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Os vossos documentos de identificação.
Sim, somos dos Estados Unidos. Eu sou o professor Edwards,
do Instituto Arqueológico da Universidade Lennox.
A sua profissão, menina Ward.
Sou estudante de arqueologia na universidade.
Está a trabalhar comigo nas escavações em Agafa.
Obrigado.
As escavações vão bem em Agafa?
Particularmente bem
desde que os EUA se interessaram pelo trabalho.
É o Alex Khora.
Tenho notícias do Dr. Makani e do professor Costa.
Tiraram-nos do país?
Sim, em breve estarão a trabalhar num laboratório em Inglaterra.
Fizeram muito em duas semanas.
Lamento que o seu pai tenha recusado ir com o Makani e o Costa.
A luta dele era aqui.
Era um grande homem, A sua morte foi uma tragédia.
"Morte", não. Assassinato.
E o governo vai pagar por isso.
Estamos cá por uma coisa, Alex. O caderno do seu pai.
Tem-no?
- Sim. - Consigo?
Não te vires.
Algum dos vossos está na encosta?
- Não. - Está alguém lá em cima.
É melhor vocês e o vosso grupo saírem daqui.
Levem o caderno. Virem-se e não olhem para cima.
- E vocês? - Vamos tentar a sorte no jipe.
Está ali alguém!
Mande-os sair.
Saiam!
Venham!
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
Prendam-nos.
REALIZAÇÃO
- Klos! - Não te assustes. O Alex vai...
Alex.
A Irina, o Klos e a sua amiga foram capturados.
- Eu sei. - Está ferido.
Não é nada.
- Tem uma bala no braço. - Esqueça isso.
O caderno? Onde está?
Então?
O coronel Bakram levou-o.
O quê?
A Irina é o caderno. Tem-no memorizado.
Tire essas mãos imundas de cima mim! Largue-me!
- Levem-no para cima. - Deixe-o!
Porcos!
Javardos!
São uns porcos!
Nojentos, corruptos, assassinos...
Está tudo bem.
Esperem lá fora.
Porque não veio mais cedo?
Estava à espera de que o caderno mudasse realmente de mãos.
Suponho que o jovem Khora o tivesse.
Isso foi o que ele disse aos estado-unidenses,
mas o próprio Alex não o tinha. Tenho a certeza disso.
Então, um dos outros deve tê-lo por ele.
Quem?
Não o teria confiado a ninguém, exceto à Irina.
Porquê ela?
Ele é...
É apaixonado por ela.
Nós revistámo-la.
Ela não tinha o caderno consigo.
- Deve tê-lo escondido. - Onde?
Não sei.
Mas tenho a certeza de que sabe onde está.
Então, tenho a certeza de que tentarão resgatá-la.
Estaremos preparados para eles.
Só estaria a cometer suicídio, Alex.
O coronel Bakram tem homens e armas suficientes para vos matar
antes de estarem a 50 metros do seu quartel-general.
Então, que quer fazer?
Deixar a Irina, o Klos e a sua amiga apodrecerem lá?
Não. Mas há outra maneira de os tirar de lá.
- Como? - Demorará algum tempo.
Tempo! Parece o padre Sebastian.
Quem?
O padre de Kefero. Tudo demora sempre tempo.
Espera, pensa. Não ajas, não te mexas.
Isso é errado, isso é perigoso. Alguém pode magoar-se.
E, neste caso, esse alguém pode ser a Irina, sabe?
Suponha que consegue entrar aos tiros no complexo.
Acha mesmo que consegue tirar o Klos, a Irina e a Dana de lá vivos?
Por outro lado, também não sei se consegue trazê-los.
Dou-lhe até ao meio dia de amanhã.
Se não forem libertos até lá, fá-lo-emos à nossa maneira.
Muito bem.
Tem de me emprestar o seu rádio.
A quem vai ligar?
A uns amigos.
Entretanto, gostaria de saber mais sobre esse seu padre Sebastian.
Klos!
É agora, Doug.
Ali estão eles.
Não sei porque continua a fazer estas perguntas, coronel.
Não conheço nem me importa a sua política.
Sou... Sou estudante de arqueologia.
Menina Ward...
É uma agente inimiga.
Faz parte de uma organização de elite
que veio cá pelas anotações do Dr. Khora
sobre as suas experiências em guerra bacteriológica.
Vamos começar de novo?
Não sei de que está a falar.
Levem-na de volta para a cela.
Recebemos uma chamada da base de defesa aérea de Makla.
O radar encontrou um avião não-identificado.
E então?
Enviaram um intercetor para investigar.
O piloto não localizou o avião,
mas viu homens e mantimentos a cair de paraquedas nas colinas
a 16 quilómetros a este daqui. - Alerte toda a guarnição
e duplique as patrulhas nas montanhas.
Sim, senhor.
Barney Collier, Dr. Doug Roberts.
Ele é médico?
Sim, entre outras coisas.
Eles ajudaram a tirar o Costa e o Makani do país.
- Vamos ver esse braço, Jim. - Não é nada, Doug. Vê lá.
O Paris vem a caminho, Barney?
Saiu da capital de carro algumas horas antes de nós, Jim.
Ótimo.
O avião pode ter sido captado pelo radar,
temos de ser rápidos, e desempacotar.
Não é nada? Que estás a tentar fazer a ti mesmo?
Andas por aí com uma bala de calibre 30 no braço
como se fosse uma picada de mosquito.
Tira-a com algo e tratamo-la quando nos despacharmos.
- Esquece, tiro-a agora. - Tenho muito que fazer, Doug.
- Que seja. Senta-te. - Não há tempo.
Mandei-te sentar.
Despacha-te, está bem?
Estás bem?
Sim, estou.
Tu.
Não. Não, outra vez, não!
- Levem-no! - Não, por favor! Deixem-me em paz.
Ouçam, não sei onde está o caderno. Juro!
Porque não me interrogaram?
Porquê só a ti e ao Klos?
Que estão a fazer?
Obrigado, Doug.
Alex, é hora de sabermos de que se trata isto.
Acho melhor ouvirem isto.
Porque não interroga a Irina?
Ela não se aguentaria como a rapariga dos EUA.
Não podemos ter a certeza.
Uma coisa que aprendi com a experiência
é que as mulheres não suportam ver outra pessoa sofrer.
Como assim?
A Irina pode não falar para se salvar,
mas falaria para salvar a rapariga dos EUA.
E para o impedir de ser torturado.
É uma loucura! Não vai funcionar. O Klos e a Irina serão mortos.
Fiz um pacto, Haratch.
Ele convence qualquer um de qualquer coisa. Esquece!
Fá-lo à nossa maneira. Pelo menos, há hipótese de lutar.
Lutar contra o Bakram e os seus homens no seu terreno
pode entusiasmá-lo, mas a mim não importa nada.
Agora, vamos trabalhar.
Não me dê ordens!
Quem manda aqui, Alex? É melhor decidir agora.
Dei-lhes até amanhã ao meio dia, Haratch.
Depois, será à nossa maneira.
Ora bem, vamos andando.
Barney, é melhor começares a preparar.
O Paris já deve estar em Kefero.
Certo, Jim.
E que traz um representante do Ministério da Informação à província,
Sr. Eurengi?
Recebemos ordens para ajudar o Exército
a reduzir o abismo que agora existe entre ele e o povo.
Como propõe fazer isso?
Essencialmente, coronel
é uma simples questão de relações públicas.
Criando uma nova imagem para comandantes como você.
Tal como...?
Por um lado, o ministério recomenda
o levantamento de todas as restrições à Igreja.
À Igreja?
Eu sei, eu sei.
A maioria do clero opôs-se ao governo,
mas está a abrir os olhos. - Não!
Não em Kefero.
- O padre daqui é... - Um jovem chamado Sebastian.
Eu sei.
Vi um arquivo sobre ele antes de sair da capital.
Ele tem o povo de Kefero na palma das mãos.
Sr. Eurengi...
Se o governo quer o apoio do povo de Kefero,
sugiro eliminar o padre Sebastian.
Não, coronel.
Não.
A solução não é livrar-se dele,
mas contorná-lo.
Céus! Por favor...
Por favor!
- Parem, por favor. - Irina, não. Não.
Vão matar o Klos. Tenho de os impedir.
- Irina, ouve. - Eles querem o caderno.
Eu sei onde está, posso dizer-lhes.
Irina, não podes falar.
Sabes o que acontece se o governo apanhar aquele caderno.
Sim?
Perdão, senhor padre. Tropecei.
Que desastrado.
- Creio que não o conheço, Sr... - Eurengi, senhor padre.
Anatole Eurengi. Cheguei da capital hoje à noite.
Venho por parte do Ministério da Informação.
Do Ministério da Informação?
- Parece surpreendido, senhor padre. - E estou.
Perante a atitude do governo em relação à Igreja,
não está a ser um pouco imprudente?
Bem, a atitude do governo em relação à Igreja
está a mudar, senhor padre.
Não vi nenhum sinal disso.
Não deve ser impaciente, senhor padre.
Acho que é ainda mais importante não me enganar, Sr. Eurengi.
Boa noite, senhor padre.
Pararam.
Ou talvez o tenham matado.
Alex!
Vem aí uma patrulha.
Vamos tirar estas coisas daqui.
Quietos.
Larguem as armas.
Virem-se.
Afastem-se.
Alex.
Leve-os para a cave e amarre-os.
- Livre-se do carro deles. - Talvez não perceba a ideia.
Isto não é um jogo, é guerra.
Sim, e isso teria sido assassinato.
Já mataram muitos nossos. Mata-os!
Alex, até ao meio dia, é à minha maneira.
Padre Sebastian!
Padre Sebastian!
Padre Sebastian, veja!
Tire isto daqui. Não pode estacionar aqui.
Lamento, mas temos um eixo quebrado.
Que tal dar-nos uma mãozinha?
Chame o coronel.
- De quem é isto? - Não sabemos.
Fomos contratados para a entregar na catedral de Peramov,
mas partimos um eixo.
- Arranjem-no. - Não podemos.
Não temos um suplente.
Não a quero aqui.
Coronel?
Considera isso boas relações públicas?
Ajudem-nos.
Coronel, teriam de a descarregar aqui.
Então, descarreguem. E depressa.
Sim, senhor.
Muito bem, descarreguem-na.
Os meus homens levam a carrinha à oficina.
- A estátua fica bem? - Claro.
Acha que alguém quer aquela estrumeira?
Vejo que o velho Lukos andou outra vez numa missão de busca.
- O arcebispo de Peramov? - Sim, é eu amigo.
Um autêntico fanático por escultura religiosa.
Quem será?
Lembra-me um pouco de uma que o arcebispo já tem.
Uma de Santo Estêvão, creio.
Este não é Santo Estêvão.
- Tem a certeza? - Tenho, Sr. Eurengi.
Santo Estêvão é o santo padroeiro de Kefero.
Os Irmãos da Ordem tinham uma estátua no mosteiro,
antes de ser destruída durante o golpe.
Pois, uma tristeza.
Não é Santo Estêvão.
Então, terei de perguntar quem é ao velho Lukos, quando o vir.
- Senhor padre... - Sim?
De certeza que não é Santo Estêvão?
Claro que não é Santo Estêvão.
Mas que diferença faz?
Ninguém sabe como Santo Estêvão era realmente nem quer saber.
Especialmente, aquelas pessoas ali fora.
Coronel...
Se me permite a expressão, isto é uma bênção dos Céus.
Terá como amigo cada homem, mulher e criança de Kefero
se anunciar que conseguiu a estátua para a igreja deles.
Muito bem, ficamos com ela.
E o arcebispo pode procurar outra noutro lado.
Já deve chegar.
Nós estamos aqui, as celas são aqui.
Devem ser cerca de dois metros.
Isto é uma loucura.
- Já disse isso. - Eu não, o Haratch é que disse.
E tinha razão.
Vamos.
Recusa?
Julga que não sei o que está a fazer?
O governo achou que conquistaria o povo, mas não conseguiu.
Eis uma mudança de táticas.
Não uma mudança de coração, apenas de táticas.
- Senhor padre... - Agora, bajulam-nos
a atirar-lhes ossos, com gestos insignificantes.
Insignificantes? Chama àquilo insignificante?
Chamo àquilo patético.
Pior, chamo-lhe trágico.
É trágico que o nosso povo seja reduzido
a adorar uma escultura anónima.
É isso que o governo quer.
Imagens esculpidas estão seguras.
Não farei parte desta fraude cínica e cruel.
Padre Sebastian!
Não quero aquela estátua na minha igreja, coronel.
Vá lá, mais depressa! Tirem esta estrumeira daqui.
Tem de estar bem segura, senão, parte-se.
Então, partam-na.
Mas tirem-na já daqui.
Ordeno-lhe que aceite.
Quando me ordenar que aceite a paz,
a liberdade, a igualdade e a justiça, coronel,
obedecerei.
Mas, até lá, não.
Coronel.
Estão a transportar a estátua.
Que vou fazer com aquilo?
Deve mantê-la na praça, por enquanto,
ate encontrarmos um local adequado.
Mas o que importa é... não deixar o padre vencê-lo.
Levem-na!
Pousem-na.
Pousem-na!
Aproximem-se. Aproximem-se.
Tenho um anúncio para fazer.
Santo Estêvão chegou a casa.
- Cinquenta minutos. - Não vai conseguir.
Vamos tentar.
Se está a contar com um atraso do Haratch no ataque,
esqueça. Ele nunca se atrasa.
Tanta devoção.
- Não está comovido, coronel? - Sim, claro.
Sabe que sou profundamente religioso.
- São uns tolos. - Eu sei, eu sei.
Mas, para os governarmos,
devemos entender as credulidades e usá-las a nosso favor.
Apesar da sua aversão, Bakram,
são subtilezas que deve dominar.
Talvez.
Sr. Eurengi, deixe-me ensinar-lhe algo sobre o nosso vinho.
A Tina está a ser tão engraçada.
Como se houvesse algo ali debaixo.
Atingi a base.
Coronel...
Santo Estêvão... O padre falou num mosteiro.
Sim, o Santo Estêvão original estava num mosteiro.
A cinco quilómetros da cidade.
Tenho uma ideia.
Porque não consolidar a sua vantagem sobre o padre?
Devolva a estátua ao local original.
Irina!
Que foi?
- Vêm buscar-me de novo. - Não.
Sim!
Ouve.
Vão voltar. Eu ouço-os.
Klos!
Não aguento mais, Irina.
Não os deixes levar-me.
Por favor! Não aguento mais.
Klos...
Não os deixo levar-te outra vez.
- Irina! - Tenho de o fazer.
- Irina, ouve. - Vou contar-lhes do caderno.
- Não! - Deixa-a em paz!
Isso é que foi recuperar depressa.
Irina, chama o guarda. Não aguento mais.
Só mais uma pergunta, Klos.
Porque deu realmente aqueles tiros na estrada ontem?
Vi alguém nos arbustos.
Ou pareceu-me ver.
Não acham que...
Irina!
Irina, não podes achar que...
Ouçam.
Guarda!
- Homem do Bakram. - Mas o espancamento...
Nunca lhe tocaram.
Deve ser o Alex.
Tragam a carrinha.
Carreguem-na com a estátua e levem-na ao mosteiro.
Maria.
Vão levar Santo Estêvão para casa, no mosteiro, senhor padre.
Pode ir com eles e abençoar a estátua?
Por favor, padre Sebastian.
Está bem, Maria. Por ti.
Assumam as posições com os outros.
Espere pelo meu primeiro tiro. Será o sinal.
Depressa.
Onde está o Klos?
- É um traidor, Alex. - Não acredito.
Foi por isso que nos apanharam.
Acredite nela, Alex.
Resolvemos isso depois. Vamos.
Eles conseguiram.
Manda os outros dispersar.
Doug.
Reúnam-se.
Mais perto.
Reúnam-se.
Mais perto.
Mais perto.
Agora, oremos.
Agradecemos-Te, Pai do Céu,
por esta dádiva de esperança que nos deste neste dia.
Não sabemos por que mãos o enviaste.
Nem com que propósito.
Fazê-lo seria questionar o Teu propósito divino.
E agradecemos aos Teus servos, sejam quem forem,
e oramos por que nunca sejam apanhados em trevas perigosas
pelas forças do mal que depressa se aproximam.
- Amém. - Está a mandar-nos sair daqui.
Agora, tiremos um momento para uma oração silenciosa.
Vá, saiam. Afastem-se.
Afastem-se! Afastem-se. Para trás.
Senhor padre...
Vejamos que truques o seu precioso santo trouxe a Kefero.
Adeus, Alex.
O caderno do meu pai significa muito para mim.
Tomamos bem conta dele.
- Eu volto. - Fico à espera.
Tradução e Legendagem NADINE GIL RTP - Produção
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