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Estás a gostar do combate?
Sabes que nunca partilhei a tua paixão por violência.
Porque nos chamaste cá hoje?
Um irmão e uma irmã não devem ser inimigos.
Sou tua inimiga desde que me casei com um estado-unidense.
Mudaste de ideias sobre tudo isso?
Isso agora é tudo passado, Mioshi.
Anda, quero mostrar-te uma coisa.
Que é, meu irmão?
Inspetor Akita...
Está detido, Sr. Kellem.
Belo barco.
Está à venda.
Dou-lhe 4500 em dinheiro, mas tenho de o experimentar agora.
Boa tarde, Sr. Phelps.
Harry Kellem, um empresário dos EUA que vive no Japão
e presidente do novo Conselho do Tratado Económico,
foi preso pelo assassinato da esposa.
Temos razões para acreditar que Kellem foi incriminado
e que o assassinato foi cometido pelo irmão da Sra. Kellem,
Toshio Masaki,
um poderoso industrial fanaticamente anti-Estados Unidos.
Além do ódio pessoal por Kellem,
o motivo de Masaki é desacreditar o Conselho Económico
e destruir as relações nipo-estado-unidenses
em vésperas das negociações do novo tratado.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é parar o plano de Masaki
e ilibar Harry Kellem.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Boa sorte, Jim.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
A propriedade do Masaki é uma fortaleza murada
guardada por Polícia privada. Ele nunca sai.
Planeia vir a governar o Japão de lá.
Já tiveste notícias do Taizo?
Sim, há cerca de uma hora. E disse que ia cooperar.
Disse-me que ele e o Masaki nunca se conheceram.
Recebeu o convite há cerca de um mês
e deve dar um recital de Kabuki na propriedade
e passar lá o fim de semana.
Ótimo.
Willy, todo o plano depende de ti.
O combate tem de desviar a Polícia particular do Masaki
e o resto da casa
o tempo suficiente para o Barney acabar o trabalho.
Conto pelo menos com três minutos.
Achas que consegues?
Bem, o jiu-jitsu é muito diferente do judo.
Preciso de prática com um dos melhores.
Três minutos com o melhor lutador de jiu-jitsu do Masaki.
Nunca ninguém ficou de pé mais de 30 segundos.
Acho que dou conta dele.
Dana, és uma fotografa como há poucas.
Caças os ricos e famosos.
Farás qualquer coisa por uma foto espontânea.
E, quanto mais íntima, melhor.
Jim, de certeza que o inspetor Akita não está metido com o Masaki?
Não, ele admira o Masaki, mas é bom polícia.
Jim, a vida do Kellem está em jogo.
Queria que houvesse alguma prova física.
Não há, Dana, ou o inspetor Akita já a teria encontrado.
A cilada funcionou na perfeição.
Temos de fazer o Masaki confessar
ou o Harry Kellem já era.
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Toda a vida, disse a mim mesma
que tu e a mãe serem de etnias diferentes não importava,
mas importava.
Não, não importava, Nobu.
O Masaki disse que querias dissolver o casamento.
O Masaki está a mentir.
Então, o inspetor está a mentir, as provas estão a mentir,
estão todos a mentir.
Eu e a tua mãe tínhamos problemas, como qualquer pessoa.
É disso que o Masaki está a aproveitar-se.
Eu amava a tua mãe, Nobu.
E ela, a mim.
Tens de acreditar.
Quem me dera conseguir.
Assim, teria algo a que me agarrar,
algo por que lutar.
Disse a mim mesma que se te visse...
Mas não. A faca tinha as tuas impressões digitais.
Não a matei.
Nobu, por favor...
Não.
Não me toques.
Sete segundos e meio.
Bom dia, Sr. Kellem.
Sou o Sr. Larson.
Pode ser um bom advogado, Sr. Larson.
Pelo menos, a embaixada pareceu pensar assim.
Mas é impossível.
Até a minha própria filha acha que sou um assassino.
A opinião da sua filha pode mudar, bem como a de toda a gente.
Como? O Masaki matou-a,
mas os seus homens juraram que ele nunca saiu do combate.
Não houve testemunhas, nada.
- Não, houve uma testemunha. - Quem?
O próprio Masaki.
Quero que me conte tudo o que aconteceu no combate.
Absolutamente tudo.
És bem-vinda aqui, Nobu.
A partir de agora, esta será a tua casa.
Prefiro encará-la como um refúgio num momento de dor.
Não sei bem quanto tempo quererei ficar, aqui.
Muito bem.
Encontrarás roupa adequada no teu quarto.
É realmente uma rapariga bastante adorável.
Acho o seu sangue mestiço ofensivo.
Mas vamos tentar redimi-la.
Masaki-san.
Decidi que não quero que Harry Kellem seja julgado.
Há demasiadas incertezas.
Quero que ele morra na cela.
E de uma maneira calculada para causar aos Estado-Unidenses
o maior embaraço possível.
- Quando, Masaki-san? - Em breve.
Muito em breve.
Sou o Nakamuro Taizo.
É uma honra.
Mas não pensei que fosse capaz de matar a própria irmã.
Não temos muito tempo, Sr. Kellem.
- Que tinha o Masaki vestido? - Já lhe disse.
Não, mas preciso de detalhes, detalhes precisos.
Um quimono preto e, por cima, um haori preto.
- Tinha um desenho, claro. - Que tipo de desenho?
- Acho... - Não, tem de ter a certeza.
Que desenho?
Um minuto e 58 segundos.
Vamos tentar outra vez.
Obrigado.
Bom desempenho, Nakamuro-san.
- Muito contemporâneo. - Obrigado.
Sempre tentei conciliar o tradicional com o moderno.
É muito mais bem-sucedido nisso do que eu.
Eu não carrego os seus fardos.
É muito sensível, Nakamuro-san.
Entendo o tumulto.
Dói-me vê-lo num rosto tão bonito.
Gostaria de ser seu amigo, Nobu-san.
Não está a negligenciar o seu anfitrião?
Queria convencê-lo a representar "The Willows" para nós.
Já passaram muitos anos desde que o vi bem-feito.
O kabuki é como o jiu-jitsu, Masaki-san.
Não se pode enganar um especialista.
- É adepto de jiu-jitsu? - Sim.
Além disso, como o kabuki, é uma das nossas artes clássicas.
Raramente é bem-executada.
Podemos dizer uma das artes mais japonesas de todas.
É por isso que estou tão chocado com aquele estado-unidense,
o Rocklin. - Rocklin?
Sim.
Vi-o combater num clube privado em Hokkaido.
Venceu com facilidade,
mas não havia estilo, nem graça.
Mas o seu empresário gaba-se de que ele é imbatível.
Há um artigo sobre ele no jornal de hoje.
Arrogância estado-unidense.
Venceu o Yokoyama na semana passada.
Mas ouvi falar do vosso campeão, Osaki.
De certeza que é muito melhor.
Sem comparação.
Inspetor, concorda?
Há uma maneira de descobrir.
Os termos do estado-unidense são bastante claros.
Três milhões e 600 mil ienes,
dez mil dólares estado-unidenses,
o vencedor ganha tudo.
Vou pedir ao Shiki que trate disso.
Sr. Masaki, por favor.
Diga-lhe que uma amiga ligou.
- Sr. Masaki? - Sim. Quem fala?
Não me conhece, Ainda não.
Sou fotógrafa.
Sou especialista em estudos íntimos
de pessoas que não sabem que estão a ser fotografadas.
Não vejo o que isso tem que ver comigo.
Bem, Sr. Masaki, eu estava na colina
com vista para o seu jardim na tarde em que a sua irmã foi morta.
Fotografei tudo.
Mas não tem nada com que se preocupar
se pudermos chegar a um acordo.
Seja quem for, está a perder o seu tempo.
Estarei, Sr. Masaki?
- Voltarei a ligar. - Espere.
Se voltar a ligar, é preferível usar o meu número privado. É...
Muito bem.
Ligo-lho em breve.
Fala o Akita.
Achei que queria saber que o combate foi marcado. Para hoje.
É verdade, Akita... Antes de desligar, um favorzinho.
Consegue localizar as chamadas feitas para o meu número privado?
Há algum problema, Masaki-san?
Um assunto banal. Negócios.
Você e as suas intrigas de negócios.
Mas suponho que quem quiser ser rico...
Tudo bem, eu trato disso.
O Combate estava muito emocionante naquela altura.
Algo me fez olhar para onde a Mioshi estava sentada.
O seu lugar estava vazio. Bem como o do Masaki.
Depois, vi-os juntos no relvado perto da fonte.
Estavam a conversar.
Voltei a olhar para o combate por alguns momentos.
Quando me virei novamente, já não o vi.
Ela desaparecia por entre as árvor...
Eles devem ter seguido o caminho,
com o Masaki à frente,
até chegarem a este ponto,
onde o Masaki matou a irmã.
Significa que terás de fotografar deste ângulo na encosta, Barney.
Isto servirá, Jim.
E com isto consegues ouvir-me a 270 metros.
O Paris sabe do quimono?
Sim, o empresário ligou-lhe de manhã e disse-lhe.
Como vai escapar de assistir ao combate?
Vai alegar alguma indisposição, fadiga da viagem.
E, após uns minutos de descanso, estará como novo.
Como está a correr, Dana?
Que achas?
Perfeito.
Um confronto.
O primeiro homem a ganhar um ponto vence.
É esse o acordo.
Dá o teu melhor, Willy.
Se não fores o centro das atenções, o Paris e a Dana ficam em apuros.
Está bem.
Estou pronto.
O Barney está preparado.
Aviso-te mal ele tenha o filme.
Parem.
Paris, Dana, têm uma visita.
Pronto, eles vão recomeçar.
Pronto, já está.
- Estás bem? - Sim, estou.
Tem coragem.
Espero que tenham ambos aprendido algo com esta experiência.
Vamos embora daqui.
Parece-me bem, Jim.
Esperemos é ter escrito o roteiro certo.
Se tivermos, o Masaki ditará a sua sentença.
Já podes ligar, Dana.
Inspetor Akita, chegou a chamada. Por favor, localize-a.
Sim?
Compreendo.
Há pessoas que teriam interesse em ver este filme, Sr. Masaki.
Esta pode ser a sua última hipótese.
Muito bem.
- Voltarei a ligar. - Localizaram-na.
Akita, conseguiu?
A chamada foi feita deste número.
583-7591.
A morada? Tenho, sim.
Muito bem, Akita. Obrigado.
Não, não será necessário pôr a linha sob escuta.
Esta informação já é suficiente.
E agradeço a sua discrição no assunto.
Sim, claro.
Este é o mundo do tio Masaki. Para mim, é uma bela prisão.
Masaki-san pode dar-lhe muitas vantagens.
E extrair um preço por cada uma.
Consigo sentir o seu ódio. Ele vê o meu pai em mim.
Então, porque está a considerar a mudança?
Acho que uma parte de mim quer esconder-se atrás destas paredes.
Não devia.
Já esperava que ficasse do lado dele.
Ele é o passado. Você é o futuro.
Vou sentir a sua falta, Taizo-san. Conseguimos conversar.
Então, talvez devêssemos encontrar-nos de novo, na cidade.
Gostaria muito.
Quem são vocês?
- Que querem? - Cale-se!
Quero tudo. Impressões, negativos, tudo.
Temos tudo?
Não têm direito a levar-me isso. Isso pertence-me.
Uma chantagista a exigir os seus direitos.
Que original.
Que sítio estranho para guardar uma bobina.
Deve ser muito valiosa.
Escolheu a sua vítima de modo muito imprudente.
É uma jovem adorável.
Detestaria que isso mudasse.
Foram muito minuciosos.
Muito.
Deves ter notícias do Masaki em breve.
Este filme é uma armadilha.
Não pode ser.
- Mais. Há mais? - Não. Não neste rolo.
Pois, claro. Foi um engodo.
Mas é uma fraude. Tem de ser.
Quero aquele fotograma ampliado.
A parte da imagem em que o braço do homem está exposto.
Amplie-a novamente, maior.
Acho que conseguiremos provar que isto é um truque de chantagista.
O seu filme é muito inteligente.
Mas é apenas um engodo.
Diz que é uma imagem minha?
- Não é? - Não.
Repare.
Aqui, há uma cicatriz.
Mas, ali não.
A película de 16 mm fica muito granulada quando se amplia tanto.
Eu vejo ali a cicatriz. Você não?
Não vê, Sr. Masaki?
Ou porque me trouxe cá?
Onde está o resto?
Quero meio milhão de dólares pelo resto.
- Dispendioso. - Sim.
- Muito bem. - Hei de voltar.
Menina...
É bom que isto acabe aqui!
Não se preocupe.
Sou gananciosa, mas não sou tola.
Quando era criança, adorava o meu pai.
Ele era o homem mais sábio e gentil do mundo.
Mas, ao crescermos, devemos aprender a enfrentar a realidade.
Ainda nada foi provado, Nobu.
Quando falo consigo, tenho fé de que as coisas ficarão bem.
Nobu, gostaria de estar consigo durante estes tempos difíceis.
Talvez com um telefonema possa tratar disso.
- Dá-me licença? - Para isso, sim.
- Menina Kellem? - Quem é você?
Um amigo.
Posso provar que o seu pai é inocente. Está interessada?
Claro que estou! Quem é você?
Esteja sozinha no seu apartamento em 30 minutos.
Alguém irá lá.
Captou o estilo dele, Shiki-kun.
Diga ao Saburi que venha hoje à noite.
A minha mãe.
Onde está o resto?
Isto é só uma amostra grátis.
Se quiser que alguém veja o resto,
terá de fazer uma oferta.
É uma chantagista!
Sabe quem matou a minha mãe. Diga-me quem matou a minha mãe.
Disse que teria de fazer uma oferta.
Há mais alguém interessado em comprar este filme.
Quem? Diga-me. É o tio Masaki?
Ligue-me daqui a uma hora.
Faça a sua melhor oferta.
Só terá uma hipótese.
Taizo-san.
Que foi? Diga-me o que se passa.
Sim, Taizo-san, eu digo.
É o único em quem posso confiar.
Reconhece a seriedade do que está a dizer?
Está a acusar o seu tio de assassinato, Nobu-san.
Só sei que este filme pode dizer quem matou a minha mãe.
Não estaria aqui se o Taizo não me tivesse dito que a Polícia...
Foi um bom conselho, Nobu-san.
Sejam quais forem as consequências.
Ela deu-me isto, o seu número de telefone.
- Estou? - Está na hora.
Como pode ver, também há um elemento de teatralidade
nos nossos negócios.
Vamos permitir que a chantagista nos leve à vítima.
"Então, devo confessar a minha culpa.
"Matei a minha esposa, porque ela queria deixar-me.
"O advogado da embaixada dos EUA
"deu-me este comprimido para eu acabar com a minha vida
"e não causar mais constrangimentos aos seus planos
de total domínio económico e político do Japão."
Excelente falsificação.
Há de ser encontrada ao lado do corpo do Kellem.
Um segundo... E o meu dinheiro?
É apenas um positivo. Os negativos não estão aqui.
Onde estão?
Certamente, não esperava que eu trouxesse os negativos.
Quando tiver o meu dinheiro, levo o seu homem aonde o escondi.
Lamento que esteja a ser tola em relação a isto.
Não vai sair daqui até nos dizer onde estão os negativos.
Nem pensar.
Prefere dizer ao Osaki?
Não vou dizer a ninguém.
Ela tem informações que eu quero.
Arranca-lhas.
Passa o filme.
Interrompemos?
Foi uma história extraordinária, Masaki-san.
Mal consegui acreditar quando a sua sobrinha me contou.
Então, achei melhor virmos aqui.
Ainda bem que veio, Akita-san.
Vejo que estou a interromper.
Estava prestes a reproduzir esta película.
Por favor, continue.
Não, não tem importância.
Matou-a! A minha mãe!
Sim.
Mas o resto está em branco.
Foi um engodo!
Akita-san...
É claro que vai esquecer todo este absurdo.
Posso fazer de si um homem muito rico.
Sim, tenho a certeza.
Ouça. Pode ter mais poder do que imagina.
A sua corrupção atingiu até os meus homens, Masaki-san.
Fala o inspetor Akita.
Mande uma viatura
para a propriedade de Toshio Masaki.
Mas... não compreende.
Masaki-san, receio...
... que todos compreendamos.
Nakamura-san, não encontrámos a rapariga, a chantagista.
Isso é lamentável.
Sim. Mas, afinal de contas,
temos de lhe agradecer por uma coisa.
Ela evitou um erro judicial.
Inspetor, é muito perspicaz.
Obrigado.
Pai, apresento o meu amigo, Nakamura Taizo.
- Olá. - Sr. Kellem...
... é um homem de sorte.
Tem uma filha muito dedicada.
Tradução e Legendagem NADINE GIL RTP - Produção
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