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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Olá.
O cavalheiro grisalho diz chamar-se Fletcher.
O seu amigo diz chamar-se Harding.
- O Fletcher é o nosso homem. - Certo.
O Norton serve muito forte, mas não tem backhand. Por isso, vamos...
Jim, estamos de férias.
Por que não jogamos ténis amigável, apanhamos sol e relaxamos?
Sr. Douglas Harding chamado à receção. Sr. Douglas Harding.
Seja quem for ela, diz-lhe para esperar. Temos jogo em cinco minutos.
Viva a equipa!
- Olá. - Olá.
- Vão jogar no torneio? - Não, estou cá só como convidado.
Junte-se a nós. Temos um campo daqui a minutos.
Muito obrigado, mas já...
Telefonista, fala o Sr. Harding. Sabe quem me chamou?
Estou na receção e não encontro quem foi.
Fui eu que o chamei, Sr. Harding.
Esqueça, telefonista. Obrigado. Já o encontrei.
- Sabe quem sou? - Deveria saber?
Não vamos brincar.
Sou o Andrew Metzger e acho que sabe quem sou.
Sei quem é pela sua reputação.
E o Sr. Fletcher?
Vocês lideraram a equipa que atacou o casino Aquarius há um ano.
Levaram bastante dinheiro e alguns registos muito valiosos.
Sr. Metzger, temo que tenha cometido um erro.
Nós identificámo-lo.
A si e ao seu parceiro.
Temos o seu parceiro.
Quer voltar a ver o seu parceiro vivo?
Então vamos falar.
Muito bem, estou a ouvir.
Temos câmaras de segurança automáticas no casino.
Passei três semanas a investigar as gravações
e a eliminar possibilidades até conseguir isto.
- Deu-se a muito trabalho. - Levaram muito dinheiro nosso.
Espalhei a palavra, demorei algum tempo,
mas encontrámos o seu amigo, há dois dias. Agora temo-lo.
- O que quer, o seu dinheiro? - Não. Algo mais importante.
Tenho tentado investigar-vos e não consegui nada.
Nada de registos ou vestígios. Vocês são bons.
Quero que façam um trabalho para mim.
O que sabe sobre o Mitch Connally?
Tem sido o seu parceiro, desde Chicago.
Quando se tornou o chefe da costa, deu-lhe um bom território.
Só continuei com o Mitch por causa de uma carta.
Uma carta minha que ele tem num cofre do banco.
Ele vai entregá-la às autoridades federais hoje, às três horas,
quando receber notícias de Washington de que aceitam negociar
Essa carta compra-lhe imunidade de acusação.
E dá-me a mim uma condenação por assassínio.
- Quer a carta de volta? - Até às 16h30 de hoje.
- Está louco. - Se assim é, perdeu o seu amigo.
- Ouça, posso acabar com o Connally. - Nem pensar.
Ele tem dois agentes federais a vigiarem-no constantemente.
A carta está no Banco Nacional Westland. Cofre 6901-A.
Aqui está o meu número.
Ligue-me quando a conseguir.
Trocarei essa carta pelo seu parceiro.
Metzger, se acontecer algo ao meu parceiro, mato-o.
Consiga essa carta e o seu parceiro ficará bem.
Este é o Mitch Connally.
O Willy e eu temos acesso à casa do Connally nas torres Hudson.
Ele estava no casino Aquarius quando o atacámos. Eu guardo isto.
Uma bela missão.
Quatro milhões em dinheiro ilegal,
os registos de pagamento das atividades políticas do Sindicato
e, por causa disso, o Jim está num beco sem saída.
Muito bem, vamos trabalhar. Casey, estás pronta?
Podes dar-me a caixa, por favor?
Cerca de cem mil dólares em joias.
E isto é um molde de secagem rápida para a impressão da chave do cofre.
E isto é para a chave do Connally.
Ótimo. Tens prática de carteirista?
- Quando a tiraste? - Quando te inclinaste sobre a caixa.
Muito bem.
Certo, eu controlo o elevador a partir daqui, na cave.
Temos de estar no cofre antes das três horas.
Precisamos desse tempo para copiar a carta.
A cópia para tramar o Metzger.
O original para salvar a vida do Jim.
Atenção aos pés. Vamos descer.
Tira a venda.
- Ata-o. - Aqui.
Senta-te.
Muito bem, coloca as mãos aqui.
Livra-te das coisas afiadas, está bem?
Magoa? Que pena.
O patrão construiu este bunker há alguns anos como precaução.
Que patrão? O que faço aqui? Não compreendo.
- Ainda não compreendeste, pois não? - Não.
O Proctor era o chefe da segurança no clube Aquarius antes de o atacarem.
Consequentemente, agora é só condutor. Ele não gosta nada de ti.
Sabes o que me fazia feliz? Se tentasses fugir daqui.
Aí poderia rebentar-te a cabeça.
As paredes são feitas de cimento reforçado com ferro desta espessura.
Não há janelas e a porta é de aço. E claro que o Proctor estará por perto.
Ele quer mesmo matar-te, por isso, não lhe dês essa oportunidade.
- Posso ajudá-la? - Claro que pode.
Sou a Sra. Wade Holbrook, de Fort Worth.
Acabámos de nos mudar. Preciso de um cofre para as minhas joias.
Claro, sra. Holbrook. Vou buscar os impressos.
- Pode dar-me um copo de água? - Claro!
Peço desculpa, querida. Tenho pequenos ataques de asma.
Ainda não me ambientei, mas eles desaparecem.
Vamos, Connally. Está a fazer-se tarde.
Só saio daqui quando receber a garantia de imunidade.
Onde está a chamada de Washington?
Não se preocupe. Ela virá. Onde está a chave do cofre?
Começo a pensar que não há carta. Apenas uma grande história.
Há uma carta e aperta com o Metzger.
E vocês podem ficar com ela quando me derem a minha garantia!
Departamento de Edifícios e Segurança. Inspeção do elevador.
Sabe para onde tem de ir?
Desculpe, cavalheiro. Posso ver a sua identificação?
Certo.
Aqui está o seu cofre, Sra. Holbrook.
A sua chave entra aqui e a chave mestra do banco entra no outro lado.
Abrimos a caixa juntas.
Está bem, Sra. Holbrook?
O comprimido. Demora um bocadinho a...
- Sinto muito. Pode ajudar-me? - Claro.
- Não sei da minha chave. Ali está. - Eu apanho-a.
- Peço desculpa, a sério, - Não há problema nenhum.
- Até que hora estão abertos? - Até às três horas.
Tenho uns documentos que quero trazer para ficarem aqui no cofre.
- Muito obrigada. - O prazer foi meu.
- Como está o prisioneiro? - Está bem, Sr. Metzger.
- Não pode fazer grande coisa. - Não sejas estúpido, Proctor.
O Fletcher é um perito de fechaduras.
Ele e a sua gente desfizeram o cofre do Aquarius com toda a facilidade.
Aposto que já começou a planear uma saída.
Eu vou ver como ele está.
Proctor, quero que ele perceba que não tem espaço de manobra.
- Mas quero-o vivo. - Não o irei matar.
Desaperte um pouco isto. Os meus pulsos estão a dar cabo de mim.
- Não tenho circulação. - Deve ser verdade.
Vá lá, ajude-me!
PAINEL DE CONTROLO DO ELEVADOR
De que estão à espera?
Washington tem outras dores de cabeça para se preocupar, Connally.
Você é mais um na lista.
Irá chegar. Por que não vamos buscar a carta agora,
para estarmos preparados para ir embora?
Nem pensar. Só quando receber a garantia de imunidade.
Certo, liga para Washington.
Aqui está a primeira chave.
Sim, ele concordou entregar a carta e irá testemunhar.
Mas só se lhe derem imunidade total de qualquer acusação criminal.
Acho que vale a pena arriscar. Certo, muito bem.
- Foi aceite. Pode ouvir. - Está garantido?
ALARME DE EMERGÊNCIA RECEÇÃO - CAVE
Certo, vamos.
Boa tarde. Sou do Departamento de Edifícios e Segurança.
Está na altura da inspeção do vosso elevador.
Inspeção do elevador? Mas já está alguém cá.
John, este homem diz que é o Inspector do elevador.
Claro que sou. Podem ligar para o escritório. O número é o 555...
Esqueça. Fique aqui.
- O que aconteceu? - Devemos ter perdido a energia.
Com licença.
Algo de errado se passa! Algo de errado se passa!
Calma. Estou certo que é apenas temporário.
- Afastem-se de mim! Preciso de ar! - Tenha calma.
Sou médico. Caso se acalme, tudo irá correr bem.
- Tenha calma. Calma - Larguem-me!
Afastem-se todos. Deixem-me tratar disto.
- Não, afaste-se! - Tenha calma.
Não conseguem pôr o elevador a andar? Façam alguma coisa!
Não há nada que possamos fazer, senhora.
Por favor, dêem-nos espaço.
Ela vai ficar bem. É só uma reação temporária. Não é incomum.
- Como se sente, senhora? - Afastem-se de mim!
Abram as portas!
Não pode fazer nada para a acalmar?
Abram!
- Deixe-me dar-lhe um sedativo. - Não, não me pode drogar!
Tenha calma. Vai ficar tudo bem. Permaneça calma.
Não se mexa.
Qual é o problema? Tenho trabalho a fazer.
Não sei quem é,
mas não é Inspector e não vai tocar em nada, Vire-se!
Sinto muito. Eu fico bem.
Acho que ela vai ficar bem.
Desvie-se!
Já estamos a andar. Acho que ela vai ficar bem.
Sinto muito. Os espaços fechados afetam-me.
Podes ir.
Achei que podias ter sede.
Estou bem.
Isso não é nada agradável. De certeza que não queres beber?
Não.
O Sr. Metzger insiste.
Ele quer manter-te saudável, Fletcher. E eu também insisto.
Não quero água.
Quando o Sr. Metzger diz para beberes, tu bebes.
Vamos, faz qualquer coisa!
Não, obrigado.
Não me agradeças.
O prazer é meu.
- Um acidente? - Talvez.
Não sei. Não gosto da forma como as coisas se estão a passar.
Primeiro, o elevador, agora o nosso pneu. Chama um táxi.
Tu ficas aqui a tratar disto e vais ter connosco à sede. Está bem?
Venha connosco.
O Banco Nacional Westland na Melrose, depressa.
Estamos a caminho.
Cheguei mesmo a tempo. Vou ficar contente por guardar isto.
Claro, Sra. Holbrook.
Venha por aqui.
Perdão, cavalheiros. Estou a apanhar todos os semáforos da cidade.
Vamos avançar em breve.
Água!
Agradeço-lhe, mas acho que é melhor voltar amanhã.
Eu compreendo.
Ela está a caminho. Está na mala dela.
Certo.
- Vamos, Connally. - Está a ficar ansioso, não está?
Acha que não a tenho?
Espera aí. Espera aí!
Desapareceu!
Connally, não havia carta e não vai haver imunidade.
Mitchell Connally, está preso por suspeita de extorsão e narcotráfico.
Tudo o que disser será usado contra si.
Não, alguém a roubou! Estava aqui!
Metzger, fala o Harding. Tenho a carta.
Traga-a aqui imediatamente. 1208, Riata Drive.
Estarei aí daqui a pouco.
- Ele espera que lhe leve a carta. - Não foi o Metzger que a roubou.
Quem o tiver feito, irá contactar o Metzger para receber.
Isso pode demorar, Willy. Talvez cheguemos ao Metzger primeiro.
- Com o quê? - A carta do Connally.
Vamos falsificá-la.
É esta. O tamanho e a cor estão certos, mas estava desbotada.
Não há problema, Casey. Podemos envelhecê-la. Continua.
Não tinha remetente.
Era para o Mitchell Connally, numa caixa postal de Chicago.
Estava escrito em letra de imprensa.
- Letra de imprensa. Certo? - Certo.
- Selo de Chicago? - Exato.
Muito bem. Quantos números tinha a caixa postal?
Três. Não, quatro!
Caixa postal 2000. Anexo terminal, Chicago.
Ótimo. E o resto do carimbo?
Estava esbatido. Não me consigo lembrar!
Certo, Casey. Relaxa.
- E o envelope estava selado. - Exato, com lacre.
- De que cor? - Castanho avermelhado.
Mais para o castanho.
Também devia estar envelhecido.
Que tal estes?
Este é quase igual.
O selo.
Era um retrato de George Washington.
Estava virado para a esquerda do envelope.
Era azulado. Não me lembro do valor.
Azul acinzentado, cinco cêntimos, lançado no fim do Outono de 1962.
É isso.
Certo, Casey. De que data era o carimbo?
Era de Chicago, mas não me lembro!
São 16h30, Sr. Metzger.
Eu sei que horas são! Para de fazer amor com essa arma!
Ele está a caminho.
Já passa das 16h30. O Jim pode já estar morto!
Não, o Metzger não é estúpido.
Não vai matar o seu refém antes de conseguir a carta.
E nós vamos entregá-la.
Casey, senta-te.
Fecha os olhos.
Pensa.
Abriste o cofre do Connally. Tu viste a carta.
Tiraste-a e olhaste para ela.
Havia um nome, uma morada e uma data no envelope.
Setembro...
Era um algarismo.
Nove. Nove de setembro.
E o ano... A soma dos algarismos finais dava nove!
Era um seis e um três. 1963!
Boa! É isso!
Muito bem, vou buscar a carrinha.
Não queremos manter o Sr. Metzger à espera.
Lindo.
Sabes quanto isto vale? Um ou dois milhões. Escolhe.
Hawks, se não entregarmos a carta, o Metzger vai mandar matar-nos.
Não sejas idiota! Com esta carta, sou dono do Metzger. Vamos!
- Tem a carta? - Sim, tenho.
Está endereçada para Mitchell Connally.
Caixa.postal 2000, anexo terminal, Chicago.
O carimbo é de 9 de setembro de 1963.
- Isso lembra-lhe algo? - Bastante. Proctor!
Acha que sou estúpido?
Isso é apenas o envelope. A carta está num local seguro.
- O que quer? - Saber se o nosso parceiro está bem.
E depois faço um telefonema e a sua carta será entregue.
Está bem.
Ele está ali em baixo. É um bunker. Ajude-me.
Estava a vossa espera.
Achámos que precisavas de descansar.
- Obrigado. Sim, ótimo. - Estás bem?
Alto! Ele está bem, já viram. Agora vamos buscar a carta.
- Por acaso, eu tenho-a. - Hawks!
Eu tenho a carta.
Alto, Proctor! Calma.
E planeio ficar com ela, mas não se preocupe.
Vai ficar bem. Quero-o saudável.
É a minha apólice de seguro.
E nós? Saímos daqui e esquecemos tudo?
Não posso deixar ninguém sair daqui que saiba sobre a carta.
A lei, a pressão, esse tipo de coisas.
Não, não pode...
Alto, loirinha. Já a vi a funcionar. Não há mais oportunidades.
Hawks, e eu? Estou consigo.
- Tens sorte. Querias vê-lo morto. - Certo.
Vais vê-lo morto. Ele vai primeiro e depois és tu.
Não!
- Avisaste a polícia? - Chegam em dez minutos.
Só um momento!
- Diga qual é o seu preço. - Acabou de o pagar.
- Que horas são, Barney? - São 16h47. Porquê, Jim?
Temos um campo de ténis marcado para as 17h30. Ainda podemos ir.
Adaptação e Legendagem FREDERICO QUINTELA RTP - Produção
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