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O que há de preocupante, Morgan?
É o Dave Sawyer.
Vai comparecer perante o Grande Júri na próxima semana
O Sr. C quer vê-lo morto.
Ele é o teu estivador, Delaney.
Vamos.
Bom...
Bom dia, Sr. Phelps.
Este homem, Frank Delaney, controla a orla marítima para o Sindicato.
Apesar de as docas serem propriedade pública
e propriedade da cidade,
nenhum navio pode ancorar
e nada pode ser descarregado sem pagamento ao submundo.
Todos os esforços para expulsar Delaney e o Sindicato
por meios convencionais de aplicação da lei falharam.
Todas as potenciais testemunhas contra eles foram mortas.
O atual Grande Júri terminará a sua sessão dentro de 72 horas.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é obter as provas necessárias para acabar com o controlo
do submundo na orla marítima.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Este é o Tom Murphy.
Há dez anos, ele e o Delaney eram capatazes da doca e melhores amigos.
Até que Delaney fez um acordo com o Sindicato
e matou Murphy para o silenciar.
Não há hipótese de provar nada contra Delaney, Tenente?
Delaney e Murphy estavam sozinhos no S.S. Orion naquela noite.
Delaney jurou que Murphy estava perdido no mar.
O corpo nunca foi recuperado Não podíamos fazer nada.
O Jim disse que cresceu com eles.
O mesmo bloco, a mesma escola, tudo.
Éramos próximos...
Até que o Sindicato se virou para o Delaney.
Qual é o acordo, Tenente?
Milhões todos os meses.
Ou paga o dinheiro do sangue ou a carga nunca passa.
Este é o Leonard Morgan, o contacto do Sindicato com a orla marítima.
Delaney nunca confiou nele. Vamos usar isso a nosso favor.
Desde ontem que temos o telefone de Delaney sob escuta.
Mandei fazer esta gravação na Oficina de Atores. Casey?
Os Delaneys viram Martha Murphy pela última vez quando tinha 12 anos.
Somos suficientemente parecidas.
E a Sra. Delaney?
Ela ficou encantada com a ideia de ter uma visita de Martha Murphy.
Ótimo! Já resolvemos quaisquer perdas nos armazéns
com as companhias de seguros envolvidas. Barney?
O Orion foi remodelado como David Salman.
Registado na Linha do Golfo da Suécia a partir de Gothenberg, Suécia.
- É uma empresa de navegação legal. - O Delaney é duro, Jim.
A coisa do fantasma preocupa-me.
Os trabalhadores das docas são supersticiosos, mas ele não.
Ele não tem de ser supersticioso, Bill,
desde que acredite que se tornou o alvo
do que o Sindicato chama "matança por misericórdia".
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Cerveja. E uma para o Mike.
Sou o Ed Corby.
E então?
Alguns dos homens da cidade querem que fiques de olho no Frank Delaney.
O quê?
Isso mesmo.
Eles acham que já não é tão astuto como era.
Eles? Quem são eles?
Não há nada de errado com o Delaney.
Fica de olhos abertos.
Volto a falar contigo depois.
Se tiveres cérebro, vais manter esta conversa entre nós.
- Nunca te vi antes. De onde és? - Do Leste.
Não te pedi indicações.
Soube que precisava de estivadores...
Não venhas com conversas!
Desculpe, Sr. Delaney.
Sou de Norfolk e preciso muito de emprego.
Fala com o Mike Saunders.
Diz-lhe que disse para te pôr a trabalhar até eu ver.
Obrigado, Sr. Delaney.
A tua comissão mensal.
Diz ao Sr. C que eu agradeço.
Sem problema. Tu cumpres, ele cumpre.
Tu tratas dos problemas legais do Sr. C, eu trato da orla marítima.
Estás muito sensível, Delaney.
Sim. Se puseres os dedos no meu negócio, posso cortar-tos.
Frank, tenho uma surpresa para ti.
A pequena Martha Murphy. Lembras-te dela?
Martha Murphy... Filha do Tom Murphy?
Olá, tio Frank.
Não mudou nada. Está exatamente como me lembro.
Ela cresceu lindamente, não foi, Frank?
Veio de Galveston só para estar connosco.
Que simpática. Porque não tomamos uma bebida com a jovem?
Eu não...
Ainda me lembro de o pai ralhar à mãe porque as senhoras não deviam beber.
Que estranho que apareças depois de tantos anos, Martha.
Bom... Para dizer a verdade, não me tenho sentido bem.
Nervosismo...
O médico disse que eu precisava de uma mudança.
Lembro-me de o papá dizer:
"Sempre que precisares de alguma coisa, vai ter com o teu tio Frank."
Onde vais ficar?
Aqui.
A Jenny disse que podia.
Esperava que não se importasse.
Claro que não me importo, mas não ficavas melhor num hotel?
Por minha conta, claro.
Tio Frank...
Eu não vim à procura de abrigo.
Vim porque precisava de alguém.
Ele não quis dizer nada, querida. Estava apenas a pensar em ti.
Tia Jenny, por favor, deixe-me ficar.
Claro que sim!
Por favor, para!
Não aguento!
Não aguento mais! Por favor!
Por favor, para!
Por favor!
Tio Frank!
Graças a Deus! Entre!
Martha, é muito tarde.
Tio Frank... Não consegue ouvir?
Ouvir o quê?
O meu pai!
Ele não está morto!
Ouça!
Entre, por favor!
Cá está novamente. Ouça.
O quê?
Os dardos.
Os dardos...
Sabe como o meu pai gostava de jogar dardos.
E o som que eles faziam.
Aquele pequeno estrondo quando batiam na cortiça.
Ouça... Não consegue ouvi-lo?
Martha, às vezes, quando os médicos dizem "nervosismo",
querem dizer outra coisa.
Tio Frank, não estou louca!
Isto é real! Eu sei que é!
O meu papá não está morto.
Um dia, ele vai voltar.
Tal como um navio na noite, a voltar para casa.
Não me interessa o que diz. É o Orion
Frank, o Orion está num cemitério no Norte.
Como é que chegou aqui?
Teve problemas no morto no canal. O Harbormaster mandou rebocá-lo.
- É o capitão? - Quem pergunta?
Chamo-me Delaney. Frank Delaney Dirijo esta zona ribeirinha.
- Quem disse? - Basta perguntar por aí, Capitão.
- A quem pertence este barco? - Ao diabo, acho eu.
Quero respostas diretas, Capitão.
- Linha do Golfo da Suécia. - Onde o foi buscar?
Partiu de Gothenberg.
Porque é que lhe mudaram o nome?
Sabe disso?
Mudaram-lhe o nome, Sr. Delaney, porque dava azar.
Um homem foi assassinado a bordo, e desde então...
Tirem-no daqui hoje.
Isso seria complicado.
O motor está gasto. O came, os tubos... Tudo.
Despacha isto.
E o que significa isso?
Significa que faz o que tem a fazer. Rápido.
Para mim não é rápido.
Vou sair deste navio no próximo porto.
À noite, ouvimos o homem a lamentar-se.
- Pare com isso! - É verdade. Está assombrada.
Há um fantasma neste navio.
Capitão, se espalhar essa conversa pela doca, vai haver dois fantasmas.
Um carregamento inteiro de tinta.
Uma centena de caixas de renda irlandesa delicada.
O Sr. C disse para vos lembrar... A organização faz muito dinheiro
para garantir que coisas assim não acontecem.
Foi um acidente. Os acidentes acontecem.
O Sr. C não gosta de acidentes.
O que estás a fazer aqui?
Tio Frank...
Não havia sabonete na minha casa de banho
e não quis incomodar-vos...
Arruma as coisas e apanha o primeiro avião para Galveston.
Tio Frank... Não compreendo.
Não me venhas com essas coisas do tio Frank. Sai daqui!
- Tia Jenny. - Por favor, Frank...
Cala-te! Sai! Mexe-te!
Frank... O Tom era o teu melhor amigo.
Sorrateira!
Nada está bem desde que ela apareceu.
Ou talvez porque ela apareceu.
Dá-me uma cerveja, Jerry.
Refresca a bebida do capitão.
Obrigado.
Digamos, Capitão... O que é isto de o navio sueco ser o velho Orion?
É verdade.
Também é verdade que está assombrado?
Não ouviste isso da minha boca, meu amigo.
Não, mas tenho a certeza de que ouvi vindo da sua tripulação.
A tripulação tem de aprender a fechar a boca.
Porquê?
Os fantasmas podem fazer-lhes mal?
Ri-se por ignorância, meu amigo.
Ouvi sons durante a noite.
Riso, som de uma batida... Como o coração de um homem a bater.
Ou talvez como um dardo a entrar na cortiça.
Capitão, isso é muito assustador.
Não se riam tanto se tivessem ouvido o que eu ouvi
e vissem o que eu vi.
É azarado. Uma navio dos mortos.
Vai levar morte aonde quer que vá!
Diga lá, George. Está aqui há muito tempo.
Vinte anos.
- Quem morreu no Orion? - Um tipo chamado Tom Murphy.
O que há de tão especial nele?
Era amigo do Frank Delaney.
Também daquele alvo em que estás a jogar.
Não havia nada que o Tom gostasse mais do que dardos.
Passou a melhor parte da sua vida onde estás agora... A jogar.
O velho Tom Murphy... Adorava jogar dardos.
Capitão, avisei-o das histórias de fantasmas. Porque não ouviu?
Não tive má intenção.
Perguntaram e eu contei-lhes.
Não sabe como isso se espalha?
O Mike ouviu alguns rapazes dizerem que o problema no armazém
foi causado pelo regresso do Orion.
Sr. Delaney, assim que os meus motores estiverem arranjados, eu...
- Já estão arranjados. - O quê?
Enquanto contava histórias, pus uma equipa a tratar do seu motor.
Vai sair na maré da manhã, Capitão. Compreende?
Será um prazer para mim, Sr. Delaney.
Saia!
Porque não saiu?
Não tenho tripulação.
Quando voltei, tinham desaparecido.
- Desapareceram! - Porquê?
Passe uma noite a bordo do navio, Sr. Delaney,
e depois faça essa pergunta.
Mas já chamei o Sindicato dos Marinheiros, vão resolver.
Garanta que resolvem.
Calma!
Tio Frank...
Desculpe. Não se zangue comigo. Não consegui ir embora.
Não consegui!
O meu pai vai voltar para casa.
Vai voltar!
Compreendo que amavas o teu pai. Todos nós amávamos.
Tio Frank, não há nada de errado comigo.
O meu pai estava perdido e agora vai voltar para casa.
Muito bem, Martha, se é assim que te sentes...
Ninguém pode dizer que estás errada.
Quero apresentar-te um amigo meu, o Mike Saunders.
Mike, esta é a Martha Murphy.
Acho que já nos conhecemos.
- Espero não a ter magoado. - Não, de forma alguma.
Ótimo.
Desculpe, tio Frank. Tenho coisas para fazer.
- Foi um prazer conhecê-lo. - Igualmente.
É uma bela mulher.
Vê se arranjas um encontro com ela.
Está a tramar alguma.
Não sei o quê, mas podemos descobrir.
Olá! Estás pronta?
Só um minuto, Mike.
Mike, porque me convidaste para sair? Foi ideia do tio Frank?
O que te leva a dizer isso?
Não sei. Porque irias querer?
Estás a olhar para o espelho e tens de perguntar?
És muito querido.
Há quanto tempo trabalhas para o tio Frank?
Dois anos. Que diferença faz?
Apenas curiosidade.
- Vamos? - Sim.
Isso é a fingir? A questão de não beberes?
Eu bebo, mas só às vezes.
Apenas com alguém muito especial.
Estás a tentar dizer-me alguma coisa?
Só que... Gostava de te conhecer melhor.
Está bem.
Querida, não achas mesmo que o teu pai vai voltar, pois não?
Eles nunca encontraram o corpo.
Mas depois de todos estes anos...
Mike, faz sentido.
Quer dizer, eles estavam a ter muitos problemas aqui, certo?
Acredito que o meu pai nadou para longe do Orion
e voltou aqui para trabalhar em segredo
para manter a orla marítima honesta
e que algo lhe aconteceu, como...
Amnésia, talvez.
Mike, não é assim tão louco, pois não?
"A quem possa interessar:
"Estou convencida de que Frank Delaney matou o meu pai.
"Estou a trabalhar para o provar. Tenho um plano.
"Estou a jogar com a consciência do Delaney.
"Estou a tentar forçá-lo, ou a um dos homens com quem ele trabalha,
"a uma confissão.
"Não descansarei até vingar o assassinato do meu pai,
"Se eu for encontrada morta, Frank Delaney é o responsável.
Martha Murphy."
Mike, o tio Frank alguma vez fala do meu pai?
Claro, eles eram amigos.
Quem são os amigos dele agora?
Duke's.
Mike, telefone.
Está bem, George. Volto num segundo, querida.
Sim?
Isso é muito interessante.
Surreal.
Sim. Como uma raposa.
Fez muitas perguntas sobre ti e o Murphy.
Livra-te dela.
Sobe a bordo do Orion e mantém-te fora de vista.
Quero ter a certeza de que o capitão Norsky planeia sair.
Mike.
Como estão as coisas?
- Bem, - Posso pagar-te uma cerveja?
Estou ocupado.
Ela vai ficar.
Os meus amigos querem saber sobre o acidente no armazém.
O Delaney já falou com os teus amigos.
Gostaríamos de o ouvir de alguém que não o Delaney.
Noutra altura.
Porque não saímos daqui e vamos dar uma volta?
Estava a ficar confortável.
Disseste que querias falar. Preciso de privacidade.
Claro.
Porque parámos aqui?
Porque é aqui que tudo acaba para ti.
- Estás bem? - Sim.
CAFÉ PURO
É sabotagem!
Alguém anda atrás de mim e cabe à organização proteger-me.
Estás um pouco confuso, Delaney.
Cabe-te a ti proteger os clientes da organização.
Se eles estão atrás de mim, estão atrás de ti.
Quem são eles?
Ainda não tenho todas as peças.
Queres que eu diga isso ao Sr. C?
Morgan, imagina isto.
A filha do Tom Murphy aparece do nada para me apanhar.
Ao mesmo tempo, o Orion é subitamente recomissionado
e aparece na minha doca
com um capitão esquisito a falar de fantasmas.
Entretanto, temos a primeira sabotagem em dez anos.
Não são coincidências!
Então, lida com isso!
Estás a gostar disto, não estás?
Estás cansado de ser o mensageiro do Sr. C e queres mudar-te para cá.
Vou ignorar isso, Delaney,
mas vou lembrar-te que a organização tira milhões de dólares daqui.
Ou lidas bem com as coisas
ou o Sr. C encontrará alguém que o faça.
Sim?
Sr. Delaney, é o capitão Johanson.
Só queria que soubesse, para que não me culpe,
que não consigo arranjar tripulação.
Não, não há nada que eu possa fazer. É o Orion. Têm medo dele.
Eu arranjo-lhe uma tripulação. Eu próprio os trarei a bordo.
Desejo-lhe sorte, Sr. Delaney.
Olá, Sindicato de Marinheiros.
Chame o Ed.
Escritório do Swanson.
Deixe-me falar com ele. É o Delaney.
O Ed está fora da cidade, Sr. Delaney. Posso ajudá-lo?
Preciso de tripulação para o David Salman. Pago o dobro do meu bolso.
Sem problemas. Vão estar no cais exatamente às cinco da manhã.
- Está tudo bem, Frank? - Sim, Bill.
Os meus homens dizem-me o contrário. A organização odeia perdedores.
Organização?
Há dez anos que espero apanhar-te por matar o Tom Murphy.
Está quase na hora.
Tenho de dormir, Bill.
Eles vão atrás de ti, Frank. Depois, vens até mim.
E vais falar.
Será a única forma de salvares a tua vida.
Diz olá à Jenny.
Temos de o segurar até isto acabar!
Certo, Jim.
Johanson!
Capitão Johanson!
Johanson!
Se isto se souber, nunca conseguirei tripulação!
Tripulação? O que vais fazer com a tripulação?
O Orion não vai a lado nenhum até terminarmos a investigação.
Pelo menos ajuda-me a manter o silêncio.
Estás a brincar?
Vai saber-se em todas as docas.
Bill, estás a dar cabo de mim.
Sinto-me mal, Frank. Lamento imenso.
Olá, Sr. Delaney.
Acho que sou o único por aqui que não tem medo de fantasmas.
Viste o Mike Saunders?
Não o vejo desde ontem.
E o Ben Haggerty?
Nem o conheço?
Não vi ninguém.
Tenho andado a pensar, Sr. Delaney, e...
Acho que vou voltar para Norfolk.
Dirige uma péssima operação, Sr. Delaney.
Claro que foi descuidado.
Não, senhor, não sei porque o fez.
Só que a rapariga pode ter estado a chateá-lo por causa do pai.
Ouvi dizer que era esquisita.
Sim, Sr. C, claro que estou ciente do que disse.
Têm de manter as coisas controladas até o Grande Júri decidir.
Sim, Sr. C, eu já lhe disse.
Sim, senhor. Vou dizer-lhe outra vez.
Acorda!
Olá, velho amigo.
Eu conheço-te das docas.
O que é isto?
Eu não me preocuparia com isso.
Só quero que faças uma chamada para o Frank Delaney.
O que te faz pensar que vou fazer o que pedes?
Porque sou uma testemunha.
Posso pôr-te na câmara de gás.
Não me lembro. Eu desmaiei.
Podes ter desmaiado, mas parecias saber bem o que estavas a fazer.
Vi-te a pegar naquele corpo e a atirá-lo para fora do cais.
- Estás a mentir. - O procurador não vai achar.
Porque não ligas ao Delaney...
Nem pensar.
Talvez isto te assuste mais do que o procurador.
Devia.
Pega neste telefone e liga ao Frank Delaney
a dizer que já trataste de tudo
e que queres que se encontre contigo no convés do Orion em 10 minutos.
Está bem.
Sim? Mike, onde estiveste?
Explico-te mais tarde. Já tratei de tudo.
Quero que te encontres comigo no convés do Orion em 10 minutos.
Está bem, Mike. Lá estarei.
És um bom companheiro, Mike. Obrigado.
Levanta-te.
Ali.
Anda!
Sim, Sr. Morgan. Está tudo pronto.
Frank Delaney estará lá em 10 minutos.
Vou amarrá-lo no convés, tal como fiz com o Capitão Johanson.
Muito obrigado, Sr. Morgan. É muito generoso.
- Sim? - Sr. Morgan?
Quem fala?
Não interessa quem fala.
Achei que gostaria de saber que Frank Delaney se enforcou no Orion.
Sim?
Sr. C, é o Frank Delaney. Não fale, apenas ouça.
Está tudo prestes a explodir.
Encontre-se comigo no Orion imediatamente.
Foi o negro que contrataste, Frank.
Ele obrigou-me a telefonar-te. Ele matou o Johanson.
Também te ia enforcar e fazer parecer suicídio.
Porquê? Não percebo.
Ele trabalha para o Morgan. Eu ouvi-o ao telefone.
O Morgan?
Frank!
Está morto.
Quem é você?
Chama-se Ed Corby. Trabalha para o Sr. C.
Tem feito muitas perguntas sobre ti.
Porque é que o matou?
Ele queria tramar-me.
Iam fazer com que parecesse suicídio. A corda está aqui atrás, no convés.
É verdade, Ed.
Mostrem-me.
Está bem.
Sr. C, o que está aqui a fazer?
Ligaste-me, Frank.
Não, não lhe liguei.
Tive de o fazer.
Tira-lhe a arma.
Ele queria-me tramar.
Todos aqueles acidentes... Foi o Morgan.
Trouxe a filha do Murphy para me chatear.
Inventou histórias na doca para que ninguém trabalhasse para mim.
Matou o capitão e fez com que parecesse suicídio,
por isso, não consegui tripulação. Agora, ia fazer-me a mesma coisa.
São acusações bastante graves, Frank.
Tenho provas!
A corda ainda está ali! Quer ver? Vamos!
Mike!
Mike!
Não compreendo... Estava aqui!
- O Mike veio mostrar ao seu homem. - O meu homem?
Sim! Aquele que pôs aqui a controlar-me. Ed Corby.
Não pus ninguém a controlar-te, Frank.
Não conheço nenhum Corby.
Ele estava aqui! Acabei de falar com ele!
Tem de acreditar em mim! O Morgan armou-me uma cilada.
Ele trouxe a filha do Tom Murphy. Ele matou o capitão. Foi o Morgan!
Sr. Delaney, o que faz aqui tão cedo?
Só o esperava mais tarde, quando a tripulação chegasse.
Está morto! Vi-o enforcado naquela torre!
Enforcado?
Não sei do que está a falar.
Estarei pronto para sair esta tarde.
Não sei o que se passa aqui.
Eu sei, Frank.
Tens trabalhado muito e estás perturbado.
A filha do Tom Murphy veio à cidade e deixou-te assim.
Por isso, imaginaste isto... À tua maneira.
Só que não foi assim.
Não!
Não podemos dar-nos ao luxo de ter homens doentes, pois não, Frank?
Nunca se sabe o que um homem doente vai dizer.
Se alguma vez ficasse doente, quereria que alguém me afastasse
para não poder fazer mal aos meus amigos.
Não me podem fazer isto!
Eu não sou louco! Eu sei que isto tudo aconteceu!
Eu não enlouqueci!
Tem de acreditar em mim, Sr. C, por favor!
Adeus, Frank.
Vamos, Frank.
Queres uma boleia, Frank?
Tradução e Legendagem BÁRBARA SILVEIRA RTP - Produção
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