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Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O sujeito aproxima-se.
Tirem-no daqui.
Nunca poderá saber que foi capturado.
Temos algo muito especial pensado para ele.
MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
O Dr. Tabor chega daqui a nada.
Vemo-nos em breve, Max.
- Quando posso levá-lo? - Mais logo.
REALIZAÇÃO
Como o localizaram?
Por acaso, em Innsbruck.
O melhor foi que ele não me viu.
Pelo que ele lhe fez no ano passado,
de certeza que preferia ter tratado dele sozinho.
Estamos todos na mesma equipa.
Desde que não o desperdice.
Aviso-o já, doutor. Ele será difícil.
O passaporte e tudo o resto são falsificações.
Naturalmente.
Karl Maur, este é o Ernst Bandar.
O departamento designou o Ernst
como meu conselheiro especial neste projeto.
Na verdade, o Dr. Tabor conhece tão bem a espionagem como eu.
Talvez melhor.
Obrigado.
Como se chama?
Com que nome viaja?
Fred Stark.
Qual era a sua missão?
Onde nasceu?
Cleveland, Ohio.
Como se chamava a sua mãe?
Maria.
Como era ela?
Nunca a conheci.
Tal como eu disse, doutor. Ele não nos dirá nada importante.
Está bastante enganado.
Ele já nos disse algo importante.
O Paris saiu de Viena hoje de manhã.
Já devia estar aqui, em Genebra, há oito horas.
Operador internacional, por favor.
Tu és meu filho.
Um pai e um filho devem ser amigos.
Se fosses meu amigo, não terias levado a minha mãe.
Porque a levaste?
- Ela era incapaz de te criar. - Ela amava-me.
- Ela não prestava. - És um mentiroso.
Encontra-a e trá-la de volta!
Nunca! Ela nunca voltará.
- Dr. Escobar à receção, por favor. - Doutor.
Dr. Escobar à receção, por favor.
Que se passa, Barney?
O Jim quer-nos em Genebra. O Paris não chegou, ontem.
Pensei que tinha cumprido a missão.
E cumpriu.
O Secretário foi notificado.
Temos de presumir que o Paris está em mãos inimigas.
Se aparecer, fazemos os habituais procedimentos de libertação.
Tu tratas da parte médica do departamento.
Vamos.
- Já pode levar o seu cão. - Obrigado, doutor.
Anda, Max.
Então, Max?
Max!
Que lhe fez?
Posso garantir que ele não sente dor.
As células cerebrais não sentem.
Que fez?
Há mais cães, cabo.
Bem...
Está convencido?
Ele estava pronto para matar o homem de quem mais gostava,
mas há uma diferença entre o cão e o Homem.
As emoções no Homem são mais complexas.
É a única diferença.
Estávamos a falar de amor.
Da primeira vez que sé apaixonou.
Da Inga e do Meerghan.
Conte-nos novamente como conheceu o Meerghan.
Ele resiste-lhe a todas as tentativas.
Isso não o ajudará.
Não faz mal nenhum falar-nos daqueles tempos em Amesterdão,
quando andava a viajar pela Europa.
O Meerghan era um grande mágico.
Admirava-o.
A Inga era a rapariga do número.
Era muito bonita, não era?
Sim.
Era... Era linda.
Com aquele cabelo louro comprido...
E a voz dela...
Deixe-me em paz. Não quero mais falar disso.
O Meerghan ia ensinar-lhe tudo.
Mas você e a Inga apaixonaram-se.
O Meerghan tinha muitos ciúmes.
Ele avisou-o.
Afasta-te dela. Afasta-te dela ou eu mato-a.
Inga... Inga, temo por ti.
Inga, amo-te. Quero casar-me contigo.
A arma. A arma!
Ele está louco. Tem tanto ódio nos olhos.
Inga, ele é louco.
Olhe para ela.
Olhe para ela! Olhe para o seu amor.
Olhe para ela, está morta!
- A culpa é sua! - Não, tu mataste-a.
Tu baleaste-a! Tu! Tu é que a baleaste.
Sim, baleei-a.
- Agora, mate-me. Mate-me! - Não.
As suas inibições contra o assassinato são muito fortes,
mas não importará.
Inga...
A Inga está morta!
A Inga está morta há muito tempo.
Que se passa? Que se passa?
Está a lutar por sair do transe.
Acho que já foi suficiente.
Prepare o paciente, está pronto.
Duas figuras paternais.
Figuras com o controlo mais ou menos como o dele.
Tirei-lhe mulheres que ele amava.
Vou precisar de pessoal extra do departamento.
Não há problema.
Estão ansiosos pelo seu sucesso.
Num século de violência, talvez a sua arma seja a definitiva.
Assassinos por encomenda.
Dr. Tabor. O paciente está pronto.
Obrigado.
O cérebro é uma máquina que apenas começamos a entender.
O centro da morte localiza-se aqui, no hipotálamos lateral.
Como lidamos com um homem, não com um cão,
vamos ativá-lo em três fases.
Entretanto, configuramos a situação emocional específica
destinada a reforçar e direcionar o reflexo de matar.
Remova-o.
O elétrodo é implantado através do palato.
Não deve haver marcas. Vire-lhe a cabeça.
Operador de Genebra, por favor.
Dá-nos uma cabana, por favor?
Barney, tu e a Dana tentam refazer o trajeto do Paris.
Eu vou para Innsbruck ver o que acontece.
Doug, tu ficas aqui. Se acontecer algo...
Sim?
Jim, tive um acidente.
Compreendo. Estás ferido?
Não.
Mas decidi ficar algum tempo no Maldorf Inn e recuperar.
Está bem, vai com calma. Não te preocupes com nada.
Ele está a seguir o procedimento habitual.
Foi para o Maldorf Inn para poder ser contactado anonimamente.
Que aconteceu?
Ele disse que a mota se despistou,
quatro quilómetros a este de Arldenz.
- Alguma lesão? - Não, só está abalado.
Temos de iniciar já o procedimento de libertação.
Doug, vamos ao Maldorf Inn, separados.
Barney, tu e a Dana investigam o acidente.
Quando encontrarem a mota, passem-na a pente fino.
- Impressões digitais, tudo. - Certo, Jim.
Levo a configuração da impressão
e faço contacto direto com o controlo do computador.
Ótimo. Quero um auxiliar e um rádio.
Não confiamos no telefone.
Com o procedimento de libertação, supomos que o Paris está vigiado.
Como vais comunicar com ele?
Usamos o mesmo código que usámos na missão.
Está bem, obrigado.
Espere.
Ele sente alguma coisa?
Desconforto. Não compreende.
Não faz ideia de que vai matar o seu controlo.
Meerghan...
Meerghan...
Há oito novos convidados.
Entre eles, provavelmente, o controlo dele.
Quem são eles?
Um coronel do Exército dos EUA de licença, a esposa,
um médico inglês chamado Winters,
um professor francês, a esposa e o filho,
um observador de pássaros escocês chamado MacPherson.
E uma Enid Brugge, turista da Bélgica.
Está a divertir-se, Sr. MacPherson?
Sim, obrigado. Tem aqui um belo resort.
SEM REGISTO
Tudo o que temos é sem registo,
funcionários da estação de serviço ou mecânicos.
Nenhuma impressão digital coincide com o que temos no computador.
Então, podemos ilibá-lo disto.
Pois.
Que te incomoda, Barney?
Que aconteceu ao farol?
Sementes, terra e alguns pelos de cão.
Pastor-alemão, diria.
Há muitos por aqui.
Não há indicação de hipótese pós-hipnótica.
Apenas os sintomas próprios de fadiga, fome e exposição.
A única receita para isso, Paris, é comida, sono e umas férias.
E o pesadelo, Doug?
Provavelmente, foi pela ansiedade geral.
A tua saúde está bem, Paris. O resto é com o Jim.
O que me intriga é o carro ter-te feito sair da estrada
e não ter parado.
Não sei, Jim. Simplesmente, não sei.
Doug, se o Paris estava vigiado, foi seguido até aqui,
portanto, foste desmascarado.
É melhor saíres hoje e te apresentares em Genebra.
Certo. E tu?
Saio pelas traseiras, tal como entrei.
Eu e o Paris ficamos aqui durante alguns dias.
Jim, que te incomoda?
Nada.
Se precisas de férias, este é o sítio ideal.
E temos de esperar pela Dana e pelo Barney.
Claro. Entendo isso.
Mas pareces ter algumas reservas quanto a isto.
Paris, só quero que relaxes.
Como posso relaxar com isto a pairar sobre mim?
Sabes o que me acontecerá se não me libertares.
Quem falou em não te libertar?
Vá lá, Jim, não brinques. De que se trata isto?
Desculpa.
Tens razão.
Uísque com água, por favor.
Obrigado.
Conhaque, por favor.
- Posso? - Sim, claro.
Fred Stark, Nova Iorque.
Enid Brugge, Bruxelas.
Está muito longe de casa, Sr. Stark.
Hoje em dia, qualquer sítio está ao virar da esquina.
Parece triste.
Não me agrada.
Desculpe.
Talvez esteja triste, mas não quero estragar-lhe a noite.
Que tal uma dança?
Não pode dançar polca e estar triste ao mesmo tempo.
É impossível.
Vamos ver se é verdade.
Que se passa?
Nada. Desculpe.
Está a ir muito bem.
Ele é um homem muito complexo.
Acho que não será fácil para nenhum de nós.
Se ele fosse fácil, não precisaria de alguém tão capaz como você.
Ouvi dizer que era um homem muito difícil para quem trabalhar.
Ainda bem que está satisfeito comigo.
Que homem não ficaria satisfeito consigo?
Boa noite.
Vou chamar o Jim.
COMISSÃO DE COMÉRCIO DO LESTE EUROPEU
O Paris foi responsável pela prisão do Maur no ano passado.
É muito possível que o Maur o tenha visto algures na Áustria.
É óbvio que o apanharam, Jim.
Se reportares isto, o Paris já era.
Não vou reportar nada até descobrir o que lhe fizeram.
Barney, verifica a Comissão de Comércio do Leste Europeu.
Como está o Paris, Jim?
Não está em si, Dana.
Imaginem esta possibilidade.
Encontrámos pelos de cão na roupa do Paris.
Três pelos de pastor-alemão.
Tinha um destes apitos de cão silenciosos quando era miúda.
O meu cão detestava-o.
COMISSÃO DE COMÉRCIO DO LESTE EUROPEU
Betty Williamson, Toronto.
Sou compradora da Northern Hemisphere Industries, Lda.
É a sua primeira visita, Sra. Williamson.
É, sim.
Há algumas formalidades.
Chegue aqui.
Leva a Sra. Williamson ao gabinete de Herr Maur, por favor?
- Eu digo-lhe que vai a caminho. - Obrigada.
Obrigada.
Sra. Williamson, sou o Karl Maur.
Por favor, venha ao meu gabinete.
- Sente-se, Sra. Williamson. - Obrigada.
- Posso ver as suas credenciais? - Sim.
Passaporte e carta de apresentação.
Sim, está tudo em ordem.
Agora, deixe-me mostrar-lhe algumas das nossas exposições.
Acreditamos que o caminho para a paz passa pelo comércio.
Nós também, Herr Maur.
Por aqui, por favor.
Este bosque não tem direito a ser tão bonito.
Nem tu.
Vem cá.
Pensei que querias dar uma volta. Não temos andado muito.
Menti.
- Devias ter vergonha. - E tenho. Tenho mesmo.
Estás perdoado, Podes atrair-me à floresta quando quiseres.
Fred, nós...
Temos algo maravilhoso, não temos?
Não poderia ser melhor.
Que se passa, querido?
Nada, nada.
Fred, tenho de dizer-te uma coisa.
Uma coisa importante.
Agora, não.
- Como correu? - Muito bem.
Contei-lhe a história da minha vida. Uma história tristíssima.
- E qual foi a reação dele? - De compaixão.
Tem a certeza de que está a criar um assassino?
Sim, tenho a certeza.
Ele sentiu compaixão por aquela rapariga há muito tempo.
E é a compaixão que o fará matar hoje à noite.
- Foste seguido? - Não, acho que não.
Como te sentes?
Não sei, Jim.
Às vezes, acho que estou bem. Noutras, pareço lutar contra mim.
Jim, há algo diferente em mim?
Notas alguma diferença? Diz-me a verdade.
Tenho más notícias para ti, Paris.
Confirmámos que foste prisioneiro deles.
- O quê? - Sim.
Onde?
No quarto andar da Comissão de Comércio do Leste Europeu,
em Viena. Não sabemos porquê,
mas o Barney e a Dana vão lá hoje à noite tentar descobrir.
Bem...
Então, já era.
Vá lá, não vamos perder-te.
Temos de fazer tudo para descobrir o que aconteceu e te ilibarmos.
Jim, eu sei que vais tentar, mas...
- Sabes... - Tenho mais más notícias.
- A Enid Brugge não é... - Eu sei, Jim. Ela contou-me.
É a Marla Kassel, agente comunista.
Mas ela desertou, Jim. Tem amigos na Suíça.
Está à espera de que um contacto a ajude a atravessar a fronteira.
Paris, vai com calma.
Com calma.
Ele caminhou muito decidido pela encosta.
Não podia segui-lo sem ser visto.
Paris, que foi?
Nada.
Nada. Estou bem, Jim.
Paris, achas que é mais do que apenas uma...
... coincidência a rapariga aparecer aqui agora
e estar a dar-te baile?
Ela não está a dar-me baile, Jim.
Não consegues entender a verdadeira emoção
ou tornaste-te nalguma máquina?
Claro...
Claro... Já percebi.
Inventaste isso de eu ser capturado, porque querias a rapariga.
- O quê, Paris? - Vais mandar-me para casa, não é?
Vais deixá-los destruir-me para ficares com ela.
Não vou mandar-te para lado nenhum, ainda.
Então, afasta-te da rapariga. Ouviste?
Afasta-te da rapariga!
Doug, temos de descobrir o que se passa com o Paris e depressa.
Podes juntar-te ao Barney e à Dana em Viena hoje à tarde?
- Vou a caminho. - Certo.
De certeza que deixou a mala no meu gabinete, Sra. Williamson?
Sim, Herr Maur. Tenho de tomar os comprimidos da asma.
Se esperar até de manhã, acabo no hospital.
Aqui está.
Traz-me um copo de água, por favor?
Não!
Um elétrodo.
Lamento ter causado tantos problemas.
Mas já me sinto muito melhor.
- Com todo o gosto. - Obrigada.
Adeus.
Boa noite, querido.
Receio que o nosso fim esteja próximo.
Não digas isso.
Não posso esperar mais aqui. A Polícia vai encontrar-me.
Então, vamos embora juntos.
Para onde?
Um sítio qualquer.
Um sítio onde possamos estar juntos.
Hipotálamo lateral, o centro da morte.
Centro da morte?
Podem ter feito algo assim ao Paris?
Não, teriam de ser muito mais subtis.
- Agora? - Sim.
Tenho aqui o ferimento de bala.
De certeza que ele vai ouvir com o silenciador?
Sim, haverá um estalido claro.
Ligue-lhe.
Cabana 16, por favor.
Estou?
Sim, Enid.
Ele disse-me que era teu amigo, mas mandou-me nunca mais te ver.
Ele assusta-me, Fred.
Ele ameaçou-me, Fred. Quem é ele? Tenho medo.
Fred, está aqui alguém.
Quem é você? Ajuda-me, Fred. Ajuda-me!
Enid!
Quem está aí?
Que se passa, Enid?
- Que se passa? - Não.
Enid!
Isto nunca o teria enganado.
Pediu ao departamento alguém dispensável.
Através do palato.
Vou ligar ao Jim.
Inga...
Inga...
Jim, temos de levar o Paris a um hospital
e retirar o implante o mais depressa possível.
Certo, Doug. Tu e o Barney, saiam daí.
Mataste-a, Meerghan!
Paris, não!
Meerghan!
Meerghan, mataste-a, seu carniceiro!
Paris, espera!
Paris.
Paris, escuta. Sou o Jim.
Eles fizeram-te alguma coisa. Estão a tentar que me mates.
Paris, luta contra eles!
Luta contra eles.
Quietos!
Parece que subestimei os dois.
É este o homem que temos procurado.
O controlo dele.
Mata-o!
Jim.
Jim...
Paris, o Tabor e o Bandar estão arrumados.
Ótimo.
Como te sentes?
Sinto que... me tiraram algo da cabeça.
- É ele? - É ele.
Tradução e Legendagem NADINE GIL RTP - Produção
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