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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Sr. Phelps.
Todas as tentativas para identificar o assassino inimigo,
conhecido como Werner Stravos, falharam.
Não há fotografias dele e o seu único contacto é Eric Bergman,
diretor da Segurança Interna do seu país.
A próxima vítima de Stravos será morta daqui a dois dias, às quatro horas.
A sua missão, Jim, caso decida aceitá-la,
é travar Stravos e acabar com a sua carreira de assassino.
Como sempre, se você ou alguém da Força M.I. for apanhado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
FORÇA DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Sentes alguma coisa?
Não.
A carga elétrica é muito reduzida, mas será registada.
Jim, isto é inofensivo, mas surtirá o efeito desejado.
Garante que o Bergman não te dá a droga verdadeira.
Willy?
Apenas as duas primeiras são de pólvora seca.
Por razões de segurança,
o Stravos é comandado por um membro desconhecido do seu Comité Central.
No entanto, em caso de emergência, este homem, Eric Bergman,
o seu chefe da Segurança Interna,
poderá marcar um encontro com o Stravos.
O Bergman é inteligente e é muito cauteloso.
Conseguir fazê-lo agir antes das quatro, não será fácil.
- Alguma vez se conheceram? - Não.
O Bergman nada sabe sobre o Stravos.
Ele só fica a saber das missões do Stravos após estarem completadas.
Então, isso deixa o Bergman na mesma posição do que nós.
Isso mesmo, Valerie. Ele não sabe quem é a vítima ou o assassino.
Tudo o que nos poderá garantir é uma apresentação.
Às 14h,
o laboratório estará preparado para rever todos os espécimes experimentais.
E, às quatro, tem uma reunião, aqui, com o Ministro da Defesa
e com o Hans Seigman, sobre a nova planta da guerra química.
Mais alguma coisa, doutor Tratzmer?
Não, obrigado.
Obrigado.
A classificação de Cochran é H-9.
Pertence ao departamento dos pagamentos.
Mas ele não trabalha apenas nos pagamentos, coronel.
Estava no comando dos mesmos.
A cada semana, ele pagava a todos os agentes norte-americanos,
na Europa Ocidental. - Foi isso que o Sr. Cochran lhe disse?
Sim. E as nossas fontes mais fiáveis também confirmaram.
Presumo que tenha rejeitado qualquer proposta de asilo.
Porque é que os desertores apenas querem mudar o seu nível de vida
e nunca as suas políticas?
- Quanto? - Duzentos mil francos suíços.
O dinheiro é para ser depositado no seu banco, na Zona Ocidental,
sob o nome Richard Stevens.
Ele enviou-nos um cartão de identificação.
Muito atencioso.
Ele está na Europa, de momento. Tenho pessoas a segui-lo.
Porém, não somos os únicos a vigiá-lo.
Um agente norte-americano.
Pergunto-me se estará lá para vigiar o Cochran, ou para protegê-lo.
Onde está o Cochran, de momento?
Não sei. Despistou os meus homens e o agente norte-americano.
Ainda assim, ele irá contactar-nos às nove, para a nossa resposta.
Jim?
Sim, Barney?
Aqui estão as datas.
Dias 9 e 26 de janeiro.
Dia 21 de fevereiro.
Dia 10 de maio. Dia 3 de junho.
Dia 19 de agosto. Dia 23 de novembro.
Dia 10 de dezembro.
Entendido.
Um tal Sr. Cochran a ligar para o major Dieter, coronel.
O major atenderá a chamada.
Empate.
Major Dieter.
Cochran. Qual é a sua resposta?
Receio que terá de nos dar mais tempo, Sr. Cochran.
Ainda estamos a conferenciar com os nossos superiores.
Duzentos mil é um vasta quantia. Contacte-nos mais logo, hoje.
Não é mais logo. É agora. Não receberá uma segunda chamada.
O dinheiro será depositado.
Tem até às nove e meia. Sem truques.
Onde nos encontramos?
Zona Ocidental, 110 Unden Strasse. Quarto 23. Venha sozinho.
Quando?
Um quarto para as dez. Bata duas vezes à porta.
Ou estamos a comprar um desertor, ou estão-nos a vender um.
De qualquer forma, teremos de pagar pelo privilégio de descobrir.
Ele vem aí.
Contra a parede.
Já verificou com o banco?
Então, saberá que mantivemos a nossa parte do acordo.
Tudo bem.
Certo.
Não é fácil, sabe?
Isto não é algo que faça todas as semanas.
O meu nome é Mark Cochran.
Tornei-me num agente secreto há nove anos.
A minha primeira missão foi...
Não faça nada.
Temos de marcar outro encontro.
Não. Nós protegê-lo-emos.
Virá comigo para a Zona Oriental.
Obrigado, mas não.
Receio que não tenha escolha.
Senhor?
Sim, tenente?
Uma mulher deseja falar consigo, senhor. Ela insiste que é urgente.
- Quem? - Não disse o nome. Só me deu isto.
O seu cartão codificado.
Muito bem. Tratarei disso. Diga-lhe para esperar.
Fritzy.
- Fritzy. - Vai-te embora.
Fritzy.
Fritzy.
Fritzy.
Fritzy.
Fritzy.
Fritzy.
Por favor, sente-se, Sra. Engstrom.
Obrigada, coronel.
Fui enviada para examinar determinados ficheiros.
É apenas uma inspeção de rotina.
Sra. Engstrom, tem uma classificação muito elevada.
Acho estranho que o Comité Central envie alguém com as suas qualificações
para um assunto administrativo. Quais os ficheiros que deseja examinar?
Não posso dizer.
Acredito que passamos mais tempo a esconder coisas de nós próprios
do que dos nossos inimigos.
Por vezes, é sensato manter algumas coisas escondidas, coronel.
Por vezes, não sabemos quem é o inimigo.
Se me puder levar à sala de arquivo.
O major Dieter deseja vê-lo imediatamente, coronel.
Diga-lhe para entrar, assim como o tenente Reikman.
Major Dieter, esta é a Maria Engstrom, do Comité Central.
- Sra. Engstrom. - Major Dieter.
Desejara conhecê-lo, major.
Li o seu ficheiro. Tem um futuro muito promissor.
Obrigado, Sra. Engstrom.
Certifique-se que a Sra. Engstrom é levada ao arquivo, tenente.
Ela alega que está aqui para examinar ficheiros,
mas é demasiado importante para isso. Há algo que não bate certo.
Já confirmou com o OBQ Central? Eles não saberão.
Ela vem diretamente do Comité Central.
- Acha que há algo de errado? - Não sei que pensar.
É tudo.
Mas não tive escolha. Tive de trazer o Cochran para aqui.
Talvez não lhe tenham dado escolha, Dieter.
Eles não o mandaram para nós. Tentaram matá-lo.
Ou tentaram fazer parecer que o tentaram matar.
É perigoso estar seguro de tudo, Dieter.
Tão perigoso quanto estar seguro de nada.
Diga ao Sr. Cochran para entrar.
Obrigado.
Não lhe pretendo contar nada, coronel.
pelo menos até que me crie uma nova identidade, na Suíça,
e até receber o dinheiro.
Sob as circunstâncias, não percebo porque lhe deveria pagar.
É melhor mudar essa atitude, Bergman, porque estes são os meus termos.
Pense neles.
Quem acha que é? Onde acha que está?
Posso livrar-me de si, mandá-lo executar.
Ninguém se oporia, ninguém levantaria um dedo para impedir.
Você é lixo, você não é nada. Não está em posição para regatear.
Agora, sugiro que nos diga o que sabe.
Eventualmente, criaremos uma nova identidade para si, na Suíça,
e garantiremos que receba o dinheiro. Estes são os meus termos.
Diga aos guardas para entrar.
Sugiro que pense neles.
Levem-no para a sala de detenção.
O que pretende fazer com ele?
De momento, nada. Se não for um desertor,
se fizer parte de uma conspiração norte-americano, agirá a seu tempo.
E se for um desertor?
Então, teremos de o quebrar.
Vou pedir ao doutor Mannerheim para lhe fazer testes de resistência à dor.
Não deverá ser difícil quebrá-lo.
Discordo. Ele agarrar-se-á à informação que detém
durante o máximo de tempo que aguentar.
Será a única coisa que o manterá vivo.
Sim?
A Sra. Engstrom deseja vê-lo a si e ao major Dieter,
no arquivo, de imediato, coronel.
Diga-lhe que vamos já.
Há um homem na Zona Ocidental. Emile Van Drist.
Quero que seja capturado e trazido para aqui, imediatamente.
Quem é esse homem?
De momento, tudo o que precisa de saber está nesse papel.
Sequestrar alguém do Ocidente não será fácil, Sra. Engstrom.
Quero que o tragam imediatamente.
Apanha-o.
Um conselho... para ambos.
Transmitir qualquer coisa disto ao OBQ Central,
ou mais acima, não só colocaria em risco a missão,
como também vos custaria as vossas vidas.
- Encontrou aquilo de que procurava? - Sim, coronel, encontrei.
Norvan Koenig... Norvan Koenig...
Foi uma das vítimas do Stravos.
Porque lhe interessa esse ficheiro? Está inativo. Arquivei-o.
Nenhum ficheiro fica definitivamente arquivado, coronel.
Coronel Bergman.
Sim?
Daqui fala o doutor Mannerheim.
Tenho estado a fazer testes de resistência à dor
no desertor norte-americano, o Cochran.
- Sim? - É melhor vir à sala de detenção.
Há algo que deveria ver.
Muito bem. Vou já.
Com licença.
Não fomos informados de que alguém desertara.
Ainda não tenho a certeza se alguém desertou.
Por favor, explique.
Explicarei, assim que tiver determinado a validade e valor deste homem.
Com licença.
O seu desertor é toxicodependente, coronel.
Neste momento, ele está a sofrer a dor da abstinência.
Acho que já sei porque precisa do dinheiro, Sr. Cochran.
Não lhe preciso de dizer o que isto é, pois não, Sr. Cochran?
Já tem experiência suficiente com isto.
Heroína.
Isto aliviará a sua dor. Diga-me tudo o que sabe.
Contar-lhe-ei tudo. Dê-me a injeção, primeiro.
Não. Primeiro, conte-me tudo o que sabe.
Não! Deixem-me tomar!
Deixem-me tomar! Deixem-me tomar, por favor!
Ainda não, Sr. Cochran.
Deixe-me tomar. Tenho de a ter, por favor.
Só alguma informação, Sr, Cochran.
Está bem.
No último ano, pagámos a oito agentes, tidos como fiáveis.
Três independentes e quatro eram nossos.
Quatro...
Isso só dá sete, mas disse que eram oito.
Sim, oito.
Quem é o oitavo?
Um agente duplo.
Importante?
Sim.
- Como se chama? - Não sei. Não sei de nada.
O seu nome de código.
Ele deve ter um.
Não me quer dizer o seu nome de código?
Sim, quero.
Orpheus.
Pagavam-lhe com regularidade?
Não, não.
Apenas por missão?
Sim, exatamente.
Quais foram as datas em que lhe pagou?
Não sei, não me consigo lembrar.
Não sei.
- Diga-me as datas em que lhe pagou. - Não sei. Não me lembro.
- As datas. - Não me lembro.
As datas.
- A injeção! - Primeiro, as datas.
Não, dê-me a injeção! Dê-me! Dê-me!
Por favor, a dor é terrível. Tenho tanto frio... Por favor!
Sugiro que pare o interrogatório, coronel. Só ficará mais incoerente.
Porque me trouxeram aqui?
O que vão fazer? O que querem de mim?
Também gostaria de saber as respostas a essas perguntas, Sra. Engstrom.
Há muitos meses, Anton Stravos recebeu ordem para matar este homem,
Norvan Koenig.
Sim. A Operação Leão.
O Koenig era uma químico brilhante.
Ele foi de um valor incomensurável ao ajudar os nossos inimigos
a descobrir um novo foguete propulsor de alta velocidade.
A sua morte parou o projeto.
Porém, há um mês, a experiência recomeçou.
Devem ter encontrado outro químico.
Correto. Foi este homem.
Isso é ridículo. Não sou um químico.
Não sei nada sobre propulsores movidos a combustível.
Trabalho numa fábrica de produção de rolamentos. Num torno mecânico.
Estou a ver. Talvez me consiga dizer...
Nesta fábrica de rolamentos?
Sim.
Mostre-me onde trabalha.
Aqui, no primeiro nível.
Não. Você trabalha aqui, três andares abaixo do solo.
Não sei de que fala. Trabalho num torno mecânico.
Essa é a verdade.
Testaremos a sua verdade.
Vou fazer-lhe algumas perguntas.
Se se recusar a responder, o major Dieter disparará contra si.
Percebido?
O seu nome verdadeiro é Emile Van Drist?
Sim.
- Está a mentir. - Não, é a verdade.
Está a trabalhar para os norte-americanos
no seu novo foguete propulsor?
Não.
Conhece este homem?
Não.
Conhece este homem.
É um amigo? Um parente, talvez?
Não.
O seu pai?
Não.
Esse é o pai do Norvan Koenig.
Ele está a dizer a verdade. Deve haver algo de errado com a máquina.
Não, não há nada de errado com a máquina.
Estamos a olhar para o Norvan Koenig.
Verdade?
Responda.
Eu sei que ele admitiu ser o Koenig, Sra. Engstrom, mas é impossível.
É possível.
Cirurgia plástica.
O Stravos matou o Koenig. Verificámos.
Não. Os norte-americanos permitiram que verificasse,
permitiram que acreditássemos que o Stravos completara a sua missão
com sucesso.
Isso só pode significar que alguém os avisou.
Correto.
O Comité Central comanda o Stravos
e apenas um homem, no Comité, lhe dá ordens.
Sim. Mas não é ele o traidor.
Então, quem é?
Você, coronel.
Impossível.
Como poderia informar os norte-americanos de algo que não sei?
Deve saber que não temos conhecimento das missões do Stravos
até depois de estarem finalizadas.
Sob procedimentos operacionais normais, não havia forma de saber.
Mas a Operação Leão foi diferente.
O Stravos teve imensa dificuldade para localizar o Koenig.
A Segurança Interna foi destacada para ajudá-lo.
Sim, mas não sabia que estava a ajudar o Stravos, nessa altura.
Não me foi dito porque estava à procura do Koenig.
Quem lhe disse para localizá-lo?
O OBQ Central, creio.
Errado. Tenho a ordem comigo.
Estava no seu ficheiro do Stravos.
Recebeu as instruções do Comité Central
e sabia que o Comité Central tinha apenas um agente, o Stravos.
Para um homem com a sua inteligência,
não teria representado qualquer problema
fazer a ligação entre o Stravos e o Koenig
e, depois, ter informado os norte-americanos das suas suspeitas.
A questão da minha inteligência não é prova substancial da minha culpa.
Não, mas causará dúvidas substanciais no seu julgamento.
E, num caso desta enormidade,
será executado pelo pelotão de fuzilamento.
Mas não os informei.
Pode matar-me e ainda terá de lidar com um agente duplo.
Pode explicar isso ao Comité Central.
Espere.
O norte-americano, o desertor.
Ele disse-me que estava a pagar a um agente duplo. Um importante.
- Quem? - Não sei.
Os norte-americanos apelidaram-no Orpheus.
Cochran, o desertor,
disse-me que estava a pagar ao Orpheus por missão.
Agora, assim que ele nos der as datas,
podemos ver se há correlação
com as datas das últimas missões dos nossos agentes.
Assim que uma bater certo, teremos o nosso homem.
Meio de novembro, terceira semana.
Em dezembro?
Dia oito de dezembro.
É tudo o que me consigo lembrar.
E é tudo o precisamos de saber.
Verifique essas datas com as datas das últimas missões dos nossos agentes.
Quero que o Sr. Cochran continue com a sua abstinência.
Irei interrogá-lo a ele e ao Koenig, mais logo, hoje.
Não. Coronel, você prometeu-me! Por favor! Prometeu-me!
Ele mereceu a sua recompensa, Sra. Engstrom.
Ele continuará com a abstinência.
Não, coronel, não.
Não, por favor, coronel.
Dê-lhe alguma heroína, doutor.
Não!
Dei-lhe instruções específicas, coronel. Não há desculpa para isto.
Isto constará no meu relatório.
Doutor, em nenhuma circunstância deverá ele receber a heroína.
Coronel Valdachek, daqui fala a Sra. Engstrom.
Coronel, surgiram novas informações no caso da Operação Leão.
Temos dois prisioneiros na Segurança Interna.
Arranjar-lhes-á transporte para a Prisão Reingart?
Quero-os numa prisão de segurança máxima.
Obrigada, coronel.
Tudo a postos.
Então? Houve alguma correlação?
- Sim, coronel. - Quais?
O Stravos não pode ser o Orpheus. É impossível. Ter-se-ia sabido.
Bem, soube-se... com o Koenig.
A morte do Koenig foi ordenada há alguns meses.
O Stravos é nosso agente há mais de seis anos.
Os norte-americanos não nos conseguiriam ter enganado
durante tanto tempo.
É possível que o Stravos se tenha tornado um agente duplo
muito recentemente. - Não acredito.
Ele trabalha sozinho. Tem movimentos aleatórios.
Apenas um homem, no Comité Central, conhece a sua aparência.
Seria muito fácil para ele.
Vou prová-lo. Vou trazê-lo para cá.
Coronel, a decisão é minha.
Consegue marcar um encontro?
Sim. Mas temos de decidir em breve.
Porquê?
Todos os dias, o Stravos ouve uma transmissão de rádio do nosso país.
Se, às treze em ponto, ele ouvir que um Hans Dorfman
pediu a The Moonlight Sonata, contactar-me-á.
Faltam dez minutos para as treze.
Se nos atrasarmos, teremos de esperar 24 noras.
Tudo bem, faça isso. Mas não pense nem por um segundo, coronel,
que está exonerado.
Diga-lhe que temos de nos encontrar, hoje.
Hamburgo, dois dias. Contactá-lo-ei.
Não! Tem de ser hoje.
Impossível. Amanhã, talvez.
É de extrema urgência que nos encontremos, hoje.
Será muito difícil e perigoso.
Assumirei a responsabilidade.
- Encontre-se comigo. - Não. Eu trato dos preparativos.
Ligar-lhe-ei às três e meia, se decidir fazer o encontro.
- Sim? - Hotel Wilhelm.
Daqui a 20 minutos, no quarto 210. Está em seu nome. Venha sozinho.
Hotel Wilhelm, quarto 210, daqui a 20 minutos.
Vai ser à justa.
O Hotel Wilhelm fica na Zona Ocidental, creio.
Dieter, arranje quatro dos seus melhores homens...
Não. Tenho o meu próprio pessoal. Estão treinados para serem discretos.
Vou alertá-los.
É melhor irmos.
Você vai ficar aqui, coronel. Não posso permitir que vá para o Ocidente.
Vou encontrar-me com o Stravos.
Isso não será possível. Ainda que nunca nos tenhamos conhecido,
ele só se encontrará comigo. - Porquê?
Temos uma palavra-passe combinada entre nós.
- Qual é? - Só posso divulgá-la ao Stravos.
- Dir-me-ás... - Não.
Posso morrer se você for o traidor
e eu tiver permitido que fosse à Zona Ocidental.
Sra. Engstrom, esse é um risco que terá de correr.
Muito bem, coronel.
Está bom, Paris.
Sim, senhor, posso ajudar?
Chamo-me Bergman. Tenho uma reserva.
Sim, Sr. Bergman.
A minha reserva era para o quarto 210.
Sim, senhor, mas a pessoa que fez a reserva ligou de volta e mudou.
Estou a ver.
Não ligue as luzes. Palavra-passe.
Léxico. Cisnes. Escorpião.
Stravos?
Não se mexa.
Não se vire.
Palavra-passe.
Léxico. Cisnes. Escorpião.
Órbita. Satélite. Carvalho.
Portanto...
... de que se trata este encontro?
Surgiu uma emergência terrível.
A sua última vítima pediu asilo no nosso país.
Mas ele não pode desertar de imediato.
Naturalmente, não lhe podíamos contar que o planeávamos matar.
Temos de parar o seu plano.
É impossível. Irá ser ativado dentro de minutos.
Ainda há tempo para ligar à sua vítima e avisá-la.
Podemos dizer que descobrimos uma conspiração para o matar.
Só há um homem no Comité Central
que é suposto saber quem são as minhas vítimas antes de as matar.
Não podemos fugir desta regra.
Nunca tivemos uma emergência destas.
Então, porque é que o meu contacto, no Comité Central, não me ligou?
O seu contacto teve um acidente de viação. Está em estado crítico.
Não se pode mexer. Tem de parar o seu plano.
Coloquei uma bomba...
... no escritório do Dr. Tratzmer, no Centro Neurológico.
- Doutor Tratzmer. - Boa tarde, Ministro da Defesa.
- Como tem passado? - Bem, bem. E você?
Perfeitamente. Perfeitamente.
Gostaria de lhe apresentar Hans Seigman.
Tenho ansiado por conhecê-lo.
Todos para fora! Há uma bomba aqui dentro!
Então?
Ligue a alguém, tente parar!
Adaptação e Legendagem MIGUEL MARTINS RTP - Produção
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