All language subtitles for Mission- Impossible S04 E20 Terror

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Original subtitles

MISSÃO

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Bom dia, Sr. Phelps.

Ismet El Kebir, o terrorista mais implacável do Médio Oriente,

condenado à morte por assassínio em massa,

está prestes a ser perdoado e libertado.

Uma proclamação de Ahmed Vassier, que o apoia secretamente,

e é ministro da propaganda em Suroq,

declarará que El Kebir agiu apenas por interesse do seu povo.

A libertação de El Kebir levaria a uma revolta terrorista

que poderia trazer a guerra a toda a região.

Jim, a sua missão, caso decida aceitá-la,

é garantir que El Kebir nunca será libertado.

Como sempre, se o senhor

ou algum membro da Força M.I. for capturado ou morto,

o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.

Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.

Boa sorte, Jim.

É uma garrafa de azeite,

disponível nos cafés e restaurantes da zona.

- E a escuta? - El Kebir não deverá reparar.

Quando foram capturados o capitão Lewis e o major Sulti?

- Lewis? - É um ex-agente secreto inglês.

Ficou como mercenário após a independência de Suroq.

Ele e o major Sulti foram capturados hoje na fronteira.

Será um segredo até a nossa missão estar concluída.

Quem é que sabe que El Kebir será perdoado?

Só as pessoas fulcrais

do governo e da organização terrorista.

Todos os outros pensam que será enforcado.

O impacto psicológico deste perdão será tremendo,

que é o que Vassier quer, claro.

Algum problema com os explosivos?

Não, consigo prepará-los em quatro horas.

Quem construiu este sistema?

Os antigos micénicos.

É um sistema de reserva em caso de cerco.

Alguém da prisão de Bunam sabe disso?

Não, este mapa foi feito pelo museu britânico,

a partir de pergaminhos antigos.

A mulher de El Kebir...

... cara curiosa.

Atheda? Não a subestimem.

Com El Kebir preso, é ela que gere a organização.

Já matou umas 12 pessoas

e matará mais 12 se achar que o marido corre perigo.

PRODUÇÃO

ARGUMENTO

REALIZAÇÃO

O que se passa?

Há algo de errado com o carburador.

Tiraremos o jipe daí e enviaremos ajuda.

Kebir, o ministro Vassier chegará em breve.

Quer falar consigo sobre a imprensa.

Já tenho uma declaração preparada, major Marak,

é muito simples.

Não perdoo por me prenderem e não agradeço por me libertarem.

O povo apoia-me.

Roubaram-nos a carrinha.

Acalme-se, soldado, sou o major Sulti.

O que se passou?

- Posso ajudá-lo? - Sim.

Café e baclava, por favor.

Lamento muito por El Kebir.

Só podemos rezar por ele.

Talvez possamos fazer mais.

Foi roubada uma carrinha do exército com dinamite.

A carga pode estar disponível para os que amam El Kebir.

Vou trazer a baclava.

Peço perdão, mas estando El Kebir aqui preso,

tenho ordens para tomar todas as precauções.

CORONEL DOS SERVIÇOS SECRETOS

Fala Rafik.

Estou a ver.

Passe ao Major Sulti, por favor.

Major...

Coronel, fala o major Sulti.

Fui verificar a há uma carrinha desaparecida,

como é que sei que a tem?

Onde está a dinamite?

Cinco mil dinares agora, cinquenta mil na entrega.

Quem é o senhor?

Isso interessa?

Revista-o.

É da 28.ª, uma unidade de demolições.

Deve ser um desertor.

Que diferença faz a minha identidade? Isto é um negócio.

Nem por isso, sargento.

Ou nos diz onde está a dinamite,

ou matamo-lo.

Não quero saber de carrinhas com dinamite roubadas.

Volte ao quartel-general já.

Certificar-me-ei que terá transporte para a sua base.

Passe a chamada. Sim, general Rashned.

Eles estão aqui. Um momento, senhores.

Sim, general.

Fala o major Marak.

Concordo, é uma afronta direta ao governo.

Muito bem, general.

O general também está preocupado com a carrinha,

têm carta branca.

Começarei com El Kebir.

Não penso que esteja envolvido.

Foi sempre um dos seus passatempos preferidos, não foi?

Ele é um de nós agora.

Tem a certeza, major?

Vejo que não tem.

Foi um crime engenhoso, major.

Quase que desejo ter sido eu,

mas não foi o caso.

Talvez a sua organização...

A organização tem ordens para colaborar com o exército.

Até amanhã, pelo menos.

Tem sentido de humor.

Mas...

... fazemos todos parte de uma comédia negra, não?

Sim.

Sim, suponho que sim.

O problema é que o major não desempenha bem o seu papel,

não é um homem inteligente.

Não é dos serviços secretos?

Não veio aqui para falar sobre uma carrinha com dinamite,

não na véspera de sair.

O que é que quer mesmo?

Só a sua cooperação.

O major é um mentiroso.

Ponha de lado a sua hostilidade, Kebir.

O governo concede,

o senhor ganhou. - Ganhei?

Só terei ganhado quando for eu o governo.

Sim? Deixem-no entrar.

É o Vassier.

- Vossa Excelência - É bom vê-lo de novo, Marak.

Vossa Excelência, apresento-lhe o capitão Lewis.

É uma honra.

Major Marak,

este não é o capitão Lewis.

Perdão?

Disse que não era o capitão Lewis.

Essa é uma acusação estranha, senhor,

já sou o capitão Lewis há uns bons anos.

Eu sei que o capitão Lewis e o seu superior, o major Sulti,

estão numa missão especial fora do país.

Estou a ver. Peço desculpa.

Estivemos em missão

para avaliar as reações à libertação de El Kebir.

Já enviámos esse relatório.

O general já confirmou a identidade do capitão.

Apresento-lhe o major Sulti.

Sua Excelência Vassier.

As reações à libertação de El Kebir foram favoráveis, presumo.

Nem por isso, os nossos vizinhos temem-no como nós.

O que o traz à prisão de Bunam?

Estamos a investigar o roubo de uma carrinha com dinamite.

Acabei de questionar El Kebir.

Penso que está a planear fugir.

Fugir, agora?

Será perdoado amanhã. Porquê?

Talvez para mostrar desdém, quer cuspir nas nossas caras.

Que provas tem disto?

Nenhumas, ainda.

Estou a ver.

Sei bem como o exército se sente em relação a El Kebir,

prefiro confiar nele.

Se me permite a observação, ministro,

é estranho que ponha a palavra de um assassino

à frente da dos seus próprios oficiais.

Talvez, neste caso, o assassino seja um patriota,

e o oficial um provocador irresponsável.

Examinarei as instalações da comunicação social

e visitarei El Kebir. - Muito bem, excelência.

A sua atitude confirma as nossas informações, não?

Sim, completamente.

Que informação?

Vestimos todos o mesmo uniforme,

assumo que será discreto. - Sim, claro.

O ministro foi alvo de uma investigação especial.

Provámos, sem dúvida,

que tem estado associado secretamente com terroristas há anos.

Major...

... e se me colocasse numa cela perto de El Kebir?

É possível?

Penso que sim.

Nestas circunstâncias, é melhor que Vassier não saiba.

Vou esperar até que saia da prisão.

Não lhe estou a pedir gratidão,

estou a pedir-lhe que o finja para a comunicação social ver.

Vassier,

o povo ama-me, não é verdade?

Muitos amam, sim.

O que quer é que eu lhe agradeça publicamente,

para que o amem também.

Isso é assim tão pouco razoável?

Ele é teimoso.

Precisamos de dinheiro.

Precisa da minha ajuda, Kebir. Temos de trabalhar juntos.

Há peixes pequenos que seguem os tubarões

e alimentam-se do que estes têm entre os dentes.

Os tubarões precisam desses peixes?

Ou será o contrário?

Se houvesse uma forma de sair daqui sem a minha ajuda,

Saía, é isso?

Não se preocupe, Vassier. Não há forma.

Dê-me a sua palavra.

Se tentar escapar agora, destrói-nos a ambos.

A minha palavra?

Já sabe que não tem valor.

Tem algo melhor,

as paredes com 1,5m de espessura e estas barras de ferro.

Muito bem, Paris.

Estão prontos para ti no café.

Vossa Excelência!

Onde está Atheda?

- Vossa Excelência. - Precisamos de falar.

Levem-no daqui.

Ponham-no na cave.

Atheda,

vou ser direto.

Irão enforcar El Kebir.

O quê?

Hipócritas imundos, foi um complô para impedir que o libertasses.

Enforcar El Kebir?

Deve haver algum engano, não pode ser verdade.

Atheda,

percebo que isto seja um choque, mas pensa,

alguma vez dei à vossa organização uma informação errada?

Mas desta vez...

... não, eles não se atreveriam.

A decisão já foi tomada, têm medo dele.

Matá-lo-ão e exterminarão a vossa organização.

Quando soube disto?

Hoje, apenas hoje.

Mentiram-me da mesma forma que a vós.

Vai morrer a não ser que o ajudes.

Tenho estado à espera dele estas semanas todas, confiei neles.

Deveria ter sabido que o quereriam morto.

Temos de o salvar, Jenab.

Como, Atheda? É demasiado tarde.

- Não podemos fazer nada. - Nada?

Deixá-lo-ias morrer no cadafalso?

A prisão é à prova de fugas, não existe nenhuma forma.

Existe uma forma.

O meu colega de negócios, Allan Rogers,

estará numa cela para o preparar.

Agora...

Isto é um mapa do antigo sistema de água subterrâneo.

Vejam.

Se conseguirmos de alguma forma penetrar esta parede,

chegaríamos à cela de El Kebir.

Faça a sua escolha.

Está bem.

A dinamite está no armazém Womek, tenho um homem lá.

Temos um problema com uma demolição, sargento.

Salvaremos El Kebir através desta parede.

Por essa parede? Não será com dinamite.

Precisa de algo mais concentrado.

O que recomenda?

Plásticos ou nitroglicerina.

Explosivos tão poderosos numa área tão pequena,

não são perigosos?

Se usar cargas moldadas, não.

A dinamite é feita de uma combinação de nitroglicerina e terra de Fuller,

e é possível separar a nitroglicerina.

Isso é uma morte certa.

Não temos escolha.

Preciso de um recipiente.

Lave isto e depois saiam daqui.

Para o deixarmos fazer o mesmo?

Se cometer um erro que seja vai explodir.

Já viu uma explosão disto?

Não há sangue, ossos, nada.

É como se nunca tivesse existido.

Não me assusto, sargento.

Recuem.

Não têm o direito de fazer-me isto.

Exijo ver o cônsul britânico já, estão a ouvir?

Só estava a tirar umas fotografias, foi só isso.

Não sabem o que é justiça?

Sou britânico, conheço os meus direitos.

Porque paraste?

Por causa da tempestade.

Continua.

- Temos de esperar que passe. - Porquê?

A eletricidade estática é perigosa.

Não há tempo para esperar, El Kebir será enforcado às 10h.

Bem, sargento...

- Tivemos sorte. - Concordo,

mas eu tenho sempre sorte.

Continuem.

Imagine-se.

Batem à porta do meu quarto de hotel,

algemam-me

e arrastam-me para aqui

sem terem um mandado sequer.

Nem me deixaram ligar a um advogado.

ESCUTA NA CELA

Quem disse que este país está pronto para a independência está maluco.

Chamam a isto um país civilizado, é que nem está perto.

Perguntas e perguntas o dia todo,

nem uma côdea de pão para comer,

nem uma côdea.

- Quem é o senhor? - Allan Rogers.

Trabalho com o Vassier.

Não me conhecer mas conhece a minha mercadoria.

Mercadoria?

De onde pensa que vieram as armas para Wadi Kassir?

Foi de mim.

Vassier colocou-me aqui em segredo para poder prepará-lo.

Para quê?

Vão matar-te amanhã, Kebir.

- Como assim? - O exército tem medo de ti.

O major Sulti será o carrasco.

Não acredito nisso,

tornar-me-iam num mártir.

Haveria massacres em todo o país.

Não serás um mártir.

O plano de Sulti é que te matem enquanto foges, à cobarde.

Porque é que Vassier não me contou?

Ele sabe que há uma escuta.

Se desconfiassem, matar-te-iam ali mesmo.

Como está hoje, El Kebir?

Muito bem, major.

Saia da cela.

- Porquê? - É rotina.

Quero ver a cela.

Não queremos que lhe aconteça nada hoje, pois não?

Ponha as mãos nas barras e vire-se para ali.

- Que forma de tratar um futuro... - Eu disse para se virar.

Muito bem, pode entrar.

Vejo-o amanhã.

O mapa.

- Ele tem de sair antes das 9h. - Certo.

Isto é o reservatório, a parede da prisão é ali.

- O que aconteceu? - Planeiam matar-te, desde o início.

- Viste Vassier? - Ontem, assim que saiu daqui.

Sabes quem é aquele prisioneiro?

Trabalha para o Vassier. Rogers.

Às 9h em ponto.

- E ele? - Vai também.

Guarda.

Vi-o de novo.

Haverá uma tentativa de fuga durante a manhã, com a dinamite.

- Como? - Rebentando uma parede do pátio.

Talvez o capitão Lewis possa ajudar.

Claro que sim.

Vassier.

Chegou mais cedo.

Liberte El Kebir já.

Não estou a perceber.

Disse para libertar El Kebir já.

Vossa Excelência, porque é que está a fazer isto?

A minha conversa com El Kebir ontem deixou-me inquieto.

Não podemos correr riscos.

Mas a comunicação social...

... se libertar El Kebir agora,

destruirá o drama que o próprio senhor planeou.

Estou a tentar evitar um desastre, major.

Talvez não seja necessário, excelência.

Ontem, após a sua saída,

pusemos o capitão Lewis num bloco de segurança máxima,

infiltrado.

- O quê? - Por precaução,

antes de libertar El Kebir.

Deveríamos ouvir o capitão Lewis.

Muito bem, tragam-no.

O doutor quer vê-lo. Abra.

- Não preciso disso. - Rápido.

É o último?

Sim.

Estão prontos?

Quase.

Tire isto da gruta.

Erraram em trazer-me ele estava a falar,

mais 10 minutos e saberia. - Capitão...

... não tínhamos mais 10 minutos,

Sua Excelência queria a libertação imediata de El Kebir.

Diga-nos o que já sabe.

Só sei da gruta de Erwadi.

- O que tem? - Precisava de mais tempo.

- É a minha... - Basta.

Não podemos esperar mais.

- Traga El Kebir. - Sim, Vossa Excelência.

- O que quer? - Tem de vir comigo agora.

Há uma passagem, mas bloquearam-na.

- Temos de os deter. - Como sabemos para onde vão?

Kebir falou na gruta de Erwadi.

Desça com as mãos no ar, Kebir.

Eles sabiam!

- Que explosivo usaste? - Nitroglicerina.

- Sobrou? - Sim.

- Onde? - Na gruta, ele sabe.

Anda. Cubram-nos.

Anda.

Onde estão?

Quero os explosivos.

Queres morrer?

- Está ali. - Não!

Não disparem, eu rendo-me.

Kebir, ponha as mãos no ar.

Ouçam todos.

É nitroglicerina.

Não hesitarei em usá-la. Recuem.

Kebir,

não faça isso.

Vassier, é um homem morto,

planeou tudo isto,

queria matar-me e que o país aceitasse.

Não, imploro-lhe.

Não faça isso.

Basta.

Está ali o seu homem, que me transmitiu as mensagens.

Está a mentir, Kebir.

Recuem todos,

ou atiro isto.

Não se mexa.

Não atire, seria a morte dele e a nossa.

Aviso-vos, leva-los-ei comigo,

o povo lembrar-se-á.

Não morrerei sozinho.

São soldados, Kebir, não mulheres ou crianças,

renda-se.

É falsa!

Não!

Não quero mais mortes.

Ponham as mãos na cabeça e avancem.

Kebir! Kebir!

Estes dois, os que desertaram,

quero interrogá-los.

Muito bem.

- Onde estão os explosivos? - Livrei-me deles no aqueduto.

Tradução e Legendagem TIAGO ALVES DA SILVA RTP - Produção

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