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- Anna! - Graças a Deus.
- Anna, não interfiras! - Não interfiro?
Devo ficar parada a ver o meu irmão a matar-se?
Por favor, eu quero morrer.
Devia estar morto quando voltasses da receção.
Porquê, Alexi? Porquê?
Tem de haver uma limpeza
de todos os homens do pai no governo e eu!
Tu!
O partido quer eliminar os vestígios da influência do pai.
Não podem. Nós lutamos com eles.
Anna, sê realista. Não há forma de os combater.
Não te vou deixar morrer! Vamos fugir.
Não conseguiríamos passar a fronteira sem ajuda.
Quem nos ajudará? Os americanos, achas?
Sim.
Os americanos.
- Se for ao embaixador estado-unidense. - Anna, és tão ingénua.
Porque é que interfeririam?
Ouve,
há uma hipótese.
Anna, o documento que o pai te confiou.
Eles querem-no. Se prometeres dá-lo, eles talvez aceitem ajudar-nos.
Não posso pedir-to.
Alexi! Meu irmão, eu quero salvar a tua vida.
Eu vou à embaixada americana, amanhã, dizer-lhe que queremos desertar.
Digo-lhe que temos o documento connosco.
Anna, amável Anna.
- Obrigado, Anna. - Alexi, vamos ter vidas novas.
Vidas melhores.
Muito bem, Alexi.
Obrigado, coronel.
Para conseguir o documento temos de vigiar a Anna.
E ficar à frente dos serviços secretos americanos.
O caminho norte está fechado.
E o caminho Este?
Sim, mas só até ao crepúsculo.
Vamos, rapazes!
Bom dia, Sr. Phelps.
Antes de ele morrer, no ano passado,
o primeiro-ministro Kerkoska deu à sua filha, Anna, um documento
que contém o nome de homens dentro do seu governo,
que favoreceram, privadamente, relações amigáveis com o ocidente.
O que nos chegou, através de canais diplomáticos,
é que a Anna e o seu irmão, Alexi, querem desertar.
Nós sabemos que isto é um plano do Alexi,
para conseguir o documento e, ao mesmo tempo,
capturar agentes americanos e envergonhar o ocidente
Apesar de esta armadilha, a sua missão, caso decida aceitá-la,
é conseguir o documento
e trazer a Anna Kerkoska em segurança.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Montou uma armadilha,
ao usar a Anna e o documento com isco.
Vamos buscar a Anna, ela tenta tirar o documento,
Alexi sinaliza e ele capturam-nos e o documento.
Tudo o que temos de fazer é morder o isco
sem acionar a armadilha.
- Correto. Dana? - Sim, os vistos estão prontos.
O Wilson e a sua editora estavam dispostas a cooperar.
E o verdadeiro Marcos Danov?
Ele já contribuiu, Willy.
Ele morreu despercebido, há três meses.
O equipamento está a caminho. É o transporte mensal
de partes de carros e camiões de Londres.
- Vistos e documentos de transporte. - Boa, Barney.
Quando a Anna estiver livre, as coisas acalmam.
Esperam três dias,
mudam a vossa identidade e fazem-se de turistas.
Jim, qual é a distância da fronteira à funerária?
Aqui fica a funerária.
O cruzamento de um dos lados está protegido por minas.
Do que é feita a barreira?
Aço em cimento reforçado.
Para baixar as probabilidades, o portão está minado.
Se lhe tocas, explode-te aos pedaços.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
PARTES DE CARROS E CAMIÕES
E recebemo-lo em nome do gabinete turístico, Sr. Mackey.
Obrigado.
O seu passaporte ficará em segurança no hotel, até à sua partida.
O seu cartão de identificação.
Deve tê-lo sempre consigo e pronto a ser mostrado.
Não pode visitar as casas dos nossos cidadãos sem autorização.
Não pode trocar dinheiro ou roupa com os cidadãos, percebeu?
- Sim. - Boa.
Tenho a certeza que desfrutará da estadia, Sr. Mackey.
Sim, tenho a certeza.
De certeza que sim.
Gostaria de fazer os preparativos para um funeral.
- A sério? Para quem? - Marcos Danov.
- Ele foi um herói da revolução. - Tenho a certeza.
No entanto, o estado tem algumas taxas,
até para um herói da revolução.
Sim, eu sei.
O Marcos deixou tudo o que tinha, 50 karoni.
Ele queria ser enterrado no cemitério Gormi, fora da cidade.
- É inconveniente, preferimos que... - Eu sei.
Eu sei, mas o Marcos foi um herói da revolução!
Ele lutou ao lado do primeiro-ministro Kerkoska!
- Pode ser feito? - Sim, pode.
Além disso, ele pediu que a Anna e o Alexi Kerkoska estejam presentes.
Isso é com eles.
No entanto, as taxas são pagas em adiantado.
Este é o carro 2-7.
Anna Kerkoska, duas da tarde. Relatório de vigilância.
Ela está na praça, como de costume.
A alimentar os pombos, como de costume.
Fim do relatório das duas da tarde.
Não te vires para mim, Anna Kerkoska.
Disseste a um amigo que querias fazer uma viagem.
A viagem está a ser preparada.
Vai para a cabine telefónica ao fundo da praça,
agora, para instruções.
Vamo-nos separar.
Eu fico de vigia à Anna Kerkoska.
O Janos vai seguir o varredor de rua.
Temos uma fotografia para recolha.
- Quem é? - Anna Kerkoska.
As preparações estão a ser feitas para a sua viagem.
Irá ser contactada com instruções numa altura apropriada.
Lembra-se do nome, Marcos Danov.
- Repita-o, por favor. - Marcos Danov.
Diga-me quem...
Estamos contentes que tenha vindo,
para discutir a publicação dos nossos autores, senhor Nelson.
Como expliquei na minha carta,
atrasei-me porque a companhia trocou de direção.
Tive de ter a aprovação dos novos donos,
antes de continuar com o projeto.
Sim, os novos donos.
Estamos contentes que esteja aqui.
Obrigado.
- Perdoa-me, Alexi. - Anna, a minha irmã. Anna Kerkoska.
O senhor Nelson, dos Estados Unidos.
Senhora Kerkoska.
O cavalheiro editor, claro.
- Que bom conhecê-lo. - O prazer é meu.
Perdoe-me a antipatia, Sr. Nelson, mas, Alexi, surgiu algo importante.
Se me pudesses dar um pouco de atenção.
Camarada Orishev.
- Senhor Nelson, dos Estados Unidos. - Senhor Orishev.
Cuidado, Sr. Nelson,
o Orishev é um dos nossos autores mais intensos.
- Agora, por favor, desculpe-me. - Claro.
Fico à espera de falar consigo, Sr. Nelson.
Sim.
Fui contactada no parque. Falei com alguém ao telefone.
Disseram para nos lembrarmos do nome Marcos Danov.
Marcos Danov. O que mais disseram?
Só que seriamos contactados, nada mais.
Não é como te disse? Estão a ajudar-nos.
Sim, querida Anna. Graças a ti.
- Chega de falar sobre mim. - Não chega, não.
- Quero ouvir mais. - Eu quero ouvir sobre a América.
- São todos rebeldes? - Sim.
- Sim? - Nem todos, não.
- Claro que não. Há os editores. - Demasiados.
E simplórios. Grupos de Rock. Indianos. E todos têm armas.
- Tem armas? - Não, eu não tenho armas.
Não? Então as pessoas que tratam da propaganda mentem-nos.
- Pode ser possível? - Não acho que essas pessoas mintam,
mas é possível.
Por favor, poderia dar isto ao senhor alto de cabelo cinzento?
Quero ver o bilhete para o Sr. Nelson.
Entregue-o.
Isso é algo arriscado de falar num convívio destes...
Sede, emergência.
É urgente. Há algum telefone que eu possa usar?
Sim, por ali.
A mensagem diz: "Temos a tua irmã.
"Ela está bem.
"Telefona ao hotel para veres que ela não está lá
"e depois fica na receção até ao próximo contacto.
Destrói isto."
Daqui é o Petrovitch.
Vai cair uma chamada para o ministro Kerkoska, em breve.
Quero-a identificada. Não aceito desculpas.
Stefan!
Ele está com passaporte americano
com o nome Charles Mackey, professor de línguas em sabática.
- Quando chegou? - Há dois dias, de avião.
Com quarto no Hotel Charnov.
O seu passaporte foi verificado. É autêntico.
Então sabemos quem é que os serviços secretos enviaram.
Temos de descobrir como é que vai ajudar os Kerkoskas.
Sr. Nelson?
Está tudo bem?
O bilhete parece tê-lo aborrecido.
Não, era da minha irmã. Não é tão importante quanto parecia.
Nós conseguimos fazer tempestades num copo de água.
Sr. Nelson, temos uma chamada para si.
Obrigado. Com licença.
Anna, noto algum interesse especial no Sr. Nelson?
- Fala o Paul Nelson. - Temos a sua irmã, Sr. Nelson.
- Ela está em segurança. - Como é que eu sei isso?
Paul? Paul, vim para o meu quarto.
Tenho tanto medo. Eles disseram que não me magoariam,
se fizesses o que eles pedem.
- Eles disseram... - Liz. Liz!
Nada acontecerá à sua irmã, se fizer o que eu peço.
Se alguém perguntar, diga que está no autocarro turístico,
nos próximos dias.
O que quer? Não tenho dinheiro para o resgate.
Apenas assistência, Sr. Nelson.
Amanhã de manhã, às nove.
Vá à loja que fica em frente ao parque Freedom People.
Vai ser contactado.
Estou? Estou!
Stefan! Stefan!
A nossa localização diz que a chamada vem de um sítio onde não há telefone.
Destaca a equipa de vigilância para aquela loja, imediatamente.
Foi feito, coronel.
Onde está a minha irmã?
Eu disse que não tinha dinheiro. Se algo lhe acontece, eu juro...
Nada acontecerá à sua irmã, se nos ajudar.
- Querem que seja um espião? - Nada assim tão perigoso.
O que acontece se eu não ajudar?
Mataremos a sua irmã, Sr. Nelson.
Esta operação é importante para a segurança internacional,
para permitir ameaças vãs.
Ele está a mentir. Eles não a matam.
Não têm coragem.
O que vais fazer é simples.
Dizer a Alexi Kerkoska
que queres publicar um livro sobre o seu pai.
Sugere a sua irmã, Anna, para o escrever.
- Insiste, se for preciso. - E se ele disser não?
Diz que foi o Marcos Danov quem to sugeriu.
Marcos Danov.
Serás contactado no hotel e informado sobre o que fazer depois.
Não podemos perder contacto com o gente americano.
Está sob vigilância constante.
Portanto, o Nelson contactá-lo-á.
Vai sugerir à Anna escrever um livro sobre o seu pai.
Sinta-se lisonjeado, mas resista.
Resista, não recuse.
Anda, tira isto do caminho!
- Vamos, mexe-te. - Está bem.
Um homem de cabelo cinzento e óculos passou por ti.
- Por onde foi? - Não vi ninguém.
- E tu? - Ele subiu o beco.
- Não prestei atenção. - Vamos.
O meu pai adorava esta música.
Toca tão bem, ele não resistia.
Obrigada.
Então, quer publicar um livro sobre o meu pai.
Sim, quero muito, mesmo.
O homem que o meu pai era pode surpreendê-lo, Sr. Nelson.
Desde que não surpreenda demasiado o governo, Anna.
- Uma boa melodia, não? - Sim.
Da província onde o meu pai nasceu.
Então, Sr. Nelson,
quando começamos o livro que quer que escreva?
E que tal agora?
Tudo bem.
O meu pai costumava trazer-me aqui, quando era pequena.
Apesar de tudo, era um bom pai.
Lembro-me de uma vez,
era muito pequena.
Estava do seu lado quando condenou 30 homens
a serem mortos a tiro.
Eram todos amigos. Ele assinou os papéis sem hesitar.
Eram contrarrevolucionários.
E depois, sentou-se em casa a chorar por eles.
Entendia, mas não entendia.
Odiava-o, mas amava-o, tudo ao mesmo tempo.
O seu povo chamam déspota ao meu pai.
Ele era.
Eu chamo-o anjo.
Ele era.
Ele perdeu um braço numa manhã e lutou até à noite.
Ele colecionava caixas de música
e podia ficar horas a olhar para elas.
Ele era tudo bom e tudo mau, mas estava vivo.
Ele amava a nossa mãe, minha e do Alexi,
mas era tão infiel.
Nunca entendi o meu pai.
Como é que ele conseguia ser tantas coisas ao mesmo tempo?
Alguns homens são.
Você também, não?
Tão formal, tão íntegro,
e no entanto, consigo sentir algo, que nunca senti sobre outro homem.
Tão amável.
Não quero ouvir desculpas!
Quero encontrar o agente americano.
Petrovitch! Se os serviços americanos me estão a ver e sou chamado...
Eles vão pensar que são assuntos oficiais, e são.
Agora senta-te, Alexi!
Alguma vez viste este homem?
- Acho que não. - Ele esteve na sua receção, ontem.
- É por isso que fui chamado aqui? - Não.
Estás aqui porque o presidente
e o comité central querem relembrar a importância do documento
que o teu pai confiou à tua irmã
e sugerir subtilmente, mas firmemente,
que estás responsável pelo sucesso deste plano, se acontecer,
e também responsável se falhar.
Num dos casos receberás uma medalha,
no outro serás morto.
Porque é que todas as coisas belas
aparecem na altura errada?
Não sei o que é que queres dizer.
Amo-te.
Não te conheço e amo-te.
E sei que nunca amei ninguém antes, ninguém.
Apenas a ti. Agora.
Não há altura errada para amar, Anna.
Há sim. Agora, esta é a altura errada.
Mas este é o único tempo que existe.
Ama-me, Paul. Preciso que me ames.
Paul. Isto é tudo o que temos?
Este momento.
Andar pelas árvores, no escuro.
É o fim do nosso mundo.
Anna, não é o fim. É apenas o começo.
Tens de entender.
Não nos podemos ver ou estar juntos.
Podemos lidar com os problemas, se houver.
- Passei uma vida inteira... - Não entendes, Paul.
Estás em perigo. O Alexi e eu vamos desertar.
Ele vai ser absolvido. Os americanos estão a ajudar-nos.
Se a polícia secreta descobre que esteve comigo.
- Anna, estou envolvido contigo. - Não entendo.
- A minha irmã foi raptada. - Não.
Os homens que a levaram
disseram-me para te convencer a escrever um livro sobre o teu pai.
Se não o fizesse, matavam-na.
Anna, nunca pensei que alguém importasse tanto para mim como tu,
mas ela é a minha irmã, Anna.
Pela minha, tua e saúde dela, porque precisamos um do outro.
Temos de ficar juntos.
Porque é que não me falaste dela?
Disseram que se contasse, a matavam.
Mas contaste-me.
Se houvesse outra maneira, nunca o faria. Acredita.
Amo-te.
Olá.
Fala o Paul Nelson.
A sua irmã quer falar consigo, Sr. Nelson.
Paul disseram-me para te dar esta mensagem.
Procura notificações de funerais no teu jornal.
O Marcos Danov está morto.
Vai ser enterrado esta tarde.
Liz, estás bem?
O falecido Marcos Danov, será enterrado depois das cerimónias civis,
na funerária.
Verificaste este Marcos Danov?
Foi um herói da revolução. Morreu há três meses.
Diz ao coveiro para fazer o que lhe pedirem.
O Nelson foi contactado pelos serviços secretos, coronel.
- Que mensagem? - Ele deve levar a Anna
e o Alexi Kerkoska ao funeral do Marcos Danov.
Como é que nos trouxeste esta mensagem, Nelson?
O que sei é que a vida da minha irmã depende de nós sairmos daqui às três,
conduzir para a funerária na praça Christovitch,
para o funeral de alguém chamado Danov.
Disseram que iam entender.
- Ele é de confiança? - Sim, Alexi.
- Temos menos de 15 minutos. - Vamos levar as tuas joias, Anna.
Há algo mais que queiras levar?
Sim... tudo isto.
As caixas de música do meu pai, o meu piano, tudo.
Anna, Anna, caixas de música, piano, sabes que é impossível.
Vou pedir para trazerem o carro.
Isto tem de parecer algo rotineiro.
Não gosto de usar isto.
Anna, vamos a um funeral. Temos de manter as aparências.
- São quase três horas. - Vem, Anna.
Quase me esqueci disto.
Não tens de trazer uma caixa de cigarros.
Temos de deixar para trás...
- Tudo bem, eu carrego. - Não.
És muito trapalhão com coisas pequenas, Alexi, eu levo.
Anna.
Tanta confusão por uma caixa de cigarros.
O documento está lá dentro?
O documento... não, mas quero-a.
E o documento está escondido lá dentro.
Dá-mo, irmã.
- Não, Alexi, o pai disse-me... - O pai está morto.
- Não, Alexi, não. - Dá-me isso.
É isto.
O cilindro.
Está em código. Um código musical.
Tudo isto foi um truque.
Querias os documentos.
- Não tive escolha! - Não tiveste escolha?
Coronel Pet...
- O quê? - Anna é um disfarce.
É assim que te vamos libertar.
- És um agente estado-unidense? - Sim.
- Também queres o documento? - Queremos-te a ti.
Tal como o meu querido irmão, Alexi.
- Usaram-me os dois. - Não.
Manipuladores!
Qualquer coisa, dizem qualquer coisa!
Fazem qualquer coisa, para conseguir o documento.
- Anna! - Nunca me amaste!
Usaste-me!
Leva! Leva e deixa-me em paz!
- Anna, tens de vir connosco. - Não!
Anna, tudo o que te disse era verdade.
Eu amo-te.
Anna, eu amo-te, mesmo.
Vem comigo.
- E o Alexi? - Teremos de o deixar.
Vem.
O carro Kerkoska chegou.
Condutor militar. Três passageiros.
Os Kerkoskas e o Nelson. Estão a entrar.
O caixão está a ser levado para a funerária.
Os Kerkoskas e o americano estão no salão.
O caixão foi trazido para a capela.
Não te mexas até ao sinal do Alexi.
Se estivermos todos lá dentro, não teremos problemas.
O caixão está em posição, ministro Kerkoska.
Certo. Chega.
Temos de ir para o cemitério.
- Claro, ministro. - Se puderes mostrar à minha irmã
um sítio para ela se refrescar.
Pode arrancar com o carro para o cemitério.
Vou esperar pela minha irmã no salão.
- Já seguimos, - Claro, ministro Kerkoska.
A extrema-unção de Marcos Danov está concluída
e o seu caixão está a caminho do cemitério Gorby.
Aqueles de vós que desejem juntar-se à campa, estão convidados.
O caixão está no carro.
Está a caminho do cemitério.
Pensei que o carro fosse um engodo.
Onde está o Alexi?
Está no salão com a sua irmã e o americano.
Consigo ver os três.
Porque é que não vão para o cemitério?
O que é que o coveiro está a fazer?
Não o estou a ver.
Há pouco foi ao salão com o ministro Kerkoska e a sua irmã.
Algo não está bem.
Verifica o coveiro.
Eu vou até lá.
Chama o Petrovitch. Ela fugiu!
A Anna Kerkoska fugiu!
Vem comigo.
O que aconteceu?
Não havia nada que pudesse ter feito. Eles dominaram-me e ao coveiro.
- O que aconteceu ao Nelson? - Levaram-no.
- O seu plano... - Onde está o meu irmão?
Não deixes que o magoem.
- Quantos são? - Não vi.
O Nelson estava a lutar quando fui atingido.
Vão matá-lo!
Persegue o carro!
Leva a rapariga e o ministro Kerkoska para o quartel.
Procurem a área. Tu, vem comigo.
Baixem-se! Baixem-se!
Estás livre agora, Anna.
Livre?
Não sei o que é que isso significa.
Nunca estive livre antes.
Agora estou livre e não sei quem sou.
Saberás.
Saberás.
Foi tudo mentira?
Tu amares-me?
Nada foi mentira, Anna.
Eu sabia.
O que nos resta agora?
O que quisermos.
Tu sabes?
Esperas que eu descubra que mulher é esta?
Esta Anna Kerkoska, agora que está livre.
Esperas antes de decidirmos o que o futuro nos reserva?
Sim, eu espero.
Algum dia haverá tempo para nós.
Eu sei que sim.
Tradução e Legendagem PEDRO M. SERRALHEIRO RTP - Produção
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