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Relaxa, Milt. Nada é assim tão pesado.
Estou só a imaginar...
Aquele barco carregado de H deve valer cerca de seis milhões.
Oito.
O Taynor não se importa que eu veja o desembarque?
Fui eu que pedi.
- O Taynor está atrasado. - Sim.
Milt.
- Milt, és tu. - O quê?
Foste enviado para descobrir onde o Taynor arranja a droga.
- Frank, estás louco! - Fizeste asneira da grossa.
- Agora vira-te. - Frank...
Não sei como o fizeste, mas sim, vim apanhar o Taynor.
Vamos apanhá-lo mais cedo ou mais tarde.
Quando o fizermos, posso facilitar-te a vida.
Poupa-te.
Eu faço o meu trabalho. Só isso.
Frank, ouve...
Bom dia, Jim.
Daqui a sete semanas, no dia 10 de novembro,
oito milhões de dólares de heroína serão desembarcados
num ponto desconhecido ao longo da costa.
O agente infiltrado, Milt Anderson,
perdeu a sua vida ao tentar descobrir onde.
Apenas dois homens conhecem o local de desembarque.
Alvin Taynor, o maior traficante de narcóticos do Noroeste,
e Frank Kearney, o seu principal carrasco.
As agências de aplicação da lei convencionais foram incapazes
de desenvolver outras informações.
A sua missão, caso decida aceitá-la, é intercetar essa heroína
e apanhar Taynor e Kearney.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Jim, há quanto tempo é que a máfia Iverson exerce pressão sobre Taynor?
Alguns meses, Casey.
Até agora, o Taynor tem sido demasiado duro para eles.
É assim que funciona.
O Kearney vai estar na câmara.
Tenho as filmagens necessárias, que vamos alimentar com as videocassetes.
O hospital tem sido muito cooperativo.
Deram-nos parte do quarto andar e o pessoal de que precisamos.
E a taxa de recuperação do Kearney, Barney?
Vamos controlar isso com drogas.
Vai sentir-se bem rápido, mas não demasiado rápido.
E será dispensado no dia nove de novembro.
Um dia antes de o barco chegar a terra.
Certo. Casey?
Consegui o emprego.
Algum problema com a igreja, Steve?
Não, Jim.
Será fechada dois ou três meses antes da remodelação.
Pelo que me contou sobre o passado de Kearney,
foi criado no orfanato de Santo António em Nova Orleães.
É um lugar muito bom. O que o fez ficar mau?
Apareceu com um arranhão quando tinha catorze anos e fugiu.
A partir daí, foi sempre a descer.
É interessante.
Da última vez que esteve preso, fizeram trabalho psicológico com ele.
A sua infância religiosa deixou uma marca inconsciente profunda.
Sim, dependemos disso.
Em circunstâncias normais,
nenhum deles se aproximariam daquele barco cheio de narcóticos.
Manny, uma coisa sobre Kearney.
Ele nunca anda com a arma no mesmo lugar.
Às vezes vai no coldre e outras vezes no bolso.
Isso vai incomodar-te?
Acho que não.
Barney...
Willy...
Desculpa, Jim.
Não consegui resistir a tentar enganar os peritos. Willy...
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
- Tem mesmo de ser? - Achei que gostavas desta música.
O Sr. Taynor não.
Andas arrogante ultimamente.
REALIZAÇÃO
Um extra pelo trabalho do Anderson.
Gostei da forma como lidaste com isso.
É rotina.
- Desculpe! - Desastrada!
- Desculpe! - Esqueça!
Olhe para isto! Tenho de me mudar.
Eu cubra-a.
Aquele tipo era duro.
Obrigado, patrão.
Está pronto, Sr. Kearney?
É nova aqui?
- Sim, acabei de começar. - Como sabia o meu nome?
O patrão disse que era um cliente muito especial
e, além disso, queria conhecê-lo. - Chamo-me Frank, querida.
E a menina?
Kitty.
O alabote está fantástico hoje.
O peixe é um aborrecimento, Kitty. Bife de Nova Iorque mal passado.
Batata assada...
Aros de cebola... Torrada de alho.
E o senhor?
Não vou comer.
Está bem. Vai beber vinho tinto?
Kitty...
Se vamos estar juntos, tem de aprender o que quero ou não.
Não quero vinho.
Tinto, branco, rosé... Quero cerveja.
Está bem. Cerveja.
Simpática.
Mulheres... Esse é o teu departamento.
Patrão... Sorria.
O teu problema, Kearney, é que não te preocupas o suficiente.
Desisti disso quando tinha catorze anos.
Foi aí que percebi que as Irmãs passam por um inferno.
Não tenhas tanta certeza.
Tenta continuar a minha dieta durante algum tempo.
À frente, Sr. Taynor.
Não deixe que isto o incomode. Só quero falar.
O meu nome é John Mallet. Trabalho para pessoas na Califórnia.
Iverson novamente? Vocês nunca aprendem?
Desta vez, subimos a fasquia.
Estamos a oferecer todo o mercado da Califórnia.
Em troca de quê?
Metade das coisas que importam.
Com as vossas ligações e a nossa distribuição,
temos a configuração perfeita. Mantenha as mãos onde estão.
Já tenho a configuração perfeita. Não preciso do mercado da Califórnia.
Tudo aqui em cima é meu e pretendo mantê-lo assim.
Lamento que seja teimoso porque vai custar-lhe caro.
Seremos parceiros ainda assim. Sabemos que tem um carregamento
a chegar no início de novembro. Vamos começar por aí.
Vá para casa, Sr. Mallet.
Quando tivermos um acordo.
Pronto...
O Barney diz que isto põe um elefante a dormir em quatro segundos.
O cozinheiro é seu irmão ou assim?
Tomo conta dele todos os Natais.
Cuido de todos os meus amigos.
É bom saber isso.
Gosto muito do seu fato.
Kitty, ouça...
Gostava de...
Sabe... De me divertir.
Nada sério.
Pode ser?
Claro.
A que horas sai daqui?
Por volta da uma.
E se a vier buscar para tomar uma bebida em minha casa?
Parece-me bem.
Até lá.
- Frank Kearney? - Sim, quem pergunta?
Chamem uma ambulância!
Deus todo poderoso...
Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação.
É Tua vontade que ninguém que acredita em Ti pereça.
Na Vossa infinita misericórdia,
olhai com bondade para o Vosso servo, Franklin,
para que a verdadeira fé e esperança cristã o enalteçam.
Padre...
Sim?
Desapareça.
Meu filho...
Dr. Ward 561, oeste, por favor.
Dr. Ward. Vá para 561, oeste.
Foi alvejado. Descobriu quem foi?
Um tipo alto que nunca ninguém tinha visto.
Deram ao Frank alguma anestesia?
Isso torna algumas pessoas bastante faladoras.
Quem sabe o que lhe deram. Qual é a diferença? Está a morrer.
Fica aí até ao fim.
Dr. Benjamin Peterson.
Dr. Benjamin Peterson.
Caso de emergência.
Dr. Benjamin Peterson.
Emergência.
Urgente.
O seu amigo teve sorte.
Acabou de chegar uma vítima de acidente.
Vamos tentar transplante de coração.
Dr. Curtis.
Dr. Curtis.
Ligue 104, oeste.
Foi anestesiado.
Podíamos pô-lo a dormir, mas tem mais hipóteses desta forma.
Pronto, doutor.
- Bisturi. - Bisturi, doutor.
- Fórceps. - Fórceps, doutor.
- Esponja. - Esponja, doutor.
- Máquina de coração-pulmão. - Máquina de coração-pulmão, doutor.
Função coração-pulmão normal.
Não se mexa, Sr. Taynor.
- Foi o senhor que alvejou o Kearney? - Kearney?
Quem é o Kearney?
- O que é que quer? - O Sr. Mallet enviou-me.
Queria saber se reconsiderou.
Diga ao Sr. Mallet que já fui pressionado antes
e que dou sempre mais do que recebo.
Estaremos fora durante as próximas semanas,
mas estaremos de volta antes do carregamento chegar.
Que carregamento?
No início de novembro.
Também temos os nossos contados lá fora, Taynor.
Queremos participar nele.
Diga ao Sr. Mallet que, se continuar a incomodar-me e ao meu povo,
poderá não estar vivo no início de novembro.
Veremos, Sr. Taynor.
Saberá quando voltarmos à cidade.
130 por 80.
Estabilizar.
- Vai fechar, doutor? - Sim, Dr. Peterson.
Compreende-me?
Vai conseguir. Vai sobreviver.
Sam, sabes que tenho muitos amigos.
Detestaria ver a tua liberdade condicional revogada.
O que quer saber?
Como o Kearney está a passar o tempo.
Com quem ele fala.
Quem é que o visita.
Gosto de manter um registo dos meus empregados, só isso.
Está bem. Vou manter-me em contacto.
Eu cuido bem do meu povo, Evans.
Estou a voar!
O tipo devia ser especial.
Que tipo?
O dador.
Quem era ele?
Pediu para ficar anónimo.
Sente-se bem porque, fora a bala, estava em perfeitas condições
quando fizemos o transplante.
Todos os pacientes anteriores sofreram deterioração orgânica
devido ao enfraquecimento do coração. Enfermeira...
Sim, doutor.
O que é isto que me injetam todos os dias?
É um medicamente para o impedir de rejeitar o coração.
Obrigado, enfermeira.
Pode entrar, menina Norman.
Obrigado, doutor. Como está o paciente hoje?
Se fosse a si, não chegaria muito perto.
Olá!
Entra!
Senta-te.
Porque andas sempre aqui?
Não planeio ser um inválido acamado, por isso, se me queres levar...
Não existes.
Levar-te? Prefiro levar uma barracuda!
É isso que gosto de ouvir.
Mas estou orgulhosa de ti. Olha para isto.
- Espero não estar a intrometer-me. - Estás.
Queria vir aqui. Sou o Padre Thompson.
E?
Estive aqui na noite da operação.
Fiz as últimas orações para si e para o dador.
Perdeu o seu tempo. Vemo-nos por aí.
- Queria falar consigo sobre... - Esqueça!
Muito bem.
Leve isso consigo.
Receio que isto pertença ao hospital.
Menina...
Hipócritas!
Sim?
Taynor, é o John Mallet. Estou de volta à cidade.
É a sua última oportunidade de negociar.
O Mallet voltou.
Estou nervoso! Quero sair!
- Na próxima semana, Frank. - Doutor...
- Estamos a acelerar o tratamento. - Este lugar assusta-me.
Frank, quero que comece a contar de cem para trás.
- Não, não quero. - Para trás, Frank.
100, 99, 98, 97, 96, 95, 94, 93...
92, 91, 90...
89...
88, 87, 86...
85, 84...
Vamos.
O Padre McAllister bebe vinho na missa, não bebe, Frank?
De um copo de prata.
- É um belo colo, não é? - Sim, é lindo.
O vinho é muito especial, não é, Frank?
Sim.
Gostavas de beber algum agora.
Cavalheiros, temos outro carregamento no dia dez.
Máxima qualidade, como sempre. Faremos a entrega no dia seguinte.
Muito bem...
Olhe para ali.
Quem é?
É a Kitty.
Ama a Kitty.
Eu não amo ninguém.
Toque-lhe, Frank.
Ela ama-o, Frank.
Amo-te, Frank.
Ela daria uma boa esposa.
Não a quer apenas como namorada. Quere-la como esposa.
Meu querido...
Diga-o, Frank. Quer casar com ela.
Quero casar contigo.
Um, dois, três, quatro, cinco...
Cameron...
Temos 50 mil para ti.
Todos quietos!
Um por um, ponham as armas na mesa.
Dr. Callihan.
Dr. Callihan.
Vá ao 125, oeste.
Desculpem...
Eu pensei...
Largue a arma.
Não tenho informações sobre o Sam Evans.
- Já verificou com o pessoal? - Disseram que não apareceu.
Deve ser isso.
Nada. Acho que o afugentámos.
Não tenho tanta certeza.
Benton, este contrato é teu.
Certo.
Tenho negócios aqui perto.
- Sr. Kearney... - Quem é você?
O meu nome é Mallet. Trabalho para pessoas na Califórnia.
Acabaram-se as relações patrão e empregado.
Uma parceria plena.
- Só tenho de matar o Alvin Taynor. - Não disse isso.
Se quiser isso, tenho pessoas que podem fazê-lo melhor do que você.
Quer que continue?
Não especialmente.
Sai hoje do hospital.
Quero aquele carregamento de heroína que chega amanhã.
Imagino que vai custar oito ou nove milhões de dólares na rua.
Metade disso é seu.
Pense bem. Eu telefono-lhe.
Eu fico com isso.
Põe-te a andar!
Obrigado.
- Sem restrições? - Não.
Haverá um check-up físico todas as semanas
e, em duas semanas, queremos que volte para um exame psicológico.
Psicológico? Porquê psicológico?
Quer se aperceba ou não, Frank, passou por um grande trauma.
Os pacientes transplantados, por vezes, têm reações estranhas.
Que tipo de reações estranhas?
Não me venha com conversas de treta.
Em termos simples, tem o coração de outro homem a bater dentro de si.
Vai-se perguntar se está a afetar o seu comportamento
a forma como se sente em relação às coisas.
Não se preocupe, doutor. Não vai afetar.
Tem a certeza?
Sr. Kearney?
Sr. Taynor...
Frank...
É bom voltar a ver-te.
Tenho estado a contar as horas.
- Vamos a minha casa? - Sim.
- Ótimo. - Quando saíres.
Assim que sair.
Olá, Frank...
Olá, Benton.
Como estas, rapaz? O Sr. Taynor está aqui.
Bem-vindo de volta. Desculpa não ter podido ir ao hospital.
Espero que percebas.
Estava muito ocupado para se preocupar com isso.
- Cuidado com a língua, rapaz. - Porquê, Frank?
Nem parece teu aborreceres-te por uma mulher.
Não gosto que me espiem.
- Estás pronto, Frank? - Sim.
Truta e vinho branco.
O quê?
Truta e vinho...
Comi bife no hospital até não poder mais.
Está bem.
Quem mais viste no hospital além da rapariga?
- O Mallet, como sabe. - O que é que ele queria?
- O carregamento de H de amanhã. - Quero-o morto.
Vai dar um grande bónus.
Vinte mil.
Eu talvez consiga.
Ele deve ligar-me antes de chegar o carregamento.
- Vou tentar marcar uma reunião. - "Deve"? "Tentar"?
Nem pareces tu, Frank.
Porque me está a chatear?
O que quer dizer com isso?
Sou eu, o Frank Kearney!
Nervoso.
Queres que tire as espinhas, Frank?
Queres saber o que podes fazer com esse peixe?
É mesmo rabugento.
Alguém quer um peixe morto?
Menina, ninguém quer um peixe morto.
- Queres abri-la para mim? - Claro.
Eu odeio vinho. Põe-me doente!
- Porque pediste no restaurante? - Não sei!
- Não sei muita coisa ultimamente. - Como o quê, querido?
Para de me chatear!
- Só perguntei! - Cala-te!
Não preciso de uma esposa a chatear.
- Lava a boca com sabão. - O quê?
Acabaste de me chamar de esposa.
Não queres que seja tua esposa.
As namoradas são mais divertidas.
Vou mudar de roupa.
Querido, o que se passa?
Estás todo suado e...
Estou a exagerar?
Só porque acabaste de sair do hospital...
Vai mudar de roupa.
Está bem.
- Espera aqui, está bem? - Sim.
No nosso especial de serviço público, "Ciência nos anos 70".
O tema desta noite é o transplante humano e a mente.
Até há pouco tempo, os cirurgiões não prestavam atenção
às implicações psicológicas dos transplantes de órgãos vitais.
Agora, tudo isso mudou.
Os pacientes preocupam-se com quem foram os seus dadores.
Mais do que isso, experiências recentes indicaram
que certos pacientes assumem padrões de comportamento
que correspondem aos padrões dos seus dadores.
Por outras palavras, tornam-se como...
Liga isso!
O quê?
Querido, desculpa, não sabia que estavas a ouvir.
Que mais achas que estava a fazer?
Vamos dançar!
Vamos dançar.
Atrevido!
O que se passa? Não queres estar perto de mim?
Claro, Kitty, mas não aqui, não agora, não desta maneira.
Talvez seja porque quase morri, Kitty, mas quero algo mais.
Alguma vez ouviste dizer: "É melhor casar do que ser queimado"?
Ena!
Estás quadrado!
A dizer citações bíblicas...
Do que estás a falar?
Estou a falar do facto de teres mudado.
Estás diferente. É assustador.
O tipo de quem eu estava à espera estava bem, estava vivo!
Fazes-me sentir que preciso de um banho.
Sim?
Sim, ele está aqui.
É para ti.
Sim?
Liguei para o restaurante e deram-me este número.
Dividimos o H amanhã ou não?
Sim, temos acordo.
- Vamos encontrar-nos e conversar? - Está bem.
- Em minha casa. Estou no... - Não, eu é que decido.
Há uma garagem à saída da Fourth and Maine. Estou lá dentro.
Está bem. Quarenta minutos.
Mallet, venha sozinho.
Sim?
O Mallet acabou de me ligar.
Está feito dentro de 40 minutos. Ligo-lhe quando terminar.
Vou buscar os meus vinte mil dólares
e, quando voltar, veremos quem está quadrado.
- Desculpe! - Veja por onde anda!
Já pedi desculpa!
- Não resista e tenha calma. - Kearney...
Eles devem ter tirado mais do que o coração, Kearney.
Posso trabalhar com metade de um homem. Onde vai estar o barco?
- Vou matá-lo na mesma. - Sim.
A arma está partida. Não consegui premir o gatilho.
O problema está em si, Kearney, não na arma. Agora saia daqui.
Uma lembrança, Manny. Obrigado.
Kearney.
Sim?
Taynor, cometeu um erro grave.
Enviou um rapaz para fazer o trabalho de um homem. Está morto!
O Kearney estragou tudo.
Estou preocupado com a heroína.
Kitty! Há uma coisa que tenho de saber.
Frank, são seis horas da manhã. Pregaste-me um susto de morte!
O padre que disse ter feito as últimas orações ao dador...
Como se chama?
Johnson. Padre Johnson.
De que igreja?
Como hei de saber?
Espera...
Mencionei-o ao cozinheiro e ele disse que o conhecia de...
Kitty!
Saint John's!
Saint John's, Padre Johnson.
Tem de compreender que não tenho escolha.
Saia, por favor.
O senhor não compreende... Não saio daqui enquanto não disser.
Tenho de respeitar os desejos do morto.
- Padre... - Saia, por favor!
Ouça!
Também quer morrer?
Eu cresci com padres. Não é especial para mim. Não seja parvo!
Frank...
Ele vai dizer-me quem foi o dador.
Padre, ele é louco. Ele vai matá-lo.
Diga-lhe o que ele quer saber. Pelo bem da sua alma.
Foi o Anthony...
O meu irmão ao serviço de Deus. Padre Anthony.
Um padre?
Sim, claro. Foi nesta igreja.
Que tipo de homem era ele? Fale-me sobre ele.
Era um bom homem.
Bom...
Nenhum de vocês é bom!
Estão todos podres.
- Que Deus o perdoe, - Perdoar-me pelo quê?
Eu é que estou amaldiçoado.
Eu tinha catorze anos quando fugi de vocês porque vos odiava!
Para agora ter esta coisa a bater dentro de mim.
Estava melhor morto. Deviam ter-me deixado morrer.
Frank, vamos embora.
Por favor, vamos embora.
Estás bem?
Por agora.
O que foi, Frank?
Kitty, o que sabes sobre mim?
Tudo.
Kitty...
Eu era bom. Era verdadeiramente bom.
Tens de acreditar nisso.
Tinha um contrato esta noite.
Não consegui puxar o gatilho.
É a forma do Taynor se despedir.
E esta é a Kitty, com a mesma mensagem.
Kitty, não espera!
Eu amo-te.
Tens de vir comigo.
Onde?
América do Sul.
Claro, América do Sul. Isso é ótimo.
Frank, de que vamos viver?
Podias sempre estar em exposição como o assassino
com o coração de um padre.
Frank, já não serves para nada.
Vá lá... Vamos ver. Vais ver.
Espera aqui.
O que está no barco?
Oito milhões de dólares.
Olá...
Frank, o que estás aqui a fazer?
O chefe quer que eu vá buscar isto pessoalmente.
Devo deixar no cais, como sempre.
Não me dês trabalho.
O Sr. Taynor tem medo de assaltos.
- E o pagamento? - É a forma habitual.
Está à vontade.
O que estás a fazer, Frank?
Fiquei preocupado com o material.
Também eu.
Depois de receber uma chamada do Mallet.
O Benton não conseguiu localizar-te.
Pousa isso, Frank.
Sr. Taynor...
Pousa isso.
A culpa não é minha.
Tem de acreditar em mim! Eu não queria!
Eles fizeram-me alguma coisa no hospital.
Talvez me tenham matado! Não mataram?
Sim, Frank, receio que sim.
Não!
Não!
Larga a arma, Benton.
Sr. Taynor...
O que está na caixa?
Tradução e Legendagem BÁRBARA SILVEIRA RTP - Produção
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