All language subtitles for Mission- Impossible S04 E26 The Martyr

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Original subtitles

MISSÃO

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Bom dia, Sr. Phelps.

Para neutralizar a pressão feita pelos jovens do país,

o primeiro-ministro Anton Rojek e o seu conselheiro Josef Czerny

organizaram um congresso especial da Organização da Juventude Estatal,

e o seu propósito é apoiar o regime repressivo de Rojek.

A sua missão, caso decida aceitá-la,

é parar o Congresso de estudantes de ser usado como bode expiatório

e expor Rojek e Czerny perante os jovens de todo o mundo.

Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.

for capturado ou morto,

o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.

Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos. Boa sorte, Jim.

PRODUÇÃO

ARGUMENTO

REALIZAÇÃO

Olhem para eles, rapazes e raparigas, é só isso que são.

No entanto são tão perigosos como dinamite.

Deixam-me desconfortável.

Não te devia ter deixado chamar o Congresso.

Precisa deles, primeiro-ministro. Tem de os usar.

Não podemos confiar neles.

Eu tenho informadores ali em baixo. Os meus homens, sabes o que disseram?

Estes jovens louvam a memória de Edward Malik.

Malik, um burguês, porco democrático.

Morreu antes de eles nascerem.

A sua mulher num hospital psiquiátrico,

e no entanto ele é o herói deles e não eu!

- Que exagero, primeiro-ministro. - Não me contradigas, Czerny.

Há um culto do Edward Malik!

Então temos de acabar com ele.

Exato, Czerny, exato.

Deixa-me avisar-te,

se o culto do Malik sobreviver a este Congresso,

tu não sobreviverás.

Foi aqui que o Peter Malik morreu?

Sim, foi aqui.

Pobre coitado.

Sobreviveu o assassinato do seu pai por três semanas.

A Sra. Malik segurou a sua mão quando deu o último suspiro.

Um pequeno fantástico instrumento, Sr. Phelps,

mas não creio que tenha assim tanta abrangência.

Não, não tem.

O Barney estará a falar comigo a menos de 30 metros.

A Sra. Malik está no 3.° andar da psiquiatria de Queen Sophia.

Ela está bem.

E alimenta os pombos todos os dias, às onze horas.

Quando contar até três vais acordar.

Um...

... dois...

... três.

Não me lembro de nada. Estou sob a influência?

Sim.

Não importa a droga da verdade que usem,

vais responder apenas à voz do Barney,

e dirás apenas o que o Barney mandar.

Certo.

Sr. Vaclav?

- Sim? - O meu nome é Harkness.

Procuro a cópia da autobiografia do antigo presidente, Edward Malik.

O livro do Edward Malik foi banido há 20 anos,

desde que o presente governo tomou posse.

Todos os seus livros estão banidos.

Sim, eu sei disso.

Mas disseram-me que pode ter uma cópia,

para amigos especiais.

- É americano. - Sim.

Foi enviado por Ellsworth.

Markham.

Sim, o Markham está a controlar-nos, certo?

Tinha-me esquecido.

Tem mais algum teste para mim ou podemos começar?

Em que posso ajudar?

NÃO NEGUE PETER MALIK ESTAR VIVO ATÉ OS ESTUDANTES DIZEREM

VIVA A MEMÓRIA DE EDWARD MALIK

Chama-se Peter Muller.

Vive na Suíça.

Está em Caríntia para o Congresso de Estudantes.

E isto interessa-me porque?

- Temos ordens para o raptar. - O quê?

- Tem de sair do país esta noite. - Porquê?

Não lhe interessa. Pode fazer as preparações?

Sim.

Sugiro que volte às sete da tarde.

Cá estarei.

Só mais uma coisa.

Entregue esta mensagem à Sra. Malik no hospital Queen Sofia.

Sra. Malik?

Conseguem fazer isso?

- Sim. - Muito bem.

Vejo-o às sete.

O seu filho Peter está vivo.

Não sabe a sua verdadeira identidade.

Tomámos os passos necessários.

Viva a memória de Edward Malik.

O Peter Muller é o Peter Malik?

Ele está vivo? Onde foste buscar isto?

Foi um espião americano que lho deu para entregar à Sr. Malik.

Eu levei-o à secção de criptografia, descodifiquei-a

e trouxe-a até si.

Isto é incrível.

Todos os relatórios indicavam que o Peter Malik tinha morrido

quando a sua mãe tentava escapar do país há 20 anos.

Isso não foi provado. Nunca!

Se o Peter Malik está vivo,

será um ponto fulcral para as manifestações dos estudantes.

E mesmo assim,

nesse caso,

porque é que os americanos o querem raptar?

Podem estar a ser enganados sobre o Muller.

Estão a tentar enganar-nos.

Vamos prender o Muller e questioná-lo.

Não.

Mesmo que ele seja o Peter Malik, o que nos pode fazer?

Aparentemente, não tem memória da sua verdadeira identidade.

Não vamos fazer nada por agora.

Vejam se o Muller está na receção aos estudantes estrangeiros hoje.

Sim, Sua Excelência.

Enviem o original disso à Sra. Malik.

e vejam a sua reação.

E o que é que fazemos em relação ao americano?

O Sr. Harkness...

O Sr. Harkness é outro assunto.

Vaclav.

Vaclav!

O Vaclav não vai estar presente nesta reunião, Sr. Harkness.

Prendam-no.

Maravilhoso.

Com licença.

Sou o primeiro-ministro Rojek.

Sim, eu sou o Peter Muller. Delegado da Suíça.

Muller!

Estou encantado em conhecer alguém de um país neutro, Sr. Muller.

Sinto-me honrado em conhecê-lo.

Gostaria de dedicar esta música a uma pessoa belíssima,

primeiro-ministro Rojek.

Se não se importa, Sua Excelência, a música da menina está bem dedicada.

Eu considero-o o melhor homem de estado vivo.

É claro que não, eu não me importo, Sr. Muller.

Só gostaria que houvesse mais jovens como você no Oeste.

Senhor, nós somos mais do que imagina.

A sério?

Diga-me, Sr. Muller, já visitou Caríntia antes?

Não, senhor,

mas foi estranho.

Quando o comboio passou a fronteira eu tive um pressentimento que...

Não consigo explicar.

Senti-me um expatriado a voltar a casa.

Pelo que diz, Sr. Muller,

parece ser um dedicado estudante da história de Caríntia.

Sim, senhor.

Assumo que tenha lido o trabalho do falecido Edward Malik.

Sim, senhor.

Na minha opinião, os livros dele indicam-no

como um inimigo do proletariado e um fantoche, ou pior,

um imperialista do Oeste.

Ele era...

Desculpe, Sua Excelência, podemos falar em privado?

- Certamente, Czerny. Dê-me licença. - Claro.

Muito obrigada.

Agora tenho uma canção sobre o tipo de mundo que queremos.

Um mundo de paz onde toda a gente é livre.

Paz e liberdade!

Vocês americanos cantam sempre sobre paz e liberdade.

Mas é só isso que fazem, cantar!

Diz-me, o que te chateia?

Nunca trabalham para isso! São umas criancinhas, como bebés!

Quando querem alguma coisa acham que basta cantar sobre isso!

Porque não te acalmas e deixas-la fazer a sua cena?

- Porque não te calas? - Olha, ouve bem.

Se queres paz tens de lutar por ela!

Se queres liberdade tens de ajudar as massas oprimidas.

Vocês e as músicas estúpidas deixam-me doente.

Pronto, já chega. Se não estás bem aqui, vai-te embora.

Não me empurres.

Por favor, não lutem.

Muito bem, já chega!

- Olha lá, ele é que começou. - Vem comigo, mexe-te!

Sou um cidadão americano e protesto ser preso assim.

Exijo contactar com a minha embaixada.

Cada coisa a seu tempo, Sr. Harkness.

Cada coisa a seu tempo.

Agora...

... conhece ou não conhece um jovem chamado Peter Muller?

Peter Muller? Não conheço.

Não foi à livraria do Florian Vaclav esta tarde

perguntar se o podia ajudar a raptar o Muller e tirá-lo do país?

Não, claro que não.

O Peter Muller é mesmo o Peter Malik, o filho do falecido Edward Malik?

Peter Malik? Edward Malik? O que é isto?

Diga-me você, Sr. Harkness.

Digo o quê? Não há nada a dizer, isto é ridículo!

Para o teu próprio bem, Czerny, é melhor deixares-me tratar disto.

Talvez agora perceba a importância de ser honesto, Sr. Harkness.

Causou problemas na receção.

Eu já lhe disse! Não causei problemas nenhuns.

Levem-no para a sala de interrogação até se acalmar.

Sim, senhor!

Esvazie os bolsos.

- Vai deixar o livro. - Tenha compaixão!

- Preciso de algo para me entreter. - Deixe-me ver!

Primeiro-ministro Rojek, "A Teoria da Revolução Agrária".

- Pode ficar com ele. - Sim, senhor.

Sugeria que lesse o capítulo sobre a autodisciplina da revolução.

Vou fazer isso.

Ponha-se a vontade.

Isto é estranho, mano, muito estranho.

Você tirou pessoalmente o Peter Malik de Caríntia?

Sim,

depois da morte do presidente Malik,

a Sra. Malik sabia que era uma questão de tempo

até ser capturada e pediu-me para pôr o rapaz em segurança.

Mas a mensagem que pediu para ser entregue à Sra. Malik

implica que ela não sabia que o filho estava vivo.

Foi para garantir a proteção dele.

Ele foi criado por uma família chamada Muller, em Zurique.

Tenho mantido olho nele

e nunca tive nenhum contacto com ele.

Isso foi um erro.

Porque cresceu e admira

a República Popular Democrática de Caríntia?

É irónico, não é?

Trágico, diria eu.

É tudo, Sr. Harkness. Por agora.

O agente mais cooperativo.

O inimigo mais cooperativo.

Está a tentar salvar a própria vida.

Primeiro-ministro, temos uma ótima oportunidade aqui.

Podemos fazer exatamente o que quer.

Podemos destruir o culto do Edward Malik.

Como?

Podemos usar o Peter Malik para denunciar o Edward Malik.

Viu o jovem, sabe como ele se sente.

Estás muito ansioso, Czerny.

Traz-me o ficheiro do Peter Malik.

O ficheiro do Peter Malik.

É só isto que há?

O rapaz tinha apenas cinco anos quando foi...

... quando desapareceu.

Não há impressões digitais.

Um registo dentário?

Não serve de nada depois de vinte anos.

Sua Excelência, por favor, não deixe esta oportunidade escapar.

Os mais jovens vão amar o Peter Malik.

O Peter Malik adora-o.

Deixe-o dirigir-se ao Congresso, denunciar o pai...

Tenho de ter a certeza de que isto não é um truque.

Truque, que truque? Aposto a minha reputa...

Estás a apostar a tua vida, Czerny.

O professor Kadar.

Sim, o professor Kadar.

Já me ajudou com problemas destes antes.

Estou?

O próprio, Sua Excelência.

Preciso de saber se o Harkness estava a dizer a verdade sobre o Muller.

Consegue fazer isso, professor?

Sim, claro, Sua Excelência.

Ao usar uma destas drogas da verdade,

tiopental, escopolamina, amital sódio.

Se chamar o homem ao meu escritório dentro de dez minutos,

Sua Excelência, estarei pronto.

Chegou cedo com isso.

Trouxeram-lhe comida.

Tira-me esse nojo daqui.

Nem quero olhar para isso.

A juventude de hoje...

A minha mulher tem razão, são todos loucos!

Sr Harkness,

faça uma contagem decrescente a partir do 100

até eu lhe dizer para parar.

Cem,

noventa e nove,

noventa e oito,

noventa e sete,

noventa e seis,

noventa e cinco,

noventa e quatro,

noventa e três,

noventa e dois,

noventa e um,

noventa.

Pode parar agora.

Qual é o seu nome completo?

Thomas C. Harkness.

Thomas C. Harkness.

E o que faz?

O meu passaporte identifica-me como correspondente de jornal autónomo.

O meu passaporte identifica-me como correspondente de jornal autónomo.

Mas é apenas uma distração.

Mas é apenas uma distração

porque sou agente para a Agência de Espionagem Americana.

E enquanto espião,

o nome Peter Malik diz-lhe alguma coisa?

Sim.

E quem é Peter Muller?

Peter Muller é apenas um pseudónimo...

Para Peter Malik, o filho de Edward e Maria Malik.

E como é que sabe que isto é verdade?

E depois de tirar o Peter de Caríntia...

Levei-o para Zurique...

- Onde o deixei a cargo... - De uns amigos com o nome Muller.

Consegue ouvir-me, Sr. Harkness?

- Não tocou na comida - Ouve, sai daqui.

Essa comida é boa,

os prisioneiros não têm comida assim.

Volto a perguntar, Sr. Harkness,

porque queria levar o Peter Muller para fora de Caríntia?

Vês? Tu não percebes.

Faltam-me dois dias numa greve de fome que comecei há seis meses.

Eu agora não como.

Porque não responde?

Não sei. Tente outra vez!

- É melhor adiarmos o interrogatório. - Não!

Responda-me, Sr. Harkness!

Porque queria tirar o Peter Muller deste país?

Tinha de o fazer.

Não queria que o Rojek soubesse que ele é mesmo o Peter Malik.

Tinha de o fazer.

Não queria que o Rojek soubesse que ele é mesmo o Peter Malik

e o usasse para a sua propaganda.

Peter Muller é só um pseudónimo para Peter Malik,

o filho de Edward e Maria Malik.

Já chega.

Não acredito.

Não fazia ideia de que é o filho do Edward Malik?

Não.

Percebemos que isto tudo é um choque, mas era o nosso dever informá-lo.

O que vão fazer comigo?

Consigo?

Odiava o meu pai, e com razão.

Mas com muito menos força que você,

a julgar pelas coisas que diz sobre ele.

Claro, mas isso era antes de ele saber que era o seu pai.

O facto de Edward Malik ser meu pai

não muda a minha opinião política dele.

E a sua mãe? O que fará? Ela ainda está viva, sabe?

Sim, e ela está onde pertence,

num hospital psiquiátrico.

Conheço a minha história.

Maria Malik já fez o suficiente para iludir as pessoas

a aceitarem a filosofia da democracia decadente do oeste.

- Sua Excelência... - Czerny, por favor.

Sente-se meu amigo, quero falar consigo.

É um grande livro, não é?

O teu primeiro-ministro é um grande peixe.

Vamos embora.

E então, para muita gente perdida neste país, o seu pai foi um mártir.

Muitos dos estudantes, talvez até a maioria, veem-no dessa forma.

São parvos.

Ignore-os.

Esta situação já chegou a um ponto em que não pode ser ignorada.

Alguém deveria contar a verdade sobre o Edward Malik.

Você é a pessoa certa.

Não percebo.

A Sua Excelência gostaria que falasse na reunião do Congresso amanhã.

- Não, não. Não posso. - Porque não?

Fico lisonjeado, Sua Excelência, fico até honrado!

Mas não saberia o que dizer.

Vai dizer aquilo em que acredita sobre o seu pai,

sobre o primeiro-ministro Rojek

e sobre as políticas da República Popular Democrática de Caríntia.

Bem...

Vai estar a fazer aquilo em que acreditamos, um ótimo serviço.

Nesse caso fá-lo-ei.

Mas vou precisar de ajuda a preparar o discurso.

O Czerny vai ajudá-lo no que precisar.

Prepara o comunicado para o Sr. Malik dizer na reunião.

Divulga-o em meu nome para a imprensa, rádio e televisão.

Sim, Sua Excelência.

O importante comunicado sobre a sobrevivência de Peter Malik,

que estará presente na reunião de amanhã,

foi feito hoje pelo gabinete do primeiro-ministro Rojek.

Os jovens reagiram com entusiasmo...

Estou?

Escritório do primeiro-ministro.

Quem está a ligar?

O que quer?

Um segundo.

- Sua Excelência. - Sim?

É um doutor qualquer do interior.

Não disse o nome e insiste em falar consigo.

O que é que ele quer?

Ele disse que acabou de ouvir o comunicado sobre o Peter Malik.

E então?

Talvez deva falar com ele, Sua Excelência.

Já te perguntei, o que ele quer?

Ele diz que tem provas de que o Peter Malik está morto.

O quê?

Disse que ajudou a enterrá-lo, há 20 anos.

Pode mostrar-nos a campa.

Abra.

- Jura ser o corpo do Peter Malik? - Sim.

A sua mãe trouxe-o até mim.

A criança tinha pneumonia, não havia nada que pudesse fazer.

Depois da sua morte,

a sua mãe levou o corpo até amigos dela, na vila.

Eu assisti ao enterro dele aqui.

Porque não o reportou?

Que interesse podia haver na morte de uma criança de cinco anos?

A Sra. Malik foi capturada pelos seus homens horas depois.

Eu esqueci-me de tudo isto, até ter ouvido o comunicado na rádio.

Levem o caixão até à capital.

Não sei o que dizer, Sua Excelência.

Nunca tinha acontecido algo assim antes.

E nunca mais acontecerá.

Não acredito que o Harkness estava a mentir.

Não? Leia isto.

Os exames dos dentes da criança morta

correspondem àqueles no registo dentário do Peter Malik.

Sua Excelência, se quer que volte a interrogar o Harkness...

Não, saia! Saia!

Percebes o que aconteceu, certo, Czerny?

Aceitámos um impostor como "Peter Malik"

e convidámo-lo para falar na reunião amanhã.

Ele ia denunciar o seu "pai".

Em vez disso, denunciar-me-á e louvará o Edward Malik!

Talvez possamos retirar o comunicado que o "Peter Malik" falaria amanhã.

É impossível, estou-te a dizer. íamos ser gozados pelo país fora.

Não, não, ele tem de falar.

- Sua Excelência... - Já chega, Czerny!

Já chega! Já te ouvi que chegue! Agora ouve-me.

Vamos usar este "Malik" como ele nos queria usar a nós.

Tragam a Maria Malik ao Congresso.

Quero-o lá quando o "filho" dela falar.

- Mas, Sua Excelência... - Ouve-me!

Quando impostor começar a denunciar-me,

a Sra. Malik vai sem dúvida dizer que ele é filho dela.

Ela vai jurá-lo perante todo o mundo.

E depois, Czerny,

usamos isto!

E a caveira do verdadeiro Peter Malik

para a expor como mentirosa e que o filho dela é um impostor.

Quero o agente americano lá também. Vamos expô-los aos três de uma vez.

Depois vamos ver...

... se a memória do Edward Malik sobrevive a isso.

Sim.

Deixem-na entrar.

A sua mãe.

A minha mãe? O que é que ela está aqui a fazer?

Mesmo com as diferenças políticas, eu pensei...

Sra. Malik, é tão bom vê-la depois de todos estes anos.

Sr. Rojek, gostaria que poupasse a sua hipocrisia.

Está a ser injusta.

Trouxe-a até aqui com bondade.

Este é o Peter, o seu filho.

Peter?

Sim.

Sim, pode ser.

Sra. Malik.

Falamos mais tarde.

Vamos?

- Porque é que me trouxeram aqui? - Já vai ver, Sr. Harkness.

E não tente fugir.

Os guardas estão armados e têm ordens para matar.

Delegados do Congresso de Estudantes de Caríntia,

Juventude do Mundo.

Meus amigos, camaradas e concidadãos.

Saudações fraternais.

Há 20 anos atrás,

durante a luta do povo contra a democracia corrupta,

um rapaz de cinco anos foi dado como morto,

mas ele não morreu.

Peter Malik não morreu!

Como já sabem, ele sobreviveu a esses dias sombrios.

Ele cresceu. Tornou-se forte.

Ele estudou, leu.

E agora, vinte anos depois, este jovem veio para casa

e eu digo "bem-vindo".

Bem-vindo, Peter Malik!

Nas horas depois de descobrir a minha verdadeira identidade,

pensei muito sobre o meu pai,

um homem que só conhecia através dos livros de História.

E quando pensava no Edward Malik, o homem que amava em criança,

pensava nas palavras ditas por Marco António, em Júlio César,

e na minha cabeça parafraseava-as para ler

"ele era meu pai, fiel e amável para mim."

E pergunto-me,

como é que poderia falar mal de um homem assim?

Já respondi à minha pergunta

com as palavras ditas por outro homem na Grécia antiga.

"Não amo menos o meu pai, mas amo mais o meu povo."

Meus amigos, venho enterrar a memória do Edward Malik

e enaltecer as conquistas do primeiro-ministro Rojek

e da República Popular Democrática de Caríntia.

Não! Não lhe deem ouvidos! Isto é um truque.

Este homem é uma fraude, um impostor.

O Anton Rojek mandou-o aqui para vos enganar.

- Parem-na! - Ele não é meu filho.

Com Deus como testemunha, o meu filho está morto.

- Morto! - Levem-na daqui!

- Queremos a Maria! Queremos a Maria! - Camaradas!

Camaradas, silêncio!

- Silêncio! - Queremos a Maria! Queremos a Maria!

Ouçam-me!

Queremos a Maria! Queremos a Maria!

- Onde estamos? O que aconteceu? - Somos amigos, Sra. Malik.

- Está livre. - Livre?

Sim.

Esperem! Voltem lá para cima! O ministro precisa de proteção.

Camaradas!

Silêncio! Por favor, ouçam-me!

Tradução e Legendagem MARINA PINTO RTP - Produção

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