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És um aldrabão, Anders, um reles aldrabão.
É mentira, não roubei nada.
Roubaste 150 000 dólares do último carregamento.
- É mentira. - Ai é?
Os meus amigos em Zurique disseram-me que fizeste um depósito na tua conta
de 150 000 dólares.
- Vendi uns terrenos. - Vendeste, foi?
Richie, tira-o daqui antes que eu...
Vais arrepender-te.
Ao deixar-te sair daqui, talvez. Sai daqui seu...
É altura outra vez.
Na próxima semana terás de tirar quase oito milhões de dólares
do gangue para fora do país.
Como fazemos isso sem a diplomacia do Anders?
Queres que deixe este traidor escapar incólume?
- Como é que fazes? - Eu resolvo.
Eu trato do dinheiro.
Não te preocupes.
Adeus, Sr. Anders.
Bom dia, Sr. Phelps.
Este é Joe Corvin, ex-assassino e extorsionista da máfia
e atualmente um perito a movimentar dinheiro ilegal.
Através de Corvin,
dezenas de milhões de dólares foram movimentados para fora do país
para bancos suíços,
para serem devolvidos como "investimentos estrangeiros"
em negócios americanos.
As autoridades tradicionais não têm conseguido, até agora,
travar as atividades de Corvin.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é deter Corvin de uma vez por todas.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Ainda tem de ser melhorado.
Temo que não tenha sido dos meus projetos preferidos.
Está ótimo.
Casey.
Três minutos e os sinais vitais param.
- O carro fúnebre será o nosso. - Ótimo.
A única certeza é que Corvin usará a mortuária do Collins.
Várias das suas vítimas foram cremadas lá.
Mostra a fotografia do Harris novamente.
A Casey está a ensinar-me a maquilhar, não deve haver problema.
A estrutura facial é a mesma.
- Temo que tenhas de rapar o cabelo. - Crescerá de novo.
Construiremos a cara do Harris primeiro
e pomos isso depois quando o Bob trocar.
Certo.
Já confirmámos que o Corvin tem a tua fotografia
em vez da da noiva, está tudo pronto.
O que acham os mafiosos de o Corvin se casar agora?
Não querem saber, só de uma forma de tirar o dinheiro.
É aí que entramos.
Porque escolheu uma mulher do Reino Unido?
Odeia mulheres americanas.
Queria mercadoria de qualidade do Reino Unido.
Educada num convento.
Foi isso que fez e vestiu-a com os costureiros de Paris.
Onde está ela agora?
Está detida na Riviera até isto estar resolvido.
Não sabe a sorte que tem.
Casey, o Corvin odeia ser desafiado.
Não te preocupes. Planeio morrer a horas, não antes.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
O voo quatro, para Kansas City e Chicago,
em embarque, na porta 32.
Deve estar a sair da Alfândega.
Aí está ela.
Última chamada para o voo 12, para Newark. Porta 27.
É mais bonita do que na fotografia.
Com uma parte dos 20 mil dólares que gastou em Paris.
- Kathleen Deegan? - Sim.
- Mas não é o senhor... - Não. Sou o Richie.
O Sr. Corvin está ali.
Sr. P.J. Carlson, por favor dirija-se ao balcão de informação.
Sr. P.J. Carlson.
Kathleen Deegan, o Sr. Corvin.
- Sr. Corvin. - Joe, Kathleen.
Reconheci-te pela fotografia.
Tens um pouco mais de classe, talvez.
Tenho?
Deixa-me tratar da bagagem. O Richie traz as tuas coisas.
- Aqui está. - Richie.
Vemo-nos no carro.
Certo. Como está a irmã Maureen?
Muito bem, obrigado.
Só tem um rim, mas continua um osso duro de roer.
És uma rapariga muito bonita.
Mas não gosto de mulheres de chapéu.
Não compraste muitos em Paris, pois não?
Não, só este, mas deitá-lo-ei fora.
- Quero agradar-te, Joe. - Está bem.
- O que foi? - São só nervos.
Sra. Deegan, deixou isto no avião.
Obrigada. É para acalmar o estômago.
- Este é o senhor... - Bevins. Serviços de frete.
Estava no mesmo voo.
Foi muito amável, Joe.
- Aqui tem, - Não, obrigado.
- Faz tudo parte do serviço. - Pronto.
O Richie já deve estar no carro.
Voo 708, de São Francisco, a aterrar, porta 16.
Boa noite, Sr. Mellinger.
Vou para uma festa, Sr. Kingby.
É má altura.
Não existem más alturas. Não quando tempo é dinheiro.
- Disse que trabalhava com o Anders? - Correto.
Fui o chefe do Anders no governo durante muitos anos.
Está tudo aqui.
Os seus homens verificaram antes de eu entrar.
- Bebida, Kingby? - Obrigado.
O que é que tem em mente?
Uma proposta.
Que percentagem paga para enviar os lucros para fora em segurança?
Acha que vou responder a isso?
Não precisa, já sei quanto é.
Paga 10% ao Joe Corvin, certo?
Continue.
Gostaria de pagar 8% com as mesmas garantias?
Kingby, é melhor sair da cidade enquanto está bem de saúde.
Tenho acesso diplomático tal como o Anders tinha.
Estou a oferecer-lhe um desconto de 2%.
Posso tratar agora e precisa que seja agora.
Sei que tem milhões de dólares parados...
Sabe demasiado.
Se tentar tramar o Corvin, ele faz-lhe a folha.
Sr. Mellinger, pode ter medo de cair do poço do elevador,
mas eu não tenho.
Pense melhor.
Obrigado. Obrigado a todos por virem.
E agora que já fizemos as apresentações formais,
continuemos com a festa.
MORTUÁRIA COLLINS ÁREA DE SERVIÇO
Os Estados Unidos devem mesmo ser a terra das oportunidades,
para ficar tão rico tão depressa.
Diga-me lá exatamente o que é que faz.
Kathleen. Dê-nos um momento, Tony.
- Anda, Kathleen. - Aonde é que vamos?
Para aqui.
É lindo, Joe.
Kathleen, há algo que tens de aprender.
Não faças perguntas às pessoas com quem falas na minha casa.
- São teus, amigos, Joe, - Também são meus clientes.
Têm direito a privacidade.
Estou a ver.
São homens duros, não são?
Alguns assustam.
Sim, assustam. É um setor duro.
A irmã Maureen disse-me que tinhas negócios,
mas nunca me disse exatamente...
... o que tu fazes.
Não me perguntes.
E nunca lhes perguntes.
Entendido?
Estou grata pela tua proteção, Joe.
Tentarei nunca mais desagradar-te.
Ótimo.
Não tinha a certeza se alguma vez te daria isto.
Joe.
Tenho-o há muito tempo.
Nunca daria isto a uma americana.
As mulheres americanas são para serem usadas.
Posso pô-lo?
Olá, malta.
- Richie. - Boa noite, Sr. Mellinger.
- Onde está o Joe? - Está ali na varanda.
- Está com a rapariga. - É importante.
- Come alguma coisa? - Não.
- E uma bebida? - Não, obrigado.
Gosta mesmo dela.
Espere até a ver e logo percebe.
O que achas dela?
Acho que ele devia ficar quieto.
Kathleen,
acho que vais fazer de mim muito, muito feliz.
Tentarei, Joe.
Estão cheios de inveja.
O velho Joe Corvin terá finalmente algo que quer muito.
O Joe vai pensar melhor. Pensa sempre.
- Frank. - Desculpa o atraso, Joe.
Esquece isso, Frank.
Apresento-te a minha noiva, a Sra. Kathleen Deegan.
É o Sr. Frank Mellinger, um amigo de longa data.
- É uma honra, Sr. Mellinger. - A senhora é adorável.
Joe, precisamos de falar.
Mae,
tomas conta da Kathleen por um pouco?
Claro, Joe.
- É maravilhosa, não é? - Sim.
- Bem... - O que foi?
Joe, pelos bons velhos tempos, quero que saibas uma coisa.
Alguém está a tentar tramar-te.
Estás a brincar.
Quem?
O ex-chefe do Anders. Um tipo chamado Kingby.
Disse 8% e pode pegar no dinheiro agora.
Até a mim soou bem.
Não podes estar a falar a sério.
Somos amigos há tanto tempo.
Foi o que disse a mim mesmo e aos outros rapazes.
Mas oito milhões de dólares aqui não estão a ajudá-los.
Querem isso tratado amanhã.
Quando é que falaste com esse Kingby?
Esta noite.
- Falou com mais alguém? - Andei a perguntar.
Vai falar com o Jimmy Latimer amanhã às 7h30.
Um pequeno-almoço.
É um jovem muito empreendedor.
MANSÃO DO CLARKE
Amigo, tu conduzes e eu dou as indicações.
- Jim, apanharam-no. - Ótimo.
Bom dia.
Onde está o Joe?
Surgiu uma coisa. Vai estar fora o dia quase todo.
Não devia ter saído.
- Não hoje. - Ele volta.
Quer café?
Não quero café.
Porque está tão nervosa?
Volte para a cama.
Deixe-me em paz, deixe-me!
Está bem.
Peço desculpa, Richie.
Estou sim?
Quem é que devo anunciar?
Diga que é a companhia aérea.
É a companhia aérea para si.
Obrigado.
És tu? Tenho estado louca à espera da tua chamada.
Relaxa, eu disse que ligava.
- Tenho de te ver. - Está bem.
Não, tem de ser agora.
Por mim tudo bem. Tens dinheiro?
Tenho.
Apanha um táxi para o hotel Stanley, na Fourth Avenue.
Quarto 318.
Lá estarei.
Bom, é como o Frank disse.
Chama-se Kingby,
é o ex-chefe do Anders. - Disse-te mais o quê?
Não conseguimos saber mais, não nos disse nada.
Tudo o que temos dele está aí.
EMBAIXADA DOS ESTADOS UNIDOS
Acordem-no.
Kingby, não acredite em tudo o que lê nos jornais.
Que somos homens de negócio íntegros e que já ninguém morre.
Estão a exagerar, Kingby, acredite em mim.
Tenho um cofre, Corvin.
Os meus advogados têm uma das chaves.
Se algo me acontecer, têm instruções para abri-lo.
Já sabia do Anders há muito tempo. Sei exatamente o que ele fazia.
Dentro do cofre está uma lista dos seus clientes bancários
e um relatório sobre si.
O que é que quer?
Um acordo.
Não sabes o quanto precisava de te ver.
Posso imaginar.
Não tem tempo para negociar, Corvin.
Tenho uma forma segura
de movimentar dinheiro para a Europa hoje.
O senhor não tem.
Só peço metade do valor, é cinco por cento.
Metade? De onde vem a generosidade? Porque não tudo?
Porque sei que os clientes confiam em si
e que preferem lidar consigo.
A boa vontade deles vale 5%.
- Falou com eles porquê? - Para que soubessem.
Para que o pressionassem.
Veja as horas, Corvin.
Tem de encontrar uma forma de mover o dinheiro e sou a única solução.
Está bem.
Dou-lhe 40 mil por viagem, o mesmo que dava ao Anders,
antes de ficar ganancioso.
Parceiros ou nada feito.
Não sou parceiro de ninguém, Kingby.
E se pensa por um segundo que é...
Estou?
Sim, está aqui.
É o Richie.
Sim, Richie.
Ela o quê?
A tua rapariga do convento drogou-se.
Onde é que estás?
Vou já aí ter.
Já volto.
E ele?
Vigia-o.
Corvin, precisa de mim.
Deve valer 100 mil dólares.
Sim.
Não! Não! Não foi culpa dele.
Precisava de uma dose, ele só a vendeu.
Afasta-te de mim, sua...
Se me tocas outra vez, juro que te mato.
Joe, eu amo-te.
Amas! Amas, sua drogada reles.
Era para as dores, Joe.
Caí de um cavalo o ano passado.
Foi quando começou, deram-me morfina.
Joe, vou aguentá-la.
Juro que vou aguentar a dor.
Richie, dá-me a arma.
Trá-la para casa e espera por mim lá.
Joe, não vais mandar-me de volta para a Europa.
Anda.
- Não faças isso. - Facilita as coisas.
Joe, por favor, Joe.
- Anda. - Não.
Ela pagou-te?
- Não. - Mentiroso.
Pois, era o que suspeitava.
És o mais reles possível, não és?
- Sou um homem de negócios. - Homem de negócios.
Em que negócios estás, além das drogas?
Vários tráficos.
Joias, moedas estrangeiras, diamantes, tudo.
- Como é que funciona? - O meu trabalho é uma boa cobertura.
- Qual é o teu próximo voo? - Hoje à noite.
- Para onde? - Paris e Zurique.
Vou-me embora, prometo que não...
Não te enerves, Bevins.
Como é que movimentas o material?
Na minha bagagem.
Quanto é que podes levar numa viagem?
Três ou quatro malas.
E os inspetores da Alfândega?
Tenho amigos.
Bevins,
o que é que te parece ganhar 40 mil dólares hoje?
Disse 40 mil?
Se não for demasiado perigoso.
É muito mais perigoso se recusares.
Não há pressa, pois não? E que tal uma bebida comigo?
Está bem.
Sabes, Kathleen, as coisas não são assim tão más.
Posso ser o teu fornecedor.
Podíamos divertirmo-nos.
Se te portares bem comigo posso fazer-te um grande favor.
Larga-me.
O Joe matar-te-ia.
Sua drogada patética.
Achas que o Joe quer saber de ti agora?
Confias no Bevins?
Com toda a confiança do mundo porque sabe quem eu sou.
Falaste com os outros?
Tu és a chave, Frank. Se tu alinhares, eles alinham.
- Está bem. - Ótimo.
Dir-lhes-ei para terem o dinheiro na minha casa em duas horas.
Certo.
Estou?
Não vamos precisar dele.
Certo, estou a ver.
Não tem tempo para negociar, Corvin.
Tenho uma forma segura
de levar dinheiro para a Europa hoje.
O senhor não tem.
Só peço metade do valor, é 5%.
Sai daqui.
Se voltares a falar com alguém isto vai para o teu chefe.
Onde é que ela está?
Trancou-se no quarto.
O que vamos fazer com ela?
É arriscado.
Mas se não levo o dinheiro hoje estou arrumado de vez.
- O Bevins é a única hipótese. - Joe, ajuda-me!
Joe!
Joe!
Está morta.
Estou? É para ti, é o Bevins.
- Estou, Bevins. - É uma emergência.
Venha ter ao aeroporto em meia hora.
Falamos melhor lá.
- No terminal dos fretes. - Certo.
- Vou ao aeroporto. - E ela?
Liga ao agente funerário.
Diz-lhe para cremá-la.
Veja.
Descobri agora mesmo.
Novas medidas de segurança para proteção contra terroristas.
Estão a ver tudo. Não dá para esconder nada.
- Quer que seja cremada, só isso. - Certo.
Não vão ver a tua bagagem pessoal.
Não há exceções, não desta vez.
Vai.
Não entendes o problema que tenho.
Não serve de nada a si e aos clientes serem apanhados.
Estou ciente disso.
- Tenho de resolver de outra forma. - Não.
Espera um segundo.
Vão abrir o caixão?
Não, tem um selo da embaixada.
- Vai para onde? - Zurique, é o voo de que falei.
- Às 18h45 de hoje. - Sim.
Será que a Alfândega o abre à chegada?
É possível.
- Espere, não está a pensar... - É aí que te enganas, Bevins.
Estou sempre a pensar.
- Sr. Collins. - Sim, o que é?
O radiador do carro avariou.
Quer fazer como?
- O Charlie repara-o? - Não.
O filho dele faz anos, deu-lhe o resto do dia.
Pois foi.
Vamos precisar de um carro amanhã de manhã.
Liga à agência,
pede para trazerem outro e virem buscar o nosso.
Aluguer de carros.
Sim, esta bem Mandaremos outro imediatamente.
Bonita.
O Richie disse que ia casar com ela.
Porque não? O que aconteceu?
- Overdose. - É uma pena.
- Ele quer fazer o quê? - Cremação. Nada de especial.
Mortuária do Collins.
Sim, Sr. Corvin.
Acabaram de trazê-la.
- Estamos a preparar-nos... - Houve uma mudança de planos.
Não quero a cremação.
Vou enviar o corpo para a Europa às 18h45 de hoje.
Estou a ver.
Nesse caso, tem de ser embalsamada.
Claro que tem de ser embalsamada. Escolherei um caixão.
Há certos requisitos especiais necessários.
Espere um segundo.
Bevins,
vou enviar um corpo para a Europa no voo 62 de hoje.
Trata do necessário.
- O corpo de quem? - De quem é que achas? Não a matei.
Morreu e poupou-me trabalho.
Preciso que faça o seguinte.
Harris, o Corvin mudou de ideias.
Vamos mandar o corpo para a Europa.
Faz o embalsamento, mas depressa.
Sr. Collins?
Está ali.
- Sr. Collins? - Sim, sou eu.
Houve um acidente a dois quarteirões daqui.
A família está demasiado triste para pensar no funeral.
Já há certidão de óbito.
Quer o corpo?
- Quanto é que vai custar? - São 50 dólares.
Mas se a família mudar de ideias sobre a agência do funeral
posso devolver-lhe 25.
Vocês são mesmo uns abutres, não são?
Posso levar o corpo para a morgue municipal.
- Traga-o. - Bom negócio, Sr. Collins.
Mortuária do Collins.
Sr. Collins, preciso de um funeral para o meu tio.
Pode dizer-me os preços?
Os valores que lhe falei incluem o uso da capela.
O valor subiria ligeiramente para tocarem o órgão.
- Onde é que o quer? - Ali.
Então e as flores, Sr. Collins?
Depende do arranjo que quer.
Sr. Baker, é preferível vir cá e falar connosco pessoalmente.
Estou certo de que poderemos providenciar-lhe um bom serviço.
Virá?
Muito obrigado, aguardaremos a sua visita.
Senhor...
Sr. Baker.
Onde é que vais?
Vou ajudar, já volto.
Vai, Bob.
Mortuária do Collins.
Sr. Collins, lamento incomodar de novo.
Seria possível mudar a minha marcação para as 17h30?
Eu espero.
Casey.
Casey.
- Estás bem? - Acho que sim.
Obrigado, lá estarei.
- Vamos sair daqui. - Certo.
Richie, onde está o Joe?
- Está a tratar de uns assuntos. - Que assuntos?
Pensei que estava tudo tratado.
A segurança está apertada.
O dinheiro vai num caixão.
De quem?
É 1,2 milhões.
E isto é o recibo para o Jimmy.
Richie! O caixão é de quem?
Da rapariga, morreu ontem de overdose.
A Kathleen?
O Joe deve estar de rastos.
Afinal era uma drogada.
- Teve uma overdose. - Uma drogada.
Esperou tanto tempo para casar e fica com uma drogada morta.
Fez-nos um favor.
- Vou levar isto ao Collins. - Acho que também vou.
- Há algum problema, Sr. Miller? - Nenhum.
Mas são tipos muito conservadores.
E estou responsável pelo dinheiro.
A enviar oito milhões de dólares para fora do país num caixão.
Não estou a dizer que não resulte, quero só ter a certeza.
Aqui tem, Sr. Corvin. Deve haver espaço suficiente.
Se alguém abrir o caixão,
tudo o que veem é a pobre defunta com a sua bela cabeça na almofada.
Com licença.
Mortuária do Collins.
Só um minuto. É do aeroporto para si.
Obrigado. Estou sim?
Sim, Bevins.
Está tratado, vai no voo 62, às 18h45 de hoje.
Entre na porta E, no lado sul da pista.
Estará vazia.
Certo, obrigado.
Voo 62, porta E.
Lamento pela rapariga, Joe.
- Esquece-a. - Há mais raparigas.
Não te metas na minha vida.
Quais são os preparativos? Os rapazes querem representação.
Voo 62, porta E, 18h45 de hoje.
Temos pessoas em Zurique para receber.
Richie.
Esta pronta?
Tudo pronto para o cosmetólogo.
Desta vez não.
Vai assim.
Parece que está a dormir.
Era mesmo bonita.
Feche a tampa.
O selo da embaixada. Melhor do que o verdadeiro.
E o manifesto de expedição, a certidão de saúde pública
e a certidão de óbito.
Os papéis são autênticos?
Não mais do que o costume.
Mas nunca tivemos problemas com os documentos, pois não?
Força, Harris.
- Obrigado, - Quero que o Richie conduza.
Não, não, é melhor ser o Harris, conhece o caminho.
- O Richie pode ir com ele. - Também vou.
Não, não, não vás ao aeroporto.
Não te exponhas. Estás a pagar-me para tratar disso.
Queremos ter a certeza que vai correr tudo bem.
Tudo isto é um pouco estranho.
Certo, talvez seja um pouco.
Mas queres mandar o dinheiro, certo?
Relaxa, vamos dar só um passeio.
Segue-nos na limusina.
Despacha-te, temos pouco tempo.
Falta só uma coisa, Sr. Collins.
- Está tudo bem? - Tudo bem.
Vamos a isso, então.
Tirem o caixão do carro.
Este é o Sr. Bevins.
Recuem, por favor.
Cuidado! Vai cair!
É um boneco, Joe.
Uma piada de mau gosto.
Onde está, Joe?
Onde está o dinheiro?
Vá lá, somos amigos há demasiados anos.
É um esquema, garanto-te.
Estavas comigo quando pusemos o dinheiro no caixão.
Tony!
Trata dele, sim?
O que sabes sobre isto?
- Nada. - Fala!
Só me disse para ter a certeza que o caixão ia bem,
e para lhe arranjar uns bilhetes. - Para onde?
Miami.
Vamos a casa do Joe. Tu vens comigo, Joe.
Ele também.
Não.
Não pode ser!
Joe.
Joe, o que se passa?
Ias trabalhar para o bronze, Joe?
Frank, isto é uma tramoia. Conheces-me melhor que isto.
- Onde estiveste escondida? - Escondida?
Estive no Hotel Central. Pergunta ao Joe.
- Não sei... - Está bem, sai daqui.
Tu e o Collins, Joe?
Vá lá, Frank.
Pensei que te conhecia, mas a rapariga deu-te a volta, não?
Não!
Frank! Frank, ouve! Por favor, Frank!
Quero falar com este.
- Frank, ouve. - Abre a porta!
Joe, onde está o dinheiro?
Tradução e Legendagem TIAGO ALVES DA SILVA RTP - Produção
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