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Zulu
Toma, Rolff. Anda.
Toma, Rolff. Toma.
Anda, anda.
Anda, traz cá.
Mantenha esse cão longe de mim. Percebido?
Atreve-se...
Atreve-se a vir aqui insultar-me
com aquilo a que tem coragem de chamar proposta?
Estou a avisar, Zenbra. É a sua última oportunidade.
Recuse e fica marcado.
Está a ameaçar-me, Pierre Morat?
Seu porco que vive das pilhas de lixo de Marselha.
Ninguém ameaça o Albert Zenbra.
Ninguém!
Leva-o daqui.
Enfermeira!
Enfermeira!
Comprimidos. Dê-me uns comprimidos.
Anda, anda.
Anda, anda.
Traz cá. Lindo menino.
Bom dia, Sr. Phelps.
Albert Zenbra, o chefe supremo do Setor Mediterrânico do Sindicato,
que processa um quarto da fonte ilegal de heroína do mundo,
está a morrer de cancro.
Zenbra designará em breve um sucessor,
a quem transferirá uma lista secreta das plantações de ópio,
rotas de transporte, transportadores e autoridades corruptas,
por meio das quais opera.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é obter essa lista secreta
e evitar que Zenbra perpetue o seu império.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
A fonte de Zenbra é aqui,
os campos de ópio da Turquia Ocidental.
As papoilas são convertidas numa base de morfina,
contrabandeada pela Europa para França.
Em Marselha, a morfina bruta é refinada em heroína,
que Zenbra vende com enorme lucro aos distribuidores dos EUA.
O único senão é o sindicato francês.
Parece achar que Zenbra lhe invade o território soberano.
Eve Zenbra parece uma rapariga bastante decente.
E nem um bocadinho idiota.
Então, porque vive com o avô?
Os pais morreram num acidente de avião,
quando ela tinha seis anos.
Zenbra criou-a desde então.
E beija o chão que ela pisa.
E a casa, Paris? Havia informação suficiente?
Queres saber quantas fibras de tapete há nalguma divisão em particular?
Estes comprimidos adormecem o cão durante seis horas.
Depois disso, ele fica bem.
Dana, que acontece à enfermeira habitual do Zenbra?
Terá de se ausentar. Um familiar doente.
Há apenas dois homens possíveis que podem suceder a Zenbra.
A escolha número um é Carlos Empori.
A par da Eve, é a única pessoa no mundo de quem Zenbra gosta,
portanto, temos de lhes estragar a relação.
Paul Corrigan, no verão em que visitou a propriedade de Zenbra.
Está na disputa, porque membros muito poderosos
do Sindicato dos EUA estão a pressioná-lo.
Esta é uma nova fotografia de Paul Corrigan,
tirada hoje, dez anos depois,
com uma reconstrução facial por cirurgia plástica.
Um dos seus tenentes ambiciosos
quase lhe rebentou os miolos com uma espingarda.
Nem parece a mesma pessoa.
É disso que dependemos, Dana.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Desculpe, Sr. Corrigan.
Por aqui, por favor.
- Que é isto? Algum tipo de assédio? - Alfândega. Faça favor.
Vito! Como estás, velho amigo?
Senta-te, Carlos. Descontrai.
Não vou atirar-te aos lobos
só por rapazes brilhantes de Chicago ainda se julgarem meus donos.
Onde anda a enfermeira? Enfermeira!
Aqui estou eu, Sr. Zenbra.
Quem é você?
Chamo-me Maria Canosa.
Sou a substituta da enfermeira Gigliano.
Substituta? Quem raio a substituiu?
A mãe estava doente. A agência enviou esta substituta.
Tem dores, Sr. Zenbra?
Porque acha que a chamei, menina?
Carlos, se haveria uma nova enfermeira,
porque não me deram a escolher?
Como é possível...
Chegaram.
Dois cor de rosa, um branco e um verde.
Tome-os, por favor.
Vá lá, despache-se. Ele está à espera.
Vito...
Vamos esclarecer uma coisa.
Não sou o miúdo que cá esteve há dez anos nas férias de verão.
Agora, tenho uma organização própria.
- Chama a Eve. - Porquê?
Chama-a.
A menina massaja costas?
Sr. Zenbra.
"Sr. Zenbra"... Um homem feito e de repente tão formal.
Paul.
Tio Albert.
Continuas com as boas maneiras do teu pai.
Mas, Céus, Paul, que te fizeram à cara?
Os médicos não têm imaginação, tio.
Nem quando lhes pagamos 30 mil dólares.
É tudo, enfermeira.
Não vais cumprimentar o homem que te ensinou a andar?
Estou assim tão diferente, Baby Budda?
- Paul. - Eve.
Estás linda. Simplesmente, bela.
Olá, Carlos.
É bom ver-te.
Não o reconheces com o rosto de 30 mil dólares?
Sim.
Poderia ser qualquer pessoa, não é?
Olá, Paul.
Bem-vindo. Espero que tenhas uma estada agradável.
Obrigado.
Anda. Mandei-os preparar o teu antigo quarto.
- Com vista para a piscina? - Que agora tem uma prancha.
Vais ter de aprender a usá-la sozinha.
Na minha idade, as chapas doem.
Na tua idade? Eu é que cresci.
Cresceste mesmo.
Paul?
Ela disse-te que estamos noivos?
Não.
Bem... parabéns.
Podemos brindar a isso, depois de te instalares.
Claro.
Calma. Calma, Rolff.
É o Paul!
Rolff, para.
Para! Para!
Como assim? O teu velho amigo...
Qual é o problema?
O Rolff e o Paul Corrigan que eu conhecia eram amigos.
Para!
Ele não se lembra de ti.
Rolff, calma. Calma, Rolff.
Paul, não consigo segurá-lo.
Tem calma.
Calma, rapaz.
Calma.
Lindo menino.
Vá, agora vamos ver quão bom realmente és.
Senta.
Boa.
Só precisava de cheirar bem e reconheceu um velho amigo.
Mais ninguém aqui consegue aproximar-se desse rafeiro.
Não se esqueça de quem o treinou, tio.
Anda. Anda lá.
Carlos.
Sabes que nunca esqueci este jardim?
Nunca vi nenhum tão bonito.
- Mudaste. - Mudei?
Tens-te visto ao espelho?
Quero dizer que estás mais em paz contigo mesmo.
Bem, agora sou um empresário de sucesso.
Quando me conheceste,
convenhamos, era um jovem pretensioso.
Estás a exagerar.
Sabes... Foi o melhor verão da minha vida.
Até rezei por que nunca acabasse.
- Mas claro que acabou. - Pois.
Este é um dos meus sítios favoritos.
Costumava sentar-me aqui e planear como as coisas seriam.
Que lindo crucifixo.
- Foi um presente de Natal... - Do Alberto.
Certo.
Fantástico.
Ninguém nunca me deu um presente de Natal assim.
Ninguém é como o avô.
E o Carlos? Aposto que o avô fez o arranjinho.
Ele adora o Carlos como a um filho.
E a mim como a uma filha.
Que seria mais natural?
Consigo pensar em muitas coisas.
Mas comecemos pela liberdade de escolha.
Não se pode lutar contra a tradição, Paul.
Talvez nos Estados Unidos, mas não aqui.
Que aconteceu àquela hospedeira de 11 anos?
Aquela que queria ver todos os países do mundo.
Cresceu.
- Estou? - Sr. Empori?
- O próprio. - Fala Gaston Rochelle.
Rochelle, está a perder o seu tempo. Não vamos negociar.
Não estou a ligar para negociar.
Estou a ligar por causa do Paul Corrigan.
Continue.
Gostaria de me encontrar consigo. Na cidade.
É um homem engraçado, Rochelle.
Mesmo, mesmo engraçado.
- Só tinha 11 anos na altura. - Eu sei.
Mas até uma criança deve saber afastar-se do traseiro de uma vaca.
Tenho uma ideia, Vamos à cidade amanhã.
- Não posso. - Porquê?
- O avô fica preocupado. - "O avô fica preocupado."
Que vais fazer?
Vais passar o resto da vida nesta prisão sem respirar?
Eu adoro-o. E tento não o aborrecer.
E ele tenta não te aborrecer?
Faço o que devo fazer.
Desculpa.
Perdoa-me.
Vito.
Porque andas a espiar-me?
- Estás a cometer um erro, Paul. - Não, Vito, não estou.
Tens-me importunado desde que cheguei.
Aquilo com o cão... Estavas a testar-me, certo?
Que se passa nessa tua mente retorcida?
- Não sei de que falas. - Sabes de que falo. Ouve.
Mantém-te fora do meu caminho e do dela também. Entendido?
- Não me dês ordens. - Dou, sim, Vito, e tu obedeces.
Agora, sai.
Paul, ele é perigoso.
- É um assassino. - É um zero à esquerda.
E o Carlos também. Sei lidar com estes tipos.
Vivo nesta casa há muito tempo. Sei do que ele é capaz.
Estás mesmo assustada, não estás?
- Por mim. - Sim.
Gosto disso.
Eve, não te preocupes.
Não vai acontecer-nos nada.
Espero que não, Paul.
Investigação médica?
Então...
Não é a enfermeira eficiente que finge ser, pois não?
Sou de uma família pobre.
Vivi com miséria e pobreza toda a vida.
Coisas caras atraem-me.
Gosto de olhar para elas.
Como você gosta de olhar para as mulheres.
Juro que não sou nenhuma ladra.
Mas, se quiser contar ao Sr. Zenbra
e mandar substituir-me, a decisão é inteiramente sua.
Estou? Olá, Eve.
Sim, estou vestido para jantar.
Vais subir?
Está bem, Eu espero por ti.
O que eu daria para ter uma câmara...
Devia saber que passarias por essa porta secreta.
Não te preocupes, vou vingar-me de ti.
De certeza que há coisas de que não te lembras.
Lamento, Paul. Tenho memória de elefante.
Isto será bom para si.
Tal como gosta.
Obrigado, querida Eve.
Por favor, vamos conversar agora.
Vamos ter alguma privacidade.
Aquela enfermeira ouve-me...
... como se fosse uma criança.
Cara espirro, cada respiração...
É uma maldição envelhecer, Eve.
Tratam-nos como se nem conseguíssemos assoar o nariz.
Eve...
Tens estado infeliz.
O teu homónimo da Bíblia...
Que lhe causou a ruína?
Comer o fruto proibido.
O fruto do conhecimento.
E é por isso que não é bom para ti agora, pois não?
Sabes muito. Sabes o que se passa.
E é-te muito difícil aceitar.
Consigo aceitar tudo, exceto os assassinatos.
O mundo não é um jardim do Éden.
É uma selva. E temos de matar o inimigo ou mata-nos ele.
Não me odeies pelo que faço, Eve.
Não o odeio, avô. Nunca poderia odiá-lo.
Agora...
Agora, posso; morrer em paz.
Tu e o Carlos vão...
Temos de falar no Carlos?
O Carlos vai proteger-te.
Sempre planeei que fosse o Carlos.
É o Paul?
Não.
Ele fez-te mudar de ideias?
Gostas do Paul?
Sempre gostaste do Paul.
Era uma criança.
Sim, e já não és criança nenhuma.
Se quiseres contar-me, não tenhas medo.
Eu não me zango.
Avô...
Não, não é nada.
Entre.
- Que é? - O Corrigan. Quer falar.
Não faz mal. Tenho muitas coisas para fazer.
Manda-o entrar.
Desculpem. Não queria interromper.
Não. Boa noite, avô.
- Boa noite, Paul. - Boa noite, Eve.
Espera lá fora, Vito.
Senta-te. Põe-te à vontade.
Tenho uma transportadora em Los Angeles,
uma produtora de laticínios em São Francisco,
dezenas de outras operações por toda a costa,
e são todos negócios legítimos.
Todos geridos por homens licenciados.
Usamos contabilistas, usamos computadores...
Paul, perdoa-me, mas tenho de te interromper.
Eu e o teu pai, que Deus o tenha, éramos assim.
Então, fiquei de olho em ti, vi-te crescer
com um certo orgulho e prazer.
Mas tens de lembrar-te de uma coisa, Paul.
O Carlos está comigo há 17 anos.
O Carlos não tem inteligência
para gerir uma operação tão complexa como a sua.
Estás a subestimá-lo, Paul.
Ele é esperto.
Esperto como uma raposa.
Por instinto.
E o Carlos tem outra coisa.
Algo que o dinheiro não compra.
Estou a falar de lealdade.
Quantos homens tens na tua organização
a quem podes confiar a vida, dia após dia?
Não muitos, arrisco dizer.
Portanto, não o menosprezes.
Nunca menosprezes o Carlos.
Maison Charles, Marselha.
Um dos homens do Rochelle.
Peço que me deixe matá-lo agora.
Não sejas estúpido, Vito.
Vou interrogá-lo quando acordar.
Podemos livrar-nos dele depois.
Agora, é-nos mais útil vivo.
Ele tem razão. Vai ver lá fora. Talvez não estivesse sozinho.
- Que aconteceu? - O francês outra vez.
Está tudo bem.
Está tudo bem. O Paul salvou-me.
Como raio entrou ele aqui?
És o responsável pela segurança. Diz-me tu como ele entrou aqui.
Tratamos dele depois.
Levem-no.
Não compreendo.
- Desculpe. - O quê?
Não sejas idiota, Carlos.
Sr. Empori?
Gaston Rochelle.
Como vê, sou um homem muito persistente.
Só peço que me ouça.
Muito bem. No café da rua Romulus.
Daqui a uma hora.
Sentem-se.
Não gosto de encontros secretos.
Deixam um fedor que as outras pessoas cheiram.
Resumidamente, o que tenho para dizer é isto.
O Sr. Zenbra recusou a nossa generosa oferta de consolidação.
Portanto, o Sr. Zenbra tem de morrer.
Está louco? Isso é impossível.
Sim.
A menos que possa ser ludibriado dentro de portas.
Por si.
Suponha que lhe dizia
que podia não ser o sucessor do Sr. Zenbra.
Está a fazer-me perder tempo.
Os Estados Unidos estão a exercer muita pressão sobre ele.
O Paul Corrigan controla agora todos os traficantes de droga
na costa oeste dos Estados Unidos.
Tem um dom para a organização, é esperto, está atualizado.
Agora, ponha-se no lugar do Sr. Zenbra.
Quem escolheria?
Eis a minha proposta.
Se cooperar, garanto, primeiro, a morte imediata do Paul Corrigan,
e um cargo de responsabilidade na minha organização.
Rochelle, sou eu.
Eu é que assumo, a escolha sou eu.
Mesmo que não fosse, não negociaria consigo.
Obviamente, o senhor é um homem muito orgulhoso.
No entanto, aconselho-o a manter os olhos abertos.
Se o que vir o fizer mudar de ideias,
pode telefonar-me para este número.
Que faz aqui?
Minha querida jovem, estou aqui, porque o Sr. Zenbra,
que não a conhece tão bem como eu,
acha que perdeu isto.
Força.
Conte-me tudo sobre a sua infância pobre.
Não é tudo o que parece, Maria Canosa.
Não é nada o que parece.
Por favor...
Não conte a ninguém.
Faço qualquer coisa.
Tenho a certeza.
Muito bem.
Mas não é isso que quero de si.
Gostaria de saber o que vai na cabeça do velho.
E você é quem passa mais tempo com ele, entende?
Sim.
Sim, qualquer coisa.
Carlos?
Carlos?
Ele desapareceu. Fugiu.
Ele entra...
... quase me mata
e depois volta lá para fora!
Porque não pões uma placa no portão?
Aberto ao público!
Quando terminarmos, quero que funcione 24 horas.
Albert, parece que terei de partir amanhã.
- Suponho que queiras conversar. - Em privado.
Já achava que quisesses.
Se bem me lembro, a nossa última conversa foi interrompida.
- De forma rude. - Quase permanente.
Não é cedo para isto?
Quero que os tome agora, enquanto aqui estou.
Ela quer, ela quer... Esta aqui quer sempre.
Que é assim tão importante para me estragares uma boa massagem?
Então, basicamente, o problema é a distribuição.
Se...
Albert, apetece-me mesmo aquele seu vinho.
Importa-se, enquanto conversamos?
Vito, ouviste o homem. Vai!
Estava a dizer que o segredo é a distribuição
e conhecer as pessoas certas pode fazer toda a diferença.
Livra-me da velhice.
Já não consigo manter-me acordado.
Ali.
Mas o Carlos alega que procurou o homem do Rochelle.
Perdoe-me pela franqueza, Albert,
mas a segurança daqui não vale nada.
Tinha tantas esperanças no Carlos.
Mas começo a achar que ele é mais burro do que o Vito.
Obviamente, o homem tinha explosivos.
Era só revistar.
E que está o idiota a fazer agora?
Está lá fora a instalar arame farpado.
A verdade é que poderia duplicar-lhe o negócio.
Num ano, controlarei a distribuição em todos os Estados Unidos.
Saia daqui. Saia!
Com licença. Esqueci-me da chave do armário do vinho.
Sabes onde ela está. Vai buscá-la.
Olha, Paul, não precisas de me vender a tua organização.
Já estou convencido.
Só peço que tomes conta da Eve.
Ela recebe 30% de tudo,
desde que eu mande.
- Estou? - Rochelle?
Temos negócio, sou seu.
Muito bem.
Eis o que quero que faça.
Chegaram depressa. Ligámos assim que o encontrámos.
Ele vai ficar bem, doutor?
Vai?
Rochelle.
Se a magoar, mato-o.
Claro que sim, meu senhor.
Ela desapareceu. Não está no quarto nem em casa.
Procurem nos terrenos. Em todo o lado!
Zenbra?
Não a encontrará, Sr. Zenbra. Ela está aqui, comigo.
Blusa vermelha, saia cinzenta com botas pretas.
Não pode fazer isto. Ultrapassa qualquer decência.
Terminamos o jogo segundo o seu código tolo.
Durante um ano, implorei que negociasse comigo.
E qual foi a sua resposta?
Matou um dos meus melhores homens.
Que quer? Onde está?
Estou na oficina Sitorie Brother's. Perto da ferrovia.
Tio, acho que estamos a ir demasiado depressa.
Tem de haver outra forma.
Não sejas tão trágico, Paul.
Apenas duas coisas podem acontecer.
Ou ele negocia comigo, ou me mata.
Não me importa qual, desde que salve a vida da Eve.
Pelo menos, deixe-me ir verificar primeiro.
Sim, Paul. É melhor verificares.
Eve, estás bem?
O teu avô está lá fora.
Ele está pronto para negociar.
Muito bem. Eu também estou.
Porque não param com a farsa?
Vocês os dois. Sim, farsa.
- Eve, não compreendo. - Não?
Mentiste-me, Mentiste ao Albert.
A todos, desde o início, quando chegaste.
Não és o Paul Corrigan,
e eu senti isso desde o início.
E até te disse que havia algo diferente em ti.
E eu disse porquê.
Por favor, para.
Cometeste um erro com a passagem secreta.
Lembras-te do dia em que te surpreendi?
- As pessoas esquecem-se. - Tu fingiste esquecer-te.
Denunciaste-te.
Porque a passagem faz parte de um sistema de fuga
construído após o verão da visita do Paul Corrigan.
Quero falar a sós com ela.
Quem és tu? Um dos carrascos deles?
Eve, tive cem oportunidades com o teu avô.
Porque esperaria até agora?
- És da Polícia. - Não posso prendê-lo.
E prometo que ele não se magoará.
Só estamos aqui por uma razão, Eve: tirá-lo dos negócios.
- Só para o destruir. - O destruidor é ele, Eve.
Pode parecer-te um velho adorável, mas ele destrói, mata.
- Não é verdade. - É verdade, e tu sabes,
mas fechaste os olhos.
Eve, ele fabrica heroína.
Isso destrói pessoas aos milhares.
Não rápida ou misericordiosamente, mas aos poucos,
num pesadelo infernal de miséria.
Não! Para, não quero ouvir mais.
Eu sei que não, mas vais ouvir.
Eve, o teu avô é um assassino.
Enquanto enche a barriga de vinho caro
e te compra joias de valor inestimável...
- Ele adora-me. Preocupa-se. - Crianças.
Ele mata crianças.
Não.
Não...
Não...
Não...
Ela não vai entregar-me.
Tens a certeza? Estás a apostar a vida.
Eu sei. Ela também sabe.
Ela está bem.
Querem vê-lo a si e ao Carlos. Apenas a vocês dois.
Porquê o Carlos?
Querem que ele testemunhe o negócio.
Muito bem, Carlos.
Tu ficas aqui.
Carlos.
Sai da frente.
Vira-me, Vito.
Eles fugiram.
Leva-a lá para fora.
Adoro-te como a um filho, Carlos.
Você... ia fazer-mo a mim!
Ia trair-me!
Mão, Carlos.
Nunca.
Nunca.
Não me toques.
Acabou.
Este é o símbolo da minha autoridade.
Todos os nomes que tens de saber estão na estampa sob a pedra.
Vai ter com ela.
Que vais dizer-lhe?
Nada.
Eve, agora és livre.
Não.
Posso ajudar-te.
Não quero a tua ajuda.
O meu avô precisa de mim.
Só estarei livre quando ele morrer.
E nessa altura?
Tentarei esquecer.
Tradução e Legendagem NADINE GIL RTP - Produção
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