sorte, Robert.

Desde que nasceste,

as estrelas disseram-me que só me darias problemas.

Acho que as estrelas tinham razão.

Vou levar o ouro. É meu!

- Seja como for? - Mesmo que tenha de te matar!

Robert!

- Matarias a tua própria mãe? - Sim!

Robert, Robert!

ARGUMENTO

PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO

Bom dia, Sr. Phelps.

Hannah O'Connel é a implacável líder de um grupo criminoso

que roubou mais de um milhão de dólares em lingotes de ouro.

Os seus tenentes têm sido os seus dois filhos: Thomas e Robert.

Recentemente, Robert tornou-se testemunha do governo,

permitindo às autoridades acusarem Hannah O'Connel de evasão fiscal.

No entanto, ela escapou com Thomas e presume-se que Robert está morto.

As agências da lei localizaram Hannah e Thomas O'Connell

a caminho de Jamada, uma ilha das Caraíbas

e uma nação com que não temos tratado de extradição.

Não podemos raptá-la em solo estrangeiro, obviamente.

A sua missão, caso decida aceitá-la,

será levar Hannah O'Connel a regressar aos EUA de livre vontade,

para poder ser capturada e para se recuperar o ouro.

Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos. Boa sorte, Jim.

O vudu não é uma piada.

É uma religião primitiva na área das Caraíbas e é a base do nosso plano.

Barney.

A Casey fez uma máscara e gravou vozes do Robert O'Connel.

Nós trataremos esta imagem filmada com técnicas holográficas

e a sua voz com distorção.

Olá, mãe. Estás contente por me veres?

Juntamos estes comprimidos que produzirão um estado de semissono

e teremos a Hannah O'Connel num pesadelo.

Certo. E os preparativos na ilha de Jamada?

A minha loja está pronta.

A Hannah e o Thomas O'Connel estão a caminho vindos da América Latina.

Preparámos a casa que alugaram.

Que inclui um painel secreto preparado no quarto da Hannah.

E temos uma copia exata do anel do Robert O'Connel,

feito a partir de fotos.

Ótimo.

Os O'Connel trarão uma grande quantia de dinheiro consigo.

Apenas a Hannah e o Thomas saberão onde está escondida.

Faremos com que ele a roube e traia a sua mãe.

Será preciso muita pressão para a quebrar, Jim. Ela é dura.

Sim, mas a Hannah O'Connel tem uma fraqueza, Casey.

É supersticiosa. Acredita no oculto.

Vamos usar o vudu para explorar essa fraqueza.

Sra. O'Connel, Sr. O'Connel, bem-vindos.

Sou Samantha Johns, a vossa governanta.

Por favor, entrem.

Olá.

Chame alguém para ajudar os meus homens com a bagagem.

Sinto muito, Sra. O'Connel, mas os criados partiram a noite passada.

O quê? Porquê?

As pessoas daqui são muito supersticiosas.

Muitas delas ainda têm velhas crenças, como a prática do vudu.

Na noite passada, os tambores soaram e eles partiram.

Vudu! Superstição barata.

O Thomas! O vudu existe.

Há provas suficientes de que o sobrenatural é muito real.

Sim.

Por acaso, diz-se que esta casa foi usada para certos rituais.

Há cerca de 80 anos, um grupo de soldados ficou aqui durante a noite.

Vieram à tarde e desapareceram nessa noite.

Os criados, claro, lembram-se da história e isso assustou-os.

Então contrate novos.

Podemos tentar, Sr, O'Connel. Amanhã.

Mas para hoje, fiz o jantar.

Bem, isso é algo.

Rapazes, levem as malas para cima.

- Mostre-lhes onde podem colocá-las. - Sim, senhora.

- Música de fundo de mortos ingratos. - Não troces do que não entendes.

Ora, mãe! É superstição.

Está aqui alguém para a ver, Sra. O'Connel. Chama-se Keach.

Olá.

- Quem é você? - Sam Keach. Aluguer de aviões.

Tenho o meu próprio DC-3.

Trato de tudo, de qualquer lado, para qualquer lado.

- Não vamos a lado nenhum. - Sim, eu sei.

- Que sabe? - Importa-se?

Ouça, faço muitos biscates para pessoas estranhas, percebe?

Como, por exemplo, o Sr. Benjamin Dane, muito grande na organização.

Aposto que o conhece.

Soube-se que teve de deixar os Estados Unidos,

que não pode voltar e que tem algum dinheiro. Eu tenho um negócio.

Não comigo.

Ouça, Hannah. Não fale mal até ouvir.

- Pode chamar-me Sra. O'Connel. - Sim, pronto, está bem.

Qual é o negócio?

O negócio é um pacote de dez quilos de haxixe pura de primeira classe.

Vem da Ásia através das Filipinas.

Posso recolhê-la e posso entrar nos Estados Unidos.

- Como? - Voo abaixo do radar.

Faço a minha entrega. Aterro onde quiser

e volto a sair sem problemas.

Posso levá-la a casa do Benjamin Dane para almoçar.

Aterramos no seu relvado e voltamos antes do jantar.

Não tenho fome.

Ouça, 15 mil por quilo. São apenas 150 mil dólares.

Nos EUA, vale facilmente um milhão. Um milhão!

Pronto, está bem.

Não lhe preste atenção.

Aos tambores de vudu?

Não há vudu por aqui. Isso é magia negra. Tentam acabar com ela.

Não, deve ser alguém a festejar nas colinas.

Está a ver?

Não acredita no vudu?

Não gosto de pensar nisso.

Ouça, está aqui o meu número de telefone.

Pode ligar-me quando quiser. Pense nisso está bem?

Pense no negócio e lembre-se que garanto entrega nos EUA.

Vemo-nos por aí.

Dêem-me alguns minutos.

Entre.

Espero que isto a satisfaça, minha senhora.

- Nada mau. - Obrigada, senhora.

- Samantha? - Sim, senhora?

- O jantar também estava razoável. - Obrigada.

- É tudo. - Durma bem, Sra. O'Connel.

Mãe.

Mãe.

Robert.

- Mãe. - Não!

Não!

O que foi?

Nada. A caneca caiu, apenas isso.

E para a próxima, bate à porta!

Desculpa, mãe.

É colorido.

Costumava ser um mercado de escravos.

Agora é para os turistas.

Mas toda a gente vem até cá.

- Posso perguntar por criados aqui. - Não me importo de pagar.

Não é o dinheiro, é o medo. Têm medo da casa.

Mas podemos tentar. Há um homem que talvez nos possa ajudar.

Por que não vão andando? Acho que vou dar uma vista de olhos.

Bem-vinda, menina Johns. Senhora.

Esta é a Sra. Hannah O'Connel.

O Sr. Benson tem influência por aqui e talvez nos possa ajudar.

O'Connel. Fala-se muito sobre a nova família na casa.

Então talvez tenha ouvido que os criados se foram embora.

Sim. Tinham medo.

Sim. Pensámos que talvez pudesse ajudar-nos a convencê-los a voltar.

Lamento. Eles ouviram os tambores. Não voltarão.

- Ouça, eu pago! - Não a posso ajudar.

Acho que não adianta. Eu pergunto por si, Sra. O'Connel.

- Posso dar uma vista de olhos? - Como queira.

Perdão, senhora.

Este anel, onde o arranjou?

Isso? Comprei alguns artigos a um marujo de um cargueiro.

Há pouco tempo.

Isto não é raro. Alguém me ajude!

O que foi?

Tive um pressentimento a partir disso, a partir de si.

Um pressentimento associado ao mal e à morte.

- Não o quer, não. - Claro que quero.

- O que quer dizer? - Pressinto morte na água.

O que quer dizer?

Lamento, Se quer esse anel, pode ficar com ele. Não desejo tê-lo.

Parece o anel do Robert. Só isso!

Tem de ser o anel do Robert! Não pode haver dois assim.

Mãe, o corpo do Robert foi lançado ao oceano. Desapareceu.

Alguém fez o mesmo desenho. É apenas uma coincidência.

São demasiadas coincidências.

O que é? Um espírito maligno?

Mãe, por vezes, penso que estás a ficar louca.

Dall, Kelso!

Dall, quero-te de guarda aqui fora, esta noite.

Kelso, vais estar de vigia lá em cima, à porta do meu quarto.

- A vigiar o quê, Sra. O'Connel? - Tudo o que se mexer.

Passa-se algo muito estranho.

- E eu? - Quero que durmas esta noite.

Está tudo pronto.

A Sra. O'Connel disse que devia beber café.

Claro.

Está mesmo bom.

Também me dava jeito ter alguma companhia.

Ela não disse nada sobre companhia.

Pois.

Não lhe vamos contar.

Willy.

Mãe.

Mãe...

Mãe...

Mãe...

Mãe...

Mãe...

- Dall, viste o Kelso? - Hoje, ainda não, Sra. O'Connel.

- O que foi, mãe? - Ele desapareceu.

Não estava de vigia e não está lá em baixo.

Eu estive lá fora toda a noite e não o vi.

Se não está lá dentro, tem de estar lá fora. Vamos encontrá-lo.

Encontrei-o, Sra. O'Connell! Thomas!

Ali.

Tirem-no dali!

Espera, Thomas. Eu pego no outro braço.

Continuo sem saber como alguém se afoga em tão pouca água, Dr. Symonds.

Pode ter tido um ataque cardíaco ou algo semelhante, Sra. O'Connel.

Claro que a autópsia explicará o que aconteceu.

- Quero saber! - E saberá, Sra. O'Connel.

Vou-me embora.

Obrigada por ter vindo, Dr. Symonds.

Quando a Samantha liga, eu venho a correr.

Bom dia.

- O que se passa entre ti e o doutor? - Nada.

Da forma como ele olhou para ti?

Ele tem uma comichão. Mas eu não escolho coçá-la.

Está a fugir à pergunta, maldição! Quero uma resposta!

Como soube?

Tive um pressentimento.

Quanto vale o seu pressentimento? Cem?

Duzentos?

Muito bem. Foi quando toquei na sua mão...

- O que foi? O que sente? - Não! Leve o seu dinheiro.

Por favor.

Algo a odeia. Algo morto.

É algo dentro de si.

A viver dentro de si, algo maligno e acorrentado dentro de si.

Consegue senti-lo?

O que pretende de mim?

Morte. Morte três vezes.

Morte por água, morte por ar e morte por fogo.

Não acredito em si. É um golpe.

Uma história para fazer dinheiro rápido!

Sra. O'Connel.

Não quero o seu dinheiro. E não quero voltar a vê-la.

Há uma coisa maligna dentro de si.

Talvez possa ser retirada. Talvez não.

Tenho pena de si.

Podemos livrar-nos dela? Exorcizá-la?

- Não sou padre. - Mas conhece uma forma?

Há uma cerimónia. Um ritual vudu.

Não sei se irá funcionar. Teriam de fazer-se preparativos...

- O dinheiro não é importante. - Aposto que não.

- Olá. Tem novidades sobre o Kelso? - Ainda não iniciámos a autópsia.

Despacha-te. A Hannah saiu agora da loja do Barney.

A tua mãe voltará a qualquer momento.

Não queres zangá-la, pois não?

Estou aqui apenas por favor a ela.

Assim que me fartar, posso ir para casa, para os EUA.

Gostavas de voltar comigo?

Não tens dinheiro para mim, caso cortem a tua mesada.

Posso obter mais dinheiro do que alguma vez viste.

Estava apenas a brincar. Sabes que o dinheiro não me empolga.

Samantha.

Tenho de falar já contigo. A sós.

Estou ocupada agora e não estou sozinha.

Por que não desaparece, doutor?

- Olá, Dr.Symonds. - Sra. O'Connel.

Vamos fazer a autópsia amanhã. Achei que quereria saber.

Obrigada, doutor.

Acho que vou andando.

Thomas, encontra o Dall. Preciso dele para esta noite.

- Para quê, mãe? - Eu digo isso ao Dall.

- Samantha. - Sim, senhora?

Não quero saber o que faz o Thomas para relaxar,

desde que não se torne importante para ele.

- Fiz-me entender? - Totalmente.

Ótimo. Estarei no meu quarto. Traz-me um cocktail de rum.

Sim, senhora.

Sim, Sra. O'Connel. Ainda é possível conseguir isso.

Mas é difícil.

Se está a dizer que custará dinheiro, tudo bem!

Muito bem.

Irei a sua casa e levo-a ao local onde se realiza a cerimónia vudu.

Quando?

De certeza que quer isto?

O meu homem, o Dall, morreu. Enforcado, estrangulado...

Morto por falta de ar, como você viu! Sim, tenho a certeza. Quando?

Esta noite.

- Sra. O'Connel, está na altura. - Estou pronta.

- Quem é ele? - É o bruxo!

- Mãe, o que estás a fazer? - Cala-te. Fica aqui.

Não devias aturar isto, Tom. Mesmo vindo dela.

- Ela está a ficar doida. - Tom.

Nem sequer olhas para mim, mas com ele... Sua maldita...

Saia daqui!

Calado!

- Vou matar-te! - Matt!

Matt! Matt!

Matt, para!

Tom! Tom, toma!

- Tom, ele está morto! - A Polícia!

Tom, vou dizer-lhes que foi autodefesa.

Com o meu cadastro? Tenho de sair desta ilha.

Mas como? Só há dois voos por semana.

A não ser que alugues um avião, mas para isso é preciso dinheiro.

Eu tenho dinheiro.

Pusemos isto aqui na primeira noite, eu e a mãe.

Ela trouxe uma data de dinheiro.

É uma fortuna. Podemos ir a qualquer lado!

- Mas nós não vamos a lado algum. - Tom...

Lamento.

Papa Lepa!

Abre-nos um caminho para nós passarmos!

Papa Lepa!

Abre-nos um caminho para nós passarmos!

Há mal nesta mulher.

Algo morto que procura morte!

Willy!

Casey! Casey!

- Eu estou bem. - O que aconteceu?

O O'Connel fugiu com o dinheiro.

É melhor ires à loja do Barney,

caso ele apareça lá à procura da Hannah.

Certo.

Consegues levantar-te?

Água, ar, fogo, terra!

Olá, mãe. Estás contente por me veres?

Água, ar, fogo, terra!

O ouro, mãe!

A minha alma está pesada com o ouro,

o ouro escondido.

Diz-me onde está, mãe! Liberta-me, diz-me!

Não!

Onde está? Onde o escondeste? Onde?

Não!

- Onde? Não!

Não!

Jim? Ele ainda não apareceu.

- Está bem? - Não tenho a certeza.

E não apostaria nisso. Onde está o Thomas?

Foi-se embora. Voltou para os Estados Unidos.

Pediu-me para lhe dizer que estava farto da ilha e de si.

- Lamento. - Ele vai lamentar mais ainda.

- Espere por mim. - Fica aí! Aproveita a paisagem!

Quem é você? Quem o contratou?

- Você, Sra. O'Connel. - Pare com isso!

Vi o meu homem, o Kelso, a ressuscitar. E não foi um milagre.

Fui assombrada e na noite passada enganaram-me bem.

Até incluíram um fantasma que queria saber onde escondi o ouro.

Tem três segundos para me dar nomes.

Um...

Dois...

Tom!

- Quem? - O seu filho. Ele programou tudo!

O Dall, o Kelso... Ele mexeu no seu quarto.

O Thomas?

Ele planeou roubar o dinheiro que trouxe e ir para os Estados Unidos,

no voo da manhã, daqui a algumas horas.

Sra. O'Connel...

Na noite passada, revelou-lhe tudo.

Disse-lhe onde estava e ele foi atrás disso.

- Eu disse-lhe a verdade! - E fico-lhe grata.

- Sim? - Keach? É a Hannah O'Connel.

Quero-o aqui de imediato.

Estou a caminho, Sra. O'Connel.

- Ela mordeu. - O Tom O'Connel ainda está livre.

- Tu e o Willy vigiam o aeroporto. - Certo.

Vim o mais depressa que consegui, Sra. O'Connel.

- Quero alugar o seu avião, Keach. - Ai sim?

Disse que podia entrar nos EUA,

pousar e voltar no mesmo dia, sem vestígios.

- Posso, se tiver de ser. - Tem de ser para mim.

- Diga o seu preço, Keach. - Assim mesmo?

Quero 25%.

- De quê? - Daquilo que procura, Sra. O'Connel.

Se é assim tão valioso para si, estou disposto a arriscar.

Não o sabe, mas acabou de ganhar muito dinheiro. Combinado.

O avião está abastecido e pronto. Podemos estar no ar daqui a uma hora.

- Está aqui? - Sim.

Eu ajudo.

Tem 40 mil dólares nas mãos, Keach.

Mas esses 40 mil dólares são meus!

Não confia em ninguém.

Gosto disso. Você é bom.

Mas não pode tratar do negócio sozinho.

Precisa de ajuda para vender o ouro.

Eu tenho ajuda, Sra. O'Connel.

Adaptação e Legendagem FREDERICO QUINTELA RTP - Produção

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