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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
EMBAIXADA DOS E.U.A. LONDRES
ASSISTENTE ESPECIAL DO DEP. DE ESTADO DOS E.U.A.
O comandante Patterson estava a ser chantageado
por agentes inimigos.
Estavam atrás do descodificador
para as radiotelefonias, na embaixada.
Algo correu mal e mataram-no.
Como é que o Patterson se envolveu?
Através da Lady Weston.
A sedução e a chantagem.
São essas as suas armas e sabe usá-las bem.
Mas não estamos atrás dela.
É do seu chefe.
É o líder de toda a espionagem contra os Estados Unidos, na Europa.
E tudo o que temos sobre ele é o seu nome de código, "K".
O nosso plano é que ela nos leve a ele.
- Quão bem a conheces? - Socialmente.
O Lord Weston gosta de a exibir.
Tu sabes. Homem velho, mulher nova.
Ele não suspeita de nada.
- Ele vai-se magoar. - Ela já magoou muitos.
Como a vais abordar?
Ela vai dar-me atenção, como novo responsável de comunicação.
É o Paris que pode ter um problema.
Temos cooperação de Washington.
Precisamos de comunicações, aqui na embaixada.
Usamos este escritório.
Aqui estão os convites para o brunch,
em casa dos Weston, amanhã. - Boa.
Estás a manter a polícia local informada?
Não. Os Serviços Secretos britânicos deram-nos liberdade.
Estamos sozinhos.
Alguma coisa?
Como podem ver, não vale a pena.
Os americanos estão a usar um espectro de frequências.
E o Patterson não devia ter morrido antes de nos dizer
como usar o descodificador, para compensar.
Ele dir-nos-ia,
se o Rorke não ansiasse matá-lo.
O Patterson era perigoso.
Agi sob as ordens do "K".
Mentiste-lhe.
Gostas de matar.
Talvez também goste do que faz, Lady Weston.
Olá, sou o Bill Fulton.
Pensei em ver os estábulos Weston, antes de me juntar à festa.
- Espero que não se importe. - Claro que não.
- Sou a Cora Weston. - Como está?
É da embaixada, o meu marido avisou-me.
Sou o novo responsável de protocolo. Ao seu serviço.
- A articulação? - Está partida.
Fui aconselhada a abatê-lo.
Mas tem cuidado dele.
- Posso? - Claro.
O veterinário esteve bem,
mas não chegou para o salvar.
És um sortudo.
O mundo ainda não ficou sem finais felizes.
Aqui estás, minha querida.
- Richard. - Apresento-te o comandante Monroe.
- Embaixada dos Estados Unidos? - Como está?
- Conheces o senhor Rogers. - Lady Weston.
- Posso trazer-te mais vinho? - Sim, por favor.
Têm desfrutado de cá estar, em Londres?
Infelizmente, não tivemos oportunidade.
Estivemos tão ocupados até agora, que não conseguimos ver nada.
Entendo.
- Deve ser o senhor Fulton. - Sou, sim.
- Como está, Lord Weston? - Está a divertir-se?
Imenso.
Parei nos estábulos. Fiquei impressionado.
- Monta? - Deixo isso para a minha esposa.
Infelizmente é demasiado extenuante para alguém da minha idade.
- Dá-me licença? - Claro.
Obrigada, querido.
Senhor Fulton.
Presumo que se conheçam.
- Claro. - O Bill e eu somos amigos.
Não se fica aborrecido, em Londres.
Diga o seu vício, nós temos.
Teatro, restaurantes, casino, discotecas,
senhoras amáveis. - É esse. Senhoras amáveis.
Qual o seu vício, comandante?
Gosto das senhoras,
mas, ao longo dos anos, fui fiel a apenas uma.
Infelizmente, não é mútuo.
A minha senhora infiel é a sorte.
É um jogador.
E tem perseguido a sua "senhora", aqui?
Tenho, sim. É esquiva, como sempre.
Se calhar, não procurou no melhor sítio.
Gostaria de lhe mostrar, um dia.
Gostaria de mais champanhe. Quer algo?
Não, estou bem, obrigado.
Com licença.
Ele é um grande apostador ou está a provocar-me?
Não. Não está a provocá-la.
Há uma espécie de amargura nele.
- É um perdedor, então? - Que apostador não o é?
Sim. Sim.
O seu humor mudou, Lady Weston.
- Desculpe. - Eu entendo, sem problemas.
Quer sair daqui?
O outono é a minha estação favorita.
As cores fazem promessas.
- Está a sentir-se melhor. - Um pouco.
Tentamos tanto. Mas o que queremos mesmo é isto.
Este sentimento pacífico.
São precisos dois, não é?
Sempre dois.
A solidão é inútil.
Preciso de um ombro, Bill. Um ombro para me consolar.
Queres consolação do quê?
Tudo e nada.
O mundo é um falhanço, sabe?
Alguém, algures, cometeu um erro terrível.
Quero tentar apaixonar-me. Nunca estive, sabe?
A senhora e o Lord Weston?
Temos uma relação civilizada. Sirvo para ele mostrar, apenas.
O meu ombro está disponível sempre que precisar.
Lembrar-me-ei disso.
Boa noite, Lady Weston.
O "K" diz para esquecer o Fulton.
O responsável de comunicação é que interessa.
Não pode enganar ambos. É demasiado complicado.
Entendeu?
- Sim, sim. Eu sei. - Ainda bem.
Que pena. Podia ter-se divertido.
Olá, fala o capitão-tenente Monroe.
Lady Weston, que bom ter notícias suas.
Planeio estar na cidade, esta tarde,
e há um sítio que adoraria mostrar-lhe.
Conway's. É um sítio discreto de apostas altas.
Isto é, se estiver livre.
Estou livre. Adoraria.
Para bebidas, parece-me bem. Vemo-nos mais logo.
Adeus.
- Conway's? - Conway's.
A mesa funciona com ímanes.
Comando de três botões.
Um para craps, outro para sete e um para natural impossible.
Quando é que vês a Cora, outra vez, Paris?
- Amanhã de manhã. - Algum problema?
Não, Jim.
Ela parece estar à procura de alguém.
Um banco americano. Receio que...
- Eu comprometo-me, senhor Conway. - Obrigado, Lady Weston.
- Tenha uma boa tarde, comandante. - Obrigado. Muito obrigado.
Nove. O ponto é nove.
Sete. Um perdedor.
Façam as vossas apostas. Novo apostador, a chegar.
Aqui vamos. Vamos lá, vamos lá.
Sete. Um vencedor.
Esta é a sua noite. Acho que é a nossa noite.
Estes são os guiões para a conversa. Vais falar com Peter Stone,
chefe do Departamento do Estado.
- O Stone vai estar presente? - Não. Isso é impossível.
Mas está a gravar o seu lado da conversa para nós.
Craps. Perdedor.
Ás, dois, craps. Perdedor. O mesmo jogador, a vir.
Aposta em todas as filas.
Sete. Perdedor.
Craps. Perdedor.
Vamos lá, dado!
Um quatro difícil. Aposta no número quatro a ganhar.
Vamos lá, quatro. Quatro!
Sete, perdedor.
Façam as apostas.
Novo jogador a entrar.
Como conseguiu a minha morada?
Liguei para a sua propriedade. O seu mordomo deu-ma.
Por acaso, estou contente que tenha aparecido.
Estou a sentir-me em baixo.
Divertiu-se com o Tom, ontem à noite?
Falou com ele, portanto?
Sim.
Ele gosta de si.
Muito.
Tivemos uma tarde agradável, na cidade. Só isso.
- Ele contou-lhe? - Não.
Fui poupado dos detalhes.
Os detalhes envolvem um jantar, um espetáculo
e setas num bar perto da torre.
Um sítio maravilhoso. Dizem que o Raleigh bebia lá.
Temos de ir lá, um dia destes.
Gosta do Tom?
Ele é jeitoso.
É ligeiramente divertido.
Não perguntei isso.
Falou sobre estar apaixonada.
Vai ser o Tom?
Não vai ser ninguém.
Preciso de me divertir, só isso.
Uma pequena distração.
Bem...
Espero que encontre a sua pequena distração.
Bill, não vá.
Porque é que escolheu o Tom?
Estava com medo de o escolher a si.
Entre no carro.
- O que é isto? - Sem confusões, entre no carro.
O meu banco ligou ao seu banco.
Dois dos cheques que passou são inúteis.
Deve-me 50 mil dólares.
Preciso de tempo, senhor Conway.
Tem até esta noite.
- Isso é impossível. - É? Vamos ser criativos.
Suponhamos que possuía um item que eu poderia vender a terceiros,
pelos 50 mil dólares que me deve.
Depois, ficaria com esse item, em vez do dinheiro.
Não tenho tal item.
Tim, o homem nem conhece as próprias finanças.
Comandante, estou a falar de um descodificador,
ajustado ao espectro de frequências,
para descodificar mensagens da radiotelefonia da embaixada.
Olá?
Sim, Tom? Que foi?
Cora, estou em sarilhos. Pode ver-me esta noite?
Claro, Tom.
- No meu apartamento às oito? - Boa. Adeus.
Vai encontrar-se com ele?
Não o quero ofender.
Mas acabo assim que conseguir.
- Fala o Ross. - Já gravaste o Peter Stone?
Boa. Aguarda.
Tom, dava tudo para ajudar, mas não tenho o dinheiro disponível.
Só preciso por algumas semanas. Tenho algum a chegar.
O Richard trata-me como uma criança.
Tenho de enviar minhas contas a um solicitador.
- Espera alguém? - Não.
Então não responda.
É melhor ver quem é.
O que é isto? Saiam daqui ou chamo a Polícia.
Desculpe, Lady Weston.
Este cavalheiro deve-nos muito dinheiro.
Ele disse-me.
Ele também me disse que tenciona pagar.
Tem-no.
Não.
Tem a informação?
Não consigo.
Vou matá-lo
e gostar de o fazer, comandante.
Deixe-o em paz. Eu arranjo-lhe o dinheiro.
Quando?
Não posso deixar o meu marido descobrir.
Teria de combinar com o solicitador.
Mas sei que o consigo fazer.
Por favor. Por favor, não o magoe.
Ela parece preocupar-se consigo.
Preocupa-se com ela?
Claro que sim.
É melhor dar-nos o que queremos.
Ou atiço o Tom a ambos.
Certo. Vai ficar tudo bem, Cora.
Vai ficar tudo bem.
Sim.
Certo. Aqui está o Jim, agora.
Washington.
Vou dar-lhes o descodificador, dentro de uma hora.
- Temos o tempo contado. - Certo.
Primeira conversação, às seis, hora de Londres.
- Definido? - Certo.
Pedi à embaixada para definir o comprimento de onda.
- Ficaremos no comprimento antigo. - Certo.
O descodificador.
Como é que ela se portou?
É uma jovem talentosa.
E muito mal guiada.
Está comprometida, Paris.
Não és um alvo, mas quando fores,
vai tratar-te tão friamente... - Como eu a vou tratar.
É isso.
Um descodificador.
Boa.
Sim, Stone, eu li o teletipo do Bill Fulton.
Mas é difícil de acreditar com Fulton em controlo.
Em controlo ou não, vou pedir a detenção imediata dele.
Mas o Fulton é o responsável de protocolo.
Um disfarce. Um excelente.
Não, Cora, o Fulton é o novo controlo deles.
O que significa que a espionagem americana
na Europa ocidental, passa por ele.
Não apenas isso, mas por estas conversas,
ele está em sarilhos com os dele.
Este é o número do Peter Stone no Departamento de Estado.
Fala o Stone.
Sim, Peter, daqui fala o Marv Rodgers.
Escuta, já disse ao embaixador.
Ele quer saber quando é que achas que ele roubou o dinheiro.
Durante a operação asiática, que ele organizou tão bem.
Descambou.
E a razão foi porque o Fulton nunca pagou aos agentes estrangeiros.
Escapou com três milhões de dólares.
Onde está o dinheiro?
Não localizámos ainda.
É uma das razões para a sua detenção imediata,
antes que chegue ao dinheiro.
Obrigado, Peter. Passarei a informação.
Tenho de falar com o "K".
Vamos lá, Cora, liga.
Vamos acabar com isto.
- Olá. - Bill, meu querido.
Encontras-te comigo, esta noite?
- Por volta das dez. - Sim, Cora, estarei lá.
Está bem. Adeus, querido.
Foi um dia tão longo, querido.
Estava ansiosa para te ver. Uma bebida?
Pode ser. Uísque, com gelo.
Bill, quero dizer-te uma coisa.
Tenho muitos amigos em Inglaterra.
Se tiveres problemas,
posso ajudar. - Como assim?
Quem é que será?
- Tom. - Cora.
Estou feliz que estejas em casa. Tenho tentado ligar-te a tarde toda.
Olá, Tom. Só passei aqui para beber.
Fizeste o quê?
A Cora convidou-me para uma bebida.
Porque não se junta, Tom?
Isso seria muito bom.
Vamos ter uma pequena reunião de afetos?
Não é preciso ser-se abusivo.
Não me diga para ser abusivo ou não. Sua vadia.
Está bêbedo. Vamos para casa.
Não me digas o que fazer.
- Ela é uma vadia. - Relaxa.
Tira-me as mãos de cima.
- Tom, vá para casa. - Não me chames Tom.
Está morto.
De certeza que está morto?
Sim, de certeza.
Não havia razão.
É tudo sem sentido. Tão terrível.
Temos de o tirar daqui.
Tem uma manta ou algo para o embrulhar?
- A culpa é minha. - Não.
Estamos juntos, agora.
Espero que sintas mesmo isso,
não há razões para fingimentos.
Rorke, entra. Traz a gravação.
O que é isto?
Bill, não sou só uma jovem esposa de um par inglês.
Senhor Fulton.
- Bill, tenta entender. - Entender o quê? Quem é ele?
O seu nome é Rorke.
- Trabalhamos juntos. - Trabalham?
Cora, explica-me isto.
Fala o Stone. Sim, Peter. Daqui fala o Marv Rodgers.
Já disse ao embaixador.
Ele quer saber quando é que achas que ele roubou o dinheiro.
Durante a operação asiática, que ele organizou tão bem.
Descambou.
E a razão porque o Fulton nunca pagou aos agentes estrangeiros.
Escapou com três milhões de dólares.
- Onde está o dinheiro? - Não localizámos ainda.
É uma das razões para a sua detenção imediata,
antes de chegar ao dinheiro.
Obrigado, Peter. Passarei a informação.
O Tom deu-lhe o descodificador, não deu?
Pobre coitado. Foi tão idiota quanto eu.
Bill, não começou assim, connosco.
- Não sabia quem era. - Pena não saberes.
O Tom ainda estaria vivo.
Certo, o que queres?
Ouviste a gravação. Vão prendê-lo.
Ninguém me vai prender. Não roubei dinheiro nenhum.
Quer tenhas ou não, o Peter Stone vai apanhar-te.
Os meus empregadores garantem-te asilo.
Em troca de tudo o que sei sobre espionagem americana.
Vou contigo.
Podemos estar juntos.
Cora, não sabes parar de te vender?
Tornou-se instinto?
Sabe como é um espelho de dois sentidos?
Tiramos sempre fotografias com a Cora aqui.
Nunca sabemos como vamos usar o filme.
E tenho fotografias lindas sobre o que se tem passado, aqui.
És mesmo algo.
É um mundo podre. Eu disse-te.
Não vou pedir desculpa.
Quão limpas estão as tuas mãos?
És o controlo americano. És responsável por quanta miséria?
Tudo bem, Cora, ganhaste.
Eu faço um acordo.
- Posso oferecer... - Esquece isso.
Não sabes negociar.
os teus talentos estão noutras áreas.
Eu falo com o "grandalhão".
Aquele a que chamam "K".
Mais ninguém.
Vou ver se consigo arranjar isso.
Anda em Yalmouth Lane, amanhã, às dez horas.
Sei que sabes que, se arranjar o encontro com o "K"
e algo correr mal, ele mata-nos a ambos.
- Estás pronto? - Sim.
- Vamos, então? - Sim. Tudo bem.
Desculpe, é necessário.
Tire a venda.
Quero que o senhor Fulton esteja confortável.
Afinal de contas, estamos do mesmo lado.
Então, o senhor é o "K".
Isso é maravilhoso.
Senhor Fulton, estaremos mais confortáveis na outra sala.
Sente-se.
Acredito que já se conhecem.
Na verdade, bastante bem.
Sinta-se elogiado, senhor Fulton.
Acho que é a primeira vez que a Cora se envolve em trabalho.
- Posso oferecer-lhe uma bebida? - Uísque com gasosa.
- Cora? - Não, obrigada, Richard.
Não há nada muito complicado, nos arranjos que têm de ser feitos.
Seremos generosos consigo.
Assumindo que os nossos termos são aprovados por si,
vai ser levado para uma baía na costa escocesa.
Daí, um submarino levá-lo-á para uma nova vida.
Localizei o "K".
Liguem à Scotland Yard e tirem o Paris.
Certo, Jim.
Olá, fala o Stone.
O embaixador quer uma resposta quanto ao Fulton.
Os preparativos foram feitos para uma reunião da NATO.
Temos de saber se incluímos o Fulton ou não.
- Sim. - Limpaste o seu nome?
De todas as acusações, sim.
Parece que o crime não foi pior do que confiar no carteiro errado.
Considerando as circunstâncias, Lord Weston,
os seus termos são justos.
- Posso ir para a Escócia. - Esplêndido.
- Que foi? - Desculpe-me, senhor.
Acho que ainda não irá para a Escócia, senhor Fulton.
Como profissional, aproveita as oportunidades.
Queremo-lo na conferência.
Não. Tomei a minha decisão de sair.
Quero sair.
Digo-lhe o seguinte.
Se ficar para a conferência, duplico o dinheiro.
Além disso, a Cora estará disponível para si.
Ou não, como quiser.
Leve o senhor Fulton para Londres.
Estiveste bem, Cora.
Tenho outros projetos em mente, para ti, agora.
Desisto.
Vais superar.
Olá. Fala o Weston.
Anderson, como está?
O quê? A sério?
Obrigado. Obrigado por ter ligado.
Portões? Parem o Fulton.
Tragam-no de volta, imediatamente.
O que se passa?
Era o Anderson,
um dos meus contados, em Washington.
Sabendo que o Peter Stone e eu somos velhos amigos,
ele pensou em reportar-me que estava no Departamento de Estado,
quando o Peter Stone morreu, à sua secretária.
Houve muita confusão.
O curioso é que o Stone morreu há 20 minutos.
- Mas isso foi antes... - Sim. Antes disto.
Algo correu mal.
Vamos Paris.
Vão à frente. Espalha que é o Weston.
Vou voltar pela Cora.
O Fulton foi plantado. As conversas eram falsas.
Era um plano para descobrir quem eu era.
Foste usada, Cora. Usada escandalosamente.
Não, não acredito.
Cora, minha querida, temo que tenha acabado.
Deixou-se levar pelas emoções. O que posso fazer?
É uma pena.
Mas o seu pequeno romance vai ter um fim trágico.
Rorke, abra a porta.
Vamos lá, Cora.
Parece que estamos num impasse, não é?
Nem por isso, Lord Weston.
A Scotland Yard deve estar a chegar.
Sim. Calculei que fizesse isso.
Afinal de contas, eu tive 20 anos disso.
Isso é muito bom, na nossa linha de trabalho, não?
Engraçado. A pequena Cora ser o instrumento.
É notável que tenha voltado por ela. Não tinha de o fazer.
Só por isso é que voltámos.
Levem-na.
- Obrigado por voltar, por mim. - Não é preciso agradecer.
- Onde me está a levar? - Para a Scotland Yard.
Significará muitos anos.
Eu sei.
Já tinha desistido. Tinha mesmo.
É demasiado tarde.
Tradução e Legendagem PEDRO M. SERRALHEIRO RTP - Produção
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