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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
ESTÚDIOS PANTHEON
Deve estar louco, Brent!
- Sou diretor de produção do estúdio! - Lamento, Sr. Packard.
Trouxe-nos um processo. Fez acusações de pressão ilegal.
Criou problemas.
Este é o meu estúdio! Criei a Pantheon Pictures!
Sim, e isso foi antes de vir ter com a nossa organização
para pedir ajuda com as suas finanças.
Emprestaram-me dinheiro! Não têm o direito de me expulsar.
Claro que temos. Agora não passa de um acionista minoritário chato.
O Sr. Shields não gosta disso.
Só um momento. Um momento.
Diga ao Sr. Shields que desisto do processo.
Ele controla o estúdio. Não me oponho.
É tudo o que queremos.
Espere, Brent.
Não, Brent, não!
Não, não!
Brent! Não! Brent, não!
Estou?
Sim, John. Tenho esperado a sua chamada.
O Henry Packard cometeu suicídio há 20 minutos. Saltou.
Trágico. Ele assinou o acordo?
- Sim, senhor. - Ótimo. Vemo-nos de manhã.
Sim?
Benjamin, tenho notícias para si.
O Packard suicidou-se esta noite.
Pobre homem. Garanta que há flores. Muitas flores.
Em relação ao estúdio, lembra-se da questão que discutimos?
Trouxe o meu irmão, o Theo, de Itália.
Esteve lá algum tempo a fazer filmes. Conhece o negócio.
Ele tomará conta da Pantheon.
Assim mesmo?
Alguém tem de zelar por mim. Não quero mais erros.
Gosto de manter os negócios na família, Norman.
Ele ficará bem consigo a aconselhá-lo.
Ele ouvirá os conselhos, Benjamin?
Ouvirá. Vamos dar isto como resolvido.
- Assim mesmo? - Assim mesmo. Sou eu a jogar.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Bom dia, Sr. Phelps.
Norman Shields controla uma grande operação criminosa
que se tem infiltrado na indústria do entretenimento.
Shields tem usado fundos ilegais,
fornecidos pelo chefe da máfia, Benjamin Dane.
Dane emprestou recentemente 10 milhões a Shields
para o controlo dos Estúdios Pantheon.
Theodore Dane, o irmão de Benjamin,
irá voar para Los Angeles nos próximos dias
para liderar as operações na Pantheon.
A sua missão, caso decida aceitá-la,
será localizar e apreender os registos financeiros
detidos por Norman Shields.
Os registos mostram como o dinheiro ilegal entra nesta indústria.
Com esta informação, toda a máfia pode ser esmagada.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos. Boa sorte, Jim.
É o resumo do filme que vamos fazer. "Retrato de um Homicídio".
Temos detalhes que apenas a Polícia e o próprio Shields conhecem.
Toda a papelada e contratos
foram colocados nos ficheiros dos estúdios Pantheon.
Ótimo.
A Casey arranjou-te um passado como Anthony Saunders,
produtor e realizador na Europa.
Mimi.
Recebi a minha identificação como Karen Vance,
atriz desconhecida, que vai ser a estrela do filme.
A minha descoberta.
Temos de ter atenção a este homem, Heath, o responsável pela segurança.
É pago pelo Brent e é perigoso.
Está tudo tratado com a escola de karaté.
E o Theo Dane?
Ele vive há dois anos em Itália, mas ele e o Shields nunca se viram.
Isto é uma cópia exata da arma do Shields,
com um ativador modificado.
Excelente.
- E as linhas telefónicas privadas? - Temos forma de as intercetar.
Muito bem.
Queremos a lista de empresas em que o Shields entrou pela máfia.
Só o Benjamin Dane pode conseguir essa lista.
Jim, o Benjamin Dane nunca esteve a oeste de Chicago.
Não gosta de deixar o seu território.
Creio que fará uma exceção neste caso para ir ao funeral do próprio irmão.
Calma, posso tratar da operação. Não haverá problemas.
Claro, Theo. Mas ouve o Norman Shields.
Ele é um pouco sensível, mas é um bom homem.
Boa viagem e tem cuidado, ouviste?
- Irmão mais velho. - Exato.
Presta atenção. Boa sorte.
Moore, o meu irmão não o conhece e não quero que o conheça.
Fique perto dele.
Ele gosta de se divertir e mete-se em apuros.
Vigie-o e certifique-se de que ele está bem.
Não se preocupe, Sr. Dane. Trato de qualquer problema.
O capitão desligou o sinal do cinto de segurança.
Podem circular.
Olá.
- Importa-se que faça três perguntas? - Depende das perguntas.
Primeiro, como se chama?
Karen Vance.
Segundo, está ligada à Pantheon Pictures?
- Estou num filme lá. Sou atriz. - E É uma rapariga linda.
Terceiro...
... sabia que estamos intimamente envolvidos?
- Deseja beber algo? - Não, obrigado.
Está bem.
- Aqui tem a sua bebida, senhor. - Obrigado.
Preparei um relatório sobre as atuais produções para o Sr. Dane
e não encontro guiões do seu filme "Retrato de um Homicídio".
Isso é porque não há nenhum, ainda.
Prefiro escrever conforme vou filmando.
É uma história bastante simples.
Um relato de um homicídio bastante brutal em Chicago.
Acho isso fascinante. O Sr. Packard achou o mesmo.
Sim, mas preciso de mais informação. sobre o projeto.
Contratei uma bela e jovem atriz para o papel principal, Karen Vance.
- Sr. Saunders... - Sr. Brent.
Certamente sabe que o contrato me dá controlo completo do projeto.
Eu sei, mas preciso de mais detalhes sobre o seu filme.
Muito bem.
Aqui está uma cópia da história.
Irá dar-lhe uma noção básica.
Além disso, terá de confiar em mim, não é?
Não tem escolha.
O meu contrato, lembra-se?
E insisto num estúdio de filmagens fechado.
Nada de visitas. É uma regra absoluta.
Estou certo de que o Sr. Dane irá compreender.
O capitão ligou a luz do cinto de segurança.
Voltem aos vossos lugares e coloquem o de segurança.
Chegaremos ao aeroporto internacional de Los Angeles em 15 minutos.
- Onde ficará em L.A., Theo? - Não sei.
Pedi ao estúdio para me arranjar uma casa
desde que tenha piscina.
- Quer molhar-se comigo? - Como posso dizer que não ao patrão?
Os passageiros do Voo 17, de Nova Iorque,
entrarão pela porta 35.
Os passageiros a chegar do voo número 11
podem levantar a sua bagagem.
O transporte da baixa de Los Angeles, Statler e Hilton Hotel
vai entrar na TWA na área de levantamento de bagagem.
- Lamento. Sou sempre a última. - Eles esperam por nós.
Desculpe.
Viu-a? viu a minha nova estrela?
- Não, ainda não. Ouça, Sanders... - Tony, por favor.
Tony, li a história e vamos ter de falar sobre isso.
Ali está ela! Com licença. Olá, Karen.
Tony, querido.
Estás maravilhosa! És mesmo uma estrela.
Obrigada.
- Anda conhecer a imprensa. - Tu és demais.
Chamada para o voo 666 da Continental Airlines,
para Chicago. Dirijam-se à porta de embarque.
Aqui está ela, cavalheiros, a minha estrela.
Falemos sobre o "Retrato de um Homicídio".
Vamos falar todos.
Este é o Theodore Dane, o novo chefe de produção da Pantheon.
Sr. Dane? Sou o John Brent do estúdio.
Quais são os detalhes sobre os seus planos?
E sobre o filme?
Não, cavalheiros, lamento, é tudo.
Liguem para o meu gabinete para marcar entrevistas.
- Tenho um carro para si, Sr. Dane. - Ótimo.
Eu dou-te boleia, Karen. Temos de falar.
Chame o Sr. Theodore Dane, por favor. É importante.
- Vemo-nos amanhã, Theo? - Claro que sim.
- Vemo-nos mais tarde, Brent. - Sr. Dane.
Temos de falar. O Sr. Shields quer vê-lo.
Ele que vá ao meu gabinete no estúdio às três.
Sr. Theodore Dane, por favor, dirija-se ao telefone.
Fala o Theo Dane.
Fala o Theo Dane.
A interceção do telefone está feita.
Ótimo. Não temos muito tempo.
A cassete está pronta.
Juntámos parte do testemunho do Benjamin Dane perante o comité.
Isso é suficiente?
Já te ouvi a fazer imitações com menos.
Vamos tentar, está bem?
Benjamin Dane, 1214, Roxbury Circle.
Lamento. Recuso responder a essa questão,
pois pode incriminar-me ou denegrir-me.
Americano normal. Nascido e criado na costa este, talvez Filadélfia.
Benjamin Dane, 1214, Roxbury Circle.
Acho que já está.
Benjamin.
Benjamin Dane, 1214, Roxbury Circle.
- Perfeito. - Sim.
- Conseguiste a lista de passageiros? - Toma.
Uma chamada para o Benjamin Dane.
- Sim? - Sou eu, Sr. Dane.
Não há forma fácil de dizer isto. Alguém raptou o Theo.
O quê?
Sim, um homem assumiu o seu lugar e entrou para o estúdio.
Eu segui-o, Sr. Dane. Posso apanhá-lo e fazê-lo falar.
- Não. Onde o posso contactar? - Estou no motel Beverly-Sunset.
Ótimo. Fique aí. Eu contacto-o.
- Que nome usou? - Ninguém me conhece. Usei o meu.
Não se preocupe, Sr. Dane. Eu posso tratar disto.
Vai ao hotel Beverly-Sunset e compara o registo com esta lista.
Um dos nomes será ele.
É melhor chegarmos até ele antes que ele vá ter com o Shields.
"Ele que vá ao meu gabinete às três?" Quem é que ele pensa que é?
E isto?
Não consegui falar com o Saunders. Ele foi com a rapariga e o Sr. Dane.
Não vou discutir isto. Vou cancelá-lo.
Retrato de um Homicídio". É um retrato meu de primeira classe.
Daniel P. Moore. Conhecido como Matt Daniels.
Um cobrador rude de Benjamin Dane.
É esse o nosso homem.
Willy, vigia o hotel.
Vou para a reunião com o Shields.
Já leu este lixo?
RETRATO DE UM HOMICÍDIO
Li no avião. Vai dar um grande filme de ação.
Theo, vim para cá há quatro anos, por problemas em Chicago.
Passei duas semanas à frente de um comité do Congresso.
Washington ainda me tem na lista.
Construí uma reputação sólida aqui. Doo a todas as caridades.
Sou um cidadão responsável.
Se fizer este filme, Theo, eu volto à ribalta com o seu irmão!
E nenhum de nós quer isso.
Ora, Norman, é apenas uma história.
Dizem-me que este tipo, o Saunders, improvisa os seus filmes.
Ele fará alterações. Não quero que se preocupe.
Começam a filmar amanhã. Porque não vai lá e vê?
Nada de barulho ou tentativas. Por aqui.
Alto!
Está morto.
Jack, quando avançar para ela, está zangado, mas tenta controlá-lo.
Só rebenta quando ela lhe bate, está bem?
Theo! Com licença.
- Olá, querido. - Olá, linda.
- Estás fantástica, Como está tudo? - É de sonhos.
- Estamos prontos, menina Vance. - Sim.
- Vai, Não te preocupes. - Certo.
- Certo, Bob. - Certo, rapazes. Vai ser um take.
Comecem.
Cena 104. Primeiro take.
Ação.
Muito bem, morreram dois homens.
Mas não há uma guerra de gangues e eu não estou envolvido.
Não estou a acusar-te. Trabalho num jornal.
- Isto é uma grande história! - É uma calúnia.
- Pôr-me-ão à frente de um júri. - Não respondas.
- O que tens contra mim? - Dois homicídios.
E quanto a história sair, talvez mais.
- Vou acabar com a história. - Eu volto a escrevê-la mais forte!
- Podes sair? - Só quando resolvermos isto. Ouve...
Sai!
Corta. Está feito.
Maravilhoso.
Tens uma presença fantástica, e uma qualidade maravilhosa.
Quero falar consigo.
Jimmy, vê aqui isto e vê se está certo.
- Limpa o cenário para ensaiarmos. - Sim, senhor.
Então, silêncio, vamos ter um ensaio. Silêncio, por favor.
Brent, pegue na película de hoje e destrua-a.
Quero o filme cancelado, agora.
Calma. Não vamos cancelar o nosso filme.
Vai render e vai tornar a Karen numa estrela.
Não vamos perder isto porque está nervoso.
Se for necessário, encerro o estúdio e despeço-o.
Norman, o meu irmão e os amigos têm dinheiro investido na Pantheon.
Estão interessados em lucros e não em ataques de ansiedade.
Chame-me o Sr. Dane. É o Norman Shields e é importante.
Vamos deixá-los falar.
- Sim? - Benjamin, ouça.
- Estou a ter problemas com o Theo. - Graves?
Sim.
Estou a ser enganado por um produtor aqui.
Um tipo que está a fazer um filme sobre o homicídio de Fran Carlin.
Só nos pode prejudicar. Mas o Theo aceitou.
Queria que falasse com ele. Talvez chamá-lo para Nova Iorque.
Norman, se o produtor é um problema, trate dele.
Quando se tem uma pedra renal, retira-se a pedra e não o paciente.
Certo, eu trato disso.
Garanta que não acontece nada ao Theo.
- Norman, só um momento. - Sim?
Como pensa tratar deste tipo?
O Saunders? Lembra-se do Art Morasco? Da mesma forma.
Com uma bomba.
RETRATO DE UM HOMICÍDIO
RETRATO DE UM HOMICÍDIO
Já fazemos outro take. Estão ambos maravilhosos.
Precisamos de um tempo para preparar as câmaras.
Está bem.
- Posso falar consigo um momento? - Claro que sim, Tony.
O Willy e eu viemos de manhã e vasculhámos o cenário.
Não há bomba.
- E o teu apartamento? - Eu procurei. Nada.
Sr. Dane, temos um problema com o distribuidor europeu.
Pode vir ao escritório? É muito importante.
Sim, claro. Está a sair-se bem, Tony.
Obrigado, senhor.
- Estamos todos prontos? - Só um segundo.
É sobre os créditos congelados na Europa.
Certo.
Sr. Saunders. Estamos prontos.
- Certo. Vamos tentar? - Silêncio, rapazes. Comecem.
Cena 134. Take três.
Ação.
- És a Fran Carlin! - Como é que entraste aqui?
Tenho um amigo jeitoso com chaves.
Precisarás dele para sair da prisão se não saíres.
Sê razoável. Ele faz chaves, eu faço acordos.
Vou trazer já os números.
- Não, nada feito. Nem pensar! - Corta.
Lindíssimo.
- Telefonema, Sr. Saunders. - Obrigado.
Sim?
Barney, tiraram-me daí à pressa, depois de prepararem a câmara.
Deve estar para rebentar.
- Estamos prontos, Sr. Saunders. - Podem estar prontos, mas eu não.
Podem parar todos.
- Saiam! Saiam! - O quê?
É péssimo! Péssimo! Saiam daqui!
Saiam, saiam!
Tenho de resolver isto sozinho. Está tudo errado!
Jack, saia! Saia! Karen, saia! Saiam!
Mas, Sr. Saunders, não pode parar isto assim. É uma questão de...
Está surdo ou é apenas estúpido? Saia!
Terrível.
É terrível. O cenário está destruído. Que segurança temos?
- Ordenei uma investigação. - De que me serve isso?
Qualquer um pode pôr uma bomba em qualquer lado!
Saia daqui e deixe-me em paz!
Sr. Shields?
- Quem é você? - Sou do instituto de Karaté.
Creio que queria um treino.
- Onde está o Kojimura? - Estará fora da cidade uns dias.
Não o conheço.
- É bom? - O suficiente.
Vamos descobrir.
Jim?
- Sim, Willy? - Tratei de tudo aqui.
Ótimo.
Desculpe, Sr. Shields. Acho que me entusiasmei.
Pois, está bem.
Estamos prontos.
- Sim? Quem fala? - Norman? Sou eu, o Theo. Theo Dane.
Tenho ligado.
Tenho de falar consigo. Temos de resolver isto já.
Está bêbedo.
Sim, bebi qualquer coisa. Estou muito abalado!
Tenho de falar consigo.
Ligue-me amanhã.
Não! Amanhã, não. Amanhã volto para este. Estou farto.
Tenho de falar consigo esta noite.
Estou aqui no estúdio, no cenário 31.
Venha cá ter, eu espero.
Certo, vou já para aí.
Norman.
O que é isto?
É o "Retrato de um Homicídio".
Reconstruímos o cenário e amanhã recomeçamos as filmagens.
Voltou mesmo aos velhos tempos, não foi?
Deve estar louco.
Estava pronto a matar o Tony Saunders e assustar-me.
Susto não é a palavra, Theo. Continua este filme e ele morre.
Será que estou a ouvir o Norman Shields,
o conhecido filantropo, a ameaçar de morte?
Você é estúpido. Continua a ser um bandido estúpido
e se me der problemas, faço com que seja preso.
- Com o quê? - Com provas, meu amigo.
Factos. Números!
O homicídio de Fran Carlin em Chicago.
A violência contra a mão de obra. Chega para o prender por 20 anos!
- Está doido! Dê-me isso! - Não, implore-me.
Quero que implore e vou continuar a dizer-lhe que não.
Imediatamente.
Tenente Warren? Estamos prontos para si.
O Theo passará por morto com a cooperação da Polícia.
- Foi um acidente. - O Theo Dane?
Estava bêbedo e a provocar-me.
E tive de lhe tirar isto.
"Norman, ofereço-me para comprar a sua parte na Pantheon."
Não foi o que ele disse.
Diga isso ao Benjamin Dane.
Não vou dizer nada ao Benjamin. O Theo Dane foi morto por um ladrão.
Garanta que não há registos da minha presença na Pantheon.
Eu passo lá amanhã em negócios.
Certifique-se de que todos percebem que não tive nada que ver com isto.
Por enquanto, irá dirigir o estúdio.
Talvez convença o Ben Dane a ficar permanentemente.
Não me importava.
Sim?
- A Karen Vance está aqui para vê-lo. - Muito bem. Mande-a entrar.
Bom dia, menina Vance.
Ocupado, não está?
Tive de tratar de umas coisas.
Tem de entender, menina Vance, o Theo Dane era muito meu amigo.
Vou sentir a falta dele.
- Sim? - Sim.
Não sentiu falta dele a noite passada quando o alvejou!
Perdão?
O Theo pediu-me para estar lá. Estava a ver. Vi o que aconteceu.
Está doida.
Espero que não tenha falado assim com a Polícia.
Não sonharia em contar à Polícia que assassinou o Theo Dane.
O que é? Dinheiro?
Não parece estar a entender. Não podia arriscar falar com a lei.
Matou a Fran Carlin em Chicago e safou-se.
E liguei ao Benjamin Dane e disse-lhe que matou o seu irmão.
Ele está a voar para cá agora.
Vou entregá-la à segurança. Mantê-la-ão longe de apuros.
O homicídio de Fran Carlin, em Chicago.
A violência contra a mão de obra. Chega para o prender por 20 anos!
- Dê-me isso! - Não, implore-me.
Quero que implore e vou continuar a dizer-lhe que não.
Imediatamente.
Certo, é tudo.
Vou pôr a andar do início e dobras a voz do Theo.
Estou pronto.
É o Dane.
Benjamin!
Vi o corpo do Theo. Tratei de tudo para ser enviado para este.
Agora explique, Norman.
Primeiro, deixe-me dizer-lhe como lamento profundamente.
Gostava do Theo. Você sabe disso.
Ele estava possuído por algum tipo de demónio!
Benjamin, ele insistiu...
... em fazer o filme sobre o homicídio do Fran Carlin.
Dava nomes, tinha todos os detalhes e abria toda a organização!
Nós discutimos sobre isso. Admito isso.
Ele estava bêbedo, zangado e atacou-me.
Depois houve um acidente terrivelmente trágico.
Entendo.
Tenho de ver as filmagens.
Claro, vamos organizar uma exibição.
Primeiro, quero ver a rapariga, a Karen Vance.
- O que... - Vá buscá-la!
Tragam-na cá.
Há mais uma coisa. O Danny Moore. Um dos guardas do estúdio baleou-o.
Claro, ele era um ladrão.
Era um homem meu.
- É o irmão do Theo? - Sim.
Na mesma sala, o irmão do Theo e o seu assassino.
Ela é doida! Está à procura de publicidade barata.
Eu amava o Theo. Ele falou-me do seu irmão mais velho.
Ele dizia que se precisasse de algo para pedir ao Benjamin.
Sr. Dane, só peço que vingue o seu homicídio.
Benjamin, estamos juntos há muito tempo.
Não vai ouvir isto.
Isso eram negócios, O Theo era meu irmão.
Vou mostrar-lhe as filmagens. Explicar-lhe-ão tudo.
Pare de o publicitar, mostre-me.
- Pronto para começar. - Força.
Sou o Tony Saunders. Fiz este filme a pedido do Theo Dane.
O Sr. Dane tinha medo do Norman Shields
e pediu-me para fazer este filme de um encontro que tiveram.
- Este é o filme. - Parem com este disparate!
Norman! Vamos vê-lo. Sente-se.
O que é isto? Acha que me assustava com uma bomba?
Violência barata, é o que conhece. Matou o Moore.
E estava pronto para matar o Saunders só para me assustar.
Susto não é a palavra, Theo. Se continua este filme, ele morre.
Não tem de nos ameaçar, Norman.
Quero resolver isto amigavelmente. Vamos chegar a um acordo.
- Com o quê? - Dinheiro, Norman.
Uma oferta para comprar a sua parte.
Só quero fazer o que o Benjamin quer, tentar construir um negócio legal.
- Dê-me isso! - Ora, Norman.
Podemos resolver isto imediatamente.
Imediatamente!
É tudo. Pode ir.
Não é?
Não, não! Não foi assim!
Benjamin, alguém alterou o filme!
Como?
Vi-o lá, vi os seus lábios a mexerem-se,
ouvi o que disse e ouvi o que o Theo disse.
É mentira!
Benjamin, ouça-me. Alguém entrou lá.
Estou-lhe grato, menina Vance. Importa-se de nos dar licença?
- Você também. - Não. Brent, fique aqui!
Estou a caminho, Sr. Dane.
Acabou, Norman.
Magoou-me pessoalmente, mas vou deixar isso de lado.
Colocou a organização em perigo. Vou assumir o controlo.
Quero que deixe o país. Eu providenciarei o dinheiro.
Pode ir para a Europa, Ásia, para onde quiser.
A nossa relação já não existe.
Mas quero os registos do negócio.
Está tudo aqui?
Num microfilme.
Muito inteligente.
Sempre foi esperto, Norman.
Certo.
Adeus, Norman.
Nós ficamos com o relógio, Sr. Dane.
Adaptação e Legendagem MARINA PINTO RTP - Produção
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