All language subtitles for The And There Was Israel (2018)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian Download
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Tradu��o e legendagem: war.costa

O Estado de Israel foi proclamado, e o povo se regozija em sua nova na��o,

um ref�gio para os membros deslocados e perseguidos

da f� judaica de todo o mundo.

Israel foi admitido como membro das Na��es Unidas

e sua bandeira foi hasteada no Lake Success.

Novamente, as Na��es Unidas tinham, atrav�s de media��o pac�fica,

resolvido uma disputa internacional que havia sido uma amea�a � paz mundial.

Theodore Herzl estava escrevendo suas ideias sobre o sionismo

no final do s�culo XIX,

e o pano de fundo de sua vis�o e livros

� a ascens�o do antissemitismo

na Europa Central e Oriental, por um lado,

e sua pr�pria frustra��o

por n�o ser totalmente assimilado � cultura da Europa Ocidental.

Sua solu��o foi criar, n�o um movimento nacional

rom�ntico e alem�o,

onde os judeus n�o seriam aceitos, e ele entendeu isso,

para criar um movimento nacional, rom�ntico e judaico.

"O ESTADO JUDEU"

Theodore Herzl

Ensaio sobre uma solu��o moderna para a quest�o judaica.

Voc� n�o pode dizer que foi uma coisa monol�tica.

Houve rea��es diferentes.

Os judeus mais ricos que eram os judeus ocidentais,

em sua maioria se opunham � ideia do sionismo,

porque eram bem assimilados em seus pr�prios pa�ses,

estavam bem enraizados l�,

e consideravam que trazer tal assunto era muito perigoso,

porque significava que n�o seriam mais cidad�os desses pa�ses,

que teriam que ir para outro lugar.

Mas o Caso Dreyfus foi que casou choque e come�aram a sentir

que n�o importa o que fa�amos,

n�o importa o qu�o assimilados sejamos, ainda somos rejeitados,

ainda n�o somos aceitos, ent�o temos que encontrar

nosso pr�prio lugar, nosso pr�prio pa�s para ir.

Os verdadeiros judeus, ou seja, o real juda�smo,

as verdadeiras institui��es, organiza��es de massa,

eram contra o Sionismo.

Entre os 80 grandes rabinos da Alemanha, 78 assinaram que eles

n�o queriam um congresso sionista anti-judaico ocorresse em solo alem�o.

O pobre Herzl teve que organizar o congresso

no cassino em Basel, na Sui�a, em 1987.

Com todo o respeito, um cassino em Basel come�a com um cassino em Basel

Eles tinham ideias diferentes.

Eles n�o escolheram a Palestina imediatamente.

Eles pensaram em lugares como Uganda, Argentina, Estados Unidos, Azerbaidj�o,

mas temos que entender, eles tamb�m foram pressionados

por sionistas crist�os

a n�o desistir da Palestina.

Essas eram pessoas evang�licas muito poderosas,

tanto nos Estados Unidos, especialmente na Gr�-Bretanha,

que realmente queriam ver o retorno dos judeus � Palestina.

Pioneiros e refugiados

de pa�ses de opress�o,

onde os judeus s�o livres para ser qualquer coisa, menos judeus.

Jovens e velhos,

eles est�o indo agora para uma terra que os aceita

como si mesmos e n�o apenas como estranhos a serem tolerados.

Eles perfurar�o po�os e trar�o a �gua escondida,

o tesouro mais precioso, das profundezas da terra.

Isso nos leva de volta ao universo mitol�gico judaico-crist�o,

com imagens muito fortes que falam a todos,

em todo caso, na Europa e na Am�rica do Norte.

� preciso ver que op�em a um fazendeiro judeu sedent�rio,

a um �rabe, n�made, tribal, etc.

E assim opomos o mundo civilizado � barb�rie e ao mundo primitivo.

E isso nos leva ao estere�tipo de Abel e Caim,

Abel, o fazendeiro sedent�rio, Caim, o n�made,

que por sinal vai matar Abel.

O dogma evang�lico dos sionistas crist�os � muito claro.

Acreditam que o regresso dos judeus � Palestina

significa o fim dos tempos,

� a segunda vinda do Messias, a ressurrei��o dos mortos.

Para eles, o regresso dos judeus � o primeiro ind�cio.

Que a vontade de Deus ser� finalmente implementada.

E a esse respeito eles sempre quiseram que os Judeus

voltassem, ou supostamente voltassem, para uma antiga p�tria

onde supostamente os judeus viviam como na��o, at� tinham um estado.

O que, claro, � tudo fabrica��o da hist�ria,

mas isso n�o importa porque todos os movimentos nacionais

fabricam sua hist�ria.

Portanto, a esse respeito, o sionismo n�o era �nico.

Esta � a terra que Deus prometeu a Abra�o.

Certa vez, enquanto os judeus viviam nesta terra,

ela era o centro de uma grande civiliza��o.

Atrav�s dos tempos,

os judeus fizeram peregrina��es a todos esses lugares,

cheios de lembran�as sagradas,

para acrescentar suas ora��es �s de seus antepassados.

Que os filhos de Israel dispersos sejam reunidos novamente

no abrigo de sua pr�pria p�tria.

Essas talvez sejam as coisas mais importantes.

Como transformar uma mitologia religiosa em uma mitologia hist�rica ou pol�tica.

E por que insisto nisso?

Por exemplo, na Declara��o de Independ�ncia de Israel

em 1947-1948,

colocamos o mito de que o povo judeu foi exilado

pelos romanos no primeiro s�culo de nossa era.

Decidi procurar livros de pesquisa sobre o ato de ex�lio.

E n�o houve ex�lio.

Ou seja, n�o houve ato de ex�lio.

Os judeus n�o foram exilados.

O juda�smo come�ou a se espalhar, vir a Roma, etc.

Os judeus nunca foram exilados desta terra.

S� que para o nascimento do sionismo,

essa ideia de retorno era necess�ria,

que se baseia na ideia de ex�lio.

O que o sionismo fez foram duas coisas.

Uma � transformar o juda�smo de uma religi�o em nacionalismo.

E � por isso que no in�cio do sionismo,

pouqu�ssimos judeus concordaram em fazer isso.

E em segundo lugar, eles queriam transformar os judeus

de pessoas que vivem de uma maneira �nica,

de forma segregada, em uma na��o moderna.

A cristaliza��o das ideias nacionais

com um imagin�rio racista

� o tom dominante no final do s�culo XIX.

Todo mundo ficou doente do nacionalismo naquela �poca,

o que levou � Primeira Guerra Mundial.

N�o se pode entender a Primeira Guerra Mundial sem ideias nacionais,

que est�o espalhadas por toda parte

N�o se pode entender o Sionismo tamb�m,

porque ele � uma imita��o

de todos os outros nacionalismos da Europa.

O sionismo continuaria sendo um sonho

at� ganhar o apoio de uma grande pot�ncia.

E nesse sentido, o primeiro apoio veio de um grande poder financeiro.

Basta ver o apoio que os Montefiores ou os Rothschilds deram

para o primeiro Aliyot (movimento de migra��o)

entre 1882 e a eclos�o da Primeira Guerra

para sustentar um esquema de coloniza��o

e encorajar o assentamento de judeus

principalmente da Europa Oriental ou da R�ssia

nas fronteiras do que ainda era um territ�rio otomano

na Palestina.

Esse apoio foi bom para trazer judeus para a Palestina,

mas n�o em n�mero suficiente,

para lhes dar uma massa demogr�fica cr�tica.

Para isso, voc� realmente precisava ter o apoio de um grande poder pol�tico.

A sede do movimento sionista durante a Primeira Guerra Mundial

ficava em Berlim.

Mas devido � guerra,

os l�deres do movimento sionista decidiram, com raz�o,

eles sempre foram muito bons em antecipar grandes eventos.

Eles tinham a sensa��o de que a Alemanha ia perder,

ent�o transferiram a sede da Alemanha para Londres.

E uma nova figura se tornou muito importante no movimento sionista,

Chaim Weizmann, sendo uma esp�cie de her�i de guerra na Gr�-Bretanha,

por inventar o TNT e ajudar a Gr�-Bretanha

a vencer a guerra de certa forma.

Ent�o ele se tornou muito influente e seus amigos no movimento sionista

deixaram muito claro que o movimento sionista procuraria a Gr�-Bretanha

como a superpot�ncia que ajudaria a implementar a ideologia sionista.

Durante a Primeira Guerra Mundial,

a Gr�-Bretanha e seus aliados se viram confrontados

com diferentes campos de batalha,

incluindo a Pen�nsula Ar�bica e o Oriente M�dio.

"As armas grandes s�o arrastadas para a frente atrav�s da areia."

Para alcan�ar seus objetivos imperialistas,

os brit�nicos usaram v�rias estrat�gias e v�rias intrigas,

basicamente fazendo tr�s promessas contradit�rias.

Em primeiro lugar, os acordos Huceine-McMahon.

Em troca da alian�a com os brit�nicos,

os hachemitas teriam um futuro reino �rabe, indefinido,

no final da Primeira Guerra Mundial.

A segunda negocia��o secreta

foi o famoso acordo Sikes-Picot,

que definia uma partilha provis�ria, n�o t�o bem definida,

de �reas de influ�ncia no quadro do p�s-guerra

entre os governos da Fran�a e da Inglaterra no Oriente M�dio.

Por fim, trata-se da Declara��o Balfour,

onde o Secret�rio de Estado das Rela��es Exteriores, Lord Balfour,

declara o apoio de Inglaterra

a cria��o de um lar nacional judaico.

Os brit�nicos estavam procurando mais fundos

para o esfor�o de guerra

e, portanto, as alega��es do movimento sionista

de que eles seriam capazes de ajudar a financiar o esfor�o de guerra

eram muito atraentes.

Esse � o contexto em que a Declara��o de Balfour,

ou carta, sendo o que � do ponto de vista legal,

foi apresentada,

e foi uma carta de Lord Balfour para Lord Rothschild,

basicamente um compromisso do governo brit�nico

com os sionistas de ter um lar judeu na Palestina.

A reda��o da carta � realmente muito interessante.

A carta d� o apoio da Gr�-Bretanha ao lar judeu na Palestina,

n�o uma p�tria judaica,

que uma coisa � permitir a imigra��o de judeus para a Palestina,

e � uma proposta bem diferente criar um pa�s

para esses imigrantes � custa das popula��es nativas.

A segunda cl�usula,

"sem preju�zo, aos direitos civis e religiosos

da popula��o �rabe palestina nativa",

eles s�o chamados apenas de n�o-judeus,

e o que � interessante � a omiss�o da palavra direitos pol�ticos,

de modo que os direitos religiosos deveriam ser protegidos,

mas n�o os direitos pol�ticos.

E essa foi uma omiss�o cuidadosa por parte dos redatores.

Quero dizer, este foi um documento que foi redigido

por v�rias pessoas diferentes em nome de Lord Balfour.

Havia alguns equ�vocos na Gr�-Bretanha sobre o sionismo,

o que realmente ajudou o movimento sionista.

Um deles era uma confus�o total

sobre o movimento bolchevique e o sionismo.

Porque havia tantos judeus no movimento bolchevique,

o governo brit�nico acreditava que apoiando a ideia

de colonizar a Palestina para os judeus,

criaria um bom relacionamento com os judeus no movimento bolchevique,

o que era obviamente rid�culo porque os judeus bolcheviques

eram antissionistas, n�o pr�-sionistas.

E o segundo, talvez menos rid�culo, mas um pouco prematuro.

Eles acreditavam que os judeus tinham muita influ�ncia nos Estados Unidos.

E novamente, foi um pouco estranho porque em 1917,

os judeus americanos ainda n�o eram sionistas.

Eles n�o apoiavam a ideia do sionismo,

que tamb�m � um pouco antissemita, � claro, supor que os judeus

controlavam tanto a nova Uni�o Sovi�tica quanto os Estados Unidos.

Mas isso � sempre sionismo,

ou seja, sempre se beneficiou do antissemitismo,

e do sionismo crist�o para seus interesses estrat�gicos.

Libertando � terra das escrituras, os Tommies brit�nicos

fazem recuar as hordas mu�ulmanas

Tommies marchem na cidade sagrada, e fazem uma bela captura de turcos.

N�o � coincid�ncia que no avan�o final brit�nico

nas linhas otomanas no sul da Palestina,

� precisamente o momento que eles articulam

uma nova pol�tica em rela��o � Palestina,

reconhecendo um lar nacional judaico.

Parece que a Gr�-Bretanha estava prometendo

Palestina para o movimento sionista.

Em vez disso, foram os brit�nicos aproveitando o movimento sionista

para tomar a Palestina para si,

torn�-la uma col�nia de baixo custo

e criar uma esp�cie de cadeia de comando

que ligaria o Egito, a Palestina, o Iraque

e o Golfo P�rsico ao mundo do Oceano �ndico.

Agora, uma coisa importante

que os outros pa�ses,

as outras pot�ncias imperialistas e colonialistas

apoiou este projeto para ter um papel

nas mudan�as do Oriente M�dio.

Voc� deve pensar como imagin�rio de algu�m em 1917:

que o Oriente M�dio logo se tornaria uma terra

nas m�os dos Ocidentais.

No n�vel legal, a declara��o se aplica apenas � Gr�-Bretanha

e a nenhum dos outros parceiros da alian�a.

Teremos que esperar at� 1922

para que a Declara��o Balfour seja integrada, de certa forma,

na Carta do Mandato sobre a Palestina

e se torne um texto de direito internacional.

A LIGA DAS NA��ES

No final da Primeira Guerra Mundial, a cria��o da Liga das Na��es

� um grande projeto de esperan�a e vontade de promover a paz.

A Liga das Na��es tem pelo menos duas novidades muito importantes.

A primeira trata da quest�o da transpar�ncia,

e cria, portanto, no n�vel dos tratados e acordos internacionais,

a pr�tica que prevalece at� ent�o.

O segundo elemento muito importante

� a quest�o da autodetermina��o dos povos livres.

E isso ter� consequ�ncias

especialmente no desenvolvimento do Mandato Brit�nico na Palestina

e seu resultado.

Gr�-Bretanha e Fran�a se tornaram os novos governantes do Oriente M�dio

ap�s a derrota do Imp�rio Otomano.

E eles queriam dividir entre si as prov�ncias otomanas do mundo �rabe.

Havia duas quest�es para eles.

Uma, havia um movimento nacional �rabe

que queria criar uma rep�blica �rabe unida em todo o mundo �rabe.

E isso � algo que a Gr�-Bretanha e a Fran�a n�o podiam permitir.

Eles tinham medo de uma for�a �rabe unida.

E eles tiveram um problema com os americanos

at� o desaparecimento de Wilson,

uma vez os americanos exigiam que o direito de autodetermina��o

das pessoas fosse respeitado.

Ent�o eles encontram um compromisso, o sistema de mandatos.

Eles convenceram os americanos e alguns l�deres �rabes locais

de que seria melhor dividir o mundo �rabe em estados

do que ter uma rep�blica �rabe unida.

Ent�o eles for�aram um mapa, um novo mapa,

o mapa trazia mais ou menos que conhecemos hoje,

da S�ria, Iraque, Jord�nia, e assim por diante.

Os mandatos eram, conforme definidos pela Liga das Na��es,

destinados a serem projetos de dura��o limitada.

Mas, conforme concebidos pelas pot�ncias imperiais,

eles deveriam fazer parte da extens�o da rede imperial

atrav�s de uma nova forma de imperialismo,

uma nova no��o de colonialismo.

PARA OS BRIT�NICOS OS MANDATOS TROUXERAM MUITAS VANTAGENS.

UM OLEODUTO EM HAIFA.

AER�DROMOS A CAMINHO DA �NDIA

O COMANDO DAS DUAS MARGENS DO CANAL DE SUEZ.

EM VEZ DOS TURCOS, FUNCION�RIOS BRIT�NICOS ADMINISTRAVAM O PA�S

A ideia do mandato era que uma pot�ncia europeia

ajudaria o pa�s local a se tornar independente dentro de 25 anos.

E depois de 25 anos haveria elei��es democr�ticas

e o povo decidiria que categoria de estado eles queriam.

Agora, se voc� pegar a Declara��o de Balfour, a Carta,

isso significa que o povo da Palestina depois de 25 anos

tinha o direito de decidir que tipo de Palestina eles teriam.

Os judeus em 1917 eram 10% da popula��o,

ent�o, est� muito claro o que seria uma escolha democr�tica

do povo da Palestina.

GEORGE LLOYD EM UM JANTAR SIONISTA

O l�der liberal reafirma a sua f� na pol�tica de um lar nacional judaico

na Palestina

J� se passaram quase 16 anos

desde que ele me recrutou para o movimento sionista.

Chaim Weizmann foi muito importante

para convencer George Lloyd, naquela �poca, para Samuel,

que era um sionista comprometido, ser o primeiro Alto Comiss�rio.

A import�ncia de escolher algu�m como Samuel nessas circunst�ncias

� que cabia a ele fazer com que a Declara��o de Balfour

significasse o que quer que significasse.

Tudo o que ele fez no terreno, como as leis de imigra��o

e as leis de transfer�ncia de terras e o assentamento,

transformaria este pa�s em um estado judeu no final.

Voc� tem que entender uma coisa sobre esse processo sionista.

Entre 1880 e 1923-1924, havia 2,5 milh�es de judeus,

especialmente o povo i�diche

que estavam emigrando para o Ocidente.

Eles pararam na Alemanha, foram empurrados para mais longe.

Pararam na Fran�a, foram empurrados para mais longe.

Pararam em Londres, foram empurrados para mais longe.

Eles chegaram no final em S�o Francisco.

Diante de 2,5 milh�es,

h� algo como, jogando pra baixo, pra baixo

se voc� quiser, quase 100.000

que decidem emigrar para a Palestina.

Ou seja, a presen�a sionista entre os judeus � muito fraca.

Agora, por que 1924?

Porque 1924, h� uma onda de anti-judeus

e anti-emigrantes nos Estados Unidos, muito forte.

E a Lei Johnson decide cortar a emigra��o.

E mais emigra��o e coloniza��o come�a aqui na terra da Palestina.

Ent�o, a partir de 1933, tudo vai se transformar

devido a chegada de Hitler no poder,

que desencadeia por sua vez uma emigra��o relativamente massiva,

s�o 40, 50.000 pessoas por ano,

em dire��o � Palestina.

E a� voc� tem a sensa��o de que as rela��es das popula��es,

as rela��es num�ricas das popula��es,

est�o mudando radicalmente em favor do movimento sionista.

E na Palestina, isso deu in�cio

a uma s�rie de lutas anticolonialistas

contra a Gr�-Bretanha e o movimento sionista.

A primeira onda de luta foi em 1919, j� dois anos ap�s a Declara��o de Balfour.

Ent�o 1920, 21, 29, � claro, foi a tentativa mais importante

lutar contra essa ideia

de que os palestinos n�o t�m voz no futuro.

Em 1929, pelo menos em 1929,

eventos convenceram os brit�nicos de que eles tinham que come�ar

a consultar os palestinos.

E quando eles come�am a consultar os palestinos

e os sionistas ao mesmo tempo, eles n�o t�m sa�da.

E acho que em 1929, como j� disse, ficou muito claro,

a Gr�-Bretanha n�o podia resolver o problema que tinha criado

O principal caso dos �rabes � contra a pol�tica do governo brit�nico

na Palestina.

Uma pol�tica que, se continuada,

certamente ter� como resultado a substitui��o dos �rabes pelos judeus.

Essa pol�tica n�o � apenas contr�ria � promessa

feita pelo governo de Sua Majestade Brit�nica

ao falecido rei Hussein Ben Ali no ano de 1915

para o estabelecimento de um estado completamente independente,

mas tamb�m n�o corresponde com o quarto ponto

dos 14 pontos do presidente Wilson

referente a autodetermina��o de todos os povos.

Os �rabes, que decidiram por uma greve geral e completa

at� que a interrup��o total e imediata da emigra��o judaica seja realizada

e at� que o governo introduza uma mudan�a essencial em sua pol�tica atual.

Em Jerusal�m, o estado de tens�o continua.

O terrorismo j� causou v�rias mortes

e, em reuni�es �rabes, agitadores estimulam a velha animosidade racial.

A pol�cia brit�nica procura armas nos viajantes.

Sob prote��o policial, as fam�lias judias

s�o transferidas dos bairros antigos de Jerusal�m

para distritos onde s�o menos propensas a serem importunadas,

e um soldado brit�nico com seu chap�u de lata tamb�m ajuda.

Na Palestina, a situa��o continua extremamente tensa.

S�rios tumultos est�o ocorrendo em muitas partes do territ�rio,

e os ataques terroristas est�o se multiplicando.

Com pressa para estabelecer a ordem,

novas for�as da pol�cia brit�nica chegam a Jaffa.

Diante da necessidade de p�r fim � atividade sangrenta dos rebeldes,

as autoridades brit�nicas s�o obrigadas a adotar medidas energ�ticas.

O resultado foi desastroso para os palestinos,

porque a maioria de seus l�deres foram mortos pelos brit�nicos,

ou exilados.

E quando chegassem em 1948, eles estariam sem uma lideran�a adequada.

De uma perspectiva sionista,

eles entenderam que, se quisessem tomar a Palestina,

teriam que faz�-lo pela for�a, e teriam que transferir os palestinos.

Este � o momento em que o l�der do movimento sionista,

David Ben-Gurion, fala abertamente sobre a necessidade de expulsar os palestinos,

se voc� deseja criar um Estado judeu,

e para isso voc� precisa de for�a militar.

Perguntas foram feitas no parlamento sobre o armamento de in�meros judeus.

Bem, aqui est� um destacamento de homens

que foram treinados para refor�ar os militares na prote��o de suas casas.

Trincheiras foram cavadas ao redor das col�nias judaicas.

A pol�cia e os supranumer�rios est�o prontos para us�-las a qualquer momento.

�rabes condenados por crimes ou ofensas contra a autoridade

s�o mantidos em campos de concentra��o atr�s de arame farpado.

Estritamente guardados, s�o colocados para quebrar pedras

para a constru��o de estradas.

No infeliz Estado da Palestina, esses campos s�o inevit�veis.

Ap�s o abandono da rebeli�o, justi�a pode ser temperada com miseric�rdia.

Em 1938,

15 a 20% do ex�rcito brit�nico no mundo est� na Palestina

para esmagar a revolta palestina.

Isso quer dizer que na �poca de Munique,

um soldado brit�nico de cada cinco est� na Palestina,

o que � completamente inaceit�vel.

E a partir do momento em que caminhamos para uma guerra na Europa,

os brit�nicos congelam a situa��o na Palestina

pelo Livro Branco de 1939,

que imp�em limites e depois pro�be a imigra��o judaica na Palestina.

MANIFESTA��O PELA LIVRE IMIGRA��O LOCAL: TEL-AVIV

Para o movimento sionista, o Livro Branco era uma amea�a existencial.

Ben-Gurion, reconhecendo que a Gr�-Bretanha estava enfrentando

um futuro conflito com os nazistas,

prometeu apoiar a guerra brit�nica contra os nazistas

como se n�o houvesse um Livro Branco.

Mas ele prometeu ao movimento sionista que lutaria contra o Livro Branco

como se n�o houvesse guerra contra os nazistas.

Membros mais radicais da comunidade judaica da Palestina

tomaram isso como uma linha suave de Ben-Gurion.

Eles acreditavam que a postura da Gr�-Bretanha havia mudado

fundamentalmente

de um estado que apoiava a cria��o de ambi��es judaicas

para se tornar um ocupante colonial ileg�timo

negando ao movimento sionista seu direito � autodetermina��o nacional

em sua p�tria b�blica, Eretz Israel.

E � aqui que vemos o desmembramento da Gangue Stern ou do Etzel,

os movimentos Lehi, que defendiam o uso de t�ticas de terror

para expulsar os brit�nicos da Palestina como um ocupante colonial ileg�timo.

Essas organiza��es terroristas clandestinas

eram, � claro, uma ramifica��o do Haganah.

Que era outra organiza��o militar clandestina.

O n�cleo do ex�rcito israelense posterior.

Entre seus l�deres estavam algu�m como Shamir,

que mais tarde se tornou primeiro-ministro, e Begin.

E eles eram procurados pelo ex�rcito brit�nico como terroristas.

Eles eram as fac��es de extrema-direita das organiza��es sionistas

que pertenciam � fac��o de Jabotinsky,

que acreditaram no final que n�o havia lugar para �rabes e judeus

porque eles podiam ver, todos podiam ver com seus pr�prios olhos,

que este pa�s era habitado.

N�o era uma terra vazia

como a propaganda que foi usada desde o final do s�culo XIX,

o clich� muito conhecido:

"Uma terra sem povo para um povo sem terra."

Quando eles foram para l�,

eles viram com seus pr�prios olhos que isso era totalmente falso.

E Jabotinsky diria, n�o h� lugar para n�s dois.

Somos n�s ou eles.

E estamos vindo aqui como conquistadores.

Somos conquistadores colonialistas.

E tem sido natural ao longo de toda a hist�ria,

que quando os povos est�o sob conquista,

os habitantes originais resistam definitivamente.

A liberdade do Mediterr�neo � indispens�vel para a seguran�a

das rotas mar�timas que ligam a Gr�-Bretanha ao seu imp�rio colonial.

No Mediterr�neo oriental,

a Inglaterra deve defender a costa palestina

e as popula��es colocadas sob seu protetorado,

bem como o porto de Haifa,

o terminal do oleoduto que traz o �leo essencial de Mosul

para as necessidades de sua defesa nacional.

De 1941 a 1943,

a Palestina, � uma base de retaguarda do ex�rcito brit�nico no Oriente M�dio,

e se desenvolve economicamente em todos os seus setores,

porque voc� tem que fornecer e vestir um milh�o de soldados brit�nicos

que lutam no deserto eg�pcio.

Tamb�m � o caso, � claro, no Egito, no Iraque, pois toda a regi�o

trabalha para o ex�rcito brit�nico.

Ent�o, na primavera de 1942, os alem�es e os italianos foram

completamente expulsos do norte da �frica pela captura de Tun�sia.

Naquele momento, a Segunda Guerra Mundial se afasta

do Oriente M�dio.

E a�, novamente, voc�s t�m atitudes distintas dos movimentos sionistas.

O movimento sionista continua a colaborar com os brit�nicos,

eventualmente criando uma brigada judaica

que lutaria ao lado do ex�rcito brit�nico.

Mas a direita sionista come�a em 1944, uma campanha de atentados

contra os brit�nicos na Palestina.

E podemos dizer que ao mesmo tempo o sionismo oficial colabora

e participa do esfor�o de guerra contra a Alemanha nazista,

mas por outro lado, o Irgun (organiza��o terrorista sionista)

bloqueia milhares de soldados brit�nicos na Palestina

que devem lutar contra a Alemanha nazista.

Foi na primavera de 1945, mas nunca esqueceremos.

Vimos a liberdade.

Foram portas se abrindo pela primeira vez em muitos anos.

Voc� ouviu aquelas vozes em uma d�zia de idiomas diferentes

dizendo: "Esperamos tanto tempo para que voc�s viessem."

A lideran�a do movimento sionista

percebeu que a Gr�-Bretanha e a Fran�a estavam em decl�nio.

E se quisessem que esse projeto colonialista do sionismo

fosse bem-sucedido,

teriam que lutar contra a Gr�-Bretanha, n�o por diverg�ncia de interesses,

mas porque precisam de algu�m como apoiador.

Foi a� que come�aram a entender a import�ncia do sionismo americano,

a comunidade judaica e n�o s� a comunidade sionista crist� na Am�rica.

As vidas de cinco milh�es Judeus

provaram ao mundo o que significa o problema judaico.

Voc� n�o precisa hoje pregar o sionismo

ou ler Herzl, Pinsker, Hessen e Hadam.

S� precisa dizer cinco milh�es de judeus massacrados na Europa

pela falta de moradia para o povo judeu.

Temos certamente o direito de exigir que o mundo n�o espere

por uma segunda vers�o desse tipo at� que implemente o princ�pio

que foi reconhecido, mesmo formalmente, internacionalmente

para dar a Palestina ao povo judeu como um verdadeiro p�tria nacional.

O Irgun n�o se desarma.

Aqui est�o as opini�es tomadas sete minutos ap�s o ataque,

que no Goldsmith de Jerusal�m custou a vida de cerca de trinta brit�nicos.

Perante o recrudescimento dos ataques de todos os tipos, 48 num m�s,

as autoridades brit�nicas decretaram a lei marcial

nas cinco partes mais populosas da da Palestina judaica.

A casa do Sr. Ben Gurion em Tel Aviv foi palco

da recente reuni�o do Jewish Agency Executive.

Entre os l�deres do sionismo oficial, O Dr. Moshe Snei,

ex-chefe do Haganah, e a Sra. Golda Meyerson, chefe do bureau pol�tico.

O Sr. Ben Gurion,

presidente do Executivo, os conduz ao seu escrit�rio para a reuni�o.

Apesar de condenar o terrorismo, o Executivo decidiu n�o participar

de nenhuma campanha do governo ou do ex�rcito contra os terroristas.

Esses ataques

minaram a vontade dos brit�nicos em continuar a impor

sua autoridade a uma Palestina sobre a qual estavam perdendo

cada vez mais o controle.

As costas foram inundadas com navios de judeus deslocados da Europa.

Foram organizados pelos agentes sionistas

na tentaiva de trazer sobreviventes do Holocausto

para a Palestina e aumentar seus n�meros.

Os brit�nicos n�o estavam mais em posi��o de repelir

esses navios miser�veis e despossu�dos da Europa,

o que lhes deu uma p�ssima reputa��o na comunidade internacional.

Eles estavam devolvendo os sobreviventes do Holocausto �s portas da Palestina.

E no final, os brit�nicos descobriram que n�o tinham solu��o

para os nacionalismos rivais e incompat�veis, palestino e judaico,

e entregaram o dossi� � nova Organiza��o das Na��es Unidas,

sucessora da Liga das Na��es.

A Liga das Na��es chega ao fim.

Criada ap�s a Primeira Guerra Mundial para preservar a paz mundial,

n�o conseguiu impedir a Segunda Guerra Mundial.

O veterano Paul Bonncourt, da Fran�a, e o brit�nico Lord Cecil, de 83 anos,

que ajudou a redigir o Pacto da Liga

quando a antiga organiza��o mundial

votou para deixar de existir, colocando sua esperan�a no Na��es Unidas.

A organiza��o inteiramente nova das Na��es Unidas

buscar� resolver o problema na Palestina

UNSCOP far� duas propostas.

A primeira � a de um �nico estado, um estado federal,

composto por v�rios distritos,

incluindo �rabes, palestinos e distritos judeus.

Uma proposta que n�o manter� a maioria dos votos.

Ent�o, a segunda proposta � apresentada como a solu��o votada pela maioria,

que ser� justamente a cria��o de dois estados,

saber, um estado palestino e um estado judeu,

em grande parte, no territ�rio hist�rico da palestina,

e 1% desse territ�rio dedicado a Jerusal�m

e sua conurba��o com Bel�m

sob status internacional.

O que � interessante sobre este relat�rio, que decidiram levar � Assembleia Geral,

e adot�-lo como um plano de paz,

antes de tudo, o fato que acho mais importante sobre isso,

� que sabiam que seria totalmente rejeitado pelos palestinos

e pelo mundo �rabe,

e n�o se importaram.

Eles disseram, vamos continuar com um plano de paz,

embora o grande partido seja contra, o que as Na��es Unidas nunca mais far�o.

Nunca mais far� uma coisa t�o est�pida.

Mas eles querem... esse era o poder da Am�rica

que definitivamente naquele ano era particularmente pr�-sionista.

A delega��o dos Estados Unidos apoia os princ�pios b�sicos

das recomenda��es un�nimes e do plano majorit�rio

que prev� partilha e imigra��o.

Referimo-nos � assist�ncia por meio das Na��es Unidas

no enfrentamento de problemas econ�micos e financeiros

e ao problema da lei e da ordem interna durante o per�odo de transi��o.

Se n�o fosse o lobby pol�tico e a demora da vota��o,

n�o est� claro se a proposta da partilha

teria conquistado o estado federal binacional.

E ent�o os �rabes,

que basicamente recuaram de todas as propostas

porque viram cada proposta como um compromisso

com seus direitos ind�genas enquanto popula��o nativa,

e fizeram uma tentativa de levar a legalidade da partilha

� Corte Internacional de Justi�a.

A tentativa foi derrotada

novamente atrav�s de negocia��es duplas e press�o nos bastidores

sobre os estados para votar pela partilha.

...de todos aqueles que aprovaram o projeto de partilha da Palestina

em dois Estados independentes.

Ningu�m queria realmente abordar

o lado legal ou jur�dico da quest�o.

Da forma como foi preparada e concebida,

pelas intrigas feitas em torno dele,

e pelas maquina��es que saltaram aos olhos

e que serviu para apresent�-lo � opini�o p�blica

como um projeto apenas humanit�rio,

esse projeto ser� o maior esc�ndalo pol�tico de todos os tempos.

Se olharmos para a proposta de partilha

do ponto de vista jur�dico,

� claro que a pr�pria ONU, a Assembleia Geral, estava bem ciente

de que n�o tinha autoridade legal para dividir territ�rio em lugar algum.

A Resolu��o 181 era exatamente isso, uma resolu��o, uma proposta,

porque a Assembleia Geral n�o tinha autoridade legal

para ordenar a divis�o do territ�rio ou qualquer tipo de mudan�a territorial.

Para obter a maioria de dois ter�os,

voc� precisava convencer os pa�ses a votar.

E, novamente, a Am�rica se tornou muito �til aqui.

Por exemplo, a Lib�ria, que era o �nico pa�s independente africano,

recebeu a promessa de muito dinheiro dos Estados Unidos

para votar a favor do plano de partilha.

Os americanos exerceram press�o semelhante

sobre os pa�ses da Am�rica Central e da Am�rica do Sul.

Lembre-se, eram os dias em que os Estados Unidos

tinha muita influ�ncia na Am�rica Central e do Sul.

E o pr�prio lobby sionista funcionou muito bem.

Os diplomatas trabalharam muito bem.

E eles obtiveram a maioria de dois ter�os em 29 de novembro de 1947.

Uni�o Sovi�tica, sim.

Reino Unido, absten��o.

Estados Unidos, sim.

Uruguai, sim.

Venezuela, sim.

Yemen, n�o.

Quando olhamos para os votos na ONU,

a lacuna � particularmente clara

entre aqueles que s�o a favor do Estado judeu

e que geralmente s�o pa�ses de cultura crist�,

e aqueles que o recusam, que s�o pa�ses n�o crist�os,

com exce��o de alguns estados sul-americanos

que se op�em ao plano de partilha.

A resolu��o

do Comit� do DAC para a Palestina

foi adoptada por 33 votos,

sendo 13 contra 10.

Acredito que o caminho para a decis�o de 1947

foi composto com certa m� consci�ncia.

Se quiserem, entre 1945 e 1948,

pesa na consci�ncia de todos os ocidentais

o duplo fato, que �, antes de tudo, que foi

em primeiro lugar, atroz o sofrimento dos judeus

durante a Segunda Guerra Mundial.

Isso � uma coisa.

E a segunda coisa foi, o que vamos fazer com todos esses refugiados da Pol�nia,

de Hungria e outros lugares que est�o em Alemanha?

Os Estados Unidos n�o querem receb�-los.

Nem a Fran�a nem a Gr�-Bretanha.

Em Jerusal�m, os israelitas d�o livre curso � sua leg�tima alegria.

Eles celebram com exuber�ncia a decis�o tomada pelas Na��es Unidas

de separar a Palestina em um Estado judeu e um Estado �rabe,

sem satisfazer plenamente as aspira��es dos l�deres sionistas.

No entanto, esta solu��o constitui para o povo judeu

um sucesso inquestion�vel.

A rea��o do lado judeu ao plano de partilha foi mista.

Por um lado, houve uma grande alegria com o reconhecimento internacional.

Por outro lado, havia uma sensa��o

que este n�o era um estado judeu vi�vel porque, de acordo com o mapa,

metade da popula��o no futuro estado judeu seria �rabe.

E assim toda a ideia de um estado democr�tico judeu seria derrotada.

Ben-Gurion diz, por um lado, n�o precisamos nos preocupar

porque muitos judeus vir�o para o nosso estado assim que ele for independente.

Assim, o equil�brio demogr�fico mudaria com a imigra��o.

E ent�o ele disse que haveria outros meios que poderiam usar,

mas ele n�o especifica como lidar com isso.

Para o mundo �rabe, a resolu��o da partilha

foi seu primeiro grande fracasso na diplomacia internacional

desde que alcan�ou a independ�ncia.

E ent�o os levaria ao pr�ximo erro ou ao pr�ximo fracasso,

que seria em sua incapacidade de visualisar uma esp�cie de solu��o militar

conjunta para o conflito que se desenvolvia na Palestina.

Na Palestina, a situa��o subitamente se tornou dram�tica.

A popula��o �rabe afastou-se violentamente da decis�o da ONU,

de partilha da Palestina entre judeus e �rabes.

Logo os problemas eclodiram e os inc�ndios

devastaram os bairros judeus de Jerusal�m.

Em Jerusal�m, as tens�es judaico-�rabes se intensificavam a cada dia.

O Hotel Semiramis, quartel-general das for�as �rabes,

foi dinamitado pelos elementos do grupo terrorista judeu Haganah.

A inseguran�a prevalece.

Nos setores dos judeus,

cada cidade se esfor�a para garantir sua pr�pria defesa, e cada aldeia,

e cada fazenda, transforma seus habitantes,

homens ou mulheres, em poss�veis combatentes.

�rabes e judeus prosseguem com terror e �dio.

S�o duas imagens diferentes.

Uma � uma comunidade que tem uma lideran�a forte,

totalmente energizada e organizada para o momento certo,

sabendo que pode ter que lutar contra um ex�rcito �rabe,

mas tamb�m ter que expulsar o palestinos.

E uma lideran�a palestina n�o sabe o que fazer.

Na verdade, em janeiro de 1948, a lideran�a palestina,

n�o estou falando agora apenas de l�deres pol�ticos, a elite de esquerda.

Setenta mil palestinos, todos eles membros da elite

social, econ�mica e pol�tica, deixaram a Palestina.

Eles sa�ram pensando que voltariam depois de alguns meses, sabe,

mas eles sa�ram.

Ent�o eles deixaram a popula��o sem lideran�a,

o que tornou muito f�cil para o movimento sionista

derrotar os palestinos e expuls�-los em 1948.

A comunidade palestina se levantou na d�cada de 1930

contra o mandato brit�nico e foi reprimida com grande viol�ncia.

E muitos argumentaram que, em certo sentido,

que a capacidade da comunidade �rabe de se mobilizar militarmente

foi quebrada por 1939.

Suas propostas para tentar obter armas e apoio

de pa�ses �rabes vizinhos foram atendidas com muito pouco apoio.

A comunidade judaica, por outro lado, vinha construindo

sua experi�ncia e suas armas,

particularmente ap�s o fim da Segunda Guerra,

onde importa��es secretas de armas deram um arsenal � comunidade judaica

que lhes permitiu construir uma for�a armada de alguma subst�ncia.

A defini��o de for�as legais e ilegais torna-se cada dia mais obscura.

O Haganah,

a primeira for�a legalmente criada para a defesa dos assentamentos judaicos,

parece funcionar de m�os dadas

com o Irgun Sveile Omi, o ex�rcito terrorista ilegal.

O treinamento em grande escala ocorre em v�rios campos

em todo o pa�s.

N�o h� escassez de armas, nem muni��es, embora sob o mandato brit�nico,

a posse de armas exija a pena de morte.

A forma como as fronteiras foram tra�adas do estado �rabe e judeu

foi repleta de problemas desde o in�cio.

As fronteiras n�o refletiam realmente comunidades demogr�ficas homog�neas.

Havia um grande n�mero de �rabes vivendo

dentro do territ�rio alocado ao estado judeu.

Havia alguns Comunidades judaicas

vivendo dentro de territ�rios alocados ao Estado �rabe.

Nesse sentido, a �nica maneira de realmente alcan�ar

um tipo de partilha que tenha homogeneidade

seria atrav�s do despovoamento for�ado

de comunidades estrangeiras do territ�rio dos novos Estados.

E isso se aproxima muito mais do conceito moderno de limpeza �tnica.

A ideia de que, por meio da for�a das armas,

voc� vai desalojar aqueles

que n�o se conformam com sua etnia ou sua comunidade

e faz�-los viver fora dos limites de sua pr�pria casa e p�tria.

Voc� tem uma mir�ade de eventos, situa��es muito diferentes,

dependendo das regi�es e dos tempos na Palestina.

Da� a dificuldade de denunciar se havia uma pol�tica de expuls�o coordenada.

Se pudermos discutir as condi��es de expuls�o,

� indiscut�vel que, desde o in�cio, as condi��es de retorno foram proibidas.

Ou seja, a pol�tica coordenada, e volunt�ria do governo israelense

na �poca, foi destruir as aldeias e a dinamite,

queimar as planta��es e atirar em qualquer um que quisesse retornar.

Das 650 aldeias que existiam no que logo se tornou Israel,

restaram apenas 150 aldeias.

Assim, cerca de 500 foram expulsas.

Est� tudo l� no Plano D, o que mostra que era sistem�tico.

Foi intencional.

Tamb�m foi um pouco ca�tico, como em toda limpeza �tnica.

Cria uma atmosfera, n�o apenas ordens sempre expl�citas.

Os soldados em terra sabem o que t�m que fazer.

E os brit�nicos explicam para eles o que v�o fazer.

Eles v�o tentar convencer a popula��o a sair sem lutar.

E o movimento sionista diz: "bem, se eles sa�rem sem lutar,

tudo bem tamb�m, desde que saiam."

E assim os brit�nicos desempenham um papel horr�vel

em ajudar o movimento sionista a esvaziar as cidades palestinas

de sua popula��o nativa.

O mandato marcado pela batalha da Gr�-Bretanha na Palestina

terminou em 15 de maio, 1948.

Aqui, as tropas brit�nicas evacuadas sa�dam Sir Alan Cunningham,

o �ltimo governador estrangeiro que Israel veria.

No Aeroporto de Leader, o General Cunningham se despede

de uma miss�o muitas vezes repleta de combates sangrentos.

E as tropas brit�nicas que voltam para casa

est�o felizes em sair do que chamaram de situa��o complicada.

Duas coisas aconteceram.

Uma, cada oficial brit�nico decidiu,

de acordo com sua pr�pria agenda, a quem dar autoridade.

A maioria deles era pr�-sionista.

Alguns deles eram pr�-�rabes.

Estavam tentando d�-la tamb�m aos �rabes.

Mas a grande maioria deu aos judeus.

Mas mesmo os pr�-�rabes descobriram que n�o havia a quem entregar.

N�o havia uma estrutura pol�tica estabelecida como estava do lado sionista.

E, portanto, o estado obrigat�rio foi mais ou menos transferido

para m�os sionistas imediatamente.

Todos os centros importantes do estado, alf�ndega, pol�cia, telefone, aeroportos,

portos, tudo caiu nas m�os dos sionistas instantaneamente.

Em 14 de maio de 1948, o novo governo de David Ben-Gurion tomou posse.

Pela primeira vez desde que a legi�o romana destruiu Jerusal�m no ano 70 A.D.,

o povo judeu tem uma na��o pr�pria.

Atravessando Am�, a capital transjordaniana,

os ex�rcitos iraquianos se colocam em marcha para dar seguran�a

aos seus irm�os de ra�a na lutra contra os judeus.

O ex�rcito da Transjord�nia

cruzou o Jord�o

e viu surgir no horizonte as fortifica��es de Jerusal�m.

Os �rabes entraram em guerra com Israel,

n�o como um corpo unificado em torno do Estado judeu,

mas como frentes individuais desorganizadas

que os israelenses acharam muito f�cil de conter e derrotar.

Voltei aos Estados Unidos com uma mensagem

aos judeus dos Estados Unidos e a todos os americanos

interessados na paz e, mais especificamente, na paz na Terra Santa.

Estamos convencidos de que, se, por exemplo, os Estados Unidos

suspendessem o embargo e

os judeus obtivessem todas as armas necess�rias para eles,

esta guerra terminar� muito rapidamente.

O ex�rcito que poderia realmente ter inclinado a balan�a

contra o Estado judeu

era o ex�rcito jordaniano, porque era o �nico ex�rcito �rabe

que tinha experi�ncia militar na Segunda Guerra Mundial.

Era dirigido por oficiais brit�nicos,

e estava muito bem equipado de certa forma.

Mas os jordanianos tinham um acordo secreto com a lideran�a judaica

de que, em troca de n�o interferir adequadamente na Palestina,

eles teriam permiss�o para anexar partes da Palestina

� Jord�nia.

Na Palestina, �rabes e judeus come�am a lutar novamente!

Apesar da interven��o da For�a A�rea Egipc�a

as for�as israelenses conseguiram ocupar

os principais pontos de refer�ncia do deserto do Negev,

no sul da Palestina,

incluindo Beersheba, na estrada para o Egito e Jerusal�m.

Mais uma vez,

os lament�veis espet�culos de guerra s�o encontrados nesta terra,

que foi, no entanto, o centro da grande esperan�a dos homens.

E o mundo est� procurando uma solu��o razo�vel para o problema palestino.

A guerra de 1948, por assim dizer,

terminou com a partilha da Palestina,

mas muito diferente daquela esperada pelas Na��es Unidas

80% da Palestina, 78% da Palestina tornou-se um estado judeu.

Nesses 78%, um milh�o de palestinos perderam sua p�tria

e se tornaram refugiados fora da Palestina ou fora daquela �rea que se tornou Israel.

Outra parte foi a Cisjord�nia que foi anexada � Jord�nia, e uma parte menor,

a Faixa de Gaza, que foi anexada, n�o anexada, controlada pelo Egito.

Palestina como um...

pa�s esperado pelo povo palestino, deixou de existir.

Foi apagada do mapa.

� atrav�s da escrita da hist�ria desta guerra

e suas consequ�ncias,

mas tamb�m das mem�rias que a hist�ria oficial muitas vezes descartou,

ser� preciso encontrar um terreno comum

Uma parte da resolu��o do conflito passa pela negocia��o

dessa rela��o com o passado, dessa hist�ria e dessas mem�rias,

um per�odo sab�tico

que deve fazer parte

do que deve ser lembrado e do que deve ser esquecido.

Obrigado por assistir!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.