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Espera aqui, Jud. Não demoro muito.
Um bourbon duplo.
- Como estás? - Não há problema.
Assim que chegares liga ao Fife.
Ele dá-te a mala.
O número de telefone é o KL58049.
KL5...
Então? Tens de ser mais esperto que isso.
Fala o Malloy. O Jenkins estabeleceu contacto.
Branco, 40 anos, forte e careca.
O contacto está a sair. Vou segui-lo.
Aonde pensas que vais?
Isto é um assalto?
Porque não desligas o motor e descobres?
Estás mesmo preparado.
Não te posso culpar.
Este bairro é muito duro.
Vamos dar uma volta.
- Se queres dinheiro... - Quero que vás dar uma volta.
Meu.
Pode ajudar-me? Procuro um local histórico na Thompson Street.
Entre, está um mapa na gaveta da secretária.
Obrigado.
Bom dia, Sr. Phelps.
Há anos que a máfia funciona abertamente num estado ocidental,
através de subornos enormes a uma figura política bem colocada,
conhecida por nós
apenas pelo seu nome de código do submundo, C6.
As agências da lei perderam a pista para a sua identidade,
quando o agente especial Jack Malloy foi morto num serviço de vigilância.
Sabemos que todos os pagamentos da organização na área
são feitos pelo veterano da máfia, Harry Fife,
e o seu braço-direito, Luke Jenkins.
A sua missão, caso decida aceitá-la,
é descobrir a identidade do C6 e obter provas para prendê-lo.
Esta cassete autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
O Harry Fife nunca fala pelo telefone com o C6 desde a sua casa,
as escutas têm sido inúteis.
Além disso, nunca usa o mesmo mensageiro duas vezes,
por isso, não conseguimos uma identificação, até agora.
O Jenkins viu o mensageiro e teve medo de ser identificado.
E foi aí que a Jean Royce entrou em jogo.
Tecnicamente, o Fife trabalha para o King Nicholson de Chicago
e um homem novo, Harry Stargess,
mas tem a sua própria loja.
E quando precisou de uma pessoa nova para ir ter com o C6,
aceitou quem o Luke recomendou, a Jean Royce.
Casey?
Eis o Luke Jenkins.
Parece-me bem, Casey. Não haverá problema com as roupas.
O Jenkins usa um casaco preto,
uma camisola de gola alta branca e calças pretas.
E os registos dos subornos?
Estão no cofre do Fife. Vou ficar até conseguir esvaziá-lo.
Devo conseguir abri-lo.
Tens o número de telefone do Fife. Liga-lhe exatamente às 9 da manhã.
Certo. De certeza que o Luke Jenkins é o único que conhece a Jean Royce?
De certeza.
Terás o carro da Jean para o caso do Luke ter falado dele ao Fife.
- Bob, o cão do Jenkins? - Está tudo pronto.
Liguei ao Jenkins.
Ele e o cão estarão no hospital amanhã.
É um belo animal.
O alarme, Casey.
Obrigada, Willy.
Máquina fotográfica para o C6.
Certo. Há apenas duas chaves para a mala que a Jean levará.
O Harry Fife tem uma, O C6 tem a outra.
Quero avisar-vos.
Sabemos que a organização já matou para nos impedir de identificar o C6.
Não hesitarão em repeti-lo.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
- Jean Royce? - Quem quer saber?
Está presa.
Mandado federal. Voo ilegal para evitar acusação.
Venha connosco.
REALIZAÇÃO
- Tudo pronto, Sra. Royce? - Tudo pronto.
Entre.
Senta, senta. Fica.
Bom dia, Sr. Fife.
- Tenho algo para te mostrar. - Primeiro mostro-lhe eu.
Uísque de 25 anos lá da terra.
Isto não se compra nas lojas,
mas, se pudesse, precisaria dessa mala toda.
É muito simpático da tua parte.
Fazemos assim.
Põe isso na sala e abrimo-la mais tarde.
Claro que sim.
O que me queria mostrar, Sr. Fife?
- Apenas isto. - Já vi uma mala antes, Sr. Fife.
Não como esta.
É um trabalho especial feito para o C6.
TNT medida para simular o peso de 100 000 dólares em notas novas.
Disse 100 000?
Exatamente como o C6 pediu.
É por isso que mandei fazer isto especialmente para ele.
Repara nisto.
Isto ativa o mecanismo.
Quando o C6 voltar a mexer na fechadura...
- Terá mais do que pediu. - Muito bem, Pete.
Sabes porque faço isto, certo?
Claro. Ficou demasiado ganancioso.
Isso é um eufemismo.
Não devíamos falar com o Nicholson
ou com o tipo novo que trouxeram, o Stargess?
Não é preciso.
Mas há um problema.
Esta mala deverá ser levada pela tua amiga, a Jean Royce.
Se ela a levar, vai pelos ares juntamente com o C6.
O que acontece à Jean Royce não me incomoda.
Se fosse o Jud...
Por falar nisso, podes levá-lo ao veterinário?
- Pode ser, Fife? - Sim, claro.
Há algo de errado com o Jud?
Levei-o lá para tomar banho.
O veterinário fez-lhe análises e pediu-me para trazê-lo de volta.
- Mas ele vai ficar bem? - Claro. Nada vai acontecer ao Jud.
Anda, rapaz.
Estou quase pronto.
Doutor, o Sr. Jenkins está aqui com o Jud.
Ele está aqui.
Estou pronto.
Já subo.
Não deve ser grave, mas é melhor jogar pelo seguro.
Claro, doutor.
Vamos, Jud.
Nunca consegui lidar com esse cão. Pode levá-lo por mim?
Claro, doutor. Como sempre.
Sempre o mesmo.
Pronto, Barney?
Pronto, Jim.
Não sei porquê, mas o Jud tem de passar cá a noite. Vamos.
Adeus, querida.
Estou?
- Sr. Fife? - Sim.
Fala a Jean Royce.
Bem-vinda, Jean. Esteja na minha casa daqui a 30 minutos.
É o 365 em Alcorn.
Com certeza, Sr. Fife.
Não vai ser um problema.
Onde está o Luke?
O Luke é um bom amigo seu?
Bem, ele e o meu primeiro marido cumpriram tempo juntos.
Eu conheci a namorada dele
e quando eles foram libertados, saíamos todos.
Pois, ele disse-me. Sabe o que tem a fazer?
Sim, sou a mulher da mala. É trabalho altamente especializado.
Ele disse-lhe a oferta?
Se está a perguntar-me se aceito, eu aceito.
Mas preciso que seja adiantado.
Recebe duas agora
e três quando voltar, ele disse-lhe isso?
- Sim. - Entre.
- Jean, como estás? - Bem, Luke. Vês?
Onde está o Jud?
Querem fazer alguns testes.
Não parecia estar incomodado.
- Está preparada para ir andando? - Claro.
- Vai prender-me? - Podemos dizer isso.
A corrente é comprida e deve dar para conduzir.
Está bem.
Quando chegar a Los Angeles, estará alguém com a chave
para abri-la.
Traga-a e dou-lhe as outras três notas.
- Quem é o tipo do outro lado? - Não se preocupe com isso.
Quando chegar a Los Angeles,
vá até ao estacionamento na Sexta Avenida com a Walnut.
Estacione perto da cabina telefónica e espere.
- Tem as chaves do seu carro? - Claro.
- Dê-mas. - E conduzo o quê até LA?
Está um carro verde estacionado lá fora.
Leve-o até Los Angeles.
- Pronto, ao trabalho. - Certo.
- Adeus, Luke. Vemo-nos por aí. - Claro.
Quero mesmo que isso chegue ao seu destino.
Conduza com cuidado.
Obrigaram-na a trocar de carro.
- E a mala? - Está com ela, acorrentada ao pulso.
O rastreador está a dar?
Muito bem, Jim. Não haverá problemas em segui-la.
Certo. Se houver problemas, avisa-me.
Certo.
Tem trabalhado o dia todo.
Dinheiro. É preciso muito cuidado.
Gostei de como tratou do carregamento para o C6.
Hora de beber, rapazes.
Tem sido um bom dia. Luke, vai buscar o uísque.
Claro, Sr. Fife.
Por vezes, temos de ser nós a tratar das coisas,
senão é melhor ser um moço de recados.
Não, do bom!
Luke, não o vais encontrar aí.
Aquele que me trouxeste de manhã. O meu presente.
Esta noite, Sr. Fife? Quer dizer, pensei que queria guardar isso.
E queria, para algo especial. E isto é especial.
A nossa mensageira deve estar a chegar a Los Angeles.
Luke, vais buscar a bebida?
Para mim isto chega.
Mas para mim não.
Estou cheio de sede de um uísque de 25 anos e agora.
Comprei-lhe aquilo como presente. Iria sentir-me mal a bebê-lo.
Eu trago-a, Sr. Fife.
- Trata disso. - Eu faço isso, Sr. Fife.
Obrigado.
Duas pedras de gelo, tal como gosta.
À Jean Royce.
À Jean.
- Tranca tudo, Sra. Stewart? - Sim, doutor.
Obrigado. Até amanhã.
Hospital veterinário Martin.
Não, lamento. O doutor já foi para casa.
Certo, obrigada. Adeus.
Sim.
Estamos no estacionamento de L.A. À espera do contacto.
- Mantém-me informado. - Certo.
Sabes o que gosto em ti, Luke?
És frio.
Frio.
A forma como lidaste com a Jean esta manhã...
Não havia outra forma.
Muitos tipos teriam falado.
O que havia para dizer?
Nada, exceto que foste tu a trazê-la para cá.
Vou precisar que arranjes mais transportes esta semana,
incluindo um especial como o desta manhã.
- Como a Jean? - Exatamente.
Três homens novos e um que não nos importemos de perder.
Sabes o que me incomoda? Gastei duas notas naquela mulher.
Não sobrará nada delas.
Mais uma bebida?
Porque não?
- Pete? - Não, obrigado.
Tenho, umas pessoas novas em mente. Vou tratar disso.
Tenho de ir ao veterinário ver como está o Jud.
Pensei que ia ficar lá até amanhã.
Talvez o possa tirar de lá. Tenho saudades daquele cão. Até logo.
Jud! Luke, que está a acontecer?
Levanta-te!
Ali para dentro.
Muito bem, quem és tu?
Onde está o Luke?
É melhor começares a falar.
Sabe, Sr. Fife...
- Está bem? - Sim, apanha-o.
Quieto!
DR. WALTER MANNING TELEFONE: 749-1190
O que se passa?
Ligue para o 476-7310.
Não vou ligar a ninguém para já, jovem.
Por favor, é uma questão de vida ou morte.
476-7310.
Estou?
Fala o Dr. Manning. Está aqui um homem negro ferido.
Pediu-me para telefonar.
Estão aonde?
Desculpe, Sr. Fife. Pensei que o tinha apanhado.
Apanharam o Luke no veterinário.
Mas o tipo que enviaram... Fizeram um ótimo trabalho com a cara dele.
Porque o fizeram?
Deve ter algo que ver com a mulher da mala.
O Luke conhecia a Jean Royce. A tipa que enviámos a L.A. é polícia.
Como vai tratar disso?
Vou sentar-me e apreciar tudo.
Ela devia identificar o C6,
mas, em vez disso, vai pelos ares juntamente com ele.
- É do Fife? - Sim.
- Dê-me a mala. - Infelizmente, não posso.
- Quem teve esta ideia? - O Fife.
Quer que o vosso homem a esvazie e que a leve de volta.
Entre no meu carro.
Podemos usar o meu.
Não me dê problemas, querida. Entre lá.
Desculpe.
Doutor? Doutor!
- Sim. - Falei consigo há pouco.
- Onde está o ferido? - Não pude tratá-lo aqui.
Chamei uma ambulância.
Deve estar no hospital agora.
Informei a polícia. Vão querer interrogá-lo.
Tenho mesmo de falar com ele.
- Não sei se poderá falar. - Estava muito mal?
Um ferimento de bala. Foi de raspão.
Mas é como uma pancada forte na cabeça.
Começou a entrar em choque.
- Ele ainda é seu paciente? - Sim.
Venha comigo ao hospital. É urgente.
Pode afetar mais vidas.
Está bem.
- Sente-se. - Onde está ele?
- Estou? - Problemas. O Fife anda a brincar.
Enviou a mala presa ao braço de uma mulher.
O Fife é cá uma prenda.
Pensei que não dava na casa, estamos no escritório.
- Certo. Vou para aí assim que puder. - Certo.
- Que está a acontecer? - Tenha calma.
Deram-lhe sedativos muito fortes. É comum em casos destes.
- Podemos acordá-lo? - Infelizmente, não.
- Doutor, é muito... - Mala, mala.
Tenho de...
Barney?
Barney? Sou eu, o Jim.
Barney, o que foi?
Temo que seja inútil, para já.
Quanto tempo?
Depende dele. É óbvio que está a lutar.
- Onde fica a cabina mais próxima? - Um andar abaixo. Eu mostro-lhe.
Garanto-lhe que não está em perigo.
Podem estar outros.
Barney.
Jim.
A Casey. Temos de detê-la.
A mala.
Acho que ela leva uma bomba.
Jim. Tenho estado a tentar falar contigo.
Tens de parar a Casey. Ela leva uma bomba.
Mas eu perdi-a.
Houve um acidente, o sistema direcional partiu-se.
- Estou? - Terry Fife?
Fala o Stargess de Chicago. Já ouviu falar de mim?
Sim, já ouvi.
O Jake Nicholson disse que nos íamos encontrar.
O que se passa?
Estou cá em negócios. Recebi uma chamada dos rapazes no Leste.
Tenho informação urgente.
- Que tipo de informação? - Fique onde está. Vou já para aí.
- Algo errado? - Sim.
Se não tivesse essa coisa acorrentada ao pulso,
podíamos divertir-nos imenso esta noite.
- Que pena. - Pois.
Entre.
Veja quem chegou.
- Apanharam-me no veterinário. - Já sabemos tudo, Jenkins.
Faz uma bebida para ti.
- Harry Stargess. - Ele está à sua espera.
Harry Stargess, Sr. Fife.
Sr. Fife.
É um prazer conhecê-lo, Stargess. Pete Walker e Luke Jenkins.
Quase estivemos juntos em Miami, no inverno passado.
Fiquei no Seamount depois de o senhor sair.
Até me deram a sua suíte.
Stargess, sou um homem muito ocupado. O que quer?
Se quiser voltar a Miami, terá de ter mais cuidado com os empregados.
Vim por causa disso.
Fale.
- A mulher da mala que foi a L.A. - É da polícia.
Foi isso que veio aqui dizer?
O que se passa? Acham que ando a descuidar-me?
- Como descobriu? - Só me diz respeito a mim.
O que fará em relação a isso?
Novamente, só me diz respeito a mim.
Mas diga-lhes que tenho tudo controlado.
Espero que sim, para o seu bem,
o C6 é o melhor homem que temos na Costa Oeste.
- É ganancioso. - Vale todos os cêntimos que recebe.
Ele pediu o dobro pela encomenda.
Não pediu, exigiu.
Podia pedir cinco vezes mais. Pagá-lo-íamos de bom grado.
Sabe quanto ele traz para a organização? Milhões por mês!
É insubstituível!
Como disse, Stargess, tenho tudo controlado.
Não se preocupe.
Estou ansioso pela próxima vez
que tenha algo de urgente para me dizer.
Certo, os rapazes vão ficar contentes por saber que tem tudo controlado.
Cavalheiros.
- Temos problemas, Sr. Fife. - Pois.
Quero que faças o seguinte.
Como está, jovem? Desculpe pela espera.
Não há problema.
Al.
Quando voltar,
diga ao Sr. Fife que não aprovo o seu novo método de entregas.
É o que farei.
Pode ir andando.
Sim?
Espere!
O Jenkins diz para não a abrirmos.
O que se passa, Jenkins?
O número é o 2137491190.
Localize-o depressa!
Ela é da polícia e trouxe a mala errada.
Tem um presente para um bufo do Norte.
Estou a ver. Muito interessante.
Obrigado.
Estou?
Willy, ela está no 4727, Marshall Boulevard. Suíte 2601.
Certo!
Está bem.
Sinto muito. É encantadora à sua própria maneira,
mas a senhora e a polícia cometeram um erro grave.
- Polícia? Mas os senhores estão bem? - Deixemo-nos de fingir.
O seu calão começa a irritar-me.
Pode ajudar-me e a si própria.
As autoridades sabem quem sou?
Foi enviada para me incriminar?
Ou a sua missão é meramente identificar-me?
Não sei do que está a falar.
Temo que não esteja a compreender. A sua vida está em jogo.
É melhor começar a saber do que falo.
Estou a fazer um trabalho para o Sr. Fife, é tudo.
Muito bem, vai ser teimosa.
Vou dizer-lhe o que vou fazer.
Vou arriscar que ninguém sabe nada sobre mim,
e que foi enviada para descobrir quem eu sou.
O Al vai livrar-se de si antes que possa dizer a alguém.
Limpinho, Al.
Depois livra-te do corpo.
Está a cometer um erro!
Baixa a arma!
- Estás bem? - Por pouco.
POLÍTICO DA COSTA OESTE ACUSADO
Como te sentes?
Sinto-me bem.
Adaptação e Legendagem TIAGO ALVES DA SILVA RTP - Produção
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