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MISSÃO
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Bom dia, Sr. Phelps.
O homem que está a ver é o príncipe Stephan,
o soberano legítimo do seu país,
até ter morrido há duas semanas, num acidente de automóvel.
No entanto, descobrimos que Stephan está vivo
e foi raptado por este homem,
o general Ramon Sabattini.
Sabattini raptou Stephan para forçar a sua noiva, Francesca,
a casar com ele.
Este casamento faria de Sabattini um herdeiro legítimo ao trono,
no qual se senta, atualmente, o primo de Francesca, Nicolai.
Pensamos que o plano de Sabattini
é matar os membros da família real,
ocupar o trono e aliar-se aos nossos inimigos.
A sua missão, caso decida aceitá-la,
é travar Sabattini
e salvar Stephan, Francesca e Nicolai.
Como sempre, se o senhor ou algum membro da Força M.I.
for capturado ou morto,
o Secretário negará ter conhecimento das vossas ações.
Esta gravação autodestruir-se-á em cinco segundos.
Boa sorte, Jim.
FORÇA DAS MISSÕES IMPOSSÍVEIS
PRODUÇÃO
ARGUMENTO
REALIZAÇÃO
Esqueci-me do sinal de Lucifer.
Força, Barney.
A tua passada tem exatamente 89 centímetros,
demorarás sete segundos.
- Sete segundos? - Sim.
- Vai ter muito ar? - Não muito,
mas se tudo correr como esperado, conseguirei entrar no túmulo.
Ainda bem.
Paris...
Os mágicos são uma obsessão para o Nicolai...
O poder é uma obsessão de Sabattini.
A ambição será a perdição de Vargas
e de Buccaro.
Chegámos ao fim da prestação de Zastro,
a próxima será por pedido real.
Este é o Sebastian. Vão trabalhar juntos.
A estrutura é a mesma, não há problema.
- E em relação à voz? - Tem praticado.
Barney...
E agora, Vossa Majestade, se me der o nome
de alguém que deseja ver...
Muito bem.
Agora... Tracey?
- São lindas. - São práticas também.
Willy?
- A nossa maquete está perfeita. - Tal como está isto.
O que achas, Lucifer?
Entre.
Desde que o conheço não creio que o tenha visto a sorrir,
pensei que hoje pudesse ser uma exceção.
Também não estaria contente, general, se tivesse ido visitar a sua noiva.
- Recusa-se a casar comigo. - Sim.
O príncipe Stephan conseguirá convencê-la.
Não teria assim tanta certeza.
General, não quer reconsiderar a proposta asiática?
Chegaríamos ao poder instantaneamente.
Livrar-se-iam de nós quando tivessem o que queriam.
Não concordo.
Não quero voltar a falar de temas gastos.
Esta fantochada de casamento é demasiado perigosa,
vai casar com uma mulher que pode destruí-lo.
Quando casar com a Francesca,
estarei na linha de sucessão do trono,
não terá tempo para me dar problemas.
Não a pode matar logo
e até lá terá o problema do Nicolai para resolver.
Não é um problema, é só uma criança.
É uma criança sem princípios e é o nosso soberano.
Os seus caprichos estão a sair-nos caros.
Aquele relógio de Luís XIV foi cinquenta mil...
Um pequeno investimento,
se tiver em conta que me passou as concessões mineiras.
Foi tudo legal.
Vai levar este país à falência com as suas legalidades.
Sim?
Têm os documentos em ordem?
- Quem é? - Associação cultural de Amesterdão.
Deu-lhes permissão para fotografar as joias da coroa
e outros disparates históricos. - Sim, eu lembro-me.
- Deixe-os entrar. - Podem passar.
Espero que tirem fotografias decentes às joias da coroa.
Em breve serão as únicas provas da sua beleza e existência.
O chão do corredor está pressurizado.
Aguardem um momento.
Abra, por favor.
A nossa economia está em ruínas.
- Pode partir as joias amanhã. - Eu sei, mas...
As joias não chegarão, precisamos de um empréstimo.
- Os únicos que nos querem dar... - São os nossos amigos asiáticos.
Porque é que todas as conversas que temos voltam sempre ao mesmo?
- Mas... - Estou a ficar irritado.
Traga o carro para a entrada e vá chamar a Francesca.
Saímos logo que o Nicolai assine estes documentos.
Bom dia, Vossa Majestade.
- Como é que está hoje? - Infeliz.
- Porque é que está infeliz? - Eles não se beijam.
- Que triste. - Já passou meia hora, quase.
Vai passar meia hora e não se vão beijar.
É tudo por causa da roda de escape, desapareceu.
Tenho a certeza de que, com a sua habilidade nestes meandros,
não terá problemas em repará-lo a tempo.
- Agora, se puder assinar isto... - Não me apetece assinar papéis hoje.
- Mas... - Estou demasiado infeliz.
Não assino nada hoje.
Talvez não assine nada amanhã.
Aliás, talvez nunca mais assine nada.
Está aí, é essa.
- Dê-ma. - Primeiro isto.
Estou sim?
Zastro quê?
É o mágico.
O que nos vai entreter esta tarde.
- Um mágico? - Disse-me para tratar da animação.
Não lhe disse antes porque queria surpreendê-lo.
Estou surpreendido.
Deixe-os entrar. Está bem.
Dizem que é melhor do que o Houdini.
Acredito em si.
Que surpresa agradável, Francesca.
Mal te tenho visto. Onde é que tens andado?
- Não importa, pareces triste. - Não está triste, Vossa Majestade,
é a proximidade do grande evento. - Sim, o grande evento.
- Está delirante. - Zastro deixa as pessoas sem fala.
É a animação que Vossa Majestade preparou para esta tarde.
Francesca?
- Nicky? - Sim, minha querida?
O relógio está 15 segundos atrasado.
Não te pode ajudar.
Estarias a pôr a vida do Stephan em perigo caso falasses.
Prisão de Arngrim.
Abre a mala, quero examiná-la.
Abra a mala.
Repito, abra a mala.
Só tem os adereços do mágico, são muito secretos.
Ninguém pode vê-los.
Isso não é problema meu, abra-a.
Se a abrir serei despedido.
- Abra-a. - Capitão!
Se não o deixar entrar, vai custar-lhe a sua cabeça.
- Onde está o Zastro? - Chegará em breve, Vossa Majestade,
quer que montemos o equipamento antes de chegar.
- Onde poderei fazê-lo? - O quê?
Pode montá-lo no salão de receções.
- Precisarei de ajuda, majestade. - Garanta que ele tem o que precisa,
siga todas as suas instruções. - Sim, Vossa Majestade.
É um guarda prisional à antiga, Major Rousek.
Nunca vi um prisioneiro com um ar tão infeliz.
Stephan,
lembras-te do inverno há dez anos em que fomos patinar?
O Nicolai tinha cinco criados a fazer-lhe bolas de neve
e mandava-tas sempre que passávamos...
É hora de falar do presente.
...mas acertava-me
e ficava tão envergonhado... - Do presente, Francesca.
Stephan, o Sabattini está a fazer bluff.
Já escolheu data para o casamento, não já?
Posso adiá-lo.
Podemos ter mais tempo juntos.
Mas irás casar com ele?
Sim.
Francesca,
consigo perceber que não vais casar com o Sabattini.
Tu morrerias se o fizesse.
Isso acontecerá de qualquer das formas.
Não tenho uma vida sem ti.
Não irei casar com ele.
Se não casares ele também te matará.
- Sim. - Estou a ver.
És muito corajosa...
... e muito insensata.
Insensata, talvez...
mas não corajosa.
Se morrermos os dois, o nosso povo não terá esperança.
Eu sei.
Tens de casar com ele,
tens de o fazer.
Promete-me que o farás.
Tiveram tempo suficiente.
Não!
Por favor...
Não te preocupes, tratá-la-ei bem.
Apelo-lhe, se lhe sobra um pingo de decência,
para ser gentil com ela.
Porque é que não, haveria de ser?
É uma mulher jovem, calorosa e bonita.
Claro que terá certas obrigações que terá de fazer,
poderá não gostar delas.
Para a linhagem real poder continuar, tem de haver herdeiros.
Tem um corpo maravilhoso.
Deverá ter muitas crianças saudáveis.
Assim que consumar o casamento, quero que ele seja executado.
Zastro já chegou, Vossa Majestade.
Zastro!
Zastro...
Vossa Majestade...
Apresento-lhe o meu assistente, Lucifer,
e a grande leitora de pensamentos, Madame Vinsky.
Estou sem palavras.
Mas tem pensamentos, Vossa Majestade.
O príncipe Nicolai quer uma amostra dos seus talentos, Zastro.
Estava mesmo a pensar nisso.
Por favor...
Veja com atenção.
Lucifer...
É o meu anel.
Tenho moedas persas raras para Vossa Majestade.
É o meu anel outra vez.
Mais um truque, por favor.
Lamento, Vossa Majestade.
mas eu e a Madame Vinsky temos de preparar o espetáculo.
Confio que saiba que o espetáculo será às 13h em ponto.
Não pode haver atrasos.
Com certa, Zastro, compreendo perfeitamente.
Volta às 14h em ponto.
Seria possível levarem-nos aos nossos aposentos?
Levem Zastro e Madame Vinsky...
Lucifer!
Não!
Não façam mal ao falcão sob nenhuma circunstância.
Abram o portão.
Lucifer...
O falcão está com medo de tanta gente.
- Têm de sair. - Saiam todos daqui.
Lamento, Vossa Majestade, tenho ordens do general Sabattini.
Temos de vigiar a sala das joias.
Estou a perder a paciência com as suas atitudes, capitão.
- Ordeno-vos a todos que saiam. - Lamento,
não posso desobedecer ao general Sabattini.
Capitão, pode considerar-se preso.
Só segui ordens, Vossa Majestade.
Entre.
Vargas...
... está tudo a correr bem? - Eu já liguei para a catedral.
- O bispo chegará em breve. - Muito bem.
Como é que estou?
Está como um rei.
Segundo a tradição,
num casamento real, a noiva usa a coroa da Montavia.
- Vou buscá-la. - Ótimo.
Estarei nos aposentos da Francesca.
Abram o portão.
Bom dia, padre.
Bom dia, meu filho.
Algum problema, padre?
Infelizmente, a altura não poderia ser pior.
Posso ajudá-lo?
Seria muito amável da sua parte.
Obrigado pela ajuda, meu filho.
A Francesca já deve estar no quarto.
- Quem é o senhor? - Estou aqui para a ajudar.
Há pouco tempo para explicações, tem de me ouvir.
Estamos aqui para a salvar, a si e ao Stephan.
Confie em mim.
- Acha que já sabe o que fazer? - Sim, penso que sim.
A primeira bala é verdadeira
e a segunda é a fingir. - Certo.
- Quando é que verei o Stephan? - Em breve.
- Irá doer? - Não.
O comprimido fará efeito logo.
Francesca...
... decidi dar-te o presente antes do casamento.
É a vida do Stephan.
- O que é que tens na mão? - Nada.
- Tens alguma coisa na mão. - São só coisas privadas, lembranças.
Não há segredos entre a noiva e o noivo.
Mostra-me.
- Não há nada sagrado para ti? - Deixa-me ver.
Mostra-me.
Entre.
É a coroa de Montavia.
Vais usá-la hoje...
... no casamento.
CONTINUA...
Tradução e Legendagem TIAGO ALVES DA SILVA RTP - Produção
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