All language subtitles for Mission- Impossible S06 E18 Committed

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Original subtitles

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DYER BAY

Cobras...

... lavatório, pássaro...

... fim...

... zigoto...

...braço, ar, janela...

Dr. Carrick, ela...

Sr. Dawson, com mais algum tempo,

a sua esposa tornar-se-á completa e incuravelmente psicótica.

Incurável, tem a certeza?

Pode ver os resultados por si.

A droga reduziu a sua vida a uma série de imagens sem nexo.

Ela vive num mundo de sonhos.

Estou preocupado com o que possa acontecer, amanhã, às 15h,

quando for depor a tribunal.

Prometo-lhe, ela será incompetente, um autêntico vegetal.

Olá. O meu sobrinho deixou a sua lancheira aqui, ontem. Viram-na?

Talvez. É de que cor?

Castanha. Com uma carruagem e alguns cavalos na tampa.

Bom dia, Sr. Phelps.

Harve Harrison é o vice-governador deste estado

e a marioneta do chefe do submundo, Leon Chandler,

agora em julgamento por homicídio.

O álibi de Chandler foi providenciado pelo vice-governador.

A testemunha principal contra Chandler é esta mulher, Nora Dawson,

que está num hospital psiquiátrico, onde é, sistematicamente,

levada à loucura, de forma a destruir a sua credibilidade

enquanto testemunha.

As autoridades tradicionais não conseguiram libertar Nora Dawson

de forma legal.

A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,

é levá-la a tribunal em condição mental competente,

a tempo de depor contra Chandler, amanhã.

Esta gravação autodestruir-se-á dentro de cinco segundos.

Boa sorte, Jim.

MISSÃO

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Hospital Psiquiátrico Dyer Bay.

Quando o congresso aprovou um novo hospital psiquiátrico,

Harrison e os amigos burocratas desviaram esse dinheiro

para uns projetos lobistas e outras coisas ligadas ao Chandler.

Em Dyer houve apenas uma renovação.

- Parece mais uma prisão, Jim. - Em tempos foi, Willy.

Teremos frente os mesmos problemas de uma prisão.

Segurança reforçada.

A equipa médica e a segurança têm homens do Chandler infiltrados.

Andam com armas e não se importam de as utilizar.

Porque é que a Nora não pode ser libertada?

Acho melhor deixar o Sr. Wilson responder a isso.

É o promotor público do caso.

A dificuldade é o marido da Nora, John Dawson.

Ele deve à sua carreira ao Harrison

e foi por ordem do Harrison que a Nora foi internada.

E, quando o meu gabinete a tentou libertar

para que pudesse depor contra o Chandler, o Dawson recusou.

Ele alegou que iria colocar em causa a sua sanidade.

Trabalharemos diretamente com o gabinete do Sr. Wilson.

- Barney? - Isto funcionará em três segundos, Jim.

Produzirá sintomas de um enfarte, mas apenas temporariamente.

- Arranjaste o barco, Willy? - Está no porto, a 4 km de Dyer Bay.

Ótimo.

O Dr. Walter Carrick, não obteria licença em nenhum outro estado.

O Harrison nomeou-o Diretor Médico em Dyer.

E está a cargo do tratamento da Nora?

Sim. Como lidamos com isso, Barney?

Ao que tudo indica, o Carrick está a drogá-la

com um derivado de metanfetamina que não é detetado.

Esse é o nosso antídoto.

Muito bem.

Maude Brophy, uma autoproclamada psicóloga.

O seu passado inclui condenações por negligência criminosa.

Não cometam erros, ela é boa no que faz.

O primeiro trabalho da Casey será garantir que a Brophy

terá razões para a deixar em isolamento.

PRODUÇÃO

ARGUMENTO

REALIZAÇÃO

Sr. Hayes, a apreciação do médico sobre a condição da sua sobrinha

parece ser bastante completo e detalhado.

Então, concorda que ela precisa de ajuda.

Tudo depende das avaliações.

O relatório do médico é bastante claro. Está aí.

Temos de fazer as nossas avaliações, Sr. Hayes.

Dr. Carrick, por favor, a minha sobrinha precisa de ajuda.

Após a morte do seu pai, deixando-a sozinha,

tornou-se cada vez mais dependente de mim.

Primeiro, quando era criança e, agora, já em adulta.

Doutor, tem de a aceitar!

Diga à sobrinha do Sr. Hayes para entrar.

Susan, querida, este é o Dr. Carrick.

Olá, Susan. Senta-te.

Vai-me manter aqui?

Só se não acharmos que é o melhor para ti, querida.

O teu tio parece achar que sim.

O meu tio odeia-me.

Porque dizes isso?

Ele trouxe-me aqui, não foi?

É porque se preocupa contigo.

Mas não estou doente.

Sim, mas não gostarias de ficar um pouco mais feliz?

Todos nós gostaríamos disso, certo?

Gostava que o meu tio não me odiasse. Aquelas raparigas odeiam-me...

Todas elas, mas ele leva-as para o estúdio na mesma.

Sou fotógrafo de anúncios. Moda, cosméticos, anúncios de revistas...

Raparigas! Raparigas! E só raparigas sempre a entrar e a saírem do estúdio,

o dia todo, a noite toda!

Susan...

Ele pensa que eu não sei o que se passa no estúdio após o expediente

e aos fins de semanas, mas eu sei.

Eu sei o que meu tio bem-parecido anda a fazer. Não pense que não sei.

Ele... está a fotografá-las, não é?

Não é? Não é?!

Bem, ele tem de fazer o seu trabalho, minha querida.

Eu queria que ele se interessasse por mim e não por elas.

Vamos, senta-te. Vai ficar tudo bem.

Srta. Brophy, por favor.

Srta. Brophy, este é o Sr. Hayes.

Sr. Hayes.

A sua sobrinha vai ficar uns tempos connosco.

- Pode prepará-la para a avaliação? - Sim.

Susan, esta é a Maude Brophy. Ela será tua amiga.

Vem comigo, querida.

- Susan, querida... - Vem, querida.

- Far-lhe-emos uma avaliação. - Ficarão com ela?

Depende dos resultados dos testes que fizermos.

Mas façam-no agora, por favor. Eu espero.

Sr. Hayes, é-melhor acalmar-se, ou ainda terá um esgotamento nervoso.

Vá dar uma volta pela baía durante uma ou duas horas e, depois, volte.

- Mas vão fazer a avaliação agora? - Dentro de uma hora, senhor.

Obrigado, doutor.

Não gosto de ser chamado desta forma, Leon.

Enquanto vice-governador do estado...

Estou a ser acusado por homicídio. O julgamento é hoje, lembras-te?

Porque não me ligaste ontem à noite?

Não havia nada que se justificasse a chamada. Está tudo sob controlo.

Ela está na condição que o Dr. Carrick previu.

O que importa é como ela vai aparecer em tribunal, hoje.

Acha que me arriscaria a cometer perjúrio,

se acreditasse que ela seria credível?

Devia ter tratado da Nora Dawson à minha maneira.

- Matá-la? - Porque não?

O seu depoimento perante o júri colocou-me na cena do crime.

Ela disse que não fiz nada e tentei encobrir tudo.

Não posso deixar que isso prevaleça. Tenho de demonstrar que ela está louca.

Estás preocupado com a tua reeleição.

Eu estou preocupado com o meu pescoço!

Não há nada com que se preocupar.

Ela já está mentalmente destruída.

E essa é a tua opinião de perito.

Pergunte ao Carrick ou à Brophy, ou ao marido dela. Ele esteve comigo, ontem.

Gostaria de ver o marido dela. Trá-lo cá.

Está bem.

Harve...

É melhor levá-lo para o meu armazém, na Rua 10, dentro de uma hora.

Myrna, liga para o almoxarifado do Hospital Dyer.

Almoxarifado, Lusk.

Tenho uma tarefa para ti.

- Sim, senhor. - Agora.

Vou já.

Falamos mais logo.

- Boa tarde. - Boa tarde.

- Sou o John Dawson. - Sr. Dawson, o Sr. Chandler está aqui.

- Ele disse-me para o levar até ele. - Obrigado.

Lembro-me da nossa casa no campo,

com jacintos e narcisos a florescerem com a primavera.

E ele costumava-me levar a dar passeios por lá, na relva,

tão alta, suave, verde.

Ele costumava segurar-me a mão.

Tão bonita.

E a esposa dele estava lá, querida?

- Quem? - A esposa dele, Susan.

A tua tia, a Sra. Hayes.

Ela odeia-me.

Porque dizes isso, Susan?

Porque ele sempre gostou mais de mim do que dela. Dá para ver isso!

Dá para ver isso nos olhos dele.

A forma como ele olha para mim, dá para ver.

A sua ordem está cumprida, senhor.

Ótimo. Algumas complicações?

Não.

- Está a sair agora. - Muito bem. Vem ao escritório.

- Tenho outro trabalho para ti. - Com certeza.

Jim?

Sim, Willy?

Estamos a aproximar-nos do hospital. Chegaremos em cinco minutos.

- É uma borboleta? - Diz-me tu.

Sim, é uma borboleta. E está a voar...

Não, está a descansar. Está com as asas abertas.

E...

... tem dois...

... pontos brancos nas asas e...

Olá, barco G2845.

Daqui fala o barco G2845. Diga.

Estas são águas do hospital estatal. Está numa área restrita.

O que quer que faça? Que empurre o barco? Estou com problemas no motor.

Então, conserte isso e saia dai!

É uma máscara? É a máscara...

É a máscara que o meu tio utilizou na minha festa de aniversário,

quando fiz 13 anos. Convidei-o e ele disse que vinha

e que se sentaria ao meu lado. Sabe o que o meu tio fez?

Sabe o que ele fez?

Trouxe uma rapariga!

Disse borboleta?

Não, é um morcego.

É um morcego do mal.

Obrigado pela hospitalidade!

Não volte!

Susan, querida, acho que te poderemos ajudar.

Temos um quarto confortável

que partilharás com outras seis raparigas jovens.

São muito simpáticas e bem-comportadas

e acho que o teu tio gostará de saber que encontrámos um belo sítio para ti.

E vou-lhe dizer...

Susan, o que estás a fazer?

Para! O que estás a fazer?

Não se aproxime de mim! Arranco-lhe o coração!

Guardas! Guardas!

Não se aproximem de mim! Não!

Não o podem levar! Ele é meu!

Não! Não!

Levem-na para o isolamento!

Srta. Brophy, acho que o Dr. Carrick se esqueceu de mim. E a avaliação?

Sr. Hayes, lamento que tenha tido de esperar. Por favor, sente-se.

Vão ficar com ela?

Sr. Hayes...

... receio que a sua sobrinha seja seriamente psicótica.

O que está a dizer?

Durante a avaliarão, tornou-se incontrolavelmente maníaca.

Incontrolavelmente?

Ela está a descansar confortavelmente, agora, mas no isolamento.

Mas pensei que fosse apenas algum tipo de esgotamento nervoso.

Sr. Hayes, sejamos francos, a sua sobrinha está gravemente doente.

A minha sobrinha, louca...

Guarda! Enfermeira! Chama o Dr. Carrick.

Sem sinal de um enfarte.

Deve ter sido ansiedade por causa da sua sobrinha.

Deixem-no dormir. Faremos os testes mais logo.

Barney...

Jim, estou perto da sala da caldeira.

Estou cá dentro. A Casey está em isolamento.

Srta. Brophy, analisei a ficha dela e temos de duplicar a dose.

Certifique-se de que ela só balbucia incoerentemente,

.. em tribunal, esta tarde. - Muito bem, doutor.

Cão...

Prepare-a e já virei ter consigo.

Instrumento...

... parede...

... sofá...

... cão, livro...

... salmo...

... estrada...

...amor... Amor!

Amor! Amor...

Quero uma amostra de sangue e um eletroencefalograma final.

Sim, ótimo.

Sairemos para o tribunal daqui a meia hora.

Trá-la-ei de volta.

Leve-a para a cela.

Ela está numa cela de isolamento, no seu hospital.

Nora Dawson. Sim, já a vi.

Quero-a morta antes das 14h.

Plano familiar?

Está bem. Percebo porque a quer fora do seu caminho,

mas qual a razão da morte do marido dela?

Ele podia falar.

Outro bónus?

Sim.

O que é que utilizaste no Hank, no ano passado?

Cianeto, intravenoso.

Deve servir para o efeito.

Suicídio.

Nora...

Eu...

Vamos levá-la para casa, Sra. Dawson.

Nora, tira as mãos da porta!

Sentir-se-á como era, Sra. Dawson.

Fique deitada.

Barney, vai.

Está bem, Jim.

Agora, Jim.

Richy!

Richy!

Richy!

Estás a dormir? Baixa a pressão!

Não baixa mais do que isto! Há algo de errado!

Isto vai rebentar!

Desliga a número três.

- Manutenção. - Daqui fala o Smitty.

Envie um homem para cá, já.

Não conseguimos baixar a pressão na caldeira número três.

- O que se passa? - Não sei!

Então, desligue a válvula número três.

Acha que somos idiotas? Já fizemos isso!

Venha cá antes que isto vá pelos ares!

Certo, mantenha a calma. Vou enviar já um homem.

É melhor saírem daqui, isto pode explodir!

- Vamos. - Richy, vamos.

Certo, já podem voltar. Era só um solenoide avariado.

Está tudo bem, Sra. Dawson.

Sra. Dawson...

Sra. Dawson, está tudo bem.

- Torre? - Sim, o que foi?

Sou da manutenção. Temos uma fuga de gás na área.

Temos ordens do Carrick para evacuar a torre.

- O quê? - Uma fuga de gás! É melhor descer.

Está bem. Vou descer.

- O que se passa? - Não sei, há uma fuga algures.

Aquela injeção dupla fez o seu efeito, não foi?

Achas que seria parva o suficiente para deixar as chaves neste molho?

A chave para aquela porta está ali em cima!

Vamos voltar para a cela.

Volto já.

- Willy, tens 30 minutos. - Vou entrar, Jim.

Vai ficar tudo bem. Vem aí um amigo ajudar-nos e ficará livre.

Lá está ele.

O Dr. Carrick quer vê-la no laboratório. Ele diz que é urgente.

- Urgente? - Sim, está na Ala 6,

a caminho do laboratório.

Muito bem.

Está tudo bem, Sra. Dawson. Vou só dar-lhe um pouco de medicação.

Sra. Dawson...

Estou bem.

Deve ser um dos homens do Chandler.

Eles chegarão daqui a nada para a levar para o tribunal.

Eu meto-o na cela. Vamos tratar disto.

Certo.

- Porque me queria ver? - Como assim?

O homem das provisões, o Lusk, disse que me queria ver.

Não vi o Lusk o dia todo.

Agora, Governador, descreverá, exatamente, onde estava cada pessoa,

quando o falecido caiu.

Bem, senhor...

Estávamos todos sentados no escritório do John Dawson, a jogar bridge.

Nesse momento, o Sr. Chandler estava do outro lado da sala,

a servir-se de uma bebida. Eu estava sentado na mesa.

O Sr.Dawson estava à minha direita e o Senador, o falecido,

estava à minha frente, de costas para a lareira.

Neste momento, eu disse algo engraçado.

Rimo-nos todos e, infelizmente, ele...

... o falecido, ao rir-se, inclinou para trás...

Era uma cadeira de bridge.

Ele caiu de costas e bateu com a cabeça no suporte da lenha.

Obrigado. A testemunha é sua.

Com a autorização do tribunal,

gostaria de reservar o meu direito de interrogar o vice-governador

para outra altura.

Sem objeções.

Pode descer, governador.

Meritíssimo, gostaria de agradecer à defesa

por permitir que eu chame a testemunha Nora Dawson, apesar da sua condição.

A defesa gostaria de reservar o direito

de chamar um especialista para a refutação, o Dr. Carrick,

que deporá sobre a sanidade da Sra. Dawson.

- Sr. Wilson? - Sem objeção, meritíssimo.

Chame a testemunha.

Nora Dawson.

Nora...

Nora, chamaram-te.

Vamos, querida. Levanta-te.

Linda menina.

Vamos lá.

Meritíssimo, como pode ver,

a Sra. Dawson não está em condições de depor.

Meritíssimo, a Sra. Dawson é minha testemunha.

Ela está no tribunal e quero que deponha.

A testemunha pode subir.

Sra. Dawson!

É tudo tão engraçado.

Todas vocês a olharem para mim.

Ordem! Ordem no tribunal!

E você...

... é a mais engraçada de todas.

Odeio-a!

Ordem no tribunal!

Nora!

Meritíssimo, a Sra. Dawson está claramente fora de si.

Chamo a atenção do tribunal para a preocupação da defesa

com a sanidade da Sra. Dawson.

A Sra. Dawson não está fora de si.

Porque esta não é a Sra. Dawson!

Ridículo!

Ordem! Ordem!

Peço a compreensão do tribunal, meritíssimo.

Talvez tenha sido uma abordagem pouco comum.

A verdadeira Nora Dawson fugiu do Hospital Psiquiátrico Dyer,

onde estava a ser, sistematicamente, levada à loucura.

Agente, esta jovem será detida para eventual interrogatório.

Sentem-se todos, por favor.

Sr. Wilson, pode dizer-me onde está a verdadeira Nora Dawson?

Guarda.

Faz alguma coisa!

Meritíssimo, protesto contra os métodos do promotor público,

contra a presença de uma testemunha obviamente instável.

Meritíssimo, a defesa já discutiu o assunto

acerca da instabilidade da Sra. Dawson

e esse assunto é crítico, neste momento.

Além disso, a defesa tem a presença do Dr. Carrick

como seu próprio especialista.

Srta. Dawson, pode subir?

Jura solenemente que, neste depoimento,

dirá a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade?

- Juro. - Por favor, sente-se.

Sra. Dawson, pode dizer ao tribunal o que aconteceu na sua casa,

na noite em questão?

Ouvi uma discussão terrível, no escritório...

... sobre franquias.

Espreitei e vi o Leon Chandler a matá-lo com o atiçador da lareira.

O Governador Harrison viu tudo.

Tradução e Legendagem BÁRBARA SILVEIRA RTP - Produção

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